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CSENPresidente: César Prata

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

2009 é um ano com a cara de 2007. O setor de máquinas enfrentará uma redução de 15% a 20% sobre 2008, portanto com resultados similares aos de 2007. Especificamente sobre o setor naval e offshore há um lado positivo: não houve cancelamentos de projetos. Todos os navios e plataformas em construção ou em planejamento continuam em andamento. O lado negativo são os atrasos de todas as licitações e contratos da Petrobras e da Transpetro.

E como o segmento se comportará em 2010?

O ano eleitoral deverá acelerar algumas encomendas. Acreditamos em uma elevação no volume de negócios da ordem de 10%, resultado ainda abaixo dos alcançados de 2008.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

Creio que 2012, se o governo atentar para mais conteúdo local nas obras.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

Pouco afetou se olharmos apenas o número de projetos em andamento. No entanto, a voracidade dos nossos concorrentes estrangeiros aumentou por conta da maior recessão nos seus países de origem. Outro fator importante é o cambio, que conspira contra a fabricação local.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo.

Máquinas e equipamentos brasileiros são muito competitivos se olharmos o número de horas consumidas para fazermos o mesmo produto aqui e comparando com as horas gastas no resto do mundo. Somos muito mais eficientes que os chineses. A nossa qualidade também supera a chinesa e, em alguns segmentos a americana, mas sucumbimos no custo Brasil. Hoje, exportamos cerca de 20% do que produzimos graças a nossa qualidade, não ao preço.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?
 
Tributação excessiva: temos enorme carga tributária sobre máquinas e somos o único país que tributa o investimento em uma máquina que vai produzir bens, empregos e riquezas. E como temos uma cadeia produtiva de muitas etapas, os impostos incidem várias vezes sobre nossos insumos.

Juros altos:  nossa taxa Selic, mesmo depois da forte queda, ainda está vinte vezes mais alta que os juros europeus e americano hoje. Isso afeta nossos custos de produção de máquinas pelo custo do capital de giro e, principalmente, naqueles bens de prazos longos de fabricação, onde acabamos financiando o cliente e o governo que por vezes recebe nossos impostos até antes de recebermos o pagamento do cliente.

Leis trabalhistas: nossas leis são da “Era Vargas”. São sempre pró-trabalhador em detrimento de crises, interesses nacionais, lei da oferta e procura, concorrência externa etc. E os encargos sociais e custos rescisórios são elevados.

Infraestrutura:  não há ferrovias, portos, navios de cabotagem, navegação interior, dutos, aviões e estradas suficientes para o escoamento eficiente e barato da produção. Isso encarece a atividade. Nossas comunicações e transmissão de dados são lentas quando comparadas às dos países industrializados que concorrem conosco.

Falta de isonomia: contra a importação de navios há uma enorme barreira tarifária que protege os estaleiros locais. No entanto, para se importar as máquinas que os equipam, não há barreiras. Nossos concorrentes de fora chegam sem tributos e com subsídios de seus países de origem. Por isso, somos produtores apenas de cascos. A parte inteligente, a começar pelo projeto, quase sempre vem de fora.

Câmbio: é livre, dizem. Porém, os juros altos e a forte exportação de commodities acabam provocando grande entrada de dólares que supervalorizam nossa moeda e nos colocam em desvantagem competitiva com relação ao resto do planeta.

Judiciário lento: quando um cliente não paga e o assunto vai para na justiça, é quase como se tivéssemos que transferir a dívida para um tipo de fundo perdido. Demora muito, e nem sempre se resolve.

Quais as soluções que a câmara busca para sanar esse problema?
 
O setor não está regulado. Cobramos uma política de governo. A exemplo: que concedam ao navipeças local as mesmas barreiras tarifárias já praticadas em todos os demais segmentos brasileiros, como da indústria automotiva, por exemplo; que nas compras estatais, exijam mais conteúdo local nos contratos, pois quando os fornecedores são locais, um-terço do valor dessas compras volta para o governo em impostos, sem falar no impacto social; que os financiamentos do BNDES, Banco do Brasil sejam 100% da parte nacional dos empreendimentos, deixando as importações serem financiadas pelos países de origem dos fornecedores interessados, já que não faz sentido usar dinheiro nosso para criar empregos lá fora.

O que tem sido feito para fomentar esse setor?

O BNDES tem sido um grande aliado. Podemos adquirir e vender máquinas com financiamentos de até 10 anos, com carência de até 2 anos e com juros anuais de 4,5%.  Isso já foi feito, está em vigor e creio que foi a principal conquista do setor.

Comente o que mais considerar pertinente sobre o setor.

Todas as atividades ligadas ao petróleo no Brasil têm uma perspectiva razoável sob o ponto de vista do volume de negócios nos próximos 20 ou 30 anos. Essas boas previsões, todavia, contrastam com a possibilidade de fortes importações de máquinas e equipamentos por conta do câmbio e do custo Brasil, e com prováveis atrasos nas obras, que diluirão encomendas ao longo de períodos maiores que os anunciados em palanques. E por falar em palanques, não me parece que este governo queira ainda discutir ou tratar assuntos estruturais polêmicos. Sinto um certo clima de “fim de festa” nos interlocutores que estão no poder há quase dois mandatos. Os últimos governos que se sucederam calcaram suas gestões sobre os mesmos pilares de juro alto, dólar baixo e máquina governamental cada vez mais pesada. O resultado dessas políticas fez com que o país se desindustrializasse gradativamente ao longo dos últimos 25 anos, e se tornasse o grande produtor e exportador de commodities que é hoje. Não houve nem o cuidado de cobrar contrapartida, geração de empregos e riquezas daqueles que exploram jazidas do nosso subsolo. Essas atividades, tanto em minério como em petróleo, são finitas, impactantes, não sustentáveis e por isso deveriam deixar forte legado em atividades substitutas a elas mesmas, já que um dia acabarão…e em educação, infraestrutura e defesa, por exemplo. Essas mesmas commodities ao serem exportadas provocam forte entrada de dólares, que derrubam sua cotação e tornam nossa produção de máquinas locais ainda mais desinteressante. O que queremos ser? Um México, que exporta petróleo e vende mão de obra na fronteira americana, ou uma Alemanha, que não tem um pingo de petróleo mas tem uma fortíssima indústria? Ao olharmos Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, desses países não deveríamos ter dúvidas. Se tivermos a sorte de saber eleger bem nossos próximos governantes e se eles tiverem a visão de futuro que precisamos, seremos novamente a quinta ou  sétima potência industrial do mundo como já o fomos nos anos 80.

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Presidente: Ricardo Berg

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

Foi um ano difícil para toda a economia e todo o setor produtivo. As ferramentas usadas diretamente na indústria sofreram mais, enquanto aquelas utilizadas em outros ramos, como construção civil e agricultura, menos. Mas no geral todos os segmentos registraram quedas. Até o fim do ano a variação deve ficar negativa em 17%.

E como o segmento se comportará em 2010?

Deve haver uma melhora, mas não muito significativa. Alguns segmentos melhorarão mais que outros.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano? 

Em 2012.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento? 

Bastante. Pela própria crise (redução das atividades/exportações), bem como a atual situação do Brasil de estar em melhores condições que o resto do mundo, vários fabricantes estão entrando para distribuir seus produtos no nosso mercado.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo. 

A balança comercial não esta favorecendo o produto fabricado no nosso país. Mesmo países de primeiro mundo, como Alemanha e Estados Unidos, já estão com preços muito competitivos no Brasil.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje? 

Uma política tributária que não onere os investimentos ou a mão de obra!

Quais as soluções que a câmara busca para sanar esse problema? 

Pressão junto aos dirigentes do nosso país.

Quais os próximos passos para sustentação do segmento? 

Estamos normatizando junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, todos os produtos fabricados por nossos associados. Com essa ação pretendemos criar um nível de qualidade para o produto nacional, sempre focado na segurança do usuário.

O que tem sido feito para fomentar esse setor? 

Tudo o que está sendo feito pelo governo para aquecer a economia atinge nosso setor: construção civil, agronegócio, indústria etc. Um setor organizado e bem representado faz isso com mais precisão. 

Comente o que mais considerar pertinente sobre o setor. 

Precisamos mudar a identidade do nosso país de exportador de commodities; hoje exportamos a soja em vez do óleo de soja; exportamos o grão do café e não o café pronto para consumo; exportamos o aço/minério de ferro em vez da ferramenta acabada. Temos muitos brasileiros para empregar antes de importar.

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CSVI-  Pedro LucioPresidente: Pedro Ariovaldo Lúcio

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

Vendas abaixo de 2008; dentro do setor temos algumas empresas que hoje têm grande dependência da Petrobras; outras empresas que não têm a Petrobras como cliente estão tendo dificuldades em se manter; o setor como um todo registrou queda de 50%.

E como o segmento se comportará em 2010?

O setor ainda esta muito dependente de projetos da Petrobras e dos setores de açúcar e álcool, papel e celulose, siderúrgico, dentre outros; é difícil fazer uma projeção, pois, mesmo com a crise mundial, o Brasil começa a funcionar depois do Carnaval.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

2008 foi um ano fora da curva, o mundo estava acelerado. Acredito que os próximos anos serão mais planejados. 2010 será um ano de eleições e tudo pode acontecer. Será um ano que temos que aproveitar o que nos for imposto, como Plano de Aceleração do Crescimento, PAC, pré-sal etc.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

Em todos os pontos: houve muitas demissões, a Petrobras nos obrigou a conceder descontos que não tínhamos condições, o câmbio ficou impraticável, as importações de válvulas da China aconteceram em grande escala, fabricantes do setor começaram a importar da China.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo.

Existe o “cartel do aço no Brasil”, pois aqui é 50% mais caro do que o importado; as indústrias do setor que produzem no país estão no mesmo patamar de preços, não havendo concorrência desleal; o grande fantasma da indústria de válvulas no Brasil é a China; entre fabricantes e distribuidores de válvulas somos 150 no Brasil, enquanto na China chegam a 5 000.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?

Falta de isonomia, câmbio baixo, altas taxas tributárias, custo elevado sobre a mão de obra. E caso seja aprovado o projeto de lei de 40 horas semanais, espere demissões e muitos empresários fazendo parceria com os chineses.

Quais as soluções que a câmara busca para sanar esse problema?

Manutenção da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados, IPI, isonomia e não aprovação das 40 horas semanais.

Quais os próximos passos para sustentação do segmento?

De novo a manutenção da isenção do IPI, a Petrobras manter o que vem prometendo (comprar 60% de equipamentos no Brasil) e conseguirmos o que estamos buscando, por meio da Abimaq, no governo.

O que tem sido feito para fomentar esse setor?

Redução do IPI, oferta de crédito e compras pela Petrobras de 60% dos equipamentos no Brasil.

No tocante a novas políticas e a regulamentação para o setor, o que tem sido feito?

A Petrobras criou uma norma, a NBR15827, para proteger a qualidade dos produtos fabricados no Brasil e que deverá ser estendida aos estrangeiros. Isso deverá criar algumas dificuldades para os importadores chineses.

Comente o que mais considerar pertinente sobre o setor.

Nosso setor emprega direta e indiretamente cerca de 50 000 pessoas. Mas se continuar sofrendo com as importações de válvulas chinesas, se a carga tributária não for corrigida, se as 40 horas semanais for aprovada, se a Petrobras continuar comprando da China, o segmento será reduzido e os poucos que ficarem terão que fazer parceria com algum chinês.

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Presidente: Carlos Gaigher

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

Provavelmente o setor ficará abaixo de 2008, porém já temos boas perspectivas para 2010, inclusive com um bom volume de pedidos em carteira para o próximo ano.

E como o segmento se comportará em 2010?

O que tudo indica é que em 2010 já sentiremos reflexos da retomada que está acontecendo neste ano, mas os investimentos ainda não estão totalmente liberados, conforme planejado, o que deve acontecer de maneira mais importante a partir do ano que vem.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

Se tudo continuar caminhando bem, com os investimentos públicos em marcha e sem surpresas, talvez 2011 seja um bom ano.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

A crise afetou a todos da mesma maneira: contenção dos investimentos, redução das despesas, falta de liquidez e expectativa de paralisação da economia. Mas com certeza outros segmentos foram bem mais afetados como, por exemplo, as montadoras.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo.

O segmento de vedações no Brasil tem players globais com alta tecnologia e estrutura bastante competitiva para fornecimento aos usuários finais e OEMs locais, bem como Mercosul e demais países.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?

Imagino que para todos o maior problema é a carga fiscal.

Quais as soluções que a câmara busca para sanar esse problema?

Busca a revisão das classificações com um planejamento tributário e também atuar por meio da Abimaq de forma organizada junto ao governo, pois a entidade detém experiência na condução desses assuntos, tendo tido ao longo dos anos bons resultados.

Quais os próximos passos para sustentação do segmento?

O desenvolvimento tecnológico é cada vez mais importante e a troca de conhecimento não só dos produtos, mas dos diferentes segmentos de mercado para aplicação dos nossos produtos e tecnologia.

Comente o que mais considerar pertinente sobre o setor.

Acredito que cada vez mais as políticas que visam a preservação ambiental, a manutenção dos nossos recursos naturais e a segurança das atividades consideradas criticas demandaram mais e mais da indústria de vedação, e esse desafio já esta sendo vencido porque a cada ano vemos novos desenvolvimentos que buscam eficiência e competitividade.

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CSMAMPresidente: Frank Bender

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

Os fabricantes de equipamentos para movimentação e armazenagem, assim como a quase totalidade de empresas de máquinas e equipamentos associadas a Abimaq sofreram um grande baque em 2009 no que se refere à entrada de pedidos e consequentemente queda de faturamento. A crise financeira mundial impactou fortemente nosso segmento no primeiro semestre. A partir do segundo semestre foi sentida forte recuperação, principalmente para os fabricantes nacionais devido ao beneficio do Finame. Acredito que o mercado total de 2009 para equipamentos de movimentação será cerca de 50% menor que de 2008, que foi o melhor ano histórico do segmento.

E como o segmento se comportará em 2010?

Para 2010 esperamos que o mercado de empilhadeiras continue crescendo, algo em torno de 10% comparado a 2009, mas ainda estaremos longe dos níveis de 2008.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

Mundialmente se fala em 2015, mas no Brasil acreditamos que já atingiremos os mesmos níveis de 2008 já em 2012. 

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

Como já disse, o mercado de máquinas para movimentação e armazenagem sofreu muito mundialmente durante a crise. Fabricantes de máquinas já sabem que este é um segmento que historicamente reage mal em períodos de crises. Isso já ocorreu em diversas crises ou guerras mundiais, como por exemplo a crise mundial do petróleo, guerra do golfo, apagão de energia no Brasil, bolha da internet etc, mas nunca se havia observado uma queda de mercado tão grande como ocorreu durante a crise financeira mundial. Desta vez estamos falando de uma queda brusca de 50% de mercado de um ano para o outro.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo.

A Abimaq luta muito para que o empresário brasileiro, e neste caso me refiro aos fabricantes de máquinas e equipamentos nacionais, tenha isonomia em relação aos nossos concorrentes fabricantes de máquinas de outros países. Se tivéssemos condições de competir de igual pra igual com nossos concorrentes estrangeiros (juros, acesso ao crédito, câmbio supervalorizado, carga tributária), poderíamos afirmar que seríamos extremamente competitivos. Fala-se muito em fabricantes chineses, preços baixos etc, mas é certo que se um fabricante chinês ou de outro país qualquer tivesse que se instalar no Brasil, ou melhor, tivesse que trabalhar com as mesmas condições que as empresas instaladas aqui, também seriam muito menos competitivas . 

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?

Certamente os maiores problemas para o setor de máquinas e equipamentos são: falta de crédito, juros altos cobrados pelos bancos brasileiros, carga tributária e câmbio valorizado. Esse conjunto de problemas, dentre outros, impede que os fabricantes de máquinas e equipamentos de forma geral consigam competir no mercado externo.

Quais as soluções que a câmara busca para sanar esse problema?

Na verdade esse desafio não é só da nossa câmara, mas da Abimaq como um todo, já que é um problema que afeta todo o segmento de bens de capital. A entidade vem realizando um excelente trabalho nesse sentido e já contabilizou grandes conquistas, como novas linhas de financiamento para os associados, incentivo do governo em investimentos em máquinas como o Finame, Leasing, Finame Agrícola, redução da alíquota do IPI etc. A Abimaq também já conquistou seu espaço no conselho de desenvolvimento econômico e social, onde defende os pleitos do setor em geral e das empresas associadas em particular.

Quais os próximos passos para sustentação do segmento?

Acreditamos que o segmento de máquinas para movimentação e armazenagem ainda deverá crescer muito no Brasil, pois se compararmos o nosso PIB com o de outros países, bem como o mercado de máquinas do Brasil em relação aos mesmos países, concluiremos que ainda há muito espaço para avançar. Ainda há muita movimentação e armazenagem de material feita de maneira totalmente não profissional, insegura e não competitiva. E esse é nosso grande desafio: ajudar nossos clientes a melhorar cada vez mais sua competitividade com a mecanização dos seus processos de movimentação e armazenagem.

O que sido feito para fomentar esse setor?

A cada ano que passa existem novas feiras de logística regionais aparecendo no Brasil, bem como novos canais de informação de mídia eletrônica e impressa, o que ajuda muito na divulgação de qualquer segmento que seja. Além disso, as empresas do segmento se esforçam muito no intuito de divulgar, ensinar e demonstrar os benefícios de se movimentar e armazenar materiais de forma correta em relação ao aumento de competitividade, produtividade, segurança etc.

No tocante a novas políticas e a regulamentação para o setor, o que tem sido feito?

Estamos nos reunindo periodicamente na Abimaq para tentar avançar no quesito regulamentação para o setor de máquinas e equipamentos para movimentação, com uso adequado dos equipamentos, normas de emissão de gases em ambientes fechados, manutenção adequada dos equipamentos etc.

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Presidente: Wilson Miguel CarnevalliCSMAIP

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

Alguns segmentos do setor estão com a demanda bastante elevada, chegando a superar os altos níveis de 2008. Outras áreas apresentam recuperação mais lenta devido aos mercados finais atendidos que ainda não reagiram.

E como o segmento se comportará em 2010?

A expectativa para 2010 é a melhor possível em função da recuperação mais rápida da economia brasileira em relação às demais, dos níveis de investimentos diretos no país e também das eleições programadas para o ano que vem, as quais sempre geram um volume de investimentos interessantes por parte do governo.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

Como dito anteriormente, alguns setores apresentam em 2009 volume de negócios bastante superior aos níveis de 2008. Em outros setores da indústria do plástico, a reação dependerá muito da evolução dos mercados/clientes finais para os quais as máquinas e equipamentos se destinam, políticas de incentivo do governo para a concessão de crédito, corte de impostos e volume de investimentos diretos e indiretos no país.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

Afetou muito. O volume de negócios teve uma queda acentuada no último trimestre de 2008 e primeiro trimestre de 2009. A recuperação se iniciou de forma gradativa a partir do segundo semestre de 2009.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo.

No mercado interno, por conta da crise, muitas empresas precisaram fazer cortes brutais de custos para se adequar a uma demanda menor. Com menos negócios, os preços dos equipamentos também sofreram queda gerando margens mais apertadas para as empresas de uma maneira geral. Para o mercado externo observamos que a competitividade das empresas exportadoras de máquinas está sendo bastante prejudicada devido à valorização do real perante o dólar.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?

Em alguns segmentos da indústria plástica de máquinas/equipamentos observamos uma forte concorrência dos asiáticos com baixíssimos preços e qualidade muito inferior comparada à indústria nacional. Temos também o exemplo do lobby que é feito por alguns outros segmentos contra a utilização das sacolas plásticas exigindo a substituição e/ou redução expressiva do consumo das mesmas.

Quais as soluções que a câmara busca para solucionar esse problema?

A CSMAIP participa em conjunto com a ABDI/MDIC de um projeto intitulado “Fórum de Competitividade da Cadeia Plástica”, fórum este que busca novas tecnologias, desoneração de impostos e renovação do parque industrial brasileiro por meio de incentivos para os fabricantes de bens de capital enfrentarem as demandas.

Quais os próximos passos para sustentação do segmento?

Renovação do parque industrial por meio de substituição sistemática das máquinas com tecnologia ultrapassada e reciclagem dos profissionais envolvidos nos processos fabris.

O que tem sido feito para fomentar esse setor?

Ações coordenadas pela Abimaq e pela câmara em conjunto com toda a cadeia produtiva do setor, como Finame com taxas reduzidas, apoio à exportação por meio de ações combinadas com o governo em com a APEX, proteção governamental contra dumping, importações fraudulentas e de produtos asiáticos de baixa qualidade.

No tocante a novas políticas e a regulamentação para o setor, o que tem sido feito?

Em parceria com INMETRO, pretendemos estabelecer uma regulamentação que abranja todos os envolvidos na venda/compra de BK, não só obrigando a indústria nacional a cumprir as normas, como também as importadas que ficam praticamente isentas por falta de fiscalização mais efetiva.

Comente o que mais considerar pertinente sobre o setor.

A conclusão efetiva das ações do Fórum de Competitividade da Cadeia do Plástico em desenvolvimento com MDIC.

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CSMOTORESPresidente: Maurício Niel

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

Também fomos afetados pela crise financeira internacional. Nos primeiros meses do ano o impacto foi maior. Felizmente, no mercado interno as vendas começaram a se recuperar. Entretanto, não atingiremos o mesmo volume vendido no ano passado. Como exportamos para a América Latina, Estados Unidos e Europa, nossas vendas para o mercado externo foi muito prejudicada.

E como o segmento se comportará em 2010?

Estamos apostando que em 2010 as vendas para o mercado interno sejam quase iguais as de 2008. Nossa estimativa se prende ao fato do mercado agrícola ter voltado a crescer. Além disso, a demanda, por exemplo, de grupos geradores, em função do aquecimento da economia brasileira, com certeza aumentará também a demanda por motores.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo.

Hoje, somos muito competitivos uma vez que produzimos motores estado-da-arte, cuja plataforma permite que atinjam a especificação Tier 4. Como os motores industriais no Brasil terão que obedecer a especificação Tier 2 em 2011, aqueles OEMs que usam e os que selecionarem motores brasileiros não terão que fazer nenhuma mudança nos seus projetos.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?

O maior problema enfrentado hoje é a infraestrutura oferecida pelo país, que está sendo melhorada com as obras do Plano de Aceleração do Crescimento,PAC.

Quais as soluções que a câmara busca para sanar esse problema?

Na câmara, a despeito do progresso brasileiro na área de infraestrutura, este tema deve continuar sendo acompanhado com atenção. A câmara fará avaliações relativas à tributação diferente para motores que hoje competem com motores de geração ultrapassada.

Quais os próximos passos para sustentação do segmento?

Abertura de novos mercados e maximização do setor pelas avaliações setoriais e possibilidades de aumento de investimentos na infraestrutura do país.

O que tem sido feito para fomentar esse setor?

Monitoramento do mercado e estudos de viabilidade para implementação de novos programas relativos ao comércio exterior e projetos especiais brasileiros.

No tocante a novas políticas e a regulamentação para o setor, o que tem sido feito?

Estamos implementando uma estatística setorial e revisando normas internas para serem utilizadas no âmbito nacional.

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Presidente: Antonio Carlos BonassiCSMR

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

Definitivamente, o ano de 2009 foi muito ruim quando comparado com 2008, entretanto, convém ressaltar que o ano passado foi atípico para o setor de máquinas rodoviárias, pois as vendas no mercado doméstico estavam superaquecidas e as exportações vinham somando recordes consecutivos. Com o advento da crise, depois de setembro do ano passado, o setor foi um dos que mais sofreram, principalmente aqueles fabricantes que têm o Brasil como sua base exportadora. As quedas foram violentas, com ajustes no quadro de pessoal, layoffs e outras medidas amargas, mas necessárias, para adequar a mão de obra à redução no volume de produção. Depois de um início de ano extremamente preocupante, as exportações ensaiaram uma ligeira retomada a partir de março, mas os números de setembro apontam uma queda nas exportações da ordem de 72% quando comparados com o mesmo período do ano passado. Por outro lado, o mercado doméstico não foi tão afetado quanto o externo, apresentando uma redução de 21% no volume de vendas no mesmo período do ano passado. Até o final do ano, a tendência desses números é não se alterarem tanto. O volume de exportação continua muito reduzido e as perspectivas de negócios no Brasil são muito boas.

E como o segmento se comportará em 2010? 

É difícil fazer prognósticos positivos ou negativos. Ao que tudo indica, existem boas perspectivas para o setor no mercado brasileiro. Temos pela frente as obras do Plano de Aceleração do Crescimento, PAC, anunciado pelo governo federal, que certamente ajudarão todo o setor. Atualmente, essas obras não estão acontecendo na mesma proporção em que estão sendo anunciadas, entretanto, acreditamos que o PAC decolará até o fim deste ano e durante 2010. O setor está aquecido, mas as obras estão sendo alavancadas em grande parte pela iniciativa privada. Além disso, o ano que vem é ano de eleições, o que pode incrementar vendas ainda neste ano e no próximo. Temos ainda muito trabalho de infraestrutura a fazer para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. Portanto, as perspectivas para o Brasil são excelentes. Já as exportações não apresentam perspectivas tão favoráveis. Mercados maduros como Europa, Estados Unidos e Japão não estão consumindo máquinas com o mesmo entusiasmo dos anos anteriores e, embora acenem com alguma reação, temos consciência de que os volumes serão bem inferiores aos do ano passado. A retomada deve ser lenta nos dois próximos anos.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

Diante do que já foi comentado nas questões anteriores, acho muito difícil voltarmos aos mesmos volumes de 2008. Embora haja muito trabalho de infraestrutura a ser feito no Brasil e na América Latina, nossos mercados naturais, os mercados maduros que consomem grandes volumes de máquinas, não reagirão tão cedo. Arriscaria dizer que serão necessários mais dois ou três anos até atingirmos patamares próximos ao de 2008.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

Por se tratar de uma crise mundial sem precedentes, o setor de máquinas rodoviárias foi um dos que mais sofreu e a retomada tem acontecido num ritmo muito lento, bem abaixo do que podíamos imaginar. Aliado a toda essa queda de produção, o câmbio não tem sido nem um pouco favorável, ou seja, o baixo volume que estamos exportando, está bastante comprometido. A boa notícia é que o mercado doméstico tem se mantido em ascensão e com as atrativas taxas de juros do BNDES os negócios têm se concretizado.

Fale sobre a competitividade do setor no mercado interno.

Particularmente sou muito favorável ao livre-comércio, desde que seja em condições iguais. No Brasil, por exemplo, enfrentamos a invasão de produtos de qualidade e segurança duvidosas, com pós-venda inexistente e sem controle algum de emissões de poluentes, uma vez que nosso setor não é regulamentado quanto a emissões de poluentes e muito menos de ruídos. Entretanto, a grande maioria dos fabricantes nacionais exporta para mercados que possuem as mais rígidas exigências ambientais. Portanto, podemos dizer que a tecnologia já está desenvolvida e junto com ela uma série de características que coloca nossos produtos em pé de igualdade com os feitos em paises desenvolvidos. O que quero dizer com isso é que, se não houver uma regulamentação no Brasil nos próximos meses, corremos o risco de enfrentar uma concorrência desleal de produtos obsoletos e extremamente poluidores, que vêm conquistando significativa participação de mercado em alguns segmentos, o que pode comprometer, inclusive, a indústria nacional.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?

É difícil responder a essa pergunta escolhendo apenas um problema, uma vez que temos enorme gama deles. Um dos grandes fantasmas do setor para quem exporta, por exemplo, é o câmbio que não tem sido nada favorável e apresenta um cenário cada vez mais preocupante. O que temos feito é administrar nossos custos, mas vai se chegar num ponto em que o governo deverá também entrar em ação, atuando no custo Brasil. Um bom começo para essas ações poderia ser a desoneração da folha de pagamento que tem uma incidência de tributos espantosa quando comparada com outros países do mundo. Também nossa cadeia de fornecedores tem enfrentado muitos problemas, o que nos afeta diretamente, devido ao alto custo de captação de recursos. E para ficar somente em alguns exemplos, cito ainda o alto preço do aço, nossa principal matéria-prima. Convém ressaltar que, no Brasil, pagamos o maior preço do mundo e isso tem afetado nossa competitividade, aumentando nossos custos, colocando os fabricantes nacionais em pé de desigualdade com fabricantes de Estados Unidos, Europa e, principalmente, os asiáticos.

Quais as soluções que a câmara busca para solucionar esse problema?

Quanto ao câmbio, pouco podemos fazer, a não ser lutarmos para que as reformas sejam implementadas. Já com relação ao aço, no ano passado, a Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias trabalhou com a diretoria da Abimaq e apresentou ao governo um pleito para redução de alíquota de importação de 14% para 2% nas chapas grossas e fomos prontamente atendidos. Essa redução de alíquota ajudou o setor a reduzir alguns impactos. Embora a alíquota de importação tenha retornado aos 14% em meados deste ano, esse assunto ainda permanece em nosso radar e hoje os ministros Miguel Jorge e Guido Mantega já acenam com a possibilidade de retornar à alíquota de 2% na importação de chapas grossas. 

O que tem sido feito para fomentar esse setor?

Um grande alento para o setor de máquinas e equipamentos no Brasil foi o atendimento por parte do governo do pleito de redução das taxas de juros para os financiamentos Finame, por exemplo. Com taxas de 4,5% ao ano, o volume de negócios tem aumentado, colocando o Brasil fora da zona de turbulência da crise mundial. Infelizmente esse benefício se estende somente até o fim do ano, mas já foi um grande passo dado. Uma outra bandeira que o setor de máquinas rodoviárias tem levantado é quanto à depreciação acelerada, sem prejuízo da depreciação normal, o que pode estimular investimentos em máquinas novas, com renovação e modernização da frota pelos nossos clientes. 

No tocante a novas políticas e a regulamentação para o setor, o que tem sido feito?

A Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias trabalha na reivindicação de regulamentação de emissões desde 2004. A proposta, consenso entre os fabricantes, foi recentemente entregue ao Ibama e ainda neste ano devemos ter novidades com relação ao tema. Em paralelo, a Abimaq tem feito um trabalho muito próximo com o governo no sentido de se implementar uma reforma na política industrial e tributária, o que pode ajudar, e muito, nosso setor.

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Presidente: Marcelo Borges LopesCSEI

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

O setor de irrigação deverá encerrar o ano de 2009 com queda no faturamento da ordem de 25% a 30% perante o ano anterior. Trata-se de um valor médio, pois os diferentes segmentos da indústria (irrigação mecanizada, irrigação localizada, irrigação por aspersão convencional, irrigação por carretel enrolador) deverão apresentar índices de retração distintos em função do comportamento dos mercados e culturas a que se destinam, com variações entre 15 % e 65 %.

E como o segmento se comportará em 2010?

De uma forma geral, existe uma percepção e expectativa favoráveis em função das perspectivas de superação da crise financeira nos mercados centrais da Europa e dos Estados Unidos, o que pode elevar a demanda e preços das principais commodities agrícolas. Um aspecto preocupante é a firme sobrevalorização do Real, que afeta a receita gerada pelos principais itens da pauta de exportação agrícola, deprimindo a renda e a capacidade de investimento dos produtores.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

Provavelmente isso ainda não ocorrerá de forma generalizada no setor agrícola em 2010, embora se acredite em crescimento sobre 2009. Mantidas as condições de recuperação da economia global, da demanda e das condições de crédito, cremos ser factível que isso ocorra a partir de 2011.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

Houve comportamentos distintos no que se refere aos investimentos no setor agropecuário, especificamente em agricultura irrigada. Grandes produtores com atividade baseada no cultivo de grãos, agroindústria e fruticultura de exportação retraíram significativamente devido à contração dos mercados, preços e escassez de crédito. Produtores especializados de pequeno e médio portes, notadamente voltados à produção de hortaliças e fruticultura para o mercado interno, não foram atingidos com a mesma intensidade. Impacto muito forte foi observado no setor sucroalcooleiro, onde a demanda de equipamentos de irrigação (tanto para irrigação quanto para aplicação de vinhaça) caiu para menos da metade do período anterior, tanto pela suspensão de novos investimentos quanto pela difícil situação de crédito e rentabilidade observada nas unidades produtivas existentes.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo.

Em geral, o setor de equipamentos de irrigação no país não tem perfil exportador, salvo situações específicas. A maior parte das empresas possui unidades em outros países, e as bases locais prioritariamente se dedicam ao mercado interno. Isso posto, pode-se afirmar que o atual nível do câmbio dificulta bastante a exportação de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil, ainda que para países geograficamente próximos e integrados a tratados de redução tarifária ou livre-comércio.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?

Seguramente as dificuldades para obtenção de licenciamento ambiental e outorga de água para implantação de novos projetos de irrigação. A complexidade, a desinformação e a morosidade do processo em muitos casos desestimulam o produtor, que acaba adiando o investimento. Em segundo lugar, observam-se, em muitos casos, dificuldades de contratação das linhas de crédito disponíveis para investimento em equipamentos de irrigação, muitas vezes por falta de agilidade e comprometimento do agente financeiro, além de falta de documentação hábil por parte do produtor que recorre ao crédito. Isso acaba dificultando e retardando o processo, fazendo com que os recursos alocados não sejam utilizados da forma desejável e necessária. Cabe ressaltar também a falta de prioridade dada pelo governo federal ao tema da agricultura irrigada, cujas políticas são frágeis e desarticuladas, com evidentes prejuízos ao setor. Inexiste um órgão central que responda pelas políticas públicas necessárias à estruturação do setor, o que resulta em conflitos de responsabilidade e falta de liderança que impulsione a atividade de forma sustentada.

Quais as soluções que a câmara busca para solucionar esse problema?

A CSEI tem atuado de forma permanente em todos os fóruns (ministérios, secretarias, agências e órgãos oficiais etc), buscando esclarecer sobre os benefícios estratégicos, econômicos e ambientais do uso adequado dos sistemas de irrigação na agricultura. Da mesma forma, tem buscado sensibilizar as várias instâncias dos governos sobre a importância de dar ao tema um tratamento prioritário e estratégico, que permita de fato estabelecer as condições para alavancar a atividade da agricultura irrigada dentro de uma política agrícola abrangente e duradoura.

Quais os próximos passos para sustentação do segmento?

A contínua mobilização do setor em relação aos aspectos acima, focalizando na necessidade de esclarecer a sociedade sobre os benefícios da agricultura irrigada, identificando essa tecnologia como solução e não como problema às causas da preservação ambiental, na medida em que proporciona maior produção em menor área explorada. E, na medida em que essa visão se consolide, o desenvolvimento futuro da atividade no país se dará de forma irreversível e duradoura.

No tocante a novas políticas e a regulamentação para o setor, o que tem sido feito?

A CSEI tem participado de todas as iniciativas que visam acelerar o processo de votação no Congresso Nacional da Lei de Irrigação, que institui o Plano Nacional de Irrigação, e que se arrasta há vários anos sem que o processo tenha sido concluído. Uma dessas instâncias é o recém-instalado Fórum Nacional da Irrigação, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional, por meio de atuação coordenada com a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem e demais entidades representativas do agronegócio brasileiro. Esse instrumento legal deverá constituir-se na base para direcionar as atividades do setor, portanto trata-se de prioridade absoluta neste momento.

Comente o que mais considerar pertinente sobre o setor.

Apenas informar que todos os dados disponíveis sobre as projeções de necessidade de alimentos, fibras e biocombustíveis no futuro, realizadas por organismos internacionais, somente poderão ser atendidas com o uso de tecnologia que permita produzir mais com menor uso das terras (ganhos de produtividade), sendo que a irrigação desempenha papel preponderante nesse cenário. Sabe-se que, no Brasil, conforme dados divulgados em 2004 pela Agência Nacional de Águas, ANA, 5 % da área irrigada no país correspondem a 16% do valor físico e a 35 % do valor econômico da produção. Não se vislumbra possibilidade de atendimento dessas necessidades de aumento de produção por meio da expansão das fronteiras agrícolas, o que seria absolutamente insustentável do ponto de vista ambiental.

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CSMATPresidente: Valdir Schick

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

O setor de máquinas têxteis iniciou 2009 com poucos pedidos, mas a partir do primeiro trimestre começou a melhorar, de maneira lenta, mas consistente. Até o fim do ano, esperamos fechamento positivo para o setor.

E como o segmento se comportará em 2010?

Em 2010, as perspectivas são boas com a possibilidade de as empresas do segmento adquirir equipamentos novos e mais produtivos para enfrentar a alta na demanda.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

2008 foi um bom ano para a indústria têxtil, mas não para o setor de máquinas têxteis. Já 2009, com o Finame mais barato, a indústria começou a comprar.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

Afetou nas exportações dos produtos têxteis, não tanto no setor de máquinas. Lógico que num primeiro momento houve um impacto negativo, superado com trabalho e criatividade do empresário brasileiro. Estará à frente do mercado, tanto interno como externo, quem investir em tecnologia, qualidade, capital intelectual e pós-venda. Isso tudo com certeza trará produtividade, dando ao fabricante condições de praticar preços melhores que a concorrência.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?

Os problemas enfrentados são muitos: alta carga tributária, dólar em um patamar muito baixo, facilitando as importações e dificultando a exportação, além disso ainda temos o produto têxtil chinês entrando a preços aviltantes somado a importações duvidosas.

Quais as soluções que a câmara busca para solucionar esse problema?

Continuaremos pedindo isenção ou a redução do ICMS e verificando importações duvidosas.

Quais os próximos passos para sustentação do segmento?

Acreditamos que tendo uma solução viável para os problemas acima mencionados, daremos um enorme passo para a sustentação do setor de máquinas e acessórios têxteis.

No tocante a novas políticas e a regulamentação para o setor, o que tem sido feito?

A iniciativa do governo via BNDES de reduzir os juros do Finame deu uma enorme alavancada no setor de máquinas como um todo, permitindo investimentos dos nossos clientes, e do setor, com máquinas novas mais produtivas. Essa medida de juros baixos não poderia terminar no fim deste ano. Deveria ter um tempo bem maior para criar desenvolvimento sustentável, o que seria muito bom para o país.

Comente o que mais considerar pertinente sobre o setor.

Temos que investir em máquinas, tecnologia, produtividade. Esta é a hora, lembrando que teremos Copa do Mundo e Olimpíadas. Esses dois eventos de nível mundial serão ótimos para o nosso setor, pois teremos uma grande demanda de produtos esportivos.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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