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thyssenkruppA thyssenkrupp Metalúrgica Campo Limpo,  segue investindo em inovação e tecnologia para a destinação correta e tratamento adequado dos resíduos gerados na unidade, que está localizada em Campo Limpo Paulista (SP) e é a maior operação fabril do grupo thyssenkrupp na América do Sul. Como parte das iniciativas que permitiram que a fábrica alcançasse a meta de ser “Zero Aterro”, foi instalado um biodigestor que trata os resíduos orgânicos gerados nos refeitórios. Antes, esse material era coletado por uma empresa terceirizada e seguia para compostagem.

“Esta é uma tecnologia inovadora, 100% brasileira, que ainda é utilizada por poucas empresas no país. O funcionamento dela consiste na combinação de um processo eletromecânico com um composto biológico, em que os micro-organismos transformam o resíduo orgânico na chamada “água cinza”, totalmente segura para ser descartada no sistema de esgoto. No caso da unidade, nós já realizamos o tratamento dos efluentes na própria planta, por meio de nossa ETEI (Estação de Tratamento de Efluentes Industriais)”, explica Amadeu Crodelino, COO da thyssenkrupp Metalúrgica Campo Limpo.

De acordo com Carolina Sicari, analista de sustentabilidade responsável pela implantação do biodigestor na unidade, há uma série de benefícios obtidos com a adoção dessa solução. “Além de evitar a emissão de poluentes, como o metano e o CO2, por não depositar os resíduos em aterros sanitários, também evitamos a emissão do CO2 que ocorreria durante o transporte do material até o local em que era processado anteriormente”, explica Carolina.

A especialista destaca a redução do consumo de energia elétrica, uma vez que o resíduo orgânico não precisa ser mais armazenado em câmaras frias e que o biodigestor oferece baixo consumo, além de eliminar o mau odor e a presença de vetores como pombos e insetos. “O resíduo orgânico dos nossos refeitórios vai sendo tratado assim que é gerado, 24 horas por dia e sete dias por semana”, reforça.

Com o uso da tecnologia aplicada no biodigestor, a thyssenkrupp Metalúrgica Campo Limpo deixou de emitir, em um mês, mais de 17 toneladas de CO2 equivalente, o que corresponde a 290 árvores plantadas ou quase 8 mil litros de diesel que deixaram de ser consumidos. “Em um ano, nossa expectativa é reduzir a pegada de carbono em mais de 200 toneladas de CO2 equivalente”, prevê Carolina, com base nas metodologias WARM Model e GHG Calculator utilizadas pela Bioconverter, empresa que desenvolveu a tecnologia do biodigestor.

“Nosso compromisso é oferecer à thyssenkrupp Metalúrgica Campo Limpo todo o suporte para que este projeto atinja 100% das suas expectativas do ponto de vista operacional e de sustentabilidade, de forma que estimule a expansão dessa tecnologia a outros setores e unidades do grupo, o transformando em uma referência neste setor”, destaca Arthur Oliveira, diretor comercial da Bioconverter.

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etienne-girardet-nxI4JyYosNY-unsplashA Schneider Electric lançou um apelo urgente para governos e empresas de todo o mundo para acelerarem suas ações de sustentabilidade que intensifiquem os investimentos em tecnologias que os ajudarão a reduzir suas emissões de carbono e reforçar sua segurança energética.

A chamada ocorre em meio ao aumento dos preços da energia, uma crise de fornecimento de energia e uma rápida aceleração das mudanças climáticas, que juntos representam grandes desafios para empresas, economias e sociedades em todo o mundo. Esses desafios formaram o pano de fundo da reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, de 16 a 20 de janeiro, da qual participaram executivos seniores da Schneider Electric.

“As crises climáticas e energéticas de hoje são uma realidade econômica para um número cada vez maior de pessoas. À medida que líderes empresariais e formuladores de políticas se reúnem em Davos, devemos agir de acordo com nossos próprios interesses de longo prazo, não de curto prazo”, afirmou Jean- Pascal Tricoire, presidente e CEO da Schneider Electric. “Não devemos evitar as decisões difíceis. Não há prosperidade de longo prazo sem uma transição energética completa. Na Schneider, nossa abordagem é ‘Digitalizar, Criar estratégias, Descarbonizar’ — empresas, governos e sociedades devem fazer isso agora, para cumprir os compromissos que assumiram.”

Com 38% das emissões globais de CO2 provenientes do ambiente construído e outros 32% da indústria, os produtos, softwares e serviços da Schneider Electric nas áreas de automação industrial e gerenciamento de energia ajudam empresas, indústrias, gerentes de edifícios e residências a descarbonizar e digitalizar seu uso de energia.

A Schneider Electric também oferece insights profundos sobre tendências e soluções de descarbonização, por meio de pesquisas e relatórios detalhados compilados pelo Schneider Electric Sustainability Research Institute.

Uma pesquisa independente com mais de 500 executivos de alto escalão encomendada pela Schneider no ano passado descobriu que os compromissos e investimentos em sustentabilidade corporativa são frequentemente prejudicados pela complexidade da descarbonização. Em média, o compromisso financeiro com iniciativas de sustentabilidade e descarbonização nas empresas pesquisadas foi inferior a 2% da receita projetada nos próximos três anos — apesar do fato de que esses investimentos costumam ser eficientes e econômicos, com retorno do investimento muitas vezes abaixo de um para três anos.

Os entrevistados destacaram o alinhamento das partes interessadas, orçamento, tecnologia, habilidades e regulamentação como desafios para a implementação da sustentabilidade. No entanto, a maioria observou que a automação industrial aprimorada e a atualização da infraestrutura elétrica formarão uma parte fundamental de seu plano de sustentabilidade para os próximos três anos.

A aquisição de energia renovável está entre as principais iniciativas do lado da oferta, enquanto a eletrificação — uma medida importante do lado da demanda — tem uma pontuação baixa entre as prioridades de sustentabilidade das organizações. Juntamente com a eletrificação, o fornecimento de maior eficiência na infraestrutura existente por meio da digitalização e automação estará entre as alavancas mais importantes na próxima década, sendo o meio mais rápido e eficiente em termos de capital para muitas organizações reduzirem as emissões.

Adotando nos negócios sustentabilidade com soluções digitais essenciais para navegar na crise global de energia

Um outro relatório recente da Schneider Electric sobre o potencial de eletrificação da UE descobriu que o foco em setores em que a eletrificação é viável e atraente poderia aumentar a participação da eletricidade no mix de energia de cerca de 20% para 50%. Por sua vez, a quota do gás natural e do petróleo cairia cerca de 50%, contribuindo significativamente para uma maior segurança energética. A Schneider Electric oferece soluções específicas e práticas para ajudar as empresas a navegar nessa transição com mais rapidez e eficiência.

A companhia aponta que a atual crise energética europeia segue décadas de energia segura, confiável, disponível e preços relativamente estáveis. Muitos estão experimentando, pela primeira vez, suprimentos de energia imprevisíveis e preços inacessíveis, demonstrando uma falha tanto na preparação para a segurança energética de longo prazo quanto na implementação de planos de descarbonização. Isso, por sua vez, ressalta a importância de reavaliar toda a equação energética, desde o lado da oferta (transição energética) até o lado da demanda (eficiência energética).

“O propósito e os lucros devem se alinhar para se tornarem forças poderosas na luta contra a mudança climática”, disse o Sr. Tricoire. “Já temos a tecnologia para evitar as crises energética e climática, também para fornecer distribuição e uso de energia segura, confiável e sustentável. Nossa abordagem baseada em dados, abrangendo automação industrial, digitalização e a tecnologia digital do metaverso corporativo, se combinam para destravar um futuro mais promissor, mais sustentável e mais próspero. A urgência por ação nunca foi maior do que agora.”

Foto: Etienne Girardet

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bmwNovidade para a indústria automotiva, os modelos do NEUE KLASSE do BMW Group, que serão lançados a partir de 2025, apresentarão algumas peças de plástico cuja matéria-prima contém cerca de 30% de redes e cordas de pesca recicladas.
A caminho de um futuro mais sustentável, por meio de um processo de reciclagem exclusivo, o material residual da indústria marítima é utilizado para produzir peças de acabamento adequadas para o exterior e interior dos veículos.
Os componentes resultantes representam, aproximadamente, 25% a menos de impacto na emissão de carbono quando comparado com peças feitas de plásticos convencionais. O BMW Group vem explorando diferentes abordagens para utilizar os resíduos plásticos da indústria marítima como matéria-prima para componentes de veículos, visando conservar recursos valiosos e reduzir as emissões de CO2. Esta forma de reciclagem torna possível diminuir a necessidade de plásticos primários à base de petróleo e, ao mesmo tempo, combater a poluição oceânica.

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Programa de Educação AmbientalTer consciência ambiental é compreender que a sobrevivência dos ecossistemas depende de ações do cotidiano dos indivíduos. Para contribuir com essa conscientização, o Grupo Aço Cearense realizará, nos dias 29 e 30 de julho, a 3ª edição do Programa de Educação Ambiental. A iniciativa é fruto de uma parceria da área de sustentabilidade e do Instituto Aço Cearense.

No dia 29, será realizado um evento interno para os colaboradores da Aço Cearense Industrial, localizada em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. A ação terá palestra sobre sustentabilidade, exposição de produtos tecnológicos sustentáveis e gincana com quiz.

“Essa exposição será composta pelo trabalho dos parceiros Eco Museu e Resíduos Tecnológicos Sustentáveis, que trabalham com produtos ou ideias sustentáveis. Esses itens são todos de natureza reciclável ou reutilizável e são de origem eletrônica, ou seja, foram feitos a partir de peças de informática ou de mecânica que não são mais utilizados pela empresa, então são doados para eles”, explica Carlos Yves, gerente da área de sustentabilidade.

Já no dia 30, alguns voluntários e os filhos dos colaboradores que foram inscritos para participar da ação, irão para o Parque do Cocó. Lá eles terão um momento educacional com palestras sobre a história do Parque do Cocó e a sua biodiversidade, trilhas, arvorismo e visita ao Museu do Cocó.

As ações do Programa de Educação Ambiental são realizadas mensalmente com os colaboradores e seus filhos e tem o objetivo de fortalecer o senso de responsabilidade ambiental por meio do ensinamento de boas práticas ambientais e ações sociais de sustentabilidade.

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gerdaoA Gerdau  publica (21/07) seu Relatório Anual 2021, com informações sobre suas iniciativas de sustentabilidade, estratégia de negócios e desempenho financeiro. Pelo terceiro ano, os dados são baseados nas normas da Global Reporting Initiative (GRI), reforçando o compromisso da companhia com a transparência com seus públicos de interesse. Neste ano, a empresa também aderiu ao padrão da Sustainability Accounting Standards Board (Sasb) Iron & Steel Producers e Metal & Mining e submeteu o relatório a uma auditoria externa, a Bureau Veritas, com o objetivo de evoluir em nossa prestação de contas com transparência e equilíbrio.

O documento reúne dezenas de indicadores, entre conteúdo geral e desempenhos específicos, para orientar o leitor na análise do desempenho econômico, social, ambiental e de governança em 2021 da empresa. O material traz também a matriz de materialidade da Gerdau faz correlação entre os indicadores e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

“Com nosso esforço coletivo de olhar para o que importa, nos tornamos mais ágeis e eficientes nas soluções que o mundo pede, o que nos permitiu estar em áreas que antes não atuávamos. A Gerdau Next é o exemplo mais consistente nesse sentido. Ao apostar em segmentos como energia renovável, grafeno, logística e construtechs, estamos moldando um futuro melhor na perspectiva social e de sustentabilidade aliado ao sucesso empresarial e desempenho financeiro”, afirma Gustavo Werneck, diretor-presidente (CEO) da Gerdau. “Em 2021, por exemplo, anunciamos nossos planos para a construção de dois parques solares, um no Texas, nos Estados Unidos, e outro no Brasil, em Minas Gerais, que abastecerão nossos processos industriais com energia limpa.”

“Cada vez mais a agenda ESG está sendo levada em consideração no planejamento e nas nossas tomadas de decisão. Um exemplo é que, em 2021, fizemos dois importantes anúncios de investimentos em projetos de matriz energética limpa: a construção de parques solares no Brasil e nos Estados Unidos. Também acredito que nossa indústria deve avançar em suas iniciativas de diversidade e inclusão. Nesse contexto, estabelecemos a meta de chegarmos a 30% de mulheres em posições de liderança em 2025. Começamos com 17%, em 2017, e agora estamos com 23%”, afirma Gustavo Werneck, diretor-presidente (CEO) da Gerdau.

“Acredito que 2021 ficará marcado na história da Gerdau não só pelo aniversário de 120 anos, o que já é um marco extraordinário para uma organização empresarial, mas por mostrar que os alicerces dos próximos 120 anos da companhia estão fortes, sólidos e também flexíveis, assim como o aço”, completa Werneck.

O conteúdo completo do Relatório Anual 2021 da Gerdau pode ser acessado neste link. Abaixo, destacamos alguns dados ESG:

.R$ 638 milhões investidos na melhoria de práticas de ecoeficiência, em tecnologias para a proteção do ar, da água e do solo;

.Redução nas emissões de gases de efeito estufa de 0,93 tCO2e/t para 0,90 tCO2e/t de aço produzido, o que representa aproximadamente a metade da média global da indústria do aço; compromisso de reduzir as emissões para 0,83 tCO2e/ até 2031.

.Retomada das atividades em viveiro próprio a fim de potencializar a produtividade florestal;

.11 milhões de toneladas de sucata ferrosa reciclada pela Gerdau no mundo – 71% do aço produzido nas usinas da Gerdau é a partir de sucata (cada tonelada de aço produzida com sucata ferrosa equivale a deixar de emitir 1,5 tonelada de gases de efeito estufa);

.R$ 128 milhões investidos em programas sociais, para projetos de educação empreendedora, habitação e reciclagem, com mais de 4,2 milhões de pessoas beneficiadas, incluindo ações voltadas à pandemia da covid-19;

.Lançamento do G.Future, maior programa de trainees de todos os tempos, com 221 vagas em diversas áreas — sendo 46% preenchidas por mulheres e 33% por negros e negras — e recorde de 42 mil pessoas inscritas;

.Superação das metas de mulheres na operação (de 5% para 8% do contingente) e de mulheres em cargos de liderança (de 23% para 23,6%). A porcentagem de negros e negras em cargos de liderança ao fim de 2021 foi de 26%;

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cimentoA redução da emissão de gases de efeito estufa, visando alcançar a neutralidade em carbono até 2050, tem sido um dos principais desafios do setor industrial nos tempos atuais. Em apoio à agenda climática, a indústria do cimento tem promovido esforços significativos para reduzir o impacto gerado ao meio ambiente, com ações que levaram o Brasil a se tornar uma referência mundial como um dos países que emite a menor quantidade de CO2por tonelada de cimento produzida no mundo.

Considerada uma atividade intensiva na emissão de gases de efeito estufa, a indústria cimenteira responde, globalmente, por cerca de 7% de todo o gás carbônico emitido pelo homem. Entretanto, em função de ações que vêm sendo conduzidas há décadas pelo setor, bem como do próprio perfil de emissões nacionais, no Brasil essa participação é de quase um terço da média mundial – ou 2,3% – segundo o Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa.

A agenda de carbono é o maior e mais importante compromisso com o meio ambiente já firmado pela indústria do cimento. Tanto que, há quase 20 anos, o setor criou o que é hoje considerado o maior banco de dados de emissões e indicadores ambientais de uma atividade industrial no mundo, com o objetivo permanente de mitigar as referidas emissões. Este banco de dados é abastecido por oito associações e 48 das maiores empresas cimenteiras do planeta, cobrindo cerca de 850 fábricas no mundo todo.

“Mas esta posição de destaque, ao mesmo tempo em que é um reconhecimento ao esforço do setor no combate às mudanças climáticas, representa um enorme desafio: produzir o cimento necessário ao desenvolvimento do país, buscando ao mesmo tempo soluções para reduzir ainda mais as suas emissões de CO2”, destaca o presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, Paulo Camillo Penna.

Diante desse cenário, o setor tem aprimorado e ampliado o uso de tecnologias como o coprocessamento de combustíveis alternativos para substituição de um insumo intensivo em carbono: o coque de petróleo – combustível fóssil usado na queima do calcário para se obter o clínquer, o principal insumo do cimento.

Iniciativas da indústria

Desde a década de 90, a Votorantim Cimentos realiza de forma pioneira no Brasil o coprocessamento com o objetivo de substituir o coque de petróleo por matérias-primas alternativas para gerar energia térmica para produção de cimento. Esta tecnologia permite promover a economia circular, destinando corretamente resíduos e biomassas, fortalecendo a cadeia de reciclagem e gerando renda para comunidades locais. O primeiro resíduo utilizado pela empresa no coprocessamento foi o pneu e, hoje, ampliou sua atuação para diversos tipos de biomassas, como o carroço de açaí, no Pará, e resíduos, como o CDR (Combustível Derivado de Resíduo) que usa o resíduo urbano não utilizado na reciclagem e na compostagem para produção de cimento, em São Paulo e Paraná. Somente em 2021, com a substituição energética, a empresa evitou o consumo de 525 mil toneladas de coque de petróleo, ou seja, cerca de mais de 13 mil caminhões desse combustível fóssil e importado que deixaram de ser comercializados, transportados e utilizados nos fornos de cimento.

“A agenda de mudanças climáticas é importante pelo nosso compromisso com a sustentabilidade e também significa competitividade. As indústrias mais competitivas serão aquelas com menor emissão de gases de efeito estufa. Já se observa uma intensa pressão dos diferentes stakeholders em relação a essa agenda. Afinal, a emergência climática é, em última instância, uma crise também econômica. Temos um plano robusto de investimentos para ampliar globalmente nossa capacidade de gerenciamento de resíduos”, afirma Álvaro Lorenz, diretor Global de Sustentabilidade, Relações Institucionais, Desenvolvimento de Produto e Engenharia.

A InterCement é outra empresa do setor que tem empregado esforços para reduzir o consumo de derivados de petróleo e consumir combustíveis alternativos por meio do coprocessamento. Em 2021, a iniciativa Biomassa Brasil, um projeto de economia circular integrado com o investimento social privado da empresa, disponibilizou a associações e cooperativas de agricultores oportunidades de desenvolvimento pessoal e fortalecimento de seus negócios. Tal processo viabilizou a compra e uso de cascas de baru, babaçu e licuri em substituição aos combustíveis fósseis, gerando renda para as famílias produtoras das comunidades da Bahia e de Goiás. Vale ressaltar que a quantidade total dos resíduos coprocessados pela InterCement Brasil no ano de 2021 foi de 352.935 toneladas — equivalente à geração de resíduos de uma cidade de cerca de 900mil pessoas, como Campo Grande/MS, João Pessoa/PB ou Natal/RN.

“Entendemos que o nosso papel como empresa é impulsionar impactos positivos nas regiões onde atuamos. Ter uma operação cada vez mais sustentável é um dos nossos caminhos para isso. Somente no último ano, deixamos de emitir 341 mil toneladas de CO2 por meio do uso de combustível alternativo como fonte de energia térmica para nossos fornos. Além disso, revisamos nossa estratégia de coprocessamento, ampliando nossa atuação como indústria recicladora e, até 2030, temos a meta de atingir 50% de substituição dos combustíveis fósseis em toda a cadeia produtiva, melhorando ainda mais nossos indicadores de emissões”, afirma Livio Kuze, CEO da InterCement Brasil.

Alinhada a seu compromisso com a sustentabilidade e as gerações futuras, a LafargeHolcim Brasil acredita que a descarbonização da indústria do cimento traz benefícios operacionais, econômicos, sociais e ambientais. Para tanto, a companhia já pratica uma matriz energética consolidada com mais de 50% de combustíveis alternativos com algumas unidades já atingindo patamares superiores a 80%. Para 2022, está prevista a utilização de mais de 350 mil toneladas de biomassa. Adicionalmente e muito alinhado aos princípios da economia circular, a empresa investe também no uso de CDRU (Combustível Derivado de Resíduo Urbano) com uma previsão de mais de 50 mil toneladas em 2022.

Só a utilização de biomassas e CDRU evitarão em 2022 a utilização de mais de 220 mil toneladas de combustível fóssil tradicional. “Como resultado destas e outras ações, do total de cimento hoje produzido pela empresa, mais da metade já apresenta emissão de CO2 inferior a 430 kg CO2/ton cimento. Ações para reduzir emissões são prioridade e fundamentais para a consolidação de um processo industrial mais sustentável. A empresa investe em pesquisa e já registra um dos menores níveis mundiais de emissão de CO2 por tonelada de produto. Vamos continuar avançando nesse tema”, destaca Adrianno Arantes, Diretor Industrial, Sustentabilidade e Geocycle da LafargeHolcim Brasil.

Em 2021, a Cimento Nacional, atingiu o percentual de 13% de redução de dióxido de carbono em relação a 2020, chegando a um importante resultado global nacional de 479 kg CO/t de cimento. Essa marca é fruto da jornada da descarbonização da empresa. Entre suas diversas ações, destaca-se o aumento gradativo da substituição térmica de combustíveis fósseis nos fornos de clínquer com o aumento das taxas de queima de resíduos, que chegou a 28% no ano passado. Ademais, a indústria tem ampliado as adições nos produtos e assegurado a diminuição do fator clínquer, investindo continuamente na otimização de seus processos produtivos, visando reduzir o consumo de energia elétrica e térmica. “Nossos desafios não param por aqui, afinal, a sustentabilidade é uma prática contínua na nossa empresa. Temos o compromisso, por meio de uma equipe qualificada e engajada, de contribuir para a preservação ambiental e trabalhar fortemente na redução da pegada de carbono dos nossos produtos, respeitando as pessoas, as instituições e o planeta”, afirma José Eduardo Ramos, CEO da Cimento Nacional.

Ciente do compromisso coletivo da indústria cimenteira nacional para a descarbonização da atividade industrial, em 2018, a Mizu — Cimentos Especiais deu início à implantação de um moderno sistema de coprocessamento nos dois fornos de clínquer na planta de Baraúna/RN, evoluindo de 5% para 35% a substituição térmica (média alcançada em 2022). Atualmente, o combustível alternativo adotado pela empresa é um blend energético composto por: biomassa; resíduos industriais e pneus inservíveis triturados e coletados na região Nordeste do Brasil. Com isso, a empresa deixou de queimar no período de 2019 a 2022 (1. Sem), em torno de 150.000 t de coque de petróleo, contribuindo para uma redução na emissão de CO2 acumulada de aproximadamente 300.000 t de CO2.

A CIPLAN investe em projetos de redução das emissões de CO2 como também na redução de custos de produção. Em uma de suas ações, foi inaugurada em março de 2022 a instalação de coprocessamento localizada na Fábrica Matriz, no Distrito Federal. A unidade está preparada para trabalhar com diversos tipos de combustíveis alternativos, como pneu picado, biomassas, CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Sólidos Urbanos) e resíduo classe II, substituindo os combustíveis fósseis, como coque de petróleo, podendo chegar a taxas de substituição térmica acima de 50% nos fornos. Em outra ação, a CIPLAN iniciou a operação da moagem e dosagem da pozolana em separado, permitindo aumentar as adições de pozolana nos cimentos, trazendo mais estabilidade e qualidade aos nossos produtos. Esta é mais uma iniciativa na busca de melhores produtos com menores emissões de CO2 e com menores custos. O objetivo da CIPLAN é de reduzir suas emissões de CO2 em 35% até 2030. “Com o objetivo de alinhar os produtos com as diretrizes de redução da emissão de CO2, a CIPLAN lançou no mercado dois novos produtos Este desenvolvimento foi possível graças à colaboração ativa de alguns clientes e profissionais da construção e da equipe de P&D da CIPLAN. Além de produtos mais ecológicos com menos emissões de CO2, nosso objetivo é proporcionar produtos de melhor qualidade aos nossos clientes”, afirma o presidente Sérgio Bautz.

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avbUm dos fóruns mais importantes do setor siderúrgico será realizado pela primeira vez no Brasil na próxima semana. A 4ª edição da EMECR, International Conference on Energy and Material Efficiency and CO2 Reduction in the Steel Industryterá como um de seus principais temas a implantação de soluções tecnológicas que contribuam para reduzir as emissões de carbono e o consumo de energia. Primeira siderúrgica carbono neutro do mundo, a Aço Verde do Brasil, AVB, estará presente no congresso para apresentar seu processo de produção de aço verde bem como suas estratégias de sustentabilidade ESG. Ricardo Carvalho, conselheiro da AVB, foi convidado para falar sobre as tecnologias e inovações utilizadas na empresa.

A AVB, possui o melhor indicador brasileiro para emissões de CO2 por tonelada de aço bruto produzido nos anos de 2018, 2019, 2020 e 2021. No último ano a empresa atingiu seu Inventário anual de gases efeito estufa (GEE) o valor de 0,02 tCO2 e/t aço.

Para conseguir chegar ao atual nível, a AVB adotou diversas medidas que reduzem os impactos ao meio ambiente. Como exemplo, a escolha pela rota de produção integrada à base de carvão vegetal reflorestado no lugar no coque (carvão mineral), principal matéria-prima empregada nos altos-fornos e que possui emissão zero de carbono. Além disso, outras tecnologias foram utilizadas, como reuso dos gases de processo, para eliminar a utilização de combustíveis fósseis, e a reutilização dos resíduos do processo.

“Enquanto diversas empresas do ramo siderúrgico estão em começo do planejamento de descarbonização, com previsões de neutralidade para até 2060, a AVB já atingiu esse patamar no ano de 2020. Essa conquista foi fruto de muito trabalho e planejamento durante toda a fase de engenharia da usina de aços longos, quando se vislumbrou, há mais de dez anos, a importância do tema da sustentabilidade para os nossos produtos” reforça Ricardo.

Serviço: Palestra Aço Verde do Brasil, primeira indústria de aço carbono neutro do mundo, 7 de junho, às 11h. Inscrições

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O termo greenwashing pode ser traduzido como a prática de camuflar, mentir ou omitir informações sobre os reais impactos de uma empresa no meio ambiente, ou seja, “pintar de verde” algo que não poderia ser considerado sustentável. Trata-se de um problema alarmante, capaz de ofuscar o que é genuinamente importante quando o assunto é ESG (questões ambientais, sociais e de governança corporativa).

grenwhisngPara o consumidor comum é muito difícil saber se uma empresa realmente tem atitudes sustentáveis ou está praticando greenwashing. “Muitas propagandas nos fazem acreditar nas suas práticas ESG, e garantir que tudo seja verdade é realmente difícil”, aponta Mauricio Longhini Barbeiro, professor de Finanças Sustentáveis no ISAE Escola de Negócios. “Por outro lado, toda empresa tem relatórios e muitas delas têm auditoria dos indicadores, realizados por empresas especializadas. Nem sempre o consumidor comum tem conhecimento disso, mas pesquisar é preciso”, afirma.

Já para um investidor, que está acostumado a buscar por essas referências e por opiniões de revisores externos, é mais fácil a identificação e a tomada de decisão. “No mercado financeiro, por exemplo, existe um alerta constante para o greenwashing, pois a pura criação e comercialização de produtos de investimentos com fundos “rebatizados” minará tudo o que bons profissionais estão há anos tentando realizar em busca de impacto ESG”, destaca.

Segundo o especialista, um bom exemplo são os fundos de investimentos que se posicionam como “de gênero”, mas que apenas calculam o número de mulheres nos conselhos e nada mais. “Isso não é um fundo de investimentos com lente de gênero. Um fundo de verdade requer um gestor que vá muito além, que olhe as práticas, políticas, referências internacionais, cadeias de fornecedores, tudo o que precisa observar para ter um genuíno investimento com a lente de gênero”, explica.

O docente do ISAE destaca ainda que um fundo de investimentos de gênero não se trata apenas de gênero, mas de acesso à educação, recursos financeiros e assistência de saúde. “É sobre transformar para melhor a vida das pessoas enquanto elas forem funcionários das empresas que compõem esse fundo”, aponta.

Para um investidor de qualquer tamanho, a leitura desses documentos disponibilizados publicamente pelas empresas já é considerada obrigatória, bem como a de um relatório de segunda opinião de qualidade. Para o consumidor comum, isso também pode se tornar um hábito, uma disciplina. “O custo do greenwashing é alto, seja por perda de reputação ou perdas financeiras. É necessário pesquisar, e na era da informação é mais fácil escolher o quê e de quem comprar”, finaliza Mauricio Longhini Barbeiro.

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evonikA linha de negócios Active Oxygens da Evonik divulgou uma nova estratégia de sustentabilidade cujo objetivo é ampliar o handprint benéfico e reduzir a pegada ambiental do peróxido de hidrogênio, do ácido peracético e dos persulfatos. A estratégia inclui etapas concretas para a redução das emissões de carbono e o aumento da eficiência de recursos na produção desses produtos químicos, com o objetivo de atingir a neutralidade climática da linha de negócios até 2040. A Active Oxygens também pretende promover esses produtos químicos como alternativas amigáveis do ponto de vista ambiental em diversos setores de crescimento para a empresa.

Peróxido de hidrogênio, ácido peracético e persulfatos são poderosos oxidantes que encontram aplicação em amplo leque de setores. Como os produtos se decompõem rapidamente, formando substâncias inofensivas – basicamente só oxigênio e água –, eles são vistos como alguns dos produtos químicos mais limpos que existem.0} No entanto, a produção convencional dessas substâncias versáteis costuma deixar uma pegada de carbono na fase inicial.

“A demanda global pelo peróxido de hidrogênio está crescendo à taxa de 7-8% ao ano, impulsionada por áreas de crescimento como síntese química, aplicações ambientais e nutrição e eletrônicos”, diz Robert Katzer, responsável por Strategic Marketing na linha de negócios Active Oxygens. “Em razão disso, é especialmente urgente reduzir a pegada ambiental desse produto. Felizmente, a tecnologia existe e nós desenvolvemos um plano passo a passo para atender essa crescente demanda de uma maneira limpa e mais verde.

Uma possibilidade é o uso de materiais renováveis. No final de 2021, mais de 80% da eletricidade usada nas unidades de produção da linha de negócios Active Oxygens no mundo inteiro já era derivada de fontes renováveis. Pretendemos aumentar essa participação para 90% em 2023. A estratégia também prevê a implementação de novas soluções em substituição às bombas de calor e o reúso eficiente da energia nos próximos dez anos. A linha de negócios pretende começar a operar a sua primeira fábrica totalmente neutra do ponto de vista climático até 2032.

Além disso, Active Oxygens está traçando planos ambiciosos para substituir matérias-primas fósseis em seus processos de produção por, por exemplo, ácido acético de origem biológica e hidrogênio verde. O hidrogênio verde é criado por meio da eletrólise da água alimentada por eletricidade renovável. A linha de negócios está atualmente explorando opções para adquirir o hidrogênio sustentável de fornecedores locais em cada um de seus parques químicos espalhados pelo mundo. A primeira unidade de produção está programada para utilizar hidrogênio verde em 2026, e as restantes, um pouco depois.

Do lado do cliente, o uso de peróxido de hidrogênio, ácido peracético e persulfatos pode contribuir para deixar os processos industriais mais verdes. “À medida que a população aumenta, as megatendências globais, como, por exemplo, a urbanização, estão ocasionando enormes mudanças”, explica Robert Katzer. “É aqui que os nossos produtos podem contribuir para soluções mais sustentáveis”, acrescenta. Por exemplo, o tratamento de efluentes com peróxido de hidrogênio ou ácido peracético resulta em muito menos resíduos lançados ao ambiente do que com o uso de produtos químicos. E também pode economizar energia: o peróxido de hidrogênio pode tratar previamente os efluentes industriais, oxidando contaminantes não biológicos que, de outro modo, precisariam ser incinerados em um processo dispendioso do ponto do consumo de energia. Estamos trabalhando junto com os clientes no mundo inteiro para implementar e ampliar o uso dessas tecnologias.

A eficiência de recursos também está em foco quando se trata de outra aplicação importante para o peróxido de hidrogênio: a síntese química. A produção convencional do óxido de propileno e do propilenoglicol, por exemplo, pode criar subprodutos desnecessários. Ao usar o peróxido de hidrogênio na síntese direta desses produtos em demanda, a tecnologia exclusiva da Active Oxygens da Evonik oferece uma alternativa inovadora, sustentável e eficiente.

Como linha de negócios dentro da divisão Smart Materials da Evonik, as metas de sustentabilidade da Active Oxygens apoiam especialmente a área de crescimento “Eco Solutions”. Eco Solutions são aplicações que economizam recursos e viabilizam processos ambientalmente amigáveis. A divisão Smart Materials projeta vendas da ordem de 900 milhões de euros nessas aplicações até 2027.

A nova estratégia também contribui para o enfoque sustentável em geral do grupo Evonik. Essa estratégia se baseia em metas ambiciosas e atividades importantes para convertê-las em ações mensuráveis. A sustentabilidade é parte integrante da estratégia e das atividades comerciais de todas as linhas de negócios da Evonik, e a empresa enfoca de maneira sistemática o impacto de suas atividades ao longo de toda a cadeia de valor, tendo como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A Evonik é uma das principais empresas da indústria química do ponto de vista da sustentabilidade, condição ratificada pelas análises de algumas das agências de rating e ranking mais importantes do mundo como MSCI, Sustainalytics, EcoVadis e CDP.

Conheça a recém-divulgada estratégia de sustentabilidade da linha de negócios Active Oxigens da Evonik em: www.active-oxygens.com/sustainability  

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basfUm ano após seu anúncio inicial, a BASF reafirmou suas ambiciosas metas climáticas. Em uma atualização para investidores e analistas financeiros sobre seu roteiro de transformação, a BASF confirmou que até 2030 pretende reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em 25% em comparação a 2018 e está mantendo sua meta de emissões líquidas zero globalmente até 2050. Em seu caminho para reduzir as emissões globais para 16,4 milhões de toneladas métricas até 2030, a BASF está publicando uma previsão anual de emissões de CO2 para o Grupo BASF como parte de suas perspectivas de mais ou menos 0,5 milhões de toneladas métricas.
“Há uma guerra em curso na Europa, com extensas consequências tanto para as pessoas quanto para a economia. Entretanto, não devemos perder de vista o maior desafio global de nosso tempo – a mudança climática”, disse Martin Brudermüller, presidente da Junta Diretiva da BASF SE. “Em toda a BASF, estamos trabalhando intensamente para implementar muitos projetos para reduzir ainda mais nossas emissões de CO2 significativamente e alcançar nossas ambiciosas metas climáticas. Ao cooperar com fornecedores de matérias-primas, estamos também tomando medidas para reduzir nossas emissões relacionadas aos produtos. Desta forma, estamos impulsionando nossa transformação e apoiando os clientes em seus esforços para reduzir as emissões em seus portfólios de produtos”, acrescentou ele.

Energia renovável como principal motor da redução de emissões
Em 2021, a BASF reduziu as emissões de CO2 em cerca de 3% em comparação a 2020, apesar dos volumes de produção significativamente maiores. Em grande parte, isso se deveu ao aumento do uso de energia renovável. A mudança para energia renovável será o principal motor da redução de emissões até 2025. Em 2021, as energias renováveis representavam 16% da demanda mundial de energia do Grupo BASF. Até 2030, a empresa projeta que 100% de sua demanda global de energia de 2021 será obtida a partir de fontes renováveis.

Para cobrir sua demanda por energia renovável, a BASF está seguindo uma estratégia de fabricar e comprar. Isso inclui investir em ativos próprios de energia renovável e comprar energia verde de terceiros. Em 2021, a BASF adquiriu uma participação no parque eólico de Vattenfall Hollandse Kust Zuid (HKZ). Uma vez totalmente operacional, será o maior parque eólico offshore do mundo com uma capacidade total instalada de 1,5 gigawatt. Espera-se que o projeto se torne totalmente operacional em 2023. Além disso, a BASF assinou contratos de compra de energia (PPAs) para 25 anos com ENGIE e Ørsted para o fornecimento de quantidades significativas de eletricidade renovável de energia eólica e solar na Europa. Nos Estados Unidos, a BASF concluiu contratos de fornecimento a longo prazo de energia eólica e solar para seus locais de Freeport e Pasadena. Na China, a BASF assinou acordos com fornecedores para a compra de energia renovável para uma unidade Verbund (sistema de produção integrado) em Zhanjiang.

Em seu evento Investor Update, a BASF forneceu uma visão geral das várias medidas que a empresa está implementando em diferentes locais para alcançar suas metas climáticas corporativas. Tais medidas dependem em grande parte das condições específicas de cada local.

Ludwigshafen: Desenvolvimento de novas tecnologias e implementação de um novo conceito de fornecimento de vapor
Atualmente, cerca de 50% da demanda por vapor na unidade BASF de Ludwigshafen, na Alemanha, se baseia em processos de geração de vapor que produzem emissões de CO2. Uma nova abordagem aqui é gerar vapor usando eletricidade. A BASF está trabalhando com a Siemens Energy em um primeiro projeto na fábrica de acetileno que utiliza bombas de calor e recompressão de vapor para atualizar o calor residual de forma que possa ser usado como vapor para a rede de vapor no local. A integração deste projeto de bomba de calor permitirá não apenas a produção de cerca de 60 toneladas métricas de vapor por hora, mas também evitará cerca de 160.000 toneladas métricas de emissão de CO2 por ano e reduzirá em mais de 20 milhões de metros cúbicos o consumo anual de água de refrigeração. O início do uso desta tecnologia está planejado para o segundo trimestre de 2024. O projeto também serve para coletar experiências operacionais do dia a dia e para simplificar a implantação em outros locais no futuro.

Outro projeto em andamento nas instalações de Ludwigshafen é o desenvolvimento de uma fornalha de craqueamento a vapor eletricamente aquecida. Atualmente, fornalhas de craqueamento são aquecidas com gás e produzem cerca de 1 tonelada métrica de CO2 por tonelada métrica de olefina. A BASF assinou um acordo com a SABIC e a Linde para desenvolver e pilotar fornalhas de craqueamento a vapor eletricamente aquecidas. O projeto de uma planta piloto multimegawatt em Ludwigshafen está progredindo como planejado e está no caminho certo para começar em 2023, sujeito a uma decisão positiva de financiamento público. Para a produção de hidrogênio livre de CO2, a BASF está desenvolvendo novos processos, como a pirólise do metano.

Antuérpia: pretende se tornar o primeiro local Verbund a se aproximar das emissões líquidas zero em 2030O novo local Verbund (sistema de produção integrado) da BASF em Antuérpia é o maior local de produção química da Bélgica e a segunda maior unidade integrada da BASF depois de Ludwigshafen. A BASF pretende reduzir as emissões no local de 3,8 milhões de toneladas métricas em 2021 para perto de emissões líquidas zero até 2030. Isso pode se tornar possível por meio da importação de energia verde de parques eólicos offshore em combinação à implantação de novas tecnologias de baixa emissão e um projeto de CCS (Captura e Armazenamento de Carbono) planejado de larga escala no porto de Antuérpia. Se essa aspiração for alcançada, a unidade de Antuérpia poderá se tornar o primeiro local petroquímico a se aproximar de zerar as emissões líquidas em 2030. Dado o curto período envolvido, estes esforços constituem um desafio, e é necessário apoio político para estabelecer as condições estruturais corretas.
Zhanjiang: Planejado como pioneiro em sustentabilidade desde o início
Zhanjiang, na China, está para se tornar a terceira maior unidade Verbund da BASF. Um conceito avançado de integração e o uso de energia renovável desempenharão o papel fundamental na redução significativa das emissões de CO2 do local em comparação a uma unidade petroquímica operada a gás. Substituir energia de combustíveis fósseis por eletricidade de fontes renováveis é uma alavanca principal.
Há alguns dias, a BASF assinou um segundo acordo estrutural ao longo de 25 anos com a State Power Investment Corporation Limited (SPIC) nos termos das novas regras de comércio de energia renovável na província de Guangdong, China, para a compra de fornecimento de eletricidade renovável para as próximas fases da unidade de Zhanjiang na província de Guangdong. Este é o acordo estrutural de compra de eletricidade verde mais longo e de maior volume que já foi assinado na China. Apoiada por este acordo e pelas parcerias com outros fornecedores de energia, a BASF está acelerando ainda mais seu plano de energizar toda a unidade de Zhanjiang com eletricidade renovável e metas para atingir 100% em 2025 – mais cedo do que planejado originalmente. Com o uso de eletricidade renovável, a BASF é pioneira na indústria do processo na China.
Schwarzheide: Protótipo para a transformação em locais de porte médio
Em fevereiro de 2022, a BASF Schwarzheide GmbH e a empresa enviaM estabeleceram uma joint venture para um parque solar que tem uma produção de eletricidade esperada de 25 gigawatts-hora por ano, cerca de 10% da atual demanda anual de eletricidade do local. Será a primeira grande usina de energia solar na qual a BASF está diretamente envolvida. A energia solar pode ser utilizada para a produção de materiais de bateria para eletromobilidade, que serão produzidos em Schwarzheide, na Alemanha, a partir do final de 2022. A modernização da usina de energia de turbinas combinadas a gás e a vapor própria do local está quase completa. Uma vez iniciada mais tarde em 2022, produzirá 10% mais eletricidade com 16% menos emissão de CO2, graças à maior eficiência do combustível.

América do Sul: soluções para compensação e redução de CO2
Na região da América do Sul, a BASF atua com foco em eficiência energética e redução de emissões mesmo antes da estratégia global de redução da companhia. Os processos de eficiência energética na região que se baseiam-se em reduzir o consumo de energia elétrica e a emissão de CO2 nos sites de plantas produtivas.

Entre as diversas iniciativas implementadas na região para reduzir ao máximo os impactos ambientais está projeto Triple E (Excellence in Energy Efficiency), cujo objetivo é melhorar os índices energéticos e de sustentabilidade, além de aumentar a competitividade da companhia na América do Sul. Com a implementação de mais de 100 projetos desde 2015, essa iniciativa permitirá a economia de 2,8 milhões de euros e a redução de 6,9 mil toneladas de CO2 equivalentes/ano, o que levou a BASF a ser a primeira indústria química certificada pela ISO 50001 de Eficiência Energética no Brasil.

Por meio do programa Demarchi+Ecoeficiente, a companhia aplica o conceito de ecoeficiência para medir e otimizar os processos de produção do Complexo Industrial de Tintas e Vernizes em São Bernardo do Campo (SP, Brasil). A iniciativa tem foco na melhoria contínua e na implementação de uma gestão cada vez mais sustentável, com ações para incentivar a prática de valores socioambientais e o uso eficiente de recursos por todos os colaboradores. Desde o início de sua implementação em 2010, o programa contribuiu para reduzir 3,29 mil de toneladas de CO2, o equivalente a 62 voltas com um caminhão ao redor da Terra. No período, houve aumento nas produções e, ao mesmo tempo, redução do consumo de energia do Complexo, que diminuiu 16%, contribuindo para a diminuição em 21% de gases de efeito estufa. Além disso, em 10 anos, a iniciativa melhorou sua ecoeficiência em 20%, isto é, combinando o melhor desempenho ambiental e econômico.

Na Argentina, a companhia compensou suas emissões de CO2 combinando o cuidado com o meio ambiente com a contribuição para o desenvolvimento das comunidades locais. Com a compra de ligações de carbono certificadas, 100% da pegada de carbono gerada durante o ano de 2020 nas plantas produtivas e na frota de veículos foi compensada, o que representa 5.376 Tn CO2eq. Além disso, 1.330 árvores foram plantadas em áreas desmatadas do país (Tucumán e Corrientes).

Em 2021, foi compensada a Pegada de Carbono da frota de veículos da companhia na Colômbia e Equador nos anos de 2019 e 2020, totalizando 795,82 ton CO2eq.

Próximo passo: A BASF está pronta para oferecer aos clientes os primeiros produtos tenham emissões líquidas zero e baixa pegada de carbono
“A BASF está fazendo progressos significativos em seu caminho para atingir suas metas de redução de emissões. E estamos prontos para o próximo passo – alcançar crescimento sustentável através de produtos com pegadas de carbono reduzidas”, disse Brudermüller. Ao utilizar energia verde, vapor de baixo carbono, matérias-primas biológicas e processos altamente eficientes, a BASF é capaz de oferecer a seus clientes produtos que tenham emissões líquidas zero e produtos com uma baixa pegada de carbono (PCF).

A empresa espera que a demanda por tais produtos exceda a oferta a médio prazo e que seu valor de mercado mais do que compensará os custos mais altos de produção. A BASF acredita que os consumidores finais impulsionarão a transformação em direção a produtos de consumo que tenham emissões líquidas zero e baixa pegada de carbono, uma vez que eles estão cada vez mais solicitando alternativas aos produtos de consumo convencionais e querem fazer uma contribuição pessoal para reduzir as emissões. A BASF, portanto, pretende estar entre as primeiras empresas a fornecer grandes volumes do maior número possível de produtos com pegadas de carbono reduzidas.

Muitos dos clientes da BASF estão ansiosos para reduzir a pegada de carbono de seus produtos para atingir suas próprias metas de emissão. Para isso, é necessário um novo nível de transparência.

Assim, a BASF desenvolveu uma solução digital interna para calcular a pegada de carbono para aproximadamente 45.000 produtos de venda. Nesta ferramenta, a BASF atualmente tem que usar médias e valores industriais de bancos de dados comerciais como base para incluir as emissões do Escopo 3 a ma, a
Abordagem estruturada das despesas de capital empresa está contribuindo para a padronização dos cálculos de pegada de carbono (PCF).

Durante o período de 2021 a 2025, a BASF continua a esperar que sejam necessários gastos de capital de menos de €1 bilhão para desenvolver as tecnologias de baixa emissão e expandi-las em fábricas piloto. Esse valor está incluído no orçamento da BASF. Para alguns projetos, o financiamento público já foi concedido, para outros espera-se uma decisão em breve. No período de 5 anos de 2026 a 2030, espera-se que as despesas de capital aumentem para cerca de € 2 a € 3 bilhões.
Neste prazo, a BASF planeja trazer as primeiras novas tecnologias de Gestão de Carbono para escalar e acelerar a mudança para energia renovável. montante. A fim de criar mais transparência sobre as emissões do Escopo 3, a BASF está trabalhando intensamente com os fornecedores para melhorar os dados para as matérias-primas que compra deles. A BASF apoia os fornecedores compartilhando o conhecimento de métodos de avaliação e cálculo. Desta forEspera-se, então, investimentos significativamente maiores para a construção de fábricas de produção em escala mundial utilizando as novas tecnologias, e para aumentar ainda mais o uso de energia renovável após 2030.
1 Com base nas emissões de Escopo 1 e Escopo 2 do Grupo BASF; outros gases do efeito estufa são convertidos em equivalentes de CO2 de acordo com o Protocolo de Gases do Efeito Estufa

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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