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Deficiência no mercado + necessidade = oportunidade. Tal equação não teria o mesmo resultado se não fosse o espírito empreendedor de Adalberto Macedo e Luiz Roberto de Pádua. Prova disso, é que, passados 25 anos, o que era apenas uma lacuna, hoje atende pelo nome de Contemp. De ideia, a fabricante de soluções para medição, controle e monitoramento dos mais variados tipos de processos industriais, passou a uma sede de 1 600 m² em São Caetano do Sul, no ABC paulista, escritório de vendas em Campinas, SP, e Joinville, SC, distribuidores e representantes nas principais cidades do Brasil e mais de 100 colaboradores. Além da Contric, empresa do grupo com foco em projetos e montagem de painéis elétricos de baixa tensão. 

Luiz Roberto Pádua

Luiz Roberto Pádua

Adalberto Macedo

Adalberto Macedo

Naquela época, Macedo e Pádua certamente não imaginavam, ainda que desejassem, alcançar tamanho êxito. Estavam bem empregados numa multinacional, a Alcan Alumínio, e por lá pretendiam ficar até que certo dia, do ano de 1984, por conta da exigência dos clientes da empresa por melhor qualidade no controle de processos no item temperatura, precisaram buscar no mercado nacional esses instrumentos. Não encontraram.

Diante da situação, decidiram, então, investir o conhecimento que tinham no desenvolvimento do produto. Deu certo. Abriram a empresa, em principio, apenas para atender as necessidades da Alcan. Mas ao perceberem que o mercado era realmente carente, e muito grande, não tiveram dúvida: desligaram-se da multinacional e partiram para uma história de sucesso…

…contada pelo Adalberto e pelo Luiz Roberto a seguir:

Revista P&S – Quando a Contemp foi fundada e por quem?

Adalberto Macedo – Foi fundada em 12 de junho de 1984 por Adalberto B. Macedo, Luiz Roberto de Pádua, Nilson Franchini e Elizeu de Brito. O Nilson saiu da sociedade no primeiro semestre de vida da empresa e o Elizeu quando tínhamos mais ou menos 8 anos.

P&S – Conte com detalhes como a empresa iniciou suas atividades.

Luiz Roberto Pádua – Trabalhávamos em uma multinacional na área de manutenção de instrumentos para medição e controle de temperatura. Em 1984, por conta da exigência dos clientes de melhor qualidade no controle de processos no item temperatura, fomos em busca no mercado de instrumentos que atendessem as nossas necessidades. Infelizmente no momento e felizmente após, não encontramos esses instrumentos no mercado nacional. Decidimos então investir no nosso conhecimento para desenvolver o que precisávamos. Como o resultado foi satisfatório, surgiu a ideia de nos associarmos para abrir uma empresa com este fim, em principio vislumbrando apenas resolver o problema da empresa em que trabalhávamos. Percebendo que o mercado era carente e muito grande, decidimos por nos desligar para cuidar somente da Contemp.

AM – Na época avaliamos alguns produtos de outros fabricantes e notamos que o nosso primeiro desenvolvimento não devia nada a nenhum deles. Como recebíamos visitas constantes de fornecedores, alguns vendo nossos desenvolvimentos nos incentivaram a constituir uma empresa. Assim criamos coragem e iniciamos a Contemp.

P&S – Conte como a Contemp se desenvolveu, ressaltando os bons e maus momentos.

AM – No início tivemos grandes dificuldades. Éramos operários e não dispúnhamos de tempo e recursos financeiros. Trabalhávamos na indústria de dia e à noite e finais de semana nos dedicávamos a aprimorar os produtos e atender as vendas. Como éramos uma empresa iniciante, sem experiência ou penetração, nos dispúnhamos a atender os primeiros clientes não somente com os nossos produtos, mas também revendendo materiais diversos relacionados ao segmento de manutenção elétrica e eletrônica. As vendas de início eram feitas com muita articulação, conciliando nosso horário de trabalho com o horário comercial dos possíveis clientes, eventualmente dando algumas “escapadinhas” quando necessário e compensando depois. Para formar caixa, fizemos muito uso de nossos conhecimentos e experiências profissionais, prestando serviços e assistências técnicas aos primeiros clientes. Naquela época tínhamos que conciliar família e estudo. E não pergunte como! Passados os dois primeiros anos, criamos coragem e iniciamos nosso desligamento da empresa na qual éramos funcionários para dedicar 100% de nosso tempo à Contemp. O dinheiro era pouco mais a determinação era grande e aos poucos fomos superando as dificuldades e crescendo. Não houve saltos, nem grandes oportunidades, mas sim um crescimento contínuo baseado em muito esforço e doação. Os vários planos econômicos e a instabilidade da economia só atrapalhavam. Lembro-me bem que quando o Collor assumiu a presidência e na sequência confiscou nossos recursos, passamos serias dificuldades financeiras. Tivemos que pedir aos nossos colaboradores que ficassem em casa para não gerar despesas com alimentação e transporte. Não tínhamos como pagar os salários, além do confisco, boa parte dos pedidos haviam sido cancelados pelos clientes e tivemos que aguardar a progressiva retomada do mercado. A recuperação foi lenta, mas com a gradual estabilização da economia, nos recuperamos, mantivemos os empregos e ampliamos os negócios. Mais recentemente, pouco antes da transição do governo Fernando Henrique para o Luiz Inácio, com a superdesvalorização do Real perante o Dólar era mais viável importar alguns produtos do que fabricá-los. Por “sorte” sempre gostamos de desenvolver o conhecimento e a tecnologia dos produtos que comercializamos, e quando ocorreu a desvalorização tínhamos alguns projetos prontos e em fase de lançamento. Substituímos com vantagens esses produtos que importávamos e o mercado recebeu bem a transição.

LRP – Também tivemos muita sorte porque o primeiro cliente foi a Alcan, onde trabalhávamos. Por indicação dela veio a Engesa, e assim outras grandes. Com exceção de 1990, por conta do Plano Collor, sempre operamos com crescimento.

P&S – A empresa sempre esteve em São Caetano do Sul?

AM – Sim, sempre esteve em São Caetano, mesmo tendo mudado por três vezes de endereço para adequar o crescimento.

P&S – A partir da empresa surgiram outros negócios? Fale a respeito.

AM – Dentro de nossa empresa aos poucos fomos identificando atividades que tínhamos afinidade e conhecimento. Iniciamos novas frentes de trabalho de forma modesta e integrada às demais atividades. Aos poucos cada uma tornou-se independentes, como o laboratório de metrologia para prestação de serviços de calibração de diversas grandezas físicas e mecânicas, que conta com a validação do Inmetro e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, e pertence à rede brasileira de calibração “RBC”; o projeto e fabricação de painéis elétricos industriais, recentemente desmembrado em uma nova empresa, a Contric; e o desenvolvimento de software dedicado ao monitoramento, registro e controle de processos industriais. Vale ressaltar que em 1999 conquistamos nossa certificação ISO 9000.

P&S – Qual a posição da Contemp no mercado hoje?

LRP – Segundo pesquisas, e sentimentos, entre as três maiores.

P&S – Quais os planos futuros?

AM – Desde o início trabalhamos passo a passo, aproveitando as reais possibilidades que se apresentem dentro de nossas habilidades.

LRP – Atualizar com o máximo de tecnologia toda nossa linha de produtos.

P&S – Quais exemplos de gestão e empreendedorismo você daria para quem deseja abrir uma empresa? E para quem já tem e precisa torná-la produtiva?

LRP – Primeiro ser conhecedor daquilo que se pretende fazer/produzir e depois ser comprometido com tudo e com todos. Para quem já a tem, estar sempre alerta para as mudanças do mercado, ser flexível nas adaptações exigidas e ter um quadro de colaboradores comprometidos com a empresa.

AM – Sempre que nos julgamos algum tipo de exemplo, não raro somos surpreendidos por outros que, no mínimo, nos ofuscam e nos coloca no devido lugar. Em outras vezes, quando tomamos como referência modelos aparentemente consagrados de sucesso, nos surpreendemos com a total fragilidade a que estão expostos. Vejamos os recentes exemplos de grandes e “sólidas” instituições financeiras, montadoras líderes de mercados e outros tantas empresas que há um ano figuravam entre as mais bem-sucedidas e hoje não param em pé sozinhas. Afora as leis naturais, nada é definitivo, tudo se constrói a partir da vontade, da inteligência e do justo propósito a que se destina. Ser empreendedor, no meu entendimento, é ter faro, coragem, real comprometimento e boa fé no que se propõe a fazer, mesmo que faltem algumas peças que componham o negócio em construção. Para quem já tem um negócio em andamento e estiver indo bem possivelmente tem mais contar do que a ouvir. A quem tem um negócio que enfrenta dificuldades, deve botar fé e lutar pelo que está construindo. Não existe fórmula para o sucesso. O que existe é vontade, dedicação, inteligência e persistência.

P&S – Qual é o modelo de gestão seguido pela Contemp no que diz respeito à produção, funcionários etc?

LRP – Quanto à produção, sempre buscando simplificá-la e aprimorando a qualidade. Quanto aos funcionários, mantendo-os capacitados em suas funções, incentivando o bom relacionamento com colegas e diretores e adotando sistema de participação nos lucros.

AM – Nossa gestão é participativa. Os líderes de cada setor são informados e consultados em todos os aspectos pertinentes a comando. Chamamos esse grupo de G1. Para assuntos de estratégia ou necessidades mais agudas, contamos com um conselho formado pelos diretores e sócios. Nem todos os processos de fabricação são executados por nosso pessoal. Alguns são terceirizados com empresas que podem nos atender naquilo que não temos as melhores condições de suprir ou que o custo não se justifica.

P&S – O que a Contemp faz para se manter competitiva?

AM – Respeita, mas luta com os competidores pelos clientes e pedidos. Corre atrás de todas as oportunidades de negócio a que se propõe, mesmo que pequenas. Procura ser honesta com todos, principalmente com os clientes. Preocupa-se em entender as necessidades de seus clientes e, percebendo letargia nas ações internas, “chacoalha para acordar”. Mantém relações com consultorias especializadas naquilo que se sente deficiente.

LRP –Trabalhando na reengenharia e principalmente na qualidade dos produtos, além do atendimento diferenciado aos clientes.

P&S – Fale de curiosidades que possam ilustrar a história de sucesso da Contemp.

LRP – Um fato importante foi que enquanto a filosofia da concorrência era fornecer instrumentos não tão precisos e sem as informações técnicas necessárias, pois o objetivo era ganhar com a manutenção, a Contemp, ao contrário, passou todas as informações técnicas possíveis para que o cliente não dependesse de nós no caso de possíveis defeitos.

Onde nasceu a Contemp...

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...e onde ela está agora.

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Venda de máquinas na Brasil Plast 2009

Icone Feira | Por em 7 de maio de 2009

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Detalhe de máquina vendida na Brasil Plast

Detalhe de máquina vendida na Brasil Plast

Nesta semana não há outro assunto que me chame mais atenção do que a 12ª edição da Brasil Plast, realizada em São Paulo até amanhã, sexta-feira, 8. Como comentei neste espaço em outro post (Máquinas e vibrações positivas na Brasil Plast), 75% dos expositores da feira são fabricantes ou comerciantes de máquinas e equipamentos para a indústria do plástico.

Ontem, enquanto minha amiga Erica Munhoz ouvia as lamúrias da Abimaq em sua reunião mensal (Uma ajuda aos apelos), eu ouvi de empresas que estão fechando negócios em seus estandes no Pavilhão do Anhembi que o setor está reaquecendo. O discurso positivo está na boca de pequenos e grandes empresários, que brindam a boa nova com antigos e novos parceiros.

Convido você, leitor/internauta, a ler a reportagem da Pack online sobre o assunto.

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Como faço praticamente todo mês, fui eu hoje, 6 de maio, até a sede da Abimaq, entidade que reúne os produtores de máquinas e equipamentos no Brasil, para a coletiva de imprensa, na qual divulgam o balanço do segmento no período. E mais uma vez ouvi discurso semelhante ao dos, pelo menos, últimos oito meses: “O que queremos é isonomia. Precisamos urgentemente de educação, de um câmbio que proteja a indústria nacional, linhas de financiamento e desoneração do investimento em máquinas e equipamentos”, bradou, certamente pela enésima vez, Luiz Aubert Neto, o presidente da associação.

Quando a coletiva foi aberta às perguntas dos jornalistas, me dirigi ao presidente e questionei qual é a resposta do governo federal quando levam até eles essas reivindicações (prementes desde sempre). No que ele respondeu: “Eles dizem que estão trabalhando nisso (!!!)”, e emendou “por isso precisamos de vocês (a imprensa) divulgando a toda hora e a todo o momento a mesma coisa para que ouçam nossos apelos”.

Mais: “A crise é pontual diante de uma fórmula perversa que os governos aplicam há mais de 30 anos. Desse jeito estamos condenando o Brasil a ser um país eternamente pobre”, afirmou Aubert ao mostrar dois gráficos (diferentes dos demais usualmente apresentados nas coletivas) sobre a Formação Bruta de Capital Fixo, que a entidade montou com base nos dados do Banco Mundial e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Neles, o Brasil aprece aquém em comparações feitas com a média dos países da América Latina, do mundo e dos BRIC (Rússia, Índia e China).

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O Balanço – O faturamento nominal do setor de bens de capital ficou em R$ 5,47 bilhões em março, o que representa crescimento de 30,1% ante fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2008, contudo, houve queda de 11,2%. No acumulado do primeiro trimestre de 2009, o setor faturou R$ 13,64 bilhões, retração nominal de 20,1% sobre os três primeiros meses de 2008. Descontada a inflação, a baixa foi de 25,3%.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos somou R$ 7,7 bilhões em março, alta de 28,8% com relação a fevereiro e de 4,4% perante março. Já no primeiro trimestre deste ano, totalizou R$ 20,15 bilhões, valor 8,4% menor diante de igual período anterior.

 

As exportações somaram US$ 695 milhões em março, alta de 16,4% ante fevereiro e queda de 19,9% sobre março de 2008. Enquanto isso as importações chegaram a US$ 1,673 bilhão em março, incrementos de 20,5% e de 24,8% nos mesmos comparativos. Com isso, o saldo da balança comercial do setor registrou déficit de US$ 978,3 milhões (alta de 106,7% perante março de 2008). No primeiro trimestre, as exportações totalizaram US$ 1,969 bilhão, queda de 24,5% ante igual período de 2008; e as importações contabilizaram US$ 4,787 bilhões, alta de 3,6% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

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O Brasil é o 8º consumidor mundial de produtos plásticos e um dos 15 maiores fabricantes de máquinas para o setor. Desde a segunda-feira, 4, acontece em São Paulo a 12ª edição da BrasilPlast – Feira Internacional da Indústria do Plástico, onde 75% dos expositores exibem a mais nova tecnologia em máquinas e equipamentos para o segmento. Ao todo, são 1200 novidades de 33 países, incluindo o Brasil.

Ontem tive a oportunidade de circular pela feira. Realmente a grandiosidade dos equipamentos chama a atenção. Porém, mais do que ver máquinas gigantes em operação, me impressionou o otimismo dos expositores e de empresas como Indústrias Romi, Braskem, Deb’Maq, entre outras das 1302 presentes.

Logo na coletiva de imprensa, os organizadores deram o tom do evento. “Independentemente do momento financeiro global, essa feira é o ponto de encontro de empresas e pessoas que acreditam na evolução de nossas máquinas e sua competitividade no mercado mundial”, bradou Wilson Carnevalli, presidente da câmara setorial das empresas de máquinas e equipamentos para a indústria do plástico, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Nos corredores, gerentes de compras, engenheiros, técnicos e operadores de máquinas comentavam a expectativa de vendas – e compras – para os próximos meses. Estamos falando de compras para 2009!

A BrasilPlast 2009 vai até a próxima sexta-feira, 8, no Pavilhão do Anhembi. Para os que tiverem a oportunidade, vale a visita e a confirmação da vibração positiva que circula entre os empresários do segmento.

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Hoje pela manhã, vim para a editora ouvindo a rádio CBN, o que faço diariamente. No papo desta segunda-feira, 4 de maio, entre o apresentador Milton Jung e o jornalista Gilberto Dimenstein, que tem um quadro na emissora, o tema era a Virada Cultural, ocorrida no último fim de semana prolongado. Dentre outras colocações, eles comentaram sobre a questão do lixo deixado nos locais das apresentações, notícia que já tinha lido no jornal logo cedo, a qual ganhou mais destaque do que o fato de o evento ter reunido 4 milhões de pessoas – de forma pacífica! –, que puderam apreciar a mais variada manifestação cultural, para todos os gostos e públicos, indiscriminadamente.

Bem, o que mais me chamou a atenção no bate-papo deles é que correspondia exatamente com o que eu havia refletido ao ler a cobertura feita pelo jornal: por quê cargas d´água o destaque que se dá para o que é ruim é sempre maior? O que é bacana, positivo, tem mesmo ficado nas entrelinhas, invariavelmente…tem perdido espaço na agenda dos pessimistas de plantão.

Trazendo esse exemplo para a nossa realidade aqui no Blog Industrial, e nossas outras publicações direcionadas ao segmento industrial Revista P&S e Banas Informa (afinal cabe em qualquer tipo de análise), não temos a mínima pretensão de bancarmos os otimistas de plantão em contraponto. Como jornalistas, temos a obrigação de informar o fato, seja ele bom ou ruim. Queremos, e primamos, em levar aos nossos leitores o que é verdadeiro, respeitando opiniões dos nossos entrevistados (nem sempre otimistas), mas sempre, sempre buscando um viés positivo, ainda que seja difícil e que o momento não permita.

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Nada como “um dia depois do outro”, como diz o ditado popular. E foi exatamente essa frase que me veio à cabeça ao ler nos jornais nesta manhã. A boa nova é que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 8,7% em abril ante março, segundo apuração da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A notícia indica o que todos nós, brasileiros, estamos cansados de saber: não desistimos nunca! Digo isso porque, ontem, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou a Sondagem Industrial, e o número não era animador: a evolução da produção caiu de 40,8 pontos no último trimestre de 2008 para 36,1 pontos no primeiro trimestre de 2009, o menor indicador da série histórica, iniciada em 1999. Uma pontuação abaixo de 50 pontos nessa pesquisa indica contração da atividade. Esse estudo da CNI abordou 1.329 empresas, sendo 740 pequenas, 386 médias e 203 grandes, no período de 1º a 27 de abril.

De volta aos dados da FGV, o indicador de confiança aumentou pelo quarto mês consecutivo. Encerramos abril com o índice passando para 84,6 pontos neste mês, com ajuste sazonal, ante 77,8 pontos de março.

Notícias como esta da Fundação Getúlio Vargas certificam que a indústria nacional está trabalhando por dias melhores mesmo diante de dificuldades reais, como a alta tributação, a falta de crédito e  baixa exportação.

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Com a falta de crédito que assola o Brasil neste momento de crise econômica, pipocam a todo o instante notícias de linhas de financiamento com ofertas das mais variadas. Entretanto, o que quase nunca fica claro é que as exigências para os empréstimos são tantas e as taxas tão altas que, na maioria das vezes, o pequeno e médio empresário, principalmente (já que de longe é o mais afetado diante deste cenário), continua na mesma, sem conseguir o dinheiro necessário para girar seu negócio.

Com vistas exatamente nesse tipo de situação, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, ampliou o valor máximo no Programa Especial de Crédito, PEC, de R$ 50 milhões por empresa beneficiária para R$ 200 milhões, limitada a 20% da Receita Operacional Bruta, ROB, do último exercício fiscal. Para fins de cálculo desse limite de 20% será considerada a ROB individual da própria beneficiária, ainda que ela pertença a um grupo econômico.

O PEC é uma linha de crédito destinada ao financiamento de capital de giro de empresas brasileiras, com dotação orçamentária de R$ 6 bilhões e prazo de vigência até 31 de dezembro próximo. Essa linha tem por objetivo promover a competitividade das empresas dos setores de indústria, comércio e serviços.

A direção do BNDES assegura que essa medida visa suprir a escassez de crédito no mercado, contribuindo, assim, para o desenvolvimento e fortalecimento da atividade produtiva do País. Os financiamentos serão concedidos pelo BNDES de forma indireta, por meio da rede de agentes financeiros credenciados pelo banco de fomento. Também serão possíveis operações diretas com fiança bancária.

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Com a proximidade do Dia do Trabalho, em primeiro de maio, fica difícil não pensar nos 15 mil trabalhadores da indústria nacional que não terão o que festejar na sexta-feira. Muitos pais de família deverão sair às ruas para protestar e reivindicar novos postos de trabalho.

Nesta terça tive a oportunidade de conversar com Mario Bernardini, empresário paulista, consultor e assessor da presidência da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), sobre o tema. Busquei conduzir nosso bate-papo para o lado mais positivo possível. Difícil. A situação, segundo Bernardini, está complicada para muitos setores, principalmente o de máquinas e equipamentos. O assessor vislumbra tempos melhores apenas para 2010.

Claro que devemos considerar que meu entrevistado faz parte de uma associação e defende com unhas e dentes sua missão de “atormentar” o Governo Federal por medidas mais efetivas.

De qualquer maneira,  o discurso de Mario Bernardini alerta para necessidades  latentes do setor. Confira na entrevista aqui!

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Uma pesquisa realizada pela Grant Thornton International – representada no Brasil pela Terco Grant Thornton, empresa de auditoria e consultoria –, e divulgada no fim da semana passada, trouxe o seguinte resultado: inovação de produtos e corte de custo são decisivos para o aumento da rentabilidade das empresas. Uma grande novidade? Em verdade não, mas sempre vale a pena se informar sobre tudo o que pode trazer benefícios, teórico ou prático. Ou teórico para se tornar efetivamente prático.

O International Business Report – avaliação anual do ponto de vista dos executivos das empresas privadas de capital fechado em todo o mundo –, realizado pela Grant Thornton International, mostra que a inovação dos produtos é vista como a iniciativa mais bem-sucedida para o aumento da rentabilidade e impulso dos negócios entre as empresas privadas de capital fechado.

O estudo ouviu representantes de 7.200 empresas de 36 países, que deveriam identificar a iniciativa mais rentável. A inovação foi citada por 20% dos participantes, seguida da redução de custos (18%) e estratégia de formação de preço de venda (13%). Entre os empresários brasileiros ouvidos na pesquisa (cem de São Paulo, 25 do Rio de Janeiro e 25 de Salvador) o item mais citado foi a redução de custos (23%), seguido da estratégia de investimentos (17%), novo modelo de gestão (16%) e inovação dos produtos (13%).

A inovação dos produtos foi mais citada na Itália (39%), onde atingiu quase o dobro da média global, que foi de 20%, seguida pela China e Países Baixos, ambos com 32%. Na Suécia e na Tailândia esta opção foi a menos citada (9% das respostas). A redução de custos foi considerada como a melhor iniciativa em Taiwan (28%), Espanha (26%) e Finlândia (24%). Pelo menos 15% das empresas ouvidas citaram a revisão da produtividade e a terceirização de serviços (outsourcing) como suas iniciativas mais importantes – ambas estreitamente relacionadas à redução de custos.

Para Frank Ponsioen, sócio da GTI nos Países Baixos, “durante revisões orçamentárias a inovação é frequentemente atingida por cortes, mas, diante destes resultados, as empresas mostram que buscam cortes menos radicais, em especial na inovação, para se proteger da concorrência no futuro”. De acordo com ele, no momento atual a inovação privilegia os procedimentos de fabricação mais eficientes. “Muitas companhias estão tentando trabalhar de uma forma mais inteligente enquanto fazem projetos para o futuro.”

Para as empresas que planejam inovar, a Terco Grant Thornton dá os seguintes conselhos:

Busque oportunidades criadas pelos efeitos da crise econômica;
Crie recursos para inovação;
Ofereça produtos e serviços de acordo com as condições econômicas atuais;
Esteja aberto a idéias;
Controle cuidadosamente os riscos;
Colabore para que clientes e fornecedores desenvolvam novas idéias;
Examine processos e modelos comerciais inovadores, assim como produtos, para melhorar a sua eficiência.

Considerando que a prioridade de ação dos empresários brasileiros foi a redução de custos, algumas medidas são fundamentais para que isto seja feito com sucesso, conforme explica Roberto Strohschoen de Lacerda, sócio da Terco Grant Thornton que atua na área de consultoria. Assim, ele dá os seguintes conselhos:

Entenda com profundidade como os custos são gerados;
Busque economias nas compras e negociação com fornecedores;
Evite investimentos em estoques, tanto de matérias-primas como de produtos acabados;
Busque sinergias com empresas parceiras ou complementares;
Controle com sabedoria o seu caixa;
Busque terceirizar atividades ou processos que não são chaves para o negócio.

*Release enviado pela assessoria de imprensa Ketchum

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Que tipo de gestão é essa?

Icone Economia,Opinião | Por em 23 de abril de 2009

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O “The Wall Street Journal” desta quinta-feira reporta o que parece uma tendência nos Estados Unidos: o corte de benefícios dos funcionários das indústrias. Algumas empresas pararam de pagar seguro-saúde para seus empregados, diminuíram o vale-refeição e aumentaram a contribuição do colaborador no restante do pacote. O resultado disso ainda não foi mensurado, mas, honestamente, vejo queda na produtividade.

No Brasil, notícias desse tipo ainda não pipocaram na imprensa, mas certamente essa discussão já acontece no chão-de-fábrica. Pelo pouco que pesquisei esses dados ainda não foram levantados por aqui.

Lá, onde  a crise começou, uma pesquisa feita pela Hewitt Associates com 518 grandes empresas americanas constatou que: 32% estão considerando aumentar a contribuição dos empregados no seguro-saúde, e 19% podem reduzir esses benefícios.

Outro estudo americano feito pela Sociedade para Administração de Recursos Humanos com 467 participantes mostrou que 24% dos consultados muito provavelmente farão demissões coletivas nos próximos seis meses.

E mais: uma pesquisa divulgada no começo desta semana pela Watson Wyatt Worldwide Inc. e feita com executivos de recursos humanos de 141 empresas dos EUA mostrou que 26% dos respondentes esperam que suas empresas aumentem as contribuições dos funcionários para os seguros-saúde durante o próximo ano.

As próprias empresas americanas – e todo o mundo – vislumbram tempos melhores já a partir do segundo semestre de 2009. A própria pesquisa da Hewitt mostra que 54% das 518 empresas acreditam que a recuperação econômica vai começar no fim de 2009 ou começo de 2010.

A pergunta que não quer calar: faz sentido fazer novas demissões coletivas com a possibilidade de recuperação tão próxima? No dia primeiro de maio “festejamos” do Dia Mundial do Trabalho. Muitos não terão o que comemorar, é verdade, mas espero que as organizações, entidades de classe e empresas reflitam sobre suas ações e economias porcas.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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