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dassaultA Dassault Systèmes anuncia seu comprometimento em estabelecer uma meta baseada na ciência por meio da Science Based Targets initiative (SBTi),  para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e transformar os negócios para a futura economia de baixo carbono. .

As metas adotadas pelas companhias  estão baseadas no Acordo de Paris. Este acordo internacional tem como objetivo fortalecer a resposta global à ameaça das mudanças climáticas e limitar em 2° graus Celsius o aquecimento global com níveis pré-industriais e buscar esforços para limitar o aquecimento a 1,5°C.

 A Dassault Systèmes reconhece o papel crucial que a comunidade empresarial pode desempenhar na minimização do risco que as mudanças climáticas representam para o futuro do planeta.

 “Como uma empresa comprometida e baseada na ciência, é natural desejarmos o mais alto padrão nas metas de emissões: a iniciativa baseada nos objetivos da ciência (SBTi)”, afirma Florence Verzelen, vice-presidente executiva de Indústrias, Marketing e Sustentabilidade da Dassault Systèmes. ”Estamos orgulhosos de nos unirmos às principais empresas do mundo neste esforço, pois acreditamos que a mudança climática não é apenas um dos maiores riscos do mundo, é também uma das maiores oportunidades da história para a inovação sustentável”.

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felipePesquisa realizada pela Ebit/Nielsen mostrou que as vendas no comércio eletrônico devem crescer 26% e alcançar R$ 110 bilhões de reais no ano de 2021. De acordo com o estudo, o desempenho das vendas pela internet será impulsionado pelo crescimento do número de consumidores, consolidação dos e-commerces locais, fortalecimento dos marketplaces e logística mais ágil. A pesquisa indicou ainda que 95% das pessoas pretendem continuar fazendo compras online em 2021.

Para Felipe Dellacqua, sócio e vice-presidente de vendas da VTEX, empresa que provê plataforma de e-commerce para um quarto das lojas virtuais do País, os consumidores irão continuar comprando online no ano de 2021 ainda que, com as vacinas, as pessoas voltem a ter uma vida normal e a frequentar lojas físicas.

“É uma tendência que veio para ficar. Estamos digitalizando muitos processos que antes eram totalmente físicos para garantir ainda mais conforto ao consumidor. Muitos varejistas físicos adotaram o Whatsapp como canal de compra digitalizando uma compra que seria física. Grande parte do varejo também permitte que se faça a compra por marketplace ou Whatsapp e a retirada seja por meio de drive-thru, o que também é confortável para o consumidor que quer retirar a compra de forma rápida”, explica.

A Ebit/Nielsen projeta também alta de 16% no número de pedidos, que passariam para 225 milhões, e uma expansão de 9% no valor médio das vendas, para R$ 490. As categorias que mais devem se destacar nas vendas online, conforme a empresa, são alimentos e bebidas, bebês e casa e decoração, entre outros. Só no primeiro semestre de 2020, 7,3 milhões de consumidores ingressaram no e-commerce. É quase a mesma quantidade de novos brasileiros que passaram a fazer compras online no ano inteiro de 2019.

Segundo Felipe, o faturamento do online em 2020 representou mais de 10% do total do varejo brasileiro. “No ano de 2019, fechamos em 4,5% e em 2020 mais que dobramos. Com as restrições do isolamento devido à pandemia, passou a existir abundância de consumidores navegando pelo canal digital e ficou muito mais fácil e barato capturá-los”, observa.

Outro fator que acelerou o aumento de novos consumidores no mundo digital foi o maior acesso população à tecnologia 4G. “Temos mais de 50% da população brasileira com acesso ao 4G enquanto a média de outros países é de 53%. Com previsão da implementação do 5G e com a internet mais rápida, a tendência é que a aceleração da tecnologia móvel impulsione bastante o comércio eletrônico em 2021″, completa.

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HORIMETRO-WIFI-REDE-INDUSTRIALA quarta revolução industrial, chamada de Indústria 4.0, ganha um forte aliado para a gestão das máquinas, em tempo real, permitindo que as máquinas, que são 100% mecânicas, ou as que são totalmente eletrônicas, possam se comunicar com qualquer software de gestão ou aparelho celular, através do Horímetro WI-FI. O produto, que é inédito no mundo, está causando forte interesse das indústrias nacionais, pois elimina vários entraves na gestão da produção, principalmente com a integração dos tempos e paradas de trabalho junto aos sistemas de gestão. O aparelho já foi registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no número BR 102020021262-1, concedendo exclusividade de invenção e produção à Rede Industrial.

De acordo com o diretor da Rede Industrial, Abrahão Lima, o Horímetro WI-FI é uma ferramenta moderna e de transmissão de dados que controla o tempo de funcionamento ou trabalho de máquinas, veículos, processos e serviços, de qualquer lugar do mundo. “Ele tem recursos de envio programado de e-mails ou de arquivos por FTP, informando, automaticamente, e de forma programada, o momento para a execução de manutenção preventiva. O Horímetro WI-FI monitora o acúmulo de horas trabalhadas ou não trabalhadas, pela máquina ou pelo processo, o que torna a gestão muito mais dinâmica e confiável, possibilitando inúmeras tomadas de decisão em tempo real”, explica.

Segundo Lima, o produto também funciona totalmente de forma autônoma, sem a necessidade de conexão com a internet. “A transmissão ou envio dos dados ocorre através de Wi-Fi, de forma programada ou quando houver sinal disponível, porém, seu funcionamento pode ser 100% off-line, e não há risco de perda de dados caso não haja uma conexão, pois os dados são gravados na memória interna do aparelho”. O diretor da empresa reforça que seu acionamento é 100% automático e que seu uso é ideal para registro de horas trabalhadas em veículos, empilhadeiras, compressores, geradores, pontes rolantes, gruas e guindastes, fornos, entre outras máquinas.

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kubo Por Edison Kubo*

 A sustentabilidade tem ocupado um espaço cada vez mais relevante na agenda de países e empresas. No hemisfério norte, proposta do parlamento europeu visa reduzir os índices de emissões de gases de efeito estufa em 60% ao longo dos próximos dez anos, enquanto países como o Brasil se veem pressionados a agir no mesmo sentido a fim de não perder mercado para os seus produtos. As pressões ambientais são cada vez mais claras e seus impactos mais evidentes em cadeias inteiras de valor, inclusive na produção de alimentos e bebidas.

Em nosso setor, muito tem sido discutido sobre a importância da digitalização para a gestão das fábricas e o seu potencial para reduzir perdas e gerar ganhos em eficiência e produtividade. Ainda que todos esses pontos sejam inquestionáveis, também cabe um olhar sobre o papel da digitalização para a adequação dos processos fabris às novas diretrizes ambientais. Afinal, o investimento em sustentabilidade não é moda, mas um pilar estratégico que deve nortear a condução de qualquer negócio.

A simples digitalização dos dados de desempenho das máquinas tem o potencial de gerar ganhos substanciais para a indústria, desde aspectos operacionais a questões relacionadas à sustentabilidade. Por exemplo, ao gerir os dados de forma digital, operadores ganham maior visibilidade sobre os processos da fábrica e sobre o desempenho de cada uma das máquinas instaladas, podendo evitar falhas, desperdício de utilidades, de matéria-prima e até mesmo do produto final.

Ao agir dessa forma, a indústria não somente ganha em produtividade, mas também evita consumir insumos, água e energia em processos ineficientes e em desacordo com um modelo de operação sustentável. Principalmente no caso dos dois últimos itens, o menor consumo de água e energia contribui diretamente para o atingimento de metas de sustentabilidade – ainda que estes não sejam objetivos isolados no modelo de operação de uma empresa no que diz respeito à responsabilidade ambiental.

Na verdade, o tema precisa ser analisado sob uma perspectiva ampliada. Segundo a Food & Drug Administration (FDA), de 2013 a 2018 os recalls de alimentos e bebidas aumentaram em cerca de 10%. Isso significa um volume enorme de produtos sendo direcionados para o mercado para então serem recolhidos. Além dos custos associados à fabricação desses itens, há também o custo atrelado ao seu transporte das fábricas para os centros de distribuição e varejo. Ou seja, emissões de gases de efeito estufa atreladas ao transporte e recolhimento desses produtos que poderiam ser evitadas.

Não coincidentemente, as iniciativas que visam reduzir o impacto ambiental não se limitam às fábricas de forma isoladas, mas cobrem cadeias inteiras de valor. Na Tetra Pak, assumimos o compromisso de zerar as emissões líquidas de carbono em todas as nossas operações globalmente até 2030. Até 2050, temos o objetivo de zerar as emissões dentro da cadeia de valor em que atuamos. Para atingir este objetivo, não contamos unicamente com equipamentos de processo e envase que sejam ambientalmente mais eficientes, mas também com tecnologias digitais que possam levar mais inteligência aos produtores de alimentos e bebidas e que contribuam para um modelo de produção sustentável, conforme exemplos anteriores.

Em todo o mundo, as legislações relacionadas à responsabilidade ambiental têm ficado cada vez mais rígidas, gerando impactos para países desalinhados às novas diretrizes globais e às empresas pouco comprometidas com as metas de preservação do meio ambiente. O investimento em soluções que possam reduzir a pegada ambiental da indústria serão cruciais na nova realidade. Além de contribuir com as exigências de uma sociedade mais atenta à sustentabilidade, de quebra as novas tecnologias elevam a eficiência da indústria e a qualidade dos produtos entregues ao mercado.

Diretor de portfólio de Serviços da Tetra Pak para as Américas*

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CRISTIANO_DOS_ANJOS350Por Cristiano dos Anjos*

Diante de um cenário de intensas mudanças climáticas, problemas ambientais e empresas prestes a iniciar um plano de retomada no pós-pandemia, a necessidade da indústria de encontrar maneiras sustentáveis de crescer é ainda mais forte. Hoje, o equilíbrio entre avanço industrial e sustentabilidade é mandatório para garantir o desenvolvimento e o futuro do setor. Por isso, a preocupação com a “retomada verde”, conceito que visa ao fortalecimento da bioeconomia, de cidades mais sustentáveis e de um novo modo de vida e consumo nos próximos meses, já está entre as principais pautas do setor.

Ações pensadas para reduzir o consumo de recursos naturais, de energia e a pegada de carbono nas etapas de produção, distribuição e aplicação trazem benefícios para a competitividade e o reconhecimento da marca pelos consumidores. Além disso, garantem que as empresas tenham o livre acesso a diferentes mercados onde o desenvolvimento sustentável e o respeito ao meio ambiente são premissas básicas para o estabelecimento de relações comerciais duradouras.

Além dos benefícios para a indústria, a adoção de iniciativas sustentáveis também deve ter impacto bastante positivo na economia brasileira. Segundo o estudo mais recente da WRI Brasil e do The New Climate Economy Project, uma recuperação baseada em uma economia resiliente e de baixo carbono tem o potencial de gerar 2 milhões de empregos e injetar US$ 535 bilhões no PIB do Brasil até 2030.

Por parte da indústria, a ideia de que as ações sustentáveis podem ajudar no impulsionamento do setor parece estar bastante clara. Como exemplo, nós temos o comunicado do setor produtivo do País, por meio do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), emitido este ano para os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que reforça o empenho das empresas em busca desse objetivo. O posicionamento aborda as consequências da percepção negativa da imagem do Brasil no exterior em relação às questões socioambientais na Amazônia nos negócios.

Além disso, temos como exemplo a carta assinada por 17 ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central que defende a importância da sustentabilidade e, com isso, aponta a necessidade do estabelecimento de uma economia de baixo carbono. Nesse sentido, incentiva investimentos públicos e privados para fomentar a transição da economia brasileira para um patamar de neutralidade das emissões líquidas de carbono, a fim de contribuir para a estabilização da temperatura global.

É justamente por todo esse engajamento que, hoje, temos de inevitavelmente equilibrar o avanço industrial com sustentabilidade. A indústria 4.0 – principal transformação no parque industrial brasileiro –, que permite, entre outras coisas, o aumento da produtividade e a redução de custos de produção precisa estar associada com questões sustentáveis. Ou seja, inserida em uma economia de baixo carbono, com uso mais racional dos recursos naturais.

A rápida e correta implementação dessas ações vai fazer com que a indústria brasileira alcance um novo patamar de competitividade e, ao mesmo tempo, contribua de forma positiva com uma das principais questões globais, o clima. Depois de um período de tantas mudanças – como os últimos meses – e com problemas ambientais bastantes sérios acontecendo ao redor do mundo, essa é, mais do que nunca, a hora de as empresas colaborarem com temas de sustentabilidade. Por isso, reforço: estamos no momento de traçar as diretrizes para uma retomada verde.

Vice-presidente de Indústria da Schneider Electric Brasil*

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fernando caprioli* Por Fernando Caprioli

 Em todo o mundo, as legislações relacionadas à segurança e qualidade do alimento têm ficado cada vez mais rígidas. Em um mundo altamente globalizado, um erro de produção pode gerar problemas com reflexos em diferentes partes do planeta, desde ações de recall, perdas financeiras e graves crises de imagem. Somado a isto, a população mundial deverá crescer nas próximas décadas, o que demandará um adicional de 70% na produção de alimentos e bebidas, se comparado ao que é produzido hoje. Frente a este cenário, como garantir uma produção eficiente e em acordo com a demanda?

O investimento em tecnologia e digitalização é certamente o caminho mais prático e rápido para lidar com este desafio, principalmente se considerado que atualmente 66% de tudo o que é desperdiçado no setor ocorre entre a produção e o varejo. Com impactos ainda mais contundentes, já que são produtos que de fato chegam às mãos dos consumidores, as ações de recall realizadas pelas marcas cresceram cerca de 10% entre 2013 e 2018, segundo dados do Food & Drug Administration (FDA).

Aumentar a segurança do alimento e reduzir o nível de desperdício na indústria depende, fundamentalmente, de uma mudança de postura. Em um mundo altamente conectado e interligado, não há espaço para ações reativas, pois de pouco adianta conhecer um problema depois que ele já aconteceu. É crucial trabalhar de forma proativa para evitar que as falhas aconteçam ou para identificá-las logo no início do processo produtivo, de forma que o seu impacto não se estenda por toda a cadeia de produção e evitando que produtos inadequados cheguem à mesa do consumidor.

Em um cenário em que as legislações relacionadas à segurança do alimento se tornam mais rígidas e a margem de lucro dos fabricantes cada vez mais estreitas, compreender todo o ecossistema relacionado à fabricação de um produto torna-se preponderante. Cada equipamento instalado na indústria fornece uma série de dados que, quando interligados, contam uma história sobre a produção. Contar com ferramentas capazes de capturar e analisar esses dados pode representar, literalmente, a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma operação.

Ao interligar toda a sua produção, fabricantes de alimentos e bebidas têm à distância de um único clique um relatório completo da sua operação. Com todos os dados da operação dispostos em dispositivos móveis, gestores da indústria podem acompanhar em tempo real e remotamente tudo o que acontece na operação e facilmente identificar gargalos ou processos inadequados.

Se conectados à nuvem, os mesmos dados abrem caminho para que fabricantes atuem com sistemas de manutenção preditiva. Os dados coletados das máquinas podem ser analisados por engenheiros especializados e por ferramentas de inteligência artificial capazes de prever o comportamento das máquinas instaladas na indústria. A união da capacidade humana com a alta capacidade de processamento dos softwares de análise de dados (o famoso big data) é capaz de indicar quando um equipamento apresentará defeito, dando margem de manobra para que fabricantes providenciam a manutenção da máquina antes que ela apresente problemas que causariam paradas não programadas – e, portanto, o desperdício de matéria-prima, insumos e mão de obra, ou seja, uma perda direta de dinheiro.

Sob outra perspectiva, a digitalização da indústria tem papel fundamental para fabricantes interessados em investir em sistemas de rastreabilidade ativa – e essa será uma demanda cada vez mais importante de consumidores e órgãos legisladores. Em um mundo interligado, não há mais espaço para pequenos erros de fabricação, pois qualquer pequeno deslize tem enorme potencial para gerar crises sem precedentes, seja em termos financeiros ou em termos de imagem e confiança na corporação.

Ao investir em uma base de dados interligada e acessível em qualquer lugar e a qualquer momento, fabricantes de alimentos e bebidas criam um histórico da sua produção e adicionam uma camada a mais de proteção à sua operação, identificando produtos com problemas de forma antecipada e impedindo ações de recall envolvendo lotes inteiros. Ao mesmo tempo, isso garante ao consumidor e ao mercado a entrega de produtos seguros e de excelente qualidade, além de dar maior transparência para aquilo que é produzido na indústria.

Por exemplo, códigos únicos impressos nas embalagens dos produtos podem fornecer informações sobre todas as etapas de produção daquele alimento, como a origem de cada um dos ingredientes utilizados em sua formulação, explicação sobre os processos aos quais ele foi submetido e porque esses processos são importantes para garantir a qualidade do alimento. Ou seja, ao mesmo tempo em que a rastreabilidade ativa cria um histórico da produção e adiciona um nível a mais de segurança para a indústria, ela também abre oportunidades para aumentar o nível de interação e transparência de fabricantes com os seus consumidores.

Manter-se refém de ferramentas antigas de gestão e monitoramento do desempenho operacional não é mais uma opção. Seja investindo em sistemas que digitalizem as informações fornecidas pelas máquinas, que criem um histórico da produção ou investindo em modelos que permitam prever o comportamento dos equipamentos instalados na indústria, o preponderante é dar o primeiro passo. Uma fábrica inteligente pode ser construída aos poucos, desde que a visão do objetivo final seja discutida no início.

* Diretor de Serviços da Tetra Pak Brasil

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image004Por Paulo Henrique Pichini*

A pandemia do COVID-19 mudou para sempre o modo de ser dos escritórios. Em 2018, segundo pesquisa da Harvard University, somente 3% dos profissionais norte-americanos trabalhavam em home office. No Brasil, em maio deste ano, estima-se que 43,4% da população estivesse em casa (dado da consultoria InLoco). Ainda é cedo para sabermos qual será o impacto da crise atual sobre os escritórios corporativos. O que é certo é que cada país está respondendo de uma maneira ao pós-crise. Pesquisa da Morgan Stanley mostra que, na Alemanha, 74% da força de trabalho voltou a frequentar os escritórios. Mas, desse total, somente 50% desloca-se até o escritório nos cinco dias da semana. O mesmo levantamento indica que, na França, 84% dos funcionários voltaram a suas mesas de trabalho. No caso dos britânicos, somente 40% realizaram esse retorno ao modelo anterior de trabalho. Nos EUA, onde a luta contra o COVID-19 continua feroz, as expectativas são de uma profunda transformação nos modelos de trabalho. Pesquisa da Global Workplace Analytics indica que, até o final de 2021, 30% dos profissionais norte-americanos atuarão a partir das casas dos funcionários.

 Índices como estes explicam o fato de que um andar de um edifício que, até fevereiro deste ano, seria ocupado por 500 funcionários de uma empresa, hoje acolha 1000 funcionários dessa mesma empresa. Essa realidade está impactando o mercado imobiliário global – somente nos EUA, segundo a consultoria JLL, os investimentos em imóveis comerciais caíram 37% em comparação com o primeiro semestre de 2019.

Antes da pandemia já contávamos com corporações inovadoras que investiam em Intelligent Workspaces, espaços projetados para potencializar a criatividade e a produtividade de seus colaboradores. O objetivo é oferecer aos usuários uma UX disruptiva e atraente, baseada na digitalização plena do espaço físico onde o trabalho é feito.

 No pós-pandemia, o Intelligent Workspace será, também, um espaço de proteção da saúde dos funcionários. É um mundo novo que já está sendo projetado e implementado. O uso intensivo de biometria/reconhecimento facial substitui o contato de um crachá ou de um dedo com um leitor digital. Até mesmo a abertura e o fechamento de portas passam a ser comandados por sensores que liberam o funcionário de qualquer contato com superfícies. Sensores bluetooth implementados nos smartphones dos profissionais serão capazes de emitir alertas quando uma pessoa estiver próxima demais de outra. E sofisticadas aplicações de video analytics irão analisar se, em algum ambiente, há pessoas sem máscara. Essa constatação gerará automaticamente bloqueios de acesso à Internet, infraestrutura de colaboração e apresentação etc., até que a proteção com a saúde de todos seja respeitada.

 Em paralelo à essa transformação, está acontecendo, também, a reconfiguração do ambiente de trabalho remoto. A meta é entregar aos usuários remotos a melhor UX, com a máxima colaboração e tudo o que é necessário para aumentar a produtividade dos times.

 As empresas que já avançaram para esse modelo aderiram ao Extended Intelligent Workspace.

 O Extended Intelligent Workspace depende de projetos customizados, desenhados de acordo com a lógica de negócios de cada empresa e com as demandas específicas de cada setor da empresa e cada funcionário. Se o Intelligent Workspace é um espaço corporativo sensorizado, o Extended Intelligent Workspace leva essa sensorização para a casa do funcionário.

 Os mais inovadores projetos de Extended Intelligent Workspace incluem recursos de AR (Augmented Reality) e VR (Virtual Reality) capazes de mergulhar o usuário remoto numa experiência 3D com plena sensação de presença. Um relatório da PwC realizado em 2019 mostra que, até 2030, 23,5 milhões de profissionais em todo o mundo usarão Apps de AR e VR para participar de treinamentos, reuniões de negócios ou atender seus clientes. Fazem parte desse contexto, ainda, tecnologias de colaboração como Microsoft Teams, Zoom Cloud Meetings, Google Meet e Cisco Webex. Essas plataformas tinham, em junho, em todo o mundo, mais de 300 milhões de usuários (dados da Statista). Segundo pesquisa da Trustradius, houve um crescimento de 400% no uso dessas plataformas desde o início deste ano.

 Por trás dos Apps utilizados pelo trabalhador remoto há outro elemento essencial do Extended Intelligent Workspace: a infraestrutura digital implementada no ponto remoto. Isso inclui a oferta de redes redundantes com fartura de banda, dispositivos de rede e de uso pessoal (PCs e notebooks), e soluções de segurança para garantir que o acesso remoto seja tão protegido como o acesso que acontecia, antes do COVID-19, dentro do perímetro corporativo. Todo esse aparato tem de ser gerenciado remotamente, de modo a oferecer suporte 24×7 aos funcionários que trabalham em casa.

 Nada disso, porém, produzirá os resultados esperados se não houver ações de integração e treinamento sendo continuamente oferecidas ao profissional em home office. As empresas que não realizarem essas ações correm o risco de inserir o trabalhador remoto num silo onde todo tipo de troca e interação poderá ser prejudicado.

 Em alguns casos, é recomendável que a empresa usuária crie um novo cargo – o digital workspace manager.

 Mais do que um técnico, esse profissional tem de ter empatia pela realidade enfrentada pelo trabalhador remoto. Seu papel é antecipar frustrações e dificuldades e ajudar esse profissional a navegar o mundo do autosserviço com mais tranquilidade. Segundo pesquisa da S&P Global Ratings (Standard & Poor) realizada em junho deste ano, organizações que contam com profissionais satisfeitos e engajados são 21% mais lucrativas do que seus concorrentes. No mundo pós-pandemia, esse resultado passa por entregar, na casa do usuário, serviços digitais que, antes, só eram encontrados nas sedes das grandes corporações.

 Está surgindo um novo mundo em que o Intelligent Workspace e o Extended Intelligence Workspace se completam de forma harmoniosa, oferecendo ao profissional exatamente a mesma experiência quer ele esteja na sede da sua empresa, quer trabalhe na sala da sua casa. Essa realidade está apenas começando a produzir frutos. Nos próximos anos, haverá uma clara diferenciação entre as empresas que suportam os processos de seus colaboradores em todos os lugares e todos os momentos, e as empresas que seguem apegadas a modelos rígidos e sem fluidez.

CEO & President da Go2neXt Digital Innovation*

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economiaConquistar a casa própria, investir em um negócio, viajar ou simplesmente ter dinheiro guardado para possíveis emergências são os principais motivos que levam as pessoas a começar a investir, segundo uma pesquisa realizada em setembro, pela Capital Research.

A casa de análises entrevistou virtualmente 43.152 investidores e potenciais investidores entre os dias 31 de agosto e 21 de setembro. Os resultados foram surpreendentes, a começar pelo público-alvo: a maioria dos participantes, 47%, têm entre 18 e 25 anos. Em seguida estão os adultos entre 26 e 30 anos, que correspondem a 13,75%.

Os números indicam que a Geração Y, em especial, está de olho na estabilidade financeira e disposta a explorar, cada vez mais, o mundo dos investimentos. As razões para isso são diversas: 67% dos entrevistados pretendem começar a investir para ter dinheiro guardado para possíveis emergências, 45% desejam viajar, 34% querem construir ou financiar um imóvel próprio e 28% desejam investir em um próprio negócio. As respostas incluíram ainda complementar a aposentadoria, comprar um automóvel e deixar dinheiro para os filhos ou investir no futuro deles.

O tema não é novo. Desde a antiguidade os seres humanos sabem da importância de poupar agora para ter no futuro, mas cada vez mais pessoas estão descobrindo que não basta guardar dinheiro, é preciso garantir uma certa lucratividade, nem que seja apenas para proteger-se da inflação. Na prática, isso se chama investimento e pode ser feito de diversas formas. O grande problema é que, no geral, as pessoas não sabem como investir. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados investiriam mais se tivessem mais dinheiro, e 63% investiriam mais se tivessem mais conhecimento. Ou seja, no caso dos investimentos, não basta ter dinheiro. É preciso conhecer o mercado e fazer boas escolhas.

Felizmente, com o advento da internet, o acesso à informação hoje é simples e rápido e esse é um território já dominado pela Geração Y. O levantamento realizado pela Capital Research pesquisou as fontes mais utilizadas pelos entrevistados para buscar informações sobre investimentos e 89,31% das respostas incluía sites de notícias, 86,47% apontaram aplicativos de corretoras de investimentos, 86,31% apontaram casas de análises independentes e 83,98% dos entrevistados afirmaram se informar via canais de Youtube. Consultoria de investimentos, amigos e parentes, gerentes de banco e não buscar informações ao investir também foram opções. Entretanto, o que chama a atenção é o fato de que o mundo digital é o principal lugar de busca por informações.

Este resultado se repete quando o tema é como os entrevistados pretendem investir nos próximos 12 meses. Neste caso, investir pessoalmente no banco foi a opção menos citada, com apenas 53% das respostas. 91% dos entrevistados afirmaram que pretendem realizar seus aportes nos aplicativos de corretoras de investimentos, 88% apontaram os sites das corretoras de investimentos, 83% citaram os aplicativos dos bancos, 74% afirmaram preferir os sites dos bancos e 68% apontaram os clubes de investimentos.

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abeacoMaterial mais reciclado do mundo, o aço está presente em nosso dia a dia em forma de carros, geladeiras e embalagens, por exemplo. Mais de 385 milhões de toneladas são recicladas no planeta por ano, só no Brasil cerca de 200 mil toneladas de latas de aço pós consumo retornam para o processo de reciclagem.

No Brasil, assim como no restante do mundo, o mercado de sucata de aço é bastante sólido, pois as indústrias siderúrgicas utilizam o material para fazer um novo aço, ou seja, cada usina siderúrgica é uma planta recicladora. O aço para reciclagem não precisa ser totalmente livre de contaminantes, já que as siderúrgicas desenvolveram processos capazes de eliminá-los.

Em países da Europa, como Alemanha e Bélgica, o índice de reciclagem das latas de aço pós consumo é acima dos 95%. No Brasil, 47% do total das latas de aço consumidas são recicladas, incluindo embalagens de alimentos, como ervilha, milho e sardinha, bebidas, bem como latas de tintas, de massa corrida e de produtos químicos. Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva e educação ambiental. Mas como as latas de aço são recicladas?

Como é o processo de reciclagem das latas de aço?

Para reciclar as latas de aço de alimentos, basta lavá-las e separá-las do lixo orgânico. O indicado é aproveitar o produto ao máximo até que a lata esteja completamente vazia, para evitar o desperdício de alimento. Quanto as latas de tintas, não é necessário lavá-las. O filme de tinta que sobra na superfície interna costuma secar em cerca de 24 horas e não atrapalha a reciclagem.

Todas as latas de aço podem ser entregues na coleta seletiva municipal ou encaminhadas para a Prolata (associação sem fins lucrativos de incentivo para reciclagem de latas de aço pós-consumo), para cooperativas de catadores ou para pontos de entrega voluntária (PEVs). Segundo Juliana da Silva, vice-presidente da cooperativa Vitória do Belém, de São Paulo (SP), a maior parte das latas de aço recebidas vem de condomínios e casas. Em 2020, a Vitória do Belém já recebeu cerca de sete toneladas de embalagens de aço. As latas de aço são separadas por processo manual ou utilizando separadores eletromagnéticos e, depois, passam por peneiras para a retirada de contaminantes.

Em seguida, as embalagens de aço são prensadas em fardos para facilitar o transporte nos caminhões até as indústrias recicladoras, isto é, as siderúrgicas. Ao chegar na usina siderúrgica, a sucata é processada antes de ir para fornos elétricos ou a oxigênio, aquecidos, em média, a 1550 °C. Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado líquido, o material é moldado em tarugos e placas metálicas. A sucata leva somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais – das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas. O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar perdas mecânicas (como dureza e resistência) ou prejudicar a qualidade.

“Na Gerdau, milhares de toneladas de sucata ferrosa são transformadas em novos produtos todos os dias”, comenta Carlos Vieira da Silva, diretor de Matérias-Primas e Florestal da Gerdau. A utilização de matérias-primas recicláveis se faz cada dia mais importante. Em 2019, a Gerdau reciclou mais de 11 milhões de toneladas de sucata em suas usinas no Brasil e nas Américas. Ou seja, 73% do aço produzido por ela tem a sucata ferrosa como principal matéria-prima. “O aço pode ser reciclado diversas vezes sem perder a qualidade, contribuindo com a preservação dos recursos naturais”, afirma o executivo. O aço da Gerdau é consumido por diversos setores, com destaque para os segmentos da construção, infraestrutura, indústria, agronegócio e energia.

“A lata de aço é 100% reciclável, ou seja, a embalagem de aço que você descarta seletivamente pode voltar infinitas vezes à sua casa, em forma de tesoura, maçaneta, arame, automóvel, geladeira ou até mesmo uma nova lata”, conclui Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).

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img_registroMarcas, redes de varejo, franquias e lojas têm investido bastante na unificação de seus pontos de venda físicos e digitais. Contudo, ainda é comum os canais não serem totalmente conectados, trabalhando com preços, sortimento e serviços diferentes. Essa é uma característica do multichannel, estratégia que vem perdendo espaço para o omnichannel, conforme explica Henri Claude Le Bourlegat, CEO da .
Segundo Bourlegat, ainda existe, no trade, confusão sobre os conceitos. “Você pode ter lojas offline e online. Mas, se elas atuam independentemente e até competem entre si, você é multichannel. Já o omnichannel oferece experiências integradas e contínuas para o consumidor, com as lojas físicas e digitais se complementando. E essa é uma preferência crescente”, destacou o executivo.
O omnichannel representa oportunidades importantes para todos os elos da cadeia de consumo. A estratégia pode, por exemplo, aliar as vontades das marcas que querem estar na internet e mais juntas aos consumidores – mas não desejam que isso gere conflito com os canais de distribuição fortes já criados – com a digitalização do comércio de bairro, que tem proximidade com o público usuário e entende como ninguém as suas necessidades.
Para essa situação, um marketplace especializado é uma solução ideal, também atendendo à propensão crescente do consumidor a fechar compras na conveniência e segurança do lar. “Uma rede com 50 lojas pode ter, em vez de uma filial digital, 50 filiais ‘figitais’ trabalhando em sinergia para proporcionar a melhor resposta ao consumidor. Isso também vale para uma marca com 50 distribuidores”, comenta Bourlegat.
De acordo com o CEO da CaZco Digital, a adoção do omnichannel e das lojas ‘figitais’ cria um modelo completo do novo varejo. E ajuda a proporcionar ao público a melhor experiência de consumo: aquela que deixa vontade de voltar sempre.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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