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WANDREPor Wirandé Campos*

Não é de hoje que o investimento em tecnologia para melhorar processos e aumentar resultados vem sendo discutido por diversas empresas de diferentes setores no mercado brasileiro. Em linhas gerais, a inovação nunca foi um assunto tão prioritário como tem sido nos últimos anos por aqui. Entretanto, ainda há muito espaço para o tema.

De acordo com a GS1, Associação Brasileira de Automação, o índice de automação do mercado nacional atingiu 0,22 em 2017. Considerando que o máximo dessa escala é 1, é possível concluir que as oportunidades são grandes. Segundo o mesmo levantamento, a indústria sai na frente do comércio, com 0,26 contra 0,19.

De fato, a produção nacional tem bons exemplos de como a automação aprimora a operação das empresas. No setor gráfico, por exemplo, já é possível coletar a demanda de um usuário pela internet e automaticamente acionar a fábrica para preparar o pedido, seja qual for o material, a tiragem ou a distância do consumidor.

E, dentro do parque gráfico, a automação impera. Investindo em tecnologia de ponta, uma empresa pode reduzir o número de máquinas, aumentar significativamente a produtividade, reduzir o tempo de produção e, por isso, receber mais demandas, faturar mais e satisfazer ainda mais clientes.

Um caso de sucesso da automação envolvendo tanto indústria quanto comércio é o controle de logística. Graças a um sistema que integre vendas ao estoque e, consequentemente, à expedição, a precisão da jornada de um produto até a chegada a um determinado consumidor aumentou bastante.

Neste contexto, até o passageiro que viaja de avião se beneficia com a automação. Isso porque algumas companhias aéreas adotaram o RFID, um recurso de radiofrequência que ajuda essas empresas a rastrearem as bagagens e destiná-las para os voos corretos por meio de uma simples etiqueta de identificação.

Uma pesquisa realizada pela Avanade afirma que empresas que digitalizam processos podem ter receitas até 70% maiores do que organizações que não investem em tecnologia. Neste sentido, a Fundação Getúlio Vargas aponta que os gastos com TI representam uma média de 7,7% do faturamento das companhias. Mais uma vez, tem espaço para crescer.

Muito se fala da preocupação em relação às pessoas. Dizem por aí que a tecnologia substituirá o capital humano. Na verdade, ela faz com que surjam novas profissões e leva as empresas a se preocuparem com novas qualificações aos seus funcionários. De acordo com dados do Panorama de Treinamento no Brasil, as organizações investiram uma média de R$ 2,21 milhões em qualificação interna no ano passado.

Já ficou mais que provado que a automação traz rapidez, melhora a experiência dos consumidores, diminui erros, reduz custos e proporciona uma série de outros benefícios, além de capacitar pessoas. É um caminho sem volta: a tecnologia veio para ficar.

*Diretor de Operações (COO) da Printi

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NeilPor Neil Thacker *

Com um olho no risco e outro no compliance, o maior perigo hoje não é causado por uma informação que sai da rede corporativa, até porque muitas vezes ela já reside inteiramente fora da empresa. A ameaça é muito mais ampla. Dentro de um mundo de cloud, é fundamental reconhecer que DLP e a Proteção de Dados (DP) não são sinônimos – são abordagens muito diferentes, pois o foco precisa estar na proteção e atender a complexidade do ambiente atual.

A nuvem trouxe mudanças transformadoras para a TI corporativa, e a segurança precisa de uma abordagem completamente nova. Muitos executivos estão tentando resolver problemas neste ambiente com dispositivos projetados para um mundo muito diferente quando, na verdade, é preciso pensar de forma diferente sobre o problema. Não é possível obter a visibilidade e o controle dos dados na nuvem com abordagens tradicionais, eles precisam ser protegidos pela segurança na nuvem.

Muitos CISOs (Chief Information Security Officer), inclusive, admitem não estar preparados para inspecionar os dados adequadamente e avaliar os riscos nos serviços de SaaS, PaaS e IaaS. Como já se sabe, existe uma regulamentação a ser cumprida, que entrará em vigor em 2020 com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), então a mudança na abordagem de segurança na nuvem deve ser uma estratégia prioritária agora. Até porque, a mitigação de risco é responsabilidade da empresa e não do provedor de nuvem – inclusive, o Gartner deixou bem claro em um de seus recentes relatórios que “até 2022, pelo menos 95% das falhas de segurança na nuvem serão culpa do usuário final”.

Ainda assim, os CISOs estão se saindo bem em relação à visibilidade dos dados, embora ainda exista uma batalha constante com a Shadow IT. As empresas podem não estar adotando completamente a nuvem, mas a realidade é que os usuários finais, principalmente as equipes de Marketing e de RH, já utilizam esses serviços para executar projetos, independentemente do aval da TI. Ou seja, é inegável que os dados confidenciais estão sendo movidos para fora do perímetro permitido, impulsionados pela necessidade de serviços que suportam as cargas de determinadas áreas.

Em outubro de 2018, uma pesquisa revelou que as empresas usavam uma média de 1.246 serviços na nuvem, e a maior parte deles não era autorizada pela TI. E, ainda, 92,7% desses serviços não atingem pontuações ‘prontas para a empresa’. O alarmante é que essa prática acelera os riscos, de forma muito mais rápida do que as equipes de segurança são capazes de agir para bloquear as ameaças, mesmo que consigam identificar o que está acontecendo.

Hoje, independentemente de uma organização ter aderido com entusiasmo na nuvem ou estar sendo arrastada contra suas próprias políticas, estamos todos na nuvem – e vamos nos envolver ainda mais. Falar sobre prevenção de perda de dados parece não incluir o fato que, em primeiro lugar, hoje não estamos mais mantendo os dados.

Eles estão em constante movimento entre vários serviços, hospedados em diferentes geografias, sendo utilizados e analisados por várias partes, tanto dentro da organização como entre parceiros, e potencialmente até mesmo em sistemas de machine learning de terceiros.

Então, se quisermos parar de nos concentrar em evitar perdas, procurando buracos nas paredes e, em vez disso, nos concentrarmos em proteger os dados, o que precisamos saber?

Mantenha-se atualizado

O processo de permissão individual de aplicações na nuvem não é tão automático como parece e, em muitos casos, leva-se dias investigando protocolos e compatibilidade com o compliance que, inclusive, podem alterar a qualquer momento. As novas tecnologias de proteção de dados precisam estar emparelhadas com as informações sobre ameaças – como as divulgadas pelo CTA – e as parcerias entre equipes internas e provedores de serviços especializados se tornarão cada vez mais necessárias.

Políticas personalizadas

Determinar se um serviço de nuvem está apto para o corporativo não é suficiente para liberar o uso indiscriminado em toda a empresa. Por exemplo, não dá para garantir que os funcionários não estejam usando contas pessoais de aplicativos de compartilhamento online, como o Box, para dados internos. É preciso considerar que os usuários podem ter várias contas em provedores de serviços na nuvem – incluindo pessoais – e então planejar como acompanhar e impor políticas de proteção de dados entre contas diferentes.

Dados móveis e remotos

O foco da proteção não está apenas em quem está acessando quais dados, mas onde e como. Atualmente, 50% do acesso a serviços na nuvem é proveniente de dispositivos móveis, portanto, muitas empresas podem optar por diferentes políticas de segurança na nuvem para dispositivos corporativos e pessoais, ou conexões de rede ou localização de IP.

Ambientes SaaS, IaaS, PaaS e web

O risco e a segurança de serviços na nuvem representam muito mais do que apenas SaaS, que tendem a invadir as organizações como Shadow IT. O uso de soluções de IaaS, como o Amazon Web Services (AWS), Google Cloud Platform e o Microsoft Azure, explodem à medida que as equipes de devops criam apps e recursos para apoiar as metas estratégicas. A postura adequada deve permitir que uma organização projete políticas granulares a nível de usuário, dispositivo ou atividade, que possam ser facilmente aplicadas e gerenciadas em todas as plataformas e serviços da web.

 

CISO da Netskope para EMEA*

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imagem_release_1728625por Sylvia Bellio *

Com data para entrar em vigor, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é encarada por especialistas como um avanço para o país. Sancionada em agosto de 2018 pelo então presidente Michel Temer, ela disciplina as responsabilidades e deveres das empresas e órgãos do Governo em relação as informações digitais pessoais dos brasileiros.

Discutida há muitos anos ao redor do mundo, um conjunto de regras do tipo começou a valer no ano passado em países da União Europeia. Chamada por lá de Regulamento Geral de Proteção de Dados (GPDR), as regras estipulam que a coleta de dados pessoais na rede só poderá acontecer se o usuário consentir explicitamente, por exemplo.

As ações diretas sobre esse contexto, que resultaram na GPDR, surgem em resposta a situações de vazamentos de dados. Esses foram os casos das denuncias de compartilhamentos de dados pessoais entre os EUA e outras nações, divulgadas por Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, e ainda vazamentos recentes de usuários do Facebook, admitidos pelo fundador da plataforma, Mark Zuckerberg.

Iniciativas de criações de leis específicas para proteger as informações de internautas são de suma importância para as democracias modernas, defende a especialista em infraestrutura de TI, Sylvia Bellio.

“Os usos da internet são os mais diversos e todos nós estamos compartilhando informações depois de usar redes sociais, bancos, realizar compras online e etc. E todas essas operações, que capturam nossos dados, não eram reguladas por Lei. Se temos normas e regras em relação ao mundo offline, com certeza precisamos ter tudo isso para o mundo virtual também”, pontua.

Debate legislativo

A LGPD entrará em vigor em fevereiro de 2020, exatos 18 meses depois da sanção presidencial. Apesar disso, alguns pontos da Lei Nº 13.709 estão sendo debatidos no Congresso através da Medida Provisória (MP) 869/2018.

A MP passou por uma Comissão Mista e está atualmente na Câmara dos Deputados, onde será votada em plenário. Entre os pontos polêmicos da MP estão trechos em que serão excluídos o sigilo dos dados dos usuários da internet para órgãos do Governo que elaboram políticas públicas e realizam pesquisas acadêmicas, por exemplo.

Sylvia Bellio afirma que apesar da importância do debate político, muitas autoridades ainda não estão devidamente preparadas para lidar com o assunto. Por causa disso, as comissões estão sendo realizadas com acompanhamento de entidades como o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Data Privacy Brasil.

“Essa é uma importante época de debate com a sociedade civil. Todos precisamos saber como nossas informações estão sendo tratadas e administradas, tanto por empresas quanto pelo Governo. O principal valor que deve reger tudo isso é a vontade de entregar privacidade para as pessoas. Portando, todos precisamos ficar atentos às movimentações do Congresso sobre isso”, analisa.

*Diretora Geral da it.line

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Maurício CiaccioPor Maurício Ciaccio*

O reconhecimento facial já não é mais uma tendência, mas uma realidade. A falta de conhecimento ainda gera dúvidas em relação à falta de privacidade, mas, o fato, é que a tecnologia agrupa uma série de benefícios, principalmente com relação à segurança pública. E este já é um caminho sem volta.

É um tema polêmico. Mesmo com todas vantagens, muitas questões podem ser levantadas quanto à privacidade dos indivíduos e sua liberdade de ir e vir. Resumidamente, a solução consiste em mapear a imagem do rosto de um indivíduo, gravando as distâncias entre pontos específicos, baseando-se pelos olhos, boca e nariz.

Mas a tecnologia não pode, de forma alguma, ser uma ferramenta à serviço do autoritarismo. Segundo recente matéria do The New York Times, em um mês, a China escaneou 500 mil rostos usando Inteligência Artificial para traçar o perfil de uma minoria étnica – os uigures, uma minoria majoritariamente muçulmana. É o primeiro exemplo conhecido de um governo que usa intencionalmente a inteligência artificial para traçar um perfil com base em características raciais, dizem especialistas.

A regulamentação do uso do reconhecimento facial é necessária, claro. Com certeza é de interesse de todos que, sim, é preciso estabelecer limites quanto ao monitoramento de pessoas ou a identificação de hábitos. As ferramentas devem servir para munir as autoridades com informações que agilizem a prestação de serviços.

No Brasil, por exemplo, desde os carnavais do Rio de Janeiro e Salvador, em 2018, já existem iniciativas com elevado grau de maturidade. O objetivo é monitorar a festa remotamente e identificar, por meio do reconhecimento facial, pessoas que tenham mandado de prisão em aberto, pessoas com passagens na polícia e desaparecidos. É a tecnologia a favor da segurança pública.

Em alguns países, como Japão e Coreia do Sul, por exemplo, o reconhecimento facial já é usado para multar pedestres que atravessam fora da faixa. No escopo corporativo, soluções neste sentido reconhecem rostos e sensores podendo abrir uma fechadura, acender as luzes ou enviar alertas. A ferramenta facilita rotinas em grandes centros comerciais, condomínios e áreas industriais, sendo possível o controle de acesso em áreas restritas ou de alta periculosidade, evitando assim a circulação de pessoas não autorizadas.

Com certeza é um assunto delicado, sim. Mas, com isonomia, políticas claras e fiscalização eficiente, é possível usar a biometria facial para evitar crimes, otimizar serviços e aumentar a segurança de todos, seja em espaços públicos ou ambientes privados. Privacidade e segurança caminhando juntas a favor do bem comum.

*Diretor Comercial na Avantia Tecnologia e Engenharia

 

 

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unnamed (1)por Morris Menasche*

Tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Machine Learning e Internet das Coisas (IoT) estão estabelecendo um novo padrão para a eficiência e forçando as empresas a revisitar seus planos de negócios para encontrar maneiras de incorporá-las. Uma área que já está colhendo benefícios diretos dessas tecnologias, em países onde foram implementadas em nível adequado, é o segmento de manufatura.

Essas tecnologias oferecem a oportunidade de otimizar processos de negócios, prever problemas futuros e aumentar a produtividade dos funcionários. Desta forma, quando a tecnologia é empregada corretamente, as fábricas tornam-se mais eficientes, o que significa lucros maiores e menores custos.

No Brasil, infelizmente, o cenário ainda é incipiente. Pesquisa de 2018 sobre Investimentos em Indústria 4.0 realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a indústria brasileira engatinha no que diz respeito à migração para tecnologias digitais, já que apenas 17% das empresas que investirão nestas tecnologias pretende investir em sistemas inteligentes de gestão e inteligência artificial. O relatório da CNI revela também que 77,8% das empresas estão nos estágios mais atrasados de aplicações de tecnologias. No estágio seguinte, no qual a integração das áreas é total, estão 20,5% das indústrias pesquisadas. E apenas 1,6% está na dianteira, com integração digital total e uso de inteligência artificial.

Inteligência Artificial e o agendamento do serviço em campo

A inteligência artificial é especialmente adequada para o agendamento. O processo de envio de técnicos para reparar equipamentos críticos é demorado, tedioso e, se feito utilizando processos antiquados, representa um uso ineficiente de recursos. Isso porque vários aspectos afetam a necessidade de reprogramar um compromisso de serviço, como o tempo impreciso e estimado de viagem e duração do trabalho, peças incorretas ou ausentes e até mesmo as condições climáticas. Os ajustes do cronograma são típicos, mas, para fins de eficiência, eles devem ser feitos rapidamente, e os humanos nem sempre têm os dados completos para resolver o problema de forma eficiente. Como resultado, pequenos contratempos transformam-se em grandes problemas logísticos.

A incorporação da IA ao cronograma permite que os gerentes calculem o tempo de viagem e otimizem a rota do técnico, levando em consideração as condições do tempo e do trânsito. Com base no histórico e no tipo de tarefa, ele também pode sinalizar os clientes com maior risco de cancelamento e responder de maneira proativa e eficaz. Isso economiza um tempo valioso, não apenas para o profissional, que agora pode participar de outros trabalhos, mas especialmente para os clientes.

Inteligência Artificial e a manutenção preditiva

Quando combinada à Internet das Coisas, a IA também pode ajudar a agendar compromissos proativamente com base no histórico de manutenção. A indústria de manufatura não pode perder tempo e produtividade por conta de falhas de equipamento não planejadas. A inteligência preditiva fornece um alerta antes que as máquinas quebrem, permitindo que a empresa agende antecipadamente o tempo para reparar ou substituir uma peça sem sofrer qualquer período de inatividade, mantendo o chão de fábrica funcionando no prazo e limitando as interrupções.

Apesar de algumas organizações já começarem a usar sensores e máquinas inteligentes, estamos apenas engatinhando. À medida que mais máquinas conectadas são implantadas, as fábricas poderão agregar dados históricos de desempenho em centenas de milhares de unidades, permitindo que as máquinas aprendam e identifiquem padrões em seu próprio desempenho para prever e evitar problemas. A inteligência artificial pode reduzir o tempo de inatividade do equipamento a zero.

Inteligência Artificial e os técnicos

O próximo passo após otimizar o agendamento e passar para modelos de manutenção preventiva é melhorar a eficiência dos técnicos e, novamente, a inteligência artificial é a protagonista. A proporção de ordens de serviço concluídas em uma visita – uma taxa fixada pela primeira vez – em relação ao total de ordens de serviço, aumenta as oportunidades de receita adicional de provedores de serviços devido ao aumento da capacidade. A satisfação do cliente também é melhorada pelo aumento da produtividade e pelo tempo médio reduzido para um determinado reparo, por conta de uma duração menor da interrupção, o que, por sua vez, aumenta a receita.

A IA e o machine learning também ajudam a garantir que o profissional mais adequado seja designado para um trabalho. Essas tecnologias podem analisar o histórico, as habilidades, a localização, a prioridade, as ferramentas e a disponibilidade da força de trabalho para garantir que seja enviada a pessoa certa para o trabalho. Esse processo complexo com múltiplas variáveis e contingências seria muito mais difícil para um humano.

A tecnologia do futuro já está aqui

É fato que a inteligência artificial e o machine learning permitem uma escala e velocidade de otimização praticamente impossíveis com processos puramente manuais. Os casos de uso mais comuns para IA no serviço em campo incluem programação mais inteligente e otimização de rota para reduzir o tempo de viagem. No entanto, a vantagem real vem do mapeamento da otimização para as metas de negócios – da conformidade com o SLA ao crescimento da receita – que permite que a IA encontre o caminho certo para cada resultado desejado.

Não é ficção científica e não é uma visão para o futuro. São soluções práticas baseadas em IA destinadas a solucionar problemas reais de gerenciamento da força de trabalho. A inteligência artificial permite que as organizações limitem o tempo que os trabalhadores humanos gastam em tarefas repetitivas e demoradas e otimiza todo o fluxo de trabalho do serviço em campo para maximizar a eficiência, cortar custos e manter uma vantagem competitiva.

*Vice Presidente de Vendas da ClickSoftware

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João Roncatipor João Roncati*

Governos, sociedades, corporações de todos os tipos e até os núcleos familiares passam por uma alteração muito palpável nos últimos tempos, completamente ligada à revolução tecnológica que o mundo está vivendo e ela chegou, inevitavelmente, à indústria farmacêutica.
Se o futuro do trabalho na 4ª Revolução Industrial, por si só, é uma das questões intrigantes em vários setores de mercado, imagine quão impactante ele pode ser para esse setor, que preza pelo cuidado com as pessoas e tem um potencial gigantesco para estar a par dessa transformação digital?
É possível ver que para a indústria farmacêutica, o momento é favorável em termos de transformação tecnológica e digital. Imagine que com um robô colaborativo é possível fazer processos como verificação de rotulagem, carga e descarga de máquinas, manipulação de produtos, entre outras atividades onde a interação “homem-máquina”  produz resultados melhores que um dos dois (homem e robô) isoladamente.
Mas a digitalização das empresas farmacêuticas, ou a sua adesão à 4a Revolução Industrial precisa passar por algumas reflexões.
Os impactos desta Revolução se estenderam pelo menos em 4 frentes: mudanças da matriz tecnológica da geração das soluções (tratamentos), no acesso (canal pelo qual o medicamento chega à sociedade), no relacionamento com pacientes e na estrutura da indústria.
É preciso observar detalhadamente cenários e variáveis que podem nos ajudar na reflexão. O estudo “O futuro do emprego: quão suscetíveis são os trabalhos à informatização”, de Michael A. Osborne, do Departamento de Ciência de Engenharia da Oxford, e Carl Benedikt Frey, da Oxford Martin School, por exemplo, estima que 47% dos empregos nos Estados Unidos correm o “risco” de serem automatizados nos próximos 20 anos.
E a revista The Economist é taxativa quanto à previsão dos países para o que virá: “Nenhum governo está preparado”, definiu a publicação em um artigo de 2014, que ainda reverbera dentro das organizações do mundo inteiro.
Mesmo que a indústria farmacêutica já viva uma realidade de muita automatização, é preciso ultrapassar a ideia de que apenas postos de trabalho operacional serão afetados, pois a mudança vai além.
Atualmente, profissionais altamente especializados, por exemplo, “balançam em cima de uma corda bamba”, impactados por uma adoção crescente de IA (inteligência artificial), como advogados, médicos, contadores, auditores e muitas outras. O impacto deve ser visto sobre a cadeia de valor de toda a indústria.
Adaptações: ser analítico e trabalhar em equipe
Olhando para o âmbito interno, ampliar o mundo “digital”, significa também mudar algumas das competências essenciais da indústria farmacêutica.
Digo com frequência que algumas competências serão vitais nesse processo: ser capaz de analisar e usar base de dados de forma integrada, trabalhar fortemente em equipe, manter pensamento sistêmico, buscar eficiência e estar, de fato, disposto a dialogar com a diversidade e com a cooperação. Parece simples, mas é uma tarefa e tanto quando se fala em uma mudança em grandes escalas.
Automação não é coisa nova. Mas a digitalização, no âmbito da “bio interação” é. É papel e responsabilidades dos líderes do setor, aprofundar o debate e buscar o melhor impacto social no uso da tecnologia massiva. Colocar luz sobre a humanização dos processos e entender os efeitos, sejam positivos ou negativos, para ser protagonista da transformação.
Acredito que, por um bom tempo, viveremos debates que se dividem entre “otimistas e pessimistas”, em situações de incongruência e dilemas, até “acertamos o ponto” e compreendermos em qual espectro trabalharemos nos próximos anos e que eu espero, seja de ampliarmos a qualidade de vida da humanidade.
*diretor da People + Strategy

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Carlos Paiola2por Carlos Paiola*

A automação industrial com base na evolução tecnológica e digitalização dos sistemas produtivos permite que a eficiência e a produtividade das indústrias cresçam num ritmo acelerado.

Um ponto crítico é a transformação da atividade humana nas manufaturas industriais, com a constante mudança do perfil dos profissionais que atuarão na Indústria 4.0 e nos modelos de mercado decorrentes desse movimento.

O desenvolvimento tecnológico nos parques industriais também deve ser contínuo, para se adequar às exigências de competitividade do mercado. Mais do que a implantação de softwares, é preciso pensar em uma gestão industrial baseada em informação para fábricas mais inteligentes

A cibersegurança também merece destaque nas transformações da Indústria 4.0. As empresas devem se adaptar para proteger dados disponíveis nas redes, controlar o funcionamento da interação entre máquinas e a continuidade do processo de produção, visto que as falhas e a vulnerabilidade de informações nesse ambiente podem representar prejuízos significativos.

Brasil e Indústria 4.0: o que está mudando?

As indústrias brasileiras ainda enfrentam dificuldades para a digitalização de suas atividades, porém este é um cenário promissor e com oportunidades de desenvolvimento significativas.

Tendo em vista a criação de um parque industrial que possa ser competitivo, as empresas e o governo brasileiro precisam caminhar juntos.

Segundo o Relatório “Readiness for the Future of Production Report 2018″ (WEF), o Brasil ocupa a 41ª posição em termos da estrutura de produção e a 47ª posição nos vetores de produção da indústria. Além disso, em 2018 ocupamos a 64ª posição entre 126 países avaliados no Índice Global de Inovação (IGI). Nossa situação é auxiliada por políticas de inovação, como a Agenda Brasileira para a Indústria 4.0, uma iniciativa conjunta entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que busca superar os desafios da indústria brasileira com relação à inovação tecnológica. Há ainda outras iniciativas importantes, como as promovidas pelo BNDES e pela EMBRAPII, que podem financiar até 2/3 do custo de projetos inovadores alinhados à Indústria 4.0 e que possam aumentar a competitividade das empresas.

Conforme levantamento da ABDI, o país tem potencial de redução de custos de R$ 73 bilhões/ano, impulsionado pelas mudanças das plantas industriais para a Indústria 4.0, o que geraria ganhos na eficiência de produção, manutenção de equipamentos e consumo de energia.

Dentre os desafios de implementação de tecnologias em fábricas inteligentes, a indústria precisa de soluções que envolvam os conhecimentos de TI, automação industrial e gestão da produção.

*Diretor Comercial da Aquarius Software

 

 

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Richard Landimpor Richard Landim*

 Com o aumento da demanda global por tecnologia e conectividade de alta velocidade, o mercado de infraestrutura de redes cresceu exponencialmente. De acordo com o mais recente relatório da Markets and Markets, o mercado de cabeamento estruturado foi avaliado em US$ 7,72 bilhões em 2014 e deve atingir US$ 13,13 bilhões até 2020.

 Também a grande expansão do segmento de datacenter e a necessidade da comunicação empresarial integrada têm impulsionado ainda mais o crescimento deste mercado. No entanto, apesar do cabeamento estruturado ser a espinha dorsal da área de tecnologia corporativa, o aprimoramento da infraestrutura de redes ainda não está entre as prioridades das empresas.

 Está claro que uma infraestrutura de rede saudável está diretamente ligada à produtividade, eficiência e expansão de serviços. Não custa lembrar que o cabeamento é responsável por metade de todas as falhas na rede, o que compromete o desenvolvimento das atividades. E a incorporação de novas tecnologias dentro das empresas aumenta ainda mais a necessidade de segurança e de um melhor gerenciamento da rede.

 Na prática, o ecossistema de redes é responsável pela conectividade e suporte de todos os equipamentos tecnológicos da empresa, contemplando desde os postos de trabalho dos funcionários até os mais avançados servidores, possibilitando que todos tenham acesso aos sistemas e recursos de TI. Por isso, o impacto nos negócios de uma infraestrutura de rede saudável de alta performance pode ser relacionado diretamente a receitas e retenção de clientes. A abordagem tradicional de gestão de rede dificulta que as empresas identifiquem e resolvam rapidamente a causa raiz do desempenho degradado da rede.

 Em tempos financeiramente desafiadores, a certificação torna-se um benefício crucial para reduzir as falhas na rede já que é o teste mais completo para mapear, diagnosticar e saber se o sistema de cabos da empresa adere aos padrões de desempenho e de execução da instalação. Reduzir custos é necessidade básica das empresas, que precisam tomar decisões difíceis para reduzir despesas operacionais e de capital. Contudo, minimizar a importância da saúde da rede não é uma decisão inteligente.

 A pressão dentro das organizações em relação à apresentação do valor do negócio exige uma infraestrutura ágil e robusta para suportar a evolução desenfreada dos novos conceitos de tecnologia. Mais do que aumentar o valor de negócio da área de TI, chegou a hora de quantificar o impacto positivo que essa área tem sobre a companhia como um todo.

 Key Account Manager de Data Centers & Intallers da Fluke

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A Indústria 4.0

Icone Análise,Artigo,Opinião,Perspectivas,Pesquisa | Por em 18 de fevereiro de 2019

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 por Ubiratan Resende (*)

 Desde o processamento e análise em tempo real, que impulsionam maior eficiência e aprendizado, até a manutenção preditiva, a Inteligência Artificial em computação de borda (Edge AI, em inglês) está impulsionando uma revolução na indústria. Fabricantes de todo o mundo sofrem grande pressão para manter uma vantagem competitiva o que impulsiona programas de transformação digital baseados em Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial. Na verdade, a alavancagem da IoT industrial tornou-se tão evidente que recebeu a alcunha de “Indústria 4.0″.

Estas tecnologias estão estabelecendo uma sintonia entre o “último andar” e o “chão de fábrica”, resultando em ganhos de eficiência gritantes em quase todas as áreas do processo de fabricação. Desde o gerenciamento da cadeia de suprimento, montagem automatizada, manutenção preditiva até o atendimento automatizado, os benefícios de um processo de fabricação completamente integrado, alimentado por AI, são consideráveis.

O McKinsey Global Institute estimou que o uso de inteligência artificial tem o potencial para gerar um ganho de valor de US $ 3,5 trilhões a US $ 5,8 trilhões ao ano em nove linhas de negócios de 19 segmentos da indústria. O poder da Edge AI de mesclar dados industriais e transformá-los em produtos utilizáveis e serviços inovadores é o elemento central da Indústria 4.0.

UBIRATAN-RESENDE-VIA-TECHNOLOGIESEssa abordagem focada em dados aumenta os desafios de processamento, pois a inteligência dos dispositivos IoT (câmeras e sensores, por exemplo) precisa ser reunida, analisada e acionada em tempo real. É nesse ponto que o Edge AI se torna particularmente importante para a Indústria 4.0. Como processa os dados para a tomada de decisões em tempo real no local onde são coletados, elimina grande parte da latência existente em um sistema de nuvem tradicional, que realiza a operação distante dali, ficando, assim, sujeito a interrupções de transmissão, entre outros problemas. A Edge AI possibilita reações instantâneas, o que pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso no que diz respeito ao maquinário industrial.

Um dos maiores terrores de qualquer industrial é a quebra de maquinário que, além de gerar custos elevados, causa interrupções não programadas na produção. A AI de borda elimina este risco. Com sensores de IoT e Edge AI, os sistemas podem aprender (machine deep learning) quais são os padrões operacionais das linhas de montagem e, a partir daí, definir um modelo de atividade “normal”. Desta forma, alterações passam a ser detectadas em tempo real, o que permite que o maquinário seja desligado automaticamente, garantindo a segurança, a integridade dos equipamentos e, consequentemente, evitando paradas mais longas e dispendiosas.

A produção também é otimizada com a integração de todas as etapas, desde a cadeia de suprimentos e produção até a chegada do produto ao cliente final. Isso se dá por meio da captação de dados realizadas pelos dispositivos IoT e interligados, em tempo real, pela Edge AI, no que se denominou “máquina para máquina” (m2m).

Este uso crescente da robótica Edge AI mudou as expectativas dos consumidores, o que força as empresas a adequaram tanto a produção quanto sua logística. O uso de robôs autônomos em aplicações de armazenamento é uma das principais tendências para 2019, o que se estenderá para os próximos anos. A IDC prevê que os gastos mundiais com sistemas robóticos e drones totalizarão US $ 115,7 bilhões em 2019, um aumento de 17,6% em relação a 2018. Em 2022, esses aportes devem atingir US $ 210,3 bilhões.

Pioneira, a Amazon possui mais de 100 mil robôs em operação em mais de 26 centros de atendimento de pedidos em todo o mundo.

O envio antecipado não é uma novidade, mas mudou. Ao invés de centros de distribuição regionais, empresas adotam o envio de estoques para depósitos quase que imediatamente. Isso é possibilitado pela AI, que prevê, e aprende, quais itens, marcas e volumes serão exigidos a cada momento e em quais localidades.

Como as necessidades de automação de processos e fornecedores diferem de uma indústria para outra, a eficiência de sistemas e plataformas Edge AI dependem da capacidade de integração com as plataformas de nuvem do cliente. Devem ser customizáveis, para que possam atender a requisitos específicos de implantação. A VIA Technologies, por exemplo, tem como diretriz garantir compatibilidade com os líderes do segmento, caso de Alibaba, Microsoft e Foghorn. Fidelização de clientes, previsibilidade da operação e de custos, eficiência na entrega e assertividade na oferta se tornam fundamentais para a atividade industrial.

*É diretor-geral da VIA Technologies no Brasil

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Paulo-de-Godoy_Pure-Storage-Brasil-sitepor Paulo de Godoy*

Os dados são um catalisador para o crescimento e inovação, com o poder de transformar a maneira como uma empresa opera e atende seus clientes. No entanto, o grande volume de dados gerados atualmente cria uma sobrecarga nas organizações e a velocidade com que são gerados não está sendo acompanhada por um processo e por uma análise profunda.

Para colocar isso em contexto, de acordo com a IDC, o volume de dados gerados pela Internet das Coisas (IoT) será tão grande em 2025 quanto a quantidade total dados criados em 2020. Diante desse cenário, qual é a solução ideal para processar e analisar essa quantidade de dados? É aqui que a Inteligência Artificial (IA) pode ajudar.

Os dados são tão essenciais para as operações que um estudo recente que fizemos em parceria com o MIT Tech Review Insights constatou que 82% dos líderes empresariais acreditam que a Inteligência Artificial será um fator de mudança na forma como pensam e processam os dados.

Sem dúvidas, a IA pode ajudar as organizações a obter o máximo dos dados, porém, muitos mitos que a envolvem precisam ser dissipados. Esta é uma oportunidade estratégica para o canal trabalhar com seus clientes e ajuda-los a se livrar de qualquer equívoco ou relutância em relação à implementação da tecnologia.

Mito 1: Inteligência Artificial é uma tecnologia futura

Inteligência Artificial não é um conceito futurista ou material de ficção científica. Ela nos envolve aqui e agora. No entanto, os clientes podem ter dificuldades na hora de pesquisar, como encontrar uma lacuna de aplicativos de ponta e terminologia científica que não é baseada na realidade. Para combater isso, o canal deve ser capaz de demonstrar os casos de uso real que já estão entregando resultados nas empresas.

Nosso estudo com o MIT mostrou que 37% dos líderes apontaram os recursos e o talento como uma barreira à adoção de tecnologias de inteligência artificial e com a escassez de habilidades tecnológicas amplamente divulgada, essa é uma questão que parece não desaparecer em breve.

Para resolver isso, o treinamento começa em casa. Os revendedores de canal devem garantir que suas equipes sejam totalmente treinadas e conhecedoras da Inteligência Artificial, para que possam orientar os clientes na tomada de decisões. O treinamento de equipes específicas de IA deve começar agora para atender aos clientes a curto e longo prazo. Obtenha equipamentos para o seu laboratório e dê a sua equipe experiência prática. Nesses times deve haver pessoas que possam comunicar os benefícios das tecnologias em vários níveis, seja para o C-Suite, o gerente de TI ou até mesmo para um cientista de dados.

Mito 2: Percepção de Hollywood vs. Realidade

A percepção da IA é frequentemente derivada de como é apresentada na mídia. Tome como exemplo os filmes de Hollywood: a noção de uma “revolução dos robôs” contribui para que as pessoas pensem duas vezes antes de explorar as possibilidades da Inteligência Artificial. Na realidade, o termo é usado hoje para tratar de tecnologias como automação, Machine Learning Deep Learning. É o que estamos vendo hoje nas indústrias de impacto, eliminando tarefas que consomem tempo e permitindo que as empresas processem grandes quantidades de dados na velocidade da luz.

A IA está sendo usada, por exemplo, para realizar diagnósticos e análises de grandes quantidades de dados em segundos, ao invés dos dias que o ser humano levaria, ajudando a encontrar cura para doenças antes consideradas incuráveis. Existem inúmeros exemplos de uso de IA que têm um impacto positivo em quase todos os setores. A IA também está ajudando as seguradoras a analisar imagens de carros acidentados ou danos à propriedade para fornecer uma estimativa instantânea de um sinistro e os fornecedores de varejo estão aplicando a inteligência artificial ao vídeo para reconhecer e entender melhor o comportamento do cliente.

Os parceiros de canal devem ser capazes de demonstrar a realidade da IA, automação e Machine Learning e os benefícios que elas podem trazer para os negócios. Configurar um laboratório de demonstração aos clientes é uma ótima maneira de fazer isso. Somente quando as empresas puderem ver casos de uso real e as implicações dessas tecnologias no dia-dia, elas estarão inclinadas a adotá-las. Ter o senso prático de como as tecnologias de IA realmente funcionam também ajudará os líderes de negócios a vender os benefícios de volta à força de trabalho mais ampla.

Mito 3: Substituição de Emprego

Para muitos, o tópico da Inteligência Artificial desencadeia automaticamente o medo da substituição de empregos. Um exemplo é o estudo realizado pelo Centre for London, alertando que quase um terço dos empregos na cidade tem o potencial de ser realizado por máquinas nos próximos 20 anos. Enfrentar as questões e a resistência dos trabalhadores preocupados com esse tópico poderia criar outra barreira para a adoção da IA.

No entanto, onde há desafios, também há oportunidades, e a conversa precisa se afastar da “substituição” para a “evolução” do trabalho. Os líderes e os trabalhadores precisam se concentrar em como a inteligência artificial pode aumentar e melhorar suas funções – e é nesse ponto que o canal pode desempenhar um papel importante. Os revendedores podem oferecer programas de educação e treinamento sobre as novas tecnologias, não apenas para garantir que os negócios possam usá-las tecnologias em todo o seu potencial, mas também para suprimir quaisquer preocupações que envolvam a inteligência artificial. São esses tipos de serviços que posicionarão os revendedores como verdadeiros parceiros de negócios.

Enfim, a Inteligência Artificial chegou e está gerando um impacto positivo. Com tantas oportunidades quanto desafios (como acontece com qualquer nova tecnologia), muitos líderes estarão olhando para seus parceiros de canal para orientá-los. Se os revendedores puderem conscientizar seus clientes sobre os benefícios da IA, demonstrar seus impactos reais e se comunicar com qualquer nível de uma organização, eles se tornarão um parceiro confiável e altamente estratégico para ajudar as empresas em sua jornada de transformação digital.

*country manager da Pure Storage no Brasil

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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