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hyperrrrrA Hypertherm muda, a partir de hoje, o nome corporativo para Hypertherm Associates, que representa a evolução da empresa, fabricante de produtos de corte a plasma, para um fornecedor multitecnológico de soluções de corte industrial, com os funcionários (“Associates”) no centro de tudo o que faz para apoiar e resolver os desafios dos clientes.

A Hypertherm Associates continuará a oferecer a linha líder do setor de soluções de corte industrial, incluindo plasma, jato de água, software e muito mais, organizadas em quatro negócios distintos. A Hypertherm® continuará como a marca de soluções de corte a plasma, enquanto a OMAX® permanecerá como o nome dos sistemas de corte a jato de água líderes de mercado. Dois grupos recém-definidos, o Hypertherm Associates Software Group e o Hypertherm Associates Aftermarket Group, abrangerão marcas de produtos como ProNest®, Robotmaster®, laser Centricut® e peças de jato de água AccuStream®.

“Queríamos que nosso novo nome corporativo refletisse nossa cultura com foco nas pessoas como uma empresa 100% de propriedade dos funcionários. Nossos fundadores estabeleceram uma paixão pela inovação tecnológica com foco no cliente, colocaram o desenvolvimento e o bem-estar de nosso pessoal — nossos Associates — no centro da equação e, em seguida, deram a propriedade da empresa a esses funcionários para levar essa visão adiante”, explicou Evan Smith, presidente e CEO da Hypertherm Associates. “Isso reforça nosso enfoque nas pessoas, desde nossos clientes, parceiros e comunidades próximas até nossos funcionários, que são donos da empresa. Isso consolida nosso compromisso de longo prazo e foco na inovação tecnológica e parceria com foco no cliente e em nossas comunidades, em vez de acionistas ou investidores externos.”, completa Smith.

Junto com o novo nome, a Hypertherm Associates está apresentando um novo logotipo corporativo e logotipos atualizados para suas marcas de tecnologia. O logotipo da Hypertherm Associates, concebido para lembrar um agrupamento de peças, serve para vincular visualmente a marca corporativa às respeitadas marcas de produtos e tecnologia da empresa. Ao mesmo tempo, demonstra a liderança industrial e tecnológica da empresa — e seu compromisso com a manufatura enxuta, práticas sustentáveis e engenharia inovadora — bem como a força das ofertas de tecnologia cruzada que resolvem os desafios dos clientes.

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ftpA FPT Industrial abre caminho para a independência energética dos agricultores na Feira Mundial de Biogás 2022, a principal feira mundial dedicada ao setor de produção de biogás, realizada no National Exhibition Centre (NEC ) em Birmingham, Reino Unido, nos dias 15 e 16 de junho.

A marca exibiu sua solução para a geração de energia elétrica alimentada por recursos renováveis: o Smart Hybrid Hub da FPT Industrial, o primeiro conceito de grupo gerador a gás natural de baixa pressão e velocidade variável, híbrido e multimodal do mundo concebido 100% pela FPT Industrial. Os visitantes podem ver “por dentro” o conceito do grupo gerador através das paredes de LED, acompanhar o ciclo completo desde a produção agrícola, passando pela geração de eletricidade até seu uso na fazenda ou externamente.

O conceito se baseia no primeiro motor F28 a biometano de velocidade variável e baixa pressão para geração de energia com todo o combustível derivado da digestão anaeróbica de resíduos agrícolas e do chorume do gado. O motor é acoplado a um sistema de Gerenciamento de Controle Híbrido da FPT Industrial, caracterizado por uma configuração aberta com baterias e inversor equivalente, dependendo do perfil da missão.

“Nosso objetivo é criar um ciclo virtuoso, sustentável, de carbono zero, para proporcionar a independência energética’ dos agricultores” diz Andrea Ercolino, gerente de Portfólio de Produtos e de Marketing de Geração de Energia da FPT Industrial “bem como gerar oportunidades adicionais de receita derivadas das vendas do biometano excedente. Mais um passo à frente para a FPT Industrial no caminho da transição energética”. Além de alimentar o grupo gerador, o biometano produzido no local pode ser de fato usado para abastecer tratores a gás natural e veículos comerciais como caminhões e veículos de carga, enquanto o excedente tanto de eletricidade quanto de biogás pode ser fornecido à rede nacional. A parceira da FPT Industrial neste projeto é a Bennamann Ltd., uma empresa britânica de tecnologia agrícola, em rápido crescimento no campo da energia limpa, especializada no fornecimento e na produção de biometano “melhor do que zero carbono” forneceu emissões fugitivas de resíduos orgânicos em decomposição, incluindo chorume de estrume agrícola.

Falando na Feira, o cofundador, presidente e CTO da Bennamann, Chris Mann, disse: “Estamos orgulhosos por fazer parceria com a FPT Industrial para oferecer nossa visão compartilhada de uma agricultura independente de energia. O Smart Hybrid Hub completa a cadeia tecnológica da Bennamann viabilizando nossa solução ponta a ponta desde a captura do metano fugitivo, passando pelo processamento de biometano para veículos e o
fornecimento de combustível, eletricidade e calor para o agricultor”. Ao receber o prêmio Soluções Circulares AD com “menção honrosa” na feira, Chris acrescentou ficamos extremamente felizes por receber esse reconhecimento, respaldado por nossas sólidas parcerias, o que torna possível e tão empolgante a expansão da agricultura independente de energia, observe esse espaço!”

Um dos vários destaques do conceito de grupo gerador híbrido multimodo é a capacidade de atender a diferentes necessidades dos clientes com três modos de operação principais. O modo Boosting é dedicado ao corte de pico com alta resposta de carga, com o motor funcionando no máximo e as baterias entrando para fornecer o buffer extra necessário. O modo Touring se encarrega da durabilidade total, com o motor e a bateria funcionando alternadamente, a fim de otimizar a eficiência e prolongar toda a vida útil do sistema. O modo Eco completamente elétrico foi projetado com a economia de combustível em mente e sua autonomia de baixa carga pode ser ampliada graças às baterias modulares.

Em comparação com grupos geradores padrão, o conceito de grupos geradores FPT Industrial Smart Hybrid Hub oferece uma faixa de potência maior com uma classificação padrão de 30-40-60-80 kVA com um único gerador, consumo de combustível até 20% menor, motor com -22% de cilindrada e intervalos de troca de óleo 2,5 vezes maiores em relação aos grupos geradores a diesel de velocidade constante. Atualmente, o primeiro protótipo do grupo gerador Smart Hybrid Hub está passando por uma série de testes e sessões de treinamento na Fazenda Chynoweth (Truro, Cornualha, Reino Unido), sede do centro de testes e pesquisas da Bennamann. Todos os seus modos e funcionalidades de trabalho – híbrido, elétrico completo e carregamento de baterias – foram testados repetidamente com o motor F28 NG movido a biometano produzido na fazenda.

A versatilidade do motor F28 a gás natural vai muito além da geração de energia. Na verdade, é o motor que propulsiona um protótipo do trator de esteira New Holland TK Methane Power, atualmente em funcionamento na premiada vinícola Fontanafredda para alcançar a primeira safra de vinho Barolo com emissão zero até 2025. O compromisso da FPT Industrial com o Gás Natural e a agricultura sustentável é ainda demonstrado pelo motor de seis cilindros FPT N67 NG, com 180 hp e 740 Nm de torque, capaz de proporcionar o mesmo desempenho e durabilidade que seu equivalente a diesel. Esse motor propulsiona o New Holland T6.180 Methane Power o único trator a biometano de produção em massa do mercado, denominado “Trator do Ano” de 2022 na categoria Sustentabilidade que esteve em exposição no estande da marca New Holland Agriculture durante a Feira Mundial de Biogás.

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indO índice de produção industrial foi de 53,6 pontos em maio de 2022, de acordo com a Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nessa pesquisa, o indicador varia de 0 a 100 pontos, com uma linha de corte de 50 pontos, valores acima indicam crescimento e abaixo queda. Em abril, o índice de produção registrou 46,5 pontos. Foram entrevistadas 1,8 mil empresas, sendo 730 pequeno porte, 631 médio porte e 439 de grande porte, entre 1º a 9 de junho de 2022.

O emprego industrial também apresentou crescimento, acompanhando o impulso da produção. Em maio de 2022, o índice de evolução do número de empregados alcançou 51 pontos, aumentando 0,5 ponto em relação a abril. O índice mostra novo crescimento do emprego, maior e mais disseminado entre as empresas em maio.

Além disso, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) na indústria geral foi de 70% em maio, alta de um ponto percentual em relação ao mês de abril de 2022. Em relação a maio de 2021, a UCI se manteve inalterada. Destaca-se, contudo, que a UCI de maio de 2022 e a de 2021 são as maiores para o mês desde 2014, quando a UCI alcançou 71%.

Empresários seguem com expectativas otimistas em junho

O índice de expectativa de demanda para junho de 2022 foi de 59,1 pontos, maior valor desde setembro de 2021. Em relação ao mês anterior, o crescimento foi de 1,8 ponto. Esse indicador influenciou diretamente o índice de expectativa de compras de matérias-primas e de número de empregados, que também subiram entre um mês e outro.

Diante disso, o índice de intenção de investimento alcançou 56,4 pontos, o que representa um aumento de 0,3 ponto na comparação com maio.

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veracel.jpbEntre os dias 06 e 10 de junho, a Veracel, indústria de celulose localizada no Sul da Bahia, promoveu a terceira edição da sua Semana da Diversidade e Inclusão, com palestras de especialistas convidados. O objetivo do evento foi disseminar e ampliar a cultura da empresa no tema diversidade e inclusão, fortalecendo a importância de cada colaborador neste processo.

A Semana da Diversidade da Veracel é uma das ações lideradas pelo Comitê “Empresa + Inclusiva”, grupo que tem como missão promover ações em prol da valorização da diversidade, da inclusão na companhia, engajar as pessoas no tema e incentivar um ambiente de trabalho onde todos se sintam incluídos e tenham equidade de oportunidades.

Nesta edição do evento, a empresa buscou avançar ainda mais nas pautas já tratadas nos anos anteriores, trazendo uma nova gama de palestrantes para promover apresentações e rodas de conversas sobre assuntos como equidade de gênero, democracia racial, como e porquê ser um aliado(a) da comunidade LGBTQIA+, empregabilidade de pessoas com deficiência, dentre outras pautas.

“Além dos palestrantes, pessoas da Veracel também contribuíram com depoimentos, experiências e percepções. Como de costume, os colaboradores também puderam interagir tirando dúvidas e colaborando com comentários. Para nós, isso é um sinal de que nossos colaboradores se sentem confortáveis e seguros para serem quem são e nos ajudar neste processo de transformação constante que é o trabalho em prol da diversidade e inclusão”, destaca Carlos Gomes, coordenador Jurídico da Veracel e líder do comitê Empresa + Inclusiva.

Entre os convidados que participaram da Semana, estão: Maitê Schneider, cofundadora da Transempregos e ativista por Direitos Humanos; Livia Vaz, promotora de Justiça da Bahia e coordenadora do Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Racismo e Respeito à diversidade Étnica e Cultural; Arielle Sagrillo Scarpatti, doutora em psicologia; Sidinei Oliveira, escritor e conselheiro consultivo e Andrea Schwarz, escritora, influenciadora e cofundadora da consultoria iigual, especializada em inclusão e diversidade no mercado de trabalho.

Comitê Empresa + Inclusiva

O Comitê Empresa + Inclusiva Veracel iniciou em 2020, com a formação de uma iniciativa composta por de voluntários de diferentes áreas e cargos da companhia. O comitê conta com grupos de trabalho com foco em equidade de gênero, raça e etnia, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQIA+ e gerações.

A primeira etapa do projeto foi a estruturação das ações, dos objetivos e das metas para os próximos anos, além da contratação de uma consultoria especializada em Diversidade e Inclusão e da realização de um censo de diversidade e de uma pesquisa de percepção das pessoas da Veracel a respeito do tema. Com essas ferramentas, a empresa produziu um diagnóstico real para o mapeamento das ações necessárias.

O Comitê tem envolvimento da alta liderança e cada um dos Diretores está envolvido nos grupos de trabalho. Inclusive o CEO da empresa ocupa uma cadeira e atua ativamente no grupo para o desenvolvimento de diversidade e inclusão.

Em 2022, o comitê Empresa + Inclusiva vem passando por um processo de transformação cujo objetivo é que o grupo se torne cada vez mais. Outro marco foi a criação, dentro do time de Desenvolvimento Humano Organizacional da Veracel, de uma área específica de Diversidade e Inclusão. Com esta mudança, a companhia projeta que todo o mapeamento realizado pelo Comitê possa ser traduzido em ações ainda mais efetivas dentro da corporação.

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miltonregoA indústria brasileira de cloro-álcalis tem potencial de ser a principal fonte de hidrogênio verde, considerada a energia do futuro no mundo. Durante o processo de produção de cloro, chamado de eletrólise (passagem de uma corrente elétrica através de uma solução de salmoura), além da soda cáustica, é gerado também hidrogênio. O hidrogênio gerado nas plantas de cloro-álcalis no Brasil é produzido a partir da quebra da molécula de água proveniente de fontes limpas, ou seja, é um “hidrogênio verde”. No Brasil, vale lembrar, 83% da matriz elétrica é renovável.

Para cada tonelada de cloro, são produzidos 28 kg de hidrogênio durante a eletrólise. Hoje na indústria esse hidrogênio é utilizado como matéria prima ou fonte térmica, substituindo o gás natural e reduzindo a emissão de gás carbônico.

Como a indústria prevê um aumento da capacidade de produção de cloro em 700 mil toneladas considerando a meta de universalização do saneamento até 2033, haveria uma disponibilidade nas plantas brasileiras de cloro-álcalis de gerar 18 mil toneladas de hidrogênio verde por ano (a estimativa considera um rendimento de 90% do processo). Essas 18 mil toneladas de hidrogênio verde/ano que serão produzidas poderiam, por exemplo, substituir 60 mil toneladas de gás natural, o que representaria uma redução na emissão de gás carbônico para a atmosfera de 160 mil toneladas.

Segundo dados de mercado, cerca de 4% do hidrogênio consumido no mundo já é originado em plantas de eletrólise, especialmente de cloro-álcalis.

“A mudança para uma matriz energética mais sustentável no mundo coloca alguns desafios como o armazenamento de energia de fontes intermitentes e a eletrificação de processos. O hidrogênio será um dos principais fatores para essa mudança, tanto para o armazenamento como para células de combustível. A indústria de cloro-álcalis está pronta para produzir ou vender hidrogênio, e hidrogênio verde”, afirma o presidente-executivo da Abiclor, Milton Rego.

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IMG-9124Por João Carlos Marchesan*

 

Nas duas últimas décadas, diversos choques afetaram profundamente as cadeias globais de valor. Tivemos a quebra do Lehman Brothers, em 2008, e a subsequente crise financeira, passamos pelo terremoto e tsunami, que arrasaram a usina nuclear de Fukushima em 2011, interrompendo a atividade de importantes fábricas japonesas e culminamos com a pandemia da Covid 19, que paralisou fábricas no mundo todo, causando insegurança e desabastecimentos.

Já a partir de 2011, nas manufaturas dos principais países produtores de bens industriais, o conteúdo importado parou de crescer e, regra geral, passou a declinar. As relações entre os EUA e a China, mudaram a partir de Trump, para uma atitude de rivalidade, e até de hostilidade, o que abalou ainda mais a globalização e, na sequência, a pandemia confirmou os riscos da excessiva dependência das cadeias globais e mostrou a importância da produção local.

Poder contar com um nível confortável de produção doméstica, tanto em matéria de insumos e equipamentos de saúde, quanto de bens de capital e outros produtos essenciais à segurança nacional, passou a ser tão importante, depois desta crise pandêmica, como sempre foram a segurança alimentar, a militar e a energética. A redescoberta da importância da indústria está ocorrendo ao mesmo tempo de uma profunda mudança tecnológica, na própria indústria.

O surgimento de um novo paradigma produtivo, baseado na digitalização, na internet das coisas, na ampla utilização de sensores inteligentes e no uso intensivo da big data e da inteligência artificial, abre oportunidades a quem tiver vontade política, para renovar seu setor industrial e torna-lo mais competitivo, condição indispensável tanto para aumentar a participação da indústria no PIB, quanto para alcançar a “segurança industrial”.

Esta oportunidade tem sido percebida pelos países desenvolvidos mais importantes que, a partir da segunda metade da década passada, tem revisitado o papel do Estado na economia, mudando seu posicionamento e passando a defender tanto políticas públicas de desenvolvimento, quanto políticas industriais, com os objetivos de aumentar a capacitação tecnológica e a competitividade de seus respectivos setores industriais e, assim, fortalecê-los.

Deixando de lado a China, onde o desenvolvimento sempre foi função do Estado, a Alemanha, com a “Estratégia Industrial Nacional 2030”, em fins da década passada, foi o primeiro país a declarar que passaria a apoiar ostensivamente sua indústria, protegendo-a contra aquisições externas, ajudando a capitaliza-la se necessário, e criando instrumentos adicionais de apoio financeiro e de P&D,I para que a indústria crescesse dos 20% atuais para 25% do PIB até 2030.

Os Estados Unidos, além de perderem, nas últimas décadas, boa parte de sua manufatura e milhões de empregos de qualidade, exportados basicamente para a Ásia, perderam também a liderança tecnológica e produtiva em setores sensíveis como bens de capital sofisticados, insumos farmacêuticos e até na produção de circuitos integrados. A Intel, por exemplo perdeu 2/3 do mercado que tinha há vinte anos, bem como a liderança tecnológica na fabricação de chips.

Com a eleição do Biden, o governo americano passou a defender um plano ambicioso, com um vasto conjunto de ações, coordenadas pelo Estado, contando com recursos superiores a 5 trilhões de dólares para recuperar a infraestrutura, gerar empregos de qualidade, investir em P&D e mão de obra, apoiar a reindustrialização do país, para trazer de volta boa parte da produção exportada e recuperar e manter a liderança tecnológica nos setores chaves da economia.

O Brasil, com a adesão às regras do “Consenso de Washington” e com a adoção do neoliberalismo, pelos governos que se sucederam, a partir da década de 90, abandonou o modelo de desenvolvimento baseado na industrialização, e crescimento econômico, que foi o projeto do país que uniu sociedade e governo, desde Vargas até os governos militares, substituindo-o pela preocupação com a inflação e com as contas públicas.

Foi a industrialização quem transformou o Brasil, ao longo de meio século, de uma grande fazenda num país relativamente desenvolvido, o que nos permitiu figurar entre as mais importantes economias mundiais, fazendo os brasileiros sonharem com a real possibilidade de virmos a ser um país de primeiro mundo. A partir da década de 80, perdemos o caminho do crescimento e, de um país de construtores e industriais, passamos a ser um país de economistas e contadores.

O ano do bicentenário da proclamação da independência é uma boa ocasião para o Brasil retomar o caminho do crescimento restabelecendo como sua prioridade o desenvolvimento, com redução das desigualdades e respeito ao meio ambiente. Entretanto, manter o câmbio competitivo, um controle eficaz do endividamento público e juros baixos, são itens que, por mais importantes que sejam, são apenas meios e não fins em si mesmos.

Um plano sério para controlar as contas públicas é essencial para o Estado recuperar, desde já, sua capacidade de fazer políticas anticíclicas e retomar os investimentos em infraestrutura, essenciais para gerar empregos, criar demanda para a indústria e melhorar a competitividade da economia brasileira. Isto permitirá reduzir os juros reais básicos, abaixo do crescimento do PIB, garantindo a redução da relação dívida/PIB e eliminando pressões sobre o câmbio.

Ainda que estas condições sejam necessárias para a retomada do crescimento, não serão suficientes sem a utilização de políticas públicas de desenvolvimento, como mostram os exemplos já citados. Não se trata, simplesmente, de recuperar  fábricas fechadas e sim de construir uma nova indústria fortalecendo seus setores mais dinâmicos, aqueles mais intensivos em tecnologia e com mais capacidade para trazer ganhos de produtividade que se espalhem por toda a economia.

Recuperar o desenvolvimento como prioridade da sociedade e da vontade política do Estado é fundamental para se alcançar esses objetivos, como nossa própria experiencia histórica já demonstrou. Uma indústria competitiva, complexa e diversificada é o caminho mais eficiente para crescer de forma sustentada a taxas iguais ou superiores à media mundial. Para construí-la, a mão visível do Estado terá que ser usada com todos seus instrumentos.

*João Carlos Marchesan é administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ

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peppersTodos os que quiserem travar as alterações climáticas não poderão evitar o hidrogênio. O primeiro elemento da tabela periódica é um fator-chave na descarbonização do transporte e da indústria – desde que o gás seja extraído sem emissões de CO2. A cadeia de valor desde a turbina eólica até à estação de abastecimento de hidrogênio é longa e está repleta de desafios técnicos.

A descarbonização trará inúmeras alterações, particularmente na forma como geramos, armazenamos, distribuímos e consumimos energia. O hidrogênio “verde” desempenhará um papel fundamental na produção de energia e na descarbonização da indústria e dos veículos pesados no futuro. Para garantir que os processos automatizados são seguros, são necessários componentes e sensores protegidos contra explosão com uma variedade de diferentes funções.

A Pepperl+Fuchs tem muitos anos de experiência na área da tecnologia de sensores industriais e proteção contra explosão, tornando-a no parceiro certo e num elemento unificador na cadeia do hidrogênio – desde a produção de energias renováveis, compressão de alta pressão após eletrólise, transporte e armazenamento até à utilização industrial em grande escala e estações de abastecimento de hidrogênio.

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marciodelimaleite

Márcio de Lima Leite

Aos poucos a produção de autoveículos vai se recuperando das restrições impostas pela crise global dos semicondutores. Mesmo com paradas pontuais em algumas fábricas, o volume total produzido em maio pela primeira vez no ano superou a marca de 200 mil unidades, feito que não ocorria desde dezembro passado.

Foram 205,9 mil unidades produzidas no mês, crescimento de 10,7% sobre abril. Também pela primeira vez em 2022 houve crescimento sobre o mesmo mês do ano anterior, de 6,8% — coincidentemente, foi em maio do ano passado que a falta de componentes eletrônicos começou a gerar os primeiros impactos relevantes no setor automotivo brasileiro.

Com produção em alta e mais dias úteis, maio também registrou bons resultados nas vendas ao mercado interno, com crescimento pelo quarto mês consecutivo, de acordo com o balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). Os 187,1 mil autoveículos licenciados representaram uma elevação de 27% sobre abril, quase empatando com o resultado de maio de 2021 (aqui houve ligeira redução de 0,9%). A média diária de 8,5 mil unidades foi a maior do ano, crescendo 10% em relação a abril.

As exportações de 46,1 mil unidades em maio significaram alta de 2,8% sobre o mês anterior e de 24,6% sobre maio de 2021. No acumulado do ano, já se exportou 19,4% a mais em unidades que em 2021, e 27% a mais em valores, graças ao bom desempenho dos produtos brasileiros em mercados como Colômbia e Chile, entre outros países da América Latina.

“Chama a atenção a consistência do crescimento de mercado, um degrau a cada mês desde o início do ano, para vendas e produção. Exportações já largaram o ano em alta, e se mantêm assim. Como a tendência histórica do nosso setor é de um segundo semestre mais robusto que o primeiro, estamos muito otimistas quanto à manutenção desse bom ritmo de recuperação”, afirmou Márcio de Lima Leite, presidente da ANFAVEA.

Foto: GZH

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avbUm dos fóruns mais importantes do setor siderúrgico será realizado pela primeira vez no Brasil na próxima semana. A 4ª edição da EMECR, International Conference on Energy and Material Efficiency and CO2 Reduction in the Steel Industryterá como um de seus principais temas a implantação de soluções tecnológicas que contribuam para reduzir as emissões de carbono e o consumo de energia. Primeira siderúrgica carbono neutro do mundo, a Aço Verde do Brasil, AVB, estará presente no congresso para apresentar seu processo de produção de aço verde bem como suas estratégias de sustentabilidade ESG. Ricardo Carvalho, conselheiro da AVB, foi convidado para falar sobre as tecnologias e inovações utilizadas na empresa.

A AVB, possui o melhor indicador brasileiro para emissões de CO2 por tonelada de aço bruto produzido nos anos de 2018, 2019, 2020 e 2021. No último ano a empresa atingiu seu Inventário anual de gases efeito estufa (GEE) o valor de 0,02 tCO2 e/t aço.

Para conseguir chegar ao atual nível, a AVB adotou diversas medidas que reduzem os impactos ao meio ambiente. Como exemplo, a escolha pela rota de produção integrada à base de carvão vegetal reflorestado no lugar no coque (carvão mineral), principal matéria-prima empregada nos altos-fornos e que possui emissão zero de carbono. Além disso, outras tecnologias foram utilizadas, como reuso dos gases de processo, para eliminar a utilização de combustíveis fósseis, e a reutilização dos resíduos do processo.

“Enquanto diversas empresas do ramo siderúrgico estão em começo do planejamento de descarbonização, com previsões de neutralidade para até 2060, a AVB já atingiu esse patamar no ano de 2020. Essa conquista foi fruto de muito trabalho e planejamento durante toda a fase de engenharia da usina de aços longos, quando se vislumbrou, há mais de dez anos, a importância do tema da sustentabilidade para os nossos produtos” reforça Ricardo.

Serviço: Palestra Aço Verde do Brasil, primeira indústria de aço carbono neutro do mundo, 7 de junho, às 11h. Inscrições

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emersonEmerson: Hoje a Emerson apresentou o TopWorxTM DX PST com HART® 7. As unidades fornecem dados valiosos da válvula e informações de diagnóstico, permitindo a transformação digital de aplicações de processo. O novo DX PST integra-se perfeitamente com válvulas e sistemas de controle existentes, dando aos operadores acesso a dados críticos das válvulas, tendências e diagnósticos, que podem ser usados para prever e programar manutenções.

O teste de curso parcial do DX PST garante a função confiável do sistema sem interromper o processo. Um recurso de segurança confirma que a válvula fechará totalmente e interromperá o processo se uma emergência for detectada, bastando pressionar o botão PST local para ativar o teste. Nenhum equipamento adicional é necessário. Para evitar falhas críticas em condições adversas, a unidade substituirá o teste para realizar um desligamento de emergência (ESD).

Certificado para operação em aplicações severas e perigosas, o DX PST adaptativo foi projetado para garantir a integridade das válvulas, melhorando a segurança geral e o tempo de atividade das instalações em aplicações de petróleo e gás, refinaria, química, energia industrial e mineração. “A transformação digital da indústria de processos continua a tornar as operações mais seguras e produtivas”, afirma Prayag Vatsraj, gerente global de produtos da Emerson’s Switchbox. “O DX PST com HART 7 oferece suporte à transformação digital, fornecendo dados confiáveis que fornecem informações valiosas sobre a condição dos conjuntos de válvulas, o que garante a integridade do sistema sem interromper o processo.” O protocolo HART®, cujas especificações são de propriedade do FieldComm Group, cria outra camada de informações que garante que dados, tendências e diagnósticos sejam monitorados e vinculados à Internet das Coisas Industrial. Essas informações podem ser usadas para prever e programar a manutenção com eficiência.

Capaz de oferecer nível de integridade de segurança 3 (SIL 3), o DX PST está disponível com uma redundância de válvula solenoide 2oo2 ou 2oo3 integrada quando emparelhado com o sistema de controle redundante avançado (ARCS) da série ASCOTM para aumentar ainda mais a segurança e abrir terminais que permitem um transmissor de pressão adicional juntamente com dois pressostatos. O controlador de válvula discreto oferece calibração local e remota simples.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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