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avbUm dos fóruns mais importantes do setor siderúrgico será realizado pela primeira vez no Brasil na próxima semana. A 4ª edição da EMECR, International Conference on Energy and Material Efficiency and CO2 Reduction in the Steel Industryterá como um de seus principais temas a implantação de soluções tecnológicas que contribuam para reduzir as emissões de carbono e o consumo de energia. Primeira siderúrgica carbono neutro do mundo, a Aço Verde do Brasil, AVB, estará presente no congresso para apresentar seu processo de produção de aço verde bem como suas estratégias de sustentabilidade ESG. Ricardo Carvalho, conselheiro da AVB, foi convidado para falar sobre as tecnologias e inovações utilizadas na empresa.

A AVB, possui o melhor indicador brasileiro para emissões de CO2 por tonelada de aço bruto produzido nos anos de 2018, 2019, 2020 e 2021. No último ano a empresa atingiu seu Inventário anual de gases efeito estufa (GEE) o valor de 0,02 tCO2 e/t aço.

Para conseguir chegar ao atual nível, a AVB adotou diversas medidas que reduzem os impactos ao meio ambiente. Como exemplo, a escolha pela rota de produção integrada à base de carvão vegetal reflorestado no lugar no coque (carvão mineral), principal matéria-prima empregada nos altos-fornos e que possui emissão zero de carbono. Além disso, outras tecnologias foram utilizadas, como reuso dos gases de processo, para eliminar a utilização de combustíveis fósseis, e a reutilização dos resíduos do processo.

“Enquanto diversas empresas do ramo siderúrgico estão em começo do planejamento de descarbonização, com previsões de neutralidade para até 2060, a AVB já atingiu esse patamar no ano de 2020. Essa conquista foi fruto de muito trabalho e planejamento durante toda a fase de engenharia da usina de aços longos, quando se vislumbrou, há mais de dez anos, a importância do tema da sustentabilidade para os nossos produtos” reforça Ricardo.

Serviço: Palestra Aço Verde do Brasil, primeira indústria de aço carbono neutro do mundo, 7 de junho, às 11h. Inscrições

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O termo greenwashing pode ser traduzido como a prática de camuflar, mentir ou omitir informações sobre os reais impactos de uma empresa no meio ambiente, ou seja, “pintar de verde” algo que não poderia ser considerado sustentável. Trata-se de um problema alarmante, capaz de ofuscar o que é genuinamente importante quando o assunto é ESG (questões ambientais, sociais e de governança corporativa).

grenwhisngPara o consumidor comum é muito difícil saber se uma empresa realmente tem atitudes sustentáveis ou está praticando greenwashing. “Muitas propagandas nos fazem acreditar nas suas práticas ESG, e garantir que tudo seja verdade é realmente difícil”, aponta Mauricio Longhini Barbeiro, professor de Finanças Sustentáveis no ISAE Escola de Negócios. “Por outro lado, toda empresa tem relatórios e muitas delas têm auditoria dos indicadores, realizados por empresas especializadas. Nem sempre o consumidor comum tem conhecimento disso, mas pesquisar é preciso”, afirma.

Já para um investidor, que está acostumado a buscar por essas referências e por opiniões de revisores externos, é mais fácil a identificação e a tomada de decisão. “No mercado financeiro, por exemplo, existe um alerta constante para o greenwashing, pois a pura criação e comercialização de produtos de investimentos com fundos “rebatizados” minará tudo o que bons profissionais estão há anos tentando realizar em busca de impacto ESG”, destaca.

Segundo o especialista, um bom exemplo são os fundos de investimentos que se posicionam como “de gênero”, mas que apenas calculam o número de mulheres nos conselhos e nada mais. “Isso não é um fundo de investimentos com lente de gênero. Um fundo de verdade requer um gestor que vá muito além, que olhe as práticas, políticas, referências internacionais, cadeias de fornecedores, tudo o que precisa observar para ter um genuíno investimento com a lente de gênero”, explica.

O docente do ISAE destaca ainda que um fundo de investimentos de gênero não se trata apenas de gênero, mas de acesso à educação, recursos financeiros e assistência de saúde. “É sobre transformar para melhor a vida das pessoas enquanto elas forem funcionários das empresas que compõem esse fundo”, aponta.

Para um investidor de qualquer tamanho, a leitura desses documentos disponibilizados publicamente pelas empresas já é considerada obrigatória, bem como a de um relatório de segunda opinião de qualidade. Para o consumidor comum, isso também pode se tornar um hábito, uma disciplina. “O custo do greenwashing é alto, seja por perda de reputação ou perdas financeiras. É necessário pesquisar, e na era da informação é mais fácil escolher o quê e de quem comprar”, finaliza Mauricio Longhini Barbeiro.

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evonikA linha de negócios Active Oxygens da Evonik divulgou uma nova estratégia de sustentabilidade cujo objetivo é ampliar o handprint benéfico e reduzir a pegada ambiental do peróxido de hidrogênio, do ácido peracético e dos persulfatos. A estratégia inclui etapas concretas para a redução das emissões de carbono e o aumento da eficiência de recursos na produção desses produtos químicos, com o objetivo de atingir a neutralidade climática da linha de negócios até 2040. A Active Oxygens também pretende promover esses produtos químicos como alternativas amigáveis do ponto de vista ambiental em diversos setores de crescimento para a empresa.

Peróxido de hidrogênio, ácido peracético e persulfatos são poderosos oxidantes que encontram aplicação em amplo leque de setores. Como os produtos se decompõem rapidamente, formando substâncias inofensivas – basicamente só oxigênio e água –, eles são vistos como alguns dos produtos químicos mais limpos que existem.0} No entanto, a produção convencional dessas substâncias versáteis costuma deixar uma pegada de carbono na fase inicial.

“A demanda global pelo peróxido de hidrogênio está crescendo à taxa de 7-8% ao ano, impulsionada por áreas de crescimento como síntese química, aplicações ambientais e nutrição e eletrônicos”, diz Robert Katzer, responsável por Strategic Marketing na linha de negócios Active Oxygens. “Em razão disso, é especialmente urgente reduzir a pegada ambiental desse produto. Felizmente, a tecnologia existe e nós desenvolvemos um plano passo a passo para atender essa crescente demanda de uma maneira limpa e mais verde.

Uma possibilidade é o uso de materiais renováveis. No final de 2021, mais de 80% da eletricidade usada nas unidades de produção da linha de negócios Active Oxygens no mundo inteiro já era derivada de fontes renováveis. Pretendemos aumentar essa participação para 90% em 2023. A estratégia também prevê a implementação de novas soluções em substituição às bombas de calor e o reúso eficiente da energia nos próximos dez anos. A linha de negócios pretende começar a operar a sua primeira fábrica totalmente neutra do ponto de vista climático até 2032.

Além disso, Active Oxygens está traçando planos ambiciosos para substituir matérias-primas fósseis em seus processos de produção por, por exemplo, ácido acético de origem biológica e hidrogênio verde. O hidrogênio verde é criado por meio da eletrólise da água alimentada por eletricidade renovável. A linha de negócios está atualmente explorando opções para adquirir o hidrogênio sustentável de fornecedores locais em cada um de seus parques químicos espalhados pelo mundo. A primeira unidade de produção está programada para utilizar hidrogênio verde em 2026, e as restantes, um pouco depois.

Do lado do cliente, o uso de peróxido de hidrogênio, ácido peracético e persulfatos pode contribuir para deixar os processos industriais mais verdes. “À medida que a população aumenta, as megatendências globais, como, por exemplo, a urbanização, estão ocasionando enormes mudanças”, explica Robert Katzer. “É aqui que os nossos produtos podem contribuir para soluções mais sustentáveis”, acrescenta. Por exemplo, o tratamento de efluentes com peróxido de hidrogênio ou ácido peracético resulta em muito menos resíduos lançados ao ambiente do que com o uso de produtos químicos. E também pode economizar energia: o peróxido de hidrogênio pode tratar previamente os efluentes industriais, oxidando contaminantes não biológicos que, de outro modo, precisariam ser incinerados em um processo dispendioso do ponto do consumo de energia. Estamos trabalhando junto com os clientes no mundo inteiro para implementar e ampliar o uso dessas tecnologias.

A eficiência de recursos também está em foco quando se trata de outra aplicação importante para o peróxido de hidrogênio: a síntese química. A produção convencional do óxido de propileno e do propilenoglicol, por exemplo, pode criar subprodutos desnecessários. Ao usar o peróxido de hidrogênio na síntese direta desses produtos em demanda, a tecnologia exclusiva da Active Oxygens da Evonik oferece uma alternativa inovadora, sustentável e eficiente.

Como linha de negócios dentro da divisão Smart Materials da Evonik, as metas de sustentabilidade da Active Oxygens apoiam especialmente a área de crescimento “Eco Solutions”. Eco Solutions são aplicações que economizam recursos e viabilizam processos ambientalmente amigáveis. A divisão Smart Materials projeta vendas da ordem de 900 milhões de euros nessas aplicações até 2027.

A nova estratégia também contribui para o enfoque sustentável em geral do grupo Evonik. Essa estratégia se baseia em metas ambiciosas e atividades importantes para convertê-las em ações mensuráveis. A sustentabilidade é parte integrante da estratégia e das atividades comerciais de todas as linhas de negócios da Evonik, e a empresa enfoca de maneira sistemática o impacto de suas atividades ao longo de toda a cadeia de valor, tendo como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A Evonik é uma das principais empresas da indústria química do ponto de vista da sustentabilidade, condição ratificada pelas análises de algumas das agências de rating e ranking mais importantes do mundo como MSCI, Sustainalytics, EcoVadis e CDP.

Conheça a recém-divulgada estratégia de sustentabilidade da linha de negócios Active Oxigens da Evonik em: www.active-oxygens.com/sustainability  

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basfUm ano após seu anúncio inicial, a BASF reafirmou suas ambiciosas metas climáticas. Em uma atualização para investidores e analistas financeiros sobre seu roteiro de transformação, a BASF confirmou que até 2030 pretende reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em 25% em comparação a 2018 e está mantendo sua meta de emissões líquidas zero globalmente até 2050. Em seu caminho para reduzir as emissões globais para 16,4 milhões de toneladas métricas até 2030, a BASF está publicando uma previsão anual de emissões de CO2 para o Grupo BASF como parte de suas perspectivas de mais ou menos 0,5 milhões de toneladas métricas.
“Há uma guerra em curso na Europa, com extensas consequências tanto para as pessoas quanto para a economia. Entretanto, não devemos perder de vista o maior desafio global de nosso tempo – a mudança climática”, disse Martin Brudermüller, presidente da Junta Diretiva da BASF SE. “Em toda a BASF, estamos trabalhando intensamente para implementar muitos projetos para reduzir ainda mais nossas emissões de CO2 significativamente e alcançar nossas ambiciosas metas climáticas. Ao cooperar com fornecedores de matérias-primas, estamos também tomando medidas para reduzir nossas emissões relacionadas aos produtos. Desta forma, estamos impulsionando nossa transformação e apoiando os clientes em seus esforços para reduzir as emissões em seus portfólios de produtos”, acrescentou ele.

Energia renovável como principal motor da redução de emissões
Em 2021, a BASF reduziu as emissões de CO2 em cerca de 3% em comparação a 2020, apesar dos volumes de produção significativamente maiores. Em grande parte, isso se deveu ao aumento do uso de energia renovável. A mudança para energia renovável será o principal motor da redução de emissões até 2025. Em 2021, as energias renováveis representavam 16% da demanda mundial de energia do Grupo BASF. Até 2030, a empresa projeta que 100% de sua demanda global de energia de 2021 será obtida a partir de fontes renováveis.

Para cobrir sua demanda por energia renovável, a BASF está seguindo uma estratégia de fabricar e comprar. Isso inclui investir em ativos próprios de energia renovável e comprar energia verde de terceiros. Em 2021, a BASF adquiriu uma participação no parque eólico de Vattenfall Hollandse Kust Zuid (HKZ). Uma vez totalmente operacional, será o maior parque eólico offshore do mundo com uma capacidade total instalada de 1,5 gigawatt. Espera-se que o projeto se torne totalmente operacional em 2023. Além disso, a BASF assinou contratos de compra de energia (PPAs) para 25 anos com ENGIE e Ørsted para o fornecimento de quantidades significativas de eletricidade renovável de energia eólica e solar na Europa. Nos Estados Unidos, a BASF concluiu contratos de fornecimento a longo prazo de energia eólica e solar para seus locais de Freeport e Pasadena. Na China, a BASF assinou acordos com fornecedores para a compra de energia renovável para uma unidade Verbund (sistema de produção integrado) em Zhanjiang.

Em seu evento Investor Update, a BASF forneceu uma visão geral das várias medidas que a empresa está implementando em diferentes locais para alcançar suas metas climáticas corporativas. Tais medidas dependem em grande parte das condições específicas de cada local.

Ludwigshafen: Desenvolvimento de novas tecnologias e implementação de um novo conceito de fornecimento de vapor
Atualmente, cerca de 50% da demanda por vapor na unidade BASF de Ludwigshafen, na Alemanha, se baseia em processos de geração de vapor que produzem emissões de CO2. Uma nova abordagem aqui é gerar vapor usando eletricidade. A BASF está trabalhando com a Siemens Energy em um primeiro projeto na fábrica de acetileno que utiliza bombas de calor e recompressão de vapor para atualizar o calor residual de forma que possa ser usado como vapor para a rede de vapor no local. A integração deste projeto de bomba de calor permitirá não apenas a produção de cerca de 60 toneladas métricas de vapor por hora, mas também evitará cerca de 160.000 toneladas métricas de emissão de CO2 por ano e reduzirá em mais de 20 milhões de metros cúbicos o consumo anual de água de refrigeração. O início do uso desta tecnologia está planejado para o segundo trimestre de 2024. O projeto também serve para coletar experiências operacionais do dia a dia e para simplificar a implantação em outros locais no futuro.

Outro projeto em andamento nas instalações de Ludwigshafen é o desenvolvimento de uma fornalha de craqueamento a vapor eletricamente aquecida. Atualmente, fornalhas de craqueamento são aquecidas com gás e produzem cerca de 1 tonelada métrica de CO2 por tonelada métrica de olefina. A BASF assinou um acordo com a SABIC e a Linde para desenvolver e pilotar fornalhas de craqueamento a vapor eletricamente aquecidas. O projeto de uma planta piloto multimegawatt em Ludwigshafen está progredindo como planejado e está no caminho certo para começar em 2023, sujeito a uma decisão positiva de financiamento público. Para a produção de hidrogênio livre de CO2, a BASF está desenvolvendo novos processos, como a pirólise do metano.

Antuérpia: pretende se tornar o primeiro local Verbund a se aproximar das emissões líquidas zero em 2030O novo local Verbund (sistema de produção integrado) da BASF em Antuérpia é o maior local de produção química da Bélgica e a segunda maior unidade integrada da BASF depois de Ludwigshafen. A BASF pretende reduzir as emissões no local de 3,8 milhões de toneladas métricas em 2021 para perto de emissões líquidas zero até 2030. Isso pode se tornar possível por meio da importação de energia verde de parques eólicos offshore em combinação à implantação de novas tecnologias de baixa emissão e um projeto de CCS (Captura e Armazenamento de Carbono) planejado de larga escala no porto de Antuérpia. Se essa aspiração for alcançada, a unidade de Antuérpia poderá se tornar o primeiro local petroquímico a se aproximar de zerar as emissões líquidas em 2030. Dado o curto período envolvido, estes esforços constituem um desafio, e é necessário apoio político para estabelecer as condições estruturais corretas.
Zhanjiang: Planejado como pioneiro em sustentabilidade desde o início
Zhanjiang, na China, está para se tornar a terceira maior unidade Verbund da BASF. Um conceito avançado de integração e o uso de energia renovável desempenharão o papel fundamental na redução significativa das emissões de CO2 do local em comparação a uma unidade petroquímica operada a gás. Substituir energia de combustíveis fósseis por eletricidade de fontes renováveis é uma alavanca principal.
Há alguns dias, a BASF assinou um segundo acordo estrutural ao longo de 25 anos com a State Power Investment Corporation Limited (SPIC) nos termos das novas regras de comércio de energia renovável na província de Guangdong, China, para a compra de fornecimento de eletricidade renovável para as próximas fases da unidade de Zhanjiang na província de Guangdong. Este é o acordo estrutural de compra de eletricidade verde mais longo e de maior volume que já foi assinado na China. Apoiada por este acordo e pelas parcerias com outros fornecedores de energia, a BASF está acelerando ainda mais seu plano de energizar toda a unidade de Zhanjiang com eletricidade renovável e metas para atingir 100% em 2025 – mais cedo do que planejado originalmente. Com o uso de eletricidade renovável, a BASF é pioneira na indústria do processo na China.
Schwarzheide: Protótipo para a transformação em locais de porte médio
Em fevereiro de 2022, a BASF Schwarzheide GmbH e a empresa enviaM estabeleceram uma joint venture para um parque solar que tem uma produção de eletricidade esperada de 25 gigawatts-hora por ano, cerca de 10% da atual demanda anual de eletricidade do local. Será a primeira grande usina de energia solar na qual a BASF está diretamente envolvida. A energia solar pode ser utilizada para a produção de materiais de bateria para eletromobilidade, que serão produzidos em Schwarzheide, na Alemanha, a partir do final de 2022. A modernização da usina de energia de turbinas combinadas a gás e a vapor própria do local está quase completa. Uma vez iniciada mais tarde em 2022, produzirá 10% mais eletricidade com 16% menos emissão de CO2, graças à maior eficiência do combustível.

América do Sul: soluções para compensação e redução de CO2
Na região da América do Sul, a BASF atua com foco em eficiência energética e redução de emissões mesmo antes da estratégia global de redução da companhia. Os processos de eficiência energética na região que se baseiam-se em reduzir o consumo de energia elétrica e a emissão de CO2 nos sites de plantas produtivas.

Entre as diversas iniciativas implementadas na região para reduzir ao máximo os impactos ambientais está projeto Triple E (Excellence in Energy Efficiency), cujo objetivo é melhorar os índices energéticos e de sustentabilidade, além de aumentar a competitividade da companhia na América do Sul. Com a implementação de mais de 100 projetos desde 2015, essa iniciativa permitirá a economia de 2,8 milhões de euros e a redução de 6,9 mil toneladas de CO2 equivalentes/ano, o que levou a BASF a ser a primeira indústria química certificada pela ISO 50001 de Eficiência Energética no Brasil.

Por meio do programa Demarchi+Ecoeficiente, a companhia aplica o conceito de ecoeficiência para medir e otimizar os processos de produção do Complexo Industrial de Tintas e Vernizes em São Bernardo do Campo (SP, Brasil). A iniciativa tem foco na melhoria contínua e na implementação de uma gestão cada vez mais sustentável, com ações para incentivar a prática de valores socioambientais e o uso eficiente de recursos por todos os colaboradores. Desde o início de sua implementação em 2010, o programa contribuiu para reduzir 3,29 mil de toneladas de CO2, o equivalente a 62 voltas com um caminhão ao redor da Terra. No período, houve aumento nas produções e, ao mesmo tempo, redução do consumo de energia do Complexo, que diminuiu 16%, contribuindo para a diminuição em 21% de gases de efeito estufa. Além disso, em 10 anos, a iniciativa melhorou sua ecoeficiência em 20%, isto é, combinando o melhor desempenho ambiental e econômico.

Na Argentina, a companhia compensou suas emissões de CO2 combinando o cuidado com o meio ambiente com a contribuição para o desenvolvimento das comunidades locais. Com a compra de ligações de carbono certificadas, 100% da pegada de carbono gerada durante o ano de 2020 nas plantas produtivas e na frota de veículos foi compensada, o que representa 5.376 Tn CO2eq. Além disso, 1.330 árvores foram plantadas em áreas desmatadas do país (Tucumán e Corrientes).

Em 2021, foi compensada a Pegada de Carbono da frota de veículos da companhia na Colômbia e Equador nos anos de 2019 e 2020, totalizando 795,82 ton CO2eq.

Próximo passo: A BASF está pronta para oferecer aos clientes os primeiros produtos tenham emissões líquidas zero e baixa pegada de carbono
“A BASF está fazendo progressos significativos em seu caminho para atingir suas metas de redução de emissões. E estamos prontos para o próximo passo – alcançar crescimento sustentável através de produtos com pegadas de carbono reduzidas”, disse Brudermüller. Ao utilizar energia verde, vapor de baixo carbono, matérias-primas biológicas e processos altamente eficientes, a BASF é capaz de oferecer a seus clientes produtos que tenham emissões líquidas zero e produtos com uma baixa pegada de carbono (PCF).

A empresa espera que a demanda por tais produtos exceda a oferta a médio prazo e que seu valor de mercado mais do que compensará os custos mais altos de produção. A BASF acredita que os consumidores finais impulsionarão a transformação em direção a produtos de consumo que tenham emissões líquidas zero e baixa pegada de carbono, uma vez que eles estão cada vez mais solicitando alternativas aos produtos de consumo convencionais e querem fazer uma contribuição pessoal para reduzir as emissões. A BASF, portanto, pretende estar entre as primeiras empresas a fornecer grandes volumes do maior número possível de produtos com pegadas de carbono reduzidas.

Muitos dos clientes da BASF estão ansiosos para reduzir a pegada de carbono de seus produtos para atingir suas próprias metas de emissão. Para isso, é necessário um novo nível de transparência.

Assim, a BASF desenvolveu uma solução digital interna para calcular a pegada de carbono para aproximadamente 45.000 produtos de venda. Nesta ferramenta, a BASF atualmente tem que usar médias e valores industriais de bancos de dados comerciais como base para incluir as emissões do Escopo 3 a ma, a
Abordagem estruturada das despesas de capital empresa está contribuindo para a padronização dos cálculos de pegada de carbono (PCF).

Durante o período de 2021 a 2025, a BASF continua a esperar que sejam necessários gastos de capital de menos de €1 bilhão para desenvolver as tecnologias de baixa emissão e expandi-las em fábricas piloto. Esse valor está incluído no orçamento da BASF. Para alguns projetos, o financiamento público já foi concedido, para outros espera-se uma decisão em breve. No período de 5 anos de 2026 a 2030, espera-se que as despesas de capital aumentem para cerca de € 2 a € 3 bilhões.
Neste prazo, a BASF planeja trazer as primeiras novas tecnologias de Gestão de Carbono para escalar e acelerar a mudança para energia renovável. montante. A fim de criar mais transparência sobre as emissões do Escopo 3, a BASF está trabalhando intensamente com os fornecedores para melhorar os dados para as matérias-primas que compra deles. A BASF apoia os fornecedores compartilhando o conhecimento de métodos de avaliação e cálculo. Desta forEspera-se, então, investimentos significativamente maiores para a construção de fábricas de produção em escala mundial utilizando as novas tecnologias, e para aumentar ainda mais o uso de energia renovável após 2030.
1 Com base nas emissões de Escopo 1 e Escopo 2 do Grupo BASF; outros gases do efeito estufa são convertidos em equivalentes de CO2 de acordo com o Protocolo de Gases do Efeito Estufa

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Solar panels used for renewable energy on the field under the sky full of cloudsO setor de energia vem se atualizando já há alguns anos, e ganhando investimentos no mundo todo. O Brasil, que não fica atrás desses avanços, se destaca desde muito cedo, principalmente por receber uma série de novas tecnologias focadas no aproveitamento de energias renováveis. Dentre as aplicadas no país estão: a biomassa da cana (representando 19,1%), a maior delas, seguida pela hidráulica (com 12,6%), lenha e carvão vegetal (8,9%), além de outras (7,7%) como a solar – que deve aumentar exponencialmente nos próximos anos. Mas a pergunta que fica é: será que todas são eficientes e adaptáveis no Brasil?

A vocação energética de cada país depende de condições climáticas e geofísicas específicas. Segundo o professor dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia de Energia da Universidade Positivo (UP), doutorando em Tecnologia e Sociedade e mestre em Desenvolvimento de Tecnologia, Fabrizio Nicolai Mancini, é possível realizar um benchmarking para analisar o que está sendo usado aqui no Brasil e no exterior, mas sempre cuidando para não aderir a “modinhas”, como ocorre com a energia solar, por exemplo. “Temos que fomentar o desenvolvimento de nossa indústria de painéis e inversores, especialmente com painéis solares orgânicos e não os feitos com silício – que são muito prejudiciais ao meio ambiente”, comenta.

No Brasil, o histórico do uso de energias renováveis é muito antigo, sendo considerado um país com grandes possibilidades nesse tipo de energia, mantendo o investimento em programas como o Proálcool, além da busca por aproveitamentos hidrelétricos expressivos. No ano de 2002, por exemplo, as fontes eólicas e solar ganharam impulso com o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa) e, também, acelerando essa realidade, o país conta com o Renovabio – Política Nacional de Biocombustíveis. Todos esses programas são alinhados com as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), realizadas pelo Brasil no Acordo de Paris, em 2015, e com a agenda 2030 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Das fontes de energia usadas no Brasil, 48,4% são renováveis, enquanto que 51,6% ainda são não renováveis (e poluentes). Segundo Mancini, a manutenção da renovação é uma oportunidade do Brasil em se manter na vanguarda energética. “Essa é, inclusive, uma possibilidade de receber incentivos e investimentos externos para explorar melhor tais fontes e dar mais competitividade para indústrias locais, além de manter a saúde e a sustentabilidade do país”, analisa o especialista.

Para ele, atualmente, o investimento e alguns ajustes na questão das licenças ambientais são os maiores impasses para o Brasil em adotar o uso de energias renováveis. Outra questão seria, também, o desenvolvimento de novos mercados de energia, contemplando não só grandes consumidores, mas também os pequenos.

O que são fontes de energia renovável?

Uma fonte renovável é aquela que pode ser “recomposta” no tempo do homem, ou seja, em algumas dezenas de anos, como a eólica, a solar ou a biomassa. Muito diferente das fósseis, que precisam de milhares ou milhões de anos (tempo geológico) para serem transformadas na natureza, como o petróleo e seus derivados, o gás natural ou a nuclear.

Tradicionalmente, as energias renováveis são a hidráulica, a eólica, a solar (fotovoltaica, heliotérmica e os coletores solares – que transformam a energia do sol em água quente), as oceânicas (energia das ondas, marés ou correntes); e a biomassa (cana, florestas energéticas, resíduos urbanos, agropecuários ou industriais).

Confira detalhes das fontes usadas no Brasil com as vantagens e desvantagens de cada uma delas:

Biomassa da Cana – líder de uso no Brasil, tem como fonte de energia a cana-de-açúcar. O termo biomassa se refere a qualquer tipo de matéria orgânica que pode ser usada na geração de energia. A biomassa oriunda do bagaço da cana-de açúcar é uma alternativa de energia renovável com potencial para complementar a geração de energia proveniente da hidrelétrica do país. Desvantagens: quando se utiliza o método de combustão da biomassa não é totalmente limpo, gerando partículas no meio ambiente.

Hidráulica – é captada a partir do aproveitamento do potencial gravitacional da água corrente e de quedas d’água, provenientes dos rios e, a partir daí, gera energia, movimentando turbinas. Em geral, ela é produzida nas chamadas usinas hidrelétricas. Desvantagens: podem causar erosão de solos e impactos na fauna e flora se não houver medidas de mitigação/compensação ambiental.

Lenha e carvão vegetal –  Também classificados como biomassa, são empregados como combustível em pequenas metalúrgicas e geram calor para estabelecimentos como restaurantes, hospitais, indústrias e residências. Aqui no Brasil, a biomassa foi o primeiro combustível utilizado, consumido em forma de lenha, quando seus principais usos eram o doméstico (nos engenhos de cana), no transporte (ferroviário e marítimo), e na indústria siderúrgica. Desvantagens: boa parte da produção de carvão vegetal ainda é feita de maneira rudimentar e utilizando vegetação nativa, agravando o desmatamento, além de emitir gases poluentes devido ao uso de fornos rudimentares.

Solar – Criada a partir do calor do sol, é uma energia sustentável e possui baixo impacto ambiental. É dividida em dois tipos: a fotovoltaica (mais comum) e a heliotérmica. Na fotovoltaica, a luz solar é convertida diretamente em eletricidade, usando células fotovoltaicas por meio de painéis ou placas. No caso da heliotérmica, os sistemas de energia renovável convertem o calor da luz solar em energia térmica, quando o sol incide em espelhos que direcionam a luz para um ponto com água. Em seguida, a água vira vapor, que pode então ser utilizado para gerar energia elétrica utilizando turbinas. Desvantagens: investimento inicial alto, utilização dos painéis apenas durante o dia (tendo um alto custo para armazenamento e uso durante a noite), dependendo do clima.

Eólica – é a energia gerada por meio dos ventos, os quais movimentam turbinas e transformam a energia mecânica em energia elétrica. Ela é considerada 100% limpa, pois não polui o meio ambiente no processo de geração de energia e é renovável. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgados no primeiro semestre de 2020, 8,94% das usinas no Brasil são eólicas. Desvantagens: alto custo dos equipamentos, dependência do vento – que, muitas vezes é irregular, necessidade de criação de grande parque eólico para instalação dos aerogeradores.

Oceânica – considerada a menos conhecida, mas muito estudada aqui no Brasil, essa energia é gerada a partir de um processo que obtém energia mecânica por meio dos movimentos fortes da água do mar e das ondas oceânicas. A água é um recurso natural e abundante, e uma das fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global. A energia gerada a partir dos oceanos pode ser dividida em: energia das marés, energia das ondas, correntes (marés e oceânicas), gradiente de temperatura e gradiente de salinidade. Cada uma delas é aplicada e funciona de forma específica. Desvantagens: altos custos de instalação dos equipamentos, instalações fortes e sólidas o suficiente para resistirem às tempestades, mas que também devem ser sensíveis para captação da energia das marés.

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MEIODepois de aumentar mais que o dobro da inflação em 2021, as tarifas de energia devem continuar pressionando os custos das empresas em 2022. Segundo o IBGE, as contas de luz saltaram 21,21% no ano passado, enquanto o IPCA foi de 10,06%. Para este ano, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já previu um aumento tarifário de outros 21%, ainda como efeito da crise hídrica.

Para reduzir esse impacto, cresce o número de indústrias que têm reduzido seus gastos ao implantar soluções que aumentam a eficiência de seus equipamentos. Em São Paulo, a Abecom, que atua há mais de 50 anos no setor de manutenção industrial, tem reportado casos de ganhos significativos com ajustes nas linhas de produção de seus clientes.

Um dos exemplos é o de uma mineradora que sofria uma série de perdas por falhas em seus equipamentos. Em visita técnica, a equipe de engenharia da Abecom identificou os principais problemas e suas causas em uma correia transportadora:

·       Polias desgastadas provocavam alto grau de escorregamento das correias de transmissão,  diminuindo a potência gerada pelo equipamento;

·       A situação também gerava quebra prematura das correias e alta temperatura dos mancais e rolamentos (de 80°C a 95°C), com consequentes paradas para retensionamento ou troca das correias;

·       Para resfriar os mancais e rolamentos, a empresa desperdiçava ar comprimido;

·       Todo este quadro gerava queda na eficiência e na velocidade da máquina, resultando em perda de produtividade.

Após estudo do caso, a Abecom apresentou uma solução que possibilitou ganhos de produtividade e reduções de custos. Foi implantada uma correia de transmissão com maior capacidade de carga e com escorregamento zero, indicada para equipamentos  rotativos. Os resultados imediatos foram a redução de 30% no consumo da corrente do motor (de 172 ampares para 129 amperes) e de 10% no consumo de energia elétrica.

Além disso, o aumento da eficiência da transmissão e da confiabilidade da máquina reduziram o custo com paradas não programadas. Como resultado final, a empresa economiza hoje cerca de US$ 100 mil por ano, com os ajustes implementados.

“Com um tempo de retorno baixíssimo para o investimento feito, este projeto abriu portas para um programa focado na diminuição energética em vários outros equipamentos da fábrica”, relata Rogério Ezequiel Rodrigues, CEO da Abecom.

Ele salienta que, além da manutenção corretiva, as empresas também podem reduzir seus custos e obter ganhos com programas de manutenção preditiva, que visam prevenir danos e falhas em equipamentos.

“Nós recomendamos que as indústrias tenham total controle dos fatores que afetam a sua produção. Afinal, a competitividade obriga que os custos operacionais sejam menores, sem que isso impacte a qualidade”, conclui Rodrigues.

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hypertherm11111111Hypertherm, empresa fabricante de sistemas e softwares de corte industrial, anuncia em 2022 as metas de sustentabilidade ambiental até 2030. Os objetivos dessas iniciativas foram desenvolvidos para reduzir o uso de recursos por parte da companhia, além de diminuir o impacto de carbono de suas operações globais e lidar com o impacto gerado pelos produtos da Hypertherm em uso.

Meta 1: Alcançar a neutralidade de carbono. A primeira meta abrange as emissões dos gases de efeito estufa diretas e indiretas (Escopo 1 e 2) da Hypertherm. Dados da iniciativa Science Based Targets, uma organização que define metas alinhadas à climatologia, estima que a Hypertherm precisaria reduzir suas emissões de carbono em 48% para ajudar a combater o aquecimento global. A Hypertherm está comprometida com o objetivo maior relacionado à neutralidade de carbono.

Meta 2: Reduzir o impacto de uso dos produtos da Hypertherm em 50%. A companhia aumentará a eficiência energética de seus produtos, com um objetivo definido de reduzir em 50% o uso de energia e a quantidade de material de sucata remanescente após o corte ser concluído.

Meta 3: Reduzir os resíduos de todos os fluxos de resíduos em 50%. A Hypertherm buscará reduzir os resíduos de todos os fluxos de resíduos — incluindo os de reciclagem e águas residuais — em 50%. Além disso, a empresa terá como base um objetivo anterior, o de reduzir a zero os resíduos em aterros sanitários para suas operações em New Hampshire, e o expandirá para todas as instalações da Hypertherm no mundo.

Meta 4: Alcançar uma pontuação B na economia circular. O objetivo final da empresa é alcançar uma pontuação B na economia circular. A economia circular defende a reutilização, restauração, renovação e reciclagem de produtos em vez do consumo de mais recursos finitos. A implementação de uma economia circular é vista como necessária para enfrentar a mudança climática, perda de biodiversidade, poluição e desperdício. Uma análise feita pela Fundação Ellen MacArthur, uma organização do Reino Unido especializada em economia circular, deu uma pontuação C para a Hypertherm.

“Essas quatro metas são o ponto culminante de mais de um ano de trabalho, que foi dedicado ao desenvolvimento de uma forma significativa de estar em consonância com o Acordo de Paris de 2015 e seu objetivo de limitar o aumento da temperatura da Terra a 1,5 grau Celsius”, explica Robin Tindall, que lidera a equipe de gestão ambiental da Hypertherm. “Temos orgulho do fato de que esse trabalho envolveu as ideias de nossos funcionários proprietários, fornecedores, clientes e organizações internacionais respeitadas. Agora, estamos prontos para colocar em prática essa tarefa difícil que sabemos ser necessária para atingirmos essas metas. ”, completa Tindall

As quatro metas anunciadas publicamente em janeiro deste ano substituem as metas de sustentabilidade ambiental de 2020 da Hypertherm, desenvolvidas em 2010. No total, a Hypertherm estipulou oito metas para 2020. Como resultado, seus produtos agora são 100% recicláveis e, em média, 34% mais eficientes. Além disso, sua rede de logística global está 71% mais eficiente, com uma taxa de resíduos direcionados para aterro sanitário próxima de zero em New Hampshire, e o impacto de carbono nos negócios está 85% menor. Você pode obter mais informações sobre o compromisso da Hypertherm com o meio ambiente e sua missão de tripla abordagem da sustentabilidade acesse o site.

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Umberto TedeschiPor Umberto Tedeschi*

O mercado em evolução e as tendências regulatórias estão desafiando as empresas a demonstrar práticas que são mais sustentáveis e socialmente responsáveis. Embora os líderes de negócios possam se perguntar sobre o impacto do investimento em iniciativas ambientais, sociais e de governança (ESG) em seus resultados financeiros, essas ações podem impulsionar o crescimento e contribuir para a vantagem competitiva a longo prazo.

Essas questões, inclusive, devem ser uma das principais preocupações da gestão. Houve um tempo em que uma postura pública sobre questões ESG era uma tática de relações públicas. No entanto, com um clima de negócios em rápida mudança, a atenção às questões ESG está se tornando crítica.

As empresas com foco em questões ambientais, sociais e de governança criam valor de muitas maneiras diferentes e alinhadas à estratégia principal da organização.

Os principais investidores institucionais reconhecem isso e estão deixando claro que esperam que as empresas adotem uma abordagem proativa em relação às políticas e mensagens ESG. O que, no caso de uma futura aquisição ou na perpetuação do negócio, faz toda a diferença.

Empresas de consultoria especializadas como a Sustainanalytics e MSCI desenvolveram índices que medem e classificam empresas com base em critérios ESG em relação a seus pares do setor. Os fundos de investimento que compõem esses índices estão levantando trilhões de dólares a serem aplicados em empresas que executam políticas ESG sólidas.

Muitas firmas de investimento também estão incorporando avaliações ESG em sua avaliação de risco de portfólio, o que é um indicador revelador de que o capital continuará a fluir para empresas com fortes programas e práticas ESG.

Uma pesquisa realizada com 350 executivos das Américas, Ásia e Europa revelou que mais da metade dos entrevistados indicou que, quando colocado em prática, o ESG teve um impacto positivo no crescimento da receita e na lucratividade da empresa.

Além das implicações financeiras positivas, 48% dos entrevistados registraram um aumento na satisfação do cliente. Já 38% disseram que adotar fortes valores de ESG melhorou a capacidade de atrair e reter talentos.

Esses resultados confirmam que as organizações estão obtendo benefícios financeiros e operacionais de seus investimentos ESG. A empresa do mercado financeiro BlackRock mudou uma parte de sua carteira de investimentos para ESG e lançou produtos financeiros sustentáveis, que cresceram 96% apenas em 2020.

Já os programas de sustentabilidade da PepsiCo resultaram em mais de US$ 375 milhões em economia com reduções no consumo de água. Os investimentos da Estée Lauder Companies em ser uma empresa responsável e com forte impacto social a ajudou na atração dos melhores talentos, sendo reconhecida pela Forbes como o “empregador nº 1 para mulheres”.

Ter uma sólida abordagem e reputação ESG pode beneficiar o faturamento de uma empresa de várias maneiras. Órgãos governamentais geralmente veem com bons olhos a emissão de permissões ou licenças para empresas que adotam ESG, permitindo que uma empresa tenha acesso mais fácil a novos mercados ou expanda os existentes. Além disso, adotar uma comunicação ESG transparente aumentará as vendas, pois os clientes (B2B ou B2C) tendem a favorecer produtos sustentáveis.

E a mudança em direção à integração ESG não é mais uma questão de ‘quando’, mas de ‘como’. Muito mais do que apenas um hype, sua organização pode não ter uma estratégia tangível hoje, mas esta pode ser uma grande oportunidade para começar a moldá-la. E é claro que ainda existem muitas dúvidas de como implementar o ESG nas empresas e por isso é importante contar com o auxílio de profissionais experientes. Pense nisso!

CEO da Abile Consulting Group*

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Offshore

Apenas um litro de óleo lubrificante comum usado pode poluir um milhão de litros de água; ou formar uma película de 5000m², causando assim, consequências desastrosas para o meio ambiente. Dessa forma, o setor de Offshore vem buscando uma nova forma de garantir o funcionamento dos maquinários sem atingir a fauna e flora dos oceanos.

Além disso, a indústria Offshore tem a questão ambiental em suas normas regulatórias, o que impulsionou o desenvolvimento de novas tecnologias, mais eficientes e ecológicas. Uma destas tecnologias inovadoras são os lubrificantes especiais biodegradáveis da Kluber e Rocol. “As instalações Offshore cresceram muito e muito rápido. Infelizmente, o número de acidentes também. Para evitar danos graves ao meio ambiente, os países exigem que as empresas utilizem produtos que, caso vazem, não provoquem um dano muito grande aos animais e aos corais da região”, explica Luiz Maldonado, CEO da Lubvap, distribuidora de soluções de lubrificação.

Os lubrificantes ecológicos, como são chamados os óleos utilizados para garantir alto desempenho das máquinas, são desenvolvidos com substâncias químicas que permitem que sejam decompostas por microrganismos. Trata-se de um produto que passa por testes em laboratórios certificados e 60% do material de sua composição precisa desaparecer em até 28 dias. “Além de biodegradáveis, os lubrificantes ecológicos mantêm a sua performance igual ao comum e necessitam de menos produtos para entregar a mesma eficiência”, completa Luiz.

Um dos principais agentes contaminantes presentes nos lubrificantes comuns são os metais pesados, tóxicos aos seres vivos. O óleo lubrificante comum contém elevados níveis de hidrocarbonetos e de metais – ferro, chumbo, zinco, cobre, crômio, níquel e cádmio que, quando descartados de forma errada ou vazados, podem ser absorvidos pelos tecidos animais e vegetais, o que causa também um grave perigo para a saúde pública.

Estima-se que cerca de 25 milhões de toneladas são despejadas nos oceanos todo ano, segundo a International Solid Waste Association (Associação Internacional de Resíduos Sólidos). Deste número, 80% são provenientes das cidades e 12,5 milhões de toneladas são plásticos. Os impactos são ambientais, econômicos, turísticos e na saúde.

 

Acesse: www.Lubvap.com.br

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veracelTendo a sustentabilidade como premissa de seu negócio, a Veracel, empresa de celulose localizada na região Sul da Bahia, além de ser autossuficiente energeticamente em sua produção industrial, tem como segunda fonte de receita a oferta de energia limpa para outras empresas da região. Com uma operação consolidada de reciclagem de resíduos – são utilizados materiais da própria produção de celulose, caroço de açaí e bagaço de cana de açúcar – a companhia agora estuda novas fontes, como fibra do coco e cascas de cupuaçu, tanto para manter sua produção energética quanto para ampliar a reciclagem de passivos ambientais.

Em 2020, a Veracel produziu aproximadamente 919.873 MWh/ano de energia, sendo que 603.811 MWh/ano foram para consumo próprio e 89.352 MWh/ano foram exportados para a rede, um total que equivale ao consumo de 178.704 habitantes. Para o processo, a companhia utiliza resíduos da própria produção de celulose e outros materiais que seriam descartados como biomassa para a queima nas caldeiras da empresa.

“A cada ano que passa, a Veracel se torna mais eficiente quanto à utilização de toda sua produção de madeira para a celulose, isso nos dá a oportunidade de intensificar nossos estudos em novas possibilidades de materiais que podem ser transformados em energia, contribuindo tanto para o negócio da companhia quanto para o meio ambiente”, explica Estanislau Victor Zutautas, gerente de Recuperação de Utilidades da Veracel. “Já tivemos resultados bastante positivos no uso de caroço de açaí, cascas de cupuaçu e vimos potencial quanto ao uso das fibras das cascas do coco como biomassa para geração de energia limpa. Continuaremos estudando novas alternativas que possam contribuir para a matriz energética da empresa. Sabemos que o uso desses passivos ambientais vai além da compatibilidade de queima em nossa caldeira e depende muito de safras, do desenvolvimento de produtores locais, questões logísticas e do foco nos materiais que são mais descartados na região, por isso também estamos atentos às características econômicas do Sul da Bahia para o projeto”, complementa o gerente.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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