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A Assosciação da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, realizou, em 27 de maio último, o seminário intitulado “O Desenvolvimento Brasileiro: O Modelo Atual e as suas Aleternativas”, no qual reafirmou seu comprometimento com um projeto de país. Leia abaixo o conteúdo extraído do evento:

Projetar um país. Esta foi a principal conclusão de um auditório totalmente lotado para a realização do seminário. José Velloso, diretor de mercado interno e vice-presidente da Abimaq, abriu os trabalhos falando da satisfação de realizar um seminário com tema tão polêmico e convocou a todos para reflexão e atitudes no sentido de garantir que o crescimento do mercado brasileiro seja sustentado por produtos fabricados no País.

Ao passar a palavra para Fernando Bueno, diretor de competitividade que apresentou o trabalho elaborado pela Abimaq – O DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO: O MODELO ATUAL E AS SUAS ALTERNATIVAS, Velloso afirmou:”não há dúvida que o Brasil vai crescer, a questão central aqui hoje é se ele vai crescer com conteúdo nacional”.

O Ministro Interino de Assuntos Estratégicos, Luiz Alfredo Salomão, que falou logo após a apresentação dos trabalhos por Fernando Bueno, disse que com estrutura adequada o Brasil poderá crescer a taxas de 6 ou 7% ano ano, mas questionou a elevação dos juros iniciada pelo Banco Central. “Se a sociedade quer crescer, nós temos que conter as taxas de juro a níveis compatíveis com o resto do mundo, em especial países que nem o nosso”.

Fernando Bueno, também insistiu nessa temática na sua apresentação, colocando que o relativo sucesso do modelo econômico atual vem de pelo menos 20 anos, uma vez que mais que um modelo de desenvolvimento é um modelo de estabilização econômica baseado essencialmente em abertura comercial e financeira, câmbio flutuante; controle da inflação e superavit primário.

“Nesse aspecto – explicou Bueno – ele já cumpriu o seu papel, com as contas macroeconômicas razoavelmente ajustadas, modesto crescimento do PIB, relativa distribuição de renda e maior inclusão social, redução da vulnerabilidade externa e uma inflação dentro da meta”.

A ideia inicial da implantação desse modelo econômico, ainda de acordo com o estudo, era que o desenvolvimento seria consequência do plano de estabilização econômica, uma vez não ocorrendo, o governo lançou mão especialmente nos últimos anos, de políticas de desenvolvimento, como a PDP – Política de Desenvolvimento Produtivo; PAC – Programa de Aceleração do Crescimento; PRÉ-SAL – investimentos da Petrobras em O&G e PSI – Programa de Sustentação do Investimento – BNDES .

Mesmo assim, o estudo aponta que as taxas de investimento ainda estão longe do desejável e a tendência de diminuição da participação da indústria no PIB não se alterou substancialmente. “A situação atual – explicou Bueno – remunera mais o ócio que o trabalho, o que podemos concluir que o modelo atual está esgotado”

ALTERNATIVAS

Dentro da característica da Abimaq de não só apontar os problemas, mas também as alternativas, o estudo aponta uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento que implica na redefinição dos objetivos das políticas macroeonômica, industrial, de Comércio Exterior e educacional que devem ser focadas na obtenção das metas previstas e que tem por objetivo alcançar a sexta posição no ranking mundial de fabricantes de bens de capital em 2022.

Antonio Carlos de Lacerda, professor doutor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que elogiou o trabalho apresentado por Fernando Bueno disse que o Brasil só será bem sucedido se a indústria de transformação tiver futuro, alertando que teremos um risco fortíssiomo em 2011 se não forem revistas as políticas atuais de câmbio e juro alto. “Está na hora de pararmos para pensar qual é o tipo de País que queremos e partirmos para um projeto de muitas alianças que garantirão o embasamento necessário para as mudanças que o País precisa”, afirmou.

MUDANÇAS

José Ricardo Roriz Coelho, Diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp e presidente da ABIPLAST,

Ao falar também do tipo de País que queremos mencionou a carga tributária brasileira como a maior amarra ao investimento e o custo do capital como segundo forte impecilho ao investimento, elecando na sequência o câmbio e a falta de políticas claras em relação à educação. “Isso sem falar ainda na corrupção, excesso de burocracia e falta de infra-estrutura”, afirmou Roriz.

De acordo com as informações fornecidas por Roriz, 76% das empresas brasileiras apresentam como o principal problema brasileiro a carga tributária. “Se levarmos em conta o tamanho da cadeia produtiva – argumentou Roriz – veremos que os custos dos impostos incidem sobre toda a indústria, acarretando dificuldade em todos os setores”.

“IMPOSTO É SALÁRIO INDIRETO”

O Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, também presente ao evento, ao concordar com os palestrantes que o antecederam provocou a platéia e os seus colegas se referindo ao imposto no Brasil como uma forma de salário indireto.

E coloca no fortalecimento do mercado interno uma das saídas para o desenvolvimento do País. “Sempre digo e repito – explicou Bresser Pereira – o investimento só depende de oportunidades lucrativas para o empresário, que é um ser fascinante, corre riscos, mas a oportunidade do investimento depende da demanda economicamente ativa, que só pode existir com o crescimento dos salários internos”.

Bresser Pereira, a partir dessa tese elogiou o modelo econômico atual e a política do governo com relação ao salário mínimo, a bolsa família e o crédito consignado, dando como exemplo de acerto do modelo o SUS, que na sua opinião é eficiente e a bolsa família, que também na sua opinião  é extremamente adequada.

Paulo Rabello de Castro, economista da RC Consultores, por sua vez,brincou com o Ministro Bresser Pereira dizendo que ele devia estar usando muito o SUS ultimamente e se colocando radicalmente contrário à atual política tributária do governo e ironizando que  o Seminário promovido pela ABIMAQ tinha encontrado finalmente o culpado pela atual situação econômica vivida no Brasil, que eram os economistas.

Depois das brincadeiras iniciais, Rabello de Castro elogiou muito o trabalho apresentado pela ABIMAQ, dizendo se tratar do bom senso puro, abandonando o palavrório e sendo extremamente prático.

E que se o governo levasse as alternativas apresentadas ao pé-da-letra talvez pudéssemos viver um ciclo de desenvolvimento econômico muito próximo do sonho daqueles que querem ver o Brasil crescer. “O Brasil precisa mesmo de um choque de gestão e o trabalho apresentado pela Abimaq nos demonstra de forma prática como poderemos fazer isso”, concluiu

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O balanço do primeiro bimestre do ano divulgado ontem, 24 de março, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, embora positivo, não agradou muito o presidente da entidade, Luiz Aubert Neto. No período, o faturamento bruto cresceu 21,6%, para R$ 10 bilhões, sobre o realizado em janeiro-fevereiro de 2009. “Não podemos falar que foi um desempenho ruim, mas a base de comparação é fraca por conta da crise economica no ano passado. Diante de 2008, que foi um ano bom para nossa indútria, teve queda de 13,9%.”

Analisando fevereiro isoladamente, a receita de R$ 5,29 bilhões representou expansão de 24% na comparação com o mesmo mês de 2009, e de 11,5% perante janeiro. O consumo aparente de máquinas e equipamentos – soma da produção e das importações menos as exportações – também cresceu no primeiro bimestre deste ano contra o anterior 10,4%, para R$ 13,8 bilhões.

A balança comercial também preocupa Aubert, que teme pelo avanço da China, que já aparece na terceira colocação na tabela dos países que exportam máquinas e equipamentos para o Brasil. Quem também amedronta é a Índia ná décima posição. “Não se assustem se a China daqui três, quatro meses passar a tradicional Alemanha. Nem a India que dentro de, no máximo, três anos figurará como um dos principais forcedores para o país.”

As exportações do setor em fevereiro somaram US$ 567 milhões, avanço de 21,9% com relação a janeiro e retração de 5% sobre fevereiro de 2009. Nos mesmo comparativo as importações atingiram US$ 1,548 bilhão, queda de 3,5% e alta de 11,3%, respectivamente.

No bimestre, o déficit da balança comercial do setor de máquinas e equipamentos atingiu US$ 2,1 bilhões, resultado de importações de US$ 3,152 bilhões e exportações de US$ 1,032 bilhão. Em relação ao primeiro bimestre de 2009, o déficit foi 15% maior. As exportações caíram 19% e as importações subiram 1,1%.

PSI - A renovação do Programa de Sustentação do Investimento, PSI, de acordo com Luiz Aubert Neto, é condição para que o setor reaja e consiga retomar o caminho do crescimento, verificado em 2008. Com data de vencimento marcada para junho próximo, o programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, financia bens de capital com juros de 4,5% ao ano. “Só conseguiremos crescer de 15% a 20% este ano se o PSI for prorrogado. Por isso, todos os dias ligo para cobrar o governo!.”

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Pelo que mostram os números, o setor de máquinas e equipamentos começa a se levantar do tombo que sofreu por conta da crise econômica mundial durante o ano passado. No comparativo dos meses de dezembro de 2008 e 2009 os ganhos somaram R$ 6,26 bilhões, alta de 7,3%. Sobre novembro último houve aumento de 0,6%, o que indica o movimento de retomada. Os dados foram divulgados na quarta-feira, 3 de fevereiro, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq.

Para este ano, a entidade já aposta em expansão de 15% a 18% — contra índices de 10% a 15% estimados pelo presidente Luiz Aubert Neto em dezembro do ano passado (veja aqui entrevista com Aubert Neto) –, podendo chegar a faturamento da ordem de R$ 75 bilhões, semelhante ao alcançando em 2008.

O presidente ressalta que, dentre os fatores que impulsionaram o crescimento no setor, o Programa de Sustentação do Investimento, PSI (financiamentos a juros de 4,5% ao ano), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, tem desempenhado papel muito importante: “Caso este benefício, que deve terminar em junho deste ano, perdurasse até dezembro, juntamente com a desoneração dos investimentos e outros incentivos que ainda devem ser concedidos, o setor ganharia muito”.

Por outro lado, apenas o cenário apresentado acima não será capaz para garantir a recuperação de todas as perdas sofridas desde o inicio da crise. Uma recuperação “real”, nas contas da entidade, vislumbra crescimento de, no mínimo, 25%. Fatores que podem prejudicar o setor de máquinas e equipamentos estão ligados à medida do governo que concede isenção total para refinarias importarem equipamentos, mesmo que existam produtos similares no Brasil.

2009 – No ano passado, o faturamento do segmento foi de R$ 64,26 bilhões, redução de 17,9% perante o consolidado em 2008. As exportações responderam por boa parte da queda, com retração de 40,5% no mesmo período. O segmento bombas e motobombas foi o único a registrar crescimento expressivo: 18,1% em 2009. A explicação para tal desempenho vem do aumento da demanda do setor de petróleo e gás. Já o setor com maior queda foi o de máquinas para madeira, com recuo de 53%.

Emprego – A elevação no nível de emprego é outro fator considerado na caminhada para a retomada do setor. No ano passado, apresentou retração de 3,7% diante 2008. Mas, em dezembro, houve pequena elevação de 0,1%. Aubert Neto afirma que a entidade aposta na tendência de ascensão.

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De volta a 2008

Icone Divulgue esta notícia!, Economia | Por Erica em 10 de setembro de 2009

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O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, Carlos Pastorizza, falou, em entrevista exclusiva ao jornal DCI, sobre como o pacote de financiamento do governo está auxiliando o setor a retomar as vendas. E que podem, até, chegar aos níveis de 2008. Veja a seguir matéria na íntegra:

Setor de máquinas deve repetir venda de 2008 em dezembro

Os fabricantes de máquinas e equipamentos deverão atingir ainda em dezembro o faturamento médio anotado em 2008, ano fora da curva para o setor de bens de capital. O principal motivo da retomada, segundo o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastorizza, é o pacote de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Os primeiros sinais de melhora estão aparecendo. Os números de consultas nas empresas estão crescendo. Agora esperamos que isso se materialize no aumento do faturamento”, afirmou ao DCI o executivo da Abimaq.

A utilização da capacidade instalada do setor também já apresentou melhora, chegando a 79% em julho, de acordo com levantamento divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em junho, o indicador do setor marcou 78,5%. A média de uso da capacidade instalada em julho da indústria brasileira ficou em 79,1%. Em 2008 a média foi de 82,5%.

A produtora de máquinas de corte a laser, a alemã Trumpf, ainda verifica instabilidade em suas vendas, segundo o gerente de vendas da fabricante, Walter Mello. “Agosto, por exemplo, foi um mês muito bom. Mas nesse início de setembro já está diferente”, afirmou o executivo. A expectativa da fabricante é de um terceiro trimestre mais aquecido, mas a retomada real é aguardada para 2010. No Brasil, a fabricante produz ferramentas de máquinas pulsionadeiras, em Barueri (SP).

Segundo o vice-presidente da Abimaq, o pacote de incentivos para o setor deve apresentar mais resultados exatamente nos últimos meses do ano. “A expectativa é que haja um estímulo ao investimento por parte da indústria”, afirmou.

Relatório

Já o faturamento das fabricantes instaladas no Brasil, ainda de acordo com a CNI, cresceu 0,4% em julho, anotando elevação pelo terceiro mês consecutivo. Já no acumulado dos sete primeiros meses do ano, o recuo registrado foi de 8,1%.

Para a confederação, os números refletem melhora da atividade da indústria nacional, mas ainda não demonstram o fim da crise no País, já que a queda na comparação com 2008 ainda é substancial. Apenas no setor de bens de capital, segundo a Abimaq, o faturamento ainda registra queda de 20% nessa base de comparação.

Já o nível de emprego na indústria nacional se manteve praticamente estável no período, anotando crescimento de u 0,2% de junho para julho.

Os fabricantes de máquinas e equipamentos deverão atingir ainda em dezembro o faturamento médio anotado em 2008, ano fora da curva para o setor de bens de capital, segundo informações da Abimaq.

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Gato por lebre?

Icone Divulgue esta notícia!, máquina | Por Erica em 1 de julho de 2009

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A Agência Estado publicou ontem, 30 de junho, matéria escrita por Renata Veríssimo, dando conta de que empresas estão comprando máquinas e equipamentos da China como produto nacional sem saber, caso de ninguém menos que Petrobras! A denúncia foi feita ao governo pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, há duas semanas.

Acompanhe íntegra da matéria:

Abimaq denuncia fraude em origem de exportação

Mais uma vez os produtos chineses são o centro da reclamação dos empresários e o alvo da fiscalização do governo. Por trás da declaração de ontem do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, de que empresas brasileiras estão comprando máquinas no exterior e trocando a placa com a descrição da origem do produto, está uma denúncia da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) de que muitas empresas estão comprando bens de capital da China e revendendo como produto nacional.

O presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, levou esta informação ao governo há duas semanas, quando ocorreu a reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), criado para discutir com o setor privado os impactos da crise na economia brasileira. Neto disse hoje à Agência Estado que muitos equipamentos comprados pela Petrobras, por exemplo, não são de origem nacional, embora a estatal não tenha conhecimento disso.

“A Petrobras acha que paga para uma empresa no Brasil, mas está comprando lá fora”, afirmou. Ele denunciou também que os estaleiros estão sendo construídos com peças importadas. “Viramos funilaria de navio. Onde agrega valor, não fazemos nada”, disse.
Miguel Jorge disse ontem ser inaceitável este procedimento e afirmou que Receita e Ministério do Desenvolvimento irão agir duramente contra estas empresas. O setor pediu também que fosse colocada uma exigência mínima de uso de peças e componentes nacionais, mas uma fonte do governo explicou que este controle é muito difícil.

Segundo Neto, o processo de substituição de produtos nacionais por importados da China está cada vez mais forte. “O câmbio é mortal para nós”, afirmou. “Está havendo um processo de desindustrialização no Brasil”. Ele lembra que o Brasil já foi o quinto maior produtor de máquinas do mundo na década de 80 e, hoje, caiu para a 15ª posição. Ele contou que, como as empresas nacionais não conseguem ganhar competitividade, viram representantes de outro fornecedor no exterior para não perderem os clientes no Brasil.

Neto afirma que as exportações de bens de capital nos cinco primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2008, caíram quase 40%, e o faturamento do setor teve queda de 25%. Por outro lado, as importações continuam no mesmo nível do ano passado, considerado um ano forte economicamente.    

O presidente da Abimaq espera uma recuperação da competitividade do setor com as medidas anunciadas ontem pelo governo, de redução de juros dos financiamentos e da carga tributária. “Só tem um jeito para conter a substituição de máquinas nacionais por importadas: é dar competitividade para as empresas aqui. Falta uma política industrial de desenvolvimento”, defendeu Neto. 

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A Confiança da indústria nacional

Icone Economia, Opinião | Por Erica em 30 de junho de 2009

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A indústria nacional está mais confiante. A informação está no índice da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado nesta terça-feira.

Segundo ele, o índice de confiança da indústria nacional foi de 93,8 pontos em junho, um aumento de 4,8% em relação a maio.

Vale lembrar que este patamar é o maior desde outubro passado, período considerado pré-crise.

Mas o que este índice realmente indica? Estudos da FGV apontam que a alta pontuação reflete melhoras nas expectativas e na visão da situação atual em meio à volta à normalidade dos estoques das indústrias.

Resta saber se os 93,8 pontos serão superados a partir de julho, com o anúncio do pacote de incentivos do Governo Federal para a indústria de bens de capital.

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A principal reivindicação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, não foi contemplada no pacote divulgado pelo governo federal nesta segunda-feira, 29: “Não entendemos o porque o governo não liberou a devolução imediata dos créditos de PIS-COFINS gerados nas compras de máquinas e equipamentos, a exemplo do que acontece no mundo todo. Essa seria a questão principal”, lamentou o vice-presidente da entidade, Fernando Bueno. “Entretanto, queremos crer que este pacote já estava pronto na semana passada quando estivemos em Brasília e que ainda possa acontecer alguma movimentação nesse sentido”.

Para o dirigente, esse tipo de atitude por parte do governo estaria em linha com o pensamento da indústria, que é estar bem no presente, mas acreditar no futuro, não apenas gerando condição temporária de investimento: “A aquisição de uma máquina, seja para qual segmento for, tem ligação com produção e geração de empregos, significa vislumbrar mais à frente. Por isso, denominamos o projeto da Abimaq como modernização do parque industrial brasileiro. São medidas que contemplam, portanto, não apenas o setor de bens de capital, mas quem precisa comprar máquinas. Perdemos a batalha, mas não a guerra”.

Por outro lado, Bueno não deixou de elogiar a iniciativa relacionada às condições de financiamento mais favoráveis para a compra de máquinas e equipamentos. O governo reduziu a Taxa de Juro de Longo Prazo, TJLP, utilizada na concessão de crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, de 6,25% para 6%. Trata-se do menor índice histórico do taxa: “Finalmente um programa de juros mais terráqueo. Indiscutivelmente 6% são bem melhores do que os 12% que tínhamos disponíveis”.

Já a redução de IPI estendida para mais setenta itens para ele “é marginal”. De acordo com o vice-presidente, a ação tem pouco efeito uma vez que há mais de 15 anos 97% dos produtos já têm tarifa zero. “Até pode beneficiar alguns por classificação de produtos. Por exemplo, para um produtor de bombas dependerá de para qual fim ele fornecerá seu produto: se para a indústria ou para uma piscina residencial.”

O estímulo tem data marcada: vigorará até o dia 31 de dezembro de 2009.

Impacto – Resultados efetivos para o setor com as medidas devem aparecer mesmo em 2010. Mas como têm data para começar e acabar, Bueno acredita que quem tem intenção de investir precisará correr. 

A estimativa da entidade é que a redução de taxa de juros torne os investimentos mais baratos em 12% a 15%. No entanto, caso fossem aprovadas a depreciação e a devolução imediata do crédito de PIS-COFINS, o investimento do Brasil hoje ficaria 30% mais em conta.

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Esperando segunda-feira chegar

Icone Economia | Por Erica em 25 de junho de 2009

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A expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, é que o pacote de incentivos do governo para o setor de bens de capital seja anunciado na próxima segunda-feira. A informação foi dada pelo presidente da entidade nesta quinta-feira, 25, durante a coletiva mensal para divulgação dos resultados do setor.

De acordo Aubert Neto, é premente que dois pontos do plano apresentado sejam aprovados: linha de financiamento Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, para incentivar investimentos e devolução imediata dos créditos dos impostos (PIS/Confins) gerados nas compras de máquinas e equipamentos, cujo prazo hoje é de 12 meses. “Mesmo se as medidas saírem, ainda teremos queda de 20% no faturamento em 2009. O reflexo do que for decidido só aparecerá no ano que vem. Mas tem que ser decidido agora, não dá mais para esperar.”

Nos primeiros cinco meses do ano o segmento faturou R$ 23,78 bilhões, queda de 19,7% sobre igual período de 2008. Na comparação dos meses de maio deste com o do ano passado a retração foi de 18,3%, para R$ 5,09 bilhões. As baixas mais acentuadas ocorreram nos setores de máquinas e equipamentos para madeira (65,3%), de máquinas-ferramenta (53,7%) e implementos agrícolas (39,5%).

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Veja a seguir o resumo do estudo desenvolvido pela diretoria de competitividade da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, com propostas para mudar o atual cenário de desindustrialização do País. O trabalho sugere medidas destinadas ao setor de bens de capital que incidirão em uma movimentação de toda a cadeia produtiva, de maneira horizontal, de acordo com a entidade.

Em nome do Presidente Luiz Aubert Neto, encaminhamos o estudo que concluímos nesta semana (19/06/2009), no qual apresentamos o impacto do “Programa de Modernização da Indústria Brasileira” na arrecadação dos Tributos Estaduais, especificamente no Estado de São Paulo (ICMS).

Também, encaminhamos o trabalho Programa de Modernização da Indústria Brasileira”, que demonstra que o Brasil, infelizmente, caminha para um processo de desindustrialização.

Nossos comentários adicionais: a regulamentação do decreto nº. 54.422/09, que permite aos adquirentes de bens de capital o crédito total e imediato do ICMS demonstra a sensibilidade do Governo do Estado de São Paulo para a necessidade de estimular a realização de investimentos no setor produtivo, o que resulta, consequentemente, na geração de mais riquezas e aumento de postos de trabalho. Contudo, apesar de meritória, lamentavelmente a medida não produzirá os efeitos desejados pelo Governo do Estado, pois a maioria dos potenciais setores adquirentes de bens de capital não foi contemplada, o que fará com que os investimentos em máquinas e equipamentos continuem engavetados, tornando a medida de pouco efeito prático.

Vale ressaltar que a abrangência do Decreto é restrita a poucos setores e com duração de apenas 06 meses. A nossa proposta, ao contrário, abrange todos os setores industriais e durante 01 ano.

Neste contexto, face ao baixo custo de carregamento (conforme amplamente demonstrado no estudo anexo), estamos pleiteando ao Governo do Estado que amplie a lista de setores beneficiados pelo Decreto 54.422/09, para contemplar todos os setores adquirentes de máquinas e equipamentos, de todos os segmentos industriais, fazendo com que, efetivamente, a medida possa produzir os efeitos desejados pelo governo do Estado, ou seja, a efetivação de investimentos por parte do setor produtivo, o que resultará na retomada do nível de atividades, com maior geração de empregos e renda.

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Nova diretoria ABM

Icone Opinião | Por Erica em 16 de abril de 2009

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Karlheinz Pohlmann: desafios pela frente (Foto: Divulgação)

Karlheinz Pohlmann: desafios pela frente (Foto: Divulgação)

O engenheiro Karlheinz Pohlmann foi o principal dirigente da empresa Brasimet por mais de duas décadas (1979 a 2005), tendo atuado entre 2005 e 2007 como presidente do Conselho de Administração desta empresa. O executivo ainda é filiado da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) há 32 anos. E é nesta entidade que ele assume no próximo dia 22 a presidência para o biênio 2009/2010.

Pohlmann venceu a eleição realizada no começo de abril com votação esmagadora (97%). Segundo a ABM, o engenheiro perdeu apenas oito votos (nulos) dos 259 apurados. Detalhe: a eleição contou com chapa única.

O novo presidente é figura conhecida da associação. Pohlmann dirigiu a entidade na gestão 2002/2003, foi presidente do Conselho em 2005/2006 e vice-presidente no biênio 2007/2008. Isso explica seu favoritismo.

O engenheiro e seus conselheiros terão um desafio pela frente: fazer com que micro e pequenas empresas ganhem espaço diante de um cenário que está abocanhando até mesmo os grandes players da  siderurgia nacional.

Como se tem dito, os momentos de tormenta são propícios para mudanças. Associados da ABM – e me refiro aos pequenos – devem aproveitar essa mudança na entidade para renovar seus apelos, pedir mais atenção e representação. Digo isso porque na lista de associados estão Grupo Usiminas, Grupo ArcelorMittal, CSN, Gerdau, Votorantim Metais, Vale, Siemens, entre outras.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

ERICA MUNHOZ

Jornalista pós-graduada em Teoria da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero com 10 anos de experiência. É editora-chefe da revista P&S. Atuou durante nove anos como repórter, editora executiva e assessora de imprensa na indústria automobilística.

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