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 okO desempenho da indústria paulista cresceu 1,2% em maio na comparação com abril, segundo dados com ajuste sazonal da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) divulgados nesta quarta-feira (1/7).  Embora seja positivo, o resultado de maio não muda a perspectiva das entidades de baixo dinamismo da indústria neste ano.

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, explica que a cifra positiva em maio se deve a um comportamento significativamente negativo em abril.

“Comparamos maio com um outro mês que foi muito fraco. Mas se compararmos com o mesmo mês em outros anos, vemos que o crescimento de maio é muito modesto, porque este costuma ser um bom mês”, diz Francini.  Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a atividade industrial apresenta uma queda de 7,7%.

A variação do mês de maio versus abril é uma das mais baixas da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001. Mesmo em 2009, ano da crise, o desempenho industrial registrou um avanço mensal superior ao resultado de 2015, na série sem ajuste sazonal.

“Não podemos interpretar a pequena alta como, talvez, um processo inicial de recuperação, ou que o pior já passou. Não. Seria ledo engano. Nossa perspectiva para o ano mantém-se muito ruim, com o aprofundamento da crise no segundo semestre”, afirma Francini.

O Depecon projeta uma queda de ao menos 5% para a atividade industrial paulista em 2015.

Francini reforça ainda que não vislumbra recuperação do setor manufatureiro, uma vez que a demanda interna está desaquecida. “Para poder ler uma recuperação, é preciso vê-la espelhada em pelo menos três meses.”

 “A renda tem caído, o crédito tem caído. Portanto, o combustível maior para a atividade da indústria, que é a demanda, está em queda.”

Pesquisa

De janeiro a maio deste ano a indústria paulista registrou uma piora de 3,6% em seu desempenho. E no acumulado de 12 meses as perdas chegam a 4,8%, números da leitura sem ajuste sazonal.

Além da baixa base de comparação registrada em abril, a variável Total de Vendas Reais também ajudou a puxar o resultado do mês, com variação positiva em 2,5%.

Setores

O setor de produtos químicos se destacou na pesquisa, com ganho de 0,7% em maio versus abril, impulsionado por aumento de 3,1% na variável Total de Vendas Reais. As exportações do setor também corroboram o desempenho positivo do segmento.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), as vendas externas da indústria de produtos químicos registraram alta de 20,6% nos cinco primeiros meses do ano na comparação com igual período de 2014.

Já no campo das perdas, destaque para a indústria de minerais não metálicos, que registrou queda de 1,5% em maio com relação a abril. O saldo negativo de 1,9% da variável Horas Trabalhadas na Produção foi uma das influências negativas ao desempenho do setor.

O setor está fortemente ligado à indústria da construção civil, que, por sua vez, registrou uma queda de 4,7% no Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Sensor em junho

A percepção do setor produtivo em relação ao mercado apresentou ligeira melhora em junho, de 44,3 pontos em maio para 46,7 pontos em junho, com ajuste. A variável Mercado também aumentou – foi para 47,2 pontos em junho, ante 41,9 pontos em maio.

O item Estoque chegou a 41,8 pontos no mês de junho, ante 45,5 pontos no mês anterior.  E a percepção quanto ao Emprego melhorou para 48 pontos, contra 43 pontos em maio.

De acordo com o levantamento, a variável Investimento ficou estável em 47,3 pontos versus 46,4 pontos em maio.

Leituras em torno dos 50 pontos indicam percepção de estabilidade do cenário econômico. Abaixo dos 50,0 pontos, o Sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês; acima desse nível, expansão da atividade.

No caso da variável Estoque, leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

Fonte: Fiesp /Ciesp

 

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Projeção da Fiesp e do Ciesp é de crescimento de 1% no índice de  emprego; número de vagas, porém, ainda não é expressivo

A indústria paulista criou 3,5 mil empregos em maio em comparação com as contratações ocorridas em abril, mostra pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), nesta quinta-feira (13/06). O quadro de funcionários do setor manufatureiro deve aumentar em até 30 mil funcionários em 2013, de acordo com projeção das entidades, que mantêm a estimativa de crescimento de 1% para indicador até o final deste ano.

O prognóstico, no entanto, continua indicando que a indústria patina em sua esperada trajetória de recuperação. Se comparado ao desempenho de 2012, quando a indústria demitiu ao menos 50 mil trabalhadores, a previsão para 2013 aponta para uma tímida melhora.

O diretor-adjunto do Departamento Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Walter Sacca, argumenta que apesar da melhora de produtividade no setor manufatureiro, a indústria ainda parece estar longe de retomar sua competitividade.

“O crescimento de produtividade ainda não é suficiente para compensar os problemas de competitividade da indústria”, afirmou Sacca ao comentar os números em entrevista coletiva.

O diretor acredita que o próximo passo é priorizar aumento da competitividade para que a indústria se recupere das fortes perdas ocorridas nos últimos três anos. “Além de outros fatores que esperamos que continuem sendo corrigidos, como juros mais baixos e o equilíbrio cambial”, completou.

Nível de Emprego

O levantamento da Fiesp e do Ciesp apontou ainda, uma variação negativa para o emprego no mês de maio em 0,37%, considerado os efeitos sazonais. A pesquisa revelou que nos últimos 12 meses foram fechados 30,5 mil postos de trabalho, uma queda de 1,14% no mês passado na comparação com maio de 2012.

No acumulado do ano, a indústria paulista criou 64 mil empregos, com uma variação positiva de 2,48%.

Do total de empregos gerados em maio deste ano, o setor de açúcar e álcool foi responsável pela criação de 2.176 vagas, o equivalente a uma taxa praticamente estável de 0,09% na comparação com abril. Já os outros setores da indústria de transformação geraram 1.324 postos de trabalho, ou seja, uma variação, também perto da estabilidade, de 0,05%.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 37.003 vagas. Já os outros segmentos do setor manufatureiro geraram 26.997 novos empregos.

Segundo a pesquisa, no acumulado até maio de 2007 o setor de açúcar e álcool era responsável por 64,7% das contratações. Já no acumulado até maio de 2013, o setor é responsável por 21,2% das contratações.

“O setor continua sendo mais influente nessa época do ano no nível de emprego, mas com um peso que diminui como tempo. Os indícios são de que o processo esta muito próximo do fim no que diz respeito à automação da colheita, principalmente no estado de São Paulo”, explicou Sacca.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 12 computaram alta, seis fecharam o mês em queda e quatro ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a maior alta do mês com 2,3%, o que representa a contratação de 1.108 novos empregados. Outro desempenho positivo foi o da indústria de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos, que encerrou o mês com ganhos de 1,6% ao contratar 1.110 trabalhadores em maio.

Já o emprego nas indústrias de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos e de Couros e Fabricação de Artigos de Couro, Artigos de Viagem e Calçados teve perdas no mês de 1,5% e 1,1%, respectivamente. O setor de máquinas e materiais elétricos demitiu 1.613 empregados, enquanto o segmento de artigos de couro fechou 802 postos de trabalho.

A pesquisa da Fiesp e do Ciesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 19 apresentaram quadro positivo, nove ficaram negativas e oito regiões encerraram o mês estáveis.

Matão foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 3,35% em maio, impulsionada por Produtos Alimentícios (6,54%) e Máquinas e Equipamentos (2,65%). A região de São José do Rio Preto registrou ganho de 2,37%, sob influência positiva dos setores de Coque, Petróleo e Biocombustíveis (11,08%), Produtos Alimentícios (4,07%). Santa Bárbara do Oeste subiu 1,43%, influenciado por Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (12,12%) e Produtos Alimentícios (8,88%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Jaú, que computou a queda mais expressiva do mês com 3,43%, abatida pelas perdas em Produtos de Minerais não Metálicos (-15,70%) e Produtos de Metal, Exceto Máquinas e Equipamentos (-12,12%). Indaiatuba fechou o mês com baixa de 2,65%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-44,56%) e Máquinas e Equipamentos (-2,28%). O emprego em Araçatuba caiu 0,82%, com perdas mais expressivas em Produtos de Minerais não Metálicos (-26,67%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-7,25%).

Fonte: Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – CIESP


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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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