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artigoEscrito por René Guiraldo, Gerente Nacional de Vendas da Fluke

A indústria brasileira já convive com os impactos econômicos do aumento do custo da energia elétrica e se vê obrigada a rever as suas estratégias de consumo. Ao mesmo tempo, problemas associados à qualidade da energia prejudicam os processos operacionais, gerando custos excessivos e até a obstrução total dos trabalhos.

Mensurar o custo do desperdício ocasionado por problemas na qualidade da energia foi sempre uma tarefa exclusiva para engenheiros experientes. Hoje, o mercado já dispõe de tecnologia de ponta capaz de mensurar energia X potência para que as organizações obtenham um maior controle destes custos. A maneira mais tradicional de reduzir o consumo de energia é através do monitoramento e o direcionamento (M&T), que determinam quando e onde a energia está sendo utilizada. Deste modo, consegue-se avaliar se esta está ou não sendo usada de forma eficaz. Ao inserir o custo da energia em um instrumento desta natureza, o custo total é calculado diretamente.Atitudes muito simples, como garantir que os sistemas de aquecimento e iluminação não estejam funcionando quando um edifício está desocupado, podem representar uma economia significativa. Outros exemplos de desperdício de energia incluem a alimentação de máquinas e plantas em momentos em que não há produção. Ou deixar equipamentos em modo de espera por longos períodos de tempo. Para otimizar o processo é fundamental que as organizações tenham capacidade de registro da energia, o que permite ao usuário monitorar e direcionar o seu uso, conquistando maior economia. Outra maneira de determinar se os equipamentos elétricos estão funcionando ou não de forma eficiente é identificando problemas potenciais de qualidade de energia. A energia de baixa qualidade é cara. Primeiramente, ela eleva os custos de energia, tanto devido ao uso excessivo como em penalidades que a concessionária de serviços públicos pode impor pelo fator de potência baixa ou altas demandas de pico.

A baixa qualidade de energia também é prejudicial aos equipamentos, aumentando o custo com manutenção e reparos. Falhas prematuras do equipamento ou danos causados por problemas de energia resultam não apenas na despesa da substituição do equipamento em si, mas também em custos de trabalho associados ao diagnóstico e reparo.

Quando o equipamento não está funcionando por conta do tempo de inatividade, ocorre queda da produtividade e a consistência do processo sofre ou falha, o que leva ao desperdício de produto. Ferramentas que monitorem a qualidade da energia fornecem os meios para descobrir a origem e a magnitude dos problemas, permitindo que as oportunidades para economizar sejam identificadas e aproveitadas. Este tipo de equipamento auxilia as empresas a quantificar o custo real da energia desperdiçada devido à baixa qualidade, em última análise, reduzindo custos na conta de energia e evitando os efeitos de paradas não planejadas.

Como você sabe que tem problemas com a qualidade da energia?

É possível reconhecer os sintomas com facilidade: luzes piscando, queda de energia, obstrução de disjuntores, PLCs e unidades de velocidade variável. Equipamentos como motores e transformadores aquecerão e farão barulhos. Alguns problemas são mais sutis, tais como o desempenho ruim do computador, causando travamentos e perda de dados. Todos esses problemas elevam as suas contas de energia e reduzem a eficiência.

Quais são as origens dos problemas de qualidade de energia?

Mais de 80% dos problemas de qualidade de energia originam-se dentro das instalações. Equipamentos de grande porte ligando e desligando, fiação e aterramento inadequados e circuitos sobrecarregados ou harmônicos são apenas alguns dos culpados. Menos de 20% dos problemas de energia originam-se com o sistema de transmissão e distribuição da concessionária de serviço público. Raios, falha de equipamento, acidentes e condições meteorológicas afetam negativamente a concessionária de serviço público. Empresas próximas e a operação normal de equipamentos da concessionária de serviço público também podem afetar a qualidade da energia fornecida à instalação.

Você pode reduzir o uso de energia, eliminando ineficiências em seu sistema de distribuição, como altas correntes neutras devido a cargas desequilibradas e harmônicos; transformadores altamente carregados, especialmente aqueles que servem cargas não-lineares; motores velhos, mecanismos velhos e outras questões relacionadas ao motor; e potência altamente distorcida, que pode ocasionar um aquecimento excessivo no sistema de energia.

Você pode evitar a penalidade do fator de potência por meio da correção do fator de potência. Em geral isto envolve a instalação de capacitores de correção. Mas corrija primeiro a distorção do sistema – os capacitores podem apresentar baixa impedância aos harmônicos e a instalação da correção de PF inadequada pode resultar em ressonância ou em capacitores queimados. Consulte um engenheiro de qualidade de energia antes de corrigir o PF se houver harmônicos.

Você pode reduzir as tarifas de pico de demanda por meio do controle da carga do pico. Infelizmente, muitas pessoas ignoram um dos principais componentes deste custo – o efeito da baixa qualidade de energia no uso do pico de energia e, portanto, subestimam seus pagamentos em excesso. Para determinar os custos reais da carga do pico, você precisa saber o uso “normal” da energia; o uso de “energia limpa” e a estrutura de carga da carga do pico. Ao eliminar os problemas de qualidade de energia, você reduz o tamanho das demandas de pico e a base em que elas são iniciadas. É fundamental que organizações tenham uma abordagem pró ativa para conseguir melhorar a qualidade da energia. A primeira linha de defesa é a inspeção regular e frequente das suas instalações com boas práticas de manutenção, usando o equipamento de inspeção correto. Como isto deve ser um esforço contínuo, utilize as ferramentas certas para fazer seu próprio teste de qualidade de energia e monitoramento ao invés de terceirização. Atualmente, isto é surpreendentemente acessível e sempre vai custar menos do que o tempo de inatividade.René Guiraldo é Gerente Nacional de Vendas da Fluke do Brasil, companhia líder mundial em ferramentas de teste eletrônico compactas e profissionais.

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sacolasEspecialista no segmento, empresa se preparou para orientar  sobre as novas medidas

 A nova lei sobre a utilização de sacolas plásticas já está em vigor na cidade de São Paulo, após a AMLURB – Autoridade Municipal de Limpeza Urbana adequar o decreto de janeiro de 2015 com a especificação técnica das embalagens que podem ser utilizadas pelo comércio. De acordo a esta resolução, estão proibidas as sacolas plásticas descartáveis, fabricadas com a utilização de materiais oxibiodegradáveis e oxidegradáveis, distribuídas aos consumidores para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais do município de São Paulo.

Diante deste cenário, a Antilhas, uma das maiores indústrias de embalagens do Brasil, se preparou para orientar aos clientes sobre as novas medidas, com sugestões e opções possíveis que atendam às exigências da lei. Ao mesmo tempo, como especialista no segmento de embalagem, a fabricante apresenta ao mercado soluções de produtos que vão ao encontro dos princípios da sustentabilidade.

“Mais do que oferecer aos clientes um trabalho de consultoria com alternativas de materiais que podem ser utilizados na produção das novas sacolas, nosso objetivo com a iniciativa é atender às necessidades de cada perfil de comércio, considerando seu público consumidor“, destaca Claudia Sia, gerente de Marketing e Planejamento da Antilhas. De acordo com a executiva, para isso, foram propostas soluções desenhadas para cada caso. “Nosso portfólio contempla o uso das matérias-primas convencionais até as mais modernas e inovadoras, com a possibilidade de desenvolvimento, criação e produção de peças diferenciadas, por meio da nossa equipe de designers, completa.

Além dos serviços tradicionais de uma indústria de embalagens, a Antilhas tem como diferencial o fornecimento de serviços como suporte à viabilização de projetos inovadores, orientação de produtos, desenvolvimento de matérias-primas, estoque de segurança e entrega just in time, garantindo o excelente atendimento aos seus clientes em qualquer época do ano.

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PIB cai no primeiro trimestre, e erros do governo vão manter a queda

 

O IBGE divulgou nesta sexta o resultado do PIB no primeiro trimestre de 2015. O PIB caiu 0,2% em relação ao último trimestre do ano passado e 1,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2014.

Os dados da indústria de transformação foram ainda mais negativos. A queda foi de 1,6% em relação ao último trimestre do ano passado e de 7% sobre o primeiro trimestre de 2014.

“Os dados do IBGE confirmam o que nós já sabíamos. O primeiro trimestre foi ruim, mas o mais grave é que a situação não para de piorar. Os indicadores do segundo trimestre, tanto do IBGE quanto da Fiesp, mostram um agravamento da retração”, diz Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O PIB deve fechar o ano com queda de 2%, e a indústria deve cair 5%.

Nesse cenário de forte retração, o governo ainda defende o aumento da arrecadação sobre a indústria, ampliando em 150% a alíquota de contribuição previdenciária sobre o faturamento.

A necessidade do ajuste fiscal é inquestionável, mas o governo tem que fazê-lo a partir do corte dos seus gastos, e não do aumento dos impostos para a sociedade. “As pessoas não aceitam aumento de impostos”, afirma Skaf.

O governo anunciou na semana passada um contingenciamento de R$ 69,9 bilhões das despesas. Só que na verdade os gastos estão crescendo, mesmo com esse corte, que define um teto para 2015 de R$ 1,103 trilhão nas despesas. Esse valor é 7% maior que o do ano passado. No ritmo atual, a arrecadação vai fechar o ano em R$ 1,078 trilhão, gerando déficit de R$ 25 bilhões. “O governo precisa diminuir seus gastos para atingirmos o equilíbrio fiscal”, afirma Skaf.

Há muito espaço para redução das despesas públicas. Mais de R$ 450 bilhões serão pagos em juros neste ano. “O governo gasta mal, desperdiça e quer aumentar os impostos. Precisa dar o exemplo para a sociedade, administrando corretamente o dinheiro que sai do bolso dos brasileiros”, declara Skaf.

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sigEmpresa aposta na geração de conhecimento para agregar mais valor para as indústrias de leite longa vida do País

A ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida) e G100 (Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios) realizaram, em 28 de abril, o 1º workshop “Sobre Avaliação de Riscos – Um olhar rigoroso sobre a origem, coleta, análise e seleção da matéria-prima, desde a fonte até a plataforma da indústria”, em Passo Fundo (RS).

O patrocínio e participação da SIG Combibloc neste workshop reforça o comprometimento da empresa com a geração de valor para a cadeia produtiva do leite. Milhões de produtos, em embalagens longa vida, chegam todos os dias à mesa dos consumidores brasileiros. Por isso, é essencial ter um rigoroso controle na recepção da matéria-prima nas plataformas das indústrias para que o leite longa vida tenha sua imagem preservada e livre de qualquer problema relacionado à qualidade e credibilidade.

O workshop, com foco nos gestores dos departamentos de qualidade e industrial e que conta com palestrantes de renome do setor, também será realizado em outros quatro Estados – São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco – entre os meses de maio e agosto. Assim como no Estado do Rio Grande do Sul, espera-se uma notável participação das principais indústrias destas regiões e proximidades.

 

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advogadoInvestimento na franquia criada pela empresa Selem & Bertozzi, especializada na área de gestão e marketing jurídico, gira em torno de R$ 45 mil

 

Abrir o próprio escritório é o desejo de muitos advogados. Mas lidar com a gestão da empresa não é uma atividade fácil para quem não estudou ou tem experiência com empreendedorismo. Com o objetivo de auxiliar na administração de escritórios, a Selem & Bertozzi Consultoria lança a primeira franquia de gestão de negócios de advocacia do país.

De acordo com Lara Selem, franqueadora da empresa, a Selem & Bertozzi cria planos de negócios para escritórios advocatícios, elaborando estratégias de marketing e fazendo toda a gestão financeira e de pessoas para escritórios contratantes. Os projetos elaborados pela empresa duram, em média, de oito a 12 meses.

A consultoria tem sua própria metodologia de gestão de negócios na área jurídica, a qual os franqueados devem seguir na execução dos projetos.

Segundo Lara, a ideia de criar a franquia surgiu porque as faculdades de direito no País não preparam os futuros advogados para serem empreendedores. “Essa ideia tem quase 20 anos, sempre atuamos com consultoria em escritórios de advocacia. A demanda no Brasil inteiro é tão grande que percebemos que não estávamos dando conta sozinhos”, diz.

De acordo com a consultoria, há 835 mil advogados atuando no Brasil e a previsão é que, em 2018, esse número ultrapasse 1 milhão de profissionais. Para a empresa, essa perspectiva faz com que o tipo de franquia nasça com um grande número de potenciais novos clientes.

O negócio também inaugura um novo setor de franquias no País. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), não há outras empresas licenciadas atuando no mesmo ramo atualmente.

O investimento inicial para abrir uma franquia da Selem & Bertozzi é, em média, de R$ 45 mil – variando de R$ 25 mil a R$ 75 mil, conforme a demanda de escritórios na região. De acordo com Lara, o franqueado tem retorno do investimento em cerca de nove meses.

As primeiras franquias da consultoria devem ser lançadas no início de maio, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul. A expectativa da empresa é ter 40 unidades em todo o País até 2018 e, em seguida, expandir os negócios para países como Argentina e Chile.

A franquia tende a atrair, por exemplo, advogados que se interessam por gestão em seu próprio setor e administradores que queiram atuar no mercado jurídico.

 

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ibgeO IBGE acabou de divulgar o resultado das contas nacionais trimestrais referente ao último trimestre de 2014. Em resumo, os dados revelaram ligeiro crescimento no último trimestre (+0,3%) em relação ao terceiro trimestre. A indústria neste período recuou 0,1% e a taxa de investimento (FBCF) 0,4%.

No ano, o PIB de 2014 manteve-se praticamente estável em relação a 2013 (+0,1%). A indústria encerrou o ano com queda de 1,2% e a Formação Bruta de Capital fixo caiu 4,4%.

Na indústria, destacou-se o crescimento da extrativa mineral, que avançou 8,7% no ano influenciado tanto pelo aumento da extração de petróleo e gás natural quanto pelo crescimento da extração de minérios ferrosos. A construção civil e também a produção e distribuição de eletricidade, gás e água recuaram 2,6%, esta última em razão do maior uso das termelétricas.

A indústria de transformação teve queda de 3,8% influenciada pela redução das atividades da indústria automotiva e da fabricação de máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos e produtos de metal.

A FBCF, que recuou 4,4%, teve com principal responsável a queda da produção interna e da importação de bens de capital (-9,5%), mas ainda também pela construção civil (-3,3%). Com isso, sua participação no PIB recuou de 20,5% em 2013 para 19,7% já na nova metodologia.

Os números revelam que o Brasil precisa de reformas urgentes.

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ind* por Paulo Roberto dos Santos

Uma revolução está ocorrendo no mundo da produção. O mundo real e realidade virtual continuam a fundir-se; modernas tecnologias da informação e da comunicação estão sendo combinadas com processos industriais tradicionais, alterando assim as várias áreas de produção. Os peritos estão atualmente a discutir estes desenvolvimentos sob o título de “Indústria 4.0”.

A indústria 4.0 é um projeto no âmbito da estratégia de alta tecnologia do governo alemão que promove a informatização da Manufatura. O objetivo é chegar à fábrica inteligente (SmartManufacturing) que se caracteriza pela capacidade de adaptação, a eficiência dos recursos e ergonomia, bem como a integração de clientes e parceiros de negócios em processos de negócios e de valor. Sua base tecnológica é composta por sistemas físico-cibernéticos e da Internet das Coisas. Especialistas acreditam que a Indústria 4.0 ou a quarta revolução industrial poderia ser realizada dentro de uma década.

Hoje observamos que esta revolução está polarizada entre Alemanha, com o projeto da Indústria 4.0 e nos Estados Unidos, uma iniciativa conhecida como a Smart Manufacturing LeadershipCoalition – SMLC, ou Coalisão da Liderança para Manufatura Inteligente, também está trabalhando sobre o futuro da indústria transformadora.

SMLC é uma organização sem fins lucrativos de profissionais de produção, fornecedores e empresas de tecnologia; consórcios de fabricação; universidades; órgãos governamentais e laboratórios. O objetivo desta coligação é permitir que as partes interessadas da indústria de transformação possam atuar de maneira colaborativa no desenvolvimento das abordagens, normas, plataformas e infraestrutura compartilhada que facilitam a ampla adoção da inteligência de fabricação.

Mas o que podemos esperar destes desenvolvimentos?Este conceito de produção irá aumentar substancialmente a complexidade tecnológica dos processos de agregação de valor, ainda mais em comparação com a situação que existe hoje. Dominar esse grau de complexidade exige ferramentas de software adequadas para projetar e construir as instalações e sistemas relevantes, e, naturalmente, também para operá-los. É urgentemente necessário que essas ferramentas sejam desenvolvidas e lançadas ao longo dos próximos anos. Em todo o mundo, os governos, federações de indústrias e empresas têm reconhecido a importância de criar seu próprio valor acrescentado através da produção.

Na manufatura inteligente tudo está ligado com a ajuda de sensores e chips RFID. Por exemplo, produtos, opções de transporte e ferramentas irão se comunicar uns com os outros e serão organizados com o objetivo de melhorar a produção global, mesmo além dos limites de empresas individuais. Neste ambiente de produção, o produto em si é uma parte ativa do processo de produção. Esta integração perfeita dos mundos físico e virtual só é possível porque cada elemento existe, simultaneamente, tanto como um físico e um modelo virtual.

A base para qualquer implantação significativa de sistemas físico-cibernéticos é uma conexão de dados transparente entre todas as fases do processo de agregação de valor. Para cada produto, ao lado de sua descrição física real, uma representação virtual continua a passar por um maior desenvolvimento. Consequentemente, uma integração dos mundos real e virtual é o foco daqueles na vanguarda do desenvolvimento e implementação da manufatura inteligente.

Um fator chave da manufatura inteligente é descentralizar o controle: neste tipo de processo de produção, a comunicação ocorre em cada etapa para determinar que peças adicionar ou etapas de montagem para implementar. O controle descentralizado torna mais fácil para adicionar ou alterar os equipamentos conforme a necessidade, tornando mais flexível o processo para atender à crescente demanda por personalização em massa.

Como esta última revolução industrial avança, há implicações significativas para a força de trabalho industrial. O Software está impulsionando os avanços na fabricação de hoje, e isso significa que o mouse está substituindo a chave de fenda em muitos lugares no chão de fábrica hoje.

Ter as pessoas certas no lugar certo é fundamental para alavancar ganho tecnológico, e para a realização dos objetivos de manufatura inteligente. Isso levou a muita discussão sobre a escassez de trabalhadores qualificados na força de trabalho, muitas vezes referido como o “déficit de competências”. De acordo com o Departamento de Educação dos Estados Unidos, “60% dos novos empregos que vão surgir no século 21 exigirão habilidades possuídas por apenas 20% da força de trabalho atual”.

A tendência está se movendo cada vez mais para produtos individualizados. As pequenas quantidades de lote e o grande número de variantes associadas a esta tendência exigem tecnologias que se adaptam continuamente às novas condições. No futuro, os componentes em sistemas industriais, por conseguinte, tem que ser capazes de se ajustar uns aos outros.

Dessa forma, além de desenvolver novas tecnologias, também será necessário esclarecer onde as pessoas vão estar situadas dentro do processo de produção no futuro, e como a interação entre pessoas e máquinas ocorrerá. Dentro deste contexto, a Festo está intensamente envolvida com a questão da formação profissional para equipar a próxima geração da indústria.

* Paulo Roberto dos Santos é Gerente Regional de Produtos para as Américas na Festo Brasil

 

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adecolA troca ainda beneficia o meio ambiente ao evitar o descarte de dezenas de toneladas de lixo plástico

A eterna busca da indústria nacional por redução de custos, aumento de produtividade e menor impacto ambiental ganhou um importante aliado. A Adecol, fabricante 100% nacional de adesivos industriais, desenvolveu soluções que geram ganhos expressivos nestas frentes com a substituição de fitas adesivas e filme plástico por cola no fechamento de caixas e paletização (montagem de conjuntos de caixas ou sacos sobre bases de madeira ou plástico, os paletes, facilitando seu transporte). No segundo caso, a cola é utilizada no lugar do filme stretch, custando 83% menos.

Atualmente, o uso de fitas adesivas de material plástico (normalmente de polietileno) é uma das práticas mais adotadas por diversos setores para lacrar embalagens de papelão. Além de caras, as fitas se tornam um resíduo de difícil reciclagem, agredindo o meio ambiente.  Elas podem ser trocadas por adesivos Hotmelt ou PVA (também conhecido como cola branca) da Adecol, com facilidade na aplicação e limpeza de equipamentos, eliminação de lixo plástico e importante economia de recursos.

Em um levantamento realizado pela empresa com valores médios de mercado, o Hotmelt da Adecol necessário para fechamento de 50 mil caixas médias (575 X 365 X 455) sai por R$ 1.000,00 contra R$ 4.000,00 para aquisição de fita adesiva, ganho de 75%. Já com o PVA fornecido pela empresa o custo é ainda menor, R$ 500,00 para as mesmas 50 mil caixas, numa redução de 88% sobre o custo da fita.

“Mesmo considerando o investimento inicial de adaptação da linha, com a instalação de sistema aplicador, o benefício financeiro do uso do adesivo se reflete ainda no primeiro ano após a mudança”, afirma o diretor comercial da Adecol, Alexandre Segundo. “Isto sem considerar o expressivo ganho ambiental, que isoladamente já poderia justificar a adoção desta tecnologia, e as facilidades de manuseio, manutenção e aplicação”.

PALETIZAÇÃO – A aplicação de cola no lugar do filme plástico stretch em sistemas de paletes apresenta benefícios adicionais. Por suas características únicas (alta resistência lateral e baixa resistência vertical), o adesivo permite que as caixas reunidas sobre a base sejam destacadas. Além disso, no caso do uso do adesivo, é possível retirar apenas parte das unidades, mantendo as demais seguramente afixadas, flexibilizando a logística. O benefício ambiental é ainda maior, uma vez que a cola se integra ao produto na hora da aplicação, praticamente zerando a geração de lixo.

Como no caso do fechamento de caixas, a Adecol oferece soluções para paletização com adesivos Hotmelt e PVA. Com o primeiro, o custo médio para fechar 50 mil paletes com 40 sacarias de 25kg cada é de R$ 41.250,00, contra a média de R$ 172.500,00 necessários para a aquisição de filme plástico, economia de 76%. Na simulação utilizando o PVA para 50 mil paletes com 44 caixas cada, o custo da cola é de R$ 8.844,00, enquanto o stretch sai por cerca de R$ 618.000, uma queda de 83% no custo.

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economiaPor Rodrigo Bertozzi (*)

A sinalização do mercado de capital é positiva. Este deve ser um ano promissor quanto à manutenção e o crescimento do interesse de investidores nacionais e estrangeiros em médias e grandes empresas brasileiras. Acredito que teremos mais fundos soberanos vindos para o Brasil em 2015 e 2016. Houve uma evolução nos negócios, principalmente nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Espírito Santo e Piauí.

Investimentos nos setores da construção, logística – o grande desafio -, varejo farmacêutico e de eletrodomésticos, refeições coletivas e portos particulares (para apoiar o escoamento da produção agrícola e industrial) são os que vêm atraindo mais olhares. O setor educacional segue em consolidação, comandado pela Kroyon Anhanguera e grupos regionais buscando sócios investidores para defender seu negócio.

Lembro que, há 20 anos, antes da estabilidade trazida pelo Plano Real, o capital era volátil; entrava e saía, sem expectativas de ficar. Hoje, apesar da crise de confiança na economia, os fundos pensam em ficar em média sete anos para ter o payback em retorno de três vezes ou mais do investimento.

Levantamento do Centro de Estudos de Private Equity (PE) e Venture Capital (VC) da Fundação Getúlio Vargas (SP) reforça essa expectativa quando mostra que os fundos injetaram cerca de US$ 7,6 bilhões no país ao ano, entre 2010 e 2013. Este valor investido é o dobro do volume aportado no Brasil nos três anos anteriores ao período analisado. Os autores da pesquisa também projetam um aumento de 15% a 20% ao ano do capital comprometido da indústria de PE/VC no Brasil.

Mas alguns percalços na economia podem mexer com o quadro de investimentos. Na Infraestrutura, a Operação Lava Jato entrou de frente nas gigantes do setor, o que abre espaço para que novas empresas surjam nessa brecha de oportunidades. Empresas terceirizadas, por exemplo, podem ter bons ativos, mas, por conta da crise, vão precisar se reinventar. O mesmo vale para a cadeia de gás e óleo.

A crise de confiança na economia também tem mexido com os ciclos de negociação dos fundos private equity que investem no Brasil, que estão com maior nível de detalhamento e análises mais demoradas. No primeiro semestre de 2014, por exemplo, fundos de PE e VC fecharam 74 operações no Brasil, enquanto no mesmo período de 2013 foram concluídas 115 transações, de acordo com a consultoria TTR.

Mas não gosto de olhar o Brasil como um todo. Precisamos atentar para os investimentos em cidades menores – também uma novidade de 15 anos para cá. O segredo está em olhar para médias empresas em microrregiões com perspectivas de crescimento acima da média, como, por exemplo, Campina Grande (PB), com um polo de tecnologia em formação; Teresina (PI), com instalações da indústria de energia eólica; a fronteira agrícola de MAPITOBA (Maranhão/Piauí/Tocantins/Bahia); e Joinville (SC), que em breve receberá uma fábrica da BMW, só para citar algumas”, analisa Bertozzi.

Olhando esse cenário verifica-se que ainda há muito a se prospectar no país. Esse crescimento no interior torna as empresas locais/regionais – com perfil quase sempre familiar – visíveis e alvo de produtos financeiros a que antes não tinham acesso.

É fato que os investimentos estão mais elásticos e os fundamentos para receber os aportes mais difíceis, mas o panorama é bom para 2015. Mesmo sendo um ano difícil para a economia brasileira, os fundamentos de longo prazo mantêm atraentes os investimentos e podem ajudar o país, inclusive, na retomada do crescimento.

Rodrigo Bertozzi é CEO da B2L Investimentos S/A.

 

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neuPor René Guiraldo

Equipes de carros de corrida dependem de ferramentas robustas, versáteis e precisas de temperatura, que se adaptem às suas necessidades mais exigentes. Para dirigir em curvas fechadas há mais de 50 mph, ou queimar o asfalto em velocidades acima de 200 mph, um piloto da NASCAR depende que seu carro de corrida esteja em condições ideais, o que inclui os pneus. Um pneu severamente gasto, enfraquecido pelo excesso de calor que expõe os seus fios (tiras), ou ainda um pneu frio não suficientemente aderente, podem desacelerar o carro ou mesmo causar algum acidente. Os pneus de um carro de corrida são itens críticos, porque são eles que mantém o carro na pista e transmitem ao motorista o senso de direção. São também responsáveis pela precisão do freio e entradas do acelerador em movimento. Durante uma corrida, o piloto testa continuamente os limites de aderência dos pneus. Além disso, os pneus determinam o quão rápido o motorista pode acelerar, virar ou frear.Carros de corrida são totalmente diferentes de carros de passeio. Existem três grandes diferenças: 1. Pneus de carros de corrida são muito maiores – até 12 polegadas de largura na frente e 16 polegadas de largura na parte traseira, ao passo que um pneu comum de carro de passeio tem de sete a nove centímetros de largura.

  1. Pneus de corrida podem ser completamente suaves para maximizar a quantidade de borracha que toca a superfície da pista.

3. A borracha sobre a face dos pneus de carros de corrida é extremamente macia, muito diferente da borracha dura encontrada nos pneus de carros de passeio.Como resultado do tamanho da área de contato de um pneu de corrida e a maciez de sua borracha, estes apresentam uma aderência incrível. Pneus de carros de passeio são fabricados para durar de 40 mil a 60 mil milhas, enquanto pneus de um carro de corrida duram somente de 100 a 200 milhas. As severas condições de direção durante uma competição podem deteriorar muito rapidamente os pneus em comparação com aqueles utilizados nos automóveis de passeio. E a temperatura de pneus?Os pneus de corrida ficam muito quentes por trilharem pistas díspares, pelo atrito gerado por conta da velocidade de rotação e pela frenagem. Quanto maior a carga e a velocidade, mais quente ficará o pneu. Mas o calor não será distribuído uniformemente. Um pneu pode estar mais quente do que os outros ou uma área da superfície de contato pode ser mais quente do que outra. Medindo a temperatura dos pneus com precisão e observando como essas leituras são distribuídas ao longo do pneu, é possível otimizar a pressão dos pneus e a suspensão para conseguir um melhor desempenho.

Quando se trata de determinar a temperatura dos pneus de um carro de corrida, é vital que o motorista utilize os termômetros mais robustos e confiáveis ​​do mercado.

]Termômetros Infravermelhos

Existem duas ferramentas disponíveis para medir temperaturas em pneus de carros de corrida. Uma delas é o termômetro infravermelho, que pode rodar em energia térmica, ou de infravermelho, que é a luz com um comprimento de onda que o torna invisível ao olho humano. É a parte do espectro eletromagnético que é percebido como calor. Ao contrário de luz visível, no mundo infravermelho, tudo com uma temperatura acima do zero absoluto emite calor, até mesmo objetos muito frios como gelo. Quanto mais elevada for a temperatura do objeto, maior é a radiação IR emitida. O infravermelho nos permite ver o que os nossos olhos não conseguem.Ao medir a temperatura dos pneus de corrida, é importante manter os pneus o mais próximo da temperatura de operação possível. Portanto, é preciso correr de duas a três voltas rápidas para esquentar os pneus e então ir para os boxes rapidamente. As leituras de temperatura são realizadas o mais breve possível, uma vez que a superfície do piso está esfriando rapidamente.Devido à sua versatilidade, termômetros infravermelhos são também utilizados para detectar fontes de calor que afetem o piloto, localizar cilindros do motor ou ler a temperatura dos rolamentos, freios ou pista.

Termômetros de Contato

Um segundo método de mensuração é por meio dos Termômetros de Contato. Estes equipamentos com uma sonda termopar estilo perfuração são muito mais confiáveis do que IR, por serem mais precisos. Avaliam a temperatura interna dos pneus e não a da superfície. Como a temperatura interna não cai tão rapidamente quanto a temperatura da superfície, uma medição de temperatura a 1/8 de uma polegada de profundidade possibilita mais tempo para se fazer uma medição acurada do pneu quente.

Três leituras podem ser feitas em cada pneu: piso interior, piso central e piso exterior.

A temperatura de pneus também é útil para a geometria da suspensão de carros de tunning. A temperatura irá dizer que parte do pneu está em contato com o trajeto e como isso está funcionando.

Sobre a Pressão

A resposta sobre qual é a pressão ideal pode ser diferente dependendo do tipo de suspensão, de pneus, de trajeto, e de uma combinação de fatores de temperatura. A pressão dos pneus deve ser tomada quando os pneus estão quentes utilizando uma precisa ferramenta de medição e um multímetro digital. Comece com uma pressão de pneu frio. A pressão vai subir à medida que se aumenta a temperatura do pneu.

Os ajustes necessários para um melhor desempenho durante uma competição automobilística configuram uma tarefa sem fim. É fundamental realizar e avaliar as leituras das temperaturas frequentemente com diferentes faixas, alterações e temperaturas da pista, desgaste do pneu, e nível do combustível, fatores todos que afetam as configurações ideais.

René Guiraldo é Gerente Nacional de Vendas da Fluke do Brasil, companhia líder mundial em ferramentas de teste eletrônico compactas e profissionais. Formado em Engenharia Elétrica em 2002 pela FEI (Fac. Engenharia Industrial – São Bernardo do Campo / SP) com especialização em Telecomunicações pela Unicamp (Campinas / SP) em 2004. Experiência de treze anos no mercado de Teste e Medição.

 

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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