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Números atestam exportações crescentes do setor, em relação ao mesmo período em 2009

 
De janeiro a julho deste ano o saldo comercial do agronegócio paulista cresceu 19,8%, para US$ 6,34 bilhões, em comparação a 2009, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Estes números resultam exportações crescentes do setor (24,5%), atingindo US$10,63 bilhões, ainda que as importações tenham mostrado maior acréscimo (32,0%), para US$4,29 bilhões.

As importações nos demais setores da economia paulista (exclusive o agronegócio) somaram US$32,81 bilhões, para exportações de US$17,20 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 15,61 bilhões. “Assim, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho dos agronegócios estaduais, cujos saldos ainda se mantiveram positivos e crescentes”, dizem os pesquisadores José Roberto Vicente e José Sidnei Gonçalves.

O desempenho do agronegócio sustentou a balança comercial brasileira, segundo os técnicos do IEA. O superávit do setor, em janeiro-julho, foi de US$31,82 bilhões (7,8% superior ao do mesmo período de 2009). As exportações cresceram 12,7% (para US$44,17 bilhões) e as importações elevaram-se em 27,7% (para US$12,35 bilhões). Nos demais setores da economia brasileira, as exportações atingiram US$ 62,69 bilhões, abaixo das importações (US$ 85,28 bilhões), gerando no período um déficit de US$ 22,59 bilhões.

No que diz respeito ao agronegócio nacional, a participação paulista nas exportações setoriais subiu 2,3 pontos percentuais, representando 24,1%, em relação ao período janeiro-julho de 2009. Já a participação das importações foi 1,1 ponto percentual superior a do período anterior, representando 34,7%.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria do Governo do Estado de São Paulo de Agricultura e abastecimento

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O déficit da balança comercial preocupa. Este foi o tema mais comentado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, na quarta-feira, 23 de junho, durante coletiva de imprensa para divulgação do balanço do setor nos cinco primeiros meses do ano. Enquanto as exportações registraram alta de 6,6%, para US$ 3,3 milhões no período em comparação com mesmo intervalo do ano passado, as importações alcançaram US$ 8,7 milhões, expansão de 9,9%.

“É a desindustrialização do segmento de máquinas e equipamentos crescendo a cada dia. O câmbio e a taxa de juros esgotam qualquer esforço. Sou uma voz no deserto, mas não deixarei de falar sobre isso sempre que puder. Não tem condição uma máquina produzida no Brasil custar 36% mais em relação a uma importada. Isso acaba com a indústria”, argumenta Aubert afirmando que a solução está no remodelamento dos tributos e no incentivo à produção local.

E mesmo o faturamento do setor tendo registrado aumento de 15,9% nos primeiros cinco meses do ano sobre igual período de 2009 (R$ 27,8 milhões), o presidente da entidade teme que o crescimento para o ano não chegue aos anunciados 15%. No comparativo dos meses de maio deste e do ano anterior, houve aumento de 12,9% (R$ 5,9 milhões), e dos cinco primeiros meses de 2008, antes da crise economica, e de 2010, o faturamento do setor obteve retração de 11,64%.

O crescimento de 2010, para o executivo, dá apenas uma falsa sensação de melhora no setor. “Comparado aos péssimos resultados de 2009, qualquer ano comum significaria crescimento.”

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Acompanhe no material abaixo, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, na terça-feira, 25 de maio, como se comportou o setor de máquinas e equipamentos nos primeiros quatro meses do ano. O faturamento registrou crescimento, mas a balanço comercial continua preocupando…

Embora o faturamento nominal do setor de máquinas e equipamentos continue crescendo, registrando um aumento de 15,8% no primeiro quadrimestre de 2010 em relação ao ano anterior, para Luiz Aubert Neto, presidente da ABIMAQ, o déficit da balança comercial continua sendo uma das maiores ameaças não só sobre o setor de máquinas e equipamentos como também sobre o parque industrial brasileiro como um todo.

“Enquanto as exportações registraram crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior, passando de US$ 2554,54 milhões FOB para US$ 2599,43 milhões FOB, as importações cresceram 4.2% no mesmo período, passando de US$ 6463,62 FOB para US$ 6737,48 FOB”, afirma Aubert, que não tem poupado esforços junto ao governo no sentido de conter as importações, inclusive, e principalmente, de máquinas usadas, que representam outra grande ameaça ao setor.

Embora os indicadores sejam todos favoráveis, é importante que não se perca a capacidade de análise dos números como um todo para que não se crie um clima de otimismo sem embasamento, até porque registramos crescimento no número de empregos, de 4,4%, subindo de 232.755 em abril de 2009 para 242.885 em abril de 2010 e no nível de utilização da capacidade instalada que evoluiu 1,7%, passando de 80,16 para 81,55. “Mas não podemos perder de vista – alerta Aubert – que esses números referem-se a apenas utilização da capacidade instalada de um turno, restando ainda dois para serem preenchidos”.

Ainda segundo a associação, os pedidos em carteira também mostram um crescimento acima do faturamento nominal, atingindo 22,1%, evoluindo de 18,10 para 22,10 de semanas em média para atendimento dos pedidos.

Exportação

Entre os setores que apresentaram maior crescimento nas exportações durante o período, de acordo com a entidade, destaque para o segmento de máquinas para logística e construção civil, que obteve crescimento de 38,3% na venda de produtos para o mercado internacional, em comparação com o primeiro quadrimestre de 2009. As indústrias de máquinas para agricultura e máquinas para bens de consumo, com crescimento de 32,9% e 30,4%, respectivamente, completam a lista dos setores que mais venderam para o mercado externo. Entre os destaques negativos, os itens que representam as maiores perdas foram os destinados à indústria de máquinas para petróleo e energia renovável, com déficit equivalente a 56,5%, representando apenas 0,1% de todas as exportações do setor de máquinas e equipamentos.

No topo do principal destino dos produtos da indústria de máquinas nacional, os EUA receberam, entre janeiro e abril deste ano, cerca de US$ 398.908.626 FOB, valor 19,9% inferior ao registrado no mesmo intervalo de um ano atrás. Argentina, Holanda e México aparecem, nesta ordem, entre outros destinos que mais demandaram dos equipamentos da indústria de máquinas brasileira.

Importação

No setor de importação, o segmento que mais importou produtos durante os quatro primeiros meses de 2010 foi o de componentes para indústria de bens de capital, que cresceu 39,8% e chegou a mais de US$ 1 bilhão FOB.

Os países que mais exportaram seus produtos para o mercado doméstico nacional foram: EUA, Alemanha, China e Japão.

Destaques

Os setores que apresentaram maior desempenho no faturamento nominal, no acumulado até o mês em análise sobre mesmo quadrimestre do ano anterior, os maiores destaques foram a indústria de máquinas e equipamentos para madeira, que obteve crescimento de 97,6%, máquinas para artigos plásticos, com 86,7%, máquinas para acessórios têxteis, com 81,7% e bombas e motobombas, com 41,7%. A maior baixa foi vista na indústria de materiais de mecânica pesada, com déficit de 14,6%.

Fonte: Assessoria de Impresa

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O balanço do primeiro bimestre do ano divulgado ontem, 24 de março, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, embora positivo, não agradou muito o presidente da entidade, Luiz Aubert Neto. No período, o faturamento bruto cresceu 21,6%, para R$ 10 bilhões, sobre o realizado em janeiro-fevereiro de 2009. “Não podemos falar que foi um desempenho ruim, mas a base de comparação é fraca por conta da crise economica no ano passado. Diante de 2008, que foi um ano bom para nossa indútria, teve queda de 13,9%.”

Analisando fevereiro isoladamente, a receita de R$ 5,29 bilhões representou expansão de 24% na comparação com o mesmo mês de 2009, e de 11,5% perante janeiro. O consumo aparente de máquinas e equipamentos – soma da produção e das importações menos as exportações – também cresceu no primeiro bimestre deste ano contra o anterior 10,4%, para R$ 13,8 bilhões.

A balança comercial também preocupa Aubert, que teme pelo avanço da China, que já aparece na terceira colocação na tabela dos países que exportam máquinas e equipamentos para o Brasil. Quem também amedronta é a Índia ná décima posição. “Não se assustem se a China daqui três, quatro meses passar a tradicional Alemanha. Nem a India que dentro de, no máximo, três anos figurará como um dos principais forcedores para o país.”

As exportações do setor em fevereiro somaram US$ 567 milhões, avanço de 21,9% com relação a janeiro e retração de 5% sobre fevereiro de 2009. Nos mesmo comparativo as importações atingiram US$ 1,548 bilhão, queda de 3,5% e alta de 11,3%, respectivamente.

No bimestre, o déficit da balança comercial do setor de máquinas e equipamentos atingiu US$ 2,1 bilhões, resultado de importações de US$ 3,152 bilhões e exportações de US$ 1,032 bilhão. Em relação ao primeiro bimestre de 2009, o déficit foi 15% maior. As exportações caíram 19% e as importações subiram 1,1%.

PSI - A renovação do Programa de Sustentação do Investimento, PSI, de acordo com Luiz Aubert Neto, é condição para que o setor reaja e consiga retomar o caminho do crescimento, verificado em 2008. Com data de vencimento marcada para junho próximo, o programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, financia bens de capital com juros de 4,5% ao ano. “Só conseguiremos crescer de 15% a 20% este ano se o PSI for prorrogado. Por isso, todos os dias ligo para cobrar o governo!.”

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) anunciou nesta segunda-feira (15), que na segunda semana de março as exportações somaram US$ 3,423 bilhões e importações US$ 3,341 bilhões.

No período, a balança comercial brasileira registrou superávit (diferença entre exportações e importações) de US$ 82 milhões, com uma média diária de US$ 16,4 milhões. Nesses cinco dias úteis – de 8 a 14 de março -, as exportações somaram US$ 3,423 bilhões (média diária de US$ 684,6 milhões) e as importações US$ 3,341 bilhões (média diária de US$ 668,2 milhões). A corrente de comércio (soma dos valores exportados e importados) do período foi de US$ 6,764 bilhões, o que significou negociações médias de US$ 1,352 bilhão por dia útil.

Mês

As exportações, nas duas primeiras semanas de março, somaram US$ 6,802 bilhões, com média diária de US$ 680,2 milhões. Esse desempenho foi 26,7% maior que a média diária registrada em março do ano passado (US$ 536,8 milhões). Já em relação a fevereiro de 2010, quando a média diária das exportações brasileiras ficou em US$ 677,6 milhões, o crescimento foi de US$ 0,4%.

Nos dez primeiros dias úteis de março, as importações totalizaram US$ 6,220 bilhões, com uma média diária de US$ 622 milhões. Esse valor ficou 36,1% acima do registrado como média diária das importações no mesmo mês do ano passado (US$ 457 milhões). Na comparação com o desempenho médio diário das importações em fevereiro deste ano (US$ 655,7 milhões) houve um decréscimo de 5,1%.

Ano

De janeiro à segunda semana de março (48 dias úteis), as exportações chegaram a US$ 30,304 bilhões (média diária de US$ 631,3 milhões), desempenho 25,9% maior do que a média diária das exportações no mesmo período de ano passado (US$ 501,3 milhões).

Na mesma comparação, as importações cresceram 31,4%, ao saírem de uma média diária de US$ 467,6 milhões, até a segunda semana de março de 2009, para US$ 614,5 milhões no mesmo período deste ano. De janeiro à segunda semana de março as importações atingiram US$ 29,495 bilhões.

O superávit comercial acumulado no ano foi de US$ 809 milhões (média diária de US$ 16,9 milhões), valor 50,1% menor que o saldo médio diário apresentado no mesmo período do ano passado (US$ 33,8 milhões).

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Nesta semana, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou os números da balança comercial brasileira na primeira semana de março. Entre os dias 1º e 7 deste mês, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 500 milhões, com média diária, por dia útil, de US$ 100 milhões.

Na primeira semana do mês, as exportações somaram US$ 3,379 bilhões (média diária de US$ 675,8 milhões), e as importações US$ 2,879 (média diária de US$ 575,8 milhões).

A corrente de comércio (soma das exportações com as importações) chegou a US$ 6,258 bilhões (média diária de US$ 1,251 bilhão).

2010

De primeiro de janeiro à primeira semana de março, as exportações somaram US$ 26,881 bilhões, com média diária de US$ 625,1 milhões. Esse valor médio é 24,7% maior que o verificado no mesmo período de 2009 (média de US$ 501,1 milhões).

No mesmo período, as importações totalizaram US$ 26,154 bilhões, com média diária de US$ 608,2 milhões, valor 30,3% maior que o registrado de janeiro até a primeira semana de março de 2009 (média US$ 466,7 milhões).

No ano, o saldo comercial está superavitário em US$ 727 milhões (média por dia útil de R$ 16,9 milhões), resultado 50,9% menor que o do mesmo período do ano passado, quando foi registrado um superávit de US$ 1,516 bilhão (média diária de R$ 34,5 milhões).

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Câmara da Abimaq cria pool para importar aço

Icone Sem categoria | Por Erica em 18 de fevereiro de 2010

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A Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, CSMIA, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, importará aço por meio de um pool formado pelas associadas. O motivo: a indústria brasileira de máquinas agrícolas está perdendo competitividade devido à valorização excessiva do real em comparação ao dólar e ao alto preço do aço no mercado interno, principal insumo para a cadeia produtiva.

Após ver o faturamento do setor retrair 28,2% em 2009 e as exportações 52,6%, a câmara pensou em um meio de tornar seus produtos mais competitivos. A iniciativa é um dos principais focos de atuação da CSMIA neste início de ano.

Com o esperado crescimento da demanda para este ano a tendência que já se observa é o aumento de preços pelas indústrias de aço para recuperar margens. “O aço aqui é muito mais caro que na Europa, China e Estados Unidos. E isso não é devido somente à alta carga de impostos no país”, afirma Celso Casale, presidente da CSMIA.

Em outros mercados, é possível encontrar chapas de aço com qualidade semelhante ao produto brasileiro até 50 % mais barato, chegando aqui com valor pelo menos 20% inferior ao produzido no Brasil, mesmo incluindo os custos com transporte, impostos e demais despesas com importação.

Em 2009, o governo brasileiro impôs uma barreira alfandegária de 12% para a maioria dos tipos de aço comercializados aqui. A medida ainda vigora sob alegação de garantia dos empregos do setor durante a crise econômica sem considerar os efeitos adversos nos setores dependentes do aço para produzir bens com alto valor agregado.

“O aço no mercado externo continua sendo mais barato que no Brasil o que não deveria acontecer já que somos o maior produtor de minério de ferro no mundo. Não podemos ficar reféns das siderúrgicas nacionais e devemos buscar alternativas para acelerar a recuperação do setor no pós-crise.”

Até o momento cerca de 30 empresas se cadastraram para fazer parte do pool para importação em conjunto. O setor de máquinas e implementos agrícolas, excluído o segmento de tratores e colheitadeiras, usa aproximadamente 60 mil toneladas de aço/mês.

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Na quarta-feira, 9, a Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) realizou almoço em São Paulo para divulgar os resultados de 2009 e comentar as perspectivas para 2010. Confira o texto enviado pela entidade:

Os importadores de máquinas-ferramenta e equipamentos industriais chegam ao final de 2009 com o movimento de cerca de US$ 1,5 bilhão em negócios. Este valor corresponde a 55% do volume total negociado em 2008 – considerado o melhor ano para o setor – e é inferior a 2007, que fechou em US$ 2 bilhões. “O mercado ficou praticamente paralisado no primeiro semestre, em decorrência da crise econômica mundial. O ritmo de vendas só começou a voltar a partir do final de agosto”, comenta Thomas Lee, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (ABIMEI).

Para 2010, a expectativa é de um volume 50% maior do que em 2009, mas ainda assim distante dos US$ 2,6 bilhões negociados no ano passado.  “A economia interna já demonstra melhora, o consumidor está mais confiante e a indústria planeja reinvestir. Devemos fechar 2010 com US$ 2,2 bilhões negociados”, analisa Lee. 

Segundo o presidente da ABIMEI, o setor foi um dos que mais sofreu com a crise financeira, devido, principalmente, a somatória de quatro fatores: alta ociosidade das indústrias, queda nas exportações, falta de crédito para bens de capital importados e inadimplência elevada. “O crédito sumiu para todos os setores, mas a falta de uma política de financiamento para a renovação do parque industrial brasileiro, sobretudo em relação às máquinas importadas, dificultou extremamente o nosso segmento”.  Por outro lado, diz ele, o real forte e a queda de consumo nos países mais desenvolvidos derrubaram as exportações e a inadimplência no setor, que era praticamente zero, chegou a 5%, “o que é muito alta para nós”, afirma Lee.

Para o presidente da ABIMEI, o estímulo à indústria automotiva e de linha branca foram pontos positivos da política econômica do Governo para enfrentar a crise, mas como os estoques estavam muito altos, somente agora, no final do ano, o setor começou a sentir os seus efeitos. “As empresas importadoras ainda estão se reorganizando, depois de tantas dificuldades que o setor passou em 2009”, diz Thomas Lee.

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É bom ou não é?

Icone Análise | Por Erica em 15 de julho de 2009

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O site da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) traz uma reportagem muito curiosa nesta semana a respeito da importação de máquinas e equipamentos ante a produção nacional.

Entre câmaras e institutos, a entidade ouviu a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). O que eles disseram? Diferentemente do esperado – principalmente em se tratando da CNI – , eles apoiaram a importação.

Para Flávio Castelo Branco, gerente executivo de políticas econômicas da CNI, “com a globalização, toda a cadeia produtiva é muito ligada ao exterior. Nem faz sentido querer ser completamente independente.”

No entanto, o executivo ponderou suas palavras: “mas é importante garantir a capacidade de produção do País, com desonerações tributárias, financiamentos e estímulo ao investimento”.

E mais: “Não somos anti-importação, trabalhamos por uma concorrência justa. Acredito que se uma máquina tem mais qualidade, tecnologia ou é mais adequada a um determinado projeto, ela deve ser escolhida por isso e não por concorrência desleal”, acrescentou Castelo Branco.

Já o presidente da Sindipeças, Paulo Butori, limitou-se a dizer que “no caso das máquinas, a importação de itens que não têm similares nacionais é necessária e bem-vinda”.

Leia no site da Abimei a íntegra das opiniões destas entidades.

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, divulgou na segunda-feira, 15 de junho, sua carta de repúdio sobre a questão do aumento da tarifa de importação do aço. Segue a íntegra do documento:

A ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) manifestou reprovação em relação ao aumento da tarifa de importação do Aço, que passou essa semana de zero para 12% (em alguns casos14%). De acordo com José Velloso, diretor de mercado interno e vice-presidente da ABIMAQ, a associação considera a medida desnecessária e prejudicial ao país e acredita que o governo deveria ter ouvido toda a cadeia produtiva antes de adotar esse aumento.

A ABIMAQ defende que não deveria haver imposto de importação sobre as matérias-primas, como o aço. O Brasil é um país rico em minério de ferro (principal matéria prima do aço) e tem mão-de-obra barata. No entanto, sem qualquer justificativa, produz aço de forma ineficiente. “O Aço nacional é de 30% a 60% mais caro do que no resto do mundo”, afirma Velloso.

O vice-presidente da ABIMAQ explica, ainda, que o setor de máquinas e equipamentos, tem muita dificuldade em importar o aço pois é composto por 4500 empresas, em sua maioria de pequeno porte. Individualmente estas empresas têm consumo baixo para justificar a importação. Portanto o setor de máquinas e equipamentos importa muito pouco desta matéria prima. Os números utilizados para justificar a redução das tarifas é composto na sua maioria de material sem produção nacional.

“O país está protegendo a indústria siderúrgica, que é um setor que emprega pouco e gera pouca riqueza, pois tem pouco valor agregado, em detrimento de indústrias como as de máquinas e equipamentos, construção civil e automobilística, que empregam mais e geram mais riqueza e renda para o país”, disse.

Além disso, Velloso citou as diferenças entre as tarifas de importação de máquinas e as de matérias-primas como um exemplo da desvantagem sofrida pelo setor de máquinas e equipamentos. “A tarifa média de importação de máquinas é de 6%, e o aço, que é matéria-prima, tem maior proteção do que o produto acabado”, afirma, acrescentando que o governo deveria incentivar a exportação de produtos manufaturados, que possuem valor agregado e beneficiam toda a cadeia produtiva.

Para Velloso, a medida foi tomada em função do forte lobby político exercido pelo setor siderúrgico e perpetua a ineficiência deste setor no país.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

ERICA MUNHOZ

Jornalista pós-graduada em Teoria da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero com 10 anos de experiência. É editora-chefe da revista P&S. Atuou durante nove anos como repórter, editora executiva e assessora de imprensa na indústria automobilística.

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