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Carlos Silva Filho e Fabricio Soler*

Em 3 de agosto de 2026, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010, completou 16 anos de vigência. Ao longo desse período, consolidou-se como um dos mais relevantes marcos regulatórios da agenda ambiental brasileira, ao estabelecer princípios, diretrizes e instrumentos voltados à gestão integrada de resíduos sólidos, à economia circular e à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

A trajetória da PNRS evidencia importantes avanços institucionais, regulatórios e operacionais. Entretanto, também reforça a percepção de que a efetividade plena de seus instrumentos ainda depende da superação de desafios estruturais que envolvem governança, financiamento, infraestrutura, inclusão socioprodutiva e segurança regulatória.

Nessa perspectiva de 16 anos da Lei 12.305/2010, três temas assumem especial relevância: a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a implementação gradual dos sistemas de logística reversa e a eliminação definitiva dos lixões e sua substituição por sistemas integrados de destinação de resíduos.

A responsabilidade compartilhada como fundamento da política

Um dos maiores legados da PNRS foi introduzir no ordenamento jurídico brasileiro o conceito de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, atribuindo deveres individualizados e encadeados aos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Mais do que uma obrigação legal, trata-se de um modelo de governança ambiental que busca distribuir responsabilidades ao longo de toda a cadeia produtiva, reduzindo a geração de resíduos, ampliando sua recuperação e mitigando impactos ambientais e à saúde pública. Após 16 anos, permanece atual o desafio de transformar tal conceito em uma prática efetivamente integrada, coordenada e mensurável entre os diversos agentes envolvidos (fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos).

A evolução dos sistemas de logística reversa

A implementação dos sistemas de logística reversa demonstra a natureza progressiva da própria PNRS. Inicialmente concentrada em cadeias como embalagens de agrotóxicos, pneus, pilhas, baterias e óleos lubrificantes, a política avançou para novos fluxos de resíduos, incorporando embalagens em geral, eletroeletrônicos, medicamentos, vidro, plástico e outros setores estratégicos.

A experiência dos últimos anos demonstra que a construção desses sistemas demanda tempo, investimentos, inovação regulatória e permanente alinhamento entre setor empresarial e Poder Público. A regulamentação federal dos sistemas de logística reversa, o surgimento das entidades gestoras, a institucionalização dos certificados de crédito de reciclagem e o fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade representam avanços importantes, mas ainda coexistem com desafios operacionais e assimetrias regulatórias entre os estados brasileiros.

Nesse cenário, a previsibilidade regulatória, a harmonização normativa e o uso de instrumentos de comprovação e rastreabilidade tendem a ocupar papel central na próxima fase de amadurecimento da política pública.

O desafio permanente da eliminação dos lixões para assegurar a destinação adequada 

Poucos temas simbolizam tão claramente a necessidade de evolução da gestão de resíduos no Brasil quanto a erradicação dos lixões. Ao estabelecer a obrigação de destinação final ambientalmente adequada dos resíduos e rejeitos, a PNRS promoveu uma mudança paradigmática na forma de encarar os resíduos sólidos urbanos. Ainda assim, passados 16 anos, a universalização dessa diretriz permanece como um dos principais desafios da agenda ambiental brasileira.

A eliminação definitiva dos lixões exige não apenas infraestrutura adequada, mas também planejamento regionalizado, sustentabilidade econômico-financeira dos serviços públicos, fortalecimento de modelos de longo prazo, ampliação da coleta seletiva e integração efetiva entre políticas de resíduos, saneamento básico e desenvolvimento urbano.

Mais do que uma obrigação legal, trata-se de uma medida essencial para proteção da saúde pública, preservação dos recursos naturais, mitigação das mudanças climáticas e promoção da justiça socioambiental.

Perspectivas para os próximos anos

Ao completar 16 anos, a PNRS demonstra sua capacidade de adaptação às novas dinâmicas da sustentabilidade, da economia circular e da transição para modelos produtivos mais eficientes no uso de recursos naturais, rumo a um modelo de economia circular, que já se faz presente no DNA da PNRS desde a sua promulgação em 2010.

O fortalecimento da responsabilidade compartilhada, a expansão dos sistemas de logística reversa, e a eliminação definitiva dos lixões devem representar prioridades estratégicas para empresas, governos e sociedade, pois consistem em soluções com o melhor custo-benefício para um futuro com qualidade de vida e preservação ambiental.

Ademais, talvez nenhum aspecto da PNRS tenha produzido impacto social tão relevante quanto o reconhecimento do papel estratégico das organizações de catadores(as) de materiais recicláveis. A experiência acumulada demonstra que os projetos mais robustos e estruturantes de logística reversa são justamente aqueles desenvolvidos em parceria com cooperativas, associações e redes de catadores(as), promovendo investimentos em infraestrutura, capacitação, formalização e melhoria das condições de trabalho.

Na S2F Partners, atuamos desde os passos iniciais da construção da Lei e acompanhamos diretamente a sua implementação, com grande engajamento na evolução desse marco regulatório, contribuindo para a estruturação de soluções jurídicas, regulatórias e operacionais que promovam conformidade ambiental, segurança jurídica, desenvolvimento sustentável e geração de valor compartilhado.

Celebrar os 16 anos da PNRS é reconhecer os avanços conquistados, mas também renovar o compromisso coletivo com a construção de um país mais circular, inclusivo e ambientalmente responsável, com a viabilização de soluções concretas para que a Lei seja implementada na sua totalidade.

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Autores: Carlos Silva Filho (carlos@s2fp.com.brFabricio Soler(fabriciosoler@s2fp.com.br)

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Durante décadas, a indústria trabalhou para eliminar desperdícios. Estoques foram reduzidos ao mínimo, fornecedores foram concentrados em busca de melhores condições comerciais e as cadeias globais de suprimentos passaram a funcionar como mecanismos extremamente sincronizados. O modelo Just-in-Time tornou-se referência porque respondia perfeitamente a um mundo relativamente estável, no qual transporte, comércio internacional e relações geopolíticas seguiam um roteiro previsível.

Esse cenário mudou.

Nos últimos anos, a sucessão de eventos inesperados mostrou que uma cadeia altamente eficiente também pode ser extremamente vulnerável. A pandemia expôs a dependência global de poucos fornecedores. As tensões comerciais entre Estados Unidos e China alteraram rotas de fornecimento consideradas permanentes. Os conflitos no Mar Vermelho afetaram o transporte marítimo internacional. A seca reduziu a capacidade operacional do Canal do Panamá. Cada um desses acontecimentos revelou o mesmo problema: quando um único elo da cadeia falha, toda a indústria sente os efeitos.

A consequência é que a eficiência deixou de ser o único indicador importante. A capacidade de manter a produção funcionando passou a ter um peso estratégico semelhante ao da redução de custos.

Isso não significa que o modelo Just-in-Time tenha perdido sua relevância. Pelo contrário. Ele continua sendo fundamental para inúmeras operações industriais. O que mudou foi a percepção de risco. Hoje, muitas empresas procuram equilibrar eficiência operacional com mecanismos que aumentem sua capacidade de resposta diante de interrupções inesperadas.

Essa mudança pode ser observada em diferentes setores da economia. Empresas que antes concentravam suas compras em um único fornecedor passaram a diversificar suas fontes de abastecimento. Outras aproximaram parte da produção de seus mercados consumidores, reduzindo a dependência de cadeias logísticas extremamente longas. Em alguns casos, componentes considerados críticos voltaram a ser mantidos em estoque, algo que há poucos anos seria interpretado como ineficiência.

Ao mesmo tempo, cresce o investimento em ferramentas capazes de ampliar a visibilidade sobre toda a cadeia de suprimentos. A inteligência artificial, a Internet das Coisas e as chamadas Control Towers permitem acompanhar, quase em tempo real, o comportamento de fornecedores, transportadores e centros de distribuição. O objetivo já não é apenas planejar melhor, mas identificar rapidamente qualquer sinal de ruptura antes que ele interrompa a produção.

Essa transformação também altera a forma como as empresas avaliam seus investimentos. Durante muito tempo, manter fornecedores alternativos ou estoques de segurança era visto apenas como aumento de custos. Hoje, essas decisões começam a ser tratadas como uma espécie de seguro operacional. Afinal, o impacto financeiro provocado pela paralisação de uma linha de produção costuma ser muito maior do que o custo de manter mecanismos de proteção.

Para a indústria brasileira, essa discussão ganha importância adicional. Boa parte dos setores industriais depende de componentes importados, equipamentos de alta tecnologia e matérias-primas produzidas em poucos países. Uma mudança tarifária, uma restrição comercial ou um problema logístico do outro lado do mundo pode afetar diretamente a competitividade das fábricas instaladas no Brasil.

Ao mesmo tempo, esse novo cenário cria oportunidades. Empresas capazes de oferecer maior previsibilidade, diversificar fornecedores e utilizar tecnologias para monitorar riscos tendem a conquistar vantagem competitiva em um ambiente cada vez mais instável.

Talvez a principal mudança não esteja nas ferramentas, mas na forma de pensar a gestão das cadeias de suprimentos. Durante muitos anos, a pergunta era como produzir mais rápido e com menor custo. Hoje, outra questão começa a ocupar espaço nas reuniões de diretoria: como continuar produzindo quando o inesperado acontece?

Essa talvez seja a principal característica da nova indústria. Em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, eventos climáticos extremos e mudanças constantes nas relações comerciais internacionais, resiliência deixou de ser apenas um conceito associado à gestão de riscos. Ela passou a fazer parte da própria estratégia de competitividade.

#SupplyChain #Indústria #Logística #TransformaçãoDigital #Resiliência #Manufatura #PSeTecnologia #IndústriaBrasileira

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Por Gabriel Pavão
 

No cenário de desenvolvimento industrial, a manutenção se tornou um diferencial estratégico, apoiada em dados, sensores e inteligência artificial. Historicamente, este processo começou com a manutenção corretiva, em que o reparo acontecia apenas após a falha. Ele evoluiu para o formato preventivo, baseado em cronogramas fixos, e depois para a modalidade preditiva, utilizando dados e indicadores para antecipar problemas.

Atualmente, o serviço atingiu um patamar ainda mais avançado: a manutenção prescritiva (RxM). Essa abordagem, além de prever falhas, indica ações específicas para evitá-las, combinando sensores IoT, big data, Inteligência Artificial (IA) e machine learning para analisar o desempenho dos ativos em tempo real.  

Diferente da manutenção preditiva, que apenas aponta a probabilidade de falha, a prescritiva recomenda a melhor ação a ser tomada para evitar ou corrigir o problema. Este modelo transforma dados em decisões práticas acionáveis, aumentando o nível de confiabilidade e disponibilidade dos ativos. 

Ciclo da manutenção prescritiva

manutenção prescritiva se baseia em um ciclo contínuo de dados e inteligência, que conecta máquinas, sensores, softwares de análise e a tomada de decisão. Esse processo pode ser dividido em quatro etapas principais: coleta de dados, análise e aprendizado, geração de recomendações e feedback contínuo. 

Este formato só se concretiza com a integração de sensores IoT, plataformas CMMS e IA em ativos críticos. Com essas ferramentas, os algoritmos processam o histórico de falhas e padrões de comportamento dos equipamentos, aprendendo a identificar sinais de degradação que poderiam passar despercebidos por análises tradicionais. 

A manutenção prescritiva se diferencia das demais porque, ao invés de apenas prever quando uma falha pode ocorrer, o sistema prescreve e recomenda as ações mais adequadas para evitar problemas. Cada ação tomada gera novos dados que alimentam os algoritmos, tornando-os mais precisos a cada ciclo.  

O resultado desta implementação é um sistema em melhoria contínua, em que as recomendações ficam cada vez mais ajustadas à realidade da operação, aumentando a confiabilidade dos ativos e reduzindo custos de manutenção. 

Manutenção como escala de maturidade

A trajetória da manutenção evoluiu da simples correção de falhas até a inserção de inteligência artificial e analytics para orientar decisões em ativos e estruturas. Nestas aplicações, o estágio de avanço de maturidade das empresas, especialmente as industriais, pode ser determinado a partir do modelo de manutenção utilizado, auxiliando na compreensão dos passos necessários para que uma operação se torne cada vez mais eficiente. 

Empresas em estágios iniciais ainda operam, majoritariamente, de forma reativa, enquanto aquelas mais avançadas já combinam práticas preditivas e prescritivas, alcançando resultados superiores em disponibilidade, custo e confiabilidade.  

O maior gargalo para essas companhias é escalar de um patamar para o outro, o que exige tecnologia, mudanças culturais, capacitação da equipe e integração de processos. Dessa maneira, quanto maior a complexidade das ferramentas e análises, maior o retorno para a empresa, posicionando a manutenção prescritiva como pilar da Indústria 4.0. 

Desafios e oportunidades

A manutenção prescritiva traz ganhos diretos e mensuráveis para empresas que buscam eficiência, confiabilidade e sustentabilidade. Destacam-se, entre os principais benefícios, tomada de decisão baseada em evidências, redução de custos e tempo de inatividade, melhoria na eficiência e produtividade, prolongamento da vida útil dos equipamentos, segurança aprimorada e redução de riscos, otimização do planejamento e da utilização de recursos, alinhamento estratégico e a conformidade ESG. 

No entanto, para que os empreendimentos atinjam a maturidade máxima, é necessário que as barreiras existentes sejam avaliadas antes da implementação. Os principais obstáculos encontrados nesse processo prescritivo são encontrados em estruturas já existentes e nos custos de adaptação.

A adoção das ferramentas em ativos gera custos iniciais elevados, acrescidos da dificuldade na integração de sistemas, da segurança da informação e compliance, da adaptação da cultura organizacional e da gestão de equipes.

Em razão destes entraves, a manutenção prescritiva ainda se encontra num estágio mais inicial de desenvolvimento e aplicação. Porém, é um modelo que apresenta grande potencial para os próximos anos, considerando que ele vai além da tecnologia, configurando-se como uma estratégia de transformação organizacional. 

No futuro próximo, com a integração de tecnologias modernas, fábricas e empresas irão operar de forma quase autônoma, com manutenção integrada a processos de decisão de negócio, elevando o papel desta área a um nível verdadeiramente estratégico.

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Por Dr Fabio Bento da Pensalab

O Brasil abriga cerca de 12% da água doce superficial do planeta, mas essa abundância aparente esconde um paradoxo cada vez mais preocupante. Enquanto eventos climáticos extremos alternam secas históricas e enchentes severas, o país perde quase 40% da água tratada antes mesmo de ela chegar às torneiras e enfrenta uma demanda crescente dos setores produtivos por recursos hídricos de qualidade.

Nesse cenário, a análise da água deixou de ser uma atividade restrita a laboratórios especializados para se tornar uma ferramenta estratégica para a segurança hídrica, a produtividade econômica e a preservação ambiental. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil retira anualmente cerca de 90 trilhões de litros de água da natureza. Mais da metade desse volume é destinada à irrigação agrícola, responsável por aproximadamente 50% da demanda hídrica nacional. O abastecimento urbano responde por cerca de 24%, enquanto a indústria representa aproximadamente 9% das retiradas totais.

Os números mostram que a água é um insumo fundamental para praticamente todos os setores da economia. No agronegócio, ela determina produtividade e segurança alimentar. Na indústria, influencia diretamente a eficiência de processos produtivos, sistemas de refrigeração, geração de vapor, fabricação de alimentos, bebidas, medicamentos e inúmeros outros produtos. Mas não basta ter água disponível. É preciso garantir que ela tenha qualidade adequada para cada aplicação.

Uma alteração em parâmetros como pH, turbidez, sólidos dissolvidos, metais pesados, pesticidas ou cloro residual pode comprometer desde uma lavoura até uma linha industrial inteira. Em alguns casos, a contaminação pode gerar prejuízos econômicos significativos, afetar a saúde humana ou provocar impactos ambientais duradouros.

O desafio se torna ainda maior diante do desperdício. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostram que o Brasil perde entre 38% e 40% da água tratada durante a distribuição. Isso significa que bilhões de metros cúbicos de água captada, tratada e transportada são desperdiçados anualmente devido a vazamentos, falhas de infraestrutura, fraudes e ligações clandestinas. Em um contexto de crescente pressão sobre os recursos hídricos, medir e monitorar a qualidade da água passa a ser tão importante quanto ampliar sua oferta. É nesse ponto que a tecnologia assume papel central.

A evolução da instrumentação analítica permitiu que laboratórios, estações de tratamento, indústrias e instituições ambientais realizem análises cada vez mais rápidas, precisas e confiáveis. Equipamentos modernos conseguem identificar contaminantes em concentrações extremamente baixas, monitorar alterações químicas em tempo real e apoiar decisões que impactam diretamente a gestão dos recursos hídricos.

Entre as tecnologias utilizadas atualmente estão Plasma por Acoplamento Indutivo (óptico ou e massas), Analisador Automatizado de Fluxo Contínuo, química úmida e tituladores automáticos. Essas ferramentas permitem avaliar parâmetros essenciais para o controle de qualidade da água destinada ao consumo humano, ao uso industrial, à agricultura e ao monitoramento ambiental.

No Brasil, empresas especializadas em instrumentação analítica disponibilizam soluções voltadas à análise de qualidade de águas e meio ambiente, incluindo equipamentos capazes de medir parâmetros físico-químicos, detectar contaminantes e apoiar programas de monitoramento hídrico em diferentes segmentos econômicos. Outro avanço importante está na automação dos processos analíticos. A crescente adoção de sistemas automatizados reduz a possibilidade de erros operacionais, aumenta a produtividade dos laboratórios e permite a geração de dados mais consistentes para atender exigências regulatórias e ambientais.

Essa evolução tecnológica é particularmente relevante em um momento em que as mudanças climáticas ampliam a necessidade de monitoramento constante. Secas prolongadas, alterações nos regimes de chuva, contaminação de mananciais e aumento da pressão sobre os recursos naturais exigem respostas cada vez mais rápidas e baseadas em evidências. Além da exigência regulatória, a análise da água tornou-se um instrumento de gestão. Ela ajuda a proteger a saúde pública, aumenta a eficiência produtiva, reduz desperdícios, previne impactos ambientais e contribui para a sustentabilidade de cadeias produtivas inteiras.

Em um país cuja economia depende fortemente do agronegócio, da indústria e da disponibilidade de recursos naturais, garantir a qualidade da água significa proteger não apenas o meio ambiente, mas também a competitividade econômica e a qualidade de vida das próximas gerações. A água continua sendo um recurso abundante em muitas regiões do Brasil. O grande desafio agora é assegurar que ela permaneça disponível, segura e adequada para os múltiplos usos que sustentam a sociedade moderna.

#agua #Hidrico #SaudePublica #ExigenciaRegulatoria #ImpactosAmbientais #Agronegocio

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Alessandro Buonopane*
 

Por anos, o Q-Day – o momento em que computadores quânticos serão capazes de quebrar a criptografia clássica – foi tratado como uma preocupação teórica e distante por conselhos de administração. Em 2026, essa percepção mudou radicalmente. A ameaça não é mais futura: ela já influencia decisões estratégicas de governos, bancos e grandes corporações. O motor dessa transformação é a convergência entre Inteligência Artificial (IA) e Computação Quântica, duas tecnologias que evoluem em ritmos exponenciais e que, juntas, têm potencial para tornar obsoletos os modelos atuais de proteção digital antes do fim desta década.
 

A aceleração quântica deixou de ser uma promessa de laboratório e entrou definitivamente na agenda geopolítica e corporativa. Governos e empresas estão investindo bilhões de dólares para acelerar o desenvolvimento de hardware e aplicações quânticas, enquanto avanços recentes aproximam cada vez mais a integração entre processadores quânticos e a infraestrutura de IA já existente. Não se trata de duas revoluções independentes. A computação quântica tende a ampliar a capacidade da IA para resolver problemas hoje considerados inviáveis, ao mesmo tempo em que ameaça a base criptográfica que sustenta transações financeiras, comunicações corporativas, sistemas de defesa e a própria economia digital. Um estudo projeta que, até 2029, avanços quânticos tornarão insegura grande parte da criptografia assimétrica utilizada atualmente.
 

O aspecto mais preocupante dessa transição atende pelo nome de “Harvest Now, Decrypt Later” (“Coletar agora, descriptografar depois”). A lógica é simples e perturbadora: criminosos, grupos patrocinados por Estados e organizações especializadas podem capturar dados criptografados hoje, armazená-los por anos e aguardar a chegada de computadores quânticos capazes de decifrá-los. Em outras palavras, informações estratégicas, registros financeiros, propriedade intelectual e dados pessoais roubados agora poderão ser expostos no futuro. Isso transforma a ameaça quântica em um problema presente, não em uma preocupação da próxima década. O desafio é agravado pelo fato de que grandes organizações podem levar anos para identificar e substituir todas as instâncias criptográficas vulneráveis espalhadas por seus ambientes.
 

Enquanto a computação quântica prepara uma ruptura estrutural, a IA já altera o equilíbrio de forças na cibersegurança. A mesma tecnologia que acelera o desenvolvimento de software e aumenta a produtividade das equipes também reduz o custo, o tempo e a especialização necessários para ataques sofisticados. Relatórios recentes apontam que a América Latina registrou o maior crescimento regional em ataques digitais entre 2025 e 2026, impulsionado pela combinação entre ecossistemas criminosos já consolidados e ferramentas de IA Generativa capazes de automatizar atividades antes reservadas a especialistas altamente qualificados.
 

O problema torna-se ainda mais complexo porque a velocidade de geração de software supera a capacidade de validação dos controles tradicionais. Ou seja, o código produzido com auxílio de IA introduz vulnerabilidades em uma parcela significativa das tarefas analisadas e pode gerar mais problemas de segurança do que abordagens convencionais quando não há governança adequada, como destacado por um levantamento. Ao mesmo tempo, novas modalidades de ataque exploram comportamentos específicos dos modelos, desde a distribuição de pacotes maliciosos inspirados em alucinações de IA até o vazamento inadvertido de credenciais. As equipes de segurança passam a dedicar grande parte do tempo à triagem de alertas e falsos positivos, enquanto o volume de código continua crescendo em velocidade exponencial.
 

Outro fator frequentemente negligenciado é a explosão das chamadas identidades não humanas. A ascensão da IA Agêntica está multiplicando credenciais associadas a agentes autônomos, APIs, contas de serviço, tokense sistemas automatizados. Em algumas organizações, a proporção entre identidades não humanas e humanas já supera 100 para 1. Essas credenciais frequentemente possuem privilégios excessivos, são pouco auditadas e se tornam alvos altamente atrativos para atacantes. Não por acaso, violações relacionadas a identidade digital figuram entre os principais vetores de comprometimento corporativo, ampliando riscos financeiros, operacionais e reputacionais.
 

Diante desse cenário, a resposta não passa apenas por adquirir novas ferramentas de segurança. A convergência entre IA e computação quântica exige um novo modelo operacional baseado em visibilidade contínua, automação inteligente e proteção em tempo real. Companhias mais maduras estão mapeando suas exposições criptográficas, adotando princípios de privilégio mínimo para agentes autônomos, implementando mecanismos de supervisão para sistemas de IA e iniciando a migração para algoritmos resistentes a ataques quânticos. A defesa precisa evoluir na mesma velocidade dos sistemas que pretende proteger.
 

A principal lição para lideranças e conselhos é que esperar pela maturidade completa dessas tecnologias pode ser o erro mais caro desta década. O tamanho da organização não garante imunidade; em muitos casos, apenas amplia a superfície de ataque e o custo de recuperação. A convergência entre IA e Computação Quântica representa uma oportunidade extraordinária para inovação, produtividade e geração de valor. Mas ela também inaugura uma nova era de riscos. As organizações que começarem agora a mapear sua exposição, testar criptografia pós-quântica, desenvolver competências em segurança para agentes autônomos e fortalecer sua governança digital estarão mais preparadas para atravessar a ruptura que se aproxima. As demais podem descobrir tarde demais que a cibersegurança do passado já não é suficiente para proteger os negócios do futuro.
 

*Alessandro Buonopane é CEO Brasil e LATAM da GFT Technologies

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Durante anos, as discussões sobre sustentabilidade concentraram-se principalmente no destino dos produtos após o consumo. Reciclagem, reaproveitamento e gestão de resíduos passaram a ocupar um espaço importante nas estratégias empresariais e nas decisões dos consumidores.

Essa visão continua relevante, mas já não é suficiente.

À medida que empresas, investidores e órgãos reguladores ampliam suas exigências em relação à transparência das cadeias produtivas, cresce também a necessidade de compreender tudo o que acontece antes que um produto chegue ao mercado. Em outras palavras, a sustentabilidade deixa de ser analisada apenas pelo fim da jornada e passa a ser avaliada ao longo de todo o seu percurso.

Essa mudança de perspectiva tem levado a indústria a olhar com mais atenção para a origem dos materiais que utiliza.

O valor está na história completa

Quando uma embalagem chega às mãos do consumidor, ela representa apenas a etapa final de uma cadeia produtiva complexa.

Antes disso, houve a obtenção das matérias-primas, o processamento industrial, o transporte, a transformação em novos produtos e uma série de decisões relacionadas ao uso de recursos naturais e energéticos.

Por essa razão, cada vez mais empresas vêm adotando abordagens baseadas no ciclo de vida dos materiais, buscando compreender não apenas suas características técnicas, mas também os impactos associados à sua produção.

Essa visão mais abrangente permite identificar oportunidades de melhoria em toda a cadeia e contribui para decisões mais alinhadas aos compromissos de sustentabilidade assumidos pelas organizações.

Quando a origem faz diferença

A crescente demanda por materiais de fonte renovável está diretamente ligada a esse movimento.

Mais do que substituir uma matéria-prima por outra, trata-se de repensar a forma como os recursos são obtidos e transformados ao longo do processo produtivo.

No caso do I’m green™ bio-based, da Braskem, o carbono presente no polietileno tem origem em fonte renovável, ele é absorvido pela cana-de-açúcar durante seu cultivo, que também segue práticas responsáveis.

Essa característica insere o material em uma dinâmica diferente daquela tradicionalmente associada às matérias-primas fósseis e reforça a importância de analisar a cadeia produtiva de maneira integrada.

Eficiência também é parte da sustentabilidade

Outro aspecto cada vez mais relevante nas avaliações de sustentabilidade está relacionado à eficiência dos processos.

Não basta considerar apenas a origem de um recurso. É necessário compreender como ele é utilizado ao longo da produção e de que forma os diferentes elementos da cadeia interagem entre si.

Na cadeia sucroenergética, por exemplo, o aproveitamento dos co-produtos gerados durante o processamento da cana-de-açúcar, como o bagaço, o melaço e a vinhaça, contribui para uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis. Essa integração entre diferentes etapas do processo reduz desperdícios e fortalece uma lógica produtiva baseada no melhor aproveitamento dos insumos gerados ao longo da própria cadeia.

Sob a perspectiva industrial, esse modelo demonstra como inovação e eficiência podem caminhar juntas na construção de soluções mais sustentáveis.

Sustentabilidade, desempenho e escala

Um dos principais desafios da indústria contemporânea consiste em equilibrar três fatores que nem sempre caminham juntos: desempenho, sustentabilidade e viabilidade em escala.

Durante muito tempo, acreditou-se que materiais de menor impacto ambiental exigiriam concessões em termos de produtividade, qualidade ou competitividade.

Hoje, a evolução tecnológica tem mostrado que essa relação pode ser diferente.

No caso do polietileno I’m green™ bio-based, as propriedades do material permitem sua utilização em diversas aplicações mantendo os padrões de desempenho exigidos pelo mercado, ao mesmo tempo em que oferecem uma alternativa baseada em recursos renováveis.

Essa combinação é particularmente relevante para empresas que buscam avançar em suas metas de sustentabilidade sem abrir mão da eficiência operacional e da qualidade dos produtos que oferecem.

Uma nova forma de avaliar valor

O conceito de valor está passando por uma transformação.

Se antes ele era medido quase exclusivamente por atributos técnicos, desempenho ou custo, agora incorpora também fatores relacionados à origem dos recursos, à transparência das cadeias produtivas e à capacidade de gerar impactos positivos ao longo do ciclo de vida.

Nesse contexto, compreender a trajetória completa de um material torna-se tão importante quanto conhecer suas especificações técnicas.

A embalagem que chega à gôndola continua desempenhando sua função de proteger, conservar e comunicar. Mas ela também passa a representar uma história mais ampla — uma história construída por decisões tomadas muito antes da fabricação do produto final.

E é justamente nessa jornada, que começa na escolha das matérias-primas e percorre toda a cadeia de valor, que a indústria está redefinindo o significado de inovação sustentável.

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Lívia Baldo*

Lívia Baldo, especialista em gestão de resíduos, é diretora da Tera Ambiental.

O Brasil precisa fortalecer a compreensão de que as florestas exercem um papel muito mais amplo do que compor a paisagem natural. Em cada bioma, elas sustentam a infraestrutura hídrica, influenciam a dinâmica econômica e contribuem para o equilíbrio ecológico. Em um cenário de agravamento das mudanças climáticas, o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, reforça a importância de avançarmos em ações práticas e integradas voltadas à preservação ambiental, à recuperação de áreas degradadas e ao uso sustentável dos recursos naturais. 

É necessário reconhecer uma relação fundamental da dinâmica ambiental: sem floresta não há chuva e sem chuva não há sustentabilidade ambiental e econômica. Essa equação elementar da natureza exige integrar, no mesmo fluxo, o manejo florestal, a restauração de áreas degradadas e o mercado de créditos de carbono, articulando políticas públicas e ações efetivas do setor privado.

Os dados mais recentes reforçam a dimensão do desafio. Estudo publicado em 2025 pela revista científica AGU Advances aponta que a perda média de 3,2% da cobertura florestal na Amazônia brasileira esteve associada a uma redução de 5,4% da precipitação na estação seca. Ou seja, menos floresta significa menos chuva justamente quando a água já é escassa. 

Apesar dos avanços observados em alguns indicadores, os índices de desmatamento ainda permanecem elevados. Em 2025, a Amazônia perdeu 5.731 quilômetros quadrados de vegetação, ligeiramente abaixo da estimativa preliminar de 5.796, mas ainda alarmante. No Cerrado, a devastação alcançou 7.235 quilômetros quadrados, com recuo de 11,49% em relação ao período anterior, o que está longe de configurar avanço estrutural.O cenário reforça a importância de medidas mais eficazes de fiscalização, o combate rigoroso à grilagem e à exploração ilegal, além de políticas consistentes de economia verde e conscientização das comunidades.

Porém, conter o desmatamento é apenas parte da equação. O Brasil carrega um passivo florestal expressivo e precisa enfrentá-lo com pragmatismo e eficácia. A restauração de milhões de hectares degradados em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e reservas legais é indispensável, até porque solos deteriorados não sustentam florestas. Segundo o Boletim do Termômetro do Código Florestal 2024-2025, o nosso país apresenta um déficit de 3,14 milhões de hectares em APPs e de 17,3 milhões de hectares em reservas legais. É um descompasso expressivo entre o que a lei determina e o que a realidade entrega.

Avançar exige abandonar abordagens fragmentadas e reconhecer a interdependência entre floresta, água e clima. Esses elementos formam a espinha dorsal tanto do meio ambiente quanto da própria infraestrutura econômica. Nesse contexto, a agenda hídrica ganha protagonismo e acende um sinal de alerta ao mercado: a gestão de efluentes precisa deixar de ser encarada como mera obrigação legal e passar a ocupar o centro das estratégias empresariais, seja pelo tratamento adequado e devolução de água limpa aos mananciais, ampliando a segurança hídrica, ou pela conversão desses resíduos em insumos orgânicos que retornem ao ciclo produtivo, contribuindo para a recuperação, o equilíbrio físico-químico e a fertilização do solo.

Há exemplos concretos de que esse caminho é viável. Em Jundiaí (SP), o tratamento de efluentes industriais e sanitários contribui com a renovação do ciclo d’água e transforma o lodo remanescente em fertilizantes orgânicos, por meio de compostagem em larga escala. Ao reinserir esses resíduos de forma produtiva no solo, a iniciativa melhora suas propriedades e ainda contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se às metas da agenda ambientalis.

Mais do que um caso isolado, trata-se de uma demonstração prática de que fortalecer a base do sistema, o solo, é condição para que as infraestruturas florestal e hídrica prosperem de modo sustentável em cada bioma. Ao atuarem na regeneração da terra e na recirculação de resíduos, iniciativas proativas ajudam a reconectar os fluxos essenciais entre solo, água e carbono, indo além da simples gestão dos efluentes.

Cabe lembrar que a natureza obedece a uma lógica imutável: sem solo vivo e rico em matéria orgânica não há floresta funcional; sem água não há equilíbrio e tampouco produção. Tudo está interligado e conectado. A boa notícia é que essa consciência começa a ganhar espaço no mercado. A má é que ainda avançamos em ritmo insuficiente. 

Assim, é preciso acelerar, de modo integrado, a preservação florestal, o combate ao desmatamento, a recuperação de áreas degradadas, a expansão do tratamento de efluentes e o reaproveitamento de resíduos orgânicos capazes de manter o solo funcional e a terra viva. Afinal, não estamos falando apenas de proteger a natureza, mas de fortalecer as bases materiais da economia, a inclusão social e o crescimento sustentado do PIB, bem como de reverter as mudanças climáticas e suas consequências cada vez mais graves. Que o Dia Mundial do Meio Ambiente inspire nosso país nessa inadiável e vital jornada.

#Floresta #Narureza #DiaMundialMeioAmbiente #Água #PIB #Efluentes

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A indústria de embalagens flexíveis atravessa um período de transformação impulsionado pela busca por estruturas mais compatíveis com os conceitos de circularidade e reciclabilidade. Nesse contexto, a substituição de estruturas multimateriais por soluções monomateriais tornou-se uma das principais frentes de desenvolvimento tecnológico para convertedores, fabricantes de resinas e proprietários de marcas.

Embora a proposta seja simples do ponto de vista conceitual, sua implementação envolve desafios importantes. Estruturas convencionais compostas por PET/PE ou BOPP/PE combinam materiais com características mecânicas bastante distintas. O PET, por exemplo, apresenta elevado módulo de elasticidade e excelente estabilidade dimensional, enquanto o PE contribui com propriedades de selagem, resistência ao impacto e flexibilidade.

Reproduzir esse desempenho utilizando exclusivamente polietileno exige soluções capazes de ampliar significativamente suas propriedades mecânicas sem comprometer a processabilidade ou a reciclabilidade da embalagem.

É justamente nesse cenário que a tecnologia MDO (Machine Direction Orientation) vem ganhando relevância. O processo promove a orientação molecular controlada do filme de polietileno por meio de um estiramento longitudinal realizado sob condições específicas de temperatura e velocidade. Como resultado, a estrutura originalmente isotrópica passa a apresentar um elevado grau de alinhamento molecular na direção do processo, modificando profundamente seu comportamento mecânico.

Quando aplicada ao polietileno I’m green™ bio-based

, a tecnologia apresenta uma vantagem adicional. Produzido a partir de etanol de cana-de-açúcar, o material possui exatamente a mesma estrutura molecular do polietileno de origem fóssil. Isso significa que suas características de processamento permanecem inalteradas, permitindo sua utilização em linhas de extrusão existentes sem necessidade de adaptações significativas.

Do ponto de vista da produção do filme, esse aspecto é particularmente relevante. A distribuição de peso molecular, o comportamento reológico e a estabilidade durante a extrusão mantêm-se equivalentes aos observados nos grades convencionais de polietileno. Na prática, isso permite que transformadores incorporem matéria-prima renovável aos seus processos preservando produtividade, qualidade e eficiência operacional.

O processo de orientação molecular ocorre em etapas cuidadosamente controladas. Inicialmente, o filme é submetido a uma zona de pré-aquecimento, onde a temperatura é elevada para níveis suficientes para aumentar a mobilidade das cadeias poliméricas sem comprometer a estrutura cristalina do material. Em seguida, ocorre a etapa de estiramento propriamente dita, na qual diferenças controladas de velocidade entre os rolos promovem a orientação das moléculas na direção da máquina.

Após o estiramento, o filme passa por uma etapa de estabilização térmica. Esse processo permite aliviar tensões internas geradas durante a orientação molecular e reduz significativamente o potencial de retração térmica durante as etapas posteriores de conversão, impressão e empacotamento. O ciclo é finalizado com o resfriamento controlado, responsável por estabilizar a nova microestrutura formada.

As modificações promovidas pela orientação molecular refletem diretamente no desempenho do material. O ganho de rigidez é um dos resultados mais evidentes. Em condições típicas de processamento, filmes orientados podem apresentar aumentos superiores a 300% no módulo de elasticidade quando comparados a filmes convencionais não orientados.

Esse comportamento abre espaço para estratégias de downgauging, permitindo a redução da espessura da embalagem sem comprometer resistência mecânica, estabilidade dimensional ou desempenho operacional. Além da economia de matéria-prima, essa abordagem contribui para a redução de peso das embalagens e para ganhos logísticos ao longo da cadeia de distribuição.

Os benefícios também se estendem às propriedades ópticas. A reorganização da estrutura cristalina promove redução significativa do haze e aumento do brilho superficial, características importantes para aplicações em que a apresentação visual da embalagem exerce influência direta na percepção do consumidor.

Resultados obtidos em avaliações laboratoriais demonstram o impacto da orientação molecular sobre o desempenho do material. Filmes produzidos com PE I’m green™ bio-based e submetidos a razões de estiramento próximas de 5:1 apresentam ganhos expressivos de módulo elástico, resistência à tração e estabilidade dimensional, além de melhorias significativas em transparência e brilho.

Essas características tornam a tecnologia particularmente atrativa para aplicações em embalagens de alimentos, snacks, pet food, higiene pessoal, produtos de limpeza e soluções para e-commerce, segmentos que exigem elevado desempenho mecânico aliado à eficiência operacional.

Além dos ganhos técnicos, a combinação entre MDO e o polietileno I’m green™ bio-based responde a uma demanda crescente da indústria por soluções de menor impacto ambiental. Como o material é produzido a partir de fonte renovável, pode capturar até 2,12 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada de resina produzida, contribuindo para estratégias corporativas de descarbonização sem alterar a infraestrutura industrial já instalada.

A evolução das embalagens monomateriais mostra que o avanço da circularidade não depende apenas da escolha de matérias-primas renováveis ou recicláveis. O desenvolvimento de novas arquiteturas de filmes e a aplicação de tecnologias avançadas de processamento têm papel igualmente importante na construção de soluções capazes de combinar desempenho, eficiência produtiva e sustentabilidade em uma única estrutura.

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Evento reuniu mais de 8 mil visitantes em três dias e marcou o fechamento do ciclo voltado exclusivamente ao setor cervejeiro; nova identidade “Brasil Brau & Beverage” integrará toda a cadeia de bebidas em âmbito global

A 18ª edição da Brasil Brau encerrou suas atividades ontem, no São Paulo Expo, consolidando-se como o principal motor econômico e regulatório da cadeia cervejeira da América Latina, ao registrar forte movimentação de negócios e atrair um expressivo público de visitantes. Ao todo, foram mais de 180 marcas e cerca de 8 mil profissionais durante os três dias de evento, além de milhões de reais em negócios gerados.

O encontro deste ano entrou para a história como o marco de encerramento do formato tradicional voltado exclusivamente ao setor cervejeiro. Para acompanhar a rápida evolução do mercado e a consolidação do consumidor híbrido, a promotora GL events Exhibitions confirmou oficialmente a transição estratégica do evento, que passará a se chamar Brasil Brau & Beverage a partir de sua próxima edição, em 2028, abraçando formalmente toda a cadeia produtiva de bebidas.

“Pudemos acompanhar nesta edição a confirmação de uma tendência que já vinha se consolidando nos últimos anos: as fronteiras entre as diferentes categorias de bebidas estão cada vez mais tênues. Compartilhamos desafios, tecnologias, canais de distribuição e, principalmente, um consumidor que transita entre múltiplas opções de consumo. A transição para um novo formato, daqui dois anos, mas que começa agora, reflete essa nova realidade, ao mesmo tempo em que reforça nossa estratégia de posicionar o evento como a principal plataforma de negócios, conteúdo e inovação para toda a cadeia de bebidas”, afirma Tatiana Zaccaro, diretora de negócios da GL events.

Alinhamento institucional e visão de cadeia
A mudança de posicionamento reflete o amadurecimento e a força macroeconômica do setor. Pela primeira vez, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) assumiu diretamente a curadoria do comitê científico do Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira (CBCTEC). Com 400 inscritos, os painéis oxigenaram a grade com debates focados em inteligência de mercado, construção de marcas e canais de distribuição.

“A Brasil Brau é a feira profissional mais importante do nosso setor e mostrou sua força qualitativa, com estandes de insumos permanentemente lotados. A cerveja gera negócios, arrecadação e empregos, e este evento prova que precisamos olhar para o setor como uma cadeia produtiva que se destaca na economia do país”, avaliou Gilberto Tarantino, presidente executivo da Abracerva, que considerou o congresso um sucesso irretocável de público.

Tecnologia e eficiência ditam a virada do mercado
Essa transição para o conceito abrangente de Beverage atende a uma exigência operacional que hoje une toda a indústria de bebidas: a busca por flexibilidade fabril, redução de custos e máxima eficiência. Vanderlei Bauer, proprietário e fundador da StarkBauen, ressaltou no pavilhão que o perfil dos investimentos mudou drasticamente, exigindo estruturas mais ágeis. “O mercado mudou bastante, ninguém mais quer gastar cifras astronômicas para abrir uma estrutura engessada. O caminho hoje passa por produzir variedades em volumes menores e com forte diferenciação competitiva”, explicou Bauer, que levou para a feira uma nova envasadora linear de latas focada em flexibilizar a operação de marcas regionais.

A busca por tecnologia que reduza custos com utilidades e perdas no processo foi a principal tônica dos grandes expositores de engenharia. Paulo Schiaveto, diretor de engenharia e operações da NKA Schiaveto, apontou que o atual cenário econômico exige profissionalismo extremo dentro das fábricas. “Para se manter competitivo hoje, o produtor precisa olhar para o rendimento da matéria-prima e para a sustentabilidade. Desenvolvemos soluções de automação focadas na redução drástica do consumo de água e vapor, porque entregar uma tecnologia que baixa o custo por litro mantendo a qualidade é a única garantia de sobrevivência a longo prazo em um mercado concorrido”, defendeu Schiaveto.

Otimismo comercial e a experiência na ponta final
O reflexo direto dessa busca por modernização foi o balanço positivo nas transações comerciais no chão de feira. Para Patrick Banwart, gerente da divisão de bebidas da Globalfood, a edição superou as expectativas ao registrar uma retomada expressiva nas intenções de compra. “Sentimos uma virada muito forte na intenção de investimentos. O estande esteve lotado todos os dias e geramos muitos projetos que vão se desdobrar nos próximos meses”, celebrou o executivo, destacando o interesse do público qualificado em novas linhas de enzimas e leveduras.

A Memo também colheu resultados imediatos focados em tecnologia aplicada ao ponto de venda e ambiente residencial. “Viemos com o objetivo de apresentar novos lançamentos, como torres automatizadas por aplicativo. Conseguimos cumprir as metas, tivemos grandes vendas na feira e abrimos muitas contas novas”, destacou Lucas Cavalin, diretor comercial da marca.

Toda essa sofisticação técnica das fábricas e distribuidoras encontra o seu gargalo no momento do serviço. “Não basta apenas o líquido ser excelente; o ritual de serviço precisa ser perfeito, e o copo adequado faz parte dessa estratégia de branding. O grande desafio do varejo hoje é equilibrar essa necessidade de elegância com produtos de alta durabilidade, que aguentem o giro pesado dos estabelecimentos sem comprometer o fluxo de caixa com quebras”, explica Luciano Dutra, diretor comercial e de marketing da Ruvolo.

Da identidade local às conexões globais
As discussões técnicas e científicas do CBCTEC deram o fechamento de contexto ao ecossistema. A abertura da grade de palestras foi marcada pelo painel “Cervejas brasileiras em evidência: inovação, origem e impacto cultural”, onde a antropóloga Aline Smaniotto (Beberú) destrinchou o conceito de brasilidade, e Júlia da Motta, Subsecretária de Competitividade e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, apresentou o impacto financeiro do segmento no PIB paulista. Complementando a visão prática, Rafael Leal (Caatinga Rocks) e Agenor Maccari (277 Craft Beer) demonstraram como a utilização de ingredientes nativos e madeiras brasileiras agregam valor comercial no mercado global.

O palco do congresso também ganhou contornos internacionais. A sul-africana Apiwe Nxusani-Mawela, mestre cervejeira e fundadora da Tolokazi, evidenciou que a expansão sustentável das marcas depende da habilidade da indústria de abraçar a pluralidade e tendências globais de consumo. No campo estritamente técnico, o venezuelano Roberto Biurrun, da Fermentis, apresentou o projeto global “Superior yeast”, focado em avanços de pureza e repetibilidade de leveduras secas ativas em escala comercial. Encerrando a grade científica, o pesquisador belga Tin Kocijan detalhou a palestra “Microbiologia da cerveja e envelhecimento em barril”, demonstrando como a ordem de inoculação de microrganismos específicos, como Acetobacter e Brettanomyces, dita a química e o perfil de sabor de cervejas ácidas (sour beers), garantindo uma maturação previsível e consistente para produtos complexos de guarda.

Tendências que unem ciência, tradição e hospitalidade
A busca por experiências mais sofisticadas e pela valorização da cultura cervejeira também foi um dos principais destaques do CBCTRENDS, espaço dedicado à apresentação de tendências, conceitos e oportunidades de negócio dentro do setor. Ao longo dos três dias, especialistas do Senac abordaram temas que combinaram conhecimento técnico, experiência sensorial no consumo hospitalidade, reforçando o movimento do mercado de ampliar sua proposta de valor para além da bebida.

A programação incluiu discussões sobre os fundamentos científicos das harmonizações entre cervejas e alimentos, uma imersão no universo das Lambics – tradicionais cervejas belgas de fermentação espontânea – e reflexões sobre como hospitalidade, turismo e storytelling podem transformar o ato do consumo numa experiência capaz de fortalecer as marcas e ampliar o engajamento dos consumidores. Conduziram as palestras, respectivamente, o especialista Carlos Henrique Braghin, e os sommeliers Fábio de Faria e Souza Campos e Fernando Marcos de Oliveira.

Votação popular consagra os destaques da edição
O encerramento da Brasil Brau 2026 também revelou as marcas vencedoras das prêmiações do evento, escolhidas por votação dos visitantes através do aplicativo oficial. Na categoria Inovação, a vencedora foi a Prozyn. A companhia trouxe como novidade para o evento uma cerveja zero carb e sem glúten feita com as soluções enzimáticas próprias AttenuMax Zero, ClearMar Pro, MatuFest e NatuFoam. Julia Browne, gerente de marketing, celebrou a conquista: “Estamos com a Brasil Brau desde o início. Ampliamos a metragem esse ano para as pessoas ficarem mais confortáveis, com a ideia de acomodar todos bem”.

Já a categoria Sustentabilidade foi para a Globalfood. Antes da apuração, Patrick Banwart já detalhava como as soluções da empresa se alinhavam perfeitamente à categoria: “temos produtos que atuam na redução de consumo de energia para as cervejarias. Isso também acarreta uma redução da questão logística, que se traduz em menores estoques, transporte e espaço de armazenamento, já que há produtos mais concentrados. Todos esses fatores colaboram significativamente para o menor consumo de combustíveis.”

Por fim, a categoria Destaque, última e mais importante do evento, foi conquistada pela Memo, que se destacou no pavilhão ao apresentar diversos produtos inovadores. O protagonismo ficou por conta da nova chopeira Hug, que descongela entre 5 e 7 minutos. “O foco nesse ano foi não só levar novidades, mas coisas boas. Tenho muita confiança no que conseguimos realizar com a Hug, que resolve diversos problemas em um único produto”, afirma Victória Cavalin, estrategista de mídias sociais da marca. “Aqui no stand tivemos a nossa chopeira congelada de ponta-cabeça, o que foi um tremendo sucesso. A cada momento que olhávamos, víamos nosso stand 100% cheio”, completa.

Sobre a Brasil Brau
A Brasil Brau é o maior evento profissional da indústria cervejeira da América Latina e, desde a década de 1980, se consolidou como principal ponto de encontro da cadeia produtiva do setor. Realizada a cada dois anos, reúne tecnologia, inovação, equipamentos, insumos, serviços, conteúdo técnico, networking e geração de negócios, conectando fornecedores, fabricantes, distribuidores, compradores, mestres-cervejeiros, consultores e empreendedores.

Em 2026, o evento foi realizado entre os dias 9 a 11 de junho, no São Paulo Expo, em São Paulo, com 5.000 m² de área comercializável, 160 marcas presentes e representantes de 14 países. Na última edição, em 2024, a Brasil Brau movimentou R$ 470 milhões em negócios durante sua realização e nos meses seguintes. Além da feira de negócios, o evento conta com o CBCTEC – Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, e com os espaços de conteúdo CBCTRENDS e CBCTALKS.

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A busca por embalagens mais sustentáveis deixou de ser apenas uma tendência para se tornar um requisito estratégico em toda a cadeia de valor. Grandes marcas, convertedores e fabricantes de resinas vêm concentrando esforços no desenvolvimento de soluções que conciliem desempenho, reciclabilidade e redução das emissões de carbono. Nesse contexto, a substituição de estruturas multimateriais convencionais por embalagens monomateriais representa um dos movimentos mais relevantes da indústria de embalagens flexíveis.

Historicamente, estruturas compostas por materiais distintos, como PET/PE ou BOPP/PE, foram amplamente utilizadas para atender simultaneamente a requisitos de resistência mecânica, estabilidade dimensional, propriedades ópticas e desempenho durante o envase. Embora eficientes do ponto de vista funcional, essas estruturas apresentam limitações quando o assunto é reciclagem mecânica, uma vez que a separação dos diferentes materiais nem sempre é tecnicamente ou economicamente viável.

A tecnologia MDO (Machine Direction Orientation) surgiu como uma alternativa capaz de ampliar significativamente as propriedades dos filmes de polietileno, permitindo que estruturas monomateriais alcancem níveis de desempenho anteriormente associados a laminados mais complexos.

O processo consiste em submeter o filme a um estiramento controlado no sentido da máquina, sob temperaturas cuidadosamente ajustadas abaixo do ponto de fusão da resina. Esse estiramento promove o alinhamento das cadeias moleculares do polímero, alterando sua estrutura interna e resultando em ganhos importantes de desempenho.

Entre os benefícios mais relevantes está o aumento da rigidez. O alinhamento molecular eleva o módulo de elasticidade do material, permitindo a produção de filmes mais finos sem comprometer sua resistência mecânica ou estabilidade durante os processos de conversão e empacotamento. Essa característica abre espaço para estratégias de downgauging, reduzindo o consumo de matéria-prima e contribuindo para a otimização dos custos logísticos.

As propriedades ópticas também são favorecidas. A reorganização da estrutura cristalina reduz significativamente o haze e melhora o brilho superficial, atributos valorizados em aplicações nas quais a aparência da embalagem influencia diretamente a percepção do consumidor.

A adoção de filmes monomateriais orientados também está diretamente relacionada aos conceitos de Design for Recycling. Enquanto estruturas multimateriais apresentam desafios para os sistemas convencionais de reciclagem, os filmes produzidos integralmente em polietileno permanecem compatíveis com os fluxos já estabelecidos para a reciclagem mecânica da cadeia do PE.

Nesse cenário, o  I’m green™ bio-based agrega um diferencial adicional ao processo. Produzido a partir de etanol derivado da cana-de-açúcar, o material possui exatamente a mesma estrutura molecular do polietileno de origem fóssil. Isso significa que mantém as mesmas características de processabilidade, desempenho mecânico, comportamento reológico e compatibilidade com os equipamentos já utilizados pela indústria.

Na prática, os parâmetros de extrusão, impressão, laminação e conversão permanecem inalterados, permitindo a adoção do material sem necessidade de investimentos adicionais em infraestrutura ou adaptações significativas nas linhas produtivas.

A principal diferença está na origem renovável da matéria-prima. Durante seu crescimento, a cana-de-açúcar absorve o CO2 da atmosfera por meio da fotossíntese. Como resultado, o PE I’m green™ bio-based pode capturar até 2,12 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada de resina produzida, contribuindo para estratégias de descarbonização e redução das emissões ao longo da cadeia de valor.

Outro aspecto relevante é a possibilidade de combinar filmes MDO com tecnologias complementares de barreira, ampliando o potencial de aplicação em segmentos que exigem maior proteção ao produto. Soluções destinadas a alimentos secos, snacks, pet food, higiene pessoal, produtos de limpeza entre outros, já demonstram o potencial dessa abordagem para substituir estruturas convencionais sem comprometer desempenho ou produtividade.

A evolução dos filmes monomateriais mostra que os avanços em sustentabilidade dependem cada vez mais da integração entre materiais inovadores e tecnologias de processamento avançadas. A combinação entre MDO e o  I’m green™ bio-based  representa um exemplo claro dessa convergência, permitindo o desenvolvimento de embalagens que atendem simultaneamente às exigências de desempenho, reciclabilidade e redução da pegada de carbono, sem abrir mão da performance industrial que o mercado exige. #economiacircular #DesignForRecycling #Monomateriais #Polietileno #PE #BioBased #Descarbonização

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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