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Marcelo Reis - Founder MR16 Consultoria

Marcelo Reis – Founder MR16 Consultoria

Por Marcelo Reis*

Em 2020 quando a OMS reconheceu a situação da COVID-19 como sendo uma pandemia, logo começou um movimento em que algumas pessoas negavam a seriedade da situação. Em alguns países, o estado de emergência demorou muito a ser reconhecido. Por este comportamento, os cenários mais realistas que apontavam para uma plena recuperação econômica mundial, em não menos de 2 anos, eram mal vistos e desacreditados. No entanto, agora, com 1 ano de pandemia é exatamente o que vem se mostrando real.

Esperar que o mundo volte a ser como antes é utópico. A nova normalidade já vem sendo implantada na prática, a forma de trabalhar, fazer negócios, consumir e gerir a vida mudou de forma definitiva. Neste artigo, separei alguns aprendizados, melhorias e também pontos de atenção que a COVID trouxe.

Varejo: sobrevivência depende de transformação

Logo no início de 2020 o comércio sofreu o impacto inicial e começou a pedir ajuda ao governo, que também não estava preparado para fornecer este tipo de socorro ao empresário. As empresas, principalmente as pequenas e médias, que ficaram “sentadas esperando que tudo fosse passar em 3 ou 6 meses”, e não se transformaram, quebraram. Sem fôlego financeiro muita gente fechou e, quem sobreviveu, tocou os negócios baseado no delivery.

O calendário comercial ficou mais “lento”, não teve a aceleração típica das datas sazonais ao longo do ano e nem o esperado pico de consumo em dezembro. O sentimento que se estabeleceu é de 2021 quase como uma continuação de 2020.

Online não é diferencial, é parte essencial da operação de qualquer empresa

O online entrou de vez na estratégia das empresas, não adianta pensar nele como uma parte isolada. O digital precisa ser parte do planejamento principal. A unificação da qualidade e tipo de atendimento ao cliente independente do canal foi um importante aprendizado.

Antes da pandemia, era comum o cliente ter um tipo de experiência na sua jornada de compra presencial muito diferente da ofertada pela mesma marca no canal online. Ou seja, dependendo da escolha do canal para compra, o cliente terminaria sem a mesma assistência, sem acesso à promoção ou sem a personalização do seu perfil de compra. Com clientes mais exigentes e conscientes de suas compras as marcas precisaram adequar e garantir a mesma qualidade em qualquer canal.

Logística como parte fundamental do sucesso nas vendas

As adaptações realizadas nos processos logísticos também acrescentaram qualidade na relação consumidor-marca. Podemos dizer que esta multicanalidade está funcionando bem no momento em que o cliente pede um produto pelo site e este pedido é encaminhado para a loja mais próxima da rede e em seguida, entregue. Não vai mais para um centro de distribuição localizado distante e que  acrescenta tempo de espera.

A relação entre grandes marcas e clientes era distante, cada um estava em uma ponta desta equação comercial, que era recheada de intermediários. Com o fechamento dos comerciantes que faziam esta ponte, as marcas entenderam que não tinham mais clientes pois na verdade eles eram dos lojistas e não das indústrias. Agora, o fornecedor vende direto para o consumidor final e se tornou também um concorrente do varejista, tornando ainda mais acirrado o mercado para o pequeno empresário.

 O consumidor mudou e mais do que nunca valoriza experiência

A queda no consumo reflete também uma mudança de hábito da população que está menos consumista. Antes, as pessoas iam aos shoppings passear e sempre saiam com uma sacola, muitas vezes sem nem saber direito o que estavam comprando. Do ponto de vista econômico, mantinha a roda girando e gerava empregos. Ao mesmo tempo, a compra sem necessidade é contraproducente do ponto de vista ambiental, também com muita geração de lixo.

Com esta mudança de comportamento, o desafio maior, fica na mão das categorias que sobreviviam massivamente das compras por impulso. Um bom exemplo são as papelarias e lojas de miudezas em que comprávamos algo no meio do caminho por lembrar que precisávamos, mas que não sairíamos de casa apenas em busca do item. Essas empresas precisarão encontrar novas formas de sobreviver.

O consumo cada vez mais vai migrar para a experiência, para o viver e aproveitar efetivamente o momento. Atualmente isto está na contramão da queda no turismo internacional. Contudo, a tendência já se apresenta na busca de turismo pelos moradores em suas próprias cidades. Os residentes locais estão explorando mais os hotéis, parques e atrações turísticas de sua região. No futuro, esta tendência se expandirá para além das fronteiras, na retomada do turismo internacional.

Relação vida X trabalho – A vida desacelerou, a qualidade de vida virou foco e agenda cheia não é mais sinônimo de produtividade

Todos nós nos transformamos muito como profissionais e como empresa no último ano. Uma coisa que veio para ficar foi o home office, híbrido ou integral. A desconfiança que se tinha sobre este modelo de trabalho desapareceu à medida que se mostrou eficaz. Grandes empresas estão adotando o home office.

Com o objetivo de ficar perto das suas famílias, muitas pessoas se mudaram para cidades do interior, muitas vezes longe das sedes das empresas. Quem fez este movimento, percebeu que poderia ter um custo mais baixo associado a uma melhor qualidade de vida, e não querem mais voltar ao modelo antigo. Vai ser um grande desafio para as empresas convencer os funcionários de voltarem ao modelo fixo no escritório. O modelo de home office ou trabalho de qualquer lugar é algo que veio para ficar.

Vemos a desaceleração da vida. Qualquer um de nós, que faça uma reflexão dos dois últimos anos, pode perceber que tínhamos uma vida extremamente agitada. Saíamos antes das 07h da manhã de casa, passávamos o dia nos movimentando entre trabalho, reuniões, almoços e outras atividades. Em algumas funções profissionais, isso incluía deslocamentos constantes entre cidades, inclusive com aeroportos em alguns casos.

O setor aéreo segue extremamente afetado, e as viagens de negócio praticamente desapareceram. A redução mais contundente foi nos vôos internacionais, mas com um grande declínio nos nacionais também. As pessoas começam a criar novos hábitos e as empresas precisam se adaptar a esta mudança toda. A maioria das viagens executivas que aconteciam foram substituídas e temos sobrevivido com ferramentas digitais, de forma 100% remota.

A necessidade de reunião presencial ficou provada em alguns casos, como conhecer clientes e fornecedores, para gerar uma conexão mais pessoal. Porém, o mesmo não aconteceu na esmagadora maioria dos encontros que demandavam esforço e dinheiro para se deslocar e reunir.

A agenda e a vida estão mais balanceadas para família e trabalho, aprendemos e agora quereremos ter tempo para fazer nossas coisas pessoais. As pessoas se desapegaram do vício de ter a agenda tão cheia que não sobrasse nem tempo para parar e fazer uma refeição ou respirar.

Os riscos do comodismo em longo prazo

No outro prato da balança, está um efeito colateral: se acomodar. Agora, para sair de casa para cumprir alguma tarefa presencial as pessoas precisam de um empurrão a mais, mais incentivo do que era necessário antes para sair da inércia. As pessoas estão questionando de forma mais forte a necessidade de estar presencialmente nos lugares. A necessidade do movimento passou a ser muito mais questionada.

Em longo prazo, este padrão de comportamento pode levar à prostração e a ausência de movimento começar a causar problemas de saúde ligados ao sedentarismo. A preocupação com a saúde física, com a atividade consciente e com a saúde mental precisam estar constantemente sob nossos olhos.

 Dependência de suprimentos estrangeiros fez indústrias repensarem as cadeias de suprimentos

Um aprendizado importante é que por mais que o conceito de globalização funcione, na hora de uma crise como é a pandemia, vale a defesa individual. Cada nação quis se proteger, cuidando de suas fronteiras, providenciando suas vacinas e adotando políticas protetivas.

A dependência de fornecedores internacionais se mostrou um “calcanhar de Aquiles” para muitos países que dependiam exclusivamente de compras da China e ligou um alerta significativo sobre buscar sua autonomia, ou soluções alternativas, caso não tenha importação em algum momento no futuro.

Ou seja, começamos a ver um patriotismo nas indústrias, visando garantir seus processos produtivos sem dependências extremas externas. Agora, as produções são pensadas com planos B, C e D para garantir que não pare.

Atenção ao planejamento

Vejo nas indústrias, especialmente as latinas, que sempre foram muito orientadas à ação, uma tomada de atenção para o planejamento estratégico com uma ênfase que não se via antes.

A análise de cenários ganhou força e passou a ser mais valorizada. A tomada de decisões baseada em projeções embasadas em previsões realistas, torna os rumos da empresa mais assertivos. Se a emoção dominava antes da pandemia, foi o planejamento quem manteve as empresas vivas durante o período.

*Founder MR16 Consultoria

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AmancoAs soluções e avanços tecnológicos desenvolvidos pela Amanco Wavin oferecem ao segmento industrial tubulações eficientes que atendem diferentes necessidades. Suas aplicações, assim como as vantagens, são muitas, além de proporcionarem economia, agilidade ao projeto e serem ambientalmente sustentáveis. Confira abaixo as principais características que destacam a qualidade dos produtos em PVC para uso industrial:

– resistência: os produtos em PVC oferecem resistência a materiais químicos e à abrasão;

– instalação: o produto em PVC é leve e fácil de manusear, o que facilita a instalação, garantindo uma união extremamente segura e eficiente;

– eficiência: a tubulação é fabricada com matéria-prima que resulta em um produto de baixa rugosidade. Com paredes internas extremamente lisas, o atrito entre o fluido e o tubo é baixo, resultando em menor perda de carga. A tubulação em PVC também não produz resíduos internos que interferem no pleno funcionamento dos equipamentos, como, por exemplo, incrustações;

– manutenção: o PVC reduz a necessidade de manutenção frequente porque evita o acúmulo de resíduos que possam interferir no pleno funcionamento dos equipamentos, como, por exemplo, corrosões e incrustações.

– benefícios ambientais: o PVC é um material 100% reciclável e apresenta baixo consumo de energia em sua produção. Além disso, a quantidade de descarte de resíduo do material é muito pequena – isso porque é mais utilizado em produtos de longa duração, como tubos e conexões, fios e cabos para a construção civil. Segundo estudo do Instituto Brasileiro do PVC (IBPVC), o longo ciclo de vida útil dos produtos de PVC termina por ampliar o tempo necessário para que se tornem resíduos. Para se ter ideia, 70% dos produtos de PVC têm vida útil entre 15 e 100 anos, outros 22%, de 2 a 15 anos e apenas 8% são considerados descartáveis, com vida útil de 2 anos.

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mundo*Por Giovanna Cappellano

Não é a novidade que o meio ambiente pede socorro. E no mês em que é comemorado o Dia da Amazônia e o Dia da Árvore, devemos refletir sobre a importância dessas duas datas que voltam nossos olhares sobre a responsabilidade que todos nós temos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o sexto Panorama Ambiental Global de 2019 alerta que o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, ou mesmo até 2050, e que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050.

Outro dado lastimável: o relatório afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século. Por outro lado, o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, e é neste ponto que quero tocar.

Nesse sentido, acredito que as indústrias brasileiras precisam ter uma postura proativa na conservação de recursos genéticos da biodiversidade brasileira e na atuação com as comunidades que habitam as regiões, envolvendo-as no fomento e na valorização do trabalho local de modo a garantir a sustentabilidade. E em tempo de pandemia onde estamos todos olhando para dentro de casa, é inevitável que as empresas façam o mesmo.

O Grupo realiza inúmeros esforços visando minimizar sua pegada. Trabalha ativamente por práticas como economia circular, reuso de água e logística reversa, além de termos sido a primeira indústria do setor químico da América Latina a emitir títulos verdes. Podemos destacar que por razão da inauguração da Planta de Clorito de Sódio, em Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo, inaugurada em 2019, evitamos a emissão de 1.292,75 tCO2e, já que antes o produto era importado da China.

Também nos associamos este ano ao Benchmark Club do CDP nos temas Mudanças Climática e Segurança Hídrica, no intuito de trazer as melhores práticas do mercado para dentro de casa, e compartilhar um pouco da nossa expertise.

O CDP é uma organização sem fins lucrativos e uma das maiores referências no mundo quando se trata de captação, estudo e disponibilização de dados nestes temas.

Atualmente, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal, o que ameaça o equilíbrio ambiental global, prejudica a imagem do Brasil e impacta negativamente a economia do país.  Neste sentido, apoiamos publicamente o documento 10 Princípios Empresariais para uma Amazônia Sustentável, lançado pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, CEBDS, Instituto ETHOS, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Sistema B e Instituto Arapyaú, que tem como objetivo se tornar um movimento do setor empresarial brasileiro para a construção de propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia no caminho para a COP-25 e além.

No dia a dia da Concepta Ingredientsuma das nossas unidades de negócios, temos como objetivo desenvolver soluções naturais e tecnológicas com foco nas indústrias de alimentos saudáveis, naturais e orgânicos, mas sempre de modo a incentivar as cadeias agroflorestais e extrativistas que valorizam a floresta em pé e forneçam alternativas viáveis de produção e obtenção de renda para as comunidades produtoras, por meio do trabalho com produtos de origem na sociobiodiversidade, evitando assim o desmatamento e a consequente emissão de gases do efeito estufa.

Com essa forma de atuar, já podemos comemorar a conquista de resultados expressivos como ter 295 produtores rurais envolvidos diretamente no processamento e coleta das cadeias de valor, preservando 237 hectares de floresta nativa certificada orgânica por incentivo direto da empresa, o que representam cerca de 256 campos de futebol, e ter mais de75% dos fornecedores certificados orgânicos para nossa linha de Óleos Exóticos.

Um outro exemplo que evidencia como é possível promover a atividade industrial e ao mesmo tempo envolver as comunidades brasileiras para preservar os recursos naturais nativos do país é o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade®, um sistema de colaboração participativa com comunidades e associações regionais que garante a rastreabilidade completa de matérias-primas provenientes da Floresta Amazônica e de outros biomas brasileiros. Mantido pela Beraca, unidade de negócio do Grupo Sabará, as ações previstas promovem mudanças substanciais na vida das famílias envolvidas.

A atividade é conduzida hoje em dia em doze Estados do país, beneficia 2.500 famílias diretamente de 105 núcleos comunitários, envolve mais de 255 mil hectares com certificação orgânica e recebe, por parte da empresa, mais de R$ 8 milhões em investimento para a manutenção do Programa.

Mas não são apenas grandes investimentos que fazem a diferença. Participar de outras causas já existentes é um ótimo passo. Nesse sentido, somos parceiros do Programa Mundo Limpo Vida Melhor, que existe no estado de Pernambuco há 11 anos, e que tem como objetivo a coleta de óleo de fritura usado para reutilização no processo de fabricação de sabão em barra. Entre os resultados, temos como benefícios a redução no consumo de recursos naturais, evitar o descarte inadequado do resíduo no meio ambiente além da contaminação de recursos hídricos e ainda contribuir com recursos financeiros para o Hospital Público local.

Com essa análise, quero mostrar que empresas de qualquer porte possuem condições de se engajar, e consequentemente envolver seus colaboradores em ações e hábitos de extrema importância para uma mudança de comportamento em busca de um mundo mais verde.

Além disso, ações mais tradicionais também são de extrema relevância para as indústrias como mudar o uso da água com práticas de reuso e captação de água de chuva, expandir fontes de energia, reforçar as ações de reciclagem e destinação adequada de resíduos, alterar fontes combustíveis, e principalmente atuar como propagador de conhecimento e informação. Afinal, essas iniciativas mostram que é possível que instituições privadas, cada uma delas dentro da sua realidade, possam agir em prol da defesa de questões ambientais e sociais.

*Responsável pela Área ESG – Ambiental, Social e Governança do Grupo Sabará

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abimaq3A ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas – apoia incondicionalmente a aprovação da  MP.868, que trata da questão do Saneamento Ambiental. A MP permitirá a facilitação da participação da iniciativa privada nos serviços de Saneamento no País. O relatório  do senador Tasso Jereissati, que conta com apoio do Governo Federal, aprovado dia 7 de maio traz um enorme potencial a este setor que, hoje, deixa de atender a mais de 100 milhões de brasileiros, e condena à morte cerca de 6.000 recém-nascidos por ano.
Com a abertura do mercado (atualmente 94% concentrado por empresas públicas), será possível atrair investimentos da ordem de R$60 bi por ano – contra cerca de R$10bi investidos atualmente. Este volume de recursos será suficiente para, até 2033, universalizar o saneamento básico no Brasil, gerando mais de 700 mil empregos.

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europeanA BASF apresentou novas matérias-primas para a indústria de Tintas & Construção, durante a European Coatings Show 2019 (ECS), realizada em Nuremberg, Alemanha.  A ampla gama de produtos da empresa inclui dispersões, resinas, aditivos de formulação e de performance, pigmentos, endurecedores, agentes de cross-linking e solventes reativos.

 

“Nossos clientes da indústria de tintas e revestimentos enfrentam diversos desafios devido à constante mudança do contexto mercadológico, tais como novos requisitos do consumidor final e novas exigências de sustentabilidade. A exposição ECS é uma boa oportunidade de mantermos o diálogo próximo com os nossos clientes a respeito de necessidades do mercado e impulsionar a inovação”, explica Christoph Hansen, chefe da unidade de negócios Resinas e Dispersões da BASF Europa. A feira foi realizada no final do mês de março.

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automacaoA indústria 4.0 já é uma realidade em todo o mundo. Fábricas de diversos setores já procuram novas maneiras de integrar as informações do “chão de fábrica” aos sistemas corporativos, com o objetivo de garantir maior qualidade e produtividade no dia a dia e também melhor gestão na manutenção.

No segmento de máquinas-ferramenta, a Mitsubishi Electric  já faz isso com o Comando Numérico Computadorizado (CNC) por meio de tecnologias aplicáveis a indústria 4.0, como no caso a Interface MES (Manufacturing Execution System) e também com o protocolo MT Connect.

“Esses equipamentos podem ser integrados aos sistemas de Gestão de Tecnologia da Informação das empresas, com o objetivo de ajudar líderes a monitorarem, em tempo real, o status da produção, ajudando a aumentar ainda mais a inteligência nas empresas no dia a dia”, afirma Eduardo Miller, Engenheiro de Aplicação da Mitsubishi Electric.

Com uso predominante na indústria automotiva, esse equipamento ainda tem grande espaço para se expandir no Brasil. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o percentual de indústrias do país que utilizam pelo menos uma tecnologia digital passou de 63%, em 2016, para 73%, em 2018 e deve continuar crescendo nos próximos anos.

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Paulo-de-Godoy_Pure-Storage-Brasil-sitepor Paulo de Godoy*

Os dados são um catalisador para o crescimento e inovação, com o poder de transformar a maneira como uma empresa opera e atende seus clientes. No entanto, o grande volume de dados gerados atualmente cria uma sobrecarga nas organizações e a velocidade com que são gerados não está sendo acompanhada por um processo e por uma análise profunda.

Para colocar isso em contexto, de acordo com a IDC, o volume de dados gerados pela Internet das Coisas (IoT) será tão grande em 2025 quanto a quantidade total dados criados em 2020. Diante desse cenário, qual é a solução ideal para processar e analisar essa quantidade de dados? É aqui que a Inteligência Artificial (IA) pode ajudar.

Os dados são tão essenciais para as operações que um estudo recente que fizemos em parceria com o MIT Tech Review Insights constatou que 82% dos líderes empresariais acreditam que a Inteligência Artificial será um fator de mudança na forma como pensam e processam os dados.

Sem dúvidas, a IA pode ajudar as organizações a obter o máximo dos dados, porém, muitos mitos que a envolvem precisam ser dissipados. Esta é uma oportunidade estratégica para o canal trabalhar com seus clientes e ajuda-los a se livrar de qualquer equívoco ou relutância em relação à implementação da tecnologia.

Mito 1: Inteligência Artificial é uma tecnologia futura

Inteligência Artificial não é um conceito futurista ou material de ficção científica. Ela nos envolve aqui e agora. No entanto, os clientes podem ter dificuldades na hora de pesquisar, como encontrar uma lacuna de aplicativos de ponta e terminologia científica que não é baseada na realidade. Para combater isso, o canal deve ser capaz de demonstrar os casos de uso real que já estão entregando resultados nas empresas.

Nosso estudo com o MIT mostrou que 37% dos líderes apontaram os recursos e o talento como uma barreira à adoção de tecnologias de inteligência artificial e com a escassez de habilidades tecnológicas amplamente divulgada, essa é uma questão que parece não desaparecer em breve.

Para resolver isso, o treinamento começa em casa. Os revendedores de canal devem garantir que suas equipes sejam totalmente treinadas e conhecedoras da Inteligência Artificial, para que possam orientar os clientes na tomada de decisões. O treinamento de equipes específicas de IA deve começar agora para atender aos clientes a curto e longo prazo. Obtenha equipamentos para o seu laboratório e dê a sua equipe experiência prática. Nesses times deve haver pessoas que possam comunicar os benefícios das tecnologias em vários níveis, seja para o C-Suite, o gerente de TI ou até mesmo para um cientista de dados.

Mito 2: Percepção de Hollywood vs. Realidade

A percepção da IA é frequentemente derivada de como é apresentada na mídia. Tome como exemplo os filmes de Hollywood: a noção de uma “revolução dos robôs” contribui para que as pessoas pensem duas vezes antes de explorar as possibilidades da Inteligência Artificial. Na realidade, o termo é usado hoje para tratar de tecnologias como automação, Machine Learning Deep Learning. É o que estamos vendo hoje nas indústrias de impacto, eliminando tarefas que consomem tempo e permitindo que as empresas processem grandes quantidades de dados na velocidade da luz.

A IA está sendo usada, por exemplo, para realizar diagnósticos e análises de grandes quantidades de dados em segundos, ao invés dos dias que o ser humano levaria, ajudando a encontrar cura para doenças antes consideradas incuráveis. Existem inúmeros exemplos de uso de IA que têm um impacto positivo em quase todos os setores. A IA também está ajudando as seguradoras a analisar imagens de carros acidentados ou danos à propriedade para fornecer uma estimativa instantânea de um sinistro e os fornecedores de varejo estão aplicando a inteligência artificial ao vídeo para reconhecer e entender melhor o comportamento do cliente.

Os parceiros de canal devem ser capazes de demonstrar a realidade da IA, automação e Machine Learning e os benefícios que elas podem trazer para os negócios. Configurar um laboratório de demonstração aos clientes é uma ótima maneira de fazer isso. Somente quando as empresas puderem ver casos de uso real e as implicações dessas tecnologias no dia-dia, elas estarão inclinadas a adotá-las. Ter o senso prático de como as tecnologias de IA realmente funcionam também ajudará os líderes de negócios a vender os benefícios de volta à força de trabalho mais ampla.

Mito 3: Substituição de Emprego

Para muitos, o tópico da Inteligência Artificial desencadeia automaticamente o medo da substituição de empregos. Um exemplo é o estudo realizado pelo Centre for London, alertando que quase um terço dos empregos na cidade tem o potencial de ser realizado por máquinas nos próximos 20 anos. Enfrentar as questões e a resistência dos trabalhadores preocupados com esse tópico poderia criar outra barreira para a adoção da IA.

No entanto, onde há desafios, também há oportunidades, e a conversa precisa se afastar da “substituição” para a “evolução” do trabalho. Os líderes e os trabalhadores precisam se concentrar em como a inteligência artificial pode aumentar e melhorar suas funções – e é nesse ponto que o canal pode desempenhar um papel importante. Os revendedores podem oferecer programas de educação e treinamento sobre as novas tecnologias, não apenas para garantir que os negócios possam usá-las tecnologias em todo o seu potencial, mas também para suprimir quaisquer preocupações que envolvam a inteligência artificial. São esses tipos de serviços que posicionarão os revendedores como verdadeiros parceiros de negócios.

Enfim, a Inteligência Artificial chegou e está gerando um impacto positivo. Com tantas oportunidades quanto desafios (como acontece com qualquer nova tecnologia), muitos líderes estarão olhando para seus parceiros de canal para orientá-los. Se os revendedores puderem conscientizar seus clientes sobre os benefícios da IA, demonstrar seus impactos reais e se comunicar com qualquer nível de uma organização, eles se tornarão um parceiro confiável e altamente estratégico para ajudar as empresas em sua jornada de transformação digital.

*country manager da Pure Storage no Brasil

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Indústria 4.0: Motor do desenvolvimento

Icone Análise,Artigo | Por em 26 de novembro de 2018

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Liliane Bertoluci

Liliane Bertoluci

*Por Liliane Bortoluci

O estudo da Confederação Nacional da Indústria, “Indústria 4.0 e Digitalização da Economia” estima que, caso o Brasil mantenha a taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto registrada na última década (1,6%), levará mais de meio século para alcançar o PIB per capita dos países desenvolvidos.

Para reduzir esse prazo, a entidade calcula a necessidade de, no mínimo, dobrar o PIB brasileiro nos próximos anos e, para que isso aconteça, é preciso ampliar – ou, pelo menos, não reduzir – o potencial de expansão da indústria. “A indústria tem o poder de estimular outros setores, além de ser um dos principais agentes da inovação tecnológica”, diz o estudo.

A solução passa indiscutivelmente pelo avanço da Indústria 4.0. Também chamada de Manufatura Avançada, Indústria do Futuro e Fábrica Inteligente, a Indústria 4.0 se caracteriza pela integração dos processos de produção com o ambiente virtual, por meio de modernas tecnologias, como Comunicação Máquina-Máquina, Big Data, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Armazenamento em Nuvem, Robótica Avançada e outras.

“O desenvolvimento da Indústria 4.0 tem sido fundamental nas estratégias de empresas líderes e na política industrial das principais economias desenvolvidas. A incorporação de tecnologias digitais é essencial para o aumento da produtividade e, consequentemente, para o crescimento do País”, alerta a CNI.

Tendo em vista que o desenvolvimento da Indústria 4.0 está no centro das estratégias de política industrial dos países desenvolvidos e da necessidade do Brasil em agilizar esse processo para diminuir o gap de competitividade no mercado internacional, o estudo, que integra um conjunto de documentos entregues pela CNI aos candidatos à presidência da República, faz algumas recomendações.

Entre elas: priorizar políticas de difusão e indução à adoção de novas tecnologias, disponibilizar mecanismos específicos para promover o desenvolvimento tecnológico, ampliar e melhorar a infraestrutura de telecomunicação (em especial a banda larga), aperfeiçoar os aspectos regulatórios que afetam o desenvolvimento da Indústria 4.0 no Brasil, facilitar a articulação entre os órgãos públicos responsáveis pelas políticas ligadas à Indústria 4.0 entre si e também com o meio empresarial.

Em que pese a urgência dessas medidas e muitas outras que têm por finalidade destravar o avanço da Indústria 4.0 no Brasil, é vital ressaltar que a iniciativa privada vem fazendo sua parte para “democratizar” o acesso à grande parte da tecnologia necessária.

Quem visitou a última edição da Feimec (Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos), em abril, pôde constatar o quanto a evolução das plantas fabris para os conceitos da Indústria 4.0 é viável. O Demonstrador de Manufatura Avançada em operação naquela feira foi desenvolvido pela ABIMAQ e um notável grupo de parceiros (públicos e privados) em apenas três meses, com equipamentos e sistemas disponíveis no Brasil e acessíveis a todos os segmentos.

A Robótica Avançada é uma das principais tecnologias da Indústria 4.0. Os robôs colaborativos tiveram forte presença não só no Demonstrador, mas também nos estandes de diversos fabricantes. Diferente dos modelos convencionais, que precisavam fazer uma única ação repetidas vezes, na Robótica Avançada os robôs são programados para executar diferentes tarefas simultaneamente.

Mais seguros e versáteis, eles desempenham funções no mesmo ambiente e até interagindo com os profissionais em diferentes áreas da indústria, sem necessidade de isolamento por cercas e proteções.

Grande parte dos fabricantes que estiveram na Feimec participa no próximo ano da EXPOMAFE, em maio, no São Paulo Expo, que tem a Automação Industrial entre seus focos principais (juntamente com as máquinas-ferramenta). Mais uma vez, o que se espera é uma exposição da mais alta tecnologia, num ambiente propício à negociação com grandes marcas nacionais e internacionais.

Há um longo e árduo caminho para o nosso País percorrer na corrida dos mercados mundiais e o novo governo, seja qual for, precisa estar sensível às demandas por uma política de desenvolvimento industrial que ajude a diminuir nossa desvantagem. Do lado de cá, estamos fazendo nossa parte para que a tecnologia chegue mais rápido, para mais empresas e nas melhores condições.

Do lado de cá, estamos fazendo nossa parte para que a tecnologia chegue mais rapidamente, para mais empresas e nas melhores condições, por meio do nosso canal de marketing digital, que mantém contato com o setor consumidor de máquinas-ferramenta e robôs durante os 365 dias do ano.

*Diretora da Informa Exhibitions, promotora da EXPOMAFE – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial.

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pensecomcalmaEra o ano de 1998. O Mossad Israelense precisava de ajuda em um projeto ultrassecreto o qual não tinha conhecimento técnico para realizar. Foi solicitada a ajuda do General de Brigada da unidade especial 8200 – a máquina de inovação de Israel. O desafio: não havia tempo hábil para desenvolver uma solução, ainda mais para algo tão complexo e com impacto direto na segurança nacional.

O General de Brigada se manifestou: “Nós temos uma solução para este problema e ela tem nome: Daniel Schnaider.”

Os membros das forças especiais do exército israelense foram treinados para resolver os desafios mais complexos e mais urgentes de uma nação em constante perigo existencial. Pense com calma, aja rápido é a essência da nossa metodologia, nossa forma de pensar e agir. Não se trata de algo de outro planeta, mas de uma forma diferente de raciocinar e executar, o que fará maravilhas por você e pela organização.

O Exército de Israel, mais especificamente sua unidade de inteligência, desenvolveu ao longo dos últimos 70 anos métodos de gestão avançados para lidar com inimigos que nunca param de evoluir em termos de tecnologia, recursos e estratégias políticas.

Entre 1996 e 1999, Daniel Schnaider teve a oportunidade de se aprofundar nessas técnicas. Tempos depois, adaptou e refinou muitas dessas metodologias para o mundo corporativo ao participar do processo de transformação de dezenas de empresas, ONGs e órgãos governamentais, e os resultados têm sido surpreendentes.

O livro “Pense com calma, aja rápido” é o resultado de mais de 20 anos de trabalho, pesquisa e desenvolvimento sobre as ferramentas mais eficientes para a gestão de organizações nesta nova era da revolução industrial.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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