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Liliane Bortoluci_1Por Liliane Bortoluci, diretora da FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos

O encerramento de 2017 trouxe a confirmação de uma expectativa que vinha se desenhando ao longo do ano: depois de um período que pareceu interminável, a economia brasileira voltou a crescer.

 Enquanto aguardam a divulgação oficial, em março, do resultado do Produto Interno Bruto de 2017, economistas apostam numa alta de 1%. Parece pouco, mas se comparado ao tombo de 8,2% no acumulado do segundo trimestre de 2014 ao último de 2016, é um enorme avanço e, mais importante, indica que a sangria foi estancada. Para 2018, a expectativa é ainda melhor, 2,7% de crescimento.

 A inflação, que tanto impacta no bolso do consumidor e nas finanças das empresas, fechou o ano em 2,95% (IPCA), muito longe dos 6,29% de 2016 e abaixo até mesmo do piso para o ano, que era de 3%. É a primeira vez que a inflação fica abaixo do piso desde a implantação do regime de metas no País, em 1999.

 Outra boa notícia vem do comércio exterior: nossa balança comercial registrou superávit recorde de US$ 67 bilhões em 2017, melhor resultado dos últimos 29 anos, segundo o MDIC. E como uma coisa leva à outra, a taxa Selic, um dos fatores que mais afetam a capacidade de investimento das empresas, bateu a mínima histórica de 7% e a expectativa é terminar 2018 entre 6,5% e 6,75%.

 Em que pese a dificuldade do governo para aprovar as reformas estruturais e as incertezas que rondam em ano eleitoral, esses indicadores econômicos reforçam a confiança de que os bons ventos voltaram a soprar: 2018 será o ano da retomada do consumo, da produção de bens e, evidentemente, da indústria de bens de capital.

 Em entrevista ao jornal Valor Econômico no final do ano passado, o presidente da Abimaq, José Velloso, projetou crescimento de 5% a 8% do setor de máquinas em 2018, bem acima da previsão do PIB e da inflação. A entidade acredita na retomada dos investimentos, principalmente em função dos gargalos acumulados nos três anos de recessão, e alerta que o resultado depende de condições como a aprovação das reformas (Previdência e Tributária), a manutenção da taxa de juros em patamares baixos e a melhora na oferta de crédito aos empresários.

 Portanto, mais do que nunca este é o momento de voltar a investir e acreditar. Os fabricantes de bens de consumo já vêm se preparando para ampliar e atualizar suas plantas desde os primeiros sinais da retomada, em meados de 2017. Os indicadores que chegam no início deste ano tendem a reafirmar a confiança dos empresários e dar novo impulso aos projetos, até então engavetados, para aquisição de máquinas e equipamentos mais modernos, com capacidade para atender às necessidades dos consumidores sem abrir mão da produtividade e da competitividade.

 A melhor oportunidade do ano para que isso ocorra se avizinha: em abril, a FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, em São Paulo, vai apresentar o que há de mais moderno na indústria de bens de capital mecânicos disponíveis no País. Uma das grandes vantagens de visitar uma feira de negócios deste porte está na facilidade para encontrar atuais e novos fornecedores entre as centenas de grandes marcas nacionais e internacionais que estarão reunidas num único local, durante cinco dias, criando ambiente que estimula os negócios e novas parcerias.

 O momento da retomada chegou! Há alguns anos, ele parecia muito distante, mas agora que a oportunidade bate à porta, é preciso ter a coragem de acreditar e investir. Quem deixar passar o momento e o agora pode ter muita dificuldade para reconquistar o mercado.

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setor de aluminioApesar do momento delicado que vive a economia brasileira, e da forte competição externa, a indústria nacional de alumínio encerra o ano de 2017 com um balanço positivo. No comércio exterior, a exportação de bauxita colaborou com o fechamento do maior superávit do setor mineral nos últimos cinco anos. Foram exportadas 8,970 milhões de toneladas de minério de alumínio (bauxita), sendo, em termos de volume, o segundo produto da pauta das exportações brasileiras de minérios, precedido somente pelo ferro. A mineração sustentável da bauxita é uma prática consolidada e um diferencial da indústria no país para a competitividade global do setor.

Além disso, a produção de alumínio primário no país também encerrou 2017 com leve alta, totalizando 801 mil toneladas. Em 2016, foram produzidas 792,7 mil toneladas do metal no país – que já chegou a 1.700 mil toneladas de alumínio em 2008. De lá para cá, especialmente por aumento dos custos de produção, a indústria fechou plantas em vários estados.

Para Milton Rego, presidente-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), a expectativa para 2018 ainda é de retomada, com o crescimento sustentado de médio e longo prazo da cadeia do alumínio. “Considerando a elasticidade do consumo de alumínio em relação ao PIB que observamos na última década, o consumo de produtos de alumínio deve crescer entre 4% e 6% este ano”, afirma. Apesar do crescimento expressivo, Rego alerta que os números se referem à recuperação econômica do encolhimento pelo qual o mercado doméstico passou nos últimos três anos, e declara: “Estamos trabalhando ativamente junto ao Governo para que possamos retomar um crescimento sustentável da indústria no país.”

 

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O empresário brasileiro inicia 2018 mais otimista em relação aos negócios para os próximos 12 meses, como aponta o estudo International Business Report (IBR), realizado pela auditoria e consultoria Grant Thornton. O índice do Brasil no 4º trimestre de 2017 foi de 31%, aumento de 5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O levantamento avalia a expectativa de 2.500 líderes de mercado em 35 economias.

“A melhora no otimismo dos empresários brasileiros pode estar influenciada pela pressuposição de que o ambiente global permanecerá favorável e que o quadro político não contaminará a economia de forma significativa. A continuidade da recuperação da expansão do consumo das famílias; a ampliação dos investimentos, reflexo da expansão do crédito para pessoas jurídicas, e o aumento do número de postos de trabalho são fatores que poderão reverter a contração dos últimos anos”, destaca Daniel Maranhão, sócio líder da área de auditoria da Grant Thornton.

Apesar da leve melhora, o Brasil ainda está abaixo da média global, que foi de 58%. “Os principais riscos para a atividade brasileira podem estar associados à incerteza sobre a capacidade do governo que será eleito em 2018 em reverter o desequilíbrio fiscal dos últimos anos e a manutenção das condições favoráveis na economia global. Porém, já é o 7º trimestre consecutivo que o Brasil apresenta indicadores positivos e estamos percebendo que alguns setores da economia estão com alto potencial de crescimento como infraestrutura, tecnologia, educação, agronegócio e saúde”, completa Maranhão.

Confira a evolução dos dados nos últimos trimestres:

Outros indicadores

A pesquisa apresentou crescimento em alguns indicadores como Empregabilidade (25 pp), Custos de Energia (16 pp), Preço de Venda (12 pp), Incerteza Econômica (6 pp), Rentabilidade (5 pp), Crescimento salarial acima da inflação (3 pp) e Receita (2 pp). Os indicadores que registraram queda foram Exportação (-14 pp); Pesquisa e Desenvolvimento (-10 pp), Escassez de Talentos (-8 pp) e Burocracia (-1 pp).

Confira a evolução dos demais indicadores no Brasil:

Setor

Indicador

Variação trimestral

Receita

65%

2 pp

Incerteza econômica

60%

6 pp

Empregabilidade

57%

25 pp

Rentabilidade

57%

5 pp

Preços de venda

44%

12 pp

Custos de Energia

34%

16 pp

Burocracia

33%

-1 pp

Pesquisa & Desenvolvimento

19%

-10 pp

Crescimento Salarial – acima da inflação

12%

3 pp

Escassez de Talentos

10%

-8 pp

Exportação

4%

-14 pp

Ranking global

No ranking global, o Brasil ganhou 3 posições, subindo da 25ª para 22ª colocação, se posicionando à frente da Rússia (23º), Itália (24º), Reino Unido (28º) e Japão (30º), entre outros. Os países mais otimistas são Indonésia (100%), Finlândia (96%) e Holanda (92%). Os piores indicadores são apresentados pela África do Sul (-18), Grécia (-10%) e Turquia (-10%). Quem mais cresceu em relação ao trimestre anterior foi a China, com 26 pontos percentuais, já a Itália foi a que mais caiu (24 pontos percentuais).

Cenário Mundial

Globalmente o otimismo registrou (58%), aumento de 9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e crescimento de 20 pontos percentuais quando comparado com o mesmo período do ano passado. Das grandes potencias, a China apresentou 78%, crescimento de 26 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

Os Estados Unidos, com 79%, e a União Europeia, com 48%, tiveram crescimento de 9 pontos percentuais e 1 ponto percentual, respectivamente. Importantes economias da Europa apresentaram uma leve recuperação como Alemanha (72%), 4 pontos percentuais de crescimento; França (52%), 11 pontos percentuais e Reino Unido (12%), 3 pontos percentuais a mais. A Espanha, com 43%, está com uma queda de -2%.

 

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Apunnamedós inaugurar três unidades fabris (duas no Paraná e uma no Rio Grande do Sul), consolidar estrutura de atendimento para a totalidade do mercado nacional e crescer acima da média do mercado em 2017 (12% a 13%), a Açovisa, empresa brasileira referência em distribuição de aços Gerdau, projeta expandir sua atuação para a América Latina em 2018.

“Trabalhamos muito esse ano para enfrentar e driblar os desafios econômicos que nosso País vive e estamos felizes em enxergar que nossos esforços na consolidação dos processos logísticos e de atendimento surtiram efeito e nos mantiveram na linha de crescimento”, afirma Francis Bassi de Melo, sócio-fundador da Açovisa.

Além da expansão para mercados vizinhos, incluindo Paraguai, Uruguai, Bolívia e Argentina, a empresa líder em distribuição de aço já conta com estrutura robusta para potencializar a atuação de suas 16 filiais espalhadas estrategicamente em território nacional. “Iniciamos 2017 acreditando na retomada gradual da demanda do setor e isso se consolidou”, pontua Bassi. “Para 2018, as perspectivas de restabelecimento do mercado são ainda maiores”, completa.

Para Andreis Bassi de Melo, também sócio-fundador da Açovisa, as perspectivas positivas para o ano que vem são viáveis porque os segmentos de máquinas e equipamentos, construção civil, autopeças agro, capital mecânico tendem a encerrar o ano melhor do que o início. “Nosso processo de expansão tem sido bastante estratégico, buscando chegar a mercados com clara demanda de aços especiais”, comenta ao justificar a intenção de atuar em países América Latina.

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rereformApesar das declarações da equipe econômica de que a reforma permanece uma prioridade para o governo Temer, os comentários feitos pelo presidente mostram que as perspectivas de sua aprovação permanecem incertas. Embora a coalizão governista no Congresso tenha um número significativo de partidos, falta coesão entre as siglas para assegurar uma maioria qualificada para sua aprovação.

Mesmo com a economia mostrando crescentes sinais de melhora, a recuperação econômica não deve se traduzir em maior capital político para o governo Temer, que deve permanecer com baixo índice de aprovação e dificuldade de consolidar a base do legislativo.

por Control Risks Trends , Diretor Associado da Control Risks para Brasil e Cone Sul, Thomaz Favaro

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quimicaO período menos instável na economia brasileira já surte efeitos negativos nos números da balança comercial dos produtos químicos. O déficit, que há poucos meses registrava recuo, voltou a crescer. As importações de produtos químicos por exemplo somaram US$ 3,2 bilhões em julho, aumento de 11,7% em relação ao mesmo mês de 2016, e movimentaram praticamente 4 milhões de toneladas, uma elevação de expressivos 38,1% na mesma comparação. Em relação ao mês imediatamente anterior, junho de 2017, foram registradas pequenas reduções de 3,3% em valor e de 1,6% em volume. Já as exportações, por sua vez, somaram US$ 1,1 bilhão e mais de 1,4 milhão de toneladas, aumentos de, respectivamente, 2,8% e de 7,3% em relação ao mês de junho.

No acumulado deste ano, entre janeiro e julho, as compras externas alcançaram US$ 20,4 bilhões, o que representa elevação de 7,2% em relação ao mesmo período de 2016. Na série de verificação entre 2010 e 2017, o ano de 2016 foi o único em que o valor importado não superou a marca de US$ 20,0 bilhões, no período de janeiro a julho. O volume de importações, de 24,8 milhões de toneladas, representa marca histórica para o período, com expressivo aumento de 23,6% na mesma comparação com janeiro a julho de 2016. As exportações, por sua vez, somaram US$ 7,6 bilhões, incremento de 11,3% em relação ao mesmo período de 2016, apesar do pouco significativo aumento de 1,4% nos volumes exportados, que foram de praticamente 9,7 milhões de toneladas.

Com esses resultados, o déficit na balança comercial de produtos químicos chegou, até julho, à marca de US$ 12,7 bilhões, uma retomada de 4,9% em relação ao mesmo período de 2016. Nos últimos 12 meses, de agosto de 2016 a julho deste ano, o déficit comercial atingiu a marca de US$ 22,6 bilhões e a perspectiva é de que, para o final de 2017, esse indicador seja de cerca de US$ 23 bi.

O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, faz um alerta: os dados da balança comercial do setor químico podem piorar com a recuperação econômica do Brasil. “Com a retomada da economia, que é obviamente algo para o qual todos nós torcemos, o consumo voltará a crescer, e consequentemente, as importações crescerão exponencialmente. O governo precisa trabalhar urgentemente em uma política industrial que estimule investimentos no Brasil, para que deixemos de vez de ser exportadores de matéria-prima e importadores de produtos acabados. Da forma como está hoje, estamos levando riqueza e emprego a outros países ao invés de aproveitar nossos recursos naturais e transformá-los em valor agregado aqui mesmo, dentro de casa”, ressalta.

A diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, destaca alguns pontos positivos do comércio exterior do Brasil: As recentes atualizações normativas e a modernização em tecnologia de informação são medidas que estão começando a gerar efeitos competitivos positivos, mas, na avaliação de Denise, ainda é preciso que o governo acelere entregas nessas frentes de ação integrada de comércio exterior. “São indiscutíveis os ganhos para o setor privado com a desburocratização operacional, particularmente com o Portal Único de Comércio Exterior, que traz maior agilidade em trocas de informações sobre operações em ambiente seguro, e com a modernização do marco normativo aduaneiro e de controles administrativos. A indústria química entende que o baixo custo associado ao desenvolvimento e à implementação desse tipo de mudança poderia alavancar ainda mais a velocidade das entregas futuras dessas ferramentas que, associadas aos efeitos das negociações de comércio que permitam o acesso preferencial aos produtos brasileiros no mercado internacional, trarão um novo patamar de competitividade ao Brasil no mercado global”, destaca Denise.

 

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abimaqDescontente com a Medida Provisória 774, a ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos ingressou com mandados de segurança junto às delegacias regionais da Receita Federal, com pedido de liminar, visando assegurar a aplicação do cálculo da contribuição previdenciária sobre a receita bruta durante todo o exercício de 2017 para os contribuintes que fizeram essa opção em janeiro deste ano.

De acordo com José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, trata-se de uma medida inconveniente no momento em que a indústria de máquinas e equipamentos passa pela pior crise da sua história. “A chamada ‘desoneração da folha’ – explica Velloso – consistia em efetiva redução de custos para a maioria das empresas do setor tendo em vista o peso da mão de obra na composição do preço das máquinas e equipamentos. Para as empresas que exportam, o benefício era ainda maior, visto que a parcela das vendas para o exterior podia ser deduzida da base de cálculo”.

As liminares obtidas até o momento pela entidade garante o benefício da desoneração da folha de pagamento até 31 de dezembro às associadas da ABIMAQ sediadas nas seguintes regiões das cidades de: São Paulo, Santo André, Jundiaí, Barueri, Contagem, Governador Valadares e Londrina “Dos 60 mandados de segurança ajuizados no Brasil na Procuradoria-Geral da Fazenda (PGFN), 45 são de titularidade da ABIMAQ”, esclarece José Velloso, presidente executivo da entidade.

SENTENÇA FAVORÁVEL

A ABIMAQ também conquistou sentença favorável, em 1ª Instância, na 13ª Vara Federal de Porto Alegre. O juíz reconheceu o direito de preservar o regime da Medida Provisória 774 as empresas no Estado do Rio Grande do Sul que fizeram a opção de continuar a aplicação do cálculo da contribuição previdenciária sobre a receita bruta durante todo o exercício de 2017. “Essa decisão da Justiça será essencial para a manutenção de mais de 42 mil empregos”, frisa Velloso.

Para o presidente executivo da ABIMAQ, o parecer dos juízes vai contribuir para o aumento das exportações em cerca de 20%, diminuir 4% nos gastos sobre a receita líquida de vendas para o exportador e no mercado interno o fabricante terá uma dedução média na ordem de 1,5% no seu custo.

 

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dentes okO cenário de instabilidade política econômica que vem assolando o Brasil nos últimos anos reflete diretamente no desempenho dos principais responsáveis pela engrenagem da economia brasileira. E o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC) – historicamente mais resiliente – sente, pelo segundo ano consecutivo, o impacto deste cenário negativo somado às medidas indiscriminadas de aumento de alíquotas tributárias no país.

O setor fechou 2016 com faturamento “Ex-factory”, líquido de imposto sobre vendas, de R$45 bilhões e queda real de 6% com relação ao ano anterior. “A indústria de HPPC segue empenhando esforços para superar o momento que estamos vivendo no Brasil e, apesar da queda, já conseguimos entregar um resultado melhor do que em 2015”, comentou João Carlos Basilio, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

O aumento das alíquotas tributárias teve impacto direto em importantes categorias de cuidados pessoais e o consumidor brasileiro – que já vem mantendo o orçamento apertado – sentiu a alta nos preços. Categorias ligadas diretamente à saúde, como produtos de higiene oral, por exemplo, perderam posição no ranking mundial de consumo, de 3ª para 4ª posição. “Somente o creme dental, essencial para o cuidado da saúde bucal, teve queda de volume de 4,6%. Do ponto de vista da saúde do brasileiro, significa dizer que estamos dando um passo para trás”, alerta Basilio.

O efeito cambial para conversão do real para dólar também influenciou o resultado negativo e, como consequência, o setoracabou perdendo liderança no mercado mundial em outras categorias de reconhecimento internacional e essenciais no dia a dia, como a de cuidados para os cabelos (passando de 3° para 4° consumidor mundial).

Cenário político econômico e perspectivas

A ABIHPEC acredita que o setor volte a crescer e feche 2017 com pequena melhora em relação a 2016. “Se tudo correr da forma como estamos planejando, prevendo e trabalhando, somado ao encaminhamento das reformas vitais para a sustentação da economia nacional, acreditamos em uma breve recuperação ao longo do ano” analisa Basilio. O Brasil segue como um dos mais importantes mercados mundiais e o consumidor reconhece a essencialidade que os artigos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos representam para a manutenção da saúde e bem-estar. “Vamos continuar trabalhando fortemente para antecipar necessidades e entregar os melhores produtos para o brasileiro”, finalizou o presidente executivo da entidade.

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otimismoCrises e oportunidades podem andar juntas se tiverem o devido respaldo de uma visão estratégica e cuidadosamente forjada nas mais prementes necessidades do mercado, leia-se inovação, eficiência e qualidade com redução de custo.

Sabemos que isso ainda é pouco para quem planeja prosperar no mercado brasileiro tal como ele é, no melhor estilo montanha russa – cheio de curvas e ladeiras íngremes nas quais não se pode enxergar mais de um palmo adiante.

Evidentemente, no mundo empresarial a diferença entre naufragar com as estatísticas de economias decadentes e surfar nas ondas que tentam nos derrubar também depende de coisas como olhar para dentro. Avaliar nossas próprias proficiências e identificar rigorosamente cada uma de nossas fragilidades para então tratar de saná-las é indispensável para qualquer empresa em qualquer circunstância.

Dito isto ainda resta acreditar – otimismo é mesmo muito importante – e investir. Foi exatamente assim que conseguimos alçar em nossa empresa, 100% brasileira, o crescimento de 52% em serviços a projetos de engenharia em 2016, puxados principalmente por testes na área automotiva. Não foi uma tarefa fácil, como devem imaginar.

Dentro desse escopo projetamos para 2017 crescer mais 25%, respaldados por investimentos na expansão da estrutura de testes, no aumento e na capacitação do capital humano especializado – de que o mercado não dispõe – e em novos segmentos de negócios.

Cremos que fazer engenharia no Brasil seja uma chave importante para melhorar a eficiência e diminuir os obstáculos ao desenvolvimento mais rápido do setor produtivo brasileiro. Como players, temos apostado, com sucesso, na estratégia de trazer para o mercado serviços de suporte a processos de engenharia que não se encontravam por aqui.

No mundo corporativo não há quem ignore que a incrível lacuna existente no Brasil quanto ao suporte local a processos de engenharia, notadamente em segmentos industriais de alta complexidade como o automotivo, ainda gera muitos contratempos e dores de cabeça.

Não bastasse a eterna pressão para preços mais competitivos ante o custo Brasil, as empresas ainda sofrem as consequências de terem de mandar suas amostras ao Exterior para validação e testes, enfrentando trâmites alfandegários, despacho aéreo e marítimo e filas para a execução de testes, que podem levar meses se houver problemas na execução.

Não precisa ser assim. O desenvolvimento da economia brasileira acontecerá, e ainda temos imenso potencial a ser explorado com perspectivas positivas. Basta apostar no Brasil.
*Ricardo Nogueira é presidente da SMARTTECH, empresa 100% brasileira especializada em tecnologia e serviços de apoio a projetos de engenharia.

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Museu Garoto_2Espaço localizado na fábrica da empresa reúne importantes momentos da trajetória de 88 anos da marca no país

 A Chocolates Garoto, uma das principais fabricantes de chocolates brasileira e que possui uma das 10 maiores fábricas de chocolates no mundo, reabre o Museu da Garoto, situado nas dependências da empresa em Vila Velha, no Espírito Santo, com espaços renovados e área ampliada. Esta é mais uma iniciativa da companhia que comprova a sua forte ligação e grande compromisso em investir no estado, promovendo importantes ativos sociais, que são o fomento ao turismo e o desenvolvimento da economia local.

O público vai poder vivenciar momentos marcantes de toda a história da Garoto ao longo dos 88 anos e conhecer sua relação de confiança e orgulho com o Espírito Santo. Isso porque o amplo espaço do Museu da Garoto foi dividido em três ambientes, que apresentam a história da empresa passando pelo plantio de cacau, depois introduzindo as primeiras máquinas utilizadas na produção e trazendo outros fatos, que fizeram parte do crescimento da Garoto desde a venda de balas pelas ruas de Vila Velha até os tempos atuais.

O Museu passa a enriquecer ainda mais a experiência promovida por meio do programa denominado Chocotour, o qual recebe, anualmente, cerca de 350 mil turistas em sua fábrica e na loja, que disponibiliza artigos exclusivos da marca. Tamanha relevância deste número de visitantes confere à fábrica da Chocolates Garoto o título de segundo ponto turístico mais visitado no estado, ficando atrás apenas do Convento da Penha.

O Chocotour é referência não apenas para os turistas, mas também para a população local, uma vez que 60% das visitas são destinadas a escolas e instituições, sendo que os colégios públicos podem contar com a gratuidade para a entrada dos alunos. Os participantes são guiados por equipes de atendimento compostas em 70% por universitários dos cursos de Turismo, História e Comunicação.

Para conhecer apenas o Museu da Garoto, não há necessidade de agendamento. O ingresso tem o valor de R$ 2,00 e a visita pode ser feita de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 14h.

Museu Garoto_1Caso o interesse seja visitar a Fábrica além do Museu, deve-se fazer o agendamento pelo site www.garoto.com.br. O roteiro completo de visita pelo Chocotour custa R$ 20,00 e é preciso verificar a disponibilidade de vagas ao fazer o agendamento pelo site.

 

SERVIÇO

Museu da Garoto

Endereço: Praça Meyerfreund, 1 – Glória, Vila Velha

Horário de visitas: de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 14h

Classificação: todas as idades

Entrada: R$ 2,00

 

Chocotour: Visita à Fábrica e Museu da Garoto

Endereço: Praça Meyerfreund, 1 – Glória, Vila Velha

Horário de visitas: agendamento deve ser feito pelo site www.garoto.com.br

Classificação: todas as idades

Entrada: R$ 20,00

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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