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É crescente o interesse do consumidor por produtos e serviços decorrentes de práticas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas. Essa tendência irreversível imposta pelo próprio mercado ganha força não só nas grandes empresas mas, inclusive, entre as de menor porte, como acontece na indústria de cosméticos Feitiços Aromáticos.

“Desde que iniciamos nossas atividades, em 2001, procuramos pensar em toda a cadeia produtiva, da compra de material dos fornecedores, até o transporte de nossos produtos, passando pelo impacto na comunidade e na economia”, enumera Raquel Cruz, sócia-fundadora da companhia.

O resultado dessa preocupação rendeu à companhia o segundo lugar  no ranking “As empresas mais sustentáveis segundo a mídia”, divulgado o ano passado. Atrás somente da Natura, a Feitiços Aromáticos é a  única micro empresa entre as primeiras colocadas. Além do “Prêmio de Sustentabilidade”, concedido em 2011 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Pesaram para o reconhecimento iniciativas  como o apoio a uma cooperativa de catadores de lixo, a contratação dos colaboradores da região,  fábrica com maior iluminação natural,   compra de papeis somente com origem conhecida  e  a utilização de proteção de embalagens ecológica.

A luminosidade interna da empresa, por exemplo, garante que apenas 40% das lâmpadas instaladas precisem ficar acesas durante o horário de expediente, o que provoca bem-estar a quem  trabalha e economia na conta e dos recursos naturais. Outra medida é que mais de 90% dos funcionários são do bairro. Com isso os colaboradores chegam de bicicleta ou a pé ao serviço, em apenas  15 minutos. Consequencia: maior qualidade de vida e  menos pessoas apertadas nos ônibus e trens ou precisando tirar da garagem seus veículos particulares.

A embalagem também é um item prioritário na questão de sustentabilidade. “Usamos extrusado de milho como material de proteção de embalagem e amortecimento no transporte. Trata-se de uma solução biodegradável, orgânica, de baixíssimo custo e ecologicamente correta, enquanto que a maioria das empresas opta pelos sacos plásticos”, compara Raquel.

A saúde é outro item inegociável, por isso é que a empresa não inclui em suas formulações  conservantes à base de parabenos. . Embora ainda não seja proibida no Brasil, a substância  poderia apresentar reações adversas e colocar  em risco a saúde do consumidor. Segundo estudos internacionais, o parabeno não é seguro e está associado ao surgimento de câncer de mama.

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Quando o presidente da C-Pack, Luiz Gonzaga Coelho, idealizou a nova sede da empresa, ele tinha em mente uma fábrica sustentável. O objetivo sempre foi propor a si mesmo, e aos demais empresários, a importância do exemplo positivo deste processo para a empresa, o ser humano e o planeta.

A sustentabilidade é algo presente na fabricante catarinense. Os visitantes que conhecem a matriz da empresa, localizada em São José (SC), ficam admirados com as soluções inteligentes aplicadas. São elas: cobertura e paredes TermoWall (termoisolante que ajuda a manter a temperatura ambiente), iluminação natural, aquecedor solar, captação da água da chuva, sistema de pressão positiva – que não permite a entrada de agentes contaminantes no ambiente fabril pelas portas – e tratamento de esgoto.

A C-Pack trata 100% do esgoto gerado na fábrica, que é essencialmente do tipo doméstico. Isolado do solo para evitar contaminação, o sistema é realizado por camadas estratificadas de diferentes materiais que realizam a filtração. A água negra, oriunda de privadas e mictórios, é tratada num espaço diferente da água cinza, que vem das pias e chuveiros.

O sistema de tratamento de esgoto da C-Pack além de ter evitado a construção de fossas sem sumidores, é periodicamente avaliado. Análises físico químico e de biotoxidade emitem o desempenho do sistema, com base em parâmetros vigentes na legislação ambiental. Junco e Papiro são as espécies vegetais plantadas sobre o sistema de tratamento, que absorvem os nutrientes (nitrogênio e fósforo) provenientes desse sistema.

As ações da C-Pack em sustentabilidade a classificam como uma empresa modelo em Santa Catarina nesta área.

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A indústria mudou, e hoje o empresário brasileiro enxerga a sustentabilidade como uma necessidade para os negócios. A conclusão é da pesquisa Os Desafios da Sustentabilidade. O estudo inédito, feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 60 executivos de grandes empresas do país, aponta que, para a maioria deles, ser sustentável tem impactos positivos na competitividade. Segundo  39% dos entrevistados, a ausência de ações sustentáveis coloca em risco a sobrevivência da empresa e, para outros 18%, acarreta imagem negativa da corporação.

“A indústria mudou sua forma de produzir e pensar a produção. Muitas atividades impactam menos no meio ambiente hoje”, diz o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. “O empresário tem uma noção clara de que a manutenção da empresa no médio e no longo prazo só se dará de forma sustentável. Mas a velocidade com que isso vai se processar depende de estímulos à inovação”, avisa.

De acordo com a pesquisa da CNI, a sustentabilidade já ocupa um espaço relevante nas organizações. Entre os executivos ouvidos pelo estudo, 64% afirmam que esse é um tema tratado pela presidência, a diretoria ou a vice-presidência. Outros 18% disseram que o assunto ocupa as gerências. “A política sustentável já está no DNA das empresas que querem ampliar seu mercado, seja nacional ou internacionalmente. Agora, deve haver estímulo à inovação”, reforça a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg.

Para 75% dos empresários entrevistados, os investimentos nessa área deverão crescer nos próximos dois anos, e 92% acreditam ser alto o impacto da sustentabilidade nas políticas de inovação. As soluções desenvolvidas e relatadas pelos empresários incluem, por exemplo, a criação de embalagens com menos plástico, uso de energia de biomassa, lâmpadas mais eficientes e técnicas para reduzir o consumo de água. Mas todas essas mudanças têm um preço.

CUSTOS ADICIONAIS – Ser sustentável, na avaliação de 69% dos executivos, representa custos adicionais e, para 30%, essa é a principal barreira para adoção de ações voltadas à conservação. Outros 27% apontam que o maior desafio é a falta de uma cultura sustentável.

“A indústria precisa de uma política forte de incentivo à inovação e à sustentabilidade, inclusive como uma forma de garantir condições de competitividade”, destaca Messenberg. Segundo ela, o aspecto cultural também é fundamental. “A mudança na forma de consumir é, sem dúvida, um aspecto decisivo para a sustentabilidade”, avalia.

A pesquisa Os Desafios da Sustentabilidade da CNI, feita em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, foi inspirada em um esforço semelhante coordenado pelas Nações Unidas, o Global Compact, que ouviu executivos de 10 países em 2010. As entrevistas com os 60 dirigentes de empresas foram realizadas entre fevereiro e maio de 2012, focadas em três aspectos principais: como a sustentabilidade está inserida na forma de pensar e fazer negócios, os avanços dos últimos anos, desafios e perspectivas para o futuro.

Além disso, a CNI apresentou, durante a Rio+20, documentos inéditos em que relata os avanços de 16 setores da indústria no caminho da sustentabilidade.  Os documentos estão no site da CNI, no endereço http://www.cnisustentabilidade.com.br/memorias

Agência CNI de Notícias

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Indústria brasileira investe em sustentabilidade faz duas décadas, segundo relatório da CNI

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou hoje (14 de junho), durante a conferência internacional que discute questões ambientais, a Rio+20, que a criação de um fundo global para financiar a transição para uma economia verde precisa de análise a médio e longo prazo, pois trabalha com soluções permanentes. Tendo em vista as dificuldades econômicas habituais que podem atrasar o avanço da proposta defendida pelo G7 e a China de criação de um fundo internacional de US$ 30 bilhões por ano, a ministra negou que os países desenvolvidos dificultam as negociações em andamento.

Durante evento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que faz parte das atividades paralelas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que apresenta um relatório com iniciativas de sustentabilidade implementadas pelo setor, Izabella diz que o papel da indústria na construção de uma economia sustentável devem ser feitas globalmente. Ela defende a competitividade e realização de investimentos com mais transparência.

Porém, a  CNI divulgou que a indútria nacional vêm investindo há mais de 2 décadas em modos de produção com menos impacto ao meio ambiente, preocupada com a questão sustentabilidade.Os dados foram revelados com base em um documento que  lista ações em 16 setores industriais.

Sendo assim, a indústria prova que está a frente neste aspecto, e deixa de ser a grande vilã da questão ambiental.

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Por Carlos Bezerra*

Com a proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada de 20 a 22 de junho, é oportuno epertinente analisar a questão relativa ao lixo urbano, também em pauta no Brasil devido a recente aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos,instituída pela Lei 12.305. A atividade econômica inerente à coleta, destinação e reciclagem dos produtos que a sociedade compra e consome é uma das poucas que responde de modo pleno aos três pilares desse importante evento da ONU: o econômico, o social e o ambiental.

         Exatamente por isso, a questão do lixo precisa ser tratada sob uma nova perspectiva, mais condizente com os níveis profissional, tecnológico e de investimento que se empregam nos dias de hoje. Estamos falando da indústria de valorização dos resíduos, que cria empregos de modo intensivo, recolhe impostos substantivos, produz itens de expressivo valor agregado, como energia elétrica de fonte renovável por meio da queima de biogás de aterro ou queima de rejeitos em fornos, além de uma série de subprodutos obtidos com a reciclagem. Ou seja,consubstancia uma cadeia produtiva cujo resultado concreto é a melhora do meio ambiente, a geração e distribuição de renda por meio da produção e salários e a geração de energia elétrica importante produto para dar mais segurança ao crescimento econômico brasileiro.

No tocante ao eixo social, a atividade é muito peculiar num aspecto relevante: propicia a inclusão na sociedade de consumo de milhares de trabalhadores sem especialização e baixa empregabilidade em outros segmentos. São pessoas — e suas famílias — contempladas com emprego registrado em carteira, assistência médica, férias, previdência e todos os direitos trabalhistas. Por executarem função fundamental, esses trabalhadores precisam ser valorizados, bem treinados e reconhecidos. Trata-se, portanto, de uma vertente significativa do setor.

Estamos falando de um negócio complexo, moderno e de elevado custeio, no qual o emprego de recursos é muito alto. Exigem-se vultoso aporte financeiro e tecnologia de ponta para se implantarem eficazmente sistemas de coleta domiciliar, sistemas de coleta seletiva, unidades de triagem de materiais recicláveis e usinas termelétricas que recuperam energia dos resíduos que não se mostraram viáveis para a reciclagem. Obviamente que não podemos esquecer os cuidados para se optar por bons projetos, com garantias das performances prometidas, aproveitando a experiência de outros países e o cuidado com a segurança no tocante aos efluentes líquidos, gasosos e sólidos gerados com o processamento dos resíduos. Todos esses projetos de geração de energia a partir de resíduos têm como característica a redução de gases de efeito estufa que vai ao encontro do consenso que houve em Durban entre os países.

Esse tema não pode continuar sendo tratado no plano da retórica e demodo superficial. Infelizmente — e a despeito da determinação da Lei 12.305, de erradicação dos “lixões” até Agosto de 2014 —, metade das cidades brasileiras continua depositando o lixo no solo. Estudo divulgado recentemente aponta anecessidade de implantação de 448 aterros de grande e pequeno portes no país, a um custo total aproximado de R$ 2 bilhões. Faz se necessário um maior senso de urgência para a realização da prática, uma vez que as possibilidades técnicas já existem.

Diversas questões envolvem hoje essa atividade, que evoluiu da coleta, transporte e disposição de lixo para uma indústria que atua conforme os maiscontemporâneos conceitos de valorização dos resíduos.  O foco que antes era a disposição dos resíduos agora mudou para a valorização destes. O objetivo é que cada aterro de resíduo urbano seja um aterro sanitário (atendendo todas as normas técnicas e ambientais existentes), que possua uma unidade de triagem para aproveitar toda a parte reciclável do resíduo (metais, papel, etc), e ainda, quando viável, implemente unidade de valorização dos resíduos que pode ser uma termelétrica para geração de energia renovável a partir do biogás gerado no próprio aterro. Tal viabilidade poderá se ampliar sobremaneira se buscarmos e efetivarmos saídas criativas como a criação de incentivos fiscais e tributários e uma taxa de valorização de resíduo mais adequada com as necessidades atuais.

Assim, a gestão adequada dos resíduos sólidos é parte fundamental na manutenção da qualidade de vida e na sustentabilidade de cidades que crescem aceleradamente, ampliam o consumo e, por consequência, a quantidade e a diversidade dos resíduos. O grande desafio, que envolve todos os agentes sociais, é manter a qualidade dos serviços e a inovação tecnológica, com uma projeção de longo prazo.

Para regular e salvaguardar esses direitos, é preciso que estejam bem estabelecidos os parâmetros das normas legais, técnicas, ambientais, econômicas e jurídicas, fatores fundamentais para preservar, nesse processo, os indivíduos, o habitat e os objetivos de sustentabilidade perseguidos pelas nações na Rio+20.

* Carlos Bezerra é Diretor de Projetos Especiais da Vega Engenharia Ambiental.

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* Romilton Santos  
O Dia Mundial da Água foi criado na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 e é comemorado desde 22 de março de 1993. Água remete a saúde, limpeza, sustentabilidade.A sustentabilidade está ligada diretamente ao Triple Bottom Line, que representa a necessidade de uma organização avaliar o seu desempenho sob três diferentes perspectivas: ambiental, social e econômica. Ou seja, qual a capacidade de uma organização se manter ativa e gerando valor para a sociedade e o meio ambiente em longo prazo.

Para empresas do setor de limpeza profissional, esta responsabilidade é ainda maior. Limpar, em si, é um ato de defesa do meio ambiente. Mas é preciso garantir que os procedimentos, os equipamentos e produtos corram na mesma direção. E este é um dos papéis da Abralimp – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional: fortalecer o conceito de sustentabilidade no mercado.

A cadeia produtiva da limpeza profissional é composta por distribuidores de máquinas e equipamentos; distribuidores de descartáveis e produtos; fabricantes de máquinas; fabricantes de equipamentos, acessórios e dosadores; fabricantes de químicos; fabricantes de descartáveis; prestadores de serviços e usuários. Cada mercado tem se movimentado para atender à nova demanda, investindo na produção de materiais mais sustentáveis.

Essa responsabilidade começa desde a adequação dos meios e recursos produtivos com consumo consciente de energia, minimização de poluentes a serem lançados na atmosfera, da quantidade de efluentes e resíduos sólidos gerados e a não contaminação do solo e da água. Além disso, há políticas e procedimentos com o fim de não gerar passivos ambientais. A ordem é reduzir, reciclar e reutilizar.

No caso das prestadoras de serviços, o foco é na otimização dos processos operacionais para reduzir consumo de produtos de limpeza e tempo de utilização de máquinas. Além disso, é imperativo manter um quadro de colaboradores com mão de obra qualificada para a execução deste tipo de trabalho.

Nesta frente, a Abralimp entra com os treinamentos da Uniabralimp – Unidade de Formação Profissional da Abralimp, para educação e capacitação de profissionais. Afinal, de que adianta uma empresa dispor de equipamentos de última geração, se o operador não sabe utilizar metade de suas funções?

Os usuários finais de serviços de limpeza, os chamados facilities, de setores como o industrial, de hotelaria, educação, instituições financeiras, shopping centers e instituições médico-hospitalares devem buscar em seus fornecedores os mesmos comprometimentos. Uso de produtos químicos verdes, descartáveis cujo custo-benefício seja em prol do meio ambiente, máquinas e equipamentos que economizam recursos e outras possibilidades de redução dos impactos ambientais são práticas que levam à garantia do tripé da sustentabilidade, cada vez mais inerente às organizações modernas.

A operação de limpeza não é mais executada por pessoas sem treinamento. Somos o segundo segmento que mais emprega no País. São 1,5 milhão de pessoas trabalhando com carteira assinada. Com a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 para acontecer no País, temos que aproveitar este grande momento para mostrar as melhores práticas de limpeza e sustentabilidade no mercado de asseio e conservação, que vem participando de forma cada vez ativa da economia brasileira.

* Romilton Santos é presidente da Abralimp – Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional

 

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A campanha publicitária da Apas sobre as sacolinhas foi suspensa por unanimidade de votos, em reunião da 1ª Câmara, por estar fora dos padrões legais da normatização do Conselho

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) decidiu por unanimidade, na última quinta-feira, 1º de março, pela suspensão da campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco”, veiculada em jornais, revistas, internet, outdoor e materiais promocionais e ações internas nos supermercados, com objetivo de mostrar as sacolas plásticas como vilãs do meio ambiente. A campanha é uma iniciativa da Associação paulista de Supermercados (Apas) e do Governo do Estado de São Paulo.

A campanha publicitária da Apas sobre as sacolinhas foi suspensa por unanimidade de votos, em reunião da 1ª Câmara, por estar fora dos padrões legais da normatização do Conselho, especialmente no aspecto que zela pela sustentabilidade, pelas questões socioambientais e pelo direito do consumidor.

A decisão está publicada no site da entidade: www.conar.org.br .

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31% dos entrevistados acreditam que aumenta os lucros

Pesquisa realizada pela BCG – Boston Consulting Group e pela MIT Sloan Management Review mostra que as empresas começam a dar mais destaque à sustentabilidade. Das companhias que participaram da pesquisa, 70% já têm o tema em pauta nas reuniões e 31% acreditam que a sustentabilidade contribui para os lucros da empresa. A terceira edição do anuário foi realizada com mais de 2.800 líderes de grandes empresas do mundo, em diversos setores de atuação.

O estudo também mostra que 66% das empresas acreditam na sustentabilidade como um fator competitivo essencial no mercado atual, o número era de 55% no ano anterior. Os investimentos na área de sustentabilidade também têm aumentado, segundo a pesquisa.

“Há um tempo de aprendizado para incorporar a sustentabilidade na estratégia”, afirmou Knut Haanaes, sócio do BCG e co-autor do estudo, e também responsável pelas práticas de Sustentabilidade na empresa. “As empresas que já tiveram em suas discussões e já trabalharam o tema por anos agora estão vendo resultados tangíveis. Nossa pesquisa sugere um padrão: Primeiro uma empresa se concentra na redução de custos, aumentando a eficiência e melhorando a imagem corporativa. Depois de um tempo, é preciso uma visão mais ampla, inovando com produtos e processos, e ganhando acesso a novos mercados”, explicou.

O estudo se concentra nas empresas que tiveram lucro com atitudes sustentáveis, chamadas de “Harvesters”. Além de implantar iniciativas individuais, como reduzir a emissão de carbono, o consumo de energia ou investir em tecnologias limpas, essas empresas estão mudando as estruturas de funcionamento e suas estratégias. “Embora muitas empresas ainda estejam lutando para definir a sustentabilidade de uma forma que seja relevante aos seus negócios, a atenção e o investimento que vemos, indica que o tema chegou para ficar”, disse David Kiron, editor executivo da MIT SMR e um co-autor da pesquisa.

As Harvesters costumam ter uma estrutura organizacional diferenciada, onde a mentalidade é focada para a sustentabilidade. Em comparação com as demais empresas, elas têm três vezes mais chances de trazer negócios ligados ao tema, têm 50% de chance de ter um CEO engajado no assunto, duas vezes mais chances de apresentar um relatório voltado para sustentabilidade e chance em dobro de ter um setor exclusivo para área. “O estudo mostra que as empresas irão dar mais importância para a área de sustentabilidade, chegando a ser equiparada com a área de Marketing, Recursos Humanos ou outras áreas chave”, afirma.

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Em junho de 2012, líderes de 193 países debaterão, no Rio de Janeiro, o futuro da sustentabilidade ambiental do planeta durante a Conferência Rio+20 sobre Desenvolvimento Sustentável. Entre as diversas etapas de discussão preparatória, promovidas por vários segmentos da sociedade brasileira, acontece no dia 9 de fevereiro próximo, em São Paulo, no Hotel Maksoud Plaza, o “Despertar para a Rio +20”. Promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, o Fórum reunirá, num café da manhã, especialistas governamentais ligados aos ministérios de Relações Exteriores, do Meio Ambiente e da Agricultura, que estão diretamente envolvidos com a preparação do encontro no Rio.

Participarão do Fórum o embaixador André Correa do Lago, chefe do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores; Fernando Antonio Lyrio Silva, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério do Meio Ambiente; e Erikson Camargo Chandoha, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Todos estão trabalhando na preparação da Rio +20.

O principal objetivo do encontro dos especialistas com as lideranças empresariais do agronegócio brasileiro é antecipar como se encaminhará a discussão em relação a um dos temas centrais da Rio+20, que é o do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. Tal ponto, a ser discutido no evento, que comemora os 20 anos da realização da conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, promovida em 1992 na capital carioca, tem relação direta com o agronegócio na medida em que a própria ONU estabeleceu que ele deve ser tratado no contexto da economia verde, definida como aquela que resulta em melhoria do bem-estar das pessoas, em razão de uma maior preocupação com a equidade social, com os riscos ambientais e com a escassez dos recursos naturais.

Os analistas econômicos e de sustentabilidade lembram ainda que o desenvolvimento sustentável envolve três áreas que enfrentaram graves crises nos últimos anos. A saber: a econômica, pela instabilidade financeira que assola os países desenvolvidos e desafia o crescimento do mundo em desenvolvimento; a social, em que a estabilidade dos empregos e o acesso aos bens básicos ainda não são possíveis à grande parte das pessoas; e a crise do meio ambiente, pelas pressões sobre os recursos naturais e as consequências da mudança do clima.

 

Serviço:

Fórum ABAG – “Despertar para a Rio+20”

Data: 09 de fevereiro de 2012 (5ª feira)

Local: Hotel Maksoud Plaza – Al. Campinas, 140 – Sala Brasil – São Paulo

Horário: 8:30 às 11:30 horas

Inscrições franqueadas pelo telefone (11) 3285-3100

gislaine@abag.com.br

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Pesquisa da Poli/USP faz diagnóstico do problema no Brasil e mostra a importância de leis mais rígidas e de incentivos para o uso do asfalto-borracha.

            As Resoluções do Conama, no 258/99 e 416/09, que obrigam fabricantes e importadores a dar destinação adequada para pneus inservíveis, não surtiram o efeito desejado. De 2002 ao primeiro quadrimestre de 2011, as empresas brasileiras deixaram de dar destinação adequada a cerca de 425 de milhões de pneus que não servem mais para rodar em automóveis, ônibus e caminhões, o que corresponde a 2,1 milhões de toneladas desse artefato. Nesse período, os importadores de pneus novos cumpriram 97,03% das metas estabelecidas; fabricantes, 47,3%; e importadores de pneus usados, 12,92%.

É o que mostra uma pesquisa feita pelo engenheiro mecânico Carlos Lagarinhos, em sua tese de doutorado Reciclagem de Pneus: Análise do Impacto da Legislação Ambiental Através da Logística Reversa, defendida em outubro, no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), na qual foram comparadas as políticas de reciclagem de pneus da Europa e do Brasil; feita avaliação do sistema de logística reversa implementada pela associação que representa os fabricantes no país; e desenvolvido um modelo de logística reversa para a reciclagem.

Durante seu trabalho, Lagarinhos constatou que o alto custo da coleta e do transporte de pneus descartados é a principal dificuldade para a solução definitiva para a destinação correta desse material. Tampouco existe um trabalho conjunto entre os fabricantes e importadores de pneus do Brasil para o desenvolvimento de um modelo de logística reversa que reduza os custos, aumente a oferta de pneus servíveis (que podem rodar) para as empresas de reforma, por meio da seleção e triagem nos pontos de coleta. E não existem ações que visem aumentar a oferta de pneus inservíveis para atender a capacidade das empresas de pré-tratamento, coprocessamento, pirólise e queima em caldeiras.

Os consumidores também não fazem a sua parte para diminuir o problema. Segundo ele, hoje, ao fazerem a troca de pneus nas lojas e revendas 36% dos consumidores levam os usados para casa, achando que ainda existe algum valor neles. “Os fabricantes, importadores, revendas e distribuidores não divulgam programas de coleta e destinação dos pneus inservíveis para incentivar o descarte após a troca, pela população”, diz o pesquisador. A título de exemplo, para os 6,6 milhões de veículos licenciados no município de São Paulo, há na cidade apenas quatro pontos de coleta em convênio com a prefeitura, o que dificulta a coleta sistemática dos pneus inservíveis.

Para piorar, o descarte de pneus não é uma tarefa fácil. A maior parte acaba amontoada em grandes depósitos a céu aberto, que funcionam como verdadeiros criadouros de mosquitos transmissores de dengue, febre amarela e malária. “A disposição em aterros é inviável, porque são difíceis de comprimir, não sofrem biodegradação e formam um resíduo volumoso, que ocupa muito espaço”, explica o pesquisador. “Como se não bastasse, os pneus podem reter ar e gases em seu interior, fazendo com que tendam a subir para a superfície do aterro, rompendo a camada de cobertura. Com isso, os resíduos ficam expostos, atraindo insetos, roedores e pássaros e permitindo que os gases escapem para a atmosfera.”

Diante desse quadro, Lagarinhos acredita que o aproveitamento dos pneus usados como componente para asfalto seria uma forma de reduzir a quantidade deles nos depósitos a céu aberto e aterros sanitários. Ele propõe que os governos, em todos os níveis, deem incentivos para a utilização do asfalto-borracha na pavimentação de ruas e estradas. “A utilização do asfalto-borracha ainda é incipiente no País”, lamenta. De 2001 a 2010 foram pavimentados 4.900 km de rodovias no Brasil, com aproveitamento insignificante dos pneus descartados.

Outra medida seria o endurecimento da lei em relação à reciclagem de pneus. A Resolução do Conama nº 258/99, que, no ano de 2005, obrigava fabricantes e importadores a reciclar cinco pneus inservíveis para cada quatro pneus fabricados, foi substituída pela Resolução nº 416/09, segundo a qual os fabricantes e importadores só precisam reciclar os pneus vendidos no mercado de reposição. Ou seja, boa parte do passivo de pneus fabricados no País, continua sem destinação adequada. 

“Apesar de não atingir as metas estabelecidas pelo IBAMA, houve um avanço, uma vez que as metas eram muito difíceis de serem alcançadas”, pondera o pesquisador. “Criou-se, a partir da Resolução Conama no 258/99, um sistema de logística reversa que não havia anteriormente”, acrescenta.

Antes da aprovação da Resolução Conama no 258/99, somente 10% dos pneus inservíveis eram reciclados. Em 2010, foram montados 469 pontos de coleta pelos fabricantes. Atualmente são 1.884 pontos de coleta montados pelos fabricantes e importadores de pneus, sendo que 73,04% estão instalados em municípios com população acima de 100 mil habitantes. A quantidade de pontos de coleta representa 47,1% das revendas e distribuidores de pneus no Brasil. Em 2010, existiam 124 empresas cadastradas no IBAMA para as atividades de reciclagem e valorização energética de pneus inservíveis.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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