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unnamed*por Ingo Pelikan

É crescente a necessidade de integração na cadeia automotiva. Por um lado, os sistemas industriais avançam em direção à Indústria 4.0, que demanda inovações nos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos produtivos. Por outro, os veículos – cada vez mais conectados, elétricos, autônomos e compartilhados – passam pela disrupção de suas tecnologias.

Em paralelo, os modelos de negócios ainda enfrentam fase de transição na indústria automotiva. Já começam a sair do clássico ‘montadoras, sistemistas e fornecedores’ para incluir os desenvolvedores de soluções para o transporte, uma vez que o veículo se tornou serviço, o motorista virou passageiro e, como tal, deseja ter uma série de facilidades para se locomover.
Neste contexto de profundas inovações, a interação do setor – entre os diferentes elos envolvidos em todo o processo, do desenvolvimento à manutenção do veículo – precisa ser fortalecida para que haja troca de experiência e velocidade de informação. Do contrário, os riscos da não integração são grandes, a começar por falta de transparência e perda de tempo na coleta de informações.
Outro grande impacto é a tomada de caminhos divergentes, que provavelmente devem se chocar em algum momento e exigir grandes retrabalhos. Como a execução de tarefas se mostra cada vez mais veloz em toda a cadeia, trilhar um caminho que seja errado poderá exigir enorme tempo para a sua correção, o que deve gerar atrasos na evolução exigida pelo mercado.
É essencial um entendimento comum sobre as demandas de inovação para tomadas de decisão mais assertivas, afinal as organizações devem colocar no radar de investimentos para os próximos anos altos aportes em inovação, tanto de produtos, quanto de processos de fabricação. Esse movimento envolverá uma gama de empresas que não estarão restritas às tradicionais da cadeia automotiva.
 
*Ingo Pelikan é presidente do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA)

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saneamento*Elias Oliveira

 

Apesar de um leve avanço, a situação do saneamento básico no Brasil ainda é muito grave e faz com que metade da população ainda não tenha acesso a esgoto tratado: são mais de 100 milhões de pessoas afetadas, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Além disso, segundo a instituição, 34 milhões de brasileiros não recebem água tratada.

Também preocupa o fato de o país produzir cerca de 9 mil toneladas por dia de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) – essa é a parcela orgânica dos efluentes dos esgotos domésticos. Desse total, apenas 39% são removidos pelas Estações de Tratamentos de Esgoto (ETEs), de acordo com levantamento divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Ministério das Cidades, no “Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas”.

Ao avaliar todas essas informações, podemos concluir que a situação de saneamento em nosso país é bem crítica. Assim, devemos utilizar o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, para debater o assunto, pois a situação impacta diretamente na saúde da população, sobretudo com a proliferação de mosquitos transmissores e o consequente aumento dos casos de febre amarela, dengue, chikungunya e vírus zika.

Isso ocorre porque o esgoto a céu aberto se acumula em poças, que se misturam às águas da chuva e se transformam em novos criadouros para o mosquito. Outras doenças, como a febre tifoide, hepatite A e E, pólio e cólera também são potencialmente causadas pela falta de tratamento da água.

Além das muitas vítimas, o combate a essas doenças também afeta diretamente os cofres públicos, afinal investir em saneamento e prevenir os danos custa bem menos que cuidar de um paciente internado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar gasto com o saneamento básico representa uma economia de US$ 4,3 com a saúde.

Embora seja uma realidade distante de boa parte da população, algumas soluções químicas são extremamente eficazes para minimizar os níveis de contaminação da água e capazes de contribuir diretamente com a qualidade de rios, lagos, represas e lençóis freáticos.

Para auxiliar no tratamento feito tanto por administrações públicas quanto por privadas, empresas nacionais trabalham constantemente no desenvolvimento de sistemas e produtos altamente eficazes e seguros, como o Cloro, ideal para desinfecção de águas e esgoto. Soluções à base de cloro já são aplicadas há mais de cem anos, por exemplo, em estações de tratamento e também em indústrias de alimentos e bebidas. É o meio mais eficaz e barato para prevenir doenças, eliminar parasitas, vírus, fungos e bactérias.

Ter água limpa e saneamento básico é mais que um direito, é sinônimo de qualidade de vida e saúde para a população. Por isso, o Dia da Água deve ser visto como uma oportunidade perfeita para chamarmos a atenção do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada para um dos grandes problemas do país que necessita urgente de uma solução.

 

*Elias Oliveira é gestor institucional da unidade de negócio Sabará Químicos e Ingredientes, pertencente ao Grupo Sabará, empresa que oferece ao mercado soluções integradas para o tratamento de águas industriais e saneamento básico, garantindo há mais de 60 anos o fornecimento de produtos, equipamentos, assistência técnica e prestação de serviços para a desinfecção de águas em diversos processos industriais.

É membro da Comissão de Estudo de Produtos Químicos para Saneamento Básico, Água e Esgoto da ABNT; Membro da Comissão de Manuseio e Transporte da ABICLOR (Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados); Membro do Comitê Gestor Prodir (Processo de Distribuição Responsável) da ASSOCIQUIM; Membro da Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos da Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo; e Coordenador da Sub Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos da Região de Campinas.

 

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ciclo-da-logistica-reversa*Por Nilo Cini Junior

Nos últimos anos, a sustentabilidade se transformou em um dos temas mais discutidos no setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser humano está cada vez mais certo de que os recursos naturais que estamos utilizando são finitos. Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência cada vez mais presente em nossa sociedade.

Seguindo essa forte tendência, o conceito de Logística Reversa também passou a ser muito difundindo no universo corporativo, se transformando em uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade no setor empresarial. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Logística Reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e indústrias se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados a logística reversa. A Lei 12.305/2010, obriga os fabricantes e distribuidores a recolherem as embalagens usadas. Hoje em dia já não basta reaproveitar e remover os refugos do processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o final da vida útil do produto. Por isso, a Logística Reversa está cada vez mais presente nas operações das empresas, desta forma, o investimento para desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promovendo não só a redução do peso dos recipientes, que já colaboram para redução do impacto ambiental, mas também a diminuição dos custos de industrialização por serem mais leves. Além disso, outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as empresas demonstram que estão preocupadas, também, com o meio ambiente.

Há muito desperdício tanto nos processos industriais como nos processos de coleta seletiva e a Logística Reversa possibilita a reutilização desse material ou, se não for possível o reuso, ela promove o descarte correto do mesmo. Dessa maneira, as empresas têm se esforçado para reintegrar os resíduos nos processos produtivos originais, minimizando as substâncias descartadas na natureza e reduzindo o uso de recursos naturais. Fabricantes de bebidas, por exemplo, têm gerenciado o retorno das garrafas desde os pontos de venda até os centros de distribuição.

Em uma pesquisa feita com a cadeia de suprimentos de cervejas e refrigerantes, onde os integrantes terceirizaram o processo de coleta e retorno de embalagens usadas para reciclagem, foi obtida uma economia anual de mais de U$ 11 milhões. Ambos lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor acaba cumprindo com sua consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa produzirá novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa cadeia também se beneficia, já que novas oportunidades de negócio são geradas e há uma maior inserção no mercado de trabalho para a parcela marginalizada da sociedade.

Para completar, fica evidente que a Logística Reversa é uma maneira eficiente de recuperar os produtos e materiais das empresas que foram descartados, tornando-se peça fundamental para as empresas que querem ser sustentáveis. Atualmente, as empresas modernas já entenderam que além de lucratividade, é necessário atender aos interesses sociais, ambientais e governamentais, para assim atingir a sustentabilidade. É preciso satisfazer os stakeholders, que inclui governo, comunidade, acionista, clientes, funcionários e fornecedores, que avaliam a empresa de diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em difusão no Brasil, já que é aplicada somente por empresas de grande e médio porte. Porém o potencial de crescimento nos próximos anos é muito promissor.

*Nilo Cini Junior é empresário e presidente do Instituto de Logística Reversa (ILOG)

 

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Liliane Bortoluci_1Por Liliane Bortoluci, diretora da FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos

O encerramento de 2017 trouxe a confirmação de uma expectativa que vinha se desenhando ao longo do ano: depois de um período que pareceu interminável, a economia brasileira voltou a crescer.

 Enquanto aguardam a divulgação oficial, em março, do resultado do Produto Interno Bruto de 2017, economistas apostam numa alta de 1%. Parece pouco, mas se comparado ao tombo de 8,2% no acumulado do segundo trimestre de 2014 ao último de 2016, é um enorme avanço e, mais importante, indica que a sangria foi estancada. Para 2018, a expectativa é ainda melhor, 2,7% de crescimento.

 A inflação, que tanto impacta no bolso do consumidor e nas finanças das empresas, fechou o ano em 2,95% (IPCA), muito longe dos 6,29% de 2016 e abaixo até mesmo do piso para o ano, que era de 3%. É a primeira vez que a inflação fica abaixo do piso desde a implantação do regime de metas no País, em 1999.

 Outra boa notícia vem do comércio exterior: nossa balança comercial registrou superávit recorde de US$ 67 bilhões em 2017, melhor resultado dos últimos 29 anos, segundo o MDIC. E como uma coisa leva à outra, a taxa Selic, um dos fatores que mais afetam a capacidade de investimento das empresas, bateu a mínima histórica de 7% e a expectativa é terminar 2018 entre 6,5% e 6,75%.

 Em que pese a dificuldade do governo para aprovar as reformas estruturais e as incertezas que rondam em ano eleitoral, esses indicadores econômicos reforçam a confiança de que os bons ventos voltaram a soprar: 2018 será o ano da retomada do consumo, da produção de bens e, evidentemente, da indústria de bens de capital.

 Em entrevista ao jornal Valor Econômico no final do ano passado, o presidente da Abimaq, José Velloso, projetou crescimento de 5% a 8% do setor de máquinas em 2018, bem acima da previsão do PIB e da inflação. A entidade acredita na retomada dos investimentos, principalmente em função dos gargalos acumulados nos três anos de recessão, e alerta que o resultado depende de condições como a aprovação das reformas (Previdência e Tributária), a manutenção da taxa de juros em patamares baixos e a melhora na oferta de crédito aos empresários.

 Portanto, mais do que nunca este é o momento de voltar a investir e acreditar. Os fabricantes de bens de consumo já vêm se preparando para ampliar e atualizar suas plantas desde os primeiros sinais da retomada, em meados de 2017. Os indicadores que chegam no início deste ano tendem a reafirmar a confiança dos empresários e dar novo impulso aos projetos, até então engavetados, para aquisição de máquinas e equipamentos mais modernos, com capacidade para atender às necessidades dos consumidores sem abrir mão da produtividade e da competitividade.

 A melhor oportunidade do ano para que isso ocorra se avizinha: em abril, a FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, em São Paulo, vai apresentar o que há de mais moderno na indústria de bens de capital mecânicos disponíveis no País. Uma das grandes vantagens de visitar uma feira de negócios deste porte está na facilidade para encontrar atuais e novos fornecedores entre as centenas de grandes marcas nacionais e internacionais que estarão reunidas num único local, durante cinco dias, criando ambiente que estimula os negócios e novas parcerias.

 O momento da retomada chegou! Há alguns anos, ele parecia muito distante, mas agora que a oportunidade bate à porta, é preciso ter a coragem de acreditar e investir. Quem deixar passar o momento e o agora pode ter muita dificuldade para reconquistar o mercado.

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*Reinaldo Pinho

Nunca se propagaram tantas palavras inerentes ao meio ambiente, como se faz atualmente. Coleta seletiva, reciclagem, reuso, selo verde, sustentabilidade, dentre tantos outros conceitos são relevantes para a preservação ambiental.

O mundo todo tem consciência da necessidade de se melhorar as condições ambientais para continuidade e avanço do desenvolvimento das nações. Um significante compromisso foi firmado no Japão há duas décadas – o Protocolo de Kyoto – tendo como objetivo a redução da emissão dos gases para a atmosfera, que agravam substancialmente o chamado efeito estufa, tão crítico para o aumento do aquecimento global.

Casos trágicos como o de Mariana, em Minas Gerais, ou do Golfo do México expõem quão vulneráveis somos a essas situações.

O Brasil, independentemente do cenário político econômico em que vivenciamos, é centro do interesse de empresas com disponibilidade para investimentos, até em setores como o de Oil&Gas e Petroquímico, que mesmo com todos os escândalos envolvendo a Petrobras, ainda são listados como uns dos principais negócios para aportar recursos.

 Mas, mesmo com essa constatação e apesar do avanço tecnológico latente no nosso dia a dia e da transformação digital que estamos vivenciando, os produtos que dispõem de soluções tecnológicas específicas para a mitigação de riscos ambientais ainda são renegados dentro das organizações.

 Para exemplificar, quando há um vazamento de óleo em portos, terminais portuários, aeroportos, rodovias, ou indústrias, existe uma incidência elevadíssima de uso de produtos alternativos incorretos para fazer a absorção desse óleo que vazou. Aplica-se, invariavelmente, serragem de madeira ou até mesmo areia como absorventes, materiais que não exercem essa função. Isso é, no mínimo, insensato, pois existem produtos próprios para essa finalidade, com tecnologias variadas de capacidade de absorção de óleo. A evolução desse mercado foi tanta, que atualmente há produtos de última geração, que além de absorverem o óleo, fazem a sua decomposição, evitando eventuais gastos com a destinação do resíduo gerado.

 É “conditio sine qua non” que os executivos de alto escalão das empresas, sejam elas públicas ou privadas, estejam atentos à prevenção dos acidentes ambientais e, principalmente, às consequências danosas atreladas à ocorrência deles. Deveriam pois, participar ativamente da decisão de uso de produtos adequados para a devida proteção ambiental.

 De que adianta ter a certificação mais complexa e atual, ou mesmo seguir, ao menos na teoria, todos os procedimentos padrões estabelecidos pelas políticas contempladas pelos sistemas de gestão ambiental, se a falsa economia gerada na aquisição de produtos inadequados, oriundos de fornecedores oportunistas, que não agregam valor algum, visando apenas “vender preço”, tem consequência infindável, se por ventura um problema acontecer? Aliado ao aqui exposto, há um ceticismo exacerbado direcionado aos produtos tecnologicamente mais qualificados, por total falta de conhecimento. Invariavelmente, questiona-se sempre na compra desses materiais o “quanto custa” e não “quais os benefícios que obterei”.

 Se fosse levada em consideração a contabilização dos passivos ambientais gerados pelas empresas, isso poderia criar uma revolução nos DRE’s apresentados e nos balanços publicados. Os departamentos jurídicos passariam a ter especialistas em Direito Ambiental em seus quadros de colaboradores, pois certamente a incidência dos casos de ações trabalhistas seriam infinitamente inferiores às ambientais.

 Portanto, com todo conflito ético e moral incitado pela corrupção descabida que está instaurada no País e que afeta diuturnamente o “modus operandi” de nossa nação, que felizmente caminha a passos largos para tomar as atitudes cabíveis para extirpar o quanto antes, definitivamente do nosso dia a dia, esse quadro que temos enfrentado nesses últimos anos, podemos, concomitantemente, criar parâmetros e mecanismos para também cobrar de todos executivos, que tem a incumbência para poder contingenciar danos ambientais fortuitos, uma maior responsabilidade ambiental.

*Sócio da Dex Advisors, responsável pelas áreas de Infraestrutura e M&A. Engenheiro Químico formado pela FEI e pós-graduado em marketing pela ESPM. Carreira profissional em organizações como Ecosorb, Camargo Correa, General Eletric Dow Corning, Henkel, entre outras.

reinaldo.pinho@dexadvisors.com.br

 

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O empresário brasileiro inicia 2018 mais otimista em relação aos negócios para os próximos 12 meses, como aponta o estudo International Business Report (IBR), realizado pela auditoria e consultoria Grant Thornton. O índice do Brasil no 4º trimestre de 2017 foi de 31%, aumento de 5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O levantamento avalia a expectativa de 2.500 líderes de mercado em 35 economias.

“A melhora no otimismo dos empresários brasileiros pode estar influenciada pela pressuposição de que o ambiente global permanecerá favorável e que o quadro político não contaminará a economia de forma significativa. A continuidade da recuperação da expansão do consumo das famílias; a ampliação dos investimentos, reflexo da expansão do crédito para pessoas jurídicas, e o aumento do número de postos de trabalho são fatores que poderão reverter a contração dos últimos anos”, destaca Daniel Maranhão, sócio líder da área de auditoria da Grant Thornton.

Apesar da leve melhora, o Brasil ainda está abaixo da média global, que foi de 58%. “Os principais riscos para a atividade brasileira podem estar associados à incerteza sobre a capacidade do governo que será eleito em 2018 em reverter o desequilíbrio fiscal dos últimos anos e a manutenção das condições favoráveis na economia global. Porém, já é o 7º trimestre consecutivo que o Brasil apresenta indicadores positivos e estamos percebendo que alguns setores da economia estão com alto potencial de crescimento como infraestrutura, tecnologia, educação, agronegócio e saúde”, completa Maranhão.

Confira a evolução dos dados nos últimos trimestres:

Outros indicadores

A pesquisa apresentou crescimento em alguns indicadores como Empregabilidade (25 pp), Custos de Energia (16 pp), Preço de Venda (12 pp), Incerteza Econômica (6 pp), Rentabilidade (5 pp), Crescimento salarial acima da inflação (3 pp) e Receita (2 pp). Os indicadores que registraram queda foram Exportação (-14 pp); Pesquisa e Desenvolvimento (-10 pp), Escassez de Talentos (-8 pp) e Burocracia (-1 pp).

Confira a evolução dos demais indicadores no Brasil:

Setor

Indicador

Variação trimestral

Receita

65%

2 pp

Incerteza econômica

60%

6 pp

Empregabilidade

57%

25 pp

Rentabilidade

57%

5 pp

Preços de venda

44%

12 pp

Custos de Energia

34%

16 pp

Burocracia

33%

-1 pp

Pesquisa & Desenvolvimento

19%

-10 pp

Crescimento Salarial – acima da inflação

12%

3 pp

Escassez de Talentos

10%

-8 pp

Exportação

4%

-14 pp

Ranking global

No ranking global, o Brasil ganhou 3 posições, subindo da 25ª para 22ª colocação, se posicionando à frente da Rússia (23º), Itália (24º), Reino Unido (28º) e Japão (30º), entre outros. Os países mais otimistas são Indonésia (100%), Finlândia (96%) e Holanda (92%). Os piores indicadores são apresentados pela África do Sul (-18), Grécia (-10%) e Turquia (-10%). Quem mais cresceu em relação ao trimestre anterior foi a China, com 26 pontos percentuais, já a Itália foi a que mais caiu (24 pontos percentuais).

Cenário Mundial

Globalmente o otimismo registrou (58%), aumento de 9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e crescimento de 20 pontos percentuais quando comparado com o mesmo período do ano passado. Das grandes potencias, a China apresentou 78%, crescimento de 26 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

Os Estados Unidos, com 79%, e a União Europeia, com 48%, tiveram crescimento de 9 pontos percentuais e 1 ponto percentual, respectivamente. Importantes economias da Europa apresentaram uma leve recuperação como Alemanha (72%), 4 pontos percentuais de crescimento; França (52%), 11 pontos percentuais e Reino Unido (12%), 3 pontos percentuais a mais. A Espanha, com 43%, está com uma queda de -2%.

 

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unnamedPor Mauricio Prado, presidente da Salesforce Brasil

A tecnologia na nuvem cada vez mais se consolida como um importante e indispensável catalisador da capacidade de inovação e transformação digital. Projeções indicam que, conforme os anos avancem, a cloud computing vai impactar ainda mais a economia, gerando empregos e aumentando os ganhos de empresas de todos os setores.

O estudo Salesforce Economy realizado pela IDC e patrocinado pela Salesforce reforça essa percepção. Prevê-se que entre 2016 e 2022 a Salesforce e seu ecossistema de clientes e parceiros estimularão a criação de 3,3 milhões de novos empregos e injetarão mais de US$ 859 bilhões em novas receitas de negócios em todo o mundo.

O cliente no centro de tudo e a nuvem ao seu redor
O cenário positivo projetado pela pesquisa é resultado do aumento da capacidade de inovação em TI proporcionado pela nuvem, tecnologia que embasa todos os nossos serviços. É a partir dela que as empresas conseguem inovar mais e desenvolver projetos de maneira mais acelerada e com menores custos operacionais.

Para chegar a esse resultado, é preciso conhecer muito bem o consumidor utilizando como base o uso de ferramentas como o Big Data e a Inteligência Artificial – fundamentais para traçar os perfis do seu público. Com a combinação dessas duas tecnologias, é possível ler traços em comum entre as pessoas, identificar temas de interesse e até perceber o lapso de tempo da interação de cada uma. A partir dessas informações também é possível antecipar-se aos desejos do público, prever tendências e direcionar as estratégias das empresas de uma maneira muito mais assertiva.

Cenário positivo para o Brasil
A pesquisa também analisou o impacto dos serviços da Salesforce em alguns países isoladamente e, pela primeira vez, o Brasil entrou nessa lista. A projeção prevê que a Salesforce e seu ecossistema contribuam com a geração de US$ 27 bilhões em receitas apoiadas inclusive pela criação de 195 mil empregos diretos em apenas seis anos. Só em 2018, serão mais de 37 mil novos empregos diretos no País.

Tem sido um deleite comprovar como ajudamos organizações a alcançar padrões de relacionamento diferenciados com seus clientes e a desenvolver novos caminhos de carreira e negócios para aumentar o crescimento, apesar dos desafios macroeconômicos. Acredito que parte dessa grande motivação vem de compartilharmos uma plataforma de aprendizado online e gratuita para que qualquer internauta possa desenvolver soft skills assim como aprender a utilizar nossas soluções e responder às demandas de negócios, algo que faz parte da rotina de desenvolvedores, administradores da plataforma e dos próprios usuários. A superação dos desafios da Era do Cliente é recompensada pelas enormes oportunidades de ampliar os negócios para empresas e instituições de todos os portes e setores.

 

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marcos_conde_divulgacao*Marcos Conde

O desenvolvimento sustentável está, ao menos desde os anos 1980, no centro das discussões socioeconômicas e tecnológicas, e suas premissas foram alçadas, com justiça, ao patamar de condição inegociável para o crescimento de todos os setores da indústria nas próximas décadas. Nesse contexto, a norma ISO 14001, da International Organization for Standardization, é uma das mais importantes ferramentas na implementação de práticas sustentáveis.

Essa norma estabelece os requisitos mínimos para um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), incluindo: uma política ambiental da organização, objetivos e metas ambientais, a gestão de aspectos e impactos ambientais (utilização de produtos químicos, resíduos, esgotamento de recursos naturais, energia, emissão de efluentes líquidos e gasosos etc.) e, ainda, o atendimento dos requisitos legais e o ciclo de vida dos produtos.

Em outras palavras, a ISO 14001 ajuda as empresas a identificar e reduzir quaisquer efeitos nocivos que suas atividades possam causar ao meio ambiente. Além dos evidentes benefícios ambientais, as empresas que demonstram seu compromisso com a agenda sustentável colhem ganhos reais e competitividade no mercado. Atualmente, a responsabilidade ambiental é um dos fatores mais importantes para a imagem institucional de uma marca, logo, o reconhecimento da postura ecológica é um diferencial fundamental para a indústria.

Em 2015 foi publicada a mais recente versão da ISO 14001, com a proposta de estreitar a relação entre meio ambiente, sociedade e economia – os três pilares da sustentabilidade – e fortalecer a Gestão Ambiental Estratégica. Uma mudança digna de nota e diz respeito à abordagem do ciclo de vida: a partir de agora a organização certificada deve planejar e implementar medidas de atuação considerando todo o ciclo de vida de suas atividades, produtos e serviços. Além disso, a gestão de risco passa a ganhar nova dimensão, sendo necessária a avaliação metodológica do impacto de possíveis eventos ambientais, negativos ou positivos.

Nem todas as empresas sabem, mas a ISO 14001:2015 entrará em vigência em setembro de 2018 – exatos três anos após a publicação da atualização. Assim, cabe alertar que as certificações já existentes não terão mais validade a partir da data referida. Portanto, recomenda-se que as empresas busquem a renovação até março de 2018, para que o processo esteja devidamente concluído até a data final, 14 de setembro de 2018.

Quando uma organização é certificada ISO 14001:2015, ela pode estar segura de que conta com um Sistema de Gestão Ambiental que contempla todos os requisitos legais aplicáveis, dispõe de objetivos, metas e planos de ação que promovem a melhoria continua do seu desempenho ambiental e, por consequência, minimiza o impacto de suas atividades, produtos e serviços em relação ao meio ambiente.

Sendo a preocupação com o desenvolvimento sustentável uma pauta de destaque em todo o mundo, o certificado ISO 14001 pode ser o elemento que separa as empresas bem-sucedidas das malsucedidas em exportações. Afinal, diversos países exigem a certificação em suas transações de importação, o que pode reduzir ou até dizimar as chances de empresas brasileiras à procura de oportunidades de negócios no mercado externo.

Para obter o certificado, é necessário que a empresa procure uma certificadora acreditada por organismos de acreditação com reconhecimento internacional. A instituição contratada terá auditores de conformidade especializados na averiguação dos padrões e regras estipulados pela ISO, como é o caso da Intertek, certificadora global acreditada pela ANAB (ANSI-ASQ National Accreditation Board).

 

* Marcos Conde é Gerente de Auditoria e Certificação de Sistemas, líder global no segmento de testes, inspeções e certificações, atuante em mais de 100 países (marcos.conde@intertek.com)

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indO mundo digital está cada vez mais presente na vida das empresas e das pessoas.  Hoje, em maior ou menor grau, a tecnologia impacta estilos de vida e o processo produtivo nas empresas, facilitando as atividades como um todo.

Essa transformação digital apoiada na internet propiciou uma grande plataforma de intercâmbio de informações que, aliada à abrangente conectividade dos sistemas e dispositivos, a custos cada vez menores, será responsável por fortes transformações econômicas e sociais, que já se insinuam no presente e se acentuarão nos próximos anos.

A conjugação de tecnologias conhecidas como: IoT (Internet das Coisas); Big Data (manuseio e análise de volumes crescentes de dados); Computação na Nuvem, Machine learning (máquinas que se atualizam a partir de dados sem a intervenção humana contínua)  e manufatura aditiva (produtos impressos por tecnologia 3D), bem como um profundo processo de integração dos sistemas, entre outras, dará origem a novos modelos de negócio que proporcionarão, em última análise, enormes benefícios aos consumidores finais.

Esse processo de evolução está sendo identificado mundo afora como uma “quarta revolução industrial”, ou de forma mais específica “Indústria 4.0”. A ideia principal é a implementação de “fábricas inteligentes” que aliam sistemas virtuais e físicos, combinados a redes e plataformas digitais com viabilidade de abrangência global, dando origem a cadeias de valor revolucionárias.

Para uma fábrica ser considerada inteligente, ou seja, estar modelada nos padrões da Indústria 4.0, deve apresentar as seguintes características:

  • interoperabilidade (a capacidade de sistemas ciberfísicos promoverem a conexão e comunicação entre seres humanos e as fábricas inteligentes);
  • virtualização (gerar uma cópia virtual das fábricas inteligentes e, através dos sensores de dados que monitoram os processos físicos, gerenciá-las e operar modelos de simulação, possibilitando avaliar ou testar mudanças de processo a custos viáveis e antes da implementação na linha de produção real);

ü  descentralização (Habilidade dos sistemas ciberfísicos tomar suas próprias decisões e produzir localmente);

ü  capacidade em tempo real (capacidade de coletar e analisar os dados de forma extremamente rápida e a baixo custo, gerando conhecimento derivado dessas análises imediatamente);

ü  orientação a serviços (Service Oriented Architecture (SOA) em inglês é um modelo de arquitetura de softwares e também de estrutura corporativa ou negócios, no qual as funcionalidades devem ser disponibilizadas na forma de serviços interoperáveis com outras funcionalidades e sistemas, baseado no conceito de computação distribuída; constitui requisito fundamental para a integração de sistemas na indústria); e

ü  modularidade (capacidade de adaptação flexível das Fábricas Inteligentes para requisitos mutáveis, através da reposição ou expansão de módulos individuais).

Os aspectos inovadores mais relevantes da indústria 4.0 são o atingimento de melhores resultados quantitativos, representados pela diminuição de erros e aumento na produtividade, assim como os qualitativos, relacionados a atributos de produto e processo, com resultados que muitas vezes superam as capacidades humanas.

Os impactos se estendem a todos os aspectos da cadeia, inclusive os ligados ao fluxo dos produtos, informação e valor, do ponto de origem ao consumidor final, e vice-versa. Assim, também já se fala de Supply Chain 4.0 e Procurement 4.0, por conta das oportunidades de aplicações tecnológicas no estabelecimento de processos colaborativos e mais efetivos entre os diversos agentes fornecedores e clientes, de forma ágil, flexível e responsiva. “Ou seja, a aplicação de tecnologia resultando num produto certo, na qualidade adequada, com agilidade na entrega, ao melhor custo e ainda assegurando o consumo racional e sustentável de recursos”.

Em última instância, caminhamos através de um processo inexorável de transformação da economia como um todo, que alguns já começam a denominar de maneira mais abrangente como Economia 4.0. E uma das características marcantes desse novo modelo econômico é que o potencial de ganhos não se restringe a um dígito, pelo contrário, presenciamos o nascimento de um novo paradigma de ganho exponencial.

Desafios do Brasil na indústria 4.0  
1.- Infraestrutura tecnológica deficiente referente à conectividade – banda larga 6.- Aderência a padrões trabalhistas globais (qualificação, remuneração e regulatório)
    
2.- Falta de estrutura logística de transportes, geração e transmissão de energia 7.- Má distribuição de renda prejudica o desenvolvimento do mercado consumidor potencial
   
3.- Falta de modelos adequados e atrativos para financiamentos de novos projetos, principalmente, com investimentos em tecnologia envolvendo equipamentos importados
  1. Risco político impede a percepção de bom ambiente para negócios
   
4.- Maior segurança jurídica para assegurar atratividade ao investimento direto com capital nacional e internacional 9.- Desregulamentação e abertura econômica, fazendo que as empresas em desvantagem competitiva com empresas de outros países tenham melhor visibilidade da necessidade dessa atualização tecnológica
   
  1. Altos custos de implantação de projetos (serviços, juros, impostos sobre materiais e equipamentos importados e burocracia para licenciamento)
 

 

 

Por trás dessas mudanças existe ainda uma grande ideia, ou seja, o ato de compartilhar grande parte das informações e do conhecimento, gerando oportunidades de negócios. O grande desafio, para cada empresa, na economia de compartilhamento é a identificação dos nichos de vantagem competitiva que assegurem diferenciação.

Mas como é comum em processos de transformação, precisamos nos adequar a essas mudanças. Um ponto interessante para ser avaliado é o impacto que ocorrerá na distribuição do trabalho na sociedade. “Estudos já indicam que o processo de transformação digital, ao longo dos próximos 20, 30 anos, tem o potencial de eliminar 40 a 50% dos empregos em formato atual. Por outro lado, empregos de natureza totalmente inovadora e mais qualificados serão criados, possivelmente em quantidade menor do que os que irão desaparecer”.

Para ocupar os novos espaços demandados na cadeia de valor, os profissionais deverão estar plenamente capacitados a entregar contribuições estratégicas e bem delineadas. Eles devem ter capacitação para lidar com as tecnologias envolvidas e seus instrumentos, além de habilidades imprescindíveis como: trabalhar em equipes multidisciplinares; ser pessoas empreendedoras em seu grupo; saber desapegar de ideias e ciclos que se esgotaram; saber lidar com ambiguidades; ter capacidade de síntese; dominar a comunicação e a linguagem; estabelecer relações quantitativas, ter poder de negociação, além de ser resilientes, intuitivos, curiosos, íntegros e ter propósitos claros e adequados.

Então eis uma série de perguntas: Será que sua empresa está pronta para tantos avanços? Sua empresa já começou a identificar e desenvolver profissionais com as características descritas acima? Sua empresa tem uma visão estratégica sobre os rumos para inovação em seu parque produtivo e processos, tirando proveito dessas novas tecnologias disponíveis? Na innovativa Executivos Associados acreditamos que essas e outras perguntas são respondidas mediante extensa pesquisa, aplicação de conhecimentos específicos e desenvolvimento da visão de oportunidades da transformação digital na indústria.

Ganhos mensuráveis usando tecnologia da indústria 4.0
 
1.- Recursos (consumo inteligente e racional de energia e matérias-primas)
 
2.- Otimização dos processos – cadeia produtiva
 
3.- Utilização dos ativos/CAPEX no processo produtivo
 
4.- Sistemas ciberfísicos, integração homem-máquina
 
5.- Redução de inventário (produção local /3D, produção unitária e otimização na cadeia
 
6.- Qualidade (atributos do produto final)
 
7.- Cadeia produtiva (otimização da previsão e gestão de demanda)
 
8.- Responsividade ao mercado / Time to Market (co-criação/open innovation, engenharia simultânea)
 
9.- Serviços / Pós-Vendas (orientação e manutenção remota)
   

 

 

Artigo escrito pelos sócios da innovativa Executivos Associados, Fernando Grobman e Renato Cajado.

 

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Por José Amauri Martins*

O período econômico em que o Brasil atravessa restringiu vários setores da economia. Com a construção civil não é diferente. Um dos setores mais importantes da economia, que gera grande número de empregos e ativa vários setores da cadeia produtiva passa por um momento de estagnação. Sabemos que é apenas um momento e o setor começa a apresentar os primeiros sintomas da saída da inércia, com pontuais lançamentos dos empreendedores mais arrojados, boas expectativas para o segundo semestre e a consolidação de vôos mais tranquilos em 2018. Este é o momento de arrumar a casa e estar atento às novas demandas do mercado e às exigências normativas.

Quanto aos elevadores utilizados em canteiros de obras – ferramenta indispensável na movimentação de pessoas e cargas nas construções verticais – é a hora de buscar informações e soluções para adequá-los, cabendo ao fabricante construir o elevador em conformidade com as exigências legais e normativas, evitando interdições nas horas indesejáveis, paralisando a obra e causando prejuízos incalculáveis.

Os elevadores utilizados em canteiros de obras são na maioria aqueles que têm como princípio de movimentação o sistema tipo cremalheira. As exigências técnicas legais são tratadas na Norma Regulamentadora 18 (NR 18) do Ministério do Trabalho e Emprego. No item 18.14 são tratadas de maneira explícita as exigências técnicas, sendo que alguns itens devem ser complementados com a norma técnica ABNT NBR 16200. Embora a utilização do elevador se concentre na indústria da construção civil, o equipamento não deixa de ser uma máquina. Deste modo, os aspectos de segurança em máquinas são tratados na Norma Regulamentadora 12, a NR 12.

Para melhor compreender as necessidades exigidas nos sistemas de segurança do elevador tipo cremalheira, deve-se orientar no capítulo da NR 12 que trata dos sistemas de segurança. As principais áreas de perigos do elevador tipo cremalheira são o controle do monitoramento dos movimentos, o controle das portas da cabine e as portas das cancelas instaladas nos pavimentos. O elevador é fixado na parte externa da edificação e sua altura vai aumentando conforme a obra vai se desenvolvendo. Em cada pavimento é necessário ter um sistema que impeça livremente o acesso ao elevador; chamado de cancela este sistema deve ser dotado de porta com intertravamento e chave de segurança com ruptura positiva monitorada por interface de segurança (rele de segurança).

A porta da cancela só é possível ser aberta quando o elevador estiver parado no pavimento. Quando o elevador chegar ao pavimento desejado, um sistema de chaves de fim de curso com ruptura positiva instalado na cabine do elevador indicará ao comando do equipamento o nivelamento da cabine em relação ao pavimento. Nesse momento o cabineiro tem permissão para abrir a porta da cabine do elevador para acessar o pavimento. Já o intertravamento com chave de segurança com ruptura positiva e com controle de inércia impede a abertura da porta do elevador enquanto o estiver se movimentando ou se não atingiu o nível do pavimento.

Com o elevador alinhado ao pavimento é possível abrir a porta da cabine. Com a abertura da porta, o sistema de segurança impede a movimentação do elevador e será possível abrir a porta da cancela. Nessa condição é possível fazer a retirada ou a entrada de materiais ou a saída de pessoas. Para que o elevador volte a se movimentar será necessário, primeiro, fechar a porta da cancela do pavimento, depois com a porta da cabine fechada os movimentos podem ser reestabelecidschemersalos.

São medidas de segurança necessárias para garantir a segurança na movimentação do elevador e manter todas as portas das cancelas dos pavimentos travadas. Trata-se de um conjunto de soluções que devem ter uma dinâmica e sequência de funcionamento lógico, porém simples. Contudo, exige conhecimento do profissional que vai projetar e implementar o sistema de segurança no conjunto elevador e cancelas de pavimentos. Esse profissional deve ter conhecimento em sistemas de comandos de segurança e ser habilitado para a execução do trabalho, se responsabilizando tecnicamente pela documentação, projetos e implementação, com a emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).

* José Amauri Martins é coordenador de treinamento de segurança da Schmersal

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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