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abeacoMaterial mais reciclado do mundo, o aço está presente em nosso dia a dia em forma de carros, geladeiras e embalagens, por exemplo. Mais de 385 milhões de toneladas são recicladas no planeta por ano, só no Brasil cerca de 200 mil toneladas de latas de aço pós consumo retornam para o processo de reciclagem.

No Brasil, assim como no restante do mundo, o mercado de sucata de aço é bastante sólido, pois as indústrias siderúrgicas utilizam o material para fazer um novo aço, ou seja, cada usina siderúrgica é uma planta recicladora. O aço para reciclagem não precisa ser totalmente livre de contaminantes, já que as siderúrgicas desenvolveram processos capazes de eliminá-los.

Em países da Europa, como Alemanha e Bélgica, o índice de reciclagem das latas de aço pós consumo é acima dos 95%. No Brasil, 47% do total das latas de aço consumidas são recicladas, incluindo embalagens de alimentos, como ervilha, milho e sardinha, bebidas, bem como latas de tintas, de massa corrida e de produtos químicos. Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva e educação ambiental. Mas como as latas de aço são recicladas?

Como é o processo de reciclagem das latas de aço?

Para reciclar as latas de aço de alimentos, basta lavá-las e separá-las do lixo orgânico. O indicado é aproveitar o produto ao máximo até que a lata esteja completamente vazia, para evitar o desperdício de alimento. Quanto as latas de tintas, não é necessário lavá-las. O filme de tinta que sobra na superfície interna costuma secar em cerca de 24 horas e não atrapalha a reciclagem.

Todas as latas de aço podem ser entregues na coleta seletiva municipal ou encaminhadas para a Prolata (associação sem fins lucrativos de incentivo para reciclagem de latas de aço pós-consumo), para cooperativas de catadores ou para pontos de entrega voluntária (PEVs). Segundo Juliana da Silva, vice-presidente da cooperativa Vitória do Belém, de São Paulo (SP), a maior parte das latas de aço recebidas vem de condomínios e casas. Em 2020, a Vitória do Belém já recebeu cerca de sete toneladas de embalagens de aço. As latas de aço são separadas por processo manual ou utilizando separadores eletromagnéticos e, depois, passam por peneiras para a retirada de contaminantes.

Em seguida, as embalagens de aço são prensadas em fardos para facilitar o transporte nos caminhões até as indústrias recicladoras, isto é, as siderúrgicas. Ao chegar na usina siderúrgica, a sucata é processada antes de ir para fornos elétricos ou a oxigênio, aquecidos, em média, a 1550 °C. Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado líquido, o material é moldado em tarugos e placas metálicas. A sucata leva somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais – das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas. O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar perdas mecânicas (como dureza e resistência) ou prejudicar a qualidade.

“Na Gerdau, milhares de toneladas de sucata ferrosa são transformadas em novos produtos todos os dias”, comenta Carlos Vieira da Silva, diretor de Matérias-Primas e Florestal da Gerdau. A utilização de matérias-primas recicláveis se faz cada dia mais importante. Em 2019, a Gerdau reciclou mais de 11 milhões de toneladas de sucata em suas usinas no Brasil e nas Américas. Ou seja, 73% do aço produzido por ela tem a sucata ferrosa como principal matéria-prima. “O aço pode ser reciclado diversas vezes sem perder a qualidade, contribuindo com a preservação dos recursos naturais”, afirma o executivo. O aço da Gerdau é consumido por diversos setores, com destaque para os segmentos da construção, infraestrutura, indústria, agronegócio e energia.

“A lata de aço é 100% reciclável, ou seja, a embalagem de aço que você descarta seletivamente pode voltar infinitas vezes à sua casa, em forma de tesoura, maçaneta, arame, automóvel, geladeira ou até mesmo uma nova lata”, conclui Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).

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img_registroMarcas, redes de varejo, franquias e lojas têm investido bastante na unificação de seus pontos de venda físicos e digitais. Contudo, ainda é comum os canais não serem totalmente conectados, trabalhando com preços, sortimento e serviços diferentes. Essa é uma característica do multichannel, estratégia que vem perdendo espaço para o omnichannel, conforme explica Henri Claude Le Bourlegat, CEO da .
Segundo Bourlegat, ainda existe, no trade, confusão sobre os conceitos. “Você pode ter lojas offline e online. Mas, se elas atuam independentemente e até competem entre si, você é multichannel. Já o omnichannel oferece experiências integradas e contínuas para o consumidor, com as lojas físicas e digitais se complementando. E essa é uma preferência crescente”, destacou o executivo.
O omnichannel representa oportunidades importantes para todos os elos da cadeia de consumo. A estratégia pode, por exemplo, aliar as vontades das marcas que querem estar na internet e mais juntas aos consumidores – mas não desejam que isso gere conflito com os canais de distribuição fortes já criados – com a digitalização do comércio de bairro, que tem proximidade com o público usuário e entende como ninguém as suas necessidades.
Para essa situação, um marketplace especializado é uma solução ideal, também atendendo à propensão crescente do consumidor a fechar compras na conveniência e segurança do lar. “Uma rede com 50 lojas pode ter, em vez de uma filial digital, 50 filiais ‘figitais’ trabalhando em sinergia para proporcionar a melhor resposta ao consumidor. Isso também vale para uma marca com 50 distribuidores”, comenta Bourlegat.
De acordo com o CEO da CaZco Digital, a adoção do omnichannel e das lojas ‘figitais’ cria um modelo completo do novo varejo. E ajuda a proporcionar ao público a melhor experiência de consumo: aquela que deixa vontade de voltar sempre.

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mundo*Por Giovanna Cappellano

Não é a novidade que o meio ambiente pede socorro. E no mês em que é comemorado o Dia da Amazônia e o Dia da Árvore, devemos refletir sobre a importância dessas duas datas que voltam nossos olhares sobre a responsabilidade que todos nós temos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o sexto Panorama Ambiental Global de 2019 alerta que o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, ou mesmo até 2050, e que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050.

Outro dado lastimável: o relatório afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século. Por outro lado, o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, e é neste ponto que quero tocar.

Nesse sentido, acredito que as indústrias brasileiras precisam ter uma postura proativa na conservação de recursos genéticos da biodiversidade brasileira e na atuação com as comunidades que habitam as regiões, envolvendo-as no fomento e na valorização do trabalho local de modo a garantir a sustentabilidade. E em tempo de pandemia onde estamos todos olhando para dentro de casa, é inevitável que as empresas façam o mesmo.

O Grupo realiza inúmeros esforços visando minimizar sua pegada. Trabalha ativamente por práticas como economia circular, reuso de água e logística reversa, além de termos sido a primeira indústria do setor químico da América Latina a emitir títulos verdes. Podemos destacar que por razão da inauguração da Planta de Clorito de Sódio, em Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo, inaugurada em 2019, evitamos a emissão de 1.292,75 tCO2e, já que antes o produto era importado da China.

Também nos associamos este ano ao Benchmark Club do CDP nos temas Mudanças Climática e Segurança Hídrica, no intuito de trazer as melhores práticas do mercado para dentro de casa, e compartilhar um pouco da nossa expertise.

O CDP é uma organização sem fins lucrativos e uma das maiores referências no mundo quando se trata de captação, estudo e disponibilização de dados nestes temas.

Atualmente, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal, o que ameaça o equilíbrio ambiental global, prejudica a imagem do Brasil e impacta negativamente a economia do país.  Neste sentido, apoiamos publicamente o documento 10 Princípios Empresariais para uma Amazônia Sustentável, lançado pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, CEBDS, Instituto ETHOS, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Sistema B e Instituto Arapyaú, que tem como objetivo se tornar um movimento do setor empresarial brasileiro para a construção de propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia no caminho para a COP-25 e além.

No dia a dia da Concepta Ingredientsuma das nossas unidades de negócios, temos como objetivo desenvolver soluções naturais e tecnológicas com foco nas indústrias de alimentos saudáveis, naturais e orgânicos, mas sempre de modo a incentivar as cadeias agroflorestais e extrativistas que valorizam a floresta em pé e forneçam alternativas viáveis de produção e obtenção de renda para as comunidades produtoras, por meio do trabalho com produtos de origem na sociobiodiversidade, evitando assim o desmatamento e a consequente emissão de gases do efeito estufa.

Com essa forma de atuar, já podemos comemorar a conquista de resultados expressivos como ter 295 produtores rurais envolvidos diretamente no processamento e coleta das cadeias de valor, preservando 237 hectares de floresta nativa certificada orgânica por incentivo direto da empresa, o que representam cerca de 256 campos de futebol, e ter mais de75% dos fornecedores certificados orgânicos para nossa linha de Óleos Exóticos.

Um outro exemplo que evidencia como é possível promover a atividade industrial e ao mesmo tempo envolver as comunidades brasileiras para preservar os recursos naturais nativos do país é o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade®, um sistema de colaboração participativa com comunidades e associações regionais que garante a rastreabilidade completa de matérias-primas provenientes da Floresta Amazônica e de outros biomas brasileiros. Mantido pela Beraca, unidade de negócio do Grupo Sabará, as ações previstas promovem mudanças substanciais na vida das famílias envolvidas.

A atividade é conduzida hoje em dia em doze Estados do país, beneficia 2.500 famílias diretamente de 105 núcleos comunitários, envolve mais de 255 mil hectares com certificação orgânica e recebe, por parte da empresa, mais de R$ 8 milhões em investimento para a manutenção do Programa.

Mas não são apenas grandes investimentos que fazem a diferença. Participar de outras causas já existentes é um ótimo passo. Nesse sentido, somos parceiros do Programa Mundo Limpo Vida Melhor, que existe no estado de Pernambuco há 11 anos, e que tem como objetivo a coleta de óleo de fritura usado para reutilização no processo de fabricação de sabão em barra. Entre os resultados, temos como benefícios a redução no consumo de recursos naturais, evitar o descarte inadequado do resíduo no meio ambiente além da contaminação de recursos hídricos e ainda contribuir com recursos financeiros para o Hospital Público local.

Com essa análise, quero mostrar que empresas de qualquer porte possuem condições de se engajar, e consequentemente envolver seus colaboradores em ações e hábitos de extrema importância para uma mudança de comportamento em busca de um mundo mais verde.

Além disso, ações mais tradicionais também são de extrema relevância para as indústrias como mudar o uso da água com práticas de reuso e captação de água de chuva, expandir fontes de energia, reforçar as ações de reciclagem e destinação adequada de resíduos, alterar fontes combustíveis, e principalmente atuar como propagador de conhecimento e informação. Afinal, essas iniciativas mostram que é possível que instituições privadas, cada uma delas dentro da sua realidade, possam agir em prol da defesa de questões ambientais e sociais.

*Responsável pela Área ESG – Ambiental, Social e Governança do Grupo Sabará

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veraliaComposto essencialmente por areia, barrilha e calcário – matérias-primas naturais e abundantes – , o vidro é 100% reciclável, infinitamente. As embalagens de vidro também são benéficas ao consumidor, pois conservam adequadamente alimentos e bebidas, além de precisarem de menos conservantes e estabilizantes.

A Verallia, fabricante de embalagens de vidro para alimentos e bebidas, destaca cinco vantagens das embalagens de vidro para alimentos e bebidas.

  1. Sustentabilidade. Material 100% reciclável, a embalagem de vidro pode ser reciclada infinitas vezes, sem perder a qualidade ou a pureza do produto. Com a utilização de cacos para a produção de novas embalagens são reduzidos o consumo de energia, a emissão de CO2 e a extração de matéria-prima.
  1. Conservação. A embalagem de vidro é inerte e não reage quimicamente. Como o vidro é neutro, não altera sabor, odor, cor ou qualidade do produto embalado, preservando a saúde do consumidor em produtos alimentícios, cosméticos e farmacêuticos. Alimentos e bebidas acondicionados no vidro levam menos conservantes e estabilizantes.
  1. Prazo de validade. Como é impermeável, a embalagem de vidro impede a ação de qualquer agente externo, o que aumenta o prazo de validade dos alimentos.
  1. Design. A maior resistência e a durabilidade permitem ao vidro ousadia no design, respeitando as especificações técnicas exigidas para envase e manuseio. Sua versatilidade possibilita inúmeras opções de design, tornando a embalagem atrativa ao consumidor.
  1. Temperatura. O vidro é um mal condutor térmico e elétrico, ideal para armazenamento de produtos que precisam de cuidado especial quanto a exposição à temperatura, como palmito, azeitonas e bebidas alcoólicas, por exemplo, pois prolonga a conservação de alimentos.

“Escolher o vidro para ser a embalagem preferencial de seus produtos não é apenas uma escolha econômica, mas é, principalmente, um caminho inteligente e consciente. Temos trabalhado nossos desenvolvimentos sempre focados em sustentabilidade. A maioria de nossos produtos é desenvolvida pensando no conceito ECOVA, com produtos até 30% mais leve do que as tradicionais. Além disso, são produtos eco-projetados, ou seja, atendem aos requisitos técnicos, otimizando o uso de recursos naturais”, finaliza Letícia Zydowicz, gerente de EHS da Verallia.

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Anderson-Mancini-3Por Anderson Mancini*

Não há mais tempo para perfumarias. A pandemia de Covid-19 fez com que as metas e objetivos das empresas tivessem de ser ainda mais assertivas. Conquistar novos clientes, aumentar as vendas e expandir os mercados é, muitas vezes, questão de sobrevivência. Nesse cenário, a principal aposta é a transformação digital.

Uma pesquisa recente da KPMG, que entrevistou 315 executivos de alto escalão em todo o mundo, indicou que mais da metade dos empresários brasileiros irão priorizar investimentos em novas tecnologias e na digitalização de processos como forma de lidar com a crise e preparar as empresas para o pós-pandemia.

Ao contrário do que muitos podem acreditar, a transformação digital não é feita apenas com soluções de inteligência artificial ou machine learning, por exemplo. O investimento necessário para esse processo demanda investimentos, é claro, mas não somente financeiros. É preciso tempo e dedicação para criar uma cultura digital que inspire todos os funcionários de maneira top-down – ou seja, a começar pelos líderes. Conhecimento técnico também é fundamental, assim como diminuir o tempo de decisão, fazendo com que os planos sejam aprovados de forma mais ágil e autônoma.

Tecnologia é o meio, não o fim

Entretanto, como já disse algumas vezes em outros artigos, a transformação digital é feita de pessoas para pessoas. A tecnologia é apenas um dos meios que permitem que ela aconteça. Com a estrutura que sua empresa já dispõe e maior engajamento para conhecer seu público, é possível criar formas diferentes de oferecer seus produtos e serviços. Vale lembrar que a inovação e a transformação também podem ocorrer no seu modelo de negócios – será que ele é o mais adequado para o momento?

Nenhuma estratégia é capaz de atingir bons resultados sem o devido conhecimento do mercado, do comportamento dos clientes e suas expectativas em relação ao que você tem a oferecer. Com essas informações em mãos, é possível desenhar ações para atrair o cliente certo, no momento certo.

Como fisgar os clientes online?

Isso pode ser feito de várias maneiras. Oferecer promoções como “leve junto”, categorizar produtos de acordo com as necessidades dos clientes, disponibilizar diversas formas de filtro para que ele encontre a mais agradável – “Mais vendidos”, “Menor preço”, “Maior desconto”, etc.

Para lojas online que ainda estão começando, uma boa estratégia para fidelizar os clientes é oferecer um desconto na primeira compra a partir do cadastro de e-mail. Assim, você ganha um valioso canal de comunicação com o consumidor e deixa uma boa impressão logo de cara.

Estratégias de marketing digital e de conteúdo, UX (User Experience) e mídias sociais devem fazer parte do planejamento de qualquer negócio online. Quanto mais você puder criar relacionamento com o seu cliente, melhor! Lembre-se que, com a pandemia, a concorrência digital aumentou – e muito! Portanto, ofereça a melhor experiência para se destacar.

Os dados são o bem mais valioso para uma empresa nos dias de hoje. E fazer análise desses dados, transformando isso em informações úteis, novos produtos, serviços, ou novas formas de oferecer os produtos, é essencial para gerar previsões capazes de aumentar vendas e atrair novos clientes. Sem dúvida, vale o investimento.

Fundador da  Neotix Transformação Digital*

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pexels-vlada-karpovich-4050287A Lei nº 13.709, também conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entrou em vigor no último dia 16, altera o Marco Civil da Internet para estabelecer diretrizes importantes e obrigatórias para a coleta, processamento e armazenamento de dados pessoais. A legislação brasileira é inspirada na General Data Protection Regulation (GDPR), que regula o assunto na União Europeia. Com ela, o Brasil entra no rol dos 120 países com legislação específica para a proteção de dados.

Diferente da GDPR, a LGPD não prevê tratamento diferenciado para pequenas empresas. Por conta disso, as MPE precisam estar atentas, uma vez que as punições para quem descumprir a nova norma podem chegar a até 5% do seu faturamento. “Devido à crise causada pela pandemia do coronavírus, este ano vem sendo extremamente complicado para os pequenos negócios. Essa nova norma implica em novos custos num momento bastante delicado. Será uma dupla penalização”, destaca o gerente-adjunto de Políticas Públicas do Sebrae, Fábio Marimom. “Uma pequena empresa da área de tecnologia, por exemplo, pode até estar mais aderente à legislação, mas outros segmentos, como alimentação e delivery, terão maior dificuldade em implementá-la, ainda mais neste momento”, complementa.

Tramita no Congresso Nacional uma Medida Provisória (nº 959/2020) que visa adiar a entrada em vigor da legislação. Ela ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Caso não seja votada até o dia 26 de agosto, perderá sua eficácia.

Principais pontos da LGPD

Conforme explica Larissa Costa, gerente-adjunta da área jurídica do Sebrae, a LGPD prevê alguns princípios para as atividades de tratamento de dados pessoais. “Eu destaco aqui três deles: a finalidade, ou seja, o tratamento do dado precisa ter propósitos legítimos, específicos e explícitos. Essa finalidade deve ser informada ao titular do dado; a necessidade, ou seja, a limitação do tratamento ao mínimo necessário para a sua finalidade; e a segurança, que consiste na adoção de medidas para proteger os dados de acessos não autorizados e situações acidentais ou ilícitas”, afirma.

Além disso, dados sensíveis, como os ligados a origem racial ou étnica, convicção religiosa ou de saúde, por exemplo, precisam de um tratamento especial. “Eles não podem ser misturados com os dados pessoais gerais e nem devem ser armazenados da mesma forma”, explica.

Nesse sentido, o Sebrae tem auxiliado os pequenos negócios nesta adaptação, disponibilizando notas técnicas e uma série de materiais para auxiliar nessa adaptação. A instituição também preparou um e-book com os pontos mais importantes da lei.

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Tom Clancy

Tom Clancy

A UiPath  divulgou os resultados de um estudo por ela solicitado e realizado pela Forrester Consulting: O Futuro do Trabalho: Um Enfoque na Pandemia. O estudo mostrou que as empresas estão cada vez mais usando o RPA e outras tecnologias inteligentes de automação para lidar com as novas pressões de negócios e de mercado decorrentes da pandemia, mas ainda acreditam que uma abordagem centrada nas pessoas é a chave para o sucesso do futuro do trabalho.

Durante o mês de maio de 2020 (no auge da crise), a Forrester conduziu uma pesquisa on-line com 160 tomadores de decisão na área de automação robótica de processos advindos de operações, serviços compartilhados, finanças e outras linhas de negócios em organizações que abrangem França, Alemanha, Japão, Reino Unido e os EUA. Os resultados da pesquisa mostraram que a pandemia:

.Acelerou as transformações digitais e criou um aumento no investimento em automação. 

O mundo testemunhou mais transformações digitais nos últimos meses do que nos cinco anos anteriores. As tecnologias inteligentes de automação, incluindo o RPA, estão apoiando e acelerando tal aumento.

Com 48% dos entrevistados planejando aumentar os investimentos com RPA no próximo ano, as empresas estão usando o RPA para:

-Aumentar a agilidade, a diversidade e a flexibilidade nas operações da cadeia de suprimentos (83%);

-Lidar com pressões extraordinárias de custos, automatizando tarefas administrativas (back-office) e operacionais (80%); e,

-Apoiar a mão-de-obra remota (75%).

.Aumentou a necessidade de uma mão-de-obra centrada nas pessoas. 

A automação é necessária para enfrentar os desafios econômicos pós-pandemia, mas requer uma abordagem focada nos funcionários. Cinquenta e sete por cento dos entrevistados dizem que seus funcionários estão moderadamente ansiosos ou muito ansiosos em relação à capacidade de ter sucesso em seus empregos com a automação e com o estresse causado pela pandemia.

Como resultado, é fundamental que as empresas ofereçam oportunidades de aprimoramento e treinamento sobre automação, para que os funcionários tenham as habilidades necessárias para prosperar no trabalho futuro e maximizar o potencial de investimentos em automação. Sessenta por cento dos tomadores de decisão concordaram que os treinamentos no local de trabalho, para melhorar as habilidades digitais e de máquina, ajudam seus funcionários a lidar com os efeitos potenciais da automação e os prepara para o trabalho do futuro. As organizações devem desenvolver uma experiência pós-pandemia aos funcionários, oferecendo oportunidades de educação e monitorando sua saúde.

 “A pandemia virou o mundo de cabeça para baixo, e o choque acelerou muito o ritmo das empresas em direção ao futuro do trabalho. A automação emergiu como um ativo inestimável para as organizações adotarem esse novo modo de trabalho. A hora de automatizar é agora”, disse Tom Clancy, vice-presidente da UiPath Learning. “Agora, mais do que nunca, as habilidades digitais são necessárias. Para aumentar a retenção e ter maior produtividade, é de responsabilidade dos empregadores oferecer capacitação digital – especificamente treinamento em automação – como parte de iniciativas de desenvolvimento de carreira.”

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franciscoO aumento da demanda, a escassez de produtos, o tempo mínimo de inventário e a necessidade adicional de distanciamento social realmente pressionaram o mercado de varejo em todo o mundo. Com consumidores preocupados com a higiene, os varejistas são forçados a pensar de forma inovadora e oferecer novas maneiras de interagir com os produtos. Por isso, empresas passam a adotar a tecnologia em favor do “novo normal”: itens etiquetados com RFID (identificação por radiofrequência), vitrines tecnológicas, pagamentos feitos diretamente dos smartphones e soluções móveis de check and go para facilitar compras sem contato, potencialmente encerrando filas de pagamento.

Há uma mudança nas expectativas do consumidor em relação às lojas autônomas (sem atendentes), entregas de produtos sem contato e pagamento automático sem dinheiro, impulsionando um novo conceito de venda.

“Imagine uma compra em que você sempre pode encontrar o que procura, onde e quando quiser, e ter a oportunidade de interagir digitalmente para receber conteúdo personalizado, pagar pelo celular e até experimentar roupas virtualmente. Em vez de utilizar um testador de batom, você pudesse apenas olhar em um espelho de realidade aumentada e ver a cor aplicada digitalmente aos seus lábios em tempo real. As soluções baseadas em RFID criam a base que pode permitir isso e muito mais”, reflete Francisco Melo, vice-presidente e gerente geral global de Etiquetas Inteligentes da Avery Dennison.

Nova realidade no varejo

Sendo uma das maiores e certamente mais inovadoras varejistas da Itália, a Esselunga fez amplo uso da tecnologia RFID em sua nova loja de Milão. Originalmente criada para proporcionar um novo tipo de experiência no varejo, a “La Esse” foi concebida como uma vitrine tecnológica, onde todos os produtos são etiquetados com RFID e os clientes podem pagar diretamente de seus smartphones. Inaugurada em dezembro de 2019, a marca continua a atender o público desde o início do surto da Covid-19, com comentários muito positivos.

Outra solução notável vem da Mishipay, uma empresa de tecnologia com sede em Londres – e uma parceira da Avery Dennison -, que criou uma tecnologia móvel de check and go para facilitar compras sem contato, potencialmente encerrando filas de pagamento. “O ‘Scan and Go’ oferece uma alternativa, fornecendo aos clientes seus próprios meios para digitalizar e pagar com facilidade por seus itens, aproveitando o poder do smartphone. Além disso, graças à identificação exclusiva do produto e ao ‘gêmeo digital’ de uma etiqueta RFID, o varejista também colhe os benefícios da visibilidade total no nível do item e dos sistemas antifurto eletrônicos (EAS), minimizando as perdas”, ressalta Melo.

Como em qualquer crise, a Covid-19 é um catalisador de mudanças. Embora tenhamos visto lojas tradicionais fechando suas portas, o comércio eletrônico está prosperando, tanto em empresas de varejo quanto para seus concorrentes online.

“A pandemia não está apenas ajudando a acelerar a presença dessa modalidade entre os canais de varejo, mas também contribuirá para uma mudança fundamental no comportamento do consumidor. Se todos os produtos incluíssem um ‘gatilho digital’, como um código QR ou NFC, haveria a oportunidade de cada item se tornar uma conexão 1:1 entre a marca e o consumidor, e os smartphones seriam o portal digital para experiências únicas. Poderíamos ter acesso a informações sobre a origem dos produtos, sugestões e recompensas adicionais. Tudo isso sem sair de casa!”, finaliza o vice-presidente.

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Dane-Avanzi--2-Por Dane Avanzi*

Desvendar os desejos do cliente é o sonho de todo empresário. Em função disso, nos últimos anos, foram desenvolvidas diversas técnicas e ferramentas para estudar o comportamento dos usuários, seus gostos e preferências, opiniões políticas, hábitos de consumo e quanto estão mais dispostos a realizar uma compra. Tudo isso aperfeiçoou os anúncios dentro e fora da internet, em uma estratégia chamada de ominichannel, e fez com que muitas empresas se sentissem seguras para criar jornadas para seus consumidores.

Essas certezas comportamentais caíram por terra com a pandemia. Enquanto muitos perderam a renda, outros simplesmente cortaram os gastos por não saberem o dia de amanhã. Se formos analisar as mais diversas áreas, poderemos observar que as certezas, em parte, sempre foram uma ilusão, principalmente nos mercados mais sensíveis ao comportamento dos clientes. As empresas que já vinham se capacitando para atender as demandas deste novo cenário colherão frutos mais rapidamente.

Podemos citar o setor varejista como exemplo. Hoje, se fala muito sobre a trajetória da Magazine Luiza e como ela se destacou no mercado nacional. Ao sair da frente de seus concorrentes, em um setor nada fácil de se destacar, o marketplace pôde encarar a disputa pelo consumidor com Amazon e outros gigantes. Novos tempos representam novas tendências e, também, novos players.

Durante um bom período será difícil prever comportamentos. Estamos em um avião sem destino certo e a viagem é de difícil visibilidade – muitas vezes, até sem equipes capacitadas. Por isso, prevalecerá a experiência e feeling dos líderes. Não me refiro a aqueles do passado, apegados às formas tradicionais de tocar um negócio, mas às novas lideranças mais aptas a ler as tendências do futuro. Eles farão a diferença nas organizações.

O principal desafio agora é desenvolver equipes ágeis e sólidas a fim de transmitir a confiança de que o amanhã será melhor. É nesse contexto que a tecnologia exerce seu papel mais importante. A pandemia não mudou o processo de transformação digital, mas acelerou tendências. Empresas nativas do ambiente digital, como o Uber, a maior frota de transporte do mundo que não possui sequer um carro, não sentiram grandes impactos além das questões de saúde e segurança para motoristas e passageiros. Já as empresas da economia formal precisarão assimilar muitos novos conceitos necessários para sua sobrevivência.

Humanizar os processos e capacitar as pessoas para formar equipes são ações fundamentais em momentos de crise. Líderes focados somente em resultados perecerão. O que leva a empresa para frente é o time. Time coeso, motivado, que estuda e aprende todos os dias. Criar ambientes colaborativos nos quais as pessoas possam se expressar com liberdade é essencial, além de cultivar valores como a diversidade cultural, liberdade de expressão e propósito das empresas. Tudo isso, aliado a novas ferramentas tecnológicas, como Business Intelligence, Inteligência Artificial, RPA (Robotics Process Automation), dentre outras, é o que levará as empresas para frente, permitindo cortar custos, manter o quadro de colaboradores e desenvolver novas estratégias de vendas mais inteligentes e assertivas.

Diretor do Grupo Avanzi*

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pic2No final de maio, a SIH (Saic-Iveco Hongyan Commercial Vehicle), um empreendimento conjunto entre a SAIC, IVECO e CQME, entregou 120 caminhões-trator de porto SIH Geylon M500 4×2 equipados com motores Cursor 9 de 350 CV fabricados pela SFH, joint-venture da FPT Industrial em Chongqing, China, para a SIPG (Shanghai International Port Group), a maior operadora mundial de logística de portos de contêineres, bem como a maior sociedade anônima operadora de portos da China, servindo 281 rotas de expedição mundiais e acomodando mais de 2.700 chamadas por mês.

Essa entrega representa a maior encomenda de lote único da SIPG em 2020 e constitui um sinal positivo para a economia global. Demonstra uma confiança renovada nas operações futuras de um grupo líder e também marca o reinício das operações empresariais na China.

Pintada no vermelho da sorte característico da SIPG e personalizada para operações de logística de portos com cabines com teto plano e sistema elétrico feito à medida, a nova frota de 120 caminhões-trator de porto SIH Geylon M500 4×2 foi equipada com motores Cursor 9 da FPT Industrial especialmente desenvolvidos, garantindo operações confiáveis, eficientes e sustentáveis para tarefas rigorosas e de turnos prolongados como gerenciamento e transporte de contêineres.

Esses motores Euro V de 8,7 litros e 350 CV a 2.100 rpm com 6 cilindros em linha possuem um sistema common rail de alta pressão com controle eletrônico e turbocompressor com válvula wastegate, debitando 1500 Nm a 1.200-1.500 rpm de torque máximo e apresentam um baixo consumo de combustível de apenas 190 g/kWh de diesel. Com essa entrega, a FPT Industrial demonstra seu desejo de reforçar a consolidação de sua presença no mercado chinês enquanto especialista líder em e fornecedora de soluções avançadas e confiáveis de geração de energia.

 

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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