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Números atestam exportações crescentes do setor, em relação ao mesmo período em 2009

 
De janeiro a julho deste ano o saldo comercial do agronegócio paulista cresceu 19,8%, para US$ 6,34 bilhões, em comparação a 2009, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Estes números resultam exportações crescentes do setor (24,5%), atingindo US$10,63 bilhões, ainda que as importações tenham mostrado maior acréscimo (32,0%), para US$4,29 bilhões.

As importações nos demais setores da economia paulista (exclusive o agronegócio) somaram US$32,81 bilhões, para exportações de US$17,20 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 15,61 bilhões. “Assim, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho dos agronegócios estaduais, cujos saldos ainda se mantiveram positivos e crescentes”, dizem os pesquisadores José Roberto Vicente e José Sidnei Gonçalves.

O desempenho do agronegócio sustentou a balança comercial brasileira, segundo os técnicos do IEA. O superávit do setor, em janeiro-julho, foi de US$31,82 bilhões (7,8% superior ao do mesmo período de 2009). As exportações cresceram 12,7% (para US$44,17 bilhões) e as importações elevaram-se em 27,7% (para US$12,35 bilhões). Nos demais setores da economia brasileira, as exportações atingiram US$ 62,69 bilhões, abaixo das importações (US$ 85,28 bilhões), gerando no período um déficit de US$ 22,59 bilhões.

No que diz respeito ao agronegócio nacional, a participação paulista nas exportações setoriais subiu 2,3 pontos percentuais, representando 24,1%, em relação ao período janeiro-julho de 2009. Já a participação das importações foi 1,1 ponto percentual superior a do período anterior, representando 34,7%.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria do Governo do Estado de São Paulo de Agricultura e abastecimento

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Com 100 anos de história documentada o Grupo Bambozzi comemora sua trajetória com ações voltadas ao constante crescimento da empresa

Quando os irmãos Bambozzi, imigrantes italianos, iniciaram a primeira oficina de reparos em carroças, carroções e implementos básicos para a agricultura não imaginavam que iriam alcançar seu centenário, como “empresa orgulhosamente brasileira”. Para compartilhar a trajetória destes 100 anos a empresa investiu em um vídeo institucional comemorativo que relata a história em uma retrospectiva com imagens e depoimentos, desde a sua criação até os dias de hoje.

O roteiro conta a história detalhadamente, desde 1910, zona rural de Matão, interior de São Paulo, quando a Bambozzi iniciou suas atividades. Percorrendo década por década o espectador faz uma verdadeira viagem no tempo, como na década de XX, em plena época de industrialização que o mundo passava, na qual a empresa fabrica os primeiros aparelhos frigoríficos do país: balcões, geladeiras e geradores de energia elétrica.

Ou como durante a 2ª Guerra Mundial, 1939, quando a Bambozzi precisou se reinventar. O gás sulfuroso, presente na fabricação de geladeiras, foi proibido em todo mundo. Neste mesmo ano, com a descoberta do primeiro poço de petróleo do país em Salvador/BA, a empresa firmou parceria com a Petrobrás. No final da guerra, 1945, a Bambozzi entra em uma nova era, reconhecida mundialmente com o advento da máquina de solda e alternadores.

As máquinas Bambozzi foram responsáveis por grandes obras brasileiras: Construção de Brasília (1956), refinaria de Duque de Caxias(1ª do Brasil – 1961), Ponte Rio-Niterói(1968), Usina de Itaipú(1971), linha do Metrô de São Paulo Jabaquara-Santana(1974), Gasoduto Brasil-Bolívia(1999) e Jogos Panamericanos no Brasil, no Rio de Janeiro(2007). Desde então, a empresa acompanha as tendências de mercado, se adaptando às mudanças que o mundo atravessa.

Hoje o Grupo mantém 41% do mercado de soldas e 75% de lembrança de marca entre os consumidores, que através de pesquisas comprova ser líder no segmento. Para 2015 a meta é alcançar 50% deste mercado.

Pensando na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, ambos eventos esportivos que terão sede no Brasil, a empresa se prepara para dar estrutura e suporte às futuras construções com toda sua linha de produtos que atendem este segmento. “Hoje somos os maiores fornecedores de máquinas para a Petrobrás”, dia Marcos Pavarina, gerente de marketing da empresa, quanto se refere a constante evolução e cobertura de mercado do Grupo Bambozzi.

No setor de eventos a empresa tem presença marcada com seus produtos e lançamentos nas feiras Mecânica, Feimafe, Agrishow, Movimat e Metalmecânica.

A Bambozzi, empresa de administração familiar, se orgulha de não depender de capital estrangeiro, mesmo nos períodos de crise e promete grandes investimentos na área de marketing e publicidade para este ano.

Em comemoração ao centenário, a empresa selou parceria com o Sport Club Corinthians Paulista (que também completa 100 anos em 2010) e tem participação prevista para setembro em comerciais televisivos. “O sonho não é sonho, tem que ser realidade” é a frase de Wagner Bambozzi, conselheiro administrativo do Grupo que define os próximos 100 anos da empresa.

 Acesse o site e assista o vídeo : http://www.bambozzi.com.br/inst_bamb_hd.wmv

Por Tatiana Gomes

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A indústria paulista teve o melhor primeiro semestre em contratações dos últimos cinco anos, segundo pesquisa divulgada na terça-feira (13) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). A variação de janeiro a junho deste ano computou alta de 6,61%, superando o ano de 2007, que indicou 6,31% no mesmo período. (confira apresentação abaixo)

O saldo líquido de empregos chega a 154,5 mil, mas Paulo Francini, diretor de Economia das entidades, alerta que parte do estoque deve-se à recuperação. “Vemos um abatimento no vigor de crescimento, em comparação com outros meses, o que de certa maneira já era esperado”, avaliou. “O nível de emprego ainda está 5% abaixo de setembro de 2008 [o auge antes da crise], mas seguimos no processo de retomada, que deve se consolidar no início de 2011.”

A variação de junho (0,62%) também foi a melhor para o mês desde o início da série histórica, em 2006. Descontados os efeitos sazonais, houve crescimento de 0,52% sobre maio. Em relação a junho de 2009, o setor de transformação gerou 91,5 mil vagas a mais (3,81%).

Setores e regiões

Reflexo da acomodação no ritmo de crescimento, 60% dos setores tiveram desempenho positivo em junho – índice que já atingiu 90% em meses anteriores. Das 22 atividades analisadas, 15 mais contrataram do que demitiram no mês, três tiveram saldo negativo de vagas e quatro ficaram estáveis.

As atividades ligadas à produção de açúcar e álcool, que já preencheram 50 mil vagas no ano, agora estão estáveis. Dos 15,5 mil postos abertos pela indústria em junho, 1,7 mil estão ligados ao setor sucroalcooleiro (0,07%), que vem diminuindo anualmente sua participação na geração de empregos. Neste ano, a variação sobre o total de vagas criadas pelo setor no 1° semestre de 2009 é de 41%, índice que já atingiu 60% em 2007.

“Isso acontece devido à mecanização que vai se estabelecendo no campo. Temos cada vez menos vagas ligadas ao corte de cana”, explicou Paulo Francini.

O segmento mais bem colocado no mês foi o de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,5%). Em seguida vêm metalurgia (2,1%) e bebidas (2%). Os setores de produtos de minerais não-metálicos e impressão e reprodução de gravações foram os que mais demitiram: ambos fecharam junho com queda de 0,3%. Com saldo bem próximo ficou a fabricação de coque, petróleo e biocombustíveis, com recuo de 0,2% nas vagas.

Entre as diretorias regionais do Ciesp, 21 tiveram bom desempenho no mês, dez registraram saldo negativo de vagas e cinco ficaram estáveis. O destaque fica com Araçatuba (5,92%), região que mais contratou. Matão aparece em segundo lugar com alta de 5,22%, seguida por Cubatão, que avançou 2,69% no período.

Das regiões com desempenho negativo, Presidente Prudente teve o pior resultado de junho, com queda de 1,34%. A segunda região com maior redução de empregos foi a de Santos, com -1,2%. Em seguida vem Jacareí, que recuou 0,9% no índice de emprego.

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quinta-feira (1), uma revisão para cima de suas projeções para alguns dos principais indicadores da economia este ano. (Confira apresentação abaixo)

Pelas novas contas da entidade, publicadas no Informe Conjuntural, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 7,2% em 2010, a produção industrial vai se elevar em 12,3% e os investimentos serão ampliados em 24,5%. Para refrescar sua memória, as previsões anteriores da CNI, de maio último, eram de mais 6% para o PIB, 8% para o PIB industrial e 18% para os investimentos. Bom?

O Informe Conjuntural manteve em 5,4% a estimativa da inflação anual. Prevê um crescimento de 7,3%, este ano, no consumo das famílias (contra estimativa de 6,2% em maio), uma taxa de desemprego ligeiramente menor, de 7% (era de 7,2% na projeção anterior), uma taxa nominal de juros no fim do ano de 11,50% (contra 11% anteriormente) e real de 4,8% (era de 4,6% em maio).

Nas contas públicas, as projeções são de um déficit público nominal de 2,95% do PIB (era de 3,20%); de um superávit primário de 2,60% do PIB (contra 2,35% anteriormente), e de uma dívida pública líquida de 40,9% do PIB (era de 42% em maio).

A CNI projeta uma taxa nominal de câmbio de R$ 1,79 em dezembro (contra R$ 1,77 na estimativa de maio), exportações de US$ 190 bilhões (US$ 5 bilhões a mais sobre a previsão anterior), importações de US$ 180 bilhões (também US$ 5 bilhões acima), resultando num saldo comercial de US$ 10 bilhões. A estimativa do saldo em conta corrente foi revista para um déficit de US$ 54 bilhões (era de US$ 50 bilhões em maio).

E qual o motivo dessa revisão positiva?
Em nota, a CNI informa que as novas estimativas para o crescimento do PIB foram provocadas pelo aumento de 2,7% do Produto no primeiro trimestre deste ano, resultado, por sua vez, impulsionado pelos investimentos. “O crescimento da economia no primeiro trimestre foi muito influenciado pelo aumento dos investimentos”, atesta o Informe Conjuntural, destacando que o volume de investimentos nos três meses iniciais do ano voltou aos patamares anteriores à crise internacional.

O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, ressalta o ritmo de crescimento dos investimentos. “Vamos fechar 2010 com uma taxa de aumento dos investimentos superior a 2008. A participação dos investimentos no PIB deverá ser recorde, atingindo 19,4%, acima de 2008, recorde até agora”, assinala.

O comportamento dos investimentos nos três meses iniciais do ano foi responsável também, segundo a CNI, pela revisão para 24,5% do crescimento dos investimentos em 2010.

A manutenção da previsão da inflação em 5,4% se explica, diz o Informe Conjuntural, porque o comportamento dos preços não mostra mais sinais de aceleração. Castelo Branco destaca que o aumento de produção por conta da ampliação dos investimentos, melhorando a qualidade do crescimento econômico, não causa pressões inflacionárias. “A inflação continua acima do centro da meta, mas isto foi provocado sobretudo pelos preços dos alimentos e serviços”, afirma.

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A Assosciação da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, realizou, em 27 de maio último, o seminário intitulado “O Desenvolvimento Brasileiro: O Modelo Atual e as suas Aleternativas”, no qual reafirmou seu comprometimento com um projeto de país. Leia abaixo o conteúdo extraído do evento:

Projetar um país. Esta foi a principal conclusão de um auditório totalmente lotado para a realização do seminário. José Velloso, diretor de mercado interno e vice-presidente da Abimaq, abriu os trabalhos falando da satisfação de realizar um seminário com tema tão polêmico e convocou a todos para reflexão e atitudes no sentido de garantir que o crescimento do mercado brasileiro seja sustentado por produtos fabricados no País.

Ao passar a palavra para Fernando Bueno, diretor de competitividade que apresentou o trabalho elaborado pela Abimaq – O DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO: O MODELO ATUAL E AS SUAS ALTERNATIVAS, Velloso afirmou:”não há dúvida que o Brasil vai crescer, a questão central aqui hoje é se ele vai crescer com conteúdo nacional”.

O Ministro Interino de Assuntos Estratégicos, Luiz Alfredo Salomão, que falou logo após a apresentação dos trabalhos por Fernando Bueno, disse que com estrutura adequada o Brasil poderá crescer a taxas de 6 ou 7% ano ano, mas questionou a elevação dos juros iniciada pelo Banco Central. “Se a sociedade quer crescer, nós temos que conter as taxas de juro a níveis compatíveis com o resto do mundo, em especial países que nem o nosso”.

Fernando Bueno, também insistiu nessa temática na sua apresentação, colocando que o relativo sucesso do modelo econômico atual vem de pelo menos 20 anos, uma vez que mais que um modelo de desenvolvimento é um modelo de estabilização econômica baseado essencialmente em abertura comercial e financeira, câmbio flutuante; controle da inflação e superavit primário.

“Nesse aspecto – explicou Bueno – ele já cumpriu o seu papel, com as contas macroeconômicas razoavelmente ajustadas, modesto crescimento do PIB, relativa distribuição de renda e maior inclusão social, redução da vulnerabilidade externa e uma inflação dentro da meta”.

A ideia inicial da implantação desse modelo econômico, ainda de acordo com o estudo, era que o desenvolvimento seria consequência do plano de estabilização econômica, uma vez não ocorrendo, o governo lançou mão especialmente nos últimos anos, de políticas de desenvolvimento, como a PDP – Política de Desenvolvimento Produtivo; PAC – Programa de Aceleração do Crescimento; PRÉ-SAL – investimentos da Petrobras em O&G e PSI – Programa de Sustentação do Investimento – BNDES .

Mesmo assim, o estudo aponta que as taxas de investimento ainda estão longe do desejável e a tendência de diminuição da participação da indústria no PIB não se alterou substancialmente. “A situação atual – explicou Bueno – remunera mais o ócio que o trabalho, o que podemos concluir que o modelo atual está esgotado”

ALTERNATIVAS

Dentro da característica da Abimaq de não só apontar os problemas, mas também as alternativas, o estudo aponta uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento que implica na redefinição dos objetivos das políticas macroeonômica, industrial, de Comércio Exterior e educacional que devem ser focadas na obtenção das metas previstas e que tem por objetivo alcançar a sexta posição no ranking mundial de fabricantes de bens de capital em 2022.

Antonio Carlos de Lacerda, professor doutor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que elogiou o trabalho apresentado por Fernando Bueno disse que o Brasil só será bem sucedido se a indústria de transformação tiver futuro, alertando que teremos um risco fortíssiomo em 2011 se não forem revistas as políticas atuais de câmbio e juro alto. “Está na hora de pararmos para pensar qual é o tipo de País que queremos e partirmos para um projeto de muitas alianças que garantirão o embasamento necessário para as mudanças que o País precisa”, afirmou.

MUDANÇAS

José Ricardo Roriz Coelho, Diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp e presidente da ABIPLAST,

Ao falar também do tipo de País que queremos mencionou a carga tributária brasileira como a maior amarra ao investimento e o custo do capital como segundo forte impecilho ao investimento, elecando na sequência o câmbio e a falta de políticas claras em relação à educação. “Isso sem falar ainda na corrupção, excesso de burocracia e falta de infra-estrutura”, afirmou Roriz.

De acordo com as informações fornecidas por Roriz, 76% das empresas brasileiras apresentam como o principal problema brasileiro a carga tributária. “Se levarmos em conta o tamanho da cadeia produtiva – argumentou Roriz – veremos que os custos dos impostos incidem sobre toda a indústria, acarretando dificuldade em todos os setores”.

“IMPOSTO É SALÁRIO INDIRETO”

O Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, também presente ao evento, ao concordar com os palestrantes que o antecederam provocou a platéia e os seus colegas se referindo ao imposto no Brasil como uma forma de salário indireto.

E coloca no fortalecimento do mercado interno uma das saídas para o desenvolvimento do País. “Sempre digo e repito – explicou Bresser Pereira – o investimento só depende de oportunidades lucrativas para o empresário, que é um ser fascinante, corre riscos, mas a oportunidade do investimento depende da demanda economicamente ativa, que só pode existir com o crescimento dos salários internos”.

Bresser Pereira, a partir dessa tese elogiou o modelo econômico atual e a política do governo com relação ao salário mínimo, a bolsa família e o crédito consignado, dando como exemplo de acerto do modelo o SUS, que na sua opinião é eficiente e a bolsa família, que também na sua opinião  é extremamente adequada.

Paulo Rabello de Castro, economista da RC Consultores, por sua vez,brincou com o Ministro Bresser Pereira dizendo que ele devia estar usando muito o SUS ultimamente e se colocando radicalmente contrário à atual política tributária do governo e ironizando que  o Seminário promovido pela ABIMAQ tinha encontrado finalmente o culpado pela atual situação econômica vivida no Brasil, que eram os economistas.

Depois das brincadeiras iniciais, Rabello de Castro elogiou muito o trabalho apresentado pela ABIMAQ, dizendo se tratar do bom senso puro, abandonando o palavrório e sendo extremamente prático.

E que se o governo levasse as alternativas apresentadas ao pé-da-letra talvez pudéssemos viver um ciclo de desenvolvimento econômico muito próximo do sonho daqueles que querem ver o Brasil crescer. “O Brasil precisa mesmo de um choque de gestão e o trabalho apresentado pela Abimaq nos demonstra de forma prática como poderemos fazer isso”, concluiu

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Crescimento econômico pode chegar a 7% este ano

Icone Economia | Por Erica em 14 de junho de 2010

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Que tal começa r a semana com uma notícia animadora? Pois bem, na manhã desta segunda-feira (14), o Banco Central, por meio de um relatório de mercado, anunciou um possível crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 6,60% para 6,99%. O documento é fruto de pesquisa da autoridade monetária com as instituições financeiras.

O aumento na expectativa de expansão econômica deste ano aconteceu após a divulgação do resultado do primeiro trimestre deste ano, quando o Produto Interno Bruto cresceu 9% sobre os três primeiros meses do ano passado, e 2,7% na comparação com o último trimestre de 2009.

Se confirmada, a expansão de 6,99% esperada pelo mercado financeiro para 2010 será a maior desde 1986, quando o país cresceu 7,49%, segundo série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizada pelo BC. Para 2011, a previsão de crescimento econômico do mercado financeiro permaneceu estável em 4,5%.

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Nesta semana, o Sindicel anunciou que o faturamento de algumas empresas chegou a crescer mais de 10% na comparação com o 4º trimestre de 2009. Confira o comunicado na íntegra:

O faturamento líquido da indústria do cobre cresceu – em alguns casos superou 10% – no primeiro trimestre deste ano. É o que aponta um levantamento exclusivo feito pelo Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não-ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel).

De acordo com os dados apurados, cerca de 33,3% das empresas pesquisadas registraram crescimento de até 10% em seu faturamento líquido nos primeiros três meses deste ano, em relação ao 4º trimestre de 2009. Já para outros 33,3%, o aumento no faturamento superou 10%, no comparativo entre o último trimestre de 2009 e o primeiro de 2010.

Para Sérgio Aredes, presidente do Sindicel, esse incremento no faturamento das empresas é resultado de uma combinação entre o cenário econômico e os esforços da própria indústria do cobre. “Esses números evidenciam um aquecimento do mercado e da economia, mas também são consequência de uma atuação do setor na busca por mais competitividade” destaca Aredes.

No entanto, no mesmo período, aproximadamente 20% das empresas ouvidas pelo Sindicel sofreram uma retração de até 10% em seu faturamento. E 6,6% das organizações apontaram que seu faturamento diminuiu em mais de 10%.

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Às vésperas de mais um feriado, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou um estudo onde informa que os 14 feriados de 2010 custarão à indústria, de modo geral, R$ 850 milhões.

O estudo foi feito pelo Depecon da Fiesp/Ciesp com 478 empresas de diversos portes e aponta que 59% delas interrompem suas atividades produtivas durante o feriado, mas acomodam a produção em outros dias em horário normal. Já 31% interrompem as atividades e são obrigadas a fazer hora extra para recuperar a produção, enquanto 10% não interrompem as atividades.

O Departamento de Economia das entidades realizou a pesquisa entre os dias 3 e 21 de maio e escutou 478 empresas. Da amostra, 68% são micro e pequenas, 25% médias e 7% grandes.

Quando a pesquisa leva em consideração o porte das empresas, os resultados mostram que 61% das pequenas e 58% das médias empresas param as atividades em feriado e acomodam a produção em horário normal. O mesmo não acontece com as grandes empresas: 41% continuam trabalhando mesmo em feriados.

Em nota, a Fiesp afirma que “o estudo também considerou os dias ponte dos feriados, e os resultados são:

49% das empresas interrompem suas atividades produtivas, mas os funcionários fazem compensação;

28% não param;

15% interrompem, mas acomodam a produção em horário normal;

8% param, mas são obrigadas a fazer hora extra.”

E mais: a pesquisa verificou, ainda, como os feriados interferem no custo do produto, que em média tem uma alta de 2,2% nesses períodos.

Segundo a análise, nas empresas que interrompem suas atividades e acomodam a produção em horário normal, o aumento médio é de 1,7%. Já para as que interrompem as atividades fazendo horas extras para recuperar a produção o custo é bem maior: 3,2%. Enquanto para as que não interrompem as atividades o aumento médio fica em 2,4%.

Na divisão por porte, no entanto, não há muita diferença. O aumento médio dos custos com um dia de feriado para as pequenas é de 2,3%, para as médias, 2,1% e para as grandes, 2,2%. Ao expandir estes 2,2% sobre o custo total da produção de um dia da indústria paulista, tem-se o valor de R$ 60,7 milhões, para os 14 feriados do ano tem-se o valor total de R$ 800 milhões.

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A Rodada 10, evento da Editora Banas que acontecerá no dia 15 de julho no Clube Banespa, em São Paulo, terá importantes empresas âncoras, como Bronzinox, Alptec, Ancona Ferramentas de Precisão, Art des Caves, Blantech, Bodycote, Bohler Aços Especiais, Cervera Alpargateria, De Angelis, Debony Usinagem de Precisão, Extramatic, Farat, Giroflex, HGK, IMAB, Inarco, Kron Medidores, Oxigel, Sprimag, entre outras.

Estas empresas receberão os chamados ofertantes para conhecerem seus produtos e serviços, construindo assim parcerias. Uma chance singular de comunicação direta. O ofertante poderá falar com importantes nomes do mercado industrial nacional. “A dinâmica e a estruturação concebidas na Rodada 10 proporcionará grande aproveitamento, mesmo tendo cada empresa um curto período de exposição durante as negociações. Sem dúvida, as reuniões e workshops abrirão portas para todas as empresas participantes”, diz Roberto Marchetti Bedicks, diretor da empresa âncora Kron Instrumentos Elétricos Ltda.

Entre os objetivos da Rodada 10 também está a ampliação das redes de network. Muitos âncoras acreditam na importância de falar com pequenos grupos de empresários de cada vez, expondo assim suas ideias e respondendo dúvidas de maneira objetiva. “A Rodada 10 será importante para melhor avaliação de estratégias em novos negócios. Os workshops voltados ao seu segmento atualizam e trazem novos conhecimentos”, comenta Márcia Dias, diretora da empresa âncora Blantech Ind.Com.e Serviços Ltda.

Para o diretor comercial da âncora Ancona Ferramentaria de Precisão Ltda., o evento funciona como uma dinâmica, que serve como veículo de otimização de tempo e gerador de oportunidades inexploradas em condições comerciais tradicionais. Uma aproximação direta entre empresas compradoras e vendedoras: “Quem se preparou melhor para essa fase e estiver atento a estas possibilidades poderá alavancar grandes negócios”.

Sobre o atual momento da economia brasileira, também há credibilidade e intenção de investimentos. “Sem dúvida o mercado está em um momento singular. Deve se aproveitar para investir em equipamentos, novas tecnologias e capacitação profissional, principalmente, micros, pequenos e médios empresários, que precisam aprimorar os seus produtos e serviços de olho em novos mercados, clientes, sustentabilidade e excelência na qualidade com responsabilidade social.” enfatiza Denisson Tulli De Angelis, gerente comercial da empresa âncora De Angelis Ind.Com.Máquinas Ltda.

Alcir Vidigal, sócio gerente da âncora Art de Caves Ind.de Móveis Refrigeradores Ltda., complementa esta afirmação: “Podemos dizer com absoluta certeza que o mercado já está reaquecido. Indicadores da economia e os resultados obtidos desde 2009 evidenciam, para nós, este cenário mais positivo”.

A Art des Caves demonstra estes números nos diversos investimentos realizados em 2009, com a abertura de duas lojas (uma em São Paulo e outra em Brasília), e em 2010, com a contratação de colaboradores, compra de novos equipamentos e abertura de uma loja prevista para outubro deste ano.

Para os âncoras e ofertantes o evento abre um panorama interessante para repensar seus processos produtivos, realizar novos investimentos, fechar bons negócios e obter vantagens competitivas em relação aos seus concorrentes. (Tatiana Gomes)

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Em geral, rodadas de negócios têm alto percentual de satisfação entre seus participantes, com retorno comprovado a curto e médio prazos. Eventos deste formato já realizados confirmam o êxito.

Nos últimos dias 6 e 7 de maio, Guarulhos (Grande São Paulo) foi sede da 7ª edição da Rodada de Negócios da região. De acordo com a Associação dos Empresários de Cumbica (Asec) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), Regional Guarulhos, foram movimentados cerca de R$ 10 milhões. Entre os participantes estavam Infraero, Aché Laboratórios, Bardella e Cummins.

“A Rodada de Negócios cria novas oportunidades locais, pois estimula o relacionamento e a geração de negócios entre as diversas empresas que compõem as cadeias comerciais, industriais e de serviços de uma região”, citou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Guarulhos, Antonio Carlos de Almeida.

Confiança – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) sinaliza que a economia continuará a crescer nos próximos meses por consequência da confiança do empresariado brasileiro, o que resulta investimentos no setor.(Tatiana Gomes)

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

ERICA MUNHOZ

Jornalista pós-graduada em Teoria da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero com 10 anos de experiência. É editora-chefe da revista P&S. Atuou durante nove anos como repórter, editora executiva e assessora de imprensa na indústria automobilística.

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