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mundo*Por Giovanna Cappellano

Não é a novidade que o meio ambiente pede socorro. E no mês em que é comemorado o Dia da Amazônia e o Dia da Árvore, devemos refletir sobre a importância dessas duas datas que voltam nossos olhares sobre a responsabilidade que todos nós temos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o sexto Panorama Ambiental Global de 2019 alerta que o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, ou mesmo até 2050, e que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050.

Outro dado lastimável: o relatório afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século. Por outro lado, o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, e é neste ponto que quero tocar.

Nesse sentido, acredito que as indústrias brasileiras precisam ter uma postura proativa na conservação de recursos genéticos da biodiversidade brasileira e na atuação com as comunidades que habitam as regiões, envolvendo-as no fomento e na valorização do trabalho local de modo a garantir a sustentabilidade. E em tempo de pandemia onde estamos todos olhando para dentro de casa, é inevitável que as empresas façam o mesmo.

O Grupo realiza inúmeros esforços visando minimizar sua pegada. Trabalha ativamente por práticas como economia circular, reuso de água e logística reversa, além de termos sido a primeira indústria do setor químico da América Latina a emitir títulos verdes. Podemos destacar que por razão da inauguração da Planta de Clorito de Sódio, em Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo, inaugurada em 2019, evitamos a emissão de 1.292,75 tCO2e, já que antes o produto era importado da China.

Também nos associamos este ano ao Benchmark Club do CDP nos temas Mudanças Climática e Segurança Hídrica, no intuito de trazer as melhores práticas do mercado para dentro de casa, e compartilhar um pouco da nossa expertise.

O CDP é uma organização sem fins lucrativos e uma das maiores referências no mundo quando se trata de captação, estudo e disponibilização de dados nestes temas.

Atualmente, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal, o que ameaça o equilíbrio ambiental global, prejudica a imagem do Brasil e impacta negativamente a economia do país.  Neste sentido, apoiamos publicamente o documento 10 Princípios Empresariais para uma Amazônia Sustentável, lançado pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, CEBDS, Instituto ETHOS, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Sistema B e Instituto Arapyaú, que tem como objetivo se tornar um movimento do setor empresarial brasileiro para a construção de propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia no caminho para a COP-25 e além.

No dia a dia da Concepta Ingredientsuma das nossas unidades de negócios, temos como objetivo desenvolver soluções naturais e tecnológicas com foco nas indústrias de alimentos saudáveis, naturais e orgânicos, mas sempre de modo a incentivar as cadeias agroflorestais e extrativistas que valorizam a floresta em pé e forneçam alternativas viáveis de produção e obtenção de renda para as comunidades produtoras, por meio do trabalho com produtos de origem na sociobiodiversidade, evitando assim o desmatamento e a consequente emissão de gases do efeito estufa.

Com essa forma de atuar, já podemos comemorar a conquista de resultados expressivos como ter 295 produtores rurais envolvidos diretamente no processamento e coleta das cadeias de valor, preservando 237 hectares de floresta nativa certificada orgânica por incentivo direto da empresa, o que representam cerca de 256 campos de futebol, e ter mais de75% dos fornecedores certificados orgânicos para nossa linha de Óleos Exóticos.

Um outro exemplo que evidencia como é possível promover a atividade industrial e ao mesmo tempo envolver as comunidades brasileiras para preservar os recursos naturais nativos do país é o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade®, um sistema de colaboração participativa com comunidades e associações regionais que garante a rastreabilidade completa de matérias-primas provenientes da Floresta Amazônica e de outros biomas brasileiros. Mantido pela Beraca, unidade de negócio do Grupo Sabará, as ações previstas promovem mudanças substanciais na vida das famílias envolvidas.

A atividade é conduzida hoje em dia em doze Estados do país, beneficia 2.500 famílias diretamente de 105 núcleos comunitários, envolve mais de 255 mil hectares com certificação orgânica e recebe, por parte da empresa, mais de R$ 8 milhões em investimento para a manutenção do Programa.

Mas não são apenas grandes investimentos que fazem a diferença. Participar de outras causas já existentes é um ótimo passo. Nesse sentido, somos parceiros do Programa Mundo Limpo Vida Melhor, que existe no estado de Pernambuco há 11 anos, e que tem como objetivo a coleta de óleo de fritura usado para reutilização no processo de fabricação de sabão em barra. Entre os resultados, temos como benefícios a redução no consumo de recursos naturais, evitar o descarte inadequado do resíduo no meio ambiente além da contaminação de recursos hídricos e ainda contribuir com recursos financeiros para o Hospital Público local.

Com essa análise, quero mostrar que empresas de qualquer porte possuem condições de se engajar, e consequentemente envolver seus colaboradores em ações e hábitos de extrema importância para uma mudança de comportamento em busca de um mundo mais verde.

Além disso, ações mais tradicionais também são de extrema relevância para as indústrias como mudar o uso da água com práticas de reuso e captação de água de chuva, expandir fontes de energia, reforçar as ações de reciclagem e destinação adequada de resíduos, alterar fontes combustíveis, e principalmente atuar como propagador de conhecimento e informação. Afinal, essas iniciativas mostram que é possível que instituições privadas, cada uma delas dentro da sua realidade, possam agir em prol da defesa de questões ambientais e sociais.

*Responsável pela Área ESG – Ambiental, Social e Governança do Grupo Sabará

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Anderson-Mancini-3Por Anderson Mancini*

Não há mais tempo para perfumarias. A pandemia de Covid-19 fez com que as metas e objetivos das empresas tivessem de ser ainda mais assertivas. Conquistar novos clientes, aumentar as vendas e expandir os mercados é, muitas vezes, questão de sobrevivência. Nesse cenário, a principal aposta é a transformação digital.

Uma pesquisa recente da KPMG, que entrevistou 315 executivos de alto escalão em todo o mundo, indicou que mais da metade dos empresários brasileiros irão priorizar investimentos em novas tecnologias e na digitalização de processos como forma de lidar com a crise e preparar as empresas para o pós-pandemia.

Ao contrário do que muitos podem acreditar, a transformação digital não é feita apenas com soluções de inteligência artificial ou machine learning, por exemplo. O investimento necessário para esse processo demanda investimentos, é claro, mas não somente financeiros. É preciso tempo e dedicação para criar uma cultura digital que inspire todos os funcionários de maneira top-down – ou seja, a começar pelos líderes. Conhecimento técnico também é fundamental, assim como diminuir o tempo de decisão, fazendo com que os planos sejam aprovados de forma mais ágil e autônoma.

Tecnologia é o meio, não o fim

Entretanto, como já disse algumas vezes em outros artigos, a transformação digital é feita de pessoas para pessoas. A tecnologia é apenas um dos meios que permitem que ela aconteça. Com a estrutura que sua empresa já dispõe e maior engajamento para conhecer seu público, é possível criar formas diferentes de oferecer seus produtos e serviços. Vale lembrar que a inovação e a transformação também podem ocorrer no seu modelo de negócios – será que ele é o mais adequado para o momento?

Nenhuma estratégia é capaz de atingir bons resultados sem o devido conhecimento do mercado, do comportamento dos clientes e suas expectativas em relação ao que você tem a oferecer. Com essas informações em mãos, é possível desenhar ações para atrair o cliente certo, no momento certo.

Como fisgar os clientes online?

Isso pode ser feito de várias maneiras. Oferecer promoções como “leve junto”, categorizar produtos de acordo com as necessidades dos clientes, disponibilizar diversas formas de filtro para que ele encontre a mais agradável – “Mais vendidos”, “Menor preço”, “Maior desconto”, etc.

Para lojas online que ainda estão começando, uma boa estratégia para fidelizar os clientes é oferecer um desconto na primeira compra a partir do cadastro de e-mail. Assim, você ganha um valioso canal de comunicação com o consumidor e deixa uma boa impressão logo de cara.

Estratégias de marketing digital e de conteúdo, UX (User Experience) e mídias sociais devem fazer parte do planejamento de qualquer negócio online. Quanto mais você puder criar relacionamento com o seu cliente, melhor! Lembre-se que, com a pandemia, a concorrência digital aumentou – e muito! Portanto, ofereça a melhor experiência para se destacar.

Os dados são o bem mais valioso para uma empresa nos dias de hoje. E fazer análise desses dados, transformando isso em informações úteis, novos produtos, serviços, ou novas formas de oferecer os produtos, é essencial para gerar previsões capazes de aumentar vendas e atrair novos clientes. Sem dúvida, vale o investimento.

Fundador da  Neotix Transformação Digital*

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Dane-Avanzi--2-Por Dane Avanzi*

Desvendar os desejos do cliente é o sonho de todo empresário. Em função disso, nos últimos anos, foram desenvolvidas diversas técnicas e ferramentas para estudar o comportamento dos usuários, seus gostos e preferências, opiniões políticas, hábitos de consumo e quanto estão mais dispostos a realizar uma compra. Tudo isso aperfeiçoou os anúncios dentro e fora da internet, em uma estratégia chamada de ominichannel, e fez com que muitas empresas se sentissem seguras para criar jornadas para seus consumidores.

Essas certezas comportamentais caíram por terra com a pandemia. Enquanto muitos perderam a renda, outros simplesmente cortaram os gastos por não saberem o dia de amanhã. Se formos analisar as mais diversas áreas, poderemos observar que as certezas, em parte, sempre foram uma ilusão, principalmente nos mercados mais sensíveis ao comportamento dos clientes. As empresas que já vinham se capacitando para atender as demandas deste novo cenário colherão frutos mais rapidamente.

Podemos citar o setor varejista como exemplo. Hoje, se fala muito sobre a trajetória da Magazine Luiza e como ela se destacou no mercado nacional. Ao sair da frente de seus concorrentes, em um setor nada fácil de se destacar, o marketplace pôde encarar a disputa pelo consumidor com Amazon e outros gigantes. Novos tempos representam novas tendências e, também, novos players.

Durante um bom período será difícil prever comportamentos. Estamos em um avião sem destino certo e a viagem é de difícil visibilidade – muitas vezes, até sem equipes capacitadas. Por isso, prevalecerá a experiência e feeling dos líderes. Não me refiro a aqueles do passado, apegados às formas tradicionais de tocar um negócio, mas às novas lideranças mais aptas a ler as tendências do futuro. Eles farão a diferença nas organizações.

O principal desafio agora é desenvolver equipes ágeis e sólidas a fim de transmitir a confiança de que o amanhã será melhor. É nesse contexto que a tecnologia exerce seu papel mais importante. A pandemia não mudou o processo de transformação digital, mas acelerou tendências. Empresas nativas do ambiente digital, como o Uber, a maior frota de transporte do mundo que não possui sequer um carro, não sentiram grandes impactos além das questões de saúde e segurança para motoristas e passageiros. Já as empresas da economia formal precisarão assimilar muitos novos conceitos necessários para sua sobrevivência.

Humanizar os processos e capacitar as pessoas para formar equipes são ações fundamentais em momentos de crise. Líderes focados somente em resultados perecerão. O que leva a empresa para frente é o time. Time coeso, motivado, que estuda e aprende todos os dias. Criar ambientes colaborativos nos quais as pessoas possam se expressar com liberdade é essencial, além de cultivar valores como a diversidade cultural, liberdade de expressão e propósito das empresas. Tudo isso, aliado a novas ferramentas tecnológicas, como Business Intelligence, Inteligência Artificial, RPA (Robotics Process Automation), dentre outras, é o que levará as empresas para frente, permitindo cortar custos, manter o quadro de colaboradores e desenvolver novas estratégias de vendas mais inteligentes e assertivas.

Diretor do Grupo Avanzi*

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Marcos Yabuno GuglielmiPor Marcos Yabuno Guglielmi*

O ano de 2020 certamente ficará na memória de todos, em especial na dos líderes. Diante de tantas incertezas e a grande crise que nos assombra, eles são os mais pressionados. São muitas as decisões que precisam ser tomadas – a maioria delas impopulares e bastante arriscadas. Em um cenário nebuloso como esse, algumas habilidades fazem toda a diferença. Veja cinco das mais importantes:

#1 – Inteligência emocional: Ninguém está feliz com as consequências que a pandemia irá trazer no curto, médio e longo prazo. Mas, o momento pede cautela e atitudes firmes. Deixar-se abater, reclamar ou tentar minimizar o problema não irá te ajudar a resolver a situação. Portanto, é importante ter inteligência emocional para saber administrar os sentimentos e tomar as decisões que menos prejudiquem os negócios. É preciso buscar um equilíbrio entre razão e emoção para decisões mais assertivas.

#2 – Mente aberta às mudanças: Estamos vivendo um momento de profundas transformações e quem se mantiver resistente, fugindo das mudanças, certamente irá ficar para trás. Um bom líder precisa saber ouvir profunda e atentamente não só os seus clientes, como também seus colaboradores, fornecedores e até concorrentes. Muitos modelos de negócios deixarão de existir, outros irão se reestruturar por completo. Quanto antes os movimentos forem identificados e incorporados pela empresa, melhor.

#3 – Feedback constante: Se é preciso saber ouvir, também é preciso saber falar na hora certa. Com a equipe em home-office, muitos líderes simplesmente esquecem de dar feedback. Sem a presença física constante e a falta de uma liderança presente (ainda que virtualmente), é possível que os colaboradores se sintam perdidos e desmotivados, reduzindo assim a produtividade. Também não dá para manter os programas de feedback trimestrais ou semestrais intactos, como se nada estivesse acontecendo. O momento é outro e pede feedback em tempo real.

#4 – Capacidade de adaptação: Darwin já dizia que não são os melhores ou mais fortes que sobrevivem e sim aqueles que melhor se adaptam. Sendo assim, a capacidade de adaptação, somada à alta resiliência, é fundamental para a construção de cenários mais otimistas. Ficar lastimando pelo que deveria ter sido, mas não foi, nunca ajudou em nada. O jeito é arregaçar as mangas, ver o que faz sentido manter, excluir o que já não funciona mais e trabalhar em prol do futuro.

#5 – Visão de negócios: Por fim, todo bom líder sabe que o que mais se espera dele é que seja um profissional com grande visão de negócios. Nesse momento, essa habilidade ganha uma relevância ainda maior, visto que ele precisa enxergar em um ambiente embaçado, incerto, complexo e ainda sem um prognóstico no curto prazo. Se antever a possíveis cenários, tendo cautela para ser ousado e conservador ao mesmo tempo, é uma habilidade rara, mas que, mais do que nunca, precisa ser amplamente desenvolvida por todos aqueles que quiserem sair vitoriosos dessa árdua travessia.

O momento é desafiador, mas certamente reserva boas oportunidades para os que estiverem preparados para elas. Se desapegar do que já não funciona mais e se abrir ao novo é fundamental em um momento como esse. Quem estiver preparado, vai se dar bem. Quem não estiver, vai ter que correr contra o tempo e pedir ajuda. Tentar responder perguntas novas com respostas velhas, simplesmente não irá funcionar. Bem-vindo ao novo mundo.

Coach empresarial certificado da ActionCOACH*

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elemarjuniorPor Elemar Júnior*

A atual urgência pelo modelo de trabalho remoto tem revelado oportunidades de qualificação da gestão, afinal,  evidencia se os gestores têm competência ou clareza para definição de metas e facilitação do home office. Em contrapartida, outros acabam ignorando o fato de que “comando”, às vezes, é necessário, mas, “controle”, é sintoma de uma relação doente.

Antes de tudo, não me parece correto dar continuidade a este artigo sem mencionar os tempos difíceis que enfrentamos agora, devido à pandemia de coronavírus (COVID-19). Em 2015,  em uma apresentação no TED, Bill Gates já anunciava que o maior risco para a humanidade não  seria uma nova guerra nuclear, mas sim uma epidemia. Infelizmente sua previsão estava correta. Diante da presente crise mundial, nós, que podemos trabalhar remotamente, somos privilegiados e sabemos que esta opção não é real para muitas pessoas. E parece até mesmo cruel, de certa forma, falar sobre ficar em casa para quem não pode. Mas não há outra forma.

Voltando ao tema proposto, por não terem clareza de como entregar valor, muitos gestores, no lugar de resultados e facilitação do trabalho, ficam atentos a quem chega cedo na empresa e quem vai embora mais tarde. Também é comum que observem quem fica mais no computador ou em reuniões. Para profissionais com este perfil, o trabalho remoto é um pesadelo!

De muitas formas – e embora apresente desafios inéditos – este modelo tende a gerar resultados superiores. Ele permite, por exemplo, que as barreiras geográficas sejam superadas e que possamos compor times melhores, ou seja, deveria ser uma novidade bem-vinda. Entretanto, devido a limitação da gestão em conduzir relações saudáveis de trabalho, acaba se materializando como um entrave.

As dificuldades em estabelecer políticas de home office, mesmo em momentos de crise como o que estamos vivendo, evidencia o fato de que a teoria X de Douglas McGregor, economista e um dos pensadores mais influentes na área das relações humanas, ainda predomina nas nossas práticas e crenças de gestão. Afinal, segundo a hipótese de McGregor, a menos que um gestor “fique de olho” na conduta das pessoas, é provável que ninguém cumpra seu papel.

Teorias X e Y de Douglas McGregor

Em administração, as teorias X e Y são correntes de pensamentos opostas a respeito das relações entre os colaboradores e o comportamento destes em uma empresa. Idealizadas por Douglas McGregor na década de 1960 em seu livro The Human Side of Enterprise, são dos mais conhecidos conceitos na área de gestão de recursos humanos.

A teoria X, também chamada de “hipótese da mediocridade das massas”, diz que os funcionários possuem aversão ao trabalho e o encaram como um mal necessário para ganhar dinheiro. Artifícios como punição, elogios, dinheiro e coação seriam fundamentais, pois o colaborador evita responsabilidades, deseja ser dirigido e ter estabilidade e segurança.

A teoria Y diz que os funcionários encaram o trabalho como algo natural, como se estivessem fazendo uma atividade de lazer. Assim, as pessoas são esforçadas e gostam de ter o que fazer. Essa hipótese parte do pressuposto que o ser humano não é preguiçoso; a empresa tem que dar as condições necessárias para o funcionário trabalhar plenamente. As pessoas são competentes e criativas, gostam de assumir responsabilidades, possuem autogestão e têm suas recompensas não baseadas apenas no dinheiro, mas no reconhecimento e na possibilidade de ascensão dentro da empresa.

O home office, para funcionar, precisa  se basear em práticas de gestão indicadas na teoria Y. Ela demanda que todos façamos bem nossos trabalhos e que acordemos de forma explícita quais são as metas e objetivos que precisamos cumprir ou tentar superar.

O curioso é que é relativamente comum que as pessoas se identifiquem como exemplares da teoria Y, mas veem as demais pessoas no ambiente de trabalho como representantes da X.

A obra de McGregor, publicada em 1960, como crítica ao que já era considerado, na época, pensamento retrógrado com relação ao comportamento e ao trabalho, talvez tenha encontrado, seis décadas depois, o momento mais oportuno para se cristalizar. Gestores que insistirem em condutas baseadas na teoria X não vão conseguir prosperar nesses tempos de crise.

CEO EximiaCo*

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hilmarbeckerHilmar Becker*

Na era do novo coronavírus, é a economia digital que mantém o mundo em movimento. Se a crise atual acontecesse em 2022, a presença da rede 5G faria o Brasil ter uma vida virtual ainda mais rica, mais rápida, mais produtiva. Trata-se de um serviço com velocidade entre 20 e 100 vezes maior do que as atuais 3G e 4G. Mas se esse ambiente for construído sem a adesão às melhores práticas de segurança, novas crises virão. Com ou sem o COVID-9, a rede 5G ou nascerá segura ou provocará falhas em cascata.

Infraestrutura revolucionária, o 5G leva o ambiente digital para fora dos grandes centros, utilizando rádio e computação de borda para diminuir a latência entre o ponto de processamento e o ponto de consumo do dado. A rede 5G permitirá aplicações críticas como carros autônomos, cidades inteligentes e indústria 4.0. Esses avanços acelerarão a economia digital brasileira. Mas, antes de colhermos os frutos da rede 5G, é essencial equacionar os desafios que uma superfície de ataque muito maior traz para operadoras de Telecom e seus clientes.

 A Aalto University, da Finlândia, produziu em 2019 um estudo sobre a expansão do mundo digital com a rede 5G. Espera-se que o tráfego de dados móveis atinja a marca de 136 EB (exabytes) por mês até o final de 2024. Em média, cada pessoa utilizará 100 diferentes dispositivos digitais, de Smart TVs ao automóvel, passando por câmeras de segurança etc. Será natural, no mundo 5G, que cada ação humana seja suportada e monitorada por dispositivos ligados em rede. Os dispositivos IoT, em especial, passarão por ondas de explosão nos próximos anos. Segundo pesquisa da Statista (2019), até 2025 o mundo contará com 24 bilhões de sensores IoT.

De acordo com o relatório “What´s keeping IoT executives up at night”, desenvolvido em 2019 pelo IoT World, a expansão da rede 5G fará com que, até 2025, surjam 74 bilhões de vulnerabilidades. O aumento da superfície de ataque coloca sob o foco a própria resiliência da rede 5G. A extrema criticidade das aplicações 5G torna esse fator dramático. Mas é essencial, também, definir como será feita a proteção dos dados dos usuários e que garantias de privacidade haverá no mercado global e brasileiro. Nesse contexto, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) contribui para que a rede 5G seja desenhada da maneira correta.

 A expansão do poder de computação e de conectividade de uma economia amplia, também, as ameaças digitais

A topologia da rede 5G é, em si, fonte de desafios de segurança. No 5G, o core da rede é um conceito complexo, que alia Cloud Computing, Edge Computing (computação de borda) e Fog Computing (um misto dos dois primeiros) para processar esse dado e o enviar de volta, com a mais baixa latência, para ser consumido. O resultado desse modelo é uma rede extremamente distribuída em que a segurança tem de ser equacionada em várias frentes simultaneamente.

O quadro fica mais complexo quando se leva em conta que o 5G é, em sua gênese, uma SDN (Software Defined Network) que segue os padrões da NFV (Network Function Virtualization), em que a virtualização toma lugar das infraestruturas tradicionais de Telecom. A camada de software, totalmente IP, passa a ser responsável pela entrega e monitoração de serviços digitais, o que é feito de forma totalmente automatizada. Novas interfaces e APIs, por fim, também demandam  soluções de segurança.

O fato de todos os recursos do 5G serem baseados no Internet Protocol (IP) significa padronização e performance, mas, também, vulnerabilidade. O IP é o protocolo de comunicação mais conhecido do mundo; criminosos digitais são experts nesse protocolo e ganham dinheiro explorando esse universo. Isso é feito tanto por criminosos isolados como gangues (grupos altamente especializados) e, também, nações-Estado que financiam o crime. Eu acredito que neste exato momento há profissionais do crime digital estudando a rede 5G e fazendo simulações de estratégias de ataque.

Pessoas, empresas e países esperam crescer com o 5G; criminosos digitais também 

Entre as principais ameaças que irão se abater sobre a rede 5G, destacam-se ataques DDoS baseados em dispositivos IoT, notórios por sua vulnerabilidade. Nos próximos anos, os tipos e o número de dispositivos estarão em constante expansão – com o 5G, veremos o IoT chegar a todas as verticais, todos os negócios, todas as regiões do mundo.

Pesquisa do instituto de análise de mercado Business Performance Innovation Network realizada em 2018 com CISOs norte-americanos mostrou que 63% dos entrevistados preocupam-se com futuros e massivos ataques DDoS. Se essa vulnerabilidade não for resolvida, poderemos assistir a ondas e ondas de ataques semelhantes a botnet Mirai, de 2016.

Dentro do contexto de Telecom, é importante lembrar que, além de ser um mal em si, ataques DDoS tornam a rede indisponível: a empresa digital que precisa seguir fazendo negócios irá gastar altos valores para, mesmo sob ataque, continuar operacional. Ataques e scans de vulnerabilidade com foco em terminais móveis aumentam o consumo de licenças e de pacotes de dados dos assinantes. Tudo isso compromete a experiência do usuário.

A solução para este cenário é criar uma camada de segurança que tenha como objetivo proteger a infraestrutura da operadora. No plano de dados, por exemplo, teríamos firewalls que contam com altíssima capacidade de conexões simultâneas e processamento de tráfego, promovendo a regularização e otimização dos diferentes protocolos e serviços que trafegarão na rede 5G.

É importante destacar que, apesar do foco principal ser a proteção da infraestrutura da operadora, o uso dessas tecnologias também beneficiará o assinante da operadora de Telecom. Uma rede livre do tráfego extra provocado por scans ilícitos e ataques digitais melhora a experiência do assinante e, como efeito positivo, preserva a bateria de seus dispositivos móveis.

 Segurança chega à borda da rede

Dentro do modelo da rede 5G acontecerá, também, a virtualização e a descentralização das funções de rede. Isso fará com que serviços e aplicações sejam deslocados para a borda da rede, ficando mais próximos do usuário. Naturalmente, será necessário, também, levar as soluções de segurança para a borda. Isso aumenta o desafio de proteger a rede e a miríade de aplicações (atuais e as que ainda serão desenvolvidas) que rodarão na rede 5G.

Vale destacar que já temos, no Brasil, operadoras que contam com as mais avançadas de segurança para proteger o core da rede móvel – algo que beneficia diretamente seus assinantes. São provedores de serviços onde os gestores estão fazendo a coisa certa agora, sem esperar a chegada da rede 5G.

Nesse momento de crise causada por um vírus invisível, o COVID-19, o desenho e a implementação da rede 5G devem contemplar as melhores práticas e tecnologias de segurança. Só assim contaremos com um serviço que enxergará ameaças escondidas, eliminará esses ataques e, assim, preservará a saúde da nossa economia digital.

 *Country manager da F5 Networks Brasil.

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mateussouzaMateus Souza*

Quando se fala em automação na indústria, é preciso diferenciar processos e manufaturas. A automação que ocorre na fabricação de produtos chama a atenção, pois envolve, entre outros quesitos, o uso de robôs em linha de montagem. Mas aqui o nosso foco será outro.

A automação nos processos industriais abrange também componentes de uma malha de equipamentos, como as válvulas dos mais diferentes tipos. Elas representam o elemento final de controle, ou seja, a ponta final de uma cadeia que começa com sensores (elemento primário) e termina nesse importante aparelho que controla a passagem de fluidos líquidos ou gasosos, desde os mais limpos até os mais contaminados.

Numa alegoria com nossas casas, podemos pensar num chuveiro elétrico, em que é possível regular a quantidade de água quente e fria. Nesse caso, nossa própria pele funciona como sensor. Você sente a temperatura da ducha e decide abrir ou fechar a válvula – ou seja, a torneira. Você não imagina, mas ao tomar banho está “agindo como elemento final de controle” do sistema “banho”!

Quando uma planta é modernizada, é preciso providenciar equipamentos que operem da mesma forma, numa escala industrial. Toda malha de controle tem basicamente três componentes: o sensor, o controlador e o elemento final de controle (as válvulas).

O sensor é o medidor de temperatura, vazão ou pressão do fluido. Ele recebe informações diretamente do campo fabril, por meio de conectores elétricos e controladores (SDCD ou PLC), e sugere, caso a temperatura para determinado lote de produto (por exemplo, na fabricação de iogurte) esteja irregular, abrir um pouco mais a válvula para esfriar.

Isso é automação de processo. O ideal é que o mesmo fornecedor industrial esteja inserido nas duas pontas desse sistema, com equipamentos como sensores, na etapa inicial, e válvulas, na etapa final de controle.

É importante lembrar que a automação pode ser total, quando não há interferência humana alguma ao longo do sistema (no máximo um operador diante de telas que mostram o funcionamento automático dos equipamentos); ou parcial, quando operadores utilizam as informações recebidas para controlar as válvulas.

Alguns dos equipamentos integrantes dos processos de automação são o atuador, que permite fazer com que a válvula abra e feche sem interferência humana, o posicionador, que determina o ponto exato de abertura, e sistemas como o CONEXO, que inclui equipamentos de radiofrequência para gerenciar a manutenção de válvulas em indústrias de diversos ramos, como siderurgia, fabricação de fertilizantes e peças automotivas, sistemas de energia, entre outros.

Isso é possível graças à instalação de chips nas diferentes partes integrantes das válvulas (corpo, diafragma de vedação e atuador), que contêm todas as informações a respeito do equipamento.

A indústria 4.0 requer automação e instrumentação, e nenhum projeto de modernização poderá ignorar essa necessidade. Como estão seus processos e controles?

 

*Gerente Geral de Vendas da área industrial da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle

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jose Luque*Por Jose Luqué

Fabricação digital e Indústria 4.0. Você deve conhecer esses termos. Também referenciado como quarta revolução industrial, simboliza a importância que a automação e o machine learning terão no futuro dos negócios. No Brasil, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a estimativa é que o número de grandes indústrias brasileiras que utilizam tecnologias digitais tenha crescido 10%. Mas diante da alta competitividade do mercado, é indicado que a sua empresa prepare-se para fazer já a transição para a digitalização plena. Então, como implementar um projeto de digitalização abrangente, garantindo eficiência operacional em toda a sua empresa e aumento de produtividade?

Muitas companhias começam com um piloto de manutenção preditiva. Melhorar a confiabilidade de ativos críticos tem um retorno óbvio: usa análises comprovadas e é supervisionada por uma equipe independente e focada. Além disso, mais fabricantes de equipamentos fornecem serviços ou aplicativos de manutenção junto com o próprio ativo, o que acelera ainda mais a maturidade do monitoramento dos ativos.

Existem obstáculos para escalar a Indústria 4.0 para além de um projeto piloto. A conexão de ativos diferentes ainda leva muito tempo, é muito complexa e envolve muitos padrões. Mas, além da automação das operações físicas, os dois maiores obstáculos à implantação em escala são organizacionais e não técnicos.

Governança descentralizada

As empresas devem construir uma governança que mantenha o equilíbrio entre a centralização dos investimentos em tecnologia e a liberdade das fábricas individuais. Os investimentos em tecnologia são indispensáveis para economias de grande escala, mas as fábricas devem ter permissão para pilotar e adotar novas ferramentas.

Confiar em dados e não em instintos

Os gerentes de manufatura estão acostumados a confiar nos seus instintos e desvalorizam a importância do conhecimento dos dados. É necessária uma mudança cultural profunda, pois as lideranças corporativas devem adotar um estilo diferente, onde aprendem a aproveitar sistematicamente os dados para otimizar a confiabilidade do equipamento e o desempenho do supply chain. Qualquer solução de análise de manufatura deve ser capaz de suportar essa transição para a “análise inteligente”.

Mais e mais empresas estão migrando para uma análise eficiente de big data para as fábricas (analytics factories), que apóiam a inovação das equipes operacionais e, ao mesmo tempo, aceleram o desenvolvimento da experiência em gerenciamento orientado a dados. Eles também estão inovando, por exemplo, combinando seu sistema de redes tradicional, embora um pouco inflexível, com o sistema de execução de fabricação (MES) com análises mais ágeis e flexíveis nas plataformas de IoT, permitindo assim usufruir dos benefícios das operações orientadas a dados.

Para validar o impacto do uso de dados na indústria, a consultoria PwC aponta que mais de 70% das fábricas de todo o mundo vão usar alguma tecnologia relacionada ao uso do Big Data na Indústria 4.0.

A corrida para adoção em massa do big data na indústria poderá diminuir a possibilidade de falhas, reduzir o tempo e custos de produção, além de aumentar a produtividade. A união dos dois conceitos pode trazer benefícios para toda a cadeia produtiva e elevar a competitividade do segmento industrial.

Jose Luqué é Managing Director LATAM na Infor*

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shimura*Por André Takeo Chimura

Durante os últimos anos, muito se falou a respeito de inovação, em especial da Indústria 4.0 e o potencial que a alta tecnologia pode trazer para a operação de companhias em diferentes segmentos. O processo que envolve a integração da mão-de-obra com sistemas capazes de levar informações valiosas ao conhecimento de executivos traz como resultado o aperfeiçoamento da produção em termos de escala e custos, chamando a atenção de diferentes setores.

Apesar da crescente popularidade global, trazer esse conceito para o Brasil na prática ainda é um desafio. Isso porque, apesar do amplo potencial que o país apresenta, investir em inovação não é algo necessariamente prioritário para muitas companhias no setor industrial, exemplo disso é que segundo o IFR (Federação Internacional de Robótica), o Brasil possui 14 robôs a cada 10 mil trabalhadores, enquanto a média global é de 99 equipamentos nessa proporção. Além disso, o país ocupou o 64º lugar no ranking mundial de inovação, divulgado em julho de 2019 pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Diferentes fatores interferem nesse resultado, mas é possível organizá-los dentro de dois obstáculos essenciais: falta de recursos financeiros e de capacitação técnica adequada.

Esses dois tópicos seriam capazes de trazer resultados significativos para o país, já que a indústria de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Japão, China e Coreia do Sul, vêm adotando estratégias com ênfase em conhecimento de ciência, tecnologia e inovação há muito tempo e hoje colhem resultados significativos.

Para trazer essa realidade ao Brasil, é essencial que empresários locais fortaleçam as perspectivas de longo prazo para as companhias. É desafiador, considerando o cenário atual da economia, porém as companhias que souberem como superar essas adversidades, usando a tecnologia a seu favor, serão capazes de sobreviverem e terem sucesso no futuro.

Ao mesmo tempo, é necessário pensar em conhecimento. Por vezes, a falta de informações adequadas cria um paradigma de que investir em tecnologia para ter alto valor agregado custa caro – e, portanto, não cabe nesse momento. Isso não é verdade, já que cálculos de viabilidade ou análises de investimento versus custo de produção podem trazer soluções simples e que geram benefícios significativos para companhias de todos os portes, tornando o processo de produção mais eficiente.

O caminho para assimilar isso está começando a ser trilhado no país: hoje ocupamos uma posição razoável no ranking da IFR (Federação Internacional de Robótica) em relação à América Latina: o México é o líder em capacidade instalada na região, com mais de 5,7 mil robôs colocados em prática em 2018, enquanto o Brasil instalou 1,5 mil unidades no mesmo período.

Estar preparado para esse novo cenário demanda investimentos e, para isso, é necessário que líderes tenham cada vez mais consciência a respeito do papel crucial que desempenham no cenário atual. Investir para otimizar é o primeiro passo rumo a um futuro mais produtivo e eficaz.

Gerente de Vendas Sênior da Mitsubishi Electric*

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andersonmanciniPor Anderson Mancini*

Assistentes de voz, chatbots, beacons. Hoje, é impossível imaginar um mundo sem Inteligência Artificial (IA). Esses dispositivos já tornaram as tarefas do dia a dia muito mais práticas, mas ainda têm muito a oferecer. Empresas de diversas áreas têm apostado cada vez mais na modernização de seus processos, tornando- -se mais competitivas e atraentes para o mercado.

O setor de logística é essencial para empresas de diversos ramos. São os profissionais dessa área que organizam a entrega e a coleta de produtos, a manutenção do estoque, a inteligência por trás do trajeto a ser feito, entre outras atividades. Nessa área, por exemplo, a Inteligência Artificial pode ser a solução para problemas bastante comuns, como caminhões vazios ou parcialmente vazios depois de uma entrega, o que resulta em perda de tempo e combustível. Com IA, análise de grandes dados (Big Data) e Machine Learning, esses espaços, que seriam inutilizados, podem ser comercializados para outras empresas, otimizando toda a operação. Além disso, por meio de softwares inteligentes, é possível fazer o monitoramento das cargas e planejamento de rotas, ajudando a combater casos de roubo, por exemplo.

Para que estratégias como essa funcionem, o ideal é desenvolver os projetos em células de inovação dentro das empresas, com o suporte de uma consultoria experiente. Assim, é possível identificar as principais oportunidades em que a Inteligência Artificial pode atuar, otimizando processos e possibilitando a redução de custos. A Neotix utiliza IA em praticamente todos os projetos que envolvem e- -commerces ou entrega de produtos.

Um dos casos de maior êxito foi o da TENA. No projeto, a tecnologia aplicada à logística foi justamente o que viabilizou o site financeiramente. Desde a separação dos itens para coleta e entrega (picking and packing) até a destinação do melhor local para armazenamento e distribuição dinâmica do estoque com base na demanda, a IA foi fundamental.

Por outro lado, uma das principais barreiras aparece quando as empresas tentam tratar a tecnologia como um departamento, ou apenas em um serviço a ser contratado. A Inteligência Artificial nas empresas de logística precisa permear as conversas de todas as áreas, do financeiro ao carregamento, para que o projeto seja implementado com rapidez e uma equipe qualificada saiba fazer os ajustes necessários em longo prazo.

Segundo um estudo da CB Insights, 10 milhões de empregos correm o risco de desaparecer nos próximos cinco a dez anos por causa da tecnologia. Se pensarmos que um algoritmo, aliado à automação, consegue executar um trabalho que um humano levaria horas ou dias para resolver, isso será de fato inevitável.

Por isso, é importante buscar a qualificação profissional. Hoje, existem diversos cursos de especialização e capacitação em IA. Empresas como Microsoft, Oracle, Data Science Academy e muitas outras possuem em seu programa de ensino as tecnologias para que um interessado comece a se especializar no tema. Ter uma base de lógica de programação e matemática, além de alguma experiência com linguagens utilizadas por algoritmos de Inteligência Artificial, como Python, ajuda bastante.

É praticamente impossível prever todos os avanços que a Inteligência Artificial vai possibilitar, mas descobrir novas oportunidades de crescimento para empresas e usabilidades para usuários é o que motiva consultorias de transformação digital. Ao longo desse processo de estudo, é preciso que as companhias estejam abertas à inovação, implementando projetos em parceria com consultores externos. Por enquanto, o que podemos afirmar é que todas essas inovações irão criar, em longo prazo, uma nova relação entre humano e máquina, com novas maneiras de pensar o mundo e, com certeza, uma maior praticidade na resolução de problemas.

 

*Diretor presidente da Neotix Transformação Digital

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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