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elipseA Elipse Software acaba de lançar a nova versão 5.6 do Elipse E3 e Elipse Power . O Elipse E3 é a solução de supervisão e controle para gerenciamento de processos industriais, enquanto o Elipse Power é a plataforma integrada para o gerenciamento de sistemas elétricos.

Visando uma melhoria na segurança cybernética, uma criptografia foi adicionada na comunicação entre os módulos nas novas versões dos softwares. A integração do módulo de usuários com o Microsoft Active Directory também foi aprimorada, permitindo utilizar grupos de usuários cadastrados no domínio de rede.

Para melhorar o suporte a aplicações com um grande número de tags de comunicação e alto volume de escritas, uma nova opção para agrupamento do envio de escritas aos drivers de comunicação foi criada. Além disto, o módulo inteligente Self-Healing do Elipse Power ADMS foi otimizado, facilitando a busca pela melhor combinação de chaveamentos para restaurar o sistema.

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felipePesquisa realizada pela Ebit/Nielsen mostrou que as vendas no comércio eletrônico devem crescer 26% e alcançar R$ 110 bilhões de reais no ano de 2021. De acordo com o estudo, o desempenho das vendas pela internet será impulsionado pelo crescimento do número de consumidores, consolidação dos e-commerces locais, fortalecimento dos marketplaces e logística mais ágil. A pesquisa indicou ainda que 95% das pessoas pretendem continuar fazendo compras online em 2021.

Para Felipe Dellacqua, sócio e vice-presidente de vendas da VTEX, empresa que provê plataforma de e-commerce para um quarto das lojas virtuais do País, os consumidores irão continuar comprando online no ano de 2021 ainda que, com as vacinas, as pessoas voltem a ter uma vida normal e a frequentar lojas físicas.

“É uma tendência que veio para ficar. Estamos digitalizando muitos processos que antes eram totalmente físicos para garantir ainda mais conforto ao consumidor. Muitos varejistas físicos adotaram o Whatsapp como canal de compra digitalizando uma compra que seria física. Grande parte do varejo também permitte que se faça a compra por marketplace ou Whatsapp e a retirada seja por meio de drive-thru, o que também é confortável para o consumidor que quer retirar a compra de forma rápida”, explica.

A Ebit/Nielsen projeta também alta de 16% no número de pedidos, que passariam para 225 milhões, e uma expansão de 9% no valor médio das vendas, para R$ 490. As categorias que mais devem se destacar nas vendas online, conforme a empresa, são alimentos e bebidas, bebês e casa e decoração, entre outros. Só no primeiro semestre de 2020, 7,3 milhões de consumidores ingressaram no e-commerce. É quase a mesma quantidade de novos brasileiros que passaram a fazer compras online no ano inteiro de 2019.

Segundo Felipe, o faturamento do online em 2020 representou mais de 10% do total do varejo brasileiro. “No ano de 2019, fechamos em 4,5% e em 2020 mais que dobramos. Com as restrições do isolamento devido à pandemia, passou a existir abundância de consumidores navegando pelo canal digital e ficou muito mais fácil e barato capturá-los”, observa.

Outro fator que acelerou o aumento de novos consumidores no mundo digital foi o maior acesso população à tecnologia 4G. “Temos mais de 50% da população brasileira com acesso ao 4G enquanto a média de outros países é de 53%. Com previsão da implementação do 5G e com a internet mais rápida, a tendência é que a aceleração da tecnologia móvel impulsione bastante o comércio eletrônico em 2021″, completa.

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fernando caprioli* Por Fernando Caprioli

 Em todo o mundo, as legislações relacionadas à segurança e qualidade do alimento têm ficado cada vez mais rígidas. Em um mundo altamente globalizado, um erro de produção pode gerar problemas com reflexos em diferentes partes do planeta, desde ações de recall, perdas financeiras e graves crises de imagem. Somado a isto, a população mundial deverá crescer nas próximas décadas, o que demandará um adicional de 70% na produção de alimentos e bebidas, se comparado ao que é produzido hoje. Frente a este cenário, como garantir uma produção eficiente e em acordo com a demanda?

O investimento em tecnologia e digitalização é certamente o caminho mais prático e rápido para lidar com este desafio, principalmente se considerado que atualmente 66% de tudo o que é desperdiçado no setor ocorre entre a produção e o varejo. Com impactos ainda mais contundentes, já que são produtos que de fato chegam às mãos dos consumidores, as ações de recall realizadas pelas marcas cresceram cerca de 10% entre 2013 e 2018, segundo dados do Food & Drug Administration (FDA).

Aumentar a segurança do alimento e reduzir o nível de desperdício na indústria depende, fundamentalmente, de uma mudança de postura. Em um mundo altamente conectado e interligado, não há espaço para ações reativas, pois de pouco adianta conhecer um problema depois que ele já aconteceu. É crucial trabalhar de forma proativa para evitar que as falhas aconteçam ou para identificá-las logo no início do processo produtivo, de forma que o seu impacto não se estenda por toda a cadeia de produção e evitando que produtos inadequados cheguem à mesa do consumidor.

Em um cenário em que as legislações relacionadas à segurança do alimento se tornam mais rígidas e a margem de lucro dos fabricantes cada vez mais estreitas, compreender todo o ecossistema relacionado à fabricação de um produto torna-se preponderante. Cada equipamento instalado na indústria fornece uma série de dados que, quando interligados, contam uma história sobre a produção. Contar com ferramentas capazes de capturar e analisar esses dados pode representar, literalmente, a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma operação.

Ao interligar toda a sua produção, fabricantes de alimentos e bebidas têm à distância de um único clique um relatório completo da sua operação. Com todos os dados da operação dispostos em dispositivos móveis, gestores da indústria podem acompanhar em tempo real e remotamente tudo o que acontece na operação e facilmente identificar gargalos ou processos inadequados.

Se conectados à nuvem, os mesmos dados abrem caminho para que fabricantes atuem com sistemas de manutenção preditiva. Os dados coletados das máquinas podem ser analisados por engenheiros especializados e por ferramentas de inteligência artificial capazes de prever o comportamento das máquinas instaladas na indústria. A união da capacidade humana com a alta capacidade de processamento dos softwares de análise de dados (o famoso big data) é capaz de indicar quando um equipamento apresentará defeito, dando margem de manobra para que fabricantes providenciam a manutenção da máquina antes que ela apresente problemas que causariam paradas não programadas – e, portanto, o desperdício de matéria-prima, insumos e mão de obra, ou seja, uma perda direta de dinheiro.

Sob outra perspectiva, a digitalização da indústria tem papel fundamental para fabricantes interessados em investir em sistemas de rastreabilidade ativa – e essa será uma demanda cada vez mais importante de consumidores e órgãos legisladores. Em um mundo interligado, não há mais espaço para pequenos erros de fabricação, pois qualquer pequeno deslize tem enorme potencial para gerar crises sem precedentes, seja em termos financeiros ou em termos de imagem e confiança na corporação.

Ao investir em uma base de dados interligada e acessível em qualquer lugar e a qualquer momento, fabricantes de alimentos e bebidas criam um histórico da sua produção e adicionam uma camada a mais de proteção à sua operação, identificando produtos com problemas de forma antecipada e impedindo ações de recall envolvendo lotes inteiros. Ao mesmo tempo, isso garante ao consumidor e ao mercado a entrega de produtos seguros e de excelente qualidade, além de dar maior transparência para aquilo que é produzido na indústria.

Por exemplo, códigos únicos impressos nas embalagens dos produtos podem fornecer informações sobre todas as etapas de produção daquele alimento, como a origem de cada um dos ingredientes utilizados em sua formulação, explicação sobre os processos aos quais ele foi submetido e porque esses processos são importantes para garantir a qualidade do alimento. Ou seja, ao mesmo tempo em que a rastreabilidade ativa cria um histórico da produção e adiciona um nível a mais de segurança para a indústria, ela também abre oportunidades para aumentar o nível de interação e transparência de fabricantes com os seus consumidores.

Manter-se refém de ferramentas antigas de gestão e monitoramento do desempenho operacional não é mais uma opção. Seja investindo em sistemas que digitalizem as informações fornecidas pelas máquinas, que criem um histórico da produção ou investindo em modelos que permitam prever o comportamento dos equipamentos instalados na indústria, o preponderante é dar o primeiro passo. Uma fábrica inteligente pode ser construída aos poucos, desde que a visão do objetivo final seja discutida no início.

* Diretor de Serviços da Tetra Pak Brasil

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image004Por Paulo Henrique Pichini*

A pandemia do COVID-19 mudou para sempre o modo de ser dos escritórios. Em 2018, segundo pesquisa da Harvard University, somente 3% dos profissionais norte-americanos trabalhavam em home office. No Brasil, em maio deste ano, estima-se que 43,4% da população estivesse em casa (dado da consultoria InLoco). Ainda é cedo para sabermos qual será o impacto da crise atual sobre os escritórios corporativos. O que é certo é que cada país está respondendo de uma maneira ao pós-crise. Pesquisa da Morgan Stanley mostra que, na Alemanha, 74% da força de trabalho voltou a frequentar os escritórios. Mas, desse total, somente 50% desloca-se até o escritório nos cinco dias da semana. O mesmo levantamento indica que, na França, 84% dos funcionários voltaram a suas mesas de trabalho. No caso dos britânicos, somente 40% realizaram esse retorno ao modelo anterior de trabalho. Nos EUA, onde a luta contra o COVID-19 continua feroz, as expectativas são de uma profunda transformação nos modelos de trabalho. Pesquisa da Global Workplace Analytics indica que, até o final de 2021, 30% dos profissionais norte-americanos atuarão a partir das casas dos funcionários.

 Índices como estes explicam o fato de que um andar de um edifício que, até fevereiro deste ano, seria ocupado por 500 funcionários de uma empresa, hoje acolha 1000 funcionários dessa mesma empresa. Essa realidade está impactando o mercado imobiliário global – somente nos EUA, segundo a consultoria JLL, os investimentos em imóveis comerciais caíram 37% em comparação com o primeiro semestre de 2019.

Antes da pandemia já contávamos com corporações inovadoras que investiam em Intelligent Workspaces, espaços projetados para potencializar a criatividade e a produtividade de seus colaboradores. O objetivo é oferecer aos usuários uma UX disruptiva e atraente, baseada na digitalização plena do espaço físico onde o trabalho é feito.

 No pós-pandemia, o Intelligent Workspace será, também, um espaço de proteção da saúde dos funcionários. É um mundo novo que já está sendo projetado e implementado. O uso intensivo de biometria/reconhecimento facial substitui o contato de um crachá ou de um dedo com um leitor digital. Até mesmo a abertura e o fechamento de portas passam a ser comandados por sensores que liberam o funcionário de qualquer contato com superfícies. Sensores bluetooth implementados nos smartphones dos profissionais serão capazes de emitir alertas quando uma pessoa estiver próxima demais de outra. E sofisticadas aplicações de video analytics irão analisar se, em algum ambiente, há pessoas sem máscara. Essa constatação gerará automaticamente bloqueios de acesso à Internet, infraestrutura de colaboração e apresentação etc., até que a proteção com a saúde de todos seja respeitada.

 Em paralelo à essa transformação, está acontecendo, também, a reconfiguração do ambiente de trabalho remoto. A meta é entregar aos usuários remotos a melhor UX, com a máxima colaboração e tudo o que é necessário para aumentar a produtividade dos times.

 As empresas que já avançaram para esse modelo aderiram ao Extended Intelligent Workspace.

 O Extended Intelligent Workspace depende de projetos customizados, desenhados de acordo com a lógica de negócios de cada empresa e com as demandas específicas de cada setor da empresa e cada funcionário. Se o Intelligent Workspace é um espaço corporativo sensorizado, o Extended Intelligent Workspace leva essa sensorização para a casa do funcionário.

 Os mais inovadores projetos de Extended Intelligent Workspace incluem recursos de AR (Augmented Reality) e VR (Virtual Reality) capazes de mergulhar o usuário remoto numa experiência 3D com plena sensação de presença. Um relatório da PwC realizado em 2019 mostra que, até 2030, 23,5 milhões de profissionais em todo o mundo usarão Apps de AR e VR para participar de treinamentos, reuniões de negócios ou atender seus clientes. Fazem parte desse contexto, ainda, tecnologias de colaboração como Microsoft Teams, Zoom Cloud Meetings, Google Meet e Cisco Webex. Essas plataformas tinham, em junho, em todo o mundo, mais de 300 milhões de usuários (dados da Statista). Segundo pesquisa da Trustradius, houve um crescimento de 400% no uso dessas plataformas desde o início deste ano.

 Por trás dos Apps utilizados pelo trabalhador remoto há outro elemento essencial do Extended Intelligent Workspace: a infraestrutura digital implementada no ponto remoto. Isso inclui a oferta de redes redundantes com fartura de banda, dispositivos de rede e de uso pessoal (PCs e notebooks), e soluções de segurança para garantir que o acesso remoto seja tão protegido como o acesso que acontecia, antes do COVID-19, dentro do perímetro corporativo. Todo esse aparato tem de ser gerenciado remotamente, de modo a oferecer suporte 24×7 aos funcionários que trabalham em casa.

 Nada disso, porém, produzirá os resultados esperados se não houver ações de integração e treinamento sendo continuamente oferecidas ao profissional em home office. As empresas que não realizarem essas ações correm o risco de inserir o trabalhador remoto num silo onde todo tipo de troca e interação poderá ser prejudicado.

 Em alguns casos, é recomendável que a empresa usuária crie um novo cargo – o digital workspace manager.

 Mais do que um técnico, esse profissional tem de ter empatia pela realidade enfrentada pelo trabalhador remoto. Seu papel é antecipar frustrações e dificuldades e ajudar esse profissional a navegar o mundo do autosserviço com mais tranquilidade. Segundo pesquisa da S&P Global Ratings (Standard & Poor) realizada em junho deste ano, organizações que contam com profissionais satisfeitos e engajados são 21% mais lucrativas do que seus concorrentes. No mundo pós-pandemia, esse resultado passa por entregar, na casa do usuário, serviços digitais que, antes, só eram encontrados nas sedes das grandes corporações.

 Está surgindo um novo mundo em que o Intelligent Workspace e o Extended Intelligence Workspace se completam de forma harmoniosa, oferecendo ao profissional exatamente a mesma experiência quer ele esteja na sede da sua empresa, quer trabalhe na sala da sua casa. Essa realidade está apenas começando a produzir frutos. Nos próximos anos, haverá uma clara diferenciação entre as empresas que suportam os processos de seus colaboradores em todos os lugares e todos os momentos, e as empresas que seguem apegadas a modelos rígidos e sem fluidez.

CEO & President da Go2neXt Digital Innovation*

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economiaConquistar a casa própria, investir em um negócio, viajar ou simplesmente ter dinheiro guardado para possíveis emergências são os principais motivos que levam as pessoas a começar a investir, segundo uma pesquisa realizada em setembro, pela Capital Research.

A casa de análises entrevistou virtualmente 43.152 investidores e potenciais investidores entre os dias 31 de agosto e 21 de setembro. Os resultados foram surpreendentes, a começar pelo público-alvo: a maioria dos participantes, 47%, têm entre 18 e 25 anos. Em seguida estão os adultos entre 26 e 30 anos, que correspondem a 13,75%.

Os números indicam que a Geração Y, em especial, está de olho na estabilidade financeira e disposta a explorar, cada vez mais, o mundo dos investimentos. As razões para isso são diversas: 67% dos entrevistados pretendem começar a investir para ter dinheiro guardado para possíveis emergências, 45% desejam viajar, 34% querem construir ou financiar um imóvel próprio e 28% desejam investir em um próprio negócio. As respostas incluíram ainda complementar a aposentadoria, comprar um automóvel e deixar dinheiro para os filhos ou investir no futuro deles.

O tema não é novo. Desde a antiguidade os seres humanos sabem da importância de poupar agora para ter no futuro, mas cada vez mais pessoas estão descobrindo que não basta guardar dinheiro, é preciso garantir uma certa lucratividade, nem que seja apenas para proteger-se da inflação. Na prática, isso se chama investimento e pode ser feito de diversas formas. O grande problema é que, no geral, as pessoas não sabem como investir. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados investiriam mais se tivessem mais dinheiro, e 63% investiriam mais se tivessem mais conhecimento. Ou seja, no caso dos investimentos, não basta ter dinheiro. É preciso conhecer o mercado e fazer boas escolhas.

Felizmente, com o advento da internet, o acesso à informação hoje é simples e rápido e esse é um território já dominado pela Geração Y. O levantamento realizado pela Capital Research pesquisou as fontes mais utilizadas pelos entrevistados para buscar informações sobre investimentos e 89,31% das respostas incluía sites de notícias, 86,47% apontaram aplicativos de corretoras de investimentos, 86,31% apontaram casas de análises independentes e 83,98% dos entrevistados afirmaram se informar via canais de Youtube. Consultoria de investimentos, amigos e parentes, gerentes de banco e não buscar informações ao investir também foram opções. Entretanto, o que chama a atenção é o fato de que o mundo digital é o principal lugar de busca por informações.

Este resultado se repete quando o tema é como os entrevistados pretendem investir nos próximos 12 meses. Neste caso, investir pessoalmente no banco foi a opção menos citada, com apenas 53% das respostas. 91% dos entrevistados afirmaram que pretendem realizar seus aportes nos aplicativos de corretoras de investimentos, 88% apontaram os sites das corretoras de investimentos, 83% citaram os aplicativos dos bancos, 74% afirmaram preferir os sites dos bancos e 68% apontaram os clubes de investimentos.

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abeacoMaterial mais reciclado do mundo, o aço está presente em nosso dia a dia em forma de carros, geladeiras e embalagens, por exemplo. Mais de 385 milhões de toneladas são recicladas no planeta por ano, só no Brasil cerca de 200 mil toneladas de latas de aço pós consumo retornam para o processo de reciclagem.

No Brasil, assim como no restante do mundo, o mercado de sucata de aço é bastante sólido, pois as indústrias siderúrgicas utilizam o material para fazer um novo aço, ou seja, cada usina siderúrgica é uma planta recicladora. O aço para reciclagem não precisa ser totalmente livre de contaminantes, já que as siderúrgicas desenvolveram processos capazes de eliminá-los.

Em países da Europa, como Alemanha e Bélgica, o índice de reciclagem das latas de aço pós consumo é acima dos 95%. No Brasil, 47% do total das latas de aço consumidas são recicladas, incluindo embalagens de alimentos, como ervilha, milho e sardinha, bebidas, bem como latas de tintas, de massa corrida e de produtos químicos. Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva e educação ambiental. Mas como as latas de aço são recicladas?

Como é o processo de reciclagem das latas de aço?

Para reciclar as latas de aço de alimentos, basta lavá-las e separá-las do lixo orgânico. O indicado é aproveitar o produto ao máximo até que a lata esteja completamente vazia, para evitar o desperdício de alimento. Quanto as latas de tintas, não é necessário lavá-las. O filme de tinta que sobra na superfície interna costuma secar em cerca de 24 horas e não atrapalha a reciclagem.

Todas as latas de aço podem ser entregues na coleta seletiva municipal ou encaminhadas para a Prolata (associação sem fins lucrativos de incentivo para reciclagem de latas de aço pós-consumo), para cooperativas de catadores ou para pontos de entrega voluntária (PEVs). Segundo Juliana da Silva, vice-presidente da cooperativa Vitória do Belém, de São Paulo (SP), a maior parte das latas de aço recebidas vem de condomínios e casas. Em 2020, a Vitória do Belém já recebeu cerca de sete toneladas de embalagens de aço. As latas de aço são separadas por processo manual ou utilizando separadores eletromagnéticos e, depois, passam por peneiras para a retirada de contaminantes.

Em seguida, as embalagens de aço são prensadas em fardos para facilitar o transporte nos caminhões até as indústrias recicladoras, isto é, as siderúrgicas. Ao chegar na usina siderúrgica, a sucata é processada antes de ir para fornos elétricos ou a oxigênio, aquecidos, em média, a 1550 °C. Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado líquido, o material é moldado em tarugos e placas metálicas. A sucata leva somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais – das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas. O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar perdas mecânicas (como dureza e resistência) ou prejudicar a qualidade.

“Na Gerdau, milhares de toneladas de sucata ferrosa são transformadas em novos produtos todos os dias”, comenta Carlos Vieira da Silva, diretor de Matérias-Primas e Florestal da Gerdau. A utilização de matérias-primas recicláveis se faz cada dia mais importante. Em 2019, a Gerdau reciclou mais de 11 milhões de toneladas de sucata em suas usinas no Brasil e nas Américas. Ou seja, 73% do aço produzido por ela tem a sucata ferrosa como principal matéria-prima. “O aço pode ser reciclado diversas vezes sem perder a qualidade, contribuindo com a preservação dos recursos naturais”, afirma o executivo. O aço da Gerdau é consumido por diversos setores, com destaque para os segmentos da construção, infraestrutura, indústria, agronegócio e energia.

“A lata de aço é 100% reciclável, ou seja, a embalagem de aço que você descarta seletivamente pode voltar infinitas vezes à sua casa, em forma de tesoura, maçaneta, arame, automóvel, geladeira ou até mesmo uma nova lata”, conclui Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).

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img_registroMarcas, redes de varejo, franquias e lojas têm investido bastante na unificação de seus pontos de venda físicos e digitais. Contudo, ainda é comum os canais não serem totalmente conectados, trabalhando com preços, sortimento e serviços diferentes. Essa é uma característica do multichannel, estratégia que vem perdendo espaço para o omnichannel, conforme explica Henri Claude Le Bourlegat, CEO da .
Segundo Bourlegat, ainda existe, no trade, confusão sobre os conceitos. “Você pode ter lojas offline e online. Mas, se elas atuam independentemente e até competem entre si, você é multichannel. Já o omnichannel oferece experiências integradas e contínuas para o consumidor, com as lojas físicas e digitais se complementando. E essa é uma preferência crescente”, destacou o executivo.
O omnichannel representa oportunidades importantes para todos os elos da cadeia de consumo. A estratégia pode, por exemplo, aliar as vontades das marcas que querem estar na internet e mais juntas aos consumidores – mas não desejam que isso gere conflito com os canais de distribuição fortes já criados – com a digitalização do comércio de bairro, que tem proximidade com o público usuário e entende como ninguém as suas necessidades.
Para essa situação, um marketplace especializado é uma solução ideal, também atendendo à propensão crescente do consumidor a fechar compras na conveniência e segurança do lar. “Uma rede com 50 lojas pode ter, em vez de uma filial digital, 50 filiais ‘figitais’ trabalhando em sinergia para proporcionar a melhor resposta ao consumidor. Isso também vale para uma marca com 50 distribuidores”, comenta Bourlegat.
De acordo com o CEO da CaZco Digital, a adoção do omnichannel e das lojas ‘figitais’ cria um modelo completo do novo varejo. E ajuda a proporcionar ao público a melhor experiência de consumo: aquela que deixa vontade de voltar sempre.

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mundo*Por Giovanna Cappellano

Não é a novidade que o meio ambiente pede socorro. E no mês em que é comemorado o Dia da Amazônia e o Dia da Árvore, devemos refletir sobre a importância dessas duas datas que voltam nossos olhares sobre a responsabilidade que todos nós temos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o sexto Panorama Ambiental Global de 2019 alerta que o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, ou mesmo até 2050, e que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050.

Outro dado lastimável: o relatório afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século. Por outro lado, o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, e é neste ponto que quero tocar.

Nesse sentido, acredito que as indústrias brasileiras precisam ter uma postura proativa na conservação de recursos genéticos da biodiversidade brasileira e na atuação com as comunidades que habitam as regiões, envolvendo-as no fomento e na valorização do trabalho local de modo a garantir a sustentabilidade. E em tempo de pandemia onde estamos todos olhando para dentro de casa, é inevitável que as empresas façam o mesmo.

O Grupo realiza inúmeros esforços visando minimizar sua pegada. Trabalha ativamente por práticas como economia circular, reuso de água e logística reversa, além de termos sido a primeira indústria do setor químico da América Latina a emitir títulos verdes. Podemos destacar que por razão da inauguração da Planta de Clorito de Sódio, em Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo, inaugurada em 2019, evitamos a emissão de 1.292,75 tCO2e, já que antes o produto era importado da China.

Também nos associamos este ano ao Benchmark Club do CDP nos temas Mudanças Climática e Segurança Hídrica, no intuito de trazer as melhores práticas do mercado para dentro de casa, e compartilhar um pouco da nossa expertise.

O CDP é uma organização sem fins lucrativos e uma das maiores referências no mundo quando se trata de captação, estudo e disponibilização de dados nestes temas.

Atualmente, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal, o que ameaça o equilíbrio ambiental global, prejudica a imagem do Brasil e impacta negativamente a economia do país.  Neste sentido, apoiamos publicamente o documento 10 Princípios Empresariais para uma Amazônia Sustentável, lançado pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, CEBDS, Instituto ETHOS, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Sistema B e Instituto Arapyaú, que tem como objetivo se tornar um movimento do setor empresarial brasileiro para a construção de propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia no caminho para a COP-25 e além.

No dia a dia da Concepta Ingredientsuma das nossas unidades de negócios, temos como objetivo desenvolver soluções naturais e tecnológicas com foco nas indústrias de alimentos saudáveis, naturais e orgânicos, mas sempre de modo a incentivar as cadeias agroflorestais e extrativistas que valorizam a floresta em pé e forneçam alternativas viáveis de produção e obtenção de renda para as comunidades produtoras, por meio do trabalho com produtos de origem na sociobiodiversidade, evitando assim o desmatamento e a consequente emissão de gases do efeito estufa.

Com essa forma de atuar, já podemos comemorar a conquista de resultados expressivos como ter 295 produtores rurais envolvidos diretamente no processamento e coleta das cadeias de valor, preservando 237 hectares de floresta nativa certificada orgânica por incentivo direto da empresa, o que representam cerca de 256 campos de futebol, e ter mais de75% dos fornecedores certificados orgânicos para nossa linha de Óleos Exóticos.

Um outro exemplo que evidencia como é possível promover a atividade industrial e ao mesmo tempo envolver as comunidades brasileiras para preservar os recursos naturais nativos do país é o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade®, um sistema de colaboração participativa com comunidades e associações regionais que garante a rastreabilidade completa de matérias-primas provenientes da Floresta Amazônica e de outros biomas brasileiros. Mantido pela Beraca, unidade de negócio do Grupo Sabará, as ações previstas promovem mudanças substanciais na vida das famílias envolvidas.

A atividade é conduzida hoje em dia em doze Estados do país, beneficia 2.500 famílias diretamente de 105 núcleos comunitários, envolve mais de 255 mil hectares com certificação orgânica e recebe, por parte da empresa, mais de R$ 8 milhões em investimento para a manutenção do Programa.

Mas não são apenas grandes investimentos que fazem a diferença. Participar de outras causas já existentes é um ótimo passo. Nesse sentido, somos parceiros do Programa Mundo Limpo Vida Melhor, que existe no estado de Pernambuco há 11 anos, e que tem como objetivo a coleta de óleo de fritura usado para reutilização no processo de fabricação de sabão em barra. Entre os resultados, temos como benefícios a redução no consumo de recursos naturais, evitar o descarte inadequado do resíduo no meio ambiente além da contaminação de recursos hídricos e ainda contribuir com recursos financeiros para o Hospital Público local.

Com essa análise, quero mostrar que empresas de qualquer porte possuem condições de se engajar, e consequentemente envolver seus colaboradores em ações e hábitos de extrema importância para uma mudança de comportamento em busca de um mundo mais verde.

Além disso, ações mais tradicionais também são de extrema relevância para as indústrias como mudar o uso da água com práticas de reuso e captação de água de chuva, expandir fontes de energia, reforçar as ações de reciclagem e destinação adequada de resíduos, alterar fontes combustíveis, e principalmente atuar como propagador de conhecimento e informação. Afinal, essas iniciativas mostram que é possível que instituições privadas, cada uma delas dentro da sua realidade, possam agir em prol da defesa de questões ambientais e sociais.

*Responsável pela Área ESG – Ambiental, Social e Governança do Grupo Sabará

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tetrapackOs catadores de materiais recicláveis, importante elo da sociedade e responsáveis por 90% do resíduo reciclado no Brasil (dado Ipea), têm passado por dificuldades. Para cumprirem com o distanciamento social como medida de proteção à disseminação da Covid-19, não conseguem garantir a renda mensal para o sustento próprio e de suas famílias. Como inciativa de apoio a esses trabalhadores, a Tetra Pak realizou, durante o último mês, campanha junto à startup Ribon para direcionar auxílio a catadores autônomos de materiais recicláveis assistidos pela ONG Pimp My Carroça, que organiza o apoio para catadores cadastrados no aplicativo Cataki.

Pensando que a colaboração é o caminho para minimizar esse impacto e ampliar as iniciativas, a Tetra Pak e a Klabin iniciaram uma Corrente do Bem. Neste cenário, a Klabin tornará viável a manutenção da causa dentro do aplicativo e o apoio para 250 catadores por mais um mês.

O engajamento dos usuários no aplicativo (http://home.ribon.io/) é muito intuitivo. Basta ler as diferentes histórias positivas para receber as moedas virtuais – também chamadas de ribons – e direcioná-las para doações a causas como a que está focada no apoio aos catadores. O objetivo é conectar as pessoas a causas de impacto social.

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pic2No final de maio, a SIH (Saic-Iveco Hongyan Commercial Vehicle), um empreendimento conjunto entre a SAIC, IVECO e CQME, entregou 120 caminhões-trator de porto SIH Geylon M500 4×2 equipados com motores Cursor 9 de 350 CV fabricados pela SFH, joint-venture da FPT Industrial em Chongqing, China, para a SIPG (Shanghai International Port Group), a maior operadora mundial de logística de portos de contêineres, bem como a maior sociedade anônima operadora de portos da China, servindo 281 rotas de expedição mundiais e acomodando mais de 2.700 chamadas por mês.

Essa entrega representa a maior encomenda de lote único da SIPG em 2020 e constitui um sinal positivo para a economia global. Demonstra uma confiança renovada nas operações futuras de um grupo líder e também marca o reinício das operações empresariais na China.

Pintada no vermelho da sorte característico da SIPG e personalizada para operações de logística de portos com cabines com teto plano e sistema elétrico feito à medida, a nova frota de 120 caminhões-trator de porto SIH Geylon M500 4×2 foi equipada com motores Cursor 9 da FPT Industrial especialmente desenvolvidos, garantindo operações confiáveis, eficientes e sustentáveis para tarefas rigorosas e de turnos prolongados como gerenciamento e transporte de contêineres.

Esses motores Euro V de 8,7 litros e 350 CV a 2.100 rpm com 6 cilindros em linha possuem um sistema common rail de alta pressão com controle eletrônico e turbocompressor com válvula wastegate, debitando 1500 Nm a 1.200-1.500 rpm de torque máximo e apresentam um baixo consumo de combustível de apenas 190 g/kWh de diesel. Com essa entrega, a FPT Industrial demonstra seu desejo de reforçar a consolidação de sua presença no mercado chinês enquanto especialista líder em e fornecedora de soluções avançadas e confiáveis de geração de energia.

 

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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