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Fernando Sandri_baixaFernando Wagner Sandri*

 A preferência pelo papel pode ser relacionada ao contato ancestral do ser humano com a árvore, que sempre foi a base para seu aquecimento, proteção, manutenção da biodiversidade e ajuda na sua própria sobrevivência. Todo esse ciclo e o aprendizado histórico continuam em nossa mente. Sabemos, intuitivamente, que tudo que vem da árvore é bom – incluindo as embalagens de papel.

Para nosso setor, como em tantos outros, é em momentos de crise – como nesta pandemia – que surgem as melhores soluções para atender novas necessidades, e de forma urgente. As formulações típicas dos materiais começam a sofrer pressões na busca por alternativas: onde havia fibra de pinus, passa a entrar fibra de eucalipto. Onde havia fibra química, entra a mecânica. No lugar da fibra virgem, entra a fibra reciclada e a fibra originada no pós-consumo. Felizmente, o papel tem a capacidade de atender uma gama múltipla de utilizações em embalagens, por meio de um conjunto de formulações de fibras e aditivos que podem reforçar determinadas características necessárias a cada projeto.

Com suas propriedades físicas, químicas e visuais, ele permite aplicações tão amplas que o conjunto de soluções se torna impressionante. As fibras de eucalipto estão cada vez mais presentes em papéis para embalagens e praticamente todas as embalagens de papel coletadas são recicladas prontamente no Brasil. Com isso, a reciclabilidade de embalagens tem favorecido projetos de economia circular e logística reversa, e, atendendo à crescente demanda, surgem novos produtos em papel com material reciclado e de alta performance nos processos de impressão e envase.

Entenda o ciclo do papel

Para ampliar a capacidade de reutilização do papel em um novo ciclo produtivo, as unidades industriais têm se preparado cada vez mais para receber e processar materiais pós-consumo com eficiência na recuperação de fibras. Embalagens de papel podem ser recuperadas em sua grande maioria.  Embalagens tipo longa vida, copos de papel, sacolas de papel, caixas papel de presentes, diversos artefatos de papel como tubetes, entre outros, podem ser reciclados. A separação de fibras celulósicas de embalagens de múltiplas camadas que contenham plásticos hoje é uma realidade.

A inovação em novos sistemas de captura de embalagens de papel para um viável caminho de logística reversa é um imenso desafio. O Brasil é um país continental com 5.568 municípios com características regionais distintas, e por isso há a necessidade de um diálogo contínuo com os diversos atores da cadeia de embalagens para dar continuidade ao processo de retorno do papel à indústria.

Inovar no design de embalagens de papel é desafio

Por fim, destaco o desafio de prover soluções que permitam inovar no design das embalagens. Hoje, a indústria gráfica trabalha com sistemas de impressão offset, corte e vinco, dobradeiras e coladeiras integradas, oferecendo um portfólio de embalagens ao mercado nacional, em sua maioria, em formato de hexaedro, com raríssimas variações em outros tipos de poliedros. Sair do “quadrado” exige um esforço maior.

Ao pensarmos em fazer algo redondo, por exemplo, percebe-se que os processos industriais não estão preparados para fazê-los em grande escala. Somente com projetos integrados, com participação de múltiplas empresas participantes da cadeia de valor da embalagem, será possível superar essa barreira da geometria e propor inovações.

Creio que a nossa tarefa é melhorar a eficiência do papelcartão em novas faixas de gramatura, com ganho de rigidez, uso de material reciclável quando aplicável, propondo novas barreiras, novas estruturas, inovando e aperfeiçoando o ciclo de vida das embalagens em prol de um mercado futuro sustentável em que todo potencial de utilização da árvore demonstre seu valor.

*Engenheiro químico, conselheiro da ABTCP, diretor Técnico do Sinpacel/PR, conselheiro da ABRE e diretor de Tecnologia da Ibema.

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unnamed (1)Lucro sustentável é a combinação de lucro financeiro com responsabilidade social. Segundo Ana Paiva, gerente de RH do Grupo DMS Logistics, “é muito mais do que o dinheiro pelo dinheiro, é lucro para gerar valor, seja para nossos colaboradores, acionistas, clientes e para a sociedade como um todo”.

Ana explica que esse é um dos propósitos e dos valores que estão no DNA da empresa: “desde as atitudes mais simples, como as economias que vieram com o sistema home office adotado desde o início da pandemia, até as melhores práticas de valorização dos nossos colaboradores, passando pela redução do consumo de energia com a instalação de placas solares em uma de nossas unidades e consumo de papel, tudo que fazemos, hoje, tem uma preocupação com o futuro do planeta”, explica Ana.

Ela dá um exemplo: “no último ano, deixamos de consumir cerca de 1 tonelada de papel, o que significa que pelo menos 20 árvores foram poupadas, isso sem contar no volume de água, já que o processo industrial para fabricação de 1 simples A4, consome cerca de 10L por folha”.

Ana lembra que foram firmados contratos com fornecedores locais para confecção de brindes para clientes e fornecedores, contribuindo de forma impactante para esses pequenos empreendedores se mantivessem ativos em plena pandemia. “Esse comportamento não nasceu agora, ele foi potencializado pelo momento atual. As práticas sustentáveis fazem parte da filosofia da empresa”, garante.

Tanto que a empresa é, hoje, certificada com o selo verde da Ecovadis na categoria bronze e está focada em subir de categoria: “na pesquisa desse ano, já contaremos com novas métricas”, enfatiza a gestora. Segundo ela, isso representa a preocupação da empresa em atender aos requisitos das melhores práticas, gerando valor e destacando a DMS para seus clientes, que cada vez mais valorizam e exigem esse tipo de certificação.

Os planos para expansão incluem o “Pacto Global da ONU, do qual a empresa passou a fazer parte este ano, e novas metas de sustentabilidade que estão sendo criadas para que possamos cada vez mais gerar valor, patrocinando e promovendo uma sociedade mais justa e sustentável”, finaliza Ana.

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esgPor Fábio Lupo, Lilian A. P. Miguel, Lucas Rodrigues Lomelino e Samira Vasconcellos Miguel*
Vivemos tempos em que a sociedade como um todo é considerada um parceiro importante e indispensável para o desenvolvimento econômico, além de ser parte integrante e indissociável do desenvolvimento social. Neste contexto, buscar entender e definir metas e indicadores que auxiliem a sociedade a ter clareza sobre ações e domínio sobre os caminhos a seguir nesta direção de desenvolvimento sustentável passou a ter relevância nos mercados, o que inclui também a área de investimentos financeiros.

No início deste milênio surgiu a sigla ESG – Environmental, Social and Governance (em português, Ambiental, Social e de Governança) para estruturar a coleta dos dados relacionados a esses fatores, bem como para instrumentalizar o acompanhamento destes dados, de forma a que se pudesse ter escolhas mais qualificadas dos investimentos feitos no nível das companhias, em especial, aquelas que têm suas ações distribuídas nos mercados de capitais. Desde o surgimento da sigla passaram-se mais de quinze anos, mas ainda existem questões em aberto em torno do conceito.

O impacto das empresas no meio ambiente, a exploração de formas de trabalho injustas e a corrupção que compromete as atividades corporativas e públicas, são temas que foram ganhando cada vez mais relevância com o passar das décadas. Com estas pautas em destaque e ganhando espaço nas mídias, o mundo corporativo passou a considerar os impactos destes aspectos perante o mercado consumidor o que, junto a decisões éticas, criou os conceitos de responsabilidade corporativa e responsabilidade socioambiental.

Estes conceitos já estavam plenamente estabelecidos quando surge o termo ESG, trazendo as mesmas questões para o mercado financeiro. No entanto, seria equivocado entendermos a sigla apenas como uma transposição da responsabilidade corporativa para o ambiente do mercado financeiro. Apesar de lidar com as mesmas temáticas, o ESG traz consigo uma lógica própria do mercado financeiro, que está presente na própria gênese da sigla.

No ano 2000, diante da complexidade dos dilemas gerados pela intensa globalização e pela intensificação dos impactos ambientais e sociais, a ONU estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), envolvendo 191 Estados membros e 22 organizações globais. No mesmo ano, a Organiação convocou as grandes corporações globais para criar o Pacto Global, desta vez envolvendo empresas da iniciativa privada para também se comprometerem com objetivos ligados ao desenvolvimento sustentável global. Atualmente, o Pacto Global conta com dezesseis mil membros, entre empresas e organizações, e está presente em cento e sessenta países.

Em 2004, o Pacto Global elaborou um documento voltado especificamente para o mercado financeiro, reconhecendo o impacto deste setor da sociedade, nas empresas, e o potencial que este mercado possui de motivar mudanças necessárias para que se atinjam as metas do Pacto. O documento foi publicado em 2005, sob o título Who Cares Wins.

É neste documento que a sigla ESG surge pela primeira vez, no intuito de sintetizar os principais pilares do Investimento Responsável, a partir dos quais são designados indicadores específicos que devem ser observados pelos investidores para avaliar o impacto de seus investimentos.

Uma vez que a possibilidade de se integrar formalmente questões ESG na análise financeira do mercado de investimentos foi apontada, fez-se necessária a regulação desta possibilidade, motivando a UNEP-FI (United Nations Environment Programme Finance Initiative) a encomendar, em 2005, um estudo sobre o tema ao escritório de advocacia Freshfields Bruckhaus Deringer.

O resultado deste estudo foi o documento A Legal Framework for the Integration of Environmental, Social and Governance Issues into Institutional Investment cuja tradução livre é Uma estratégia legal para a integração das questões ambientais, social e de governança nos investimentos institucionais, que tinha por propósito verificar se a integração de critérios ESG em políticas de investimento estava de acordo com a legislação de diversos países. Na conclusão deste estudo encontramos o posicionamento de que os critérios da sigla podem ser incluídos na regulação deste mercado contanto que sejam motivados por propostas apropriadas e não afetem a performance financeira dos portfólios.

É possível depreender que a motivação de investidores em fundos de investimento que adotam critérios ESG, tem duas vertentes: a primeira, diretamente ligada aos resultados financeiros das empresas, partindo do pressuposto de que empresas com melhores práticas de sustentabilidade apresentam, a longo prazo, resultados financeiros melhores, e, a segunda, que transcende a pura lógica do retorno financeiro, ressaltando os ganhos da sociedade e do meio ambiente como razões para o investimento ESG .

Essa aparente dicotomia afeta o argumento daqueles que procuram promover a lógica ESG no mercado financeiro. Ao passo que uma argumentação procura influenciar o investidor a partir de sua intrínseca lógica financeira, a outra procura conferir ao investidor uma responsabilidade que pode se contrapor com o aspecto financeiro e tornar inócua a referida análise para o investimento.

Entretanto, um possível colapso ambiental, crises sociais e o aumento dos casos de corrupção dentro de empresas e instituições são questões urgentes e de alguma forma devem ser abordadas de forma responsável pelo mercado financeiro. A necessidade de maior estímulo às práticas ESG no mundo corporativo é evidente, e a presença de empresas de capital aberto e fundos de investimento que adotam estes critérios colaboram diretamente para a adoção de tais práticas.

Ainda faltam estudos que demonstrem os riscos que o mercado financeiro como um todo pode sofrer com a ausência de tais práticas, e também que demonstrem a responsabilidade do mercado financeiro no cumprimento da Agenda 2030 (ODSs) da ONU.

Em especial no Brasil, já existem movimentos regulatórios em curso, para que haja maior adoção de práticas de sustentabilidade nas empresas e para que os critérios ESG sejam adotados não apenas como uma fonte de pesquisa para os investidores, mas igualmente como um marco para a mudança do paradigma de sustentabilidade, como é o caso das Duas Audiências Públicas recém editadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, quais sejam SDM 08/2020 e SDM 09/2020.

Na primeira delas, há um convite para os agentes operadores do mercado de valores mobiliários apresentarem sugestões para que esses critérios sejam inseridos nas normas reguladoras de todos os fundos de investimento que vierem a ser lançados e operados no Brasil, enquanto a normativa que será editada a partir da audiência pública SDM 09/2020, pretende melhorar a transparência e a qualidade das informações hoje prestadas pelas companhias de capital aberto listadas no mercado de capitais.

Conclui-se que é urgente a fixação de critérios ESG e sua avaliação objetiva para determinar a aplicação dos recursos pelos investidores como forma de induzir as empresas para que atuem, na prática, com uma consciência e intencionalidade de produzir e comercializar produtos e serviços que gerem desenvolvimento econômico sustentável, criando um círculo virtuoso e valor de longo prazo para toda a cadeia de stakeholders.
Pesquisadores convidados da Universidade Presbiteriana Mackenzie*

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facensO mundo caminha, cada vez mais, rumo ao desenvolvimento sustentável. Afinal, são quase 8 bilhões de habitantes na Terra, com recursos naturais limitados e uma população em crescimento. Há um número cada vez maior de iniciativas públicas e privadas desenvolvendo projetos e soluções para cidades inteligentes e sustentáveis. Em escala menor, o mesmo vem acontecendo com empresas, que tem como objetivo ser autossuficiente em água e energia, além da redução da emissão de CO2 na atmosfera.

De acordo com Vitor Gomes, Gerente de Impacto e Sustentabilidade do Centro Universitário Facens, ter um campus cada vez mais sustentável é uma meta para a instituição de ensino. “Achar o equilíbrio entre as necessidades dos seres humanos e da capacidade de recursos do nosso planeta é o grande desafio do século XXI. Energias não renováveis e que liberam gases de efeito estufa estão cada dia mais sendo substituídos por fontes limpas. Por isso, a eficiência energética é uma das prioridades dentro da Facens, não só em nosso campus, como na formação dos nossos alunos.”, explica Vitor.

O relatório Bloomberg New Energy Finance, de 2019, apontou que a expectativa é de que as energias eólica e solar cheguem a representar 48% da geração energética global em 2050. Atualmente, elas correspondem apenas a 7% do suprimento total de energia no mundo. No Brasil, a energia solar fotovoltaica já é a terceira mais importante fonte renovável, depois da hidráulica e eólica, em potência instalada. As projeções da Bloomberg também apontam que a energia solar deve representar 32% da matriz energética brasileira até 2040.

“Atualmente a Facens gera, por meio de energia fotovoltaica, 15% do que consome mensalmente em energia elétrica no campus. Nosso objetivo é ampliar a capacidade de geração da nossa subestação, que hoje também serve como fonte de aprendizado prático e teórico para os alunos do Centro Universitário”, ressalta Heverton Bacca, coordenador de engenharia elétrica da Facens.

Bacca reforça que a preocupação com a capacitação dos alunos para o mercado de energia fotovoltaica é grande, já que é um setor em franca expansão e que demandará cada vez mais profissionais especializados. De acordo com a ABSOLAR, a energia solar gerou mais de 147 mil empregos no Brasil em 2020. Segundo a Aneel, até 2024, o país terá cerca de 900 mil sistemas fotovoltaicos On Grid instalados.

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Pic. 03_Light packagingO desenvolvimento de uma economia circular para lidar com a emergência de resíduos de plástico depende da criação de demanda para material reciclado de alta qualidade. A STADLER, fornecedora de plantas de triagem para a indústria de reciclagem, experimentou uma mudança no mercado, com mais de 80% de seus projetos para plantas de separação de plástico em 2020 envolvendo atualizações e modernizações significativas de instalações já existentes para atender a uma produção consistente e de alta qualidade necessária para entrar na economia circular dos plásticos.

 O plástico é um produto excepcional, com inúmeros benefícios que o tornaram indispensável na vida moderna. Sua durabilidade extrema, no entanto, cria um difícil problema no fim de sua vida útil, que precisa ser tratado com urgência. A solução está na mudança para uma economia circular, onde o plástico é reutilizado ou reciclado, nunca se transformando em resíduo. A indústria de reciclagem tem um papel central a desempenhar neste processo, com o desafio de maximizar a quantidade de plástico recuperado de resíduos e produzir uma produção de Resina Pós-Consumo (PCR) consistente e de alta qualidade, que consegue competir com a resina virgem.

  “Temos que retirar do omelete novamente os ingredientes individuais iniciais”, explica Enrico Siewert, diretor de Desenvolvimento de Produto e Mercado da STADLER. “Os avanços da tecnologia nos últimos 10 anos revolucionaram a indústria. Hoje, podemos separar plásticos de forma muito eficiente, em percentagens muito altas. Uma planta de triagem mecânica STADLER pode atingir até 95% de pureza. Com equipamentos eletrostáticos ou de lavagem, pode ser próximo a 100%”.

 A indústria de reciclagem está respondendo a essa demanda, atualizando suas instalações para atingir a consistência e a alta qualidade necessárias para que a PCR entre na economia circular dos plásticos e aumente sua capacidade de processamento.

 A STADLER está no centro dessa evolução: “Desenvolvemos a tecnologia avançada de que as usinas de reciclagem precisam”, explica Enrico Siewert. “Estamos constantemente inovando e desenvolvendo novos processos, adaptando as plantas de nossos clientes às suas necessidades em constante mudança. Estamos vendo em primeira mão que a indústria está se intensificando para atender a essa nova demanda: no ano passado, as atualizações, modernizações e expansões de plantas representaram mais de 80% de nossos projetos no setor de plásticos, um aumento de mais de 38% em relação a 2019”.

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unnamed (1)Iniciado em outubro de 2020, o Projeto Economia Circular foi colocado em prática exatamente no momento de retomada das demandas da indústria automotiva, que culminou com a indisponibilidade de suprimentos, especialmente embalagens no mercado. Após estudos e avaliação de viabilidade, a solução desenvolvida em cooperação entre as áreas de meio ambiente, produção e logística das plantas da ZF foi a de reaproveitar as embalagens de insumos da produção.

De acordo com João Manoel Gambarra, engenheiro ambiental da ZF e um dos idealizadores do projeto, “o primeiro passo foi começar a tratar a relação entre as plantas de forma mais abrangente e entender o ciclo de início e término dos processos. O engenheiro explica que entendendo esse fluxo circular, a empresa passou a adaptar a logística para separação, triagem e envio desses materiais.

“A ZF no Brasil tem trabalhado ano após ano em projetos de economia circular e cada vez mais propostas são sugeridas por nossos colaboradores e abraçadas pela nossa gestão: eficiência energética e de recursos, reuso de água, reciclagem de óleo de corte na usinagem e de solventes na pintura, reuso e reciclagem visando o Aterro Zero, entre outros. O Projeto Economia Circular é mais um dos projetos que agregam valor às ações de sustentabilidade da companhia e demonstram que a criatividade e preocupação em criar soluções para questões do dia a dia são o ponto de partida para projetos bem-sucedidos”, afirma Sildson Corrêa, Gerente Sênior de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da ZF.

A partir desse projeto as caixas passaram a ser reutilizadas uma vez. Segundo Gambarra, “nosso time vem desenvolvendo estudos para novos reaproveitamentos das embalagens e reciclagem desses materiais para, assim, tornar possível a ampliação da utilização por unidade.” Com uma média de 850 caixas sendo reutilizadas por mês, a ZF estima reduzir cerca de 17 toneladas de resíduos de madeira mensalmente.

“Projetos como esse vão muito além do conceito de reduzir, reutilizar e reciclar (3R). Dizem respeito a redesenhar processos e ver oportunidades além das próprias questões ambientais nos desperdícios. São estratégias que também trazem benefícios aos negócios da empresa no longo prazo”, finaliza Sildson Corrêa.

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prolataO programa Prolata reciclou 22.032,79 toneladas de aço em 2020, registrando um aumento de 179% em comparação com 2019. Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo foram os Estados que mais reciclaram no período.

Diante de todos os desafios gerados pela pandemia, o programa conseguiu consolidar um desempenho bastante expressivo graças às ações adotadas. O Prolata doou mais de 10 mil Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) a 26 cooperativas parceiras em todo o país. No total, 768 cooperados foram diretamente beneficiados pela iniciativa em cidades dos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e Minas Gerais.

O companhia também apoiou 17 cooperativas com a aquisição de laudos do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), que contemplam um total de 476 cooperados.

Além disso, foram realizados webinars sobre educação ambiental para mais de 5 mil participantes e foram criados 12 grupos de discussão com 286 educadores, que puderam abordar questões importantes para o desenvolvimento sustentável. Estes profissionais podem transmitir o conhecimento para as 695 escolas em que atuam, alcançando mais de 217 mil alunos.

Uma das peças-chave para fortalecer as ações do Programa de forma integrada é a assinatura de acordos em conjunto com entidades públicas. Até 2020, já foram firmados cinco termos de cooperação: com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o GAEMA da Baixada Santista, com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul, com a CETESB no Estado de São Paulo e com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Paraná.

Atualmente, o Prolata tem parceria com 53 cooperativas, totalizando 1.339 cooperados, 20 entrepostos e duas siderúrgicas, além de 28 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). “Com base no fluxo de operação que vem sendo estabelecido e permanentemente aprimorado, vamos trabalhar com a expectativa de reciclar 50 mil toneladas de aço até o fim de 2021”, destaca Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e diretora da Prolata.

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Alessandra

O plástico tem sido tema central de amplos debates públicos, especialmente em relação a seus riscos ambientais. Em São Paulo, desde 1º de janeiro, nenhum estabelecimento comercial pode fornecer copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões de plásticos descartáveis.

De acordo com a nova lei, esses produtos agora devem ser substituídos por outros elaborados com materiais biodegradáveis, compostáveis ou reutilizáveis. No entanto, esta alternativa, além de não resolver o problema ambiental, ainda vai gerar um novo tipo de lixo na natureza, problema com o qual o poder público não poderá lidar da maneira correta. Sendo assim, a emenda pode ser inúmeras vezes pior do que o soneto.

Produtos com embalagens que afirmam ser “biodegradáveis” ou “compostáveis” na grande maioria das vezes se degradam apenas em condições especiais e isso pode complicar os esforços de reciclagem. Portanto, aquele copo de café que possui logotipo indicando ser biodegradável não vai se decompor entre os compostos orgânicos que as pessoas têm em casa, mas, para se degradar adequadamente, precisará ser enviado para instalações de compostagem industriais.

O processo de compostagem industrial envolve alto calor e umidade precisamente controladas, entre outras condições, e não está disponível na maior parte do país. Já se este lixo for parar em um aterro, ficará lá por muito tempo, porque é improvável que seja exposto a condições que ajudariam a se decompor. Além disso, a produção desses itens consome mais recursos, cria mais resíduos e resulta em mais poluição do que a produção de itens plásticos descartáveis.

Obviamente, entendemos ser fácil apontar o plástico como o grande vilão que precisa ser proibido, afinal ninguém no mundo fica feliz com imagens de mares e rios repletos de embalagens e com animais morrendo por conta do produto. No entanto, banir os plásticos de consumo não soluciona os problemas, mas apenas desvia a atenção de soluções reais e, em vez disso, prejudica os consumidores e o meio ambiente.

Para resolver a questão ambiental do plástico, é preciso melhorar a qualidade das práticas de gestão de resíduos, produzir materiais que tenham o menor impacto ambiental possível, investir em coleta adequada e incentivar a reciclagem disponibilizando locais especializados acessíveis para que a população possa fazer o descarte do material que utiliza em seu dia a dia. A grande variedade de formas em que pode ser reciclado também precisa ser vista como um benefício do material. Isso não só é mais ecológico, mas também torna o plástico um material muito flexível para as necessidades do mundo moderno.

Outro ponto importante: com a trágica chegada da pandemia, os argumentos e o debate sobre o uso do material também ganharam outra direção: a saúde e a vida. A pandemia transformou a produção e uso do plástico em um material essencial de sobrevivência. Nos hospitais e laboratórios, ambientes essenciais na luta pela vida, o plástico está sendo utilizado em grande escala para produção de máscaras, luvas, seringas, tubos de ensaio, cateteres e outros produtos.

Além disso, aditivos que inativam o Sars-Cov-2 inseridos a produtos plásticos permitiram que diversos objetos e superfícies com as quais as pessoas têm contato diário em lugares públicos e em suas casas oferecessem uma barreira extra de segurança contra a doença. Este é o caso do Alpfilm Protect que já contava com propriedades antifúngicas e bactericidas graças à presença de micropartículas de prata e que, com a pandemia, passou por uma série de estudos para adequações em sua composição com o objetivo de assegurar sua eficácia antiviral, em especial contra o novo coronavírus.

Já no espaço doméstico, o plástico foi o material que mais entrou nas casas. Itens básicos de sobrevivência, como água e alimentos, tiveram alta de estoque: muitas vezes embalados em materiais plásticos. Também podemos encontrar o material em máscaras n95. Além disso, com o plástico é possível vedar produtos e alimentos, o que evita a degradação rápida da comida, além da contaminação por doenças, garantindo a segurança alimentar e também evitando o desperdício de alimentos, especialmente em um momento com tanta instabilidade econômica e desemprego.

Não há dúvida de que a crise dos plásticos é um problema sério e que precisamos encorajar uma mudança de atitude em relação à mentalidade de uso único da sociedade com pessoas favorecendo o consumo inteligente e o pensamento sobre o ciclo de vida, além de realizar seu descarte apropriado. Mas devemos ter em mente os benefícios ambientais e econômicos que os plásticos oferecem e usar a inovação para aderir à melhor solução.

*Diretora de Comércio Exterior na Alpes.

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dassaultA Dassault Systèmes anuncia seu comprometimento em estabelecer uma meta baseada na ciência por meio da Science Based Targets initiative (SBTi),  para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e transformar os negócios para a futura economia de baixo carbono. .

As metas adotadas pelas companhias  estão baseadas no Acordo de Paris. Este acordo internacional tem como objetivo fortalecer a resposta global à ameaça das mudanças climáticas e limitar em 2° graus Celsius o aquecimento global com níveis pré-industriais e buscar esforços para limitar o aquecimento a 1,5°C.

 A Dassault Systèmes reconhece o papel crucial que a comunidade empresarial pode desempenhar na minimização do risco que as mudanças climáticas representam para o futuro do planeta.

 “Como uma empresa comprometida e baseada na ciência, é natural desejarmos o mais alto padrão nas metas de emissões: a iniciativa baseada nos objetivos da ciência (SBTi)”, afirma Florence Verzelen, vice-presidente executiva de Indústrias, Marketing e Sustentabilidade da Dassault Systèmes. ”Estamos orgulhosos de nos unirmos às principais empresas do mundo neste esforço, pois acreditamos que a mudança climática não é apenas um dos maiores riscos do mundo, é também uma das maiores oportunidades da história para a inovação sustentável”.

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dsfdasUnir inovação à sustentabilidade, destacando o impacto social positivo, é um tema prioritário para a Tetra Pak. E este é o objetivo da parceria com a startup Coletando, que visa fomentar a conscientização socioambiental na comunidade Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Reconhecida como a primeira fintech de economia circular ecológica do Brasil, a Coletando disponibiliza ecopontos itinerantes de coleta seletiva de resíduos recicláveis em comunidades. Os moradores podem trocar embalagens higienizadas pós-consumo por créditos, disponibilizados em uma conta digital pré-cadastrada, sem anuidade ou taxas. Com o cartão, é possível fazer compras em estabelecimentos locais como mercados e farmácias. Após recebidos, os resíduos são direcionados para cooperativas de materiais recicláveis da região.

“No Brasil, apenas 3% dos resíduos são reciclados. Enxergamos um enorme potencial para estimular as pessoas a separarem seus resíduos dentro de casa e ainda transformá-los em fonte de renda extra, bem como aumentar o volume que chega até as cooperativas. Para ampliar esse alcance, colaborações como a que estamos iniciando com a Tetra Pak são essenciais. Estamos muito contentes com o projeto”, comemora Saulo Ricci, fundador da Coletando.

A parceria será realizada pelo período de um ano com o objetivo de fomentar a conscientização socioambiental em locais mais afastados dos grandes centros, vislumbrando que a mudança coletiva comece em uma atitude individual. A expectativa é engajar cerca de duas mil famílias já nos próximos três meses e 10 mil até o fim do projeto, que durará um ano.

“Temos uma sólida atuação de estímulo à coleta seletiva, e acreditamos que o impacto socioambiental da reciclagem é muito forte. A parceria com a Coletando reforça ainda mais nosso pensamento de que hábitos individuais fazem toda a diferença para promover uma transformação coletiva, contribuindo com a cadeia da reciclagem”, afirma Valéria Michel, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak Brasil e Cone Sul.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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