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O presidente da ABINEE, Humberto Barbato, elogiou a decisão do governo de elevar o IPI ( Imposto sobre Produtos Industrializados ) para veículos importados e, também, para montadoras instaladas no país que não atenderem à exigência de ter ao menos 65% de componentes nacionais e de fazer investimentos em inovação tecnológica, como forma de proteger a indústria automotiva brasileira.

Segundo ele, medidas como esta deveriam ser estendidas a outros setores industriais que estão sofrendo com a exacerbada valorização do Real frente ao Dólar e com as importações de bens acabados, principalmente, vindas da China. “Este é o caso do nosso setor eletroeletrônico que vem há anos enfrentando um déficit em sua balança, que tem crescido em ritmo galopante, especialmente, nos últimos anos em função do desajuste cambial”, diz. Sustentando esta afirmação, dados da ABINEE apontam que, em 2010, o déficit do setor atingiu US$ 27 bilhões, e, neste ano, ultrapassará a casa dos US$ 33 bilhões.

As distorções provocadas pelo câmbio, que afetam a competitividade no mercado interno e externo, podem ser constatadas, também, pelo desempenho das exportações e das importações do setor nos últimos dois anos. “Enquanto as exportações de 2010 permaneceram no mesmo patamar de 2009, as importações superaram em 40% as realizadas no ano anterior”, salienta Barbato.

Ele lembra que a entidade já apresentou ao governo propostas para compensar o impacto nocivo causado pelo real valorizado. Entre as reivindicações está a elevação temporária da alíquota do Imposto de Importação para produtos que tenham similar nacional de segmentos da indústria eletroeletrônica, utilizando os limites permitidos pela OMC.

Outra proposta apresentada pela ABINEE trata da desoneração da contribuição patronal ao INSS da parcela exportada da produção dos bens do setor eletroeletrônico, nos moldes do setor de software. “O fato é que estamos num processo crescente de desindustrialização e precisamos urgentemente de ações que garantam a competitividade das nossas empresas, o desenvolvimento do país, e a manutenção dos empregos aqui no nosso território”, conclui Barbato.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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1 comentário no post Medida para setor automotivo tem que ser estendida para toda indústria

Raimundo Nonato Lima disse:

4 de outubro de 2011

Eu sou sistematicamente, contra o protecionismo, eu acho que medida partenalista, é retrógado,no tempo da ditadura militar, os portos estavam fechados, a industria brasileira, com o mercado interno continental brasileiro, deitava é rolava em cima do consumidor brasileiro, os veículos carroça pura, as porcariadas eram muitas,que enfiavam goela abaixo dos consumidores brasileiros,em todo o setor industrial brasileiro, se a presidente Dilma , tomar esta medida, de protecionismo geral, aí sim , o brasileiro pode sair de casa com dinheiro no bolso, que nada com qualidade irá encontrar, quando não encontrar merda , vai achar bosta.
Recado- para os empresários brasileiros,quando os juros estiverem baixos, aprendam a trabalhar com juros baixos, nada de indexar os seus produtos na lei da oferta é da procura, subindo o preço de seus produtos, puxando a inflação para cima, esta vendendo mais porque os juros estão baixos, é muitos brasileiros que estavam afastados das compras retornaram, aproveitem a deixa é procuram vender as suas mercadorias, se v. abrirem a goela, o governo acaba com a festas de v. subindo os juros, tirando muitos compradores do mercado, a distribuição de renda do PT é valida, e preciso que o mercado interno, tem dinheiro para fluir a economia, portanto nada de goela larga.
Att-Raimundo Nonato Lima

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