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Para o ano de 2013, segundo a Austing Rating, a estimativa é que haja recuperação da produção industrial com expansão de 3,5% em decorrência da maior concentração dos efeitos positivos da política monetária e fiscal expansionistas, além da relativa estabilidade no ambiente financeiro no exterior que impacta positivamente na percepção dos consumidores e investidores, bem como as necessidades de acelerar o ritmo de investimentos nas áreas de infraestrutura logística e mobilidade urbana para atender aos grandes eventos esportivos que ocorrerão em 2014 e 2016.

O péssimo desempenho do setor industrial em 2012 pode ser explicado ao menos por três fatores: i) persistência dos efeitos deletérios produzidos pela crise internacional deflagrada em 2008; ii) baixo nível de investimentos na expansão, renovação e inovação do parque fabril; e iii) aumento da concorrência externa em virtude tanto da valorização do Real frente ao Dólar, como pela redução de oportunidades de negócios nos países desenvolvidos, além do baixo nível em P&D.

A retomada da atividade industrial esperada no segundo semestre de 2012 se concretizou de maneira não linear e muito mais lenta que as expectativas. No entanto, como antecipamos, o segundo semestre foi melhor que o primeiro em 2012. Enquanto o primeiro semestre do ano houve resultado negativo mais intenso, apresentando queda de 3,8%, o segundo apresentou queda mais moderada de 1,6% (comparações contra igual período do ano anterior).

CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO

A confiança do empresário industrial revela que após dois anos de resultados pífios, a indústria de transformação aguarda por tempos melhores em 2013, motivada pela expectativa da recuperação econômica no âmbito doméstico e internacional. Tal melhora nas expectativas projeta bom cenário para os investimentos ao longo deste ano, pois o otimismo tem sido refletido em dois principais setores industriais: bens de capital e materiais de construção.

Fonte:Austin Rating

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A Austin Rating divulga seu tradicional estudo especial com o ranking de rentabilidade das principais bolsas de valores do mundo. O ranking atual é composto com o desempenho das 92 principais bolsas de valores em 2012, conforme dados compilados em nosso sistema: Austinvest.

A Bolsa de Valores da Venezuela (Caracas Stock Exchange Stock Market Index – IBVC) foi a que apresentou melhor desempenho em 2012 com valorização de 302,81%, desempenho seis vezes superior a segunda colocada no ranking, a bolsa de valores do Paquistão (Karachi All Share Index – KSE) que registrou alta de 52,28%. A mediana da amostra foi de 9,14%.

A Bovespa, por sua vez, apresentou valorização de apenas 7,82%, ocupando a 51ª posição no ranking geral.

BRIC – Desempenho fraco em 2012

As bolsas de valores dos países que compõem o BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China, apresentaram crescimento modesto em 2012, com valorização mediana de 7,7% contra 9,1% da mediana do ranking geral. A bolsa de valores da Índia foi a que registrou melhor desempenho dentro deste grupo com alta de 25,7% no e ocupou a 15ª posição no ranking.

Já a bolsa de valores brasileira (BOVESPA) registrou alta de 7,8% em 2012, ocupando a 51º no ranking geral. As bolsas de valores da China e da Rússia valorizaram 7,6% e 5,4% em 2012, respectivamente. O desempenho das bolsas de valores dos BRIC’s reflete, em boa medida, a expectativa do mercado em relação ao desempenho dessas economias em 2012 e, principalmente, pela queda dos preços de alguma commodities agrícolas e minerais. Com o agravamento da crise na Zona do Euro e a recuperação lenta dos EUA tem afetado de forma direta e indiretamente o desempenho das economias do BRICs.

Zona do Euro – Valorização de 9% em 2012

As bolsas de valores dos países que compõem a Zona do Euro apresentaram valorização mediana de 8,9% em 2012, com destaque para bolsa da Grécia (Athens Stock Exchange General Index – ASE) que mesmo após passar um período longo e contínuo de queda, registrou a maior alta dentro do bloco com alta de 49,2% e ocupando a 5º posição no ranking geral – é importante considerar o efeito da base de comparação muito deprimida.

As bolsas de valores da Alemanha (DAX) e França (CAC), principais países do bloco, registraram crescimento de 29,1% e 15,2%, respectivamente. Em contrapartida, o principal índice da Espanha (IBEX 35) encerrou o ano de 2012 com queda de 5%, refletindo o cenário mais pessimista por parte dos investidores em relação à economia.

EUA e Japão – Bolsas refletem expectativa de mercado

Apesar do baixo ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos, os principais índices das bolsas de valores: NASDAQ, S&P 500 e DOW JONES, apresentaram alta importante em 2012, com valorização respectiva de 15,5%, 12,9% e 6,7%. A alta observada nos índices revela um cenário mais otimista projetado pelo mercado para economia norte-americana para o ano de 2013.

Seguindo a mesma tendência, porém com desempenho mais vigoroso, o índice Nikkei avançou cerca de 23% no último ano, com isso a bolsa de valores do Japão ocupou a 16º posição no ranking elaborado Austin Rating.

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Após 10 cortes consecutivos, os membros do COPOM votaram ontem (28/nov), com unanimidade, pela estabilidade da taxa básica de juros em 7,25% ao ano, sem viés, portanto, em conformidade com nossa expectativa, já antecipada na reunião ocorrida em 10 de outubro.

Perspectivas para 2013

A expectativa da Austin Rating é que a taxa Selic permaneça estável ao menos até meados de 2013, em virtude da necessidade da autoridade monetária avaliar os efeitos produzidos pela flexibilização da taxa de juros sobre a dinâmica macroeconômica, em particular o nível de atividade e a taxa de inflação, bem como os estímulos fiscais e monetários (crédito) empreendidos pelo governo federal, além do possível pass-through nos IGPs produzido pela recente desvalorização cambial, mesmo que haja baixa taxa de ocorrência.

Conforme nosso cenário, a elevação da taxa Selic a partir de julho de 2013, se concretizada, se apoiará na dinâmica macroeconômica doméstica e internacional mais consistente em relação ao momento atual com reflexos sobre o nível de preço, em particular das commodities agrícolas e minerais. Há ainda o chamado “efeito calendário”, que é o foco da política monetária para o ano seguinte (2014) a partir da virada do semestre em virtude do efeito defasado (ao redor de 6 meses) sobre a economia.

Fonte: Austin Rating

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O Banco Central do Brasil (BACEN) divulgou hoje (23/out) o resultado do Setor Externo para o mês de setembro, que registrou superávit de US$ 84 milhões no balanço de pagamentos e US$ 22,9 bilhões no acumulado do ano. Com o resultado de setembro, o saldo global do balanço completa 44 meses consecutivos de superávit, reforçando o bom nível de solvência do País em moeda estrangeira.

A balança de transações correntes computou déficit de US$ 2,60 bilhões no mês de setembro e US$ 34,1 bilhões no acumulado do ano, patamar inferior ao registrado no mesmo período de 2011, US$ -36,7 bilhões. Contrabalanceando com as transações correntes, a conta capital financeira computou superávit de US$ 2,63 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos mais uma vez se destacaram, chegando a US$ 4,393 bilhões no mês. Os investimentos estrangeiros em carteira também geraram ingresso líquido de recursos no país, de US$ 983 milhões. Outras formas de investimento estrangeiro responderam por entradas líquidas de US$ 926 milhões.

O déficit no balanço de pagamentos voltou a apresentar alta em setembro, com ampliação de 1,8% em relação ao mês anterior e 16,2% em comparação com o mesmo período de 2011, após apresentar duas quedas seguidas. Cabe ressaltar que, o déficit em transações correntes de setembro de 2012 (acumulado em 12 meses) é o maior de toda a série histórica para o período.

Porém, diferentemente do que ocorreu na metade da década de 2000 (2001-2005), quando a taxa de câmbio (R$/US$) se desvalorizava quando havia déficit em transações correntes, atualmente o “colchão de liquidez” que o Brasil conseguiu acumular nos últimos anos, em parte pela melhor opção de investimento dado o “deserto” de oportunidades nas economias desenvolvidas, faz com que a taxa de câmbio permaneça relativamente estável gravitando ao redor de R$ 2,0/US$.

Contudo, Analisando numa perspectiva de longo prazo, tendo em vista o agravamento da crise no setor externo, o déficit em transações correntes não traz preocupação para sustentabilidade das contas externas brasileiras, motivado por alguns fatores:

  • Fuga de capitais é conjuntural, ou seja, não decorre da aversão ao risco do país, mas, o repatriamento de capitais tem sido reflexo do agravamento da crise na Zona do Euro que tem demandado aporte de capital pelas matrizes das empresas instaladas no país. Nos últimos doze meses encerrados em setembro a conta de Rendas computou déficit de US$ 35,8 bilhões, cerca de 21% inferior ao registrado no mesmo período anterior.
  • Demanda doméstica aquecida e juros reais líquidos superiores aos vigentes nos mercados desenvolvidos, têm contribuído com o crescimento do ingresso de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no país e evitando que o resultado global do balanço encerre no campo negativo.
  • As reservas internacionais, totalizadas em US$378,7 bilhões, geram segurança ao país. Ademais, a dívida líquida externa do Brasil é negativa, ou seja, o país é credor externo líquido, fator este que diminui o risco externo do país.

Com base nesses fatores, a Austin Rating projeta para 2012, déficit de US$ 45,7 bilhões na Balança de transações correntes e ingresso de US$ 65 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto (IED). Já para o ano que vem, as Transações correntes deverão registrar déficit de US$ 58,6 bilhões e o ingresso de IED deverá aumentar cerca de 15%, totalizando de US$ 75 bilhões.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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