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A inauguração da fábrica de semicondutores do Centro Nacional em Tecnologia Eletrônica Avançada, Ceitec, no dia 5 de fevereiro último, em Porto Alegre, RS, compõe a ação nº 14 – Centros Tecnológicos, do Programa do Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, TIC, da Política de Desenvolvimento Produtivo, PDP. O Programa de TIC da PDP é coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, MCT. Os investimentos na unidade da Ceitec de Porto Alegre foram da ordem de R$ 400 milhões.

Lançada em maio de 2008 pelo governo federal, a PDP reúne 34 programas de ação dos mais diversos setores produtivos, tendo como foco investimentos em inovação e incremento da competitividade de médio e longo prazos da indústria nacional. A PDP é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, com apoio da Secretaria Executiva, formada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, ABDI, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, e Ministério da Fazenda, MF.

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Ao folhear o jornal hoje pela manhã (19/06/2009), a manchete do caderno Dinheiro da Folha de S.Paulo saltou aos olhos Planalto vai socorrer setor de máquinas. Minha primeira dúvida: que tipo de máquina, agrícola? Não que não fosse importante o socorro ao segmento também, afinal são muitos os setores necessitados. E como agradável surpresa para uma sexta-feira, era mesmo aquilo para o que torcia: a indústria de bens de capital será beneficiada com medidas do governo na área de crédito. Finalmente! Veja abaixo a íntegra da matéria escrita por Denyse Godoy e Guilherme Barros:

Planalto vai socorrer setor de máquinas

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo em breve apresentará novas medidas para reduzir o custo do investimento para que as empresas pensem em expandir as suas atividades “e o Brasil surja, no pós-crise, com uma economia mais forte”. Ele não quis dar detalhes das providências que estão em em análise, mas adiantou que entre elas há decisões “na área de crédito”.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), afirmou que o setor de máquinas e equipamentos deve ser o principal beneficiado pelas novidades por ser “estratégico” e “o primeiro a entrar e o último a sair” das crises. “Estamos conversando com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior sobre maneiras de estimular o empresariado a retomar o investimento”, disse Coutinho, após participar, com Mantega, em São Paulo, da premiação Destaque Agência Estado Empresas.

Segundo a Folha apurou, o setor de bens de capital já tem reuniões marcadas para a próxima semana com os governos federal e estaduais para discutir as medidas que podem ser adotadas. Entre os pedidos, está o de ampliar a concessão de créditos de PIS/Cofins e de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para quem adquire máquinas.

Após Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), reclamar bastante da situação do setor, durante a reunião do grupo de acompanhamento da crise em Brasília, anteontem, Mantega encomendou à SPE (Secretaria de Política Econômica), do ministério, um estudo sobre o que pode ser feito.

O ministro argumentou, no encontro, entretanto, que talvez seja melhor lançar mão de outras medidas que estimulem a demanda por equipamentos, em vez de socorrer a indústria de máquinas diretamente. Isso poderia ser feito por meio da abertura de linhas especiais de crédito do BNDES para a aquisição de bens de capital. Desonerações estão praticamente fora de cogitação.

“O segmento está sofrendo um processo de desindustrialização. Já houve demissões de 17 mil funcionários desde outubro, e mais 35 mil podem ser cortados até o final do ano, o que levaria o nível de emprego a retornar ao que era em 2006, com aproximadamente 200 postos de trabalho”, disse Aubert Neto à Folha. “Por conta da carga tributária elevada e do dólar baixo demais, os fabricantes importam maquinário da China e somente colocam a sua marca aqui.”

Em maio, conforme dados preliminares da Abimaq obtidos com exclusividade pela Folha, o faturamento da indústria de máquinas caiu 22,6% ante o mesmo mês de 2008, para R$ 5 bilhões. Nos primeiros cinco meses de 2009, o faturamento acumulado ficou em R$ 23,7 bilhões, montante 24,4% menor do que o registrado no mesmo período de 2008. No mesmo intervalo, as exportações recuaram 29,6% na comparação anual, para US$ 3,125 bilhões. As importações tiveram baixa de 1,8%, chegando a US$ 7,917 bilhões no período.

Para Mantega, a crise “amainou” no Brasil. No entanto, não é hora de comemorar, pois “ainda há muito a fazer” para que a economia do país efetivamente se recupere. Na sua previsão, o PIB (Produto Interno Bruto) em 2009 será “fraco, porém positivo”. Em 2010, segundo ele, é possível crescer 4%, e, no ano seguinte, 5%.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

KLEBER PINTO

Jornalista com oito anos de experiência em jornalismo online. É editor dos sites da Editora Banas Pack, P&S e Radar Industrial. Foi repórter e editor nos portais UOL, Terra e Globo.com, nas editorias de cultura, saúde, cidades e tecnologia.

ERICA MUNHOZ

Jornalista pós-graduada em Teoria da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero com 10 anos de experiência. É editora-chefe da revista P&S. Atuou durante nove anos como repórter, editora executiva e assessora de imprensa na indústria automobilística.

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