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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (1º), que a produção da indústria brasileira cresceu 1,5% na passagem de janeiro para fevereiro, na segunda alta mensal consecutiva. E mais: na comparação com fevereiro de 2009, a alta foi bem mais expressiva, de 18,4%, refletindo recuperação sobre o momento de crise no ano passado.

Entre janeiro e fevereiro deste ano, a indústria acumulou crescimento de 17,2% frente ao mesmo período de 2009, com o setor de veículos automotores liderando a pressão positiva, registrando alta de 38,9%.

Vale registrar que máquinas e equipamentos também contribuíram nos números, com 37,8%, assim como outros produtos químicos (29,9%) e metalurgia básica (34,7%).

Com o avanço de 1,5% entre janeiro e fevereiro, após aumento de 1,2% no mês anterior, o patamar de produção industrial voltou a um nível próximo ao de maio de 2008. Nessa comparação, os destaques de alta vieram de indústria farmacêutica (15,9%), seguida por edição e impressão (7,0%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (15,0%).

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Nesta terça-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou estudo que mostra que em 2009 o setor industrial brasileiro sofreu a maior queda de vagas de empregos dos últimos sete anos. O nível de emprego na indústria nacional caiu 0,6% em dezembro sobre novembro e 2,7% contra igual mês do ano anterior, encerrando 2009 com queda de 5,3%, a maior da série histórica iniciada em 2002.

“O tom de 2009 foi de maiores demissões por conta da queda na produção industrial provocada pela crise global. A recuperação da produção veio só no segundo semestre e o mercado de trabalho demora mais a reagir”, afirmou Andre Macedo, responsável pela pesquisa do IBGE, em entrevista à agência de notícias Reuters.

Mesmo com os dados ruins do mês, outros indicadores mostraram leituras melhores. A média móvel trimestral aumentou 0,4% em dezembro sobre novembro, no quinto mês de alta. Já no quarto trimestre, o emprego teve alta de 1,6% sobre o trimestre anterior, quando o avanço havia sido menor, de 0,3%.

Para 2010, Macedo vê uma recuperação mais significativa do emprego. “Normalmente, há uma defasagem de 3 a 4 meses entre produção industrial e emprego. A indústria já tem resultados preliminares positivos para janeiro e fevereiro, mas só haverá resultado no mercado de trabalho pelo meio do ano.”

Setores

Em dezembro sobre dezembro de 2008, o emprego diminuiu em 11 das 14 regiões do país pesquisadas, com destaque para o Sudeste, com queda de 3,1%. Houve demissões em 11 dos 18 setores industriais, sendo a maior em Meios de transporte, de 8,4%.

Em 2009 como um todo, apenas o setor de Papel e gráfica teve aumento do emprego, sendo os destaques de queda Meios de transporte (-9,8%), Máquinas e equipamentos (-8,6%) e Vestuário (-7,9%).

Todas as regiões tiveram queda do emprego em 2009, sendo as mais fortes em São Paulo, de 4%, e Minas Gerais, de 8,5%.

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ideiaA grandes empresas são mais resistentes a novas ideias e projetos. Os empreendimentos inovadores são mais bem aceitos em empresas novatas, que ainda estão buscando se colocar no mercado. A constatação é de um estudo do Instituto de Psicologia (IP) da USP, que avaliou a importância da criatividade humana no mundo dos negócios.

Autora da pesquisa, a psicóloga Lisete Barlach relata que o interesse no assunto começou ainda no mestrado, quando investigou como as pessoas desenvolvem ideias criativas para lidar com situações adversas. “Uma pessoa com uma doença terminal pode desenvolver uma solução criativa para que consiga viver o resto da vida com qualidade, apesar da doença”, exemplifica a pesquisadora.

O tema da criatividade no trabalho é muito próximo ao da inovação, mas são coisas diferentes. “Por exemplo, um cata-vento de criança e uma usina eólica têm o mesmo princípio de funcionamento. A ideia de transformar um cata-vento em uma usina é uma ideia criativa. Já uma inovação é o ato de investir em pesquisa, desenvolver a usina e conseguir pessoas que patrocinem esse empreendimento, ou seja, é transformar a ideia criativa em realidade”, explica Lisete.

Segundo ela, muitas vezes o profissional tem uma ideia criativa que não produz uma inovação. Hoje, o trabalho humano dentro das organizações demanda que cada profissional seja um empreendedor inovador e criativo. “Não há mais espaço para uma coisa pronta, para tarefas pré-determinadas, com horário, ordem e formas fixas. Nada é tão previsível e tão linear”, enfatiza Lisete.

Lisete analisou 6 das 20 entrevistas realizadas com empreendedores que criaram novos negócios inovadores no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), que é a incubadora de empresas da USP. “Eu fiz entrevistas qualitativas, em profundidade, sem intenção de generalizar os dados. As perguntas abordavam o surgimento da ideia, como nasceu, quais as dificuldades enfrentadas para os novos empresários viabilizarem aquele negócio, entre outras”, esclarece.

A psicóloga observou que a maioria dos novos empreendedores tinha tentado vender a ideia dentro de grandes empresas (como intraempreendedores), que resistiram em levar adiante esses projetos. “Uma das entrevistadas era uma engenheira química, que trabalhava como gerente de projetos numa indústria de adesivos. Num determinado momento, ela resolveu desenvolver adesivos que fossem ecologicamente corretos e sem substâncias tóxicas na sua composição. A empresa recusou sua proposta alegando que o tempo e o custo para desenvolver tais adesivos seriam muito altos. Então, ela pediu demissão e resolveu abrir uma pequena empresa para viabilizar aquela ideia”, narra a psicóloga.

Onde estão as novas ideias?

Lisete observou que inovação e criatividade são mais fáceis em empresas nascentes porque aquelas que já estão inseridas no mercado de uma maneira sólida e consolidada têm a tendência de não enxergar mais aquilo que é novo. “O motivo principal é o que chamamos de ambidestria organizacional, que é o fato de uma empresa ter que, ao mesmo tempo, manter aquilo que já conquistou e inovar permanentemente para não ficar para trás e sair do mercado”, analisa.

Embora se reconheça a importância da inovação e da criatividade para o mundo de hoje, pouco se estuda sobre o assunto. As técnicas para desenvolver o tema da criatividade são muito incipientes e pouco fundamentadas. “Todos dizem que é preciso ter um diferencial competitivo, mas como se desenvolve esse diferencial? Quais fatores ajudam a desenvolver a criatividade e que fatores bloqueiam ou impedem a pessoa de ser criativa?”, questiona a psicóloga. “O estudo é importante porque podemos mostrar às pessoas o que pode ajudá-las a serem mais criativas e o que pode ser um obstáculo para a criatividade”, destaca.

Muitas vezes a cultura da empresa breca a criatividade das pessoas. Ideias geniais, que poderiam salvar empresas, são abandonadas dessa forma. “Um fator que ajuda, por exemplo, é a segurança psicológica. Uma pessoa precisa se sentir confortável para colocar uma ideia na mesa, assim como precisa aprender a receber críticas. É preciso um clima favorável para novas ideias”, conclui.

Hoje, a empresa de adesivos ecologicamente corretos é uma indústria grande, consolidada no mercado. Antes, porém, a engenheira química teve de convencer o mercado que seus adesivos eram tão bons quanto aqueles que continham substâncias tóxicas em sua composição.

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Na semana passada, a Unica divulgou um estudo que aponta que metade do crescimento da exportação de açúcar em 2009 foi de estoque. Confira o  texto da entidade na íntegra:

Cerca da metade de tudo o que o Brasil exportou a mais de açúcar em 2009 já estava estocado, fruto de safras anteriores, o que ajuda a compreender o comportamento dos preços deste produto e do etanol nos últimos meses, de acordo com avaliação técnica do Departamento de Economia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

“Das 4,8 milhões de toneladas adicionais de açúcar que foram embarcadas no ano passado em relação a 2008, mais de 2 milhões de toneladas foram produzidas em safras passadas”, explica o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues. O executivo ressalta que a recente alta no preço do etanol hidratado não é fruto do crescimento da produção de açúcar para exportação, para aproveitar o aumento deste produto no mercado internacional.

Segundo ele, há dois fatores que desmontam esta tese: os estoques de açúcar que estavam altos, além da pouca margem de manobra das usinas em direcionar a produção de etanol para açúcar. “Não se configura a teoria de que a opção de algumas usinas em aumentar a produção de açúcar tenha sido fator determinante para a redução da oferta de etanol. Até porque a capacidade de redirecionamento produtivo de etanol para açúcar é restrita na maior parte da indústria. Importante destacar que 18% de toda cana processada no Centro-Sul, cerca de 85 milhões de toneladas é moída por empresas que não tem parque industrial para produzir açúcar”, enfatiza o diretor.

Clima atípico
De acordo com o executivo, as fortes chuvas que ocorreram em toda a região produtora, a partir do segundo semestre de 2009, foram a principal causa do aumento de preços do etanol. Isto fez com que mais de 50 milhões de toneladas de cana não pudessem ser colhidas, além de provocar uma queda histórica na concentração de açúcares na cana (mais de dez quilos de Açúcares Totais Recuperáveis – ATR – por tonelada de cana).  “Se por hipótese tivéssemos colhido estas 50 milhões de toneladas, teríamos  uma produção extra de 2,7 milhões de toneladas  de açúcar e 2,1 bilhões de litros de etanol. Mas isto não ocorreu”, explicou.

Ele acrescenta que o crescimento das exportações de açúcar contribuiu fortemente para o superávit na balança comercial brasileira,  e que esta relação precisa ser valorizada. “A produção de açúcar em 2009 no Centro-Sul cresceu apenas 6,5%, volume insuficiente para o aumento nos preços do etanol na magnitude observada nos últimos meses. Além disso, esse crescimento das exportações de açúcar foi compensado pela redução de 35% no volume exportado de etanol”, concluiu.

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A matéria escrita por Fabiana Corrêa e publicada na edição 0139 de Você S/A aborda, mais uma vez, um tema que temos publicado bastante neste Blog nos últimos dias: necessidade de mão de obra especializada. Até então, falamos mais sobre profissionais para o setor de óleo e gás, por conta do inicio da exploração da camada pré-sal. Mas, pelo conteúdo do texto, percebemos, felizmente, que muitas áreas necessitarão de profissionais. O négocio é se preparar!

Acompanhe:

Vai faltar gente?

Se as previsões de crescimento econômico para este ano se confirmarem, as empresas irão retomar a briga pelos talentos

A previsão de retomada econômica trouxe de volta uma discussão que foi posta de lado em 2009: a guerra por talentos. A disputa por bons profissionais voltará a se acirrar caso se confirme a projeção de Produto Interno Bruto acima dos 5% para este ano. Diante do cenário positivo, as empresas começam a se movimentar para encontrar, internamente ou externamente, profissionais para sustentar seu crescimento. Uma pesquisa feita pela consultoria Empreenda, de São Paulo, em conjunto com a HSM, que promove seminários sobre negócios, com 1 065 líderes no Brasil, dá uma prévia do que pode vir.

Entre os entrevistados, 63% estão preocupados por não ter gente suficiente para pôr em prática sua estratégia corporativa nos próximos cinco anos. “Falta gente qualificada no mercado”, diz o consultor César Souza, presidente da Empreenda. A DBM, consultoria de recolocação de executivos com sede em São Paulo, divulgou que, no terceiro trimestre de 2009, a procura por gerentes, diretores e presidentes cresceu 36% em relação ao mesmo período de 2008, quando a crise financeira fazia estragos no país.

De olho nos bons indicadores, as empresas estão acelerando a formação de profissionais ou a busca por eles no mercado. A CPFL Energia investirá 600 000 reais na preparação de 30 funcionários que devem assumir cargos de liderança nos próximos anos. “No ano passado, 58% das vagas foram preenchidas com gente de fora”, diz Lucilaine Bellacosa, gerente de desenvolvimento de pessoas da CPFL, com sede em Campinas, interior de São Paulo.

Quem vai procurar no mercado também já começou. No fim do ano passado, o publicitário Nizan Guanaes, à frente do grupo ABC, que reúne algumas das maiores agências de publicidade do país, recomendou aos seus executivos que ficassem de olho nos talentos. “Em 2010 vai ser mais difícil encontrar gente boa disponível”, diz. Até mesmo o Google, que é sonho de carreira de estagiários a executivos, está se precavendo. A empresa de internet está mapeando as qualidades essenciais da carreira de vendas em diversos países para criar um recrutamento interno que funcione globalmente.

Tudo para não ficar restrito à oferta de mão de obra local, insuficiente para preencher as vagas abertas. Em dezembro, eram 60 posições em diversas áreas. Com a retomada da disputa por profissionais, o poder de negociação do candidato na hora de decidir por uma vaga volta a crescer.

A crise tinha feito o pêndulo ir para o lado do empregador. O engenheiro Daniel Terra, de 30 anos, acabou de ser promovido a gerente de contas na Siemens Enterprise, depois de receber uma proposta para ocupar uma gerência em outra multinacional. Antes, ele tinha um cargo técnico na área de serviços. “Fui conversar com minha chefia, que acabou me promovendo para a área que eu planejava”, diz Daniel. “Nos últimos quatro meses, fizemos outras duas ações de retenção para manter nossos funcionários”, diz Malena Martelli, diretora de recursos humanos da companhia para a América Latina.

“Estamos enfrentando um cenário de competitividade do mercado pelos profissionais disponíveis”, diz João Menezes, gerente-geral de RH da mineradora Vale, a respeito dos engenheiros que trabalham em seus projetos no norte do país. A companhia vem investindo na formação de gente e, em dezembro, contratou todos os 29 alunos de seu curso de pós-graduação em engenharia ferroviária em São Luís, no Maranhão. No setor de infraestrutura a guerra por talentos deve ser acirrada.

Isso porque os investimentos previstos pelo governo para Copa do Mundo (2014) e Olimpíada (2016) devem criar uma infinidade de novos empregos e, claro, não há gente sendo formada em número suficiente pelos cursos de turismo e administração hoteleira. O mesmo fenômeno acontece para engenheiros, economistas e administradores nos segmentos de varejo, construção civil e energia. “Acredito que a busca em 2010 será por líderes experientes, gente de peso”, diz Francisco Ramirez, diretor da ARC, consultoria de busca de executivos, de São Paulo. O headhunter aposta que, em setores recém-consolidados, como alimentos e bancos, o cenário não será tão favorável. “Nessas fusões, sempre fica sobrando gente.”

OS SALÁRIOS SOBEM?
A disputa por gente só não serviu ainda para inflacionar os salários nos níveis executivos — um fenômeno que perdurou até meados de 2008. “Não prevemos uma guerra salarial, mas as empresas que estão com os salários congelados e as que fizeram reajustes abaixo dos 6% correm riscos de perder seus funcionários”, diz Gustavo Tavares, consultor de remumeração do Hay Group, em São Paulo.

Entre os clientes da consultoria, um terço fez algum tipo de congelamento de salários ou promoções no ano passado. “Agora, todos os aumentos e contratações que ficaram parados devem vir de uma vez só, em forma de contratações e aumentos, acirrando a disputa.”

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Na quarta-feira, 9, a Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) realizou almoço em São Paulo para divulgar os resultados de 2009 e comentar as perspectivas para 2010. Confira o texto enviado pela entidade:

Os importadores de máquinas-ferramenta e equipamentos industriais chegam ao final de 2009 com o movimento de cerca de US$ 1,5 bilhão em negócios. Este valor corresponde a 55% do volume total negociado em 2008 – considerado o melhor ano para o setor – e é inferior a 2007, que fechou em US$ 2 bilhões. “O mercado ficou praticamente paralisado no primeiro semestre, em decorrência da crise econômica mundial. O ritmo de vendas só começou a voltar a partir do final de agosto”, comenta Thomas Lee, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (ABIMEI).

Para 2010, a expectativa é de um volume 50% maior do que em 2009, mas ainda assim distante dos US$ 2,6 bilhões negociados no ano passado.  “A economia interna já demonstra melhora, o consumidor está mais confiante e a indústria planeja reinvestir. Devemos fechar 2010 com US$ 2,2 bilhões negociados”, analisa Lee. 

Segundo o presidente da ABIMEI, o setor foi um dos que mais sofreu com a crise financeira, devido, principalmente, a somatória de quatro fatores: alta ociosidade das indústrias, queda nas exportações, falta de crédito para bens de capital importados e inadimplência elevada. “O crédito sumiu para todos os setores, mas a falta de uma política de financiamento para a renovação do parque industrial brasileiro, sobretudo em relação às máquinas importadas, dificultou extremamente o nosso segmento”.  Por outro lado, diz ele, o real forte e a queda de consumo nos países mais desenvolvidos derrubaram as exportações e a inadimplência no setor, que era praticamente zero, chegou a 5%, “o que é muito alta para nós”, afirma Lee.

Para o presidente da ABIMEI, o estímulo à indústria automotiva e de linha branca foram pontos positivos da política econômica do Governo para enfrentar a crise, mas como os estoques estavam muito altos, somente agora, no final do ano, o setor começou a sentir os seus efeitos. “As empresas importadoras ainda estão se reorganizando, depois de tantas dificuldades que o setor passou em 2009”, diz Thomas Lee.

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O que pode acontecer nos próximos meses com o setor sucroalcooleiro? Quem dá a resposta é Arnaldo Luiz Corrêa, gestor de riscos da Archer Consulting.

“Os negócios no mercado físico para exportação de açúcar têm sido raros nesses últimos dias, com indicação de 50 pontos de desconto contra a Bolsa de NY. Enquanto, no mercado interno, o açúcar tem sido negociado a 340 pontos de prêmio sobre NY. Já o etanol, anidro e hidratado, no equivalente açúcar, negocia no mercado interno a um desconto de 320 e 500 pontos em relação à NY.

Isso quer dizer o seguinte: embora o etanol tenha subido nas últimas semanas, está bem abaixo da remuneração do açúcar no mercado interno e externo. Como ninguém em sã consciência nasce com a aptidão de perder dinheiro, é lógico pensar que as usinas deverão produzir mais açúcar na próxima safra”.

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Para os desacreditados de que as contratações de 2009 encerraram, um alento. O Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) realizou uma pesquisa a respeito do impacto da crise mundial sobre as micro e pequenas indústrias e concluiu que 11,3% pretendem contratar no último trimestre de 2009, demonstrando que o quadro de otimismo dos empresários continua prevalecendo.

Destas empresas, a maioria (75%) tem até 9 trabalhadores e planeja contratar em média 1,42 empregados. Quanto ao 3º trimestre, 9,9% das empresas afirmaram ter contratado em média 1,33 empregados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 20 de outubro de 2009, quando foram entrevistados os responsáveis por 1.068 indústrias com até 50 trabalhadores em São Paulo, escolhidos de forma aleatória. Do total, 71,8% são empresas que empregam até 9 trabalhadores; 18,3% empregam de 10 a 29 trabalhadores e 9,9% empregam de 30 a 50 trabalhadores. O levantamento também abordou as demissões realizadas e previstas, a capacidade produtiva ocupada e as principais incertezas dos empresários para 2009.

Demissões – A pesquisa do Simpi mostrou uma tendência de aumento do emprego nas micro e pequenas indústrias desde o 3º trimestre de 2009. Segundo o estudo, 3,8% das 1.068 micro e pequenas indústrias entrevistadas pretendem demitir no último trimestre do ano, sendo que destas a maior tendência (77,8%) se concentra entre as que possuem de 10 a 29 trabalhadores, seguidas pelas empresas com até 9 funcionários (22,2%). No 3º trimestre, 6,2% das entrevistadas afirmaram ter realizado demissões no período, sendo a maioria (43,4%) empresas com 30 a 50 trabalhadores, seguidas pelas que possuem de 10 a 29 trabalhadores (33,3%).

Capacidade produtiva e dificuldades – A pesquisa mostrou que grande parte das micro e pequenas indústrias entrevistadas conseguiram manter (73,2%) ou até mesmo aumentar (16,9%) sua capacidade ocupada. Os índices são bem mais positivos que os da pesquisa do trimestre anterior, em que 59,2% conseguiram manter e 14% aumentar sua capacidade ocupada.

Perguntados sobre o que falta para melhorar o atual quadro das micro e pequenas indústrias no País, a maioria apontou Maior Apoio do Governo (22,5%) e Diminuição dos Tributos (19,7%), seguidos por Mais Investimentos Públicos (8,5%) e Aumento de Crédito (4,2%).

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Começam as previsões para 2010

Icone Análise,Economia | Por em 23 de novembro de 2009

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O jornal “O Estado de S. Paulo” de domingo, 22, trouxe uma análise econômica para a indústria em 2010. Segundo os especialistas da LCA Consultores, “a indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no País. Espera-se crescimento de 16,5%.”

Parte disso será efeito da base de comparação muito baixa. Basta lembrar que a indústria chegou a cair 17,2% no começo de 2009, recordou o jornal. Por outro lado, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar na virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010.

O “Estadão” traz como exemplo a Vitopel, fabricante de embalagens plásticas flexíveis, que fechou o orçamento para 2010 com previsão de aumento de 13,7% na produção do primeiro trimestre. Para o ano todo, a expectativa é de 7%.

Segundo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a grande maioria das empresas que não dependem de exportação também trabalha neste fim de ano no limite máximo da produção e teve de recorrer ao cancelamento das tradicionais férias de fim de ano. “Os níveis de estoque nos diversos segmentos da indústria continuam muito baixos e os pedidos do varejo ainda não terminaram”, disse o executivo à publicação.

E você, o que espera de 2010?

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou pedido ao vice-presidente José Alencar na quarta-feira, dia 18, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), que reuniu por dois dias cerca de 1.500 empresários em Brasília. Denominado de Carta da Indústria, o documento conta com os seguintes tópicos:

Reforma da Previdência Social e das instituições políticas;

Maior profissionalização da administração pública;

Modernização das relações do trabalho;

E estímulo econômico ao empresariado.

As sugestões serão levadas por Alencar à Presidência da República. O político prometeu entregar imediatamente o documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Novo governo não significa a destruição dos ativos desenvolvidos pelo anterior. A experiência da transição de 2002 (do governo Fernando Henrique Cardoso para o governo Lula) reforça a importância do aperfeiçoamento contínuo das instituições, em especial daquelas que regulam a ordem econômica”, diz a Carta da Indústria, acentuando ser fundamental “avançar em reformas que aumentem o potencial de crescimento da economia”.

“Esta é uma agenda do País e não apenas da indústria. O setor industrial irá buscar alianças políticas para que esta agenda se concretize”, anunciou Monteiro Neto em entrevista após o ENAI.

A CNI quer rapidez do governo e do Congresso na implementação de medidas estruturantes na economia. “O tempo político tem que se ajustar, com mais velocidade, às pressões do tempo econômico. É fundamental que o Executivo e o Congresso respondam ao desafio da melhoria de condições de competitividade da economia brasileira”, prega a Carta da Indústria.

Monteiro Neto disse esperar que na próxima reunião do Grupo de Acompanhamento do Crescimento, o antigo Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), previsto para quarta-feira, 25 de novembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncie medidas de estímulo ao investimento, como prazos menores de devolução dos créditos tributários. A medida está sugerida na Carta da Indústria para ser tomada ainda no atual governo. “Seria uma ótima notícia”, completou.

Entre as nove propostas restantes da Carta da Indústria aos futuros candidatos à Presidência da República, que serão detalhadas no início do próximo ano, quando forem oficializadas as candidaturas, estão elevar a qualidade da educação; aperfeiçoar o sistema tributário; aumentar a capacidade do Estado investir em infraestrutura; racionalizar os gastos públicos; priorizar a desburocratização; ampliar o papel dos bancos como financiadores do setor produtivo.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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