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Luiz Egreja (6)Por Luiz Egreja*

Na era das conexões e redes virtuais, o mundo real também está cada vez mais interconectado. Exemplo desse cenário é a produção global, em que qualquer interrupção local pode significar impactos espalhados por todo o planeta. É exatamente isso o que aconteceu à medida que a pandemia da Covid-19 foi se alastrando pelo globo, impondo restrições para as indústrias, que levaram inúmeros desafios para a economia.

Os efeitos da crise sanitária foram – a ainda são – perceptíveis. O momento, porém, é de olhar para o futuro e ver o que, de fato, a pandemia do coronavírus deixará como aprendizado à Indústria. De imediato, uma das principais lições é a reafirmação da digitalização como um ponto fundamental para fornecer visibilidade, integração, automação e inteligência aos processos, ajudando as empresas a anteciparem ou contornarem os entraves gerados pelas interrupções – seja qual for o seu tamanho.

Neste cenário disruptivo e desafiador, está claro que a digitalização pode ajudar os times corporativos, especialmente na manufatura que contempla um enorme ecossistema interconectado, a alcançarem uma visão mais ampla e factível sobre os indicadores de suas operações e para analisar as condições do mercado. Ter essa visibilidade exige que essas organizações estejam preparadas com um plano de ação sólido e com as ferramentas certas para maximizar as respostas necessárias.

Hoje, é possível dizer que a pandemia apenas expôs um ponto que já estava sendo discutido há algum tempo, que era o ritmo lento de evolução da indústria global em direção à transformação digital. Com a pandemia, e à medida que as empresas foram forçadas a se adaptar rapidamente para acompanhar o ritmo das mudanças, a alteração dos planos de ação rumo à adoção de tecnologias virtuais e de plataformas para se responder ao cenário se tornou mais frequente e importante do que nunca.

É necessário, porém, que esse foco em inovação e digitalização não seja interrompido quando as restrições e impactos da pandemia passarem. É crucial que as empresas sigam buscando tecnologias para reimaginar o futuro modelo de manufatura e para construir a resiliência de que precisam para resistir a choques ainda desconhecidos, mas que possivelmente estão por vir. O modelo de manufatura tradicional, com empresas operando com sistemas computadorizados de décadas passadas e pouca análise de dados, se tornou insustentável para os negócios atuais, trazendo inúmeros riscos para as operações.

Isso porque, em um mundo cada vez mais orientado por dados, ter os registros e análises sempre à mão, em uma plataforma que entregue assertividade e visibilidade às análises, tem se mostrado uma característica imprescindível para que as companhias tenham condições de compreender as mudanças e contextos ao redor de suas cadeias de suprimento e de produção. Em outras palavras, a digitalização é um ingrediente-chave para que as empresas possam se antecipar à dinâmica de constante transformação dos negócios, seja em termos de tendências de consumo ou em relação às possíveis intercorrências em suas redes de negócios.

De modo muito prático, a adoção de ferramentas digitais colaborativas torna mais fácil a tarefa de identificar onde estão acontecendo os gargalos e atrasos por conta de fronteiras fechadas ou quantos navios estão parados no mar, entre outros. Além do mais, o uso dessas soluções também simplifica o trabalho para reequilibrar o trabalho das equipes e até mesmo como otimizar a ocupação das linhas de produção, caso seja necessário. Ou seja, a tecnologia traz como grande benefício a possibilidade de processar rapidamente informações complexas, fornecendo respostas com uma agilidade vital para o ambiente atual.

É possível dizer que a pandemia da Covid-19 deixou ainda mais clara a ideia de que o futuro está no uso de plataformas de experiência colaborativa e de simulação. Elas são, de fato, fundamentais para catalisar a inovação e o desenvolvimento de soluções mais longevas nestes novos tempos. Outro aprendizado, portanto, é necessidade de que cada vez mais as empresas, pesquisadores e startups reforcem e ampliem o uso de ferramentas colaborativas, em busca de soluções mais assertivas para seus desafios diários.

Se é verdade que o coronavírus colocou a indústria mundial em xeque, também é verdadeiro afirmar que este ambiente em desordem reforçou o papel de algumas propostas e oportunidades. Não por acaso, o último ano foi bastante prolífico em apresentar grandes casos de sucesso, com companhias dos mais diversos segmentos ganhando espaço à medida que conseguiam responder às novas realidades de suas indústrias por meio do uso da tecnologia.

As empresas não podem prever a próxima pandemia – e nem mesmo a próxima interrupção do mercado. Mas elas podem estar mais preparadas, compreendendo o seguinte ponto: a transformação digital capacita as companhias a reagirem com rapidez e inteligência diante das mudanças impostas pelas condições ou demandas do mercado. Neste cenário, terá aprendido a lição os líderes que entenderem que o papel das tecnologias digitais não é evitar os desafios do futuro. Ao contrário, a inovação deve ser a base que garantirá a agilidade para que as organizações estejam sempre  melhores posicionadas, com as informações e inovações certas para otimizar os planos e para tornar suas cadeias de suprimentos e operação mais robustas, flexíveis e resilientes.

*Consultor Sênior de Business Transformation da Dassault Systèmes

 

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pedrineliO setor da tecnologia caminha a passos muito promissores para o ano de 2022. Desde o início da pandemia, o setor se beneficiou por conta dos lockdowns ao redor do mundo. Desse modo, a população global percebeu a real importância e a dependência das tecnologias, principalmente na esfera profissional.

Vivemos uma mudança significativa com a nova realidade do Home Office. Hoje, as barreiras físicas foram praticamente retiradas do mundo, onde os colaboradores podem trabalhar remotamente de qualquer lugar do mundo – ou seja, podemos encontrar talentos e parcerias ao redor do mundo, não somente na região que a empresa tem uma filial.

De acordo com Thomas Pedrinelli, responsável pelo conteúdo do Mundo Invest, o tópico mais interessante é o lançamento de novas tecnologias através do Metaverso. “Trata-se do ambicioso projeto, o qual é liderado pelo Facebook (que alterou seu nome para Meta), traz a proposta de unir o mundo real ao virtual por experiências em realidade aumentada”, revela.

“Em paralelo, não podemos deixar de falar do mundo das criptomoedas, que também está acompanhando esta evolução. Desde o início de 2020, o Bitcoin, mãe de todos os cripto ativos, já acumula uma alta de mais de 100%. Isso reflete a adesão cada vez maior das pessoas pelas moedas digitais. Hoje, existem diversas plataformas de serviços financeiros que se planejam para aceitar as criptomoedas como formas de pagamento como: BTG Pactual, PagSeguro, Mercado Pago, Cielo, entre outras”, complementa.

Thomas também estabelece um paralelo entre a evolução tecnológica e o setor da comunicação. “Um dos principais pontos para toda essa evolução tecnológica acontecer no Brasil é a nossa troca de tecnologia das telecomunicações. Precisamos ficar atentos ao leilão do 5g no Brasil. A nova tecnologia que promete ser muito mais rápida que o 4G promoverá uma movimentação de mais de R﹩50 Bilhões para o setor de telecomunicações.

“A implementação terá início em 2022, e a previsão é que até julho todas as capitais já possuam a cobertura 5g. Além de trazer novos investimentos, a nova tecnologia viabiliza a entrada de 6 novas operadoras de telefonia móvel”, finaliza o especialista.

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termotecnica1111A Termotécnica  expõe na Tecnovitis 2021, em Bento Gonçalves (RS), as embalagens iPack (intelligent packaging) desenvolvidas especialmente para a conservação e o transporte de garrafas de vinhos com alta proteção. A companhia também está apresentando na feira toda a sua linha DaColheita para uva, maçã, morango, kiwi, pitaya e frutas de caroço como pêssego, ameixa e nectarina. Essas conservadoras mantêm a qualidade e o frescor das frutas do campo à mesa do consumidor.

Realizada de 1º a 3 de dezembro, a Tecnovitis reúne expositores e especialistas em tecnologias e produtos ligados à viticultura, para um público de produtores, fornecedores e profissionais da cadeia produtiva da uva. “Os contatos durante a feira são importantes e uma excelente oportunidade para apresentarmos os benefícios das nossas soluções de embalagens para produtores de uvas e demais frutas, vinícolas, distribuidoras, exportadoras e outras empresas envolvidas no setor”, afirma o diretor superintendente da Termotécnica, Nivaldo Fernandes de Oliveira.

Os modelos iPack para 6 garrafas e para 1 garrafa são muito aderentes à comercialização de vinhos por e-commerce. A pandemia contribuiu para que os brasileiros adotassem o e-commerce como principal opção na hora da compra. De acordo com informação do Neotrust, o e-commerce faturou R$ 74,76 bilhões nos seis primeiros meses de 2021, alta de 37% em relação ao mesmo período do ano passado.

Frente ao cenário de crescimento do varejo digital, o EPS tem sido uma excelente alternativa de embalagens para produtos de alto valor agregado, como o mercado de vinhos premium por conferirem alta proteção e isolamento térmico. De acordo com Nivaldo de Oliveira, “as embalagens iPack proporcionam ao cliente ganhos de processos consideráveis, possibilidades de comercialização pelo e-commerce, além de garantir total integridade e funcionalidade do produto para o consumidor”.

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43Os sistemas de resfriamento a água para cortadores a plasma (PAC) usam água e líquido refrigerante, uma bomba, mangueiras de resfriamento e um permutador de calor para remover a energia da fonte de calor. Esse artigo abordará cada um desses componentes e descreverá procedimentos de localização de defeitos e de manutenção.

Mas antes disso, vale ressaltar que uma tocha a plasma, como um motor, é resfriada por uma combinação de radiação, convecção e condução.

“A energia sai do arco na forma de raios ultravioletas intensos. O calor converge para fora da tocha e das peças da tocha por meio do gás ou ar em movimento. E, por fim, o sistema de resfriamento a água conduz o calor para longe das peças da tocha para o líquido refrigerante”, explica Edson Urtado, gerente de vendas da Hypertherm.

Tocha a plasma

As tochas a plasma que operam a 100-150 A e além (15 kVA) exigem resfriamento a água, para evitar o superaquecimento da tocha e das peças.

Líquido Refrigerante

O líquido refrigerante da tocha é uma mistura de água deionizada, etileno ou propileno glicol para baixar o ponto de congelamento.

Motor da bomba

Em geral, os motores e bombas nos sistemas a plasma são acoplados diretamente. Normalmente, a durabilidade de um motor é longa, a menos que haja obstruções no sistema que façam com que o motor e a bomba trabalhem com dificuldade.

Linhas de resfriamento

As linhas de resfriamento são mangueiras que transportam o líquido refrigerante para e da tocha a plasma. Elas normalmente também incluem os cabos de alimentação CC.

Fluxostato

Os fluxostatos são projetados para evitar uma falha catastrófica da tocha e das peças caso o fluxo do líquido refrigerante esteja baixo.

Filtros

A maior parte dos sistemas usa um filtro de partículas para remover a contaminação do líquido refrigerante da tocha.

Permutadores de calor

Os permutadores de calor para sistemas de resfriamento a plasma geralmente são compostos por uma combinação de radiador e ventilador. Os ventiladores direcionam o fluxo de ar pelo radiador para remover o calor do líquido refrigerante da tocha.

Reservatórios de líquido refrigerante

O reservatório de líquido refrigerante é um tanque de plástico ou metal para armazenar o líquido refrigerante da tocha.

Localização de defeitos do sistema

Aqui está um guia passo a passo para verificar o fluxo de líquido refrigerante adequado e localizar defeitos ou problemas no fluxo.

CUIDADO! Sempre leia o seu manual do operador e conheça todas as precauções de segurança antes de realizar a manutenção e a localização de defeitos em um sistema a plasma.

• Remova as peças da tocha: Ao localizar os defeitos, comece pela tocha. Remova os consumíveis e verifique se há sinais de superaquecimento, contaminação ou danos.

• Ligue a bomba do líquido refrigerante. O líquido refrigerante deve fluir diretamente do centro do tubo de resfriamento para a tocha.

• Meça o fluxo de suprimento de líquido refrigerante para a tocha: use um balde para coletar o líquido refrigerante que é descarregado do tubo de refrigeração. Colete o líquido refrigerante com um intervalo de 30 segundos, então desligue a bomba. Meça o volume de líquido refrigerante em galões ou litros. Converta esse volume para uma faixa de fluxo, dividindo os galões coletados pelo intervalo de tempo (meio minuto) para obter a medida de galões por minuto (gpm) ou litros por minuto (lpm). O fluxo em uma tocha desobstruída (sem as peças) deve exceder bastante as especificações do fabricante. Se não for o caso, verifique os seguintes fatores:

• Pressão da bomba muito baixa – ajuste a bomba.

• Filtro de tela na bomba obstruído – limpe.

• Obstrução da linha de suprimento da tocha ou tocha.

• Monte a tocha novamente: Usando peças novas e limpas, monte a tocha novamente. As peças devem estar posicionadas corretamente para uma sincronização correta de verificação de fluxo.

• Meça o fluxo de retorno do líquido refrigerante a partir da tocha: a faixa de fluxo do líquido refrigerante deve ser medida no retorno ao reservatório de líquido refrigerante. Desconecte a mangueira de plástico do tanque do líquido refrigerante. Novamente, use um balde para coletar a água em um intervalo de 30 segundos, então desligue a bomba. Converta a medida para gpm. Se a faixa de gpm não exceder as especificações do fabricante, verifique os seguintes fatores:

• Pressão da bomba muito baixa – ajuste a bomba.

• Obstrução da linha de retorno do líquido refrigerante ou tocha.

• Radiador obstruído – use um lavador de alta pressão para limpar ou troque.

• Filtro de papel obstruído – troque ou remova para localizar os defeitos.

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RudolphJPGRudolph Usinados, de Timbó (SC), concluiu a implementação de projeto que aumentará a produtividade das células dedicadas ao mercado automotivo, para o qual se destina 60% da produção da indústria de componentes mecânicos. Intitulada “Hands-on: Aprendendo Fazendo”, a estratégia faz parte de um amplo programa que busca alavancar alianças para o setor automotivo, dentro do chamado Rota 2030, do governo federal, e tem como focos o aumento da competitividade e o desenvolvimento tecnológico do setor. Realizado com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública brasileira de fomento, e consultoria do Senai/SC, o trabalho tem por eixo a aplicação de metodologias Lean Manufacturing (ou “manufatura enxuta”) no processo fabril.

Escrito no ano passado, no auge da pandemia, e submetido ao Rota 2030 para validação, o projeto recebeu subsídio de R$ 120 mil para sua concretização. Foram 600 horas de consultoria às equipes envolvidas, entre fevereiro e outubro de 2021. “Concluímos o trabalho com sucesso e atingimos as metas estabelecidas”, comemora Zico Rezini, diretor de Operações da Rudolph unidade de Timbó. Entre as etapas do projeto, o executivo destaca a otimização da operação logística e a resolução de desvios identificados no processo, como parte da estratégia para ampliar a eficiência da fabricação. “As ações permitiram ganhos de produtividade sobre gaps de alta complexidade, utilizando desde ferramentas Lean Manufacturing até a simulação computacional, que auxiliou com a digitalização das proposições e trouxe segurança ao processo de implementação”, ressalta o diretor.

“Esse tipo de parceria é fundamental para o desenvolvimento da indústria. Com o apoio do Rota 2030 e a competência técnica do Senai, foi possível maximizar os resultados na área produtiva, gerando impactos que vão além dos ganhos financeiros e estão alinhados com a busca da excelência operacional”, avalia Rezini. A capacitação dos profissionais da Rudolph em torno das ferramentas de Lean Manufacturing permitirá que o resultado seja replicado em outras células produtivas e na área de logística.

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omegaA Omega, maior geradora brasileira de energia renovável, anuncia um contrato de longo prazo com a Air Liquide, empresa entre as líderes mundiais em gases, tecnologias e serviços para setores como indústria, meio ambiente e saúde. A parceria resultará no abastecimento de energia 100% renovável para a produção de uma unidade da Air Liquide no Nordeste do país, entregando ao mercado produtos que vão ao encontro do objetivo de reduzir a emissão de carbono já divulgado pelo Grupo Air Liquide, que possui metas de reduzir as emissões de carbono até 2035 e zerá-las até 2050, sendo a energia elétrica um importante fator para atingir esses objetivos. Esses produtos são e continuarão sendo essenciais, dentre outras aplicações, para manutenção da vida em hospitais da região, como foi observado com maior intensidade durante os picos da pandemia de Covid-19.

A companhia está sempre pronta para gerar valor aos seus clientes, oferecendo soluções alinhadas à estratégia de atuação sustentável de seus parceiros, como é o caso da Air Liquide. Esse projeto apresenta os selos REC dos parques de energia renovável, o que possibilitará o abatimento das emissões para compra de energia (Escopo 2 do GHG Protocol) e contribuirá para a redução de aproximadamente 25 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

“Essa parceria ressalta nosso compromisso com a agenda ESG e a relevância que temos na estratégia de grandes companhias globais como a Air Liquide. A Omega tem muito orgulho de poder fornecer energia limpa, sustentável e competitiva para uma empresa que utiliza a força da ciência e inovação para atuar como referência na transição energética e promover melhorias para a sociedade.” afirma Fabiana Polido, diretora comercial da Omega.

“Mantemos o nosso compromisso de melhorar a experiência dos nossos clientes por meio da entrega de produtos e serviços de uma forma mais sustentável. Este contrato com a Omega é mais uma clara demonstração da Air Liquide Brasil com o seu compromisso na redução da emissão de carbono e na fabricação de produtos “verdes”. Continuamos determinados em propor soluções que atendam a demanda da sociedade, e dos nossos clientes e pacientes, bem como as expectativas dos nossos colaboradores.” afirma Fábio Nascimento, diretor de Grandes Indústrias da Air Liquide Brasil.

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engereyPainéis elétricos certificados são fundamentais na gestão de energia e segurança de qualquer tipo de estabelecimento, sejam hospitais, shopping centers, condomínios residenciais ou canteiro de obras. Além de permitir a centralização, controle e otimização da energia elétrica, um painel elétrico tem uma série de dispositivos que pode evitar grandes acidentes oriundos de panes elétricas.

Porém, cada estabelecimento demanda um tipo de painel, com diferentes especificações e componentes de acordo com a capacidade e a necessidade de uso da energia. Assim, é fundamental que todas as informações técnicas sobre o painel estejam à disposição de engenheiros e técnicos que venham a lidar com esses equipamentos.

Essa demanda levou a Engerey a desenvolver uma solução inovadora no mercado de gestão de energia. Com muitos anos de mercado e inúmeros clientes, a empresa notou que muitas vezes era contraproducente a forma de documentar e disponibilizar todas as informações importantes sobre os painéis que produziam.

Desta forma, a Engerey investiu no desenvolvimento de um QR Code atrelado ao painel, que permite, a partir de um sistema automatizado e on-line, acessar informações específicas sobre aquele painel.

“Nós sempre documentamos todos os requisitos técnicos, assim como os ensaios realizados nos painéis. Porém, às vezes, o engenheiro não pode recorrer à documentação, pois não tem fácil acesso a esse material, que muitas vezes, por exemplo, está no local de instalação do painel”, explica Fábio Amaral, diretor da Engerey.

O QR Code é fixado na porta frontal externa do painel elétrico, que ao ser escaneado dá acesso, através de login e senha particulares, a uma área exclusiva. Ali, é possível verificar, por exemplo, o Databook com todas as informações técnicas sobre aquele produto. No material, é listado todo o catálogo dos componentes do painel, como, por exemplo, qual o DPS (dispositivo de proteção contra surtos) utilizado, de qual marca, quais os tipos de disjuntores usados no painel e quais componentes de reposição em caso de manutenção.

Além disso, é possível acessar todo o projeto do painel, com fotos das várias etapas de montagem, fotos das inspeções realizadas e do produto final. Ainda em relação às inspeções, todos os ensaios realizados, que sempre seguem os protocolos da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), também estão descritos e podem ser acessados via plataforma.

“Essa é uma solução inovadora no mercado e quem está na lida do dia a dia sabe o quanto é importante ter acesso a informações tão específicas na hora de solucionar um possível problema de energia a partir do painel elétrico”, reforça Fábio Amaral.

Os clientes também poderão acessar o portfólio da Engerey a partir do QR Code. Como a empresa trabalha com uma variedade grande de tipos de painéis e soluções em gestão de energia, é possível encontrar outros recursos que possam sanar os problemas dos técnicos e engenheiros.

Mais informações em: http://www.engerey.com.br/

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Leandro KrugerPor Leandro Kruger*

De acordo com um estudo da TNS Research, as empresas que investem em tecnologia têm aumento na receita e, crescem, aproximadamente 60% a mais, se comparado às companhias que descartam o investimento. A utilização de tecnologia na indústria pode gerar muitos benefícios, como por exemplo, otimização dos processos, redução de custos e, ainda, agilidade nas tarefas. Mas, o que esperar de investimento em TI na indústria nos próximos anos?

Falando especificamente da indústria, as tecnologias de informação e de operação, ou seja, que observamos no chão de fábrica, assumem cada vez mais um papel de protagonismo nas estratégias de negócios, uma vez que o movimento de fusão entre IT/OT tem gerado possibilidades inéditas para as indústrias de manufatura e processos. O mercado já conta com casos de sucesso que ilustram esta prática, elevando os níveis de produtividade, segurança e sustentabilidade para patamares nunca antes vistos e, demonstrando na prática, como a tecnologia tem promovido retorno positivo para as companhias.

Os desafios da indústria no Brasil

Mesmo com os desafios impostos pela pandemia, há uma grande expectativa de retomada industrial em todo o mundo. No Brasil, existe um ambiente de pressão inflacionária, pressão sobre a cadeia de suprimentos e possibilidade de variações bruscas na demanda, as quais acompanham o cenário de incertezas. Neste contexto, uma parte importante das indústrias vem se antecipando para enfrentar e ser vitoriosa neste ambiente e, a tecnologia é uma das principais aliadas.

Nesse momento, o acesso a tecnologias digitais que impulsionam a Indústria 4.0 não são mais um desafio, por conta da alta disponibilidade destas e também à redução de barreiras de entrada como, por exemplo, a contração por assinaturas e ofertas cada vez mais escaláveis, permitindo que as organizações coloquem em prática ações inovadoras como fruto de pensar grande, começar pequeno e crescer rápido.

O desafio da indústria conta agora com enfoque na “Cultura de Inovação”, que precisa ser cada vez mais fomentada dentro das empresas. Quando os líderes inspiram os colaboradores a se transformarem, se tornam agentes de mudança e contribuem para a melhoria dos processos e da aceleração da adoção de novas tecnologias. Desta forma, se os líderes inspirarem a inovação para objetivos de negócios específicos, como por exemplo, obter uma produção ágil, reduzir custos ou aumentar a qualidade, certamente as empresas terão a Indústria 4.0 como uma aliada estratégica.

Novidades tecnológicas para as indústrias nos próximos anos

Durante a Automation Fair , importante feira mundial de automação, promovida recentemente pela Rockwell Automation, foram apresentadas as principais tecnologias, soluções e serviços em automação industrial e transformação digital.

Entre as novidades para o mercado nos próximos anos, podemos ressaltar lançamentos em torno da tecnologia FactoryTalk Hub, que se designa como um conjunto de Softwares as a Service (Saas) que são habilitados na nuvem e ajudam as empresas a economizar tempo e simplificar os fluxos de trabalho em seus processos industriais. A tecnologia possui grande potencial de adoção, tendo em vista que as empresas estão começando a mover seus aplicativos industriais para a nuvem, sendo alimentados por tecnologias digitais como Machine Learning e Inteligência Artificial.

Outro segmento que apresenta diversas novidades, vem juntamente com o aumento em dispositivos inteligentes e conectividade ponta a ponta, que está tornando as operações mais produtivas, no entanto aumenta o risco de ameaças à segurança cibernética, segmento este que irá crescer nos próximos anos, uma vez que as empresas já estão investindo em soluções de Cibersegurança .

Aplicações na indústria brasileira

Precisamos reconhecer os esforços que a indústria brasileira vem realizando para se manter produtiva, segura e sustentável diante de todos os desafios que enfrentamos nos últimos dois anos, desde os efeitos da pandemia, que trouxe consigo os desafios internos e as inúmeras dificuldades para se inovar neste ambiente.

Muitos destes esforços esbarram na adoção de novas tecnologias e de boas práticas a nível mundial. As tecnologias citadas acima, por exemplo, podem ser aplicadas no mercado brasileiro em velocidade recorde, considerando a flexibilidade e escalabilidade que, de maneira geral, os softwares são capazes de proporcionar, ainda mais considerando a modalidade SaaS.

Para os próximos anos, vejo na indústria a continuidade na adoção de tecnologias digitais que habilitem uma “manufatura inteligente”, que embasa a visão de uma produção eficiente, sustentável e segura. Essa visão é baseada na utilização de dispositivos inteligentes que se conectam e disponibilizam dados e informações relevantes, e suportarão máquinas inteligentes, ao ponto de usar estes dados (dos dispositivos) para impulsionar produtividade, as quais estarão sob a gestão de sistemas inteligentes.

Observamos o quanto as forças inflacionárias estão presentes nas indústrias de todo o mundo, as quais são potencializadas pelo câmbio no Brasil. Diante deste cenário, acredito que as tecnologias podem ser protagonistas nos esforços para redução dos custos, assim como para suportar uma produção ágil, em um ambiente com variações bruscas na demanda e de pressão sobre a cadeia de suprimentos, que, até o momento, são características presentes nesta retomada.
Diretor Regional do Brasil da Rockwell Automation*

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Umberto TedeschiPor Umberto Tedeschi*

O mercado em evolução e as tendências regulatórias estão desafiando as empresas a demonstrar práticas que são mais sustentáveis e socialmente responsáveis. Embora os líderes de negócios possam se perguntar sobre o impacto do investimento em iniciativas ambientais, sociais e de governança (ESG) em seus resultados financeiros, essas ações podem impulsionar o crescimento e contribuir para a vantagem competitiva a longo prazo.

Essas questões, inclusive, devem ser uma das principais preocupações da gestão. Houve um tempo em que uma postura pública sobre questões ESG era uma tática de relações públicas. No entanto, com um clima de negócios em rápida mudança, a atenção às questões ESG está se tornando crítica.

As empresas com foco em questões ambientais, sociais e de governança criam valor de muitas maneiras diferentes e alinhadas à estratégia principal da organização.

Os principais investidores institucionais reconhecem isso e estão deixando claro que esperam que as empresas adotem uma abordagem proativa em relação às políticas e mensagens ESG. O que, no caso de uma futura aquisição ou na perpetuação do negócio, faz toda a diferença.

Empresas de consultoria especializadas como a Sustainanalytics e MSCI desenvolveram índices que medem e classificam empresas com base em critérios ESG em relação a seus pares do setor. Os fundos de investimento que compõem esses índices estão levantando trilhões de dólares a serem aplicados em empresas que executam políticas ESG sólidas.

Muitas firmas de investimento também estão incorporando avaliações ESG em sua avaliação de risco de portfólio, o que é um indicador revelador de que o capital continuará a fluir para empresas com fortes programas e práticas ESG.

Uma pesquisa realizada com 350 executivos das Américas, Ásia e Europa revelou que mais da metade dos entrevistados indicou que, quando colocado em prática, o ESG teve um impacto positivo no crescimento da receita e na lucratividade da empresa.

Além das implicações financeiras positivas, 48% dos entrevistados registraram um aumento na satisfação do cliente. Já 38% disseram que adotar fortes valores de ESG melhorou a capacidade de atrair e reter talentos.

Esses resultados confirmam que as organizações estão obtendo benefícios financeiros e operacionais de seus investimentos ESG. A empresa do mercado financeiro BlackRock mudou uma parte de sua carteira de investimentos para ESG e lançou produtos financeiros sustentáveis, que cresceram 96% apenas em 2020.

Já os programas de sustentabilidade da PepsiCo resultaram em mais de US$ 375 milhões em economia com reduções no consumo de água. Os investimentos da Estée Lauder Companies em ser uma empresa responsável e com forte impacto social a ajudou na atração dos melhores talentos, sendo reconhecida pela Forbes como o “empregador nº 1 para mulheres”.

Ter uma sólida abordagem e reputação ESG pode beneficiar o faturamento de uma empresa de várias maneiras. Órgãos governamentais geralmente veem com bons olhos a emissão de permissões ou licenças para empresas que adotam ESG, permitindo que uma empresa tenha acesso mais fácil a novos mercados ou expanda os existentes. Além disso, adotar uma comunicação ESG transparente aumentará as vendas, pois os clientes (B2B ou B2C) tendem a favorecer produtos sustentáveis.

E a mudança em direção à integração ESG não é mais uma questão de ‘quando’, mas de ‘como’. Muito mais do que apenas um hype, sua organização pode não ter uma estratégia tangível hoje, mas esta pode ser uma grande oportunidade para começar a moldá-la. E é claro que ainda existem muitas dúvidas de como implementar o ESG nas empresas e por isso é importante contar com o auxílio de profissionais experientes. Pense nisso!

CEO da Abile Consulting Group*

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simonesdsproperties

Simone Santos, sócia-fundadora da SDS Properties

Não fugindo à regra do histórico da economia brasileira, o mercado de condomínios logísticos também vive de ciclos.  A SDS Properties acaba de virar o jogo para os proprietários. Claro que, olhando de lupa para algumas regiões, o novo ciclo ainda patina, mas na média geral e principais mercados, a curva é ascendente.

A virada aconteceu em 2020, no pior momento da história recente global, fomentada pelo e-commerce, e em detrimento do comércio de rua. Que o e-commerce já era uma tendência não restam dúvidas, mas a reclusão por meses recuou a economia com entretenimento, viagens, vida social, revertendo-se para o consumo eletrônico.

O crescimento exponencial num curto período fez as grandes empresas de e-commerce saírem a mercado logo no segundo mês de pandemia, e, desde então, a corrida não parou. Em 2020 tivemos recorde de locações: 3.060.000m², a maior registrada dos 5 anos anteriores.

Enquanto escritórios e shoppings sofrem para resistirem aos estragos da pandemia, o mercado de galpões virou a “joia da coroa”. O terceiro trimestre de 2021 retoma de onde paramos em 2013. Voltamos a ter, na Grande SP, valores pedidos de R$27/m² e vacância abaixo dos 10%. Ficamos congelados por 8 anos. Ainda em função do comércio eletrônico, o mercado brasileiro de condomínios logísticos bate novo recorde e, mesmo antes de fechar o ano, já temos absorção líquida das locações de 1.750.000m², contra 1.500.000m² de 2020.

Reflexo na queda da vacância com atuais 8,95%, que, com exceção do Rio de Janeiro, todos os estados monitorados estão com vacância abaixo de 10%. O novo estoque projetado para 2021 é de 3.000.000m², dos quais 50% já foram entregues, e o saldo, acreditamos que, parte será postergada para o 1T de 2022, em função de atrasos de cronograma. Para 2022 e 2023, a previsão é de outros novos 3.000.000m².

Não temos uma previsão definida para 2022, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. Mas já é sabido que não teremos o mesmo desempenho de 2021, já que, apesar do crescimento orgânico da própria atividade, o e-commerce, principal consumidor de galpões, não terá a mesma envergadura de 2020 e 2021. Contudo, é importante destacar que, mesmo numa previsão mais conservadora, já temos encomendados até 2022, 790.000m² já alugados, seja no modelo pré-locação, seja no modelo BTS. Dessa forma, entre um cenário mais pessimista e otimista, a vacância prevista deve variar entre 9% e 13%. Isso se confirmando, os valores de locação devem manter as correções de anos estagnado, especialmente por conta da elevação do custo da construção e em regiões que hoje apresentam vacância abaixo de 5%.

Destaques:
– Descentralização da demanda para outros mercados, além das regiões Sudeste, e consequente interesse dos desenvolvedores por mercados nas regiões Nordeste, Sul e Centro Oeste.
– Janela de novas locações no modelo pré-locação e BTS, especialmente para os centros de distribuição de varejo e e-commerce.

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O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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