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WhatsApp-Image-2019-10-16-at-17.37.43por Wanderson Leite*

A maioria das grandes empresas realiza treinamentos apenas uma vez por ano, colocando seus funcionários em uma sala fechada, com as luzes apagadas e um especialista passando slides. Mas, na era da tecnologia, celular 24h na mão e constantes transformações, esse tipo de situação pode se tornar contra produtiva.

Estas situações ficam ainda mais contraproducentes se o treinamento é realizado em um local distante da empresa, deixando os custos deste desenvolvimento ainda maiores. E esses custos só vem crescendo. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), em 2017, o investimento das empresas em treinamento aumentou 21%.

Pensando em facilitar os treinamentos corporativos para as empresas de maneira menos custosa, surgem as Edtechs, startups que utilizam a tecnologia para o desenvolvimento da educação. Elas não param de crescer. Segundo um mapeamento realizado em 2018, pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em conjunto com o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), as Edtechs crescem 20% ao ano.

O diferencial dessas Edtechs no ambiente corporativo é que, além da empresa gastar menos, já que há o custo-benefício de uma sala, os funcionários se mantém muito mais engajados e interessados. Isto se dá pela ampla gama de recursos apresentados, como podcasts para completar o conteúdo, gameficação para desenvolvimento de forma lúdica e até meditação para despertar mais foco e equilíbrio emocional.

Os podcasts são importantes ferramentas para manter esse interesse, já que o funcionário pode estudar intrigantes conteúdos, e até mesmo se divertir, de qualquer lugar que estiver, seja no ônibus, ao dirigir, no banho, na cozinha, ao caminhar e fazer exercícios, por exemplo. E, para o engajamento, nada melhor do que a competição gerada por um game, no qual muitas vezes o adversário é ele mesmo.

Ao ver seus resultados, o colaborador se instiga a conquistar cada vez mais, além de desenvolver o autoconhecimento. Ele começa a conhecer seus pontos fortes e fracos, e descobre onde precisa melhorar. E a evolução dele não para por aí. O gestor pode ter acesso a todos esses resultados e tomar decisões estratégias, realocando os melhores funcionários para as diferentes áreas. Afinal, é comum ter aquela pessoa que se destaca mais no trabalho manual, outra no estratégico, outra no relacionamento, entre outros.

Com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho, é importante que as empresas desenvolvam treinamentos mais atrativos. Não há nada melhor do que reter um talento por meio da qualificação que a própria empresa oferece. A solução que as Edtechs trazem não é a de apenas um treinamento por ano, mas sim de uma qualificação contínua. Com essa aproximação, o colaborador segue motivado, já que cria uma sensação de pertencimento em relação à companhia.

Para a empresa que quer investir nestes benefícios tecnológicos, a dica é procurar uma empresa, startup ou aplicativo que complemente os conceitos que a organização quer transmitir para a sua realidade, sem perder a essência. Para produzir resultados realmente satisfatórios, os treinamentos precisam ser constantes. Só assim é possível acompanhar o desenvolvimento de um colaborador e oferecer a ele as condições necessárias para que ele atinja seus objetivos e os da empresa.

*Fundador das empresas ProAtiva, app de treinamentos corporativos digitais, ASAS VR, que leva realidade virtual para as empresas e escolas; e Prospecta Obras, plataforma de relacionamento do segmento de construção civil.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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