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A Indústria 4.0

Icone Análise,Artigo,Opinião,Perspectivas,Pesquisa | Por em 18 de fevereiro de 2019

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 por Ubiratan Resende (*)

 Desde o processamento e análise em tempo real, que impulsionam maior eficiência e aprendizado, até a manutenção preditiva, a Inteligência Artificial em computação de borda (Edge AI, em inglês) está impulsionando uma revolução na indústria. Fabricantes de todo o mundo sofrem grande pressão para manter uma vantagem competitiva o que impulsiona programas de transformação digital baseados em Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial. Na verdade, a alavancagem da IoT industrial tornou-se tão evidente que recebeu a alcunha de “Indústria 4.0″.

Estas tecnologias estão estabelecendo uma sintonia entre o “último andar” e o “chão de fábrica”, resultando em ganhos de eficiência gritantes em quase todas as áreas do processo de fabricação. Desde o gerenciamento da cadeia de suprimento, montagem automatizada, manutenção preditiva até o atendimento automatizado, os benefícios de um processo de fabricação completamente integrado, alimentado por AI, são consideráveis.

O McKinsey Global Institute estimou que o uso de inteligência artificial tem o potencial para gerar um ganho de valor de US $ 3,5 trilhões a US $ 5,8 trilhões ao ano em nove linhas de negócios de 19 segmentos da indústria. O poder da Edge AI de mesclar dados industriais e transformá-los em produtos utilizáveis e serviços inovadores é o elemento central da Indústria 4.0.

UBIRATAN-RESENDE-VIA-TECHNOLOGIESEssa abordagem focada em dados aumenta os desafios de processamento, pois a inteligência dos dispositivos IoT (câmeras e sensores, por exemplo) precisa ser reunida, analisada e acionada em tempo real. É nesse ponto que o Edge AI se torna particularmente importante para a Indústria 4.0. Como processa os dados para a tomada de decisões em tempo real no local onde são coletados, elimina grande parte da latência existente em um sistema de nuvem tradicional, que realiza a operação distante dali, ficando, assim, sujeito a interrupções de transmissão, entre outros problemas. A Edge AI possibilita reações instantâneas, o que pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso no que diz respeito ao maquinário industrial.

Um dos maiores terrores de qualquer industrial é a quebra de maquinário que, além de gerar custos elevados, causa interrupções não programadas na produção. A AI de borda elimina este risco. Com sensores de IoT e Edge AI, os sistemas podem aprender (machine deep learning) quais são os padrões operacionais das linhas de montagem e, a partir daí, definir um modelo de atividade “normal”. Desta forma, alterações passam a ser detectadas em tempo real, o que permite que o maquinário seja desligado automaticamente, garantindo a segurança, a integridade dos equipamentos e, consequentemente, evitando paradas mais longas e dispendiosas.

A produção também é otimizada com a integração de todas as etapas, desde a cadeia de suprimentos e produção até a chegada do produto ao cliente final. Isso se dá por meio da captação de dados realizadas pelos dispositivos IoT e interligados, em tempo real, pela Edge AI, no que se denominou “máquina para máquina” (m2m).

Este uso crescente da robótica Edge AI mudou as expectativas dos consumidores, o que força as empresas a adequaram tanto a produção quanto sua logística. O uso de robôs autônomos em aplicações de armazenamento é uma das principais tendências para 2019, o que se estenderá para os próximos anos. A IDC prevê que os gastos mundiais com sistemas robóticos e drones totalizarão US $ 115,7 bilhões em 2019, um aumento de 17,6% em relação a 2018. Em 2022, esses aportes devem atingir US $ 210,3 bilhões.

Pioneira, a Amazon possui mais de 100 mil robôs em operação em mais de 26 centros de atendimento de pedidos em todo o mundo.

O envio antecipado não é uma novidade, mas mudou. Ao invés de centros de distribuição regionais, empresas adotam o envio de estoques para depósitos quase que imediatamente. Isso é possibilitado pela AI, que prevê, e aprende, quais itens, marcas e volumes serão exigidos a cada momento e em quais localidades.

Como as necessidades de automação de processos e fornecedores diferem de uma indústria para outra, a eficiência de sistemas e plataformas Edge AI dependem da capacidade de integração com as plataformas de nuvem do cliente. Devem ser customizáveis, para que possam atender a requisitos específicos de implantação. A VIA Technologies, por exemplo, tem como diretriz garantir compatibilidade com os líderes do segmento, caso de Alibaba, Microsoft e Foghorn. Fidelização de clientes, previsibilidade da operação e de custos, eficiência na entrega e assertividade na oferta se tornam fundamentais para a atividade industrial.

*É diretor-geral da VIA Technologies no Brasil

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tadros.ASNReunidos em Brasília durante três dias, os dirigentes estaduais do Sistema Sebrae foram conclamados a uma maior articulação com o governo para fortalecer o papel dos pequenos negócios na agenda de desenvolvimento do país. No encerramento do evento, que começou na terça-feira (5) e terminou nesta quinta (7), o presidente do Sebrae Nacional, João Henrique de Almeida Sousa, reforçou a importância da instituição para a economia brasileira.

“O que nós fazemos é de alta relevância para o país. Quase 99% das empresas brasileiras estão na categoria de abrangência desta instituição, ou seja, são de micro e pequeno porte, responsáveis por mais de 54% dos empregos formais gerados no país”, afirmou João Henrique, diante dos representantes do Sebrae em todas as unidades da Federação. “Nós vamos continuar provando nosso valor”.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, José Roberto Tadros, defendeu o fortalecimento da articulação entre o trabalho desempenhado pela instituição e as diferentes esferas de governo. “Neste novo governo, que o Sebrae continue a exercer um trabalho excepcional e que, assim, nós possamos dar contribuições relevantes para que haja um estímulo à iniciativa privada e aos investimentos”, destacou.

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automação-industrialUma ideia frequentemente associada aos avanços da automação industrial é o impacto da tecnologia na redução de postos de trabalho. Não é difícil encontrar listas de ocupações a serem extintas, em que profissionais de diferentes áreas são retratados como agentes possivelmente substituídos pelos robôs em curto prazo.

Para a Mitsubishi Electric, uma das principais companhias de automação industrial do mundo, o cenário projetado para o futuro é bem diferente. A companhia defende que o avanço da tecnologia vai criar cada vez mais oportunidades para pessoas e que, para aproveitá-las, é necessário investir em capacitação.

“Há cada vez mais espaço, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, para as profissões relacionadas à automação industrial, como técnicos, engenheiros, projetistas, desenvolvedores, programadores, entre outras. Ainda somos um país que está começando a visualizar o potencial da tecnologia dentro da operação, mas temos enorme potencial a ser explorado. Para isso, é vital a contribuição de profissionais cada vez mais qualificados dentro do nosso mercado de trabalho”, afirma Thiago Turcato, supervisor de suporte técnico da Mitsubishi Electric.

Dados do FMI ajudam a construir esse cenário: países desenvolvidos já têm taxas de desemprego em mínimas históricas (5,3%). Como complemento, informações da International Federation of Robotics mostram que países com as maiores taxas de automação e robotização das funções do trabalho como Coreia do Sul, Cingapura, Alemanha e Japão têm índice de desemprego inferior a 3,9%.

Além disso, uma pesquisa recente da McKinsey que projeta como será o mercado de trabalho em 2030 informa que o medo da ausência de emprego em razão da automação é infundado. Ao tomar como base o avanço da tecnologia ao longo do tempo, a consultoria afirma que há mudanças previstas em âmbito setorial e no nível de emprego, porém, a criação de novos postos de trabalho e funções pode ajudar a compensar esse efeito.

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A dimensão estratégica da logística

Icone Análise,Opinião | Por em 6 de fevereiro de 2019

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Jamil Moyses Filho

Jamil Moysés Filho

por Renaud Barbosa da Silva e Jamil Moysés Filho

Competitividade é o desafio imposto pela globalização às empresas do mundo inteiro. Com isso, o cliente na ponta da cadeia produtiva é o propulsor que exige prazos de entrega cada vez menores e, ao mesmo tempo disponibilidade de serviços e produtos. Todos têm, como objetivo, reduzir níveis de estoques (em função das elevadas taxas de juros associadas a custos de oportunidade ou de capitais circulantes). O desejo por produtos ou serviços desenhados exclusivamente para atender as suas necessidades (customização) é outro dos desafios impostos pelos consumidores atuais.

 Dentro desse enfoque, as empresas que têm êxito são as que preveem as mudanças e desenvolvem, antecipadamente, as suas estratégias. A logística, sob a ótica da gestão da cadeia de suprimento (Supply Chain Management), representa uma das mais importantes dimensões estratégicas, pois recompensa certas qualidades de organização, em particular a adaptabilidade, a flexibilidade, a decisão e a rapidez.

A gestão das cadeias de suprimento, ou seja, a prática da logística empresarial, exige pessoas especialmente preparadas, para atuarem tanto no nível estratégico como no nível operacional das empresas. A visão global e suas principais implicações nas operações logísticas de uma organização são elementos fundamentais para a tomada de decisões que afetam os resultados desejados. Em síntese, pilotar uma cadeia logística é procurar atingir às necessidades dos clientes com qualidade máxima e custos mínimos. Essa é a receita para manter e aumentar o nível de competitividade.

O sucesso da dimensão estratégica logística depende do nível de integração das suas ações específicas e de seus ajustes no decorrer do tempo. Por exemplo, a orientação do fluxo de produção (“puxado” ou “empurrado”) vai influenciar a política de produção (“estoque” ou “contra pedido”), que, por sua vez, vai subsidiar a centralização ou descentralização de estoques. Outro fator é a escolha do(s) modal(is) mais adequados, haja vista que o custo dos transportes é o outro “vilão” (na maior parte dos casos, o maior) a ser atacado para a redução dos custos. Essas e outras “decisões logísticas” determinarão o sistema de informações que vai suportar o funcionamento pleno de toda a cadeia.

O posicionamento logístico bem-sucedido, como estratégia competitiva, reflete em ganhos para toda a cadeia de suprimentos, ou seja, clientes e fornecedores vão melhorar sua competitividade, contribuindo, em última análise, para o desenvolvimento nacional.

*Renaud Barbosa da Silva e Jamil Moysés Filho são professores e coordenadores acadêmicos do MBA em Logística e Supply Chain Magement do ISAE/FGV

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Frederico GonçalvesPor Frederico Gonçalves*

Segundo o relatório anual da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), a previsão para o crescimento da demanda de energia elétrica mundial deve ser superior a 25% até 2040 e o investimento necessário para garantir o suprimento de energia deve ultrapassar 2 trilhões de dólares por ano. A elevação de consumo e de recursos, aliada ao risco do aquecimento global, tem motivado diversas nações a buscarem fontes renováveis, em especial a energia eólica e a solar, como alternativas para compor sua matriz energética. A própria IEA estima que em vinte anos, a participação das fontes de energia renováveis no mundo será de mais de 40%, antes os 25% da atualidade.

Na Europa, países como Suécia, Áustria e Portugal formam o pódio dos territórios do continente que mais utilizaram fontes renováveis em 2017, contribuindo com 30% do total do consumo na União Europeia, segundo dados da Eurofast. Mas qual é o cenário no Brasil?

As usinas hidrelétricas são responsáveis por 61% da energia do país e a carência por eletricidade deve triplicar até 2050, conforme levantamento da Empresa de Pesquisa e Energética (EPE), gerando uma dependência enorme de um sistema que já sofre com os efeitos das secas que têm atingido várias regiões nos últimos anos. Assim, a adoção de energia eólica e solar também vem ganhando espaço por aqui, representando 8% e 1%, respectivamente, da capacidade elétrica instalada no país.

Para intensificar a criação de projetos focados em aumentar a participação das fontes de energia renováveis, a utilização de tecnologias que permita a operação e manutenção adequada desses equipamentos torna-se um fator essencial para o sucesso desses empreendimentos.

Drones

A aplicação de drones ajuda na inspeção visual dos equipamentos, registrando imagens que podem ser posteriormente analisadas para a identificação de eventuais problemas. Sobrevoando fazendas eólicas ou solares, os drones podem agilizar o processo de inspeção visual.

Apesar de simplificar a coleta de dados, a simples utilização de drones para a realização da inspeção pode causar um gargalo no pós-processamento dos dados coletados, caso esses dados tenham que ser analisados por humanos. Aí entra o uso de técnicas de Inteligência Artificial, como Aprendizado de Máquina (do inglês, Machine Learning) ou Redes Neurais (do inglês, Neural Networks) que utilizam algoritmos para a análise automática dos dados coletados.

Drones também são utilizados em conjunto com técnicas de inteligência artificial, mas com foco em inspeção de turbinas eólicas onshore e offshore. A verificação de uma turbina eólica pode ser realizada em apenas 15 minutos, de modo que um único drone pode realizar em torno de 20 inspeções por dia e os dados coletados são disponibilizados num sistema web, com informações analíticas que auxiliam a geradora de energia na identificação de problemas e na definição de programas de manutenção adequada para seus equipamentos.

Inteligência Artificial

Associada a técnicas de Big Data, a utilização de inteligência artificial possibilita a análise rápida dos dados coletados pelos drones, assim como a correlação desses dados com outras informações obtidas através de sensores instalados ou embarcados nos equipamentos para o monitoramento de seu funcionamento. Os dados históricos dos equipamentos também são utilizados pelos algoritmos que podem, literalmente, aprender a identificar, ou até mesmo prever possíveis problemas em cada um dos equipamentos.

O grande diferencial é que a solução pode agilizar a detecção de eventuais problemas e reduzir o processo de reparo de dias para horas, aumentando assim a eficiência de suas inspeções, além de produzir resultados mais precisos.

Veremos uma expansão no uso da energia eólica e solar na matriz energética do Brasil nos próximos anos. A adoção de novas tecnologias deve impulsionar e viabilizar a operação de enormes parques eólicos e solares que, em breve, deverão fazer parte da paisagem de algumas regiões do país. Essas tecnologias devem tornar a operação desses empreendimentos mais ágil, barata e eficiente.

*Head da unidade de Utilities do Venturus

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gs1-farmárcia-1440x564_cA Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil divulga a nova edição do Índice de Automação do Mercado Brasileiro, que tem como objetivo medir o nível de automação no país para identificar o quanto tecnologias são adotas por empresas e consumidores. Dividido em duas frentes de apuração – Empresas e Consumidores –, sendo empresas com visualizações por indústria e comércio e serviços, o índice mensura a automação em todo o país e conta com o apoio metodológico de uma das maiores empresas de pesquisas, a GfK Brasil.

Embora vários setores da economia tenham recuado no último ano, o investimento em processos e recursos de automação nas empresas cresceu na proporção de 8% entre 2017 e 2018. O método de estudo avalia vários setores e o índice possui um intervalo de avaliação de 0 a 1. Em novembro de 2017, o Índice de Automação do Mercado Brasileiro apontava para 0,223 e hoje está em 0,241.

Na variação 2017/2018, as empresas brasileiras aumentaram seu nível de automação para ganhar mercado frente à concorrência. As empresas foram analisadas nas seguintes divisões – Indústria e Comércio e Serviços.

A vertical Indústria teve uma alta de 8,3% do índice, saltando de 0,261 para 0,282. Já no setor de Comércio e Serviços, o índice saltou de 0,186 para 0,199.

O foco de maior investimento da indústria em 2018 foi em atendimento e relacionamento com o cliente. “O uso mais estratégico dos dados gerados diariamente pelas ações dos clientes dá mais subsídios para a geração de ofertas direcionadas ao desejo dos consumidores”, analisa Marina Pereira, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

No segmento de logística, de acordo com Marina, “percebemos que a identificação única de produtos e o código de barras estão entre os recursos mais adotados pelas empresas, o que as auxilia a ter um maior controle da localização dos itens na cadeia de abastecimento”. A conclusão é que os processos de rastreabilidade recebem mais atenção hoje, principalmente quando a identificação é automatizada por meio de padrões GS1 de códigos de barras, bidimensionais e radiofrequência. Já no varejo, a integração entre o back office e o checkout tem aumentado, o que aponta para maior preocupação com a gestão dos negócios e das informações dentro dos negócios.

A Região Sul do país foi a que mais se destacou em crescimento de automação de empresas no período de um ano, com aumento de 13,1%. As outras regiões que perceberam maior adoção em automação foram a Sudeste – 6,6% – e a Centro-Oeste, com variação de 6,3%.

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sebrae5Os donos de pequenos negócios estão otimistas quanto à melhoria de seus empreendimentos este ano, segundo a Sondagem Conjuntural feita pelo Sebrae no final de 2018. O estudo teve como objetivo conhecer as expectativas dos donos de micro e pequenas em relação à economia brasileira e ao seu próprio empreendimento. Mais de 70% dos entrevistados acreditam que seu faturamento vai melhorar. Mas, para que isso aconteça, é necessário tomar algumas medidas estratégicas em 2019 para não ser surpreendido.

De acordo com o especialista em empreendedorismo do Sebrae, Enio Duarte Pinto, aproveitar o início do ano e a baixa de movimento, em alguns setores, para concentrar esforços em cinco estratégias principais pode favorecer o sucesso do negócio ao longo dos meses. A primeira medida é iniciar o ano revisando algum problema que tenha sido verificado com seu público alvo no decorrer do ano passado. “É a partir do feedback dos clientes que o empreendedor saberá se sua empresa está sendo efetiva na entrega daquilo que o público deseja. Por isso, é necessário buscar um constante diálogo com o consumidor para fazer os ajustes necessários”, avalia Enio.

Além disso, é preciso que o empresário fortaleça sua presença digital, tanto para ser facilmente encontrado pelo cliente, como para diversificar seus canais de relacionamento, uma tendência que vem se acentuando entre os pequenos negócios. Segundo pesquisa feita pelo Sebrae, nos últimos três anos, mais de 70% dos micro e pequenos empreendedores apostaram na informatização e na utilização das redes sociais. “Para obter o sucesso em 2019, o empresário de pequeno negócio deve ainda tentar delegar o operacional a alguém, de modo que possa concentrar sua energia e agenda na gestão estratégica, que vai diferenciar a empresa no mercado. Mas é preciso entender que delegar não é se omitir. Por isso, é fundamental continuar supervisionando o trabalho do seu time”, orienta o especialista. Por fim, em 2019, o empreendedor deve investir de forma continuada na sua qualificação como gestor. A acelerada dinâmica à frente dos negócios exige um processo constante de atualização.

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máquina-elmotec-1A  Schaeffler concluiu em 28 de novembro um contrato para aquisição da Elmotec Statomat Holding GmbH (de agora em diante denominada como “Elmotec Statomat”), com base em Karben, próxima a Frankfurt, na Alemanha.

A Elmotec Statomat GmbH é um dos principais fabricantes mundiais de máquinas para a fabricação de motores elétricos em larga escala de produção e possui uma especialização única no campo da tecnologia de enrolamento. Com essa aquisição, a Schaeffler está expandindo sua especialização na fabricação de motores elétricos e, desse modo, evoluindo na implementação de sua estratégia de mobilidade elétrica.

 

“A mobilidade elétrica é um de nossos campos centrais de desenvolvimento futuro. Ao adquirir a Elmotec Statomat, estamos dando um passo importante para expandir nossa especialização na produção neste campo e implementar com consistência nossa estratégica de mobilidade elétrica”, disse Klaus Rosenfeld, CEO da Schaeffler. “Esta aquisição nos permitirá acomodar perfeita e totalmente a industrialização do motor elétrico em nossa empresa e que possamos fechar a lacuna tecnológica na produção de rotores e estatores”.

 

Com suas tecnologias, a Elmotec Statomat já provou sua capacidade de desempenho excepcional e poder de inovação. Com mais de 50 direitos individuais de propriedade intelectual em 13 classes de patente em todo o mundo, a empresa é uma das líderes mundiais no campo de tecnologia de enrolamento na produção de estatores.

 

“Por meio desta aquisição, estamos expandindo de modo relevante nossa especialização produtiva no campo de motores elétricos e, assim, permitindo o crescimento de nosso potencial de produzir motores elétricos e de unidades fabris de produção de estatores”, explicou o Dr. Jochen Schröder, Diretor da Divisão de Negócios de E-Mobility da Schaeffler.

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abralatasDados divulgados nesta quarta-feira (5) pela indústria do alumínio  confirmam os bons resultados do setor no campo da sustentabilidade. Quase todas as latas de alumínio para bebidas vendidas em 2017 retornaram para o ciclo produtivo, alcançando um índice de 97,3% de reciclagem. Das 303,9 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas colocadas no mercado em 2017, 295,8 mil toneladas foram recolhidas e recicladas. Desde 2004, o índice se mantém acima dos 90%, colocando o país entre os líderes mundiais da reciclagem dessa embalagem.

Os números foram anunciados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), durante o lançamento, em Brasília (DF), da Frente Parlamentar visando à criação de estímulos econômicos para a preservação do meio ambiente.

Para Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, o elevado índice de reciclagem da lata deixa clara a necessidade de um debate como o que será traçado pela Frente Parlamentar. “Hoje, o reaproveitamento do mesmo material já tributado nem é considerado como atenuante para a carga tributária. O consumidor paga imposto sobre o mesmo produto várias vezes, já que a latinha mantém índice de reciclagem próximo a 100% há mais de 10 anos”, esclarece. Renault acha que o tema ganha impulso com a criação da Frente. “O principal objetivo da utilização de instrumentos tributários deve ser o de fazer com que os preços de mercado dos diversos bens e serviços reflitam seus custos sociais e ambientais, além dos custos materiais, de produção e de comercialização, sem elevação de impostos”.

O presidente executivo da Abal, Milton Rego, lembra que, mesmo diante das adversidades, o setor não deixa de investir. Ele destacou que, apesar da forte retração econômica que o país sofre desde 2015, a reciclagem de alumínio está em plena expansão no Brasil. “As duas maiores empresas do segmento, a Novelis e o Grupo ReciclaBR, nossas associadas, acabam de anunciar planos importantes para o ano que vem. O Grupo ReciclaBR vai inaugurar novos centros de coleta no país e uma planta de fundição em Minas Gerais. Já a Novelis, investirá R$ 650 milhões em sua fábrica em Pindamonhangaba (SP). Movimentos assim é que garantem a liderança mundial do Brasil no índice de reciclagem de latas”, conclui o executivo.

Para Mário Fernandez, Coordenador do Comitê de Reciclagem da ABAL e CEO do Grupo Recicla BR, o índice de reciclagem de latas de alumínio mostra com otimismo como a cadeia da lata do alumínio está inserida na Economia Circular. “E no que depender do Grupo ReciclaBR, iremos contribuir para a manutenção do alto índice de reciclagem, pois temos sólidos investimentos planejados”, completa.

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camarabrasilalemanhaCinco encontros, 35 startups, 500 reuniões viabilizadas com a participação de mais de 30 empresas como Bayer, BASF, Lanxess, Mercedes-Benz e Volkswagen. Os números representam os resultados atuais do Startup Speed Dating, evento da iniciativa Startups Connected que promove encontros de negócios temáticos entre empresas e startups.

A iniciativa nasceu com o objetivo de contribuir de forma mais assertiva na geração de negócios entre empresas e startups. Por meio de encontro de negócios empreendedores conseguem apresentar suas soluções inovadoras para empresas ou departamentos. A ideia central é viabilizar diversas reuniões entre diferentes startups e empresas em apenas um dia e contribuir ainda mais para a geração de negócios.

“O grande diferencial do Startup Speed Dating é que ele atende às demandas de empresas no curto prazo. Além disso, o baixo custo do encontro viabiliza a participação de empresas de todos os portes que buscam um maior contato com startups de forma descomplicada”, comenta Bruno Vath Zarpellon, Diretor de Inovação e Tecnologia na Câmara Brasil-Alemanha e idealizador do encontro de negócios.

Os encontros já realizados durante este ano contaram com as temáticas “Logística e Compras”,“Legal, Tax e Compliance”, “Comunicação e Marketing” e “Recursos Humanos”. A dinâmica do evento é simples: startups e empresas indicam com quais participantes gostariam de conversar e, havendo um match, a reunião é agendada como prioridade. Como o nome do evento já indica, as reuniões são rápidas, de até 15 minutos, tempo que deve ser utilizado para um pitch, uma conversa inicial sobre a aderência da solução à demanda, com o objetivo de entender se há ou não interesse em levar a discussão adiante.

Os encontros têm se mostrado eficazes: a partir do primeiro contato feito durante a ocasião, mais da metade das conexões geraram uma segunda reunião. Após o evento, cabe às empresas e às startups darem continuidade ao relacionamento.

“O Startup Speed Dating foi primordial nos contatos iniciais de soluções que possam nos ajudar a alavancar nossos negócios por meio da transformação digital. A Bayer procura estar sempre conectada às novas ideias e esta parceria faz com que o processo seja enriquecedor”, confirmou Camila Arcanjo da área de Supply Chain da Bayer.

Já as startups também enxergam valor na iniciativa promovida pela Câmara, já que a distância entre elas e as gigantes do mercado é diminuída significativamente. “Para a startup Comprovei o evento foi muito bom. Ficaríamos honrados em sermos convidados novamente, participaríamos com certeza. Tivemos várias oportunidades de contatos para prosseguir o relacionamento com as empresas convidadas”, comentou Halley Takano, CEO da startup Comprovei. A startup participou do encontro focado nas áreas de logística e compras.

Serviço -

6º encontro Startup Speed Dating

Data e horário: 12 de dezembro das 14 às 16 horas

Local: Co.W Coworking – Rua Jaceru, 225

Mais informações e inscrições pelo e-mail inov.assist@ahkbrasil.com

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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