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A Indústria 4.0

Icone Análise,Artigo,Opinião,Perspectivas,Pesquisa | Por em 18 de fevereiro de 2019

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 por Ubiratan Resende (*)

 Desde o processamento e análise em tempo real, que impulsionam maior eficiência e aprendizado, até a manutenção preditiva, a Inteligência Artificial em computação de borda (Edge AI, em inglês) está impulsionando uma revolução na indústria. Fabricantes de todo o mundo sofrem grande pressão para manter uma vantagem competitiva o que impulsiona programas de transformação digital baseados em Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial. Na verdade, a alavancagem da IoT industrial tornou-se tão evidente que recebeu a alcunha de “Indústria 4.0″.

Estas tecnologias estão estabelecendo uma sintonia entre o “último andar” e o “chão de fábrica”, resultando em ganhos de eficiência gritantes em quase todas as áreas do processo de fabricação. Desde o gerenciamento da cadeia de suprimento, montagem automatizada, manutenção preditiva até o atendimento automatizado, os benefícios de um processo de fabricação completamente integrado, alimentado por AI, são consideráveis.

O McKinsey Global Institute estimou que o uso de inteligência artificial tem o potencial para gerar um ganho de valor de US $ 3,5 trilhões a US $ 5,8 trilhões ao ano em nove linhas de negócios de 19 segmentos da indústria. O poder da Edge AI de mesclar dados industriais e transformá-los em produtos utilizáveis e serviços inovadores é o elemento central da Indústria 4.0.

UBIRATAN-RESENDE-VIA-TECHNOLOGIESEssa abordagem focada em dados aumenta os desafios de processamento, pois a inteligência dos dispositivos IoT (câmeras e sensores, por exemplo) precisa ser reunida, analisada e acionada em tempo real. É nesse ponto que o Edge AI se torna particularmente importante para a Indústria 4.0. Como processa os dados para a tomada de decisões em tempo real no local onde são coletados, elimina grande parte da latência existente em um sistema de nuvem tradicional, que realiza a operação distante dali, ficando, assim, sujeito a interrupções de transmissão, entre outros problemas. A Edge AI possibilita reações instantâneas, o que pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso no que diz respeito ao maquinário industrial.

Um dos maiores terrores de qualquer industrial é a quebra de maquinário que, além de gerar custos elevados, causa interrupções não programadas na produção. A AI de borda elimina este risco. Com sensores de IoT e Edge AI, os sistemas podem aprender (machine deep learning) quais são os padrões operacionais das linhas de montagem e, a partir daí, definir um modelo de atividade “normal”. Desta forma, alterações passam a ser detectadas em tempo real, o que permite que o maquinário seja desligado automaticamente, garantindo a segurança, a integridade dos equipamentos e, consequentemente, evitando paradas mais longas e dispendiosas.

A produção também é otimizada com a integração de todas as etapas, desde a cadeia de suprimentos e produção até a chegada do produto ao cliente final. Isso se dá por meio da captação de dados realizadas pelos dispositivos IoT e interligados, em tempo real, pela Edge AI, no que se denominou “máquina para máquina” (m2m).

Este uso crescente da robótica Edge AI mudou as expectativas dos consumidores, o que força as empresas a adequaram tanto a produção quanto sua logística. O uso de robôs autônomos em aplicações de armazenamento é uma das principais tendências para 2019, o que se estenderá para os próximos anos. A IDC prevê que os gastos mundiais com sistemas robóticos e drones totalizarão US $ 115,7 bilhões em 2019, um aumento de 17,6% em relação a 2018. Em 2022, esses aportes devem atingir US $ 210,3 bilhões.

Pioneira, a Amazon possui mais de 100 mil robôs em operação em mais de 26 centros de atendimento de pedidos em todo o mundo.

O envio antecipado não é uma novidade, mas mudou. Ao invés de centros de distribuição regionais, empresas adotam o envio de estoques para depósitos quase que imediatamente. Isso é possibilitado pela AI, que prevê, e aprende, quais itens, marcas e volumes serão exigidos a cada momento e em quais localidades.

Como as necessidades de automação de processos e fornecedores diferem de uma indústria para outra, a eficiência de sistemas e plataformas Edge AI dependem da capacidade de integração com as plataformas de nuvem do cliente. Devem ser customizáveis, para que possam atender a requisitos específicos de implantação. A VIA Technologies, por exemplo, tem como diretriz garantir compatibilidade com os líderes do segmento, caso de Alibaba, Microsoft e Foghorn. Fidelização de clientes, previsibilidade da operação e de custos, eficiência na entrega e assertividade na oferta se tornam fundamentais para a atividade industrial.

*É diretor-geral da VIA Technologies no Brasil

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unnamed (2)Confirmando a premiação dada pela Revista Exame e Deloitte como a empresa de porte médio que mais cresce no Brasil, a Renovigi Energia Solar, finalizou o ano de 2018 atendendo a 35,9% das empresas que revendem equipamentos fotovoltaicos no país. Os dados foram apresentados no último levantamento feito pela Greener, empresa de pesquisa e consultoria especializada no setor, e publicado no mês de janeiro deste ano.

“O segmento como um todo está crescendo, porém observamos que no último ano a nossa consolidação deve-se também ao fato de termos conquistado novos espaços de mercado. Entregamos uma solução completa aos nossos credenciados, e estamos sempre muito próximos aos clientes, oferecendo toda a assistência de pós-venda necessária. Até final de  2017 tínhamos cerca de 60 mil painéis solares instaladas em todo o território nacional, hoje já ultrapassamos 220 mil. Se considerarmos o consumo médio no Brasil, isso significa energia para mais de 50 mil residências”, comemora Alcione Belache.

Segundo dados divulgados nesta mesma pesquisa da Greener, o setor movimentou R$ 7,4 bilhões no ano passado, sendo que deste montante R$ 4 bilhões no segmento de geração distribuída, e R$ 3,4 bilhões na área de parques solares de grande porte. Já as empresas que projetam, vendem e instalam módulos fotovoltaicos, cresceram  mais de 120%, de 2,7 mil para mais de 6 mil de janeiro de 2018 até o início deste ano.

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Paulo-de-Godoy_Pure-Storage-Brasil-sitepor Paulo de Godoy*

Os dados são um catalisador para o crescimento e inovação, com o poder de transformar a maneira como uma empresa opera e atende seus clientes. No entanto, o grande volume de dados gerados atualmente cria uma sobrecarga nas organizações e a velocidade com que são gerados não está sendo acompanhada por um processo e por uma análise profunda.

Para colocar isso em contexto, de acordo com a IDC, o volume de dados gerados pela Internet das Coisas (IoT) será tão grande em 2025 quanto a quantidade total dados criados em 2020. Diante desse cenário, qual é a solução ideal para processar e analisar essa quantidade de dados? É aqui que a Inteligência Artificial (IA) pode ajudar.

Os dados são tão essenciais para as operações que um estudo recente que fizemos em parceria com o MIT Tech Review Insights constatou que 82% dos líderes empresariais acreditam que a Inteligência Artificial será um fator de mudança na forma como pensam e processam os dados.

Sem dúvidas, a IA pode ajudar as organizações a obter o máximo dos dados, porém, muitos mitos que a envolvem precisam ser dissipados. Esta é uma oportunidade estratégica para o canal trabalhar com seus clientes e ajuda-los a se livrar de qualquer equívoco ou relutância em relação à implementação da tecnologia.

Mito 1: Inteligência Artificial é uma tecnologia futura

Inteligência Artificial não é um conceito futurista ou material de ficção científica. Ela nos envolve aqui e agora. No entanto, os clientes podem ter dificuldades na hora de pesquisar, como encontrar uma lacuna de aplicativos de ponta e terminologia científica que não é baseada na realidade. Para combater isso, o canal deve ser capaz de demonstrar os casos de uso real que já estão entregando resultados nas empresas.

Nosso estudo com o MIT mostrou que 37% dos líderes apontaram os recursos e o talento como uma barreira à adoção de tecnologias de inteligência artificial e com a escassez de habilidades tecnológicas amplamente divulgada, essa é uma questão que parece não desaparecer em breve.

Para resolver isso, o treinamento começa em casa. Os revendedores de canal devem garantir que suas equipes sejam totalmente treinadas e conhecedoras da Inteligência Artificial, para que possam orientar os clientes na tomada de decisões. O treinamento de equipes específicas de IA deve começar agora para atender aos clientes a curto e longo prazo. Obtenha equipamentos para o seu laboratório e dê a sua equipe experiência prática. Nesses times deve haver pessoas que possam comunicar os benefícios das tecnologias em vários níveis, seja para o C-Suite, o gerente de TI ou até mesmo para um cientista de dados.

Mito 2: Percepção de Hollywood vs. Realidade

A percepção da IA é frequentemente derivada de como é apresentada na mídia. Tome como exemplo os filmes de Hollywood: a noção de uma “revolução dos robôs” contribui para que as pessoas pensem duas vezes antes de explorar as possibilidades da Inteligência Artificial. Na realidade, o termo é usado hoje para tratar de tecnologias como automação, Machine Learning Deep Learning. É o que estamos vendo hoje nas indústrias de impacto, eliminando tarefas que consomem tempo e permitindo que as empresas processem grandes quantidades de dados na velocidade da luz.

A IA está sendo usada, por exemplo, para realizar diagnósticos e análises de grandes quantidades de dados em segundos, ao invés dos dias que o ser humano levaria, ajudando a encontrar cura para doenças antes consideradas incuráveis. Existem inúmeros exemplos de uso de IA que têm um impacto positivo em quase todos os setores. A IA também está ajudando as seguradoras a analisar imagens de carros acidentados ou danos à propriedade para fornecer uma estimativa instantânea de um sinistro e os fornecedores de varejo estão aplicando a inteligência artificial ao vídeo para reconhecer e entender melhor o comportamento do cliente.

Os parceiros de canal devem ser capazes de demonstrar a realidade da IA, automação e Machine Learning e os benefícios que elas podem trazer para os negócios. Configurar um laboratório de demonstração aos clientes é uma ótima maneira de fazer isso. Somente quando as empresas puderem ver casos de uso real e as implicações dessas tecnologias no dia-dia, elas estarão inclinadas a adotá-las. Ter o senso prático de como as tecnologias de IA realmente funcionam também ajudará os líderes de negócios a vender os benefícios de volta à força de trabalho mais ampla.

Mito 3: Substituição de Emprego

Para muitos, o tópico da Inteligência Artificial desencadeia automaticamente o medo da substituição de empregos. Um exemplo é o estudo realizado pelo Centre for London, alertando que quase um terço dos empregos na cidade tem o potencial de ser realizado por máquinas nos próximos 20 anos. Enfrentar as questões e a resistência dos trabalhadores preocupados com esse tópico poderia criar outra barreira para a adoção da IA.

No entanto, onde há desafios, também há oportunidades, e a conversa precisa se afastar da “substituição” para a “evolução” do trabalho. Os líderes e os trabalhadores precisam se concentrar em como a inteligência artificial pode aumentar e melhorar suas funções – e é nesse ponto que o canal pode desempenhar um papel importante. Os revendedores podem oferecer programas de educação e treinamento sobre as novas tecnologias, não apenas para garantir que os negócios possam usá-las tecnologias em todo o seu potencial, mas também para suprimir quaisquer preocupações que envolvam a inteligência artificial. São esses tipos de serviços que posicionarão os revendedores como verdadeiros parceiros de negócios.

Enfim, a Inteligência Artificial chegou e está gerando um impacto positivo. Com tantas oportunidades quanto desafios (como acontece com qualquer nova tecnologia), muitos líderes estarão olhando para seus parceiros de canal para orientá-los. Se os revendedores puderem conscientizar seus clientes sobre os benefícios da IA, demonstrar seus impactos reais e se comunicar com qualquer nível de uma organização, eles se tornarão um parceiro confiável e altamente estratégico para ajudar as empresas em sua jornada de transformação digital.

*country manager da Pure Storage no Brasil

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tadros.ASNReunidos em Brasília durante três dias, os dirigentes estaduais do Sistema Sebrae foram conclamados a uma maior articulação com o governo para fortalecer o papel dos pequenos negócios na agenda de desenvolvimento do país. No encerramento do evento, que começou na terça-feira (5) e terminou nesta quinta (7), o presidente do Sebrae Nacional, João Henrique de Almeida Sousa, reforçou a importância da instituição para a economia brasileira.

“O que nós fazemos é de alta relevância para o país. Quase 99% das empresas brasileiras estão na categoria de abrangência desta instituição, ou seja, são de micro e pequeno porte, responsáveis por mais de 54% dos empregos formais gerados no país”, afirmou João Henrique, diante dos representantes do Sebrae em todas as unidades da Federação. “Nós vamos continuar provando nosso valor”.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, José Roberto Tadros, defendeu o fortalecimento da articulação entre o trabalho desempenhado pela instituição e as diferentes esferas de governo. “Neste novo governo, que o Sebrae continue a exercer um trabalho excepcional e que, assim, nós possamos dar contribuições relevantes para que haja um estímulo à iniciativa privada e aos investimentos”, destacou.

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automação-industrialUma ideia frequentemente associada aos avanços da automação industrial é o impacto da tecnologia na redução de postos de trabalho. Não é difícil encontrar listas de ocupações a serem extintas, em que profissionais de diferentes áreas são retratados como agentes possivelmente substituídos pelos robôs em curto prazo.

Para a Mitsubishi Electric, uma das principais companhias de automação industrial do mundo, o cenário projetado para o futuro é bem diferente. A companhia defende que o avanço da tecnologia vai criar cada vez mais oportunidades para pessoas e que, para aproveitá-las, é necessário investir em capacitação.

“Há cada vez mais espaço, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, para as profissões relacionadas à automação industrial, como técnicos, engenheiros, projetistas, desenvolvedores, programadores, entre outras. Ainda somos um país que está começando a visualizar o potencial da tecnologia dentro da operação, mas temos enorme potencial a ser explorado. Para isso, é vital a contribuição de profissionais cada vez mais qualificados dentro do nosso mercado de trabalho”, afirma Thiago Turcato, supervisor de suporte técnico da Mitsubishi Electric.

Dados do FMI ajudam a construir esse cenário: países desenvolvidos já têm taxas de desemprego em mínimas históricas (5,3%). Como complemento, informações da International Federation of Robotics mostram que países com as maiores taxas de automação e robotização das funções do trabalho como Coreia do Sul, Cingapura, Alemanha e Japão têm índice de desemprego inferior a 3,9%.

Além disso, uma pesquisa recente da McKinsey que projeta como será o mercado de trabalho em 2030 informa que o medo da ausência de emprego em razão da automação é infundado. Ao tomar como base o avanço da tecnologia ao longo do tempo, a consultoria afirma que há mudanças previstas em âmbito setorial e no nível de emprego, porém, a criação de novos postos de trabalho e funções pode ajudar a compensar esse efeito.

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gs1-farmárcia-1440x564_cA Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil divulga a nova edição do Índice de Automação do Mercado Brasileiro, que tem como objetivo medir o nível de automação no país para identificar o quanto tecnologias são adotas por empresas e consumidores. Dividido em duas frentes de apuração – Empresas e Consumidores –, sendo empresas com visualizações por indústria e comércio e serviços, o índice mensura a automação em todo o país e conta com o apoio metodológico de uma das maiores empresas de pesquisas, a GfK Brasil.

Embora vários setores da economia tenham recuado no último ano, o investimento em processos e recursos de automação nas empresas cresceu na proporção de 8% entre 2017 e 2018. O método de estudo avalia vários setores e o índice possui um intervalo de avaliação de 0 a 1. Em novembro de 2017, o Índice de Automação do Mercado Brasileiro apontava para 0,223 e hoje está em 0,241.

Na variação 2017/2018, as empresas brasileiras aumentaram seu nível de automação para ganhar mercado frente à concorrência. As empresas foram analisadas nas seguintes divisões – Indústria e Comércio e Serviços.

A vertical Indústria teve uma alta de 8,3% do índice, saltando de 0,261 para 0,282. Já no setor de Comércio e Serviços, o índice saltou de 0,186 para 0,199.

O foco de maior investimento da indústria em 2018 foi em atendimento e relacionamento com o cliente. “O uso mais estratégico dos dados gerados diariamente pelas ações dos clientes dá mais subsídios para a geração de ofertas direcionadas ao desejo dos consumidores”, analisa Marina Pereira, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

No segmento de logística, de acordo com Marina, “percebemos que a identificação única de produtos e o código de barras estão entre os recursos mais adotados pelas empresas, o que as auxilia a ter um maior controle da localização dos itens na cadeia de abastecimento”. A conclusão é que os processos de rastreabilidade recebem mais atenção hoje, principalmente quando a identificação é automatizada por meio de padrões GS1 de códigos de barras, bidimensionais e radiofrequência. Já no varejo, a integração entre o back office e o checkout tem aumentado, o que aponta para maior preocupação com a gestão dos negócios e das informações dentro dos negócios.

A Região Sul do país foi a que mais se destacou em crescimento de automação de empresas no período de um ano, com aumento de 13,1%. As outras regiões que perceberam maior adoção em automação foram a Sudeste – 6,6% – e a Centro-Oeste, com variação de 6,3%.

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sebrae5Os donos de pequenos negócios estão otimistas quanto à melhoria de seus empreendimentos este ano, segundo a Sondagem Conjuntural feita pelo Sebrae no final de 2018. O estudo teve como objetivo conhecer as expectativas dos donos de micro e pequenas em relação à economia brasileira e ao seu próprio empreendimento. Mais de 70% dos entrevistados acreditam que seu faturamento vai melhorar. Mas, para que isso aconteça, é necessário tomar algumas medidas estratégicas em 2019 para não ser surpreendido.

De acordo com o especialista em empreendedorismo do Sebrae, Enio Duarte Pinto, aproveitar o início do ano e a baixa de movimento, em alguns setores, para concentrar esforços em cinco estratégias principais pode favorecer o sucesso do negócio ao longo dos meses. A primeira medida é iniciar o ano revisando algum problema que tenha sido verificado com seu público alvo no decorrer do ano passado. “É a partir do feedback dos clientes que o empreendedor saberá se sua empresa está sendo efetiva na entrega daquilo que o público deseja. Por isso, é necessário buscar um constante diálogo com o consumidor para fazer os ajustes necessários”, avalia Enio.

Além disso, é preciso que o empresário fortaleça sua presença digital, tanto para ser facilmente encontrado pelo cliente, como para diversificar seus canais de relacionamento, uma tendência que vem se acentuando entre os pequenos negócios. Segundo pesquisa feita pelo Sebrae, nos últimos três anos, mais de 70% dos micro e pequenos empreendedores apostaram na informatização e na utilização das redes sociais. “Para obter o sucesso em 2019, o empresário de pequeno negócio deve ainda tentar delegar o operacional a alguém, de modo que possa concentrar sua energia e agenda na gestão estratégica, que vai diferenciar a empresa no mercado. Mas é preciso entender que delegar não é se omitir. Por isso, é fundamental continuar supervisionando o trabalho do seu time”, orienta o especialista. Por fim, em 2019, o empreendedor deve investir de forma continuada na sua qualificação como gestor. A acelerada dinâmica à frente dos negócios exige um processo constante de atualização.

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camarabrasilalemanhaCinco encontros, 35 startups, 500 reuniões viabilizadas com a participação de mais de 30 empresas como Bayer, BASF, Lanxess, Mercedes-Benz e Volkswagen. Os números representam os resultados atuais do Startup Speed Dating, evento da iniciativa Startups Connected que promove encontros de negócios temáticos entre empresas e startups.

A iniciativa nasceu com o objetivo de contribuir de forma mais assertiva na geração de negócios entre empresas e startups. Por meio de encontro de negócios empreendedores conseguem apresentar suas soluções inovadoras para empresas ou departamentos. A ideia central é viabilizar diversas reuniões entre diferentes startups e empresas em apenas um dia e contribuir ainda mais para a geração de negócios.

“O grande diferencial do Startup Speed Dating é que ele atende às demandas de empresas no curto prazo. Além disso, o baixo custo do encontro viabiliza a participação de empresas de todos os portes que buscam um maior contato com startups de forma descomplicada”, comenta Bruno Vath Zarpellon, Diretor de Inovação e Tecnologia na Câmara Brasil-Alemanha e idealizador do encontro de negócios.

Os encontros já realizados durante este ano contaram com as temáticas “Logística e Compras”,“Legal, Tax e Compliance”, “Comunicação e Marketing” e “Recursos Humanos”. A dinâmica do evento é simples: startups e empresas indicam com quais participantes gostariam de conversar e, havendo um match, a reunião é agendada como prioridade. Como o nome do evento já indica, as reuniões são rápidas, de até 15 minutos, tempo que deve ser utilizado para um pitch, uma conversa inicial sobre a aderência da solução à demanda, com o objetivo de entender se há ou não interesse em levar a discussão adiante.

Os encontros têm se mostrado eficazes: a partir do primeiro contato feito durante a ocasião, mais da metade das conexões geraram uma segunda reunião. Após o evento, cabe às empresas e às startups darem continuidade ao relacionamento.

“O Startup Speed Dating foi primordial nos contatos iniciais de soluções que possam nos ajudar a alavancar nossos negócios por meio da transformação digital. A Bayer procura estar sempre conectada às novas ideias e esta parceria faz com que o processo seja enriquecedor”, confirmou Camila Arcanjo da área de Supply Chain da Bayer.

Já as startups também enxergam valor na iniciativa promovida pela Câmara, já que a distância entre elas e as gigantes do mercado é diminuída significativamente. “Para a startup Comprovei o evento foi muito bom. Ficaríamos honrados em sermos convidados novamente, participaríamos com certeza. Tivemos várias oportunidades de contatos para prosseguir o relacionamento com as empresas convidadas”, comentou Halley Takano, CEO da startup Comprovei. A startup participou do encontro focado nas áreas de logística e compras.

Serviço -

6º encontro Startup Speed Dating

Data e horário: 12 de dezembro das 14 às 16 horas

Local: Co.W Coworking – Rua Jaceru, 225

Mais informações e inscrições pelo e-mail inov.assist@ahkbrasil.com

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absolarAs diretrizes anunciadas recentemente pelo estado da Califórnia (EUA) para incentivar a fonte solar fotovoltaica, com a incorporação da tecnologia em todas as novas residências da região a partir de 2020 e em todas as novas edificações comerciais a partir de 2030, representa um marco para o setor e deve servir de inspiração para os governos federal e estaduais brasileiros.

Para o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Ronaldo Koloszuk, o Brasil está 15 anos atrasado quanto ao desenvolvimento da fonte solar fotovoltaica. “Por isso, o País precisa estabelecer uma política de Estado para o setor, alinhada às melhores práticas internacionais, capaz de promover o uso sustentável das energia solar fotovoltaica em todas as regiões do Brasil”, recomenda

“Para isso, a entidade propõe uma meta de atingir pelo menos 30 Gigawatts (GW) da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira até 2030”, acrescenta. Segundo Koloszuk, trata-se, na verdade, de incluir a fonte como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento do País. “O Brasil, possui um dos melhores recursos solares do planeta e deve acelerar suas iniciativas para se posicionar como protagonista mundial no desenvolvimento da fonte solar fotovoltaica”, ressalta.

Adicionalmente, há menos de 30 dias o Governador da Califórnia ratificou uma nova lei estadual que estabeleceu que, a partir de 2045, 100% da energia elétrica consumida na região deverá ser proveniente de fontes limpas e não-emissoras de gases de efeito estufa, principalmente renováveis, como a solar fotovoltaica.
O CEO da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, destaca ainda que o Brasil desponta entre os dez principais países do mundo na produção de energia elétrica a partir das fontes hídrica (2º lugar), biomassa (4º lugar) e eólica (8º lugar), com exceção da solar fotovoltaica, para a qual o País ainda está na trigésima posição. “Com um programa estruturado para potencializar o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no Brasil, teremos condições de subir posições neste ranking, ao mesmo tempo em que agregaremos ao País diversos benefícios sociais, econômicos, ambientais, energéticos e estratégicos, contribuindo para a construção de um futuro alinhado ao desenvolvimento sustentável e com mais empregos renováveis”, conclui Sauaia.

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froniusO hidrogênio é um importante elemento para a integração de setores, isto é, para a eficiente utilização de energias renováveis nos setores de corrente elétrica, calor e mobilidade. Também é com essa finalidade que a Fronius trabalha no desenvolvimento de soluções para a produção de hidrogênio verde a partir a energia solar excedente de sistemas fotovoltaicos. Com o sistema de abastecimento SOLH2UB em Thalheim bei Wels, agora a empresa mostra que esse conceito funciona perfeitamente.

 O sistema-piloto na unidade de desenvolvimento da Fronius já está funcionando de forma experimental desde maio. Por meio de eletrólise, o sistema produz hidrogênio – principalmente a partir de energia solar excedente –, que fica disponível para veículos da empresa providos de células de combustível ou que é armazenado para a reconversão em corrente elétrica e calor. Os componentes necessários, como sistemas de eletrólise e células de combustível estacionárias, são desenvolvidos pela própria Fronius.

 Após a inauguração oficial em meados de outubro, o sistema passará a ter um funcionamento normal. “O SOLH2UB funciona como um ponto de convergência central no âmbito da energia solar e possibilita uma inovadora integração dos setores de corrente elétrica, mobilidade e calor“, explica Martin Hackl, diretor da Solar Energy na Fronius International GmbH. “Temos certeza de que o hidrogênio tem potencial para se tornar uma das fontes energéticas do futuro e impulsionar enormemente a integração dos setores e, consequentemente, a transição energética.”

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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