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A regulação adequada, a disponibilidade e melhoria dos dados e informações sobre bacias hidrográficas e a colaboração e participação na gestão da água são as prioridades defendidas pela indústria para garantir a disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas. Essa são algumas das recomendações, construídas durante o Water Business Day, realizado este domingo, 18 de março, em Brasília, que serão levadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no dia 22 de março ao 8º Fórum Mundial da Água, que ocorre nesta semana na capital federal.

Promovido pela CNI, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebeds) e a Rede Brasil do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), o Water Business Day foi o primeiro evento empresarial em um Fórum Mundial da Água e visa debater o uso sustentável do recurso.

De acordo com o presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Marcos Guerra, o setor industrial é fundamental na solução dos desafios para assegurar água em quantidade e qualidade adequadas, seja por meio de inovações em produtos e processos para o consumo eficiente do recurso quanto em parcerias com governos para a universalização do saneamento. Segundo ele, a segurança hídrica será o principal desafio de sustentabilidade nos próximos anos e, para o avanço dessa agenda, é importante ter ambiente favorável aos investimentos. “A estabilidade no fornecimento de água depende de investimentos públicos e privados em inovação e de encorajar empresas a se envolverem em ações mais ambiciosas para isso”, destacou. “Além disso, é necessário ter informações de qualidade para a tomada de decisões em gestão hídrica.”

A opinião foi compartilhada pela presidente do Cebeds, Marina Grossi, que enfatizou a importância de o setor empresarial defender a eliminação de barreiras ao uso de novas tecnologias, como de reuso e do consumo de água na indústria e na agricultura. “Também é preciso avançar na agenda de saneamento, na qual tem-se grande dívida com o povo e com o país”, disse.

Conforme a presidente da BRK Ambiental, Teresa Vernaglia, a falta de regras claras e uniformes inibem os investimentos em saneamento. Segundo ela, a BRK Ambiental está presente em 12 estados e lida com 18 agências regulatórias, cada uma com suas próprias normas. Como solução para o problema de universalização do saneamento, ela propõe que o modelo siga o que foi feito com o fornecimento de energia e serviços de telecomunicações. “É preciso unificar a regulação”, defendeu.

O secretário executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, afirmou que as empresas são as principais parceiras de governos em todo o mundo na superação dos desafios de segurança hídrica. “O Brasil tem posição privilegiada e o desenvolvimento sustentável pode ser transformado em diferencial competitivo para as empresas do país”, declarou.

No entanto, a questão da água precisa ter mais relevância nas decisões de negócios, pois, segundo Pereira, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU, que trata de garantir água em quantidade e qualidade adequada às populações, não é percebido entre as prioridades das empresas quando se compara com outros objetivos. “Isso ocorre mesmo quando o próprio Fórum Econômico Mundial cita, desde 2012, a questão de escassez hídrica como dos principais desafios para os negócios.”

EXPERIÊNCIAS EMPRESARIAIS – Exemplos de como empresas podem contribuir para redução das perdas e foram apresentadas no painel de líderes. Em Limeira, no interior de São Paulo, a BRK Ambiental contribuiu para redução das perdas de água no sistema de abastecimento e, mesmo com o aumento populacional do município, em 20 anos, reduziu a captação de água de 850 mil litros por segundo para 700 mil litros por segundo. “Nos próximos anos, investiremos R$ 100 milhões para redução das perdas no sistema de fornecimento de água”, disse Teresa. Em Blumenau (SC), a empresa deixou de enviar ao rio 19 milhões de metros cúbicos, o equivalente a sete piscinas olímpicas, de esgoto bruto.

A indústria química Braskem investe significativamente na redução do consumo de água e possui índices de uso de recurso seis vezes melhor que a média do setor químico mundial. Na Região do ABC Paulista, a indústria reusa praticamente 100% da água em seus processos. “Temos mobilizado a cadeia de fornecedores e clientes para economizar água e desenvolvemos soluções em PVC para reduzir as perdas no sistema de abastecimento”, relatou o vice-presidente global de Competitividade da Braskem, Roberto Bischoff.

O reaproveitamento de água é significativo também nos processos da Anglo American, que chega a 90% na produção de níquel. Segundo o diretor de Operações da empresa, Cristiano Cobo, a água é estratégica para segurança e integridade da empresa, mas destacou que o desafio global da empresa é eliminar a água de alguns tipos de operação da empresa. “No fim, buscamos garantir esse recurso como prioridade para o consumo humano”, declarou.

A Coca-Cola e a Nestlé, além de reduzir o consumo de água nas operações, faz um forte trabalho com comunidades pelo mundo para garantir à população próxima às fábricas da empresa o acesso à água potável. “Na América Latina, são cerca de 100 mil pessoas que recebem esse apoio da empresa. Quando olhamos para trás vemos que fizemos muito, mas quando se olha para frente, vemos que temos muito a fazer”, declarou a vice-presidente de Relações Governamentais e Comunicação da empresa, Olga Reyes. “Compartilhamos conhecimento com a sociedade sobre temas relevantes com o intuito de ensinar e aprender para tornar o mundo sustentável a todos”, afirmou o vice-presidente de Operações da Nestlé Brasil, Luís Garcia Prieto.

Para reduzir o consumo de água na agricultura, onde a prática de irrigação mais usada é por inundação, a multinacional Netafim desenvolveu há 50 anos em Israel, país que sofre com a escassez hídrica, tecnologia de irrigação por gotejamento. Hoje a principal missão do presidente da empresa, Naty Barak, é disseminar pelo mundo as vantagens desse processo. “Nosso principal concorrente é a ignorância de não se saber as vantagens da irrigação por gotejamento”, disse Barak.

GESTÃO DA ÁGUA – O diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Oscar de Moraes Cordeiro Netto, a gestão das águas torna-se cada vez mais complexa e tem importância para o meio ambiente, a saúde de população e a viabilidade de várias atividades econômica. “É preciso compatibilizar tudo isso. O Brasil detém 13% da água doce do mundo, que é um enorme patrimônio, mas que nos dá muita responsabilidade”, afirmou Cordeiro Netto.

Segundo o secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério de Meio Ambiente, Edson Duarte, embora a escassez hídrica seja um fator limitante, sobretudo, para os pequenos negócios, pode trazer oportunidades. “Trata-se de uma agenda estratégica para promover inovações e gestão eficiente de recursos e fortalecer a Política Nacional de Recursos Hídricos”, destacou Duarte.

 

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ciclo-da-logistica-reversa*Por Nilo Cini Junior

Nos últimos anos, a sustentabilidade se transformou em um dos temas mais discutidos no setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser humano está cada vez mais certo de que os recursos naturais que estamos utilizando são finitos. Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência cada vez mais presente em nossa sociedade.

Seguindo essa forte tendência, o conceito de Logística Reversa também passou a ser muito difundindo no universo corporativo, se transformando em uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade no setor empresarial. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Logística Reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e indústrias se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados a logística reversa. A Lei 12.305/2010, obriga os fabricantes e distribuidores a recolherem as embalagens usadas. Hoje em dia já não basta reaproveitar e remover os refugos do processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o final da vida útil do produto. Por isso, a Logística Reversa está cada vez mais presente nas operações das empresas, desta forma, o investimento para desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promovendo não só a redução do peso dos recipientes, que já colaboram para redução do impacto ambiental, mas também a diminuição dos custos de industrialização por serem mais leves. Além disso, outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as empresas demonstram que estão preocupadas, também, com o meio ambiente.

Há muito desperdício tanto nos processos industriais como nos processos de coleta seletiva e a Logística Reversa possibilita a reutilização desse material ou, se não for possível o reuso, ela promove o descarte correto do mesmo. Dessa maneira, as empresas têm se esforçado para reintegrar os resíduos nos processos produtivos originais, minimizando as substâncias descartadas na natureza e reduzindo o uso de recursos naturais. Fabricantes de bebidas, por exemplo, têm gerenciado o retorno das garrafas desde os pontos de venda até os centros de distribuição.

Em uma pesquisa feita com a cadeia de suprimentos de cervejas e refrigerantes, onde os integrantes terceirizaram o processo de coleta e retorno de embalagens usadas para reciclagem, foi obtida uma economia anual de mais de U$ 11 milhões. Ambos lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor acaba cumprindo com sua consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa produzirá novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa cadeia também se beneficia, já que novas oportunidades de negócio são geradas e há uma maior inserção no mercado de trabalho para a parcela marginalizada da sociedade.

Para completar, fica evidente que a Logística Reversa é uma maneira eficiente de recuperar os produtos e materiais das empresas que foram descartados, tornando-se peça fundamental para as empresas que querem ser sustentáveis. Atualmente, as empresas modernas já entenderam que além de lucratividade, é necessário atender aos interesses sociais, ambientais e governamentais, para assim atingir a sustentabilidade. É preciso satisfazer os stakeholders, que inclui governo, comunidade, acionista, clientes, funcionários e fornecedores, que avaliam a empresa de diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em difusão no Brasil, já que é aplicada somente por empresas de grande e médio porte. Porém o potencial de crescimento nos próximos anos é muito promissor.

*Nilo Cini Junior é empresário e presidente do Instituto de Logística Reversa (ILOG)

 

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*Reinaldo Pinho

Nunca se propagaram tantas palavras inerentes ao meio ambiente, como se faz atualmente. Coleta seletiva, reciclagem, reuso, selo verde, sustentabilidade, dentre tantos outros conceitos são relevantes para a preservação ambiental.

O mundo todo tem consciência da necessidade de se melhorar as condições ambientais para continuidade e avanço do desenvolvimento das nações. Um significante compromisso foi firmado no Japão há duas décadas – o Protocolo de Kyoto – tendo como objetivo a redução da emissão dos gases para a atmosfera, que agravam substancialmente o chamado efeito estufa, tão crítico para o aumento do aquecimento global.

Casos trágicos como o de Mariana, em Minas Gerais, ou do Golfo do México expõem quão vulneráveis somos a essas situações.

O Brasil, independentemente do cenário político econômico em que vivenciamos, é centro do interesse de empresas com disponibilidade para investimentos, até em setores como o de Oil&Gas e Petroquímico, que mesmo com todos os escândalos envolvendo a Petrobras, ainda são listados como uns dos principais negócios para aportar recursos.

 Mas, mesmo com essa constatação e apesar do avanço tecnológico latente no nosso dia a dia e da transformação digital que estamos vivenciando, os produtos que dispõem de soluções tecnológicas específicas para a mitigação de riscos ambientais ainda são renegados dentro das organizações.

 Para exemplificar, quando há um vazamento de óleo em portos, terminais portuários, aeroportos, rodovias, ou indústrias, existe uma incidência elevadíssima de uso de produtos alternativos incorretos para fazer a absorção desse óleo que vazou. Aplica-se, invariavelmente, serragem de madeira ou até mesmo areia como absorventes, materiais que não exercem essa função. Isso é, no mínimo, insensato, pois existem produtos próprios para essa finalidade, com tecnologias variadas de capacidade de absorção de óleo. A evolução desse mercado foi tanta, que atualmente há produtos de última geração, que além de absorverem o óleo, fazem a sua decomposição, evitando eventuais gastos com a destinação do resíduo gerado.

 É “conditio sine qua non” que os executivos de alto escalão das empresas, sejam elas públicas ou privadas, estejam atentos à prevenção dos acidentes ambientais e, principalmente, às consequências danosas atreladas à ocorrência deles. Deveriam pois, participar ativamente da decisão de uso de produtos adequados para a devida proteção ambiental.

 De que adianta ter a certificação mais complexa e atual, ou mesmo seguir, ao menos na teoria, todos os procedimentos padrões estabelecidos pelas políticas contempladas pelos sistemas de gestão ambiental, se a falsa economia gerada na aquisição de produtos inadequados, oriundos de fornecedores oportunistas, que não agregam valor algum, visando apenas “vender preço”, tem consequência infindável, se por ventura um problema acontecer? Aliado ao aqui exposto, há um ceticismo exacerbado direcionado aos produtos tecnologicamente mais qualificados, por total falta de conhecimento. Invariavelmente, questiona-se sempre na compra desses materiais o “quanto custa” e não “quais os benefícios que obterei”.

 Se fosse levada em consideração a contabilização dos passivos ambientais gerados pelas empresas, isso poderia criar uma revolução nos DRE’s apresentados e nos balanços publicados. Os departamentos jurídicos passariam a ter especialistas em Direito Ambiental em seus quadros de colaboradores, pois certamente a incidência dos casos de ações trabalhistas seriam infinitamente inferiores às ambientais.

 Portanto, com todo conflito ético e moral incitado pela corrupção descabida que está instaurada no País e que afeta diuturnamente o “modus operandi” de nossa nação, que felizmente caminha a passos largos para tomar as atitudes cabíveis para extirpar o quanto antes, definitivamente do nosso dia a dia, esse quadro que temos enfrentado nesses últimos anos, podemos, concomitantemente, criar parâmetros e mecanismos para também cobrar de todos executivos, que tem a incumbência para poder contingenciar danos ambientais fortuitos, uma maior responsabilidade ambiental.

*Sócio da Dex Advisors, responsável pelas áreas de Infraestrutura e M&A. Engenheiro Químico formado pela FEI e pós-graduado em marketing pela ESPM. Carreira profissional em organizações como Ecosorb, Camargo Correa, General Eletric Dow Corning, Henkel, entre outras.

reinaldo.pinho@dexadvisors.com.br

 

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sindusconA cidade do Rio será sede, nos dias 25 e 26 de outubro, do 8º Seminário de Impermeabilização, que reunirá empresas do setor para discutir a manutenção nas edificações. O encontro é promovido pela Associação das Empresas de Impermeabilização (AEI) do Estado do Rio de Janeiro e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio (Sinduscon-RJ).

A programação reúne 20 palestras de interesse do mercado imobiliário como um todo com temas variados: “Novo código de obra” é o mote da apresentação do coordenador de planejamento da Secretaria Municipal de Urbanismo do Rio, Luis Gabriel Denadai; o economista Luis Fernando Mendes, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), falará de conjuntura econômica. Ainda serão discutidas questões como tecnologias em injeção de fissuras, aderência para mantas asfálticas, manutenção e ciclo de vida das coberturas, concretos auto cicatrizantes, sistema de injeção de resinas, entre outros.

Durante o encontro, os especialistas também irão falar sobre o sistema de impermeabilização e suas várias etapas. De acordo com a Associação, a proposta é dar visibilidade ao tema, que é a segunda maior incidência de reclamações às construtoras responsáveis pelas construções. Nas vistorias, também é a segunda maior incidência de possíveis problemas.

Serviço:

8º Seminário de impermeabilização
Local: Auditório do Sinduscon-Rio (Rua do Senado 213, Centro)
Data: 25 e 26 de outubro (quarta e quinta-feira)
Horário: 8h às 17h
Informações: 3860-1685 ou pelo email aei@aei.org.br

Para se inscrever basta acessar o link: http://aei.org.br/inscricoes-evento-/

 

 

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image002Multinacional alemã líder mundial em sistemas de segurança para máquinas industriais, a Schmersal desenvolveu um produto para detectar rasgos em transportadores de correia. Indicado para ambientes industriais pesados, com alta concentração de poeira, umidade, altas temperaturas, em regime de trabalho contínuo, o detector de rasgo TRC 461 mostra possíveis rompimentos, falhas ou problemas na emenda da carreia.

 Compacta, a solução da Schmersal é de fácil instalação e conta com resposta rápida na detecção de danos nos transportadores de correia. O sistema reduz os gastos provocados por rasgos longitudinais nos transportadores de correia, tanto em perdas de produção quanto em manutenção.

 Com fabricação nacional e produzido em alumínio injetado, a solução tem grau de proteção IP 67 e trabalha em temperatura de -30˚C a + 90˚C. O detector de rasgo TRC 461 é indicado para utilização em transportadores de correia nas indústrias de mineração, siderúrgica, portos, alimentícia, movimentação de grãos, naval e sucroalcooleira.

 Para mais informações sobre o detector de rasgo TRC 461 da Schmersal acesse http://www.schmersal.com.br/nc/produtos/automacao/produto/action/detail/product/rasgo-de-correia/.

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inddPor Julio Molinari*

 

De acordo com o IBGE, a produção industrial subiu 0,8% em maio perante abril, melhor desempenho para o mês desde a alta de 2,7% em 2011, ou seja, o melhor maio em seis anos.  Um dos motores propulsores da economia brasileira na indústria é  setor de alimentos e bebidas. No ano passado, o faturamento nominal cresceu 9,3% em relação a 2015, fechando o ano com R$ 614,3 bilhões, de acordo com o balanço econômico da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), composta pelos setores de produtos alimentares e bebidas. Com 32,5 mil empresas, é um dos setores que mais emprega: algo em torno de 1,6 milhão de trabalhadores.

Os números da ABIA com relação à produção foram de evolução de um ano para o outro, porém, ainda negativado, isto é, queda de 0,96%, embora um pouco melhor que o índice do ano anterior, quando ficou em -2,9% na produção. A expectativa é de que o setor possa recuperar-se na produção física, em volume, atingindo um percentual entre 0,6% a 1,2% de crescimento.

Em meio a um cenário de tímida recuperação econômica, cogitar aumento da capacidade produtiva traz à cabeça de empresários e representantes de entidades do setor um atributo fundamental: eficiência. Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), 28% dos alimentos são desperdiçados ao longo da cadeia produtiva, em média, na America Latina, e grande parte é devido aos processos de produção.

O caminho necessário para se atingir índices aceitáveis com relação à eficiência produtiva é a automação. O domínio das informações do processo industrial é peça fundamental. Podemos ter análises que indicam o que vai acontecer, antecipando medidas corretivas antes que uma parada ocorra ou mesmo que um produto saia do padrão de qualidade, por exemplo. O avanço da tecnologia é fundamental à eficiência produtiva: com a automação dos processos, a indústria de alimentos e bebidas pode obter ganhos entre 7% e 15%.

Embora o “custo Brasil” seja um entrave para a adoção em larga escala de soluções que visam aperfeiçoar a eficiência do processo produtivo, trata-se de um caminho natural e sem volta, uma vez que não há mais espaço para gastos desnecessários, não apenas pela cadeia de custos envolvidos, mas também pelos aspectos de segurança e meio ambiente.
* Julio Molinari é presidente da Danfoss na América Latina

 

 

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Tomra X-TractA produção de alumínio não só é trabalhosa e cara, devido o elevado consumo de energia necessário no processo; mas também, os recursos primários são limitado. Portanto, é essencial a melhoria dos processos de reciclagem de alumínio. Na Itália, a reciclagem de alumínio é especialmente importante para a economia, onde 90% do alumínio produzido é secundário, ou seja, feito através dos processos de reciclagem.

Portanto, não é por acaso que a TOMRA Sorting Recycling na Itália instalou um grande número de unidades TOMRA X-TRACT com raios-X, para processamento e seleção de alumínio. O Centro Rottami de Cisterna di Latina, na região de Lazio, é um dos principais centros de reciclagem na Itália, que tem colocado a sua confiança na tecnologia inovadora da TOMRA Sorting Recycling.

Criado em 1985 para operar na recuperação de metais, tanto ferrosos como não ferrosos (alumínio), o Centro Rottami transferiu-se em 1994 para uma área de 80000 m2 na região industrial de Cisterna di Latina. A cada mês, o Centro Rottami processa entre 300 e 500 toneladas de alumínio, 4.000 toneladas de sucata de metais ferrosos, 300 toneladas de sucata de metais não ferrosos, 2.000 toneladas de pneus e 200 toneladas de baterias de chumbo.

Propriedade da família Del Prete, esta empresa dinâmica e inovadora está na vanguarda do mercado e conhece as suas últimas tendências. Sobre as aspirações da empresa, Gennaro Del Prete afirmou: “Acreditamos firmemente na economia circular, portanto, o nosso principal objetivo é implementar a recuperação completa de todos os resíduos que entram nas nossas instalações”.

O objetivo de “lixo zero” está em linha com as últimas estratégias ambientais. Del Prete explicou o que isso significa em termos do ciclo de processamento: “A separação do alumínio do fluxo de resíduos que entra ocorre na fase final de um processo de tratamento complexo que foi concebido utilizando algumas das nossas próprias máquinas patenteadas e duas unidades TOMRA a fim de minimizar a perda de material. Especificamente, neste processo, usamos uma máquina TOMRA FINDER, adquirida em 2008 e uma TOMRA X-TRACT de última geração, adquirida em 2016 e que começou a trabalhar muito recentemente”, especifica Del Prete.

Davide Cattaneo, engenheiro de Orion, a empresa de distribuição de equipamentos da TOMRA Sorting Recycling em Itália, explicou: “no Centro Rottami, o material é processado em batelada e usa uma sequência alternada para processar três diferentes granulometrias: 5-30 mm, 30-80 mm e > 80 mm. A última unidade instalada X-TRACT tem permitido uma melhor separação do material processado, o que significou um aumento no valor do produto final obtido.

A decisão de instalar o TOMRA X-TRACT visa otimizar a qualidade de alumínio recuperado de trituração, bem como a capacidade de alavancar sinergias potenciais com a empresa de fundição do alumínio na sequencia do processo”. A tecnologia de raios-X de transmissão (XRT) permite o reconhecimento e separação de materiais com base na sua densidade atómica, independentemente do tamanho, humidade ou contaminação, obtendo-se frações com um alto nível de pureza.

Leopoldo Del Prete, diretor da empresa, disse: ” A TOMRA é uma empresa que nos inspira muita confiança e Orion, seu distribuidor italiano sempre demonstrou grande profissionalismo na fase de aconselhamento pré-compra e é por isso que recorremos a eles quando decidimos comprar a segunda unidade X-TRACT para a aplicação de metais. Em todos estes anos o TOMRA FINDER nunca nos deu qualquer problema, e assim se torna em um grande cartão de visita”.

O TOMRA X-TRACT, graças à sua tecnologia de triagem com Raios-X, permite obter alumínio de qualidade superior, aumentando a sua pureza e, portanto, o seu valor de vendas; neste momento a unidade está separada do resto do sistema e o processamento (tal como no caso do FINDER) é realizado em batelada. Isto foi explicado por Cattaneo: “Para a empresa de fundição, utilizar um alumínio mais puro traz benefícios indiretos: uma é a redução do tempo de inatividade para a limpeza de forno e um menor custo de energia para voltar a trazer o forno à temperatura necessária. Menos tempo de inatividade e menor consumo de energia significa maiores lucros”.

Descrição do processo

Leopoldo Del Prete explica em detalhe o processo de produção, desde o momento da receção do resíduo até a produção de matéria-prima. O processo inicia-se em uma planta de trituração (moinho Lindemann) onde três produtos são obtidos: alumínio misturado com metais pesados; sucata ferrosa (PROLER) e fluff (resíduos ligeiros de fragmentação). Os alumínios com metais pesados fragmentados vão para o X-TRACT para a melhor limpeza do alumínio.

Especialmente interessante é a gestão de resíduos de fluff, que consiste principalmente de uma mistura de plástico, vidro, espumas, tecidos, borracha, cabos, etc. que, em geral, seriam enviados para o aterro. No Centro Rottami, estes resíduos passam por um processo muito articulado através de uma tecnologia que permite a recuperação de uma fração fina de fluff e a produção de uma matéria prima secundária inerte, que vai ser posteriormente utilizada pela indústria de construção.

Em primeiro lugar, o fluff é submetido a um tratamento de seleção hidrodinâmico (patenteado pelo Centro Rottami) que consegue separar três frações distintas: super fluff, metal misto e plásticos mistos. A mistura de metais é enviada para o TOMRA X-TRACT para separação (uma vez que estes metais não foram separados por separação magnética ou pelas Correntes de Foucault após fragmentação).

A fração orgânica composta por plástico e por super fluff, representando cerca de 40-45% do peso do fluff produzido em fragmentação continua através de um tratamento de desvolatilização. A mistura passa primeiramente por um secador e, em seguida, por um forno a cerca de 450 °, onde ocorre a pirólise. Pelo que o material orgânico se decompõe e se obtém um gás que pode ser utilizado como combustível para produzir energia.

O produto que sai do forno é dividido em dois tipos: o material > 5 mm passa pelo TOMRA FINDER, que recupera as frações de metal e o material remanescente <5 mm torna-se uma matéria-prima secundária que se converte em nome de GRANIMIX®, uma marca registrada do Centro Rottami.

No momento em que todos tem olhos voltados para a reciclagem (muitas vezes mais em palavras do que em atos), o Centro Rottami é um verdadeiro centro de excelência, onde a tecnologia TOMRA, sempre na vanguarda da indústria, não poderia faltar.

 

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zfA ZF define o futuro da mobilidade e trabalha para que a próxima geração de veículos tenha a capacidade de Ver, Pensar e Agir. Por meio de novas parcerias e com amplos conhecimentos técnicos próprios, a empresa desenvolve avançadas funções automatizadas e busca fornecer níveis mais altos de condução autônoma no futuro. “Considerando apenas o ano passado, a ZF assumiu uma participação de 40% na Ibeo, desenvolvedora de tecnologia LIDAR, e anunciou sua colaboração com a Nvidia para lançar no mercado o ProAI, a primeira unidade de controle eletrônico do mundo com inteligência artificial. Além disso, adquiriu uma cota de 45% na Astyx, fabricante de radares de ultra alta frequência, e, mais recentemente, firmou parceria com a Faurecia, especializada em interiores de veículos, para produzir o cockpit do futuro com ênfase na segurança”, afirma o Dr. Stefan Sommer, CEO da ZF.

Além disso, as equipes de pré-engenharia da ZF estão projetando radares de alta resolução e buscando formas de combiná-los com a tecnologia de laser para obter uma representação tridimensional do entorno do veículo. Isso melhorará as capacidades que já estão em desenvolvimento para imagens panorâmicas de 360° ao redor do automóvel, como a combinação da câmera de três lentes Tri-Cam com o radar AC2000 para visão frontal e lateral.

Um dos atuais focos está no desenvolvimento de funções automatizadas do nível 2 e 3. Como exemplo, a ZF continua a aperfeiçoar e a ampliar seu sistema de direção assistida em rodovias (Highway Driving Assist) incluindo novas funcionalidades, como a ajuda automatizada para deixar a pista. Com esse recurso, os motoristas escolhem a faixa pela qual pretendem sair da rodovia, e a função faz automaticamente a mudança de faixa de rodagem em direção à saída.

Esse programa pode ser utilizado juntamente com dispositivos de mapeamento de GPS. O usuário pode pressionar um botão presente na tela sensível ao toque para indicar a faixa de sua preferência para deixar a pista – o sistema é capaz de avaliar a manobra e realizá-la.

“A automatização precisa estar diretamente atrelada à segurança, pois as pessoas só vão optar pelos meios de transporte nos quais confiam e se sentem totalmente seguras. Por isso, estamos trilhando um caminho que oferece um equilíbrio entre o avanço de novas tecnologias e sistemas comprovados na prática em rodovias. Vamos trabalhar para melhorar, testar e validar inovações que beneficiarão os envolvidos no trânsito e os usuários de várias formas de mobilidade e aplicações industriais”, conclui Dr. Sommer.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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