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Em junho de 2012, líderes de 193 países debaterão, no Rio de Janeiro, o futuro da sustentabilidade ambiental do planeta durante a Conferência Rio+20 sobre Desenvolvimento Sustentável. Entre as diversas etapas de discussão preparatória, promovidas por vários segmentos da sociedade brasileira, acontece no dia 9 de fevereiro próximo, em São Paulo, no Hotel Maksoud Plaza, o “Despertar para a Rio +20”. Promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, o Fórum reunirá, num café da manhã, especialistas governamentais ligados aos ministérios de Relações Exteriores, do Meio Ambiente e da Agricultura, que estão diretamente envolvidos com a preparação do encontro no Rio.

Participarão do Fórum o embaixador André Correa do Lago, chefe do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores; Fernando Antonio Lyrio Silva, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério do Meio Ambiente; e Erikson Camargo Chandoha, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Todos estão trabalhando na preparação da Rio +20.

O principal objetivo do encontro dos especialistas com as lideranças empresariais do agronegócio brasileiro é antecipar como se encaminhará a discussão em relação a um dos temas centrais da Rio+20, que é o do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. Tal ponto, a ser discutido no evento, que comemora os 20 anos da realização da conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, promovida em 1992 na capital carioca, tem relação direta com o agronegócio na medida em que a própria ONU estabeleceu que ele deve ser tratado no contexto da economia verde, definida como aquela que resulta em melhoria do bem-estar das pessoas, em razão de uma maior preocupação com a equidade social, com os riscos ambientais e com a escassez dos recursos naturais.

Os analistas econômicos e de sustentabilidade lembram ainda que o desenvolvimento sustentável envolve três áreas que enfrentaram graves crises nos últimos anos. A saber: a econômica, pela instabilidade financeira que assola os países desenvolvidos e desafia o crescimento do mundo em desenvolvimento; a social, em que a estabilidade dos empregos e o acesso aos bens básicos ainda não são possíveis à grande parte das pessoas; e a crise do meio ambiente, pelas pressões sobre os recursos naturais e as consequências da mudança do clima.

 

Serviço:

Fórum ABAG – “Despertar para a Rio+20”

Data: 09 de fevereiro de 2012 (5ª feira)

Local: Hotel Maksoud Plaza – Al. Campinas, 140 – Sala Brasil – São Paulo

Horário: 8:30 às 11:30 horas

Inscrições franqueadas pelo telefone (11) 3285-3100

gislaine@abag.com.br

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Pesquisa da Poli/USP faz diagnóstico do problema no Brasil e mostra a importância de leis mais rígidas e de incentivos para o uso do asfalto-borracha.

            As Resoluções do Conama, no 258/99 e 416/09, que obrigam fabricantes e importadores a dar destinação adequada para pneus inservíveis, não surtiram o efeito desejado. De 2002 ao primeiro quadrimestre de 2011, as empresas brasileiras deixaram de dar destinação adequada a cerca de 425 de milhões de pneus que não servem mais para rodar em automóveis, ônibus e caminhões, o que corresponde a 2,1 milhões de toneladas desse artefato. Nesse período, os importadores de pneus novos cumpriram 97,03% das metas estabelecidas; fabricantes, 47,3%; e importadores de pneus usados, 12,92%.

É o que mostra uma pesquisa feita pelo engenheiro mecânico Carlos Lagarinhos, em sua tese de doutorado Reciclagem de Pneus: Análise do Impacto da Legislação Ambiental Através da Logística Reversa, defendida em outubro, no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), na qual foram comparadas as políticas de reciclagem de pneus da Europa e do Brasil; feita avaliação do sistema de logística reversa implementada pela associação que representa os fabricantes no país; e desenvolvido um modelo de logística reversa para a reciclagem.

Durante seu trabalho, Lagarinhos constatou que o alto custo da coleta e do transporte de pneus descartados é a principal dificuldade para a solução definitiva para a destinação correta desse material. Tampouco existe um trabalho conjunto entre os fabricantes e importadores de pneus do Brasil para o desenvolvimento de um modelo de logística reversa que reduza os custos, aumente a oferta de pneus servíveis (que podem rodar) para as empresas de reforma, por meio da seleção e triagem nos pontos de coleta. E não existem ações que visem aumentar a oferta de pneus inservíveis para atender a capacidade das empresas de pré-tratamento, coprocessamento, pirólise e queima em caldeiras.

Os consumidores também não fazem a sua parte para diminuir o problema. Segundo ele, hoje, ao fazerem a troca de pneus nas lojas e revendas 36% dos consumidores levam os usados para casa, achando que ainda existe algum valor neles. “Os fabricantes, importadores, revendas e distribuidores não divulgam programas de coleta e destinação dos pneus inservíveis para incentivar o descarte após a troca, pela população”, diz o pesquisador. A título de exemplo, para os 6,6 milhões de veículos licenciados no município de São Paulo, há na cidade apenas quatro pontos de coleta em convênio com a prefeitura, o que dificulta a coleta sistemática dos pneus inservíveis.

Para piorar, o descarte de pneus não é uma tarefa fácil. A maior parte acaba amontoada em grandes depósitos a céu aberto, que funcionam como verdadeiros criadouros de mosquitos transmissores de dengue, febre amarela e malária. “A disposição em aterros é inviável, porque são difíceis de comprimir, não sofrem biodegradação e formam um resíduo volumoso, que ocupa muito espaço”, explica o pesquisador. “Como se não bastasse, os pneus podem reter ar e gases em seu interior, fazendo com que tendam a subir para a superfície do aterro, rompendo a camada de cobertura. Com isso, os resíduos ficam expostos, atraindo insetos, roedores e pássaros e permitindo que os gases escapem para a atmosfera.”

Diante desse quadro, Lagarinhos acredita que o aproveitamento dos pneus usados como componente para asfalto seria uma forma de reduzir a quantidade deles nos depósitos a céu aberto e aterros sanitários. Ele propõe que os governos, em todos os níveis, deem incentivos para a utilização do asfalto-borracha na pavimentação de ruas e estradas. “A utilização do asfalto-borracha ainda é incipiente no País”, lamenta. De 2001 a 2010 foram pavimentados 4.900 km de rodovias no Brasil, com aproveitamento insignificante dos pneus descartados.

Outra medida seria o endurecimento da lei em relação à reciclagem de pneus. A Resolução do Conama nº 258/99, que, no ano de 2005, obrigava fabricantes e importadores a reciclar cinco pneus inservíveis para cada quatro pneus fabricados, foi substituída pela Resolução nº 416/09, segundo a qual os fabricantes e importadores só precisam reciclar os pneus vendidos no mercado de reposição. Ou seja, boa parte do passivo de pneus fabricados no País, continua sem destinação adequada. 

“Apesar de não atingir as metas estabelecidas pelo IBAMA, houve um avanço, uma vez que as metas eram muito difíceis de serem alcançadas”, pondera o pesquisador. “Criou-se, a partir da Resolução Conama no 258/99, um sistema de logística reversa que não havia anteriormente”, acrescenta.

Antes da aprovação da Resolução Conama no 258/99, somente 10% dos pneus inservíveis eram reciclados. Em 2010, foram montados 469 pontos de coleta pelos fabricantes. Atualmente são 1.884 pontos de coleta montados pelos fabricantes e importadores de pneus, sendo que 73,04% estão instalados em municípios com população acima de 100 mil habitantes. A quantidade de pontos de coleta representa 47,1% das revendas e distribuidores de pneus no Brasil. Em 2010, existiam 124 empresas cadastradas no IBAMA para as atividades de reciclagem e valorização energética de pneus inservíveis.

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No ano, o país registrou 738 recicladoras de plásticos que faturaram juntas, em 2010, R$ 195 bilhões e que geraram 18,3 mil empregos diretos.

 

Pesquisa encomendada pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, desenvolvida com base em 2010, aponta que, no período, foram reciclados no Brasil 19,4% dos plásticos pós-consumo, ou seja, 953 mil toneladas. No ano anterior, a marca foi de 17,9%. Mostra também que a região Sudeste foi a que mais reciclou esse tipo de material em 2010 (60%), seguida, pela ordem, das regiões Sul (26%), Nordeste (11%), Centro-Oeste (2%) e Norte (1%).

No ano, o Brasil registrou 738 recicladoras de plásticos, sendo que 44% registradas no estado de São Paulo, 12% no Rio Grande do Sul, 9% em Minas Gerais, 7% no Rio de Janeiro, 7% em Santa Catarina, 5% no Paraná, 4% na Bahia e 3% em Goiás. Os 9% restantes foram registrados nos demais estados brasileiros. Essas empresas faturaram juntas, em 2010, R$ 195 bilhões, 5,2% a mais que em 2009. Delas foram gerados 18,3 mil empregos diretos no período.

A pesquisa também apontou quais os segmentos que mais consumiram plásticos reciclados no ano passado. Os bens de consumo foram os maiores demandantes do produto: os semiduráveis (utilidades domésticas, segmento têxtil, brinquedos, descartáveis, limpeza doméstica, calçados e acessórios), demandaram 49,5% dos plásticos reciclados em 2010. Os bens de consumo duráveis (automobilístico, eletroeletrônico, móveis, entre outros), consumiram 19,6%. A construção civil absorveu 15,1% do total, a área Industrial 2,6%, a Agropecuária 1,2% e outras aplicações 12%.

O nível operacional médio da indústria brasileira de reciclagem de plásticos, em 2010, foi de 64,5% da capacidade instalada, que é de 1,5 milhão de toneladas. A pesquisa mostra que esse fator é um reflexo da estrutura de coleta seletiva no Brasil. Dos 5.565 municípios brasileiros, apenas 443, ou seja, 8% contam com coleta seletiva estruturada.

O presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, acredita que a educação – a disseminação dos conceitos de consumo responsável, reutilização dos produtos e destinação adequada dos resíduos, entre eles os plásticos – é o canal mais eficaz para que toda a sociedade – população, indústria, poder público – compreenda seu papel em prol da sustentabilidade. “É por meio da educação que vamos conseguir aproveitar melhor os recursos, gerar economia e garantir a preservação ambiental”, afirma o executivo.

Em 2010, o Brasil ficou na nona posição mundial na reciclagem dos plásticos, atrás da Alemanha (34%), Suécia (33,2%), Bélgica (29,2%), Noruega (25,7%), Suíça (24%), Itália (23%), Eslovênia (21,4%) e Dinamarca (21%). A média da União Européia no ano foi de 21%.

A pesquisa anual sobre a reciclagem dos plásticos foi desenvolvida pela Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, de acordo com metodologia do IBGE.

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          A substituição de adesivos PU convencionais (que necessitam que a sola de SBR ou TR esteja previamente halogenada, antes da aplicação deste) por adesivos base água de alta performance destinados à colagem de solados de SBR e TR (sem halogenação prévia), tem sido foco de pesquisas permanentes dentro o Grupo FCC.

         Na tarde de quinta-feira, 6 de outubro, o Doutor em Química, Ramão Fernandes, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia aquosa da empresa, apresentou um resumo do sucesso obtido pela indústria, em palestra no 16o Seminário de Atualidades Tecnológicas: Plásticos, Elastômeros e Adesivos, evento promovido pela FIERGS/Senai.

         Desenvolvida especialmente para atender o setor calçadista, a linha Acquafort  traz para a produção das indústrias de calçados o fim da etapa de halogenação no processo de colagem de SBR e TR. Além de agilizar o processo, a tecnologia de colagem inovadora contribui de forma real para a questão da sustentabilidade, na medida em que acaba com a geração de VOC (composto orgânico volátil) pois são adesivos base água com alto teor de sólidos em sua composição. O pesquisador Ramão Fernandes, salienta que “para cada 10 gramas de adesivo base solvente aplicado na sola, em média, 8 gramas são de solvente-veículo, e somente 2 gramas são de material colante. Então, os 80% de solventes ficam no ambiente da fábrica gerando VOC”. O objetivo do trabalho de pesquisa para o desenvolvimento de adesivos base água de alta performance “é justamente contribuir para a melhora do ambiente de trabalho dos operários diretamente envolvidos no processo, sem perder a qualidade do funcionamento do produto”, afirma o pesquisador.

         O trabalho de substituição começou em 2010, quando foi lançado o Acquafort 9500 SBR (que já de início ganhou dois prêmios nacionais no segmento). Em 2011, a FCC introduziu o 9500 TR, aumentando a fatia de participação de adesivo aquoso no processo de colagem de calçados.

         O lançamento mais recente ainda está em processo de consolidação junto ao mercado, mas com níveis de aceitação muito elevados, por sua resposta altamente positiva.

         Outro grande diferencial dos adesivos da linha Acquafort da FCC está no fato de que eles apresentam excelente performance quanto à resistência térmica, resistência à hidrólise e ao envelhecimento.

         As tecnologias (9500 SBR e 9500 TR) que eliminam: o primer halogenante, o solvente do adesivo, e o isocianato do reticulador, estão patenteadas pela FCC. São sistemas que geram a redução de uma etapa no processo de colagem na esteira, além de reduzir a necessidade de operários no processo.

         O impacto na redução do custo de produção por par de calçado é muito grande, além da sua contribuição para o meio-ambiente e sustentabilidade.

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Sondagem Setorial realizada pela ABTCP mostra que as empresas entrevistadas estão tomando medidas para se tornarem mais competitivas

Com o objetivo de contribuir para o entendimento do cenário atual do mercado de celulose e papel, a ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel realizou a 1ª Sondagem Setorial Técnica da Indústria de Celulose e Papel, que compreendeu um universo de 57 companhias, entre as quais aquelas que responderam à pesquisa representam mais de 40% da produção brasileira de celulose e papel e incluem grandes e representativos fabricantes do setor.

O resultado do levantamento, realizado no período de junho a setembro deste ano e divulgado hoje (03/10), na abertura ABTCP 2011 – 44º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, o maior encontro da América Latina de celulose e papel, mostra que as empresas do setor ampliaram as ações para elevar sua competitividade, com iniciativas em diversas frentes – tanto mercadológicas quanto focadas em sustentabilidade.

Segundo a sondagem setorial, 90,48% das empresas entrevistadas estão buscando otimizar custos e melhorar a qualidade dos produtos, enquanto 71,43% estão investindo em ampliação e modernização das plantas; 76,19%, em desenvolvimento de novos produtos, maior eficiência logística e de distribuição e 61,9%, em busca de novos mercados.

“A Sondagem Setorial confirma que a indústria de celulose e papel vem tomando ações, em várias frentes, para ampliar sua competitividade”, afirma Lairton Leonardi, presidente da ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, ao destacar que as ações em prol do desenvolvimento tecnológico e da sustentabilidade têm se intensificado para consolidar a competitividade internacional da indústria brasileira de celulose e papel.

“Investir no desenvolvimento de novos produtos, em novas tecnologias e na busca de novos mercados tornou-se tão prioritário para as empresas do setor quanto ampliar a capacidade e adquirir ativos florestais”, acrescenta Leonardi.

A capacitação da mão de obra, em um cenário de escassez de profissionais qualificados, tornou-se fator primordial de competitividade. Nesse sentido, a sondagem setorial mostrou que 71,43% enfrentam dificuldade para contratar pessoal especializado e que pelo menos 62% das empresas entrevistadas estão investindo em treinamento e qualificação de pessoal, destinando recursos que somam R$ 5 milhões em 2011, considerando a amostra de empresas pesquisadas.

“Mais de 71,43% das empresas afirmam que terão dificuldade para contratar pessoas e necessitarão formar pessoal, caso haja um aumento da demanda, o que representa uma restrição considerável ao crescimento”, ressalta o gerente técnico da ABTCP, Afonso Moura. A Sondagem Setorial Técnica indica que a entidade ocupa lugar relevante no setor, juntamente com o SENAI e as universidades, na capacitação de pessoas.

Investimento em sustentabilidade

Projetos para tornar a atividade mais sustentável também concentram cada vez mais investimentos e atenção das empresas de celulose e papel, inclusive como fator de competitividade. A 1ª Sondagem Setorial Técnica da ABTCP mostra que as empresas vêm buscando se antecipar às exigências do mercado e às metas de redução de emissões de CO2 previstas, tanto no Protocolo de Kyoto, quanto na política nacional e nas políticas estaduais de mudanças climáticas, cujas metas serão definidas ainda este ano.

O levantamento mostrou 81% das empresas entrevistadas trabalham com duas até oito iniciativas nesse sentido. Entre as iniciativas, destacam-se o gerenciamento de resíduos sólidos, incluindo reuso e compostagem; a migração do uso de óleos combustíveis para gás natural ou biomassa; a redução de perdas térmicas no processo, adoção de tecnologias que elevem a produtividade das plantações e a otimização da queima de licor negro.

A sondagem da ABTCP também mostrou que as empresas entrevistadas, além da energia elétrica, já utilizam energias de fontes como a biomassa – caso da lenha e do licor negro, além do Gás Natural e do GLP.

Para os próximos cinco anos, as empresas prevêem investir no aumento da geração a partir da biomassa e em eletricidade, além de Gás Natural e outras fontes como biodiesel, solar e termoelétrica.

 “A conclusão geral da Sondagem realizada pela ABTCP confirma que a busca de competitividade está diretamente associada às ações de sustentabilidade, no setor de celulose e papel, por propiciar redução de custos, processos mais eficientes e adequados às demandas dos clientes”, conclui Lairton Leonardi.

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 A Braskem,produtora de resinas termoplásticas , a Fundação Espaço ECO e o Instituto Akatu apresentam hoje (02/08), um estudo comparativo sobre o uso de diferentes tipos de sacolas para transporte de compras de supermercado, bem como os impactos econômicos e ambientais de cada alternativa. A análise foi desenvolvida pela Fundação Espaço ECO, entidade que busca o desenvolvimento sustentável por meio do compartilhamento de conhecimento e tecnologias aplicadas em ecoeficiência, educação socioambiental e restauração ambiental. A divulgação do estudo tem o apoio do Instituto Akatu, referência na busca da conscientização a favor do consumo consciente.

 Para que a discussão sobre a melhor alternativa de uso de sacolas passasse a ser baseada em estudos científicos, foi analisado o ciclo de vida de algumas opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro, entre elas algumas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis [papel, ráfia, tecido e TNT (tecido não tecido)].

 O estudo é inédito no Brasil e leva em consideração algumas das condições atuais no país quanto à tecnologia, métodos de produção e impactos ambientais decorrentes, quando se considera alguns cenários de uso da sacola e de descarte de lixo pelos consumidores. As alternativas de sacolas englobadas no estudo foram avaliadas para um período de um ano, considerando variados cenários envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado, maior ou menor frequência de descarte do lixo, tipo de matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada sacola, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não da sacola para reciclagem.

 A análise do ciclo de vida (ACV) foi ampliada para considerar o que é chamado de “ecoeficiência”, que avalia cada alternativa quanto ao seu impacto ambiental e seu custo – englobando desde a extração da matéria-prima até o descarte da sacola, passando pela sua produção e uso. Desta forma, toda a cadeia produtiva é considerada e analisada em relação ao impacto ambiental e o custo em cada uma de suas etapas.

 “Com esse estudo, buscamos incentivar uma discussão informada sobre o tema e ao mesmo tempo motivar uma visão abrangente e científica sobre os diversos impactos ambientais associados aos hábitos de transporte de compras de supermercados. Precisamos informar o consumidor para que ele se sinta mais seguro na hora de decidir que sacola utilizar”, diz Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. “Quem ganha com essa análise e com a decisão correta do consumidor é a natureza e, por decorrência, a sociedade”, afirma.

 O estudo mostra que a melhor opção de sacola depende do cenário em que ela é utilizada, podendo variar segundo o volume de compras, o número de idas ao supermercado e a frequência de descarte do lixo. “Foram feitas análises para diversos cenários e identificadas duas tendências. Por um lado, sacolas descartáveis de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações que os consumidores têm menor volume de compras, maior frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo maior, que garanta o reuso das sacolas plásticas para o descarte desse lixo. Por outro lado, sacolas retornáveis de tecido ou de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações em que os consumidores têm maior volume de compras, menor frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo menor, com baixa compra de sacos para condicionar o lixo”, afirma Sonia Chapman, diretora-presidente da Fundação Espaço ECO.

 “O consumo com consciência dos seus impactos ambientais e sociais guia as decisões e os comportamentos do consumidor consciente, que busca sempre aumentar os impactos positivos e reduzir os negativos. Esse estudo serve como parâmetro para que cada consumidor tome suas decisões com informações embasadas cientificamente, levando sua consciência à prática na hora de definir que sacola usar para suas compras de supermercado, escolhendo a melhor alternativa frente aos cenários do estudo que melhor se encaixa à realidade do consumidor”, diz Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. Sonia Chapman complementa: “é importante que o estudo seja utilizado para que cada agente possa contribuir para reduzir os impactos e isso pode mudar as conclusões no tempo. A melhoria contínua dos impactos socioambientais deve ser o foco e depende tanto dos produtores, nas diversas etapas de produção, como das decisões dos consumidores”.

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A única destinação legal deste resíduo perigoso ainda é pouco conhecida no Brasil

O óleo lubrificante usado em carros e máquinas industriais não pode ser descartado de qualquer maneira ou em qualquer lugar. O descarte inadequado do produto pode prejudicar o meio ambiente e a saúde das pessoas. Para evitar esta situação, o rerrefino é considerado o único destino legal para este perigoso resíduo, de acordo com a lei do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Resolução Nº362/CONAMA). Por meio do rerrefino, o óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC) se transforma em óleo mineral básico. Este processo resgata as propriedades originais do produto, que é uma matéria-prima proveniente do petróleo (um recurso não renovável), usada na fabricação de óleos lubrificantes acabados e, desta forma, cumpre o princípio para a sustentabilidade quando retorna ao mercado, garantindo o reabastecimento, sem danos ambientais. Neste contexto, a Lwart explica que o óleo lubrificante acabado, pronto para ser usado em veículos ou máquinas industriais, é composto por 90% de óleo mineral básico e 10% de aditivos. Com o uso, os aditivos se degradam, enquanto a base mineral continua com suas propriedades preservadas, possibilitando que seja recuperado e reutilizado após o rerrefino. Neste caso, embora exista o reaproveitamento do produto usado, o rerrefino não pode ser classificado como reciclagem, pois o processo industrial é semelhante ao do primeiro refino de petróleo em complexidade e tecnologia. No setor de coleta e rerrefino de óleos lubrificantes usados ou contaminados, a liderança de mercado na América Latina é da Lwart Lubrificantes, empresa com sede fabril em Lençóis Paulista (SP) e uma filial em Feira de Santana (BA). Para a captação, a Lwart conta com 16 centros distribuídos por regiões estratégicas do Brasil, que concentram a coleta realizada em milhares de postos de gasolina, oficinas mecânicas, indústrias, propriedades rurais, transportadoras, entre outros locais. Para isso, utiliza uma frota de 300 caminhões, conduzidos por motoristas rigorosamente treinados para manuseio e transporte de produtos perigosos. A empresa foi a primeira no País a receber o registro de coletor autorizado da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e rerrefina anualmente cerca de 140 milhões de litros de óleo lubrificante usado, o que corresponde a 45% do volume que é disponibilizado para a coleta no Brasil. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Rerrefino de Óleos Minerais (Sindirrefino), o País gera, atualmente, 550 milhões de litros de óleo usado ou contaminado e, deste montante, 330 milhões (60%) são destinados ao rerrefino, conforme determinação da lei. A alta eficiência da Lwart Lubrificantes neste processo industrial faz com que o aproveitamento do óleo coletado seja total. Os subprodutos gerados são reutilizados como insumos em outras empresas do Grupo Lwart, a Lwart Química e a Lwarcel Celulose, ambas em Lençóis Paulista. Meio Ambiente O processo de rerrefino diminui a necessidade de extração de petróleo – recurso natural que não terá outra safra – e evita o descarte inadequado do óleo lubrificante usado que pode trazer enormes danos ao meio ambiente. Apenas um litro de óleo lubrificante usado pode contaminar 1 milhão de litros de água, quantia que uma pessoa leva 14 anos para consumir. O óleo lubrificante usado é um resíduo perigoso que, se descartado no meio ambiente, permanece por décadas e contamina o solo, que fica inutilizável para agricultura. Ele também pode contaminar a água e os lençóis freáticos e, caso seja descartado na rede de esgoto, inviabiliza o seu tratamento. Os prejuízos causados pelo descarte inadequado também causam danos à saúde, como intoxicações, anemia, falha nos rins entre outros sintomas graves. A queima indiscriminada do óleo pode agravar o efeito estufa e causar danos à pele e ao sistema respiratório em razão da liberação de gases tóxicos.

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*Eloi Fernandes

O crescimento do Brasil tem colocado as diferentes vertentes da engenharia ainda mais em foco. E, para muito além das áreas tradicionais, ligadas à construção civil e à mecânica, hoje já contamos com profissionais que lidam com temas de diferentes naturezas. Um bom exemplo dessa renovação da categoria é a figura do Engenheiro Florestal. Ainda que, se comparado a outros campos de estudo, a Engenharia Florestal venha a ser considerada nova – o primeiro curso no Brasil foi implantado em 1960, na cidade de Viçosa, Minas Gerais – a área já é avaliada como um dos alicerces que contribuirá diretamente para o desenvolvimento do país.

E não é por menos. Responsável por estudar as diversas formas de utilização sustentável dos recursos naturais, esse profissional lida diretamente com a complexidade dos ecossistemas. Em termos práticos, ele pode desenvolver ações de recuperação de áreas degradadas, planejar o manejo de florestas nativas ou plantadas, bem como projetar os impactos ambientais provocados pela atividade humana, como instalações de indústrias. Uma carreira profissional que prevê o conhecimento científico aplicado à realidade e às necessidades sociais.

O cenário da Engenharia no Brasil

Neste mês em que celebramos o Dia Nacional do Engenheiro Florestal cabe reforçar que, ao tudo indica, temos tantos motivos para ficarmos preocupados quanto para comemorar. Isso porque aproximações do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) mostram que há um déficit de 20.000 engenheiros/ano em nosso país. Para complementar, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que se tivermos um crescimento médio de 3.5% na economia, em 4 anos não teremos o número de profissionais necessários. E temos muito que fazer, pois em 2008 conseguimos formar cerca de 47 mil engenheiros, enquanto Rússia e Índia tiveram 190 mil e 220 mil, respectivamente.

Uma profissão que tem a cara do Brasil

Desde seu descobrimento, o Brasil tem sido reconhecido internacionalmente por suas riquezas naturais e, nos últimos anos, a gestão sustentável desses ativos tem se tornado um diferencial importante para as nações que querem alcançar um crescimento sólido. Nesse sentido, o Engenheiro Florestal aparece como engrenagem fundamental a serviço do desenvolvimento do país. E acredita-se no potencial das universidades e centro de estudos voltados à área florestal.

Um grande exemplo é a Escola Superior de Agricultura “Luiz Queiroz”, a ESALQ, integrante da Universidade de São Paulo (USP), onde o curso de Engenharia Florestal, bem como em outras universidades, tem duração de cinco anos e prepara os alunos para a coordenação de projetos. Já em Botucatu, a Universidade Estadual Paulista (UNESP) oferece área extensa para a aplicação da teoria: são três fazendas experimentais, que totalizam 2.500 hectares, incluindo enormes áreas de reflorestamento, que abastecem com matérias-primas as indústrias instaladas na cidade. Outros centros se destacam na Região Sul do país, onde as empresas de reflorestamento ampliam suas atividades, respeitando a conservação das áreas de florestas naturais e de preservação permanente.

Neste cenário de preocupação ambiental e necessidade de manejo dos recursos naturais, o Engenheiro Florestal já se consolida como uma profissão-chave no crescimento sustentável brasileiro. Assim, torna-se premente incentivar a área para que, cada vez mais, esses profissionais possam desvendar as possibilidades do manejo florestal.

*Eloi Fernandes é diretor de Vendas – Brasil da Husqvarna, multinacional sueca líder global na fabricação de equipamentos para manejo de áreas verdes.

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As empresas socialmente responsáveis brasileiras ganham força e investem cada vez mais neste setor e conceito. Este perfil empresarial ganhou destaque de rentabilidade no último ano.

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo online e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha), a Anbima (associação das entidades do mercado financeiro) mostram que fundos enquadrados nas categorias Sustentabilidade e Governança Corporativa tiveram retorno de 10,54% , na média,no período de 12 meses. O Ibovespa, principal subiu 4,5%, no mesmo período.

“Esse mercado tem crescido porque o interesse nesse tipo de investimento também é ascendente. E os produtos surgem à medida que a demanda cresce”, diz Sônia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da BM&FBovespa(fonte Folha online).

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 *Ronaldo Callmann

Em tempos de uso exagerado dos recursos naturais e aquecimento global, muitos aumentam seus esforços para a preservação do meio ambiente e renovação dos elementos da natureza. Nesse sentido, por que não utilizar as tecnologias disponíveis para que possamos contribuir com essa questão? Existem produtos que nos permitem realizar as mesmas atividades com o mesmo – ou até melhor – desempenho, economizando energia, água, diminuindo a emissão de poluentes e reutilizando detritos. Podemos pensar em alguns exemplos práticos em serviços domésticos que dispensam o uso de água. No outono, época de ventos mais fortes, é comum a queda das folhas secas das árvores e o acúmulo de poeira e vegetação pelas ruas e jardins. Com isso, manter a área externa limpa torna-se uma tarefa mais trabalhosa e geralmente com maior consumo de água. Segundo a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene. Mas, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia. Para este caso, empresas especializadas em manejo de áreas verdes, como a Husqvarna, desenvolveram produtos capazes de manter calçadas, terraços, campos e quintais limpos, sem ser necessário o uso de ao menos uma gota de água. Um exemplo é o soprador, que facilita a limpeza de áreas externas e diminui o uso de água. Além disso, alguns modelos possuem a função aspiração para coletar detritos. Uma boa ideia também é utilizá-lo para outras funções, como, por exemplo, limpar maquinários ou mesmo secar o próprio veículo. Nos serviços de jardinagem, cortadores de grama possuem a função de reciclagem. A Husqvarna dispõe da opção BioClip®: a grama é cortada em pequenos pedaços, que rapidamente se decompõem e retornam ao gramado como fertilizantes, ajudando a fortalecer a área verde. Ou seja, um simples trabalho de aparar a grama pode se tornar em uma atitude sustentável! Em se tratando de serviços maiores, como podar galhos, erguer cercados e cortar lenha, as motosserras são equipamentos que facilitam e agilizam a realização dessas tarefas. Para isso, foi criada a tecnologia X-TORQ®, que proporciona reduções de até 20% no consumo de combustível e de até 60% na emissão de poluentes. Essa tecnologia, presente em diversos produtos Husqvarna, auxilia na redução dos impactos ambientais. Por isso, fique atento às novas tecnologias. Ao comprar novos produtos, tenha em mente que as atividades rotineiras podem ser desenvolvidas com equipamentos que minimizam a utilização dos recursos naturais e proporcionam um novo destino para os resíduos.

*Ronaldo Callmann é gerente de Marketing e Produto para a América Latina da Husqvarna, multinacional com mais de 320 anos e uma das líderes mundiais no desenvolvimento de produtos para o manejo de áreas verdes.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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