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marcelopiresPor Marcelo Pires*

A Lei Geral de Proteção de Dados (lei nº 13.709/18), mais conhecida como LGPD, tem deixado diversos segmentos do setor empresarial de cabelo em pé. Aprovada em 2018, ainda durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), a lei regulamenta o tratamento de dados pessoais, definidos como “informações relacionadas a pessoa natural identificada ou identificável”. A norma, que entrará em vigor em agosto, teve um período de dois anos de adaptação, mas fato é que a maioria das empresas ainda não está em conformidade com a lei.

Desde a Revolução Digital, a informação se tornou sinônimo de poder. Alguns exemplos marcantes são o caso Facebook-Cambridge Analytica, quando dados coletados por aplicativos conectados à rede social foram utilizados para influenciar a opinião de eleitores em vários países, ou o vazamento de mensagens no Telegram de autoridades públicas brasileiras.

Pensando em proteger este bem tão valioso foi criada a LGPD, inspirada na regulamentação europeia GDPR (General Data Protection Regulation). A lei entendeu que o cidadão tem direito à proteção dos seus dados pessoais  e a controlar quais dados circulam a seu respeito e com que finalidade. Quantas vezes já trocamos nosso CPF por descontos em produtos ou usamos nossa conta do Facebook para acessar um aplicativo mais rapidamente? Não fazemos ideia de como essas informações serão armazenadas, para que serão utilizadas ou mesmo se é possível solicitar sua exclusão.

O caso Target é um exemplo de como somos monitorados na internet. A loja de departamentos norte-americana conseguiu descobrir, por meio de algoritmos e histórico de compras, que uma jovem estava grávida antes mesmo dela contar para a família. Imagine a situação constrangedora!

O conceito de privacidade é de difícil definição e passou por diversas interpretações ao longo da história da humanidade, mas é preciso existir transparência e responsabilidade no tratamento dos dados pessoais pelas empresas. Como explica o advogado, MBA em Direito Digital, com vivencia em tecnologia e segurança da informação, Jean Carlos Fernandes, “a LGPD certamante irá provocar grandes mudanças nas companhias, que terão que rever seus processos e procedimentos, tocante ao tratamento de dados pessoais. Além do ajuste e devido enquadramento legal, deverão também implementar programas de segurança da informação e proteção de dados pessoais. Embora a lei seja restritiva no que refere-se ao tratamento dos dados, e ainda exista a previsão de multa no caso de descumprimento, deve-se ter um olhar propositivo, pois as companhias que internalizarem a cultura de proteção de dados poderão se valer deste diferencial competitivo, além de agregarem valor a sua marca. Afinal, a lei não é um monstro de sete cabeças, como se acredita”.

Entre as principais mudanças para as empresas está a criação de uma cultura responsável de armazenamento de dados. Muitas não fazem nem ideia do quanto são dependentes de dados e do volume que armazenam. A Data Discovery será o primeiro passo para a adaptação. Depois, será preciso registrar como será feito o tratamento de dados, como serão armazenados e com que finalidade. Importante destacar que tudo isso deverá ter base jurídica nas justificativas previstas pela lei.

Além disso, toda empresa deverá ter um profissional ou empresa que fará a figura do Encarregado. Na Europa, ele é conhecido como DPO (Data Protection Officer). Ele é responsável por receber as notificações dos titulares dos dados e fazer a intermediação entre ele e a empresa e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Seu nome será público, visando sempre uma comunicação direta e transparente, e ele também deverá fomentar políticas de LGPD na companhia.

Ajustes contratuais também são parte fundamental da aderência à lei. Deverão estar muito claras outras duas figuras: a do Controlador e do Operador de dados. Enquanto o primeiro toma as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais, sendo a figura de maior responsabilidade no processo, o segundo realiza as ações em nome do controlador. Esses dois profissionais terão de atuar em conjunto e serão responsabilizados no caso de invasões ou vazamento de dados, por exemplo.

Até agosto, devemos observar um aumento no número de serviços prestados por consultorias e escritórios de advocacia, que irão auxiliar as empresas a estar em conformidade com a lei. Podem surgir, também, plataformas de gestão de cookies, consentimento e exclusão de dados, como uma nova oportunidade de negócio. Quem trabalha com UX também terá boas perspectivas, já que os termos e condições de uso, longos e engessados deverão desaparecer, já que o usuário deverá estar munido de informações claras para dar consentimento sobre seus dados. Isso dá margem para criar layouts interativos e facilitar o entendimento do contrato para o internauta.

A LGPD vai, sem dúvidas, obrigar as empresas a se adaptarem. Com tantas mudanças, é natural que os empresários vejam a lei como uma ameaça ao próprio negócio, mas, assim como aconteceu com o Código do Consumidor, em 1991, é questão de tempo para que usuários e empresas se entendam em relação ao uso de dados. Com a tecnologia e o direito caminhando juntos, a internet se tornará um ambiente mais seguro, livre de fraudes e uma ótima aposta para as companhias! Daqui a pouco, as pessoas vão perceber que a LGPD não é nenhum monstro.

Sócio-diretor da Neotix Transformação Digital*

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Alexandre XavierPor Alexandre Xavier*

Um programa setorial de longo prazo começa a ser desenhado com o propósito de fomentar a competitividade do mercado da reparação automotiva, inicialmente, no Estado de São Paulo. Trata-se do Rota 45, cuja finalidade é preparar, capacitar, qualificar e certificar as oficinas de reparação mecânica de veículos e lojas de autopeças – empresas cadastradas com a CNAE 45, em preparação para as profundas mudanças do setor automotivo que já estão em curso, sinalizadas pelo programa federal Rota 2030 e por legislações federais como Lei da Liberdade Econômica, nova legislação trabalhista, nova previdência social, desburocratização da máquina pública e, principalmente, o novo perfil de cliente com a conexão por meios digitais. São mudanças significativas que certamente terão impacto direto no aftermarket automotivo.

O Rota 45 foi idealizado pelo Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios) e pelo Sincopeças-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Veículos, Peças e Acessórios para Veículos), em parceria com o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva) e o Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), além de contar, no momento, com o apoio da Automec Feiras e as consultorias do Cesvi Brasil e do IAA (Instituto da Administração Automotiva).
Nesta parceria, o IQA, organismo acreditado pelo INMETRO, oferece serviços de qualificação e certificação que fomentam a melhoria contínua da qualidade de cada empresa na medida em que ampliam o conhecimento em relação aos novos processos de gestão e proporcionam condições de competitividade e maior visibilidade junto ao mercado. O IQA, atento às mudanças do mercado e na vanguarda dos processos da gestão da qualidade com foco na eficiência do negócio, entendeu o quão importante é esta iniciativa para o setor. Todo o trabalho se inicia com o diagnóstico sobre a situação da empresa, a partir do qual o gestor da oficina mecânica de veículos ou loja de autopeças recebe orientação sobre ações necessárias para melhoria dos processos, indicadas para a qualificação ou a certificação da qualidade.
Assim, o Rota 45 representa a ampliação do trabalho de incentivo à qualidade realizado no aftermarket por meio do PIQ (Programa de Incentivo da Qualidade), dedicado à certificação de oficinas, uma vez que agrega também lojas de autopeças, que terão mais possibilidades de serem certificadas com diversos benefícios, promovendo a qualidade de dois atores – oficinas e autopeças – fundamentais da cadeia, que precisam trabalhar em sinergia e estar preparados para as novas tecnologias automotivas e os avanços nos processos de gestão, a fim de proverem serviços de qualidade e com agilidade para um mercado cada vez mais exigente e qualificado.
Uma empresa certificada tem todas as condições de desenvolver negócios sustentáveis. Da mesma forma que a oficina de reparação mecânica de veículos precisa ter eficiência desde a recepção do cliente até a entrega do veículo, o varejista de autopeças precisa investir na melhoria contínua dos processos internos, do registro de produtos ao atendimento no balcão, de modo que possa entregar as autopeças corretas com a devida agilidade às oficinas para redução de erros nos processos de reparação automotiva.
Esta é uma oportunidade para o empresário revisitar o negócio com base nos pilares que sustentam um sistema de gestão orientado para a qualidade. Com a empresa certificada, o gestor passa a ter o controle dos processos com métodos de trabalho mais eficientes e colhe uma série de resultados, como aumento da produtividade, redução de custos e desperdícios, ampliação do faturamento e participação em licitações e tomadas de preço de organizações públicas e privadas.
Do Estado de São Paulo para o Brasil. Esta é a expectativa para o Rota 45, cujo movimento de inclusão será progressivo, de modo que microempresas de reparação de veículos e varejistas de autopeças de todo País serão inseridas e preparadas para a competitividade do setor automotivo, com reflexos positivos em toda cadeia de valor e sociedade, a partir da adequada manutenção dos veículos em circulação.
Superintendente do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva*

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Fábio Mestriner*Fábio Mestriner

 Há décadas uma questão assombra aqueles que, como eu, sabem da importância que a embalagem tem para os negócios. Nós sempre nos perguntamos por que as empresas brasileiras não percebem este valor, e por que ainda não utilizam este recurso para potencializar o desempenho do produto no mercado.

Pesquisas realizadas por escolas e instituições do setor concluíram que os profissionais estão, em sua maioria, dedicados à redução de custos da embalagem, ao invés de se dedicarem a utilizá-la de forma melhor: aproveitando a contribuição que o investimento feito pela empresa neste item pode proporcionar, como por exemplo, a utilização da embalagem como ferramenta de marketing, veículo de comunicação e elo de conexão com a internet.

A embalagem é uma poderosa ferramenta de competitividade que não pode mais ser utilizada apenas para carregar o produto: ela precisa ajudar a impulsionar o negócio da empresa.

Não faço aqui uma crítica aos profissionais de embalagem, que muitas vezes são forçados pelas demandas de seus empregadores. O nó da questão deste artigo diz respeito ao porquê das empresas brasileiras não utilizarem todo o potencial de suas embalagens e, na maioria das vezes, nem sequer perceberem o valor que elas têm.

Demorou, mas finalmente encontrei uma hipótese que pode nos levar a um entendimento melhor sobre esta questão: precisamos mudar a mentalidade que se estabeleceu nas empresas, que as fazem enxergar a embalagem apenas como um custo, um insumo de produção como os demais. Um entendimento equivocado, que faz com que as companhias entendam como produto apenas aquilo que elas fabricam, ou seja, aquilo que vai dentro da embalagem, fabricada numa outra empresa que fica longe e está cadastrada em seu departamento de compras.

Eles não sabem que, para o consumidor, a embalagem e o conteúdo constituem uma única entidade indivisível, conhecida pelo nome de produto. Portanto, produto para o consumidor quer dizer embalagem e seu conteúdo, uma vez que uma coisa não existe sem a outra. É neste entendimento truncado que reside o nó da questão.

Não é fácil mudar mentalidades arraigadas e, para isso, todo o setor de embalagem, as empresas e profissionais que atuam na cadeia, precisam se dedicar a mudança do “mindset” pois, como ensinou o venerável sábio chinês Lao Tsé, “mais vale acender uma vela que maldizer a escuridão”.

Não adianta ficar reclamando que as empresas não dão valor para a embalagem e que estão obstinadamente dedicadas a redução de seu custo. Precisamos acender uma vela e lembrar em todas as oportunidades que, para o consumidor, o produto e a embalagem constituem uma única entidade indivisível. Além de lembrar a todos que esta entidade participa e interfere na percepção de valor que o consumidor forma sobre o produto. Quem sabe assim encontramos um ponto de partida para tentar desatar o nó.

*consultor da Ibema Papelcartão

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AlexandrePierroPor Alexandre Pierro*

A década de 20 está começando em meio a uma grande euforia em relação à inovação. Tecnologias exponenciais, startups milionárias e a certeza de que estamos vivendo a era da inovação ou morte. Mas, nem tudo é como ou mesmo na velocidade que imaginamos. Por isso, arrisco aqui alguns palpites sobre as sete maiores tendências para 2020.

1 – Big Data: A cada dia geramos mais dados que, quando bem interpretados se transformam em poderosas informações que ajudam na tomada de decisão de qualquer empresa. As soluções de Big Data, que permitem que profissionais de TI trabalhem com informações não-estruturadas a uma grande velocidade, deve se tornar ainda mais acessíveis. Um estudo realizado pelo Gartner aponta que 75% das empresas devem investir nessa tecnologia até o fim desse ano. O IDC – International Data Corporation – estima que 35 trilhões de gigabytes serão gerados em 2020. Processar esses dados é o desafio.

2 – LGPD: Enquanto o Big Data trabalha na interpretação de um volume cada vez maior de informações, a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, que deve entrar em vigor em 16 de agosto de 2020, tenta nos proteger dos abusos e da invasão de privacidade. Ela afetará todas as empresas – brasileiras e estrangeiras – que coletarem, armazenarem ou processarem dados pessoais de indivíduos residentes ou localizados no Brasil. Partindo do pressuposto de que a maioria das empresas já tem montanhas de dados de clientes, será necessária não apenas uma mudança de sistema, mas sim de cultura para a captação e manipulação dessas informações.

3 – 5G: A Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações – confirmou que vai abrir a licitação de implementação da quinta geração de telefonia móvel (5G) até o final de março de 2020. E, engana-se quem pensa que o 5G e apenas uma versão melhorada do 4G. Trata-se de uma nova e disruptiva tecnologia que permitirá aplicações como carros autônomos, agricultura de precisão, cidades inteligentes, reconhecimento facial e principalmente a Internet das Coisas, onde objetos serão conectados entre si. A expectativa é que até 2025, 2,8 bilhões de pessoas sejam assinantes do 5G.

4 – Blockchain: Embora ainda esteja bastante associado ao mercado de criptomoedas, o Blockchain é uma tecnologia que irá muito além. Ele permite armazenar digitalmente registros de transações em redes descentralizadas, de forma segura e independente, conectando quem precisa de algo a quem tem, eliminando assim os intermediários. Nos próximos cinco anos, especialistas concordam que a solução se expandirá para várias aplicações pragmáticas no processamento de pagamentos, compartilhamento de dados, negociação de ações, manutenção e rastreamento de documentos. Seu impacto será tão grande que, de acordo com uma pesquisa da Deloitte, 77% dos 1.386 executivos de mais de 10 países indicaram que perderão vantagem competitiva se não adotarem essa tecnologia.

5 – China: E quando o assunto é tecnologia, a China reina quase que absoluta. O país que travou uma guerra contra os Estados Unidos em Inteligência Artificial em 2019, agora almeja sonhos literalmente mais altos: explorar Marte! A China acaba de lançar o terceiro exemplar do foguete Long March-5, um dos mais potentes do mundo. Os investimentos em infraestrutura também devem continuar por lá. Só em 2020, o país prevê um investimento de cerca de US$ 114 bilhões em transporte ferroviário, rodovias, hidrovias e aviação civil. Definitivamente, eles deixaram de ser a fábrica do mundo para se tornarem os grandes protagonistas.

6 – Zebras: Depois da febre dos unicórnios – empresas que valem mais de US$ 1 bilhão – agora parece ter chegado a hora das zebras. O movimento Zebras Unite, que surgiu nos Estados Unidos em 2017, por meio do manifesto “As zebras consertam o que os unicórnios quebram”, promete ganhar ainda mais força ao pregar o fim das rodadas milionárias de investimentos para empresas incapazes de gerar lucro. O professor de marketing da Universidade de Nova York, Scott Galloway, prevê um declínio de 50% no valor de “empresas unicórnio” de capital fechado em 2020. Ao que tudo indica, será o começo do fim das empresas que beneficiam apenas seus fundadores.

7 – ISO de inovação: Num contexto de mais resultados e menos euforia, especialistas como Arthur Igreja, do AAA, preveem a volta de termos como melhoria contínua, automação e revisão de processos. Será o back to the basic, ou seja, a volta ao básico, em vez de uma corrida desenfreada pela inovação. Nesse sentido, a ISO 56.002, de gestão da inovação, que foi lançada em julho de 2019, deve ser uma grande tendência para ajudar empresas de todos os portes e segmentos no seu processo de transformação. A norma visa garantir a geração de inovação por meio de valor, já que acredita que aquilo que não gera resultados financeiros trata-se apenas de invenção e não de inovação.

*Sócio-fundador da PALAS

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WhatsApp-Image-2019-10-16-at-17.37.43por Wanderson Leite*

A maioria das grandes empresas realiza treinamentos apenas uma vez por ano, colocando seus funcionários em uma sala fechada, com as luzes apagadas e um especialista passando slides. Mas, na era da tecnologia, celular 24h na mão e constantes transformações, esse tipo de situação pode se tornar contra produtiva.

Estas situações ficam ainda mais contraproducentes se o treinamento é realizado em um local distante da empresa, deixando os custos deste desenvolvimento ainda maiores. E esses custos só vem crescendo. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), em 2017, o investimento das empresas em treinamento aumentou 21%.

Pensando em facilitar os treinamentos corporativos para as empresas de maneira menos custosa, surgem as Edtechs, startups que utilizam a tecnologia para o desenvolvimento da educação. Elas não param de crescer. Segundo um mapeamento realizado em 2018, pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em conjunto com o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), as Edtechs crescem 20% ao ano.

O diferencial dessas Edtechs no ambiente corporativo é que, além da empresa gastar menos, já que há o custo-benefício de uma sala, os funcionários se mantém muito mais engajados e interessados. Isto se dá pela ampla gama de recursos apresentados, como podcasts para completar o conteúdo, gameficação para desenvolvimento de forma lúdica e até meditação para despertar mais foco e equilíbrio emocional.

Os podcasts são importantes ferramentas para manter esse interesse, já que o funcionário pode estudar intrigantes conteúdos, e até mesmo se divertir, de qualquer lugar que estiver, seja no ônibus, ao dirigir, no banho, na cozinha, ao caminhar e fazer exercícios, por exemplo. E, para o engajamento, nada melhor do que a competição gerada por um game, no qual muitas vezes o adversário é ele mesmo.

Ao ver seus resultados, o colaborador se instiga a conquistar cada vez mais, além de desenvolver o autoconhecimento. Ele começa a conhecer seus pontos fortes e fracos, e descobre onde precisa melhorar. E a evolução dele não para por aí. O gestor pode ter acesso a todos esses resultados e tomar decisões estratégias, realocando os melhores funcionários para as diferentes áreas. Afinal, é comum ter aquela pessoa que se destaca mais no trabalho manual, outra no estratégico, outra no relacionamento, entre outros.

Com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho, é importante que as empresas desenvolvam treinamentos mais atrativos. Não há nada melhor do que reter um talento por meio da qualificação que a própria empresa oferece. A solução que as Edtechs trazem não é a de apenas um treinamento por ano, mas sim de uma qualificação contínua. Com essa aproximação, o colaborador segue motivado, já que cria uma sensação de pertencimento em relação à companhia.

Para a empresa que quer investir nestes benefícios tecnológicos, a dica é procurar uma empresa, startup ou aplicativo que complemente os conceitos que a organização quer transmitir para a sua realidade, sem perder a essência. Para produzir resultados realmente satisfatórios, os treinamentos precisam ser constantes. Só assim é possível acompanhar o desenvolvimento de um colaborador e oferecer a ele as condições necessárias para que ele atinja seus objetivos e os da empresa.

*Fundador das empresas ProAtiva, app de treinamentos corporativos digitais, ASAS VR, que leva realidade virtual para as empresas e escolas; e Prospecta Obras, plataforma de relacionamento do segmento de construção civil.

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AlexandrePierroPor Alexandre Pierro*

É inegável que o mundo vem se transformando a uma velocidade cada vez maior. Com novos modelos de negócios e tecnologias exponenciais, gerir uma empresa com foco no amanhã tem sido uma tarefa cada vez mais desafiadora. Velhos manuais já não servem para muitas coisas.

Nesse sentido, não nos resta outra alternativa a não ser buscar novos horizontes e possibilidades. Descontruir antigos modelos mentais e partir em busca de novas oportunidades é uma tarefa cotidiana para todos os líderes e gestores. Por isso, manter-se bem informado é tão importante.

Contudo, por mais conteúdo relevante que você tenha acesso, ainda fica difícil fazer a inovação acontecer na prática. Muitas vezes, os cases de sucesso acabam funcionando mais como fonte de depressão do que de inspiração, tamanha a dificuldade de transformar ideias em resultados. Temos a sensação de que todas as outras empresas são capazes de inovar, menos a nossa.

A fim de acabar com essa sensação, foi publicada recentemente na Europa uma norma ISO de inovação, a 56.002, com o objetivo de padronizar terminologias, ferramentas, processo, métricas, métodos e interações na implementação da inovação dentro das organizações. Num primeiro momento, pode parecer contraproducente, mas o fato é que nada acontece dentro de uma empresa, independentemente de porte ou segmento, se não houver um processo.

Partindo do princípio que apenas ter um mindset inovador não é suficiente para gerar inovação, a ISO, que é uma organização sem fins lucrativos sediada na Suíça, passou 11 anos estudando as melhores práticas em inovação nos 163 países membros. O Brasil foi um dos países que contribuiu e, tenho muito orgulho de ser um dos membros do comitê da ABNT-CEE130 que ajudou na formatação dessa norma.

Diferentemente de outras normas ISO, que pregam requisitos, a 56.002 aponta diretrizes, sugerindo caminhos possíveis para cada empresa, de forma individualizada. Em inovação não há receita de bolo. O que serve para uma empresa, não necessariamente serve para outra. Há ainda a vantagem da integração com outras normais de classe mundial, como a ISO 9.001 e a ISO 14.001, o que garante melhores práticas com a gestão de qualidade e meio ambiente.

A ISO 56.002 está ancorada em oito pilares: gestão de risco, geração de valor, direcionamento estratégico, liderança visionária, cultura adaptativa, resiliência, gestão de insights e gestão por processos. O maior desafio está em criar uma cultura de inovação, fazendo com que as inovações aconteçam de forma sistematizada, e não esporádica. Precisamos primeiro desenvolver o mindset da inovação para depois criar processos que garantam a sua eficácia.

O intuito da norma não é engessar o processo, mas sim definir diretrizes para inovar através de um sistema de gestão que abarque toda a infraestrutura de uma empresa e a possibilite retirar de seu ambiente interno e externo ideias inovadoras que impulsionem seu crescimento. As vantagens envolvidas são inúmeras, dado que as empresas demandam cada vez mais inovação, diante da alta competitividade e complexidade do mercado.

As empresas que implementam esse modelo de gestão, se tornam referência dentro de seu mercado por terem um sistema de gestão voltado à inovação. A norma ajuda a controlar os processos, extraindo o melhor de cada fase e ampliando o engajamento dos colaboradores, sem deixar passar oportunidades. O resultado é uma ampliação considerável do marketshare da empresa e o aumento do valor agregado de seus produtos.

A gestão da inovação é hoje, o que a qualidade foi há alguns anos. Vivemos em um mundo onde a incerteza é a única certeza, e lidar com isso demanda uma ferramenta poderosa de gestão. Sem isso, estamos fadados ao ostracismo. A maleabilidade ordenada da inovação é a chave de uma boa gestão, alinhada com o futuro.

Engenheiro mecânico e bacharel em física nuclear aplicada pela USP*

 

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WANDREPor Wirandé Campos*

Não é de hoje que o investimento em tecnologia para melhorar processos e aumentar resultados vem sendo discutido por diversas empresas de diferentes setores no mercado brasileiro. Em linhas gerais, a inovação nunca foi um assunto tão prioritário como tem sido nos últimos anos por aqui. Entretanto, ainda há muito espaço para o tema.

De acordo com a GS1, Associação Brasileira de Automação, o índice de automação do mercado nacional atingiu 0,22 em 2017. Considerando que o máximo dessa escala é 1, é possível concluir que as oportunidades são grandes. Segundo o mesmo levantamento, a indústria sai na frente do comércio, com 0,26 contra 0,19.

De fato, a produção nacional tem bons exemplos de como a automação aprimora a operação das empresas. No setor gráfico, por exemplo, já é possível coletar a demanda de um usuário pela internet e automaticamente acionar a fábrica para preparar o pedido, seja qual for o material, a tiragem ou a distância do consumidor.

E, dentro do parque gráfico, a automação impera. Investindo em tecnologia de ponta, uma empresa pode reduzir o número de máquinas, aumentar significativamente a produtividade, reduzir o tempo de produção e, por isso, receber mais demandas, faturar mais e satisfazer ainda mais clientes.

Um caso de sucesso da automação envolvendo tanto indústria quanto comércio é o controle de logística. Graças a um sistema que integre vendas ao estoque e, consequentemente, à expedição, a precisão da jornada de um produto até a chegada a um determinado consumidor aumentou bastante.

Neste contexto, até o passageiro que viaja de avião se beneficia com a automação. Isso porque algumas companhias aéreas adotaram o RFID, um recurso de radiofrequência que ajuda essas empresas a rastrearem as bagagens e destiná-las para os voos corretos por meio de uma simples etiqueta de identificação.

Uma pesquisa realizada pela Avanade afirma que empresas que digitalizam processos podem ter receitas até 70% maiores do que organizações que não investem em tecnologia. Neste sentido, a Fundação Getúlio Vargas aponta que os gastos com TI representam uma média de 7,7% do faturamento das companhias. Mais uma vez, tem espaço para crescer.

Muito se fala da preocupação em relação às pessoas. Dizem por aí que a tecnologia substituirá o capital humano. Na verdade, ela faz com que surjam novas profissões e leva as empresas a se preocuparem com novas qualificações aos seus funcionários. De acordo com dados do Panorama de Treinamento no Brasil, as organizações investiram uma média de R$ 2,21 milhões em qualificação interna no ano passado.

Já ficou mais que provado que a automação traz rapidez, melhora a experiência dos consumidores, diminui erros, reduz custos e proporciona uma série de outros benefícios, além de capacitar pessoas. É um caminho sem volta: a tecnologia veio para ficar.

*Diretor de Operações (COO) da Printi

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NeilPor Neil Thacker *

Com um olho no risco e outro no compliance, o maior perigo hoje não é causado por uma informação que sai da rede corporativa, até porque muitas vezes ela já reside inteiramente fora da empresa. A ameaça é muito mais ampla. Dentro de um mundo de cloud, é fundamental reconhecer que DLP e a Proteção de Dados (DP) não são sinônimos – são abordagens muito diferentes, pois o foco precisa estar na proteção e atender a complexidade do ambiente atual.

A nuvem trouxe mudanças transformadoras para a TI corporativa, e a segurança precisa de uma abordagem completamente nova. Muitos executivos estão tentando resolver problemas neste ambiente com dispositivos projetados para um mundo muito diferente quando, na verdade, é preciso pensar de forma diferente sobre o problema. Não é possível obter a visibilidade e o controle dos dados na nuvem com abordagens tradicionais, eles precisam ser protegidos pela segurança na nuvem.

Muitos CISOs (Chief Information Security Officer), inclusive, admitem não estar preparados para inspecionar os dados adequadamente e avaliar os riscos nos serviços de SaaS, PaaS e IaaS. Como já se sabe, existe uma regulamentação a ser cumprida, que entrará em vigor em 2020 com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), então a mudança na abordagem de segurança na nuvem deve ser uma estratégia prioritária agora. Até porque, a mitigação de risco é responsabilidade da empresa e não do provedor de nuvem – inclusive, o Gartner deixou bem claro em um de seus recentes relatórios que “até 2022, pelo menos 95% das falhas de segurança na nuvem serão culpa do usuário final”.

Ainda assim, os CISOs estão se saindo bem em relação à visibilidade dos dados, embora ainda exista uma batalha constante com a Shadow IT. As empresas podem não estar adotando completamente a nuvem, mas a realidade é que os usuários finais, principalmente as equipes de Marketing e de RH, já utilizam esses serviços para executar projetos, independentemente do aval da TI. Ou seja, é inegável que os dados confidenciais estão sendo movidos para fora do perímetro permitido, impulsionados pela necessidade de serviços que suportam as cargas de determinadas áreas.

Em outubro de 2018, uma pesquisa revelou que as empresas usavam uma média de 1.246 serviços na nuvem, e a maior parte deles não era autorizada pela TI. E, ainda, 92,7% desses serviços não atingem pontuações ‘prontas para a empresa’. O alarmante é que essa prática acelera os riscos, de forma muito mais rápida do que as equipes de segurança são capazes de agir para bloquear as ameaças, mesmo que consigam identificar o que está acontecendo.

Hoje, independentemente de uma organização ter aderido com entusiasmo na nuvem ou estar sendo arrastada contra suas próprias políticas, estamos todos na nuvem – e vamos nos envolver ainda mais. Falar sobre prevenção de perda de dados parece não incluir o fato que, em primeiro lugar, hoje não estamos mais mantendo os dados.

Eles estão em constante movimento entre vários serviços, hospedados em diferentes geografias, sendo utilizados e analisados por várias partes, tanto dentro da organização como entre parceiros, e potencialmente até mesmo em sistemas de machine learning de terceiros.

Então, se quisermos parar de nos concentrar em evitar perdas, procurando buracos nas paredes e, em vez disso, nos concentrarmos em proteger os dados, o que precisamos saber?

Mantenha-se atualizado

O processo de permissão individual de aplicações na nuvem não é tão automático como parece e, em muitos casos, leva-se dias investigando protocolos e compatibilidade com o compliance que, inclusive, podem alterar a qualquer momento. As novas tecnologias de proteção de dados precisam estar emparelhadas com as informações sobre ameaças – como as divulgadas pelo CTA – e as parcerias entre equipes internas e provedores de serviços especializados se tornarão cada vez mais necessárias.

Políticas personalizadas

Determinar se um serviço de nuvem está apto para o corporativo não é suficiente para liberar o uso indiscriminado em toda a empresa. Por exemplo, não dá para garantir que os funcionários não estejam usando contas pessoais de aplicativos de compartilhamento online, como o Box, para dados internos. É preciso considerar que os usuários podem ter várias contas em provedores de serviços na nuvem – incluindo pessoais – e então planejar como acompanhar e impor políticas de proteção de dados entre contas diferentes.

Dados móveis e remotos

O foco da proteção não está apenas em quem está acessando quais dados, mas onde e como. Atualmente, 50% do acesso a serviços na nuvem é proveniente de dispositivos móveis, portanto, muitas empresas podem optar por diferentes políticas de segurança na nuvem para dispositivos corporativos e pessoais, ou conexões de rede ou localização de IP.

Ambientes SaaS, IaaS, PaaS e web

O risco e a segurança de serviços na nuvem representam muito mais do que apenas SaaS, que tendem a invadir as organizações como Shadow IT. O uso de soluções de IaaS, como o Amazon Web Services (AWS), Google Cloud Platform e o Microsoft Azure, explodem à medida que as equipes de devops criam apps e recursos para apoiar as metas estratégicas. A postura adequada deve permitir que uma organização projete políticas granulares a nível de usuário, dispositivo ou atividade, que possam ser facilmente aplicadas e gerenciadas em todas as plataformas e serviços da web.

 

CISO da Netskope para EMEA*

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imagem_release_1728625por Sylvia Bellio *

Com data para entrar em vigor, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é encarada por especialistas como um avanço para o país. Sancionada em agosto de 2018 pelo então presidente Michel Temer, ela disciplina as responsabilidades e deveres das empresas e órgãos do Governo em relação as informações digitais pessoais dos brasileiros.

Discutida há muitos anos ao redor do mundo, um conjunto de regras do tipo começou a valer no ano passado em países da União Europeia. Chamada por lá de Regulamento Geral de Proteção de Dados (GPDR), as regras estipulam que a coleta de dados pessoais na rede só poderá acontecer se o usuário consentir explicitamente, por exemplo.

As ações diretas sobre esse contexto, que resultaram na GPDR, surgem em resposta a situações de vazamentos de dados. Esses foram os casos das denuncias de compartilhamentos de dados pessoais entre os EUA e outras nações, divulgadas por Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, e ainda vazamentos recentes de usuários do Facebook, admitidos pelo fundador da plataforma, Mark Zuckerberg.

Iniciativas de criações de leis específicas para proteger as informações de internautas são de suma importância para as democracias modernas, defende a especialista em infraestrutura de TI, Sylvia Bellio.

“Os usos da internet são os mais diversos e todos nós estamos compartilhando informações depois de usar redes sociais, bancos, realizar compras online e etc. E todas essas operações, que capturam nossos dados, não eram reguladas por Lei. Se temos normas e regras em relação ao mundo offline, com certeza precisamos ter tudo isso para o mundo virtual também”, pontua.

Debate legislativo

A LGPD entrará em vigor em fevereiro de 2020, exatos 18 meses depois da sanção presidencial. Apesar disso, alguns pontos da Lei Nº 13.709 estão sendo debatidos no Congresso através da Medida Provisória (MP) 869/2018.

A MP passou por uma Comissão Mista e está atualmente na Câmara dos Deputados, onde será votada em plenário. Entre os pontos polêmicos da MP estão trechos em que serão excluídos o sigilo dos dados dos usuários da internet para órgãos do Governo que elaboram políticas públicas e realizam pesquisas acadêmicas, por exemplo.

Sylvia Bellio afirma que apesar da importância do debate político, muitas autoridades ainda não estão devidamente preparadas para lidar com o assunto. Por causa disso, as comissões estão sendo realizadas com acompanhamento de entidades como o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Data Privacy Brasil.

“Essa é uma importante época de debate com a sociedade civil. Todos precisamos saber como nossas informações estão sendo tratadas e administradas, tanto por empresas quanto pelo Governo. O principal valor que deve reger tudo isso é a vontade de entregar privacidade para as pessoas. Portando, todos precisamos ficar atentos às movimentações do Congresso sobre isso”, analisa.

*Diretora Geral da it.line

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Maurício CiaccioPor Maurício Ciaccio*

O reconhecimento facial já não é mais uma tendência, mas uma realidade. A falta de conhecimento ainda gera dúvidas em relação à falta de privacidade, mas, o fato, é que a tecnologia agrupa uma série de benefícios, principalmente com relação à segurança pública. E este já é um caminho sem volta.

É um tema polêmico. Mesmo com todas vantagens, muitas questões podem ser levantadas quanto à privacidade dos indivíduos e sua liberdade de ir e vir. Resumidamente, a solução consiste em mapear a imagem do rosto de um indivíduo, gravando as distâncias entre pontos específicos, baseando-se pelos olhos, boca e nariz.

Mas a tecnologia não pode, de forma alguma, ser uma ferramenta à serviço do autoritarismo. Segundo recente matéria do The New York Times, em um mês, a China escaneou 500 mil rostos usando Inteligência Artificial para traçar o perfil de uma minoria étnica – os uigures, uma minoria majoritariamente muçulmana. É o primeiro exemplo conhecido de um governo que usa intencionalmente a inteligência artificial para traçar um perfil com base em características raciais, dizem especialistas.

A regulamentação do uso do reconhecimento facial é necessária, claro. Com certeza é de interesse de todos que, sim, é preciso estabelecer limites quanto ao monitoramento de pessoas ou a identificação de hábitos. As ferramentas devem servir para munir as autoridades com informações que agilizem a prestação de serviços.

No Brasil, por exemplo, desde os carnavais do Rio de Janeiro e Salvador, em 2018, já existem iniciativas com elevado grau de maturidade. O objetivo é monitorar a festa remotamente e identificar, por meio do reconhecimento facial, pessoas que tenham mandado de prisão em aberto, pessoas com passagens na polícia e desaparecidos. É a tecnologia a favor da segurança pública.

Em alguns países, como Japão e Coreia do Sul, por exemplo, o reconhecimento facial já é usado para multar pedestres que atravessam fora da faixa. No escopo corporativo, soluções neste sentido reconhecem rostos e sensores podendo abrir uma fechadura, acender as luzes ou enviar alertas. A ferramenta facilita rotinas em grandes centros comerciais, condomínios e áreas industriais, sendo possível o controle de acesso em áreas restritas ou de alta periculosidade, evitando assim a circulação de pessoas não autorizadas.

Com certeza é um assunto delicado, sim. Mas, com isonomia, políticas claras e fiscalização eficiente, é possível usar a biometria facial para evitar crimes, otimizar serviços e aumentar a segurança de todos, seja em espaços públicos ou ambientes privados. Privacidade e segurança caminhando juntas a favor do bem comum.

*Diretor Comercial na Avantia Tecnologia e Engenharia

 

 

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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