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andersonmanciniPor Anderson Mancini*

Assistentes de voz, chatbots, beacons. Hoje, é impossível imaginar um mundo sem Inteligência Artificial (IA). Esses dispositivos já tornaram as tarefas do dia a dia muito mais práticas, mas ainda têm muito a oferecer. Empresas de diversas áreas têm apostado cada vez mais na modernização de seus processos, tornando- -se mais competitivas e atraentes para o mercado.

O setor de logística é essencial para empresas de diversos ramos. São os profissionais dessa área que organizam a entrega e a coleta de produtos, a manutenção do estoque, a inteligência por trás do trajeto a ser feito, entre outras atividades. Nessa área, por exemplo, a Inteligência Artificial pode ser a solução para problemas bastante comuns, como caminhões vazios ou parcialmente vazios depois de uma entrega, o que resulta em perda de tempo e combustível. Com IA, análise de grandes dados (Big Data) e Machine Learning, esses espaços, que seriam inutilizados, podem ser comercializados para outras empresas, otimizando toda a operação. Além disso, por meio de softwares inteligentes, é possível fazer o monitoramento das cargas e planejamento de rotas, ajudando a combater casos de roubo, por exemplo.

Para que estratégias como essa funcionem, o ideal é desenvolver os projetos em células de inovação dentro das empresas, com o suporte de uma consultoria experiente. Assim, é possível identificar as principais oportunidades em que a Inteligência Artificial pode atuar, otimizando processos e possibilitando a redução de custos. A Neotix utiliza IA em praticamente todos os projetos que envolvem e- -commerces ou entrega de produtos.

Um dos casos de maior êxito foi o da TENA. No projeto, a tecnologia aplicada à logística foi justamente o que viabilizou o site financeiramente. Desde a separação dos itens para coleta e entrega (picking and packing) até a destinação do melhor local para armazenamento e distribuição dinâmica do estoque com base na demanda, a IA foi fundamental.

Por outro lado, uma das principais barreiras aparece quando as empresas tentam tratar a tecnologia como um departamento, ou apenas em um serviço a ser contratado. A Inteligência Artificial nas empresas de logística precisa permear as conversas de todas as áreas, do financeiro ao carregamento, para que o projeto seja implementado com rapidez e uma equipe qualificada saiba fazer os ajustes necessários em longo prazo.

Segundo um estudo da CB Insights, 10 milhões de empregos correm o risco de desaparecer nos próximos cinco a dez anos por causa da tecnologia. Se pensarmos que um algoritmo, aliado à automação, consegue executar um trabalho que um humano levaria horas ou dias para resolver, isso será de fato inevitável.

Por isso, é importante buscar a qualificação profissional. Hoje, existem diversos cursos de especialização e capacitação em IA. Empresas como Microsoft, Oracle, Data Science Academy e muitas outras possuem em seu programa de ensino as tecnologias para que um interessado comece a se especializar no tema. Ter uma base de lógica de programação e matemática, além de alguma experiência com linguagens utilizadas por algoritmos de Inteligência Artificial, como Python, ajuda bastante.

É praticamente impossível prever todos os avanços que a Inteligência Artificial vai possibilitar, mas descobrir novas oportunidades de crescimento para empresas e usabilidades para usuários é o que motiva consultorias de transformação digital. Ao longo desse processo de estudo, é preciso que as companhias estejam abertas à inovação, implementando projetos em parceria com consultores externos. Por enquanto, o que podemos afirmar é que todas essas inovações irão criar, em longo prazo, uma nova relação entre humano e máquina, com novas maneiras de pensar o mundo e, com certeza, uma maior praticidade na resolução de problemas.

 

*Diretor presidente da Neotix Transformação Digital

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sindipetroO valor médio do litro da gasolina comum segue estável nos postos de combustíveis, mesmo em um momento de incertezas causadas pelas greves dos petroleiros e dos caminhoneiros. Ainda assim, segundo levantamento de preços realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, a diferença dos preços praticados em diferentes regiões chegou a 22,3% entre o mês de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro.

Se no Amapá, estado com a gasolina mais barata, o litro custou R$ 4,17, o Rio de Janeiro teve de pagar quase um real a mais pelo mesmo produto: R$ 5,10 foi o valor cobrado. O preço cobrado no Brasil foi, em média, de R$ 4,75 até o dia 18 de fevereiro. Em janeiro, o combustível custou um centavo a mais, com média de R$ 4,76. De dezembro até fevereiro, o aumento acumulado foi de 0,74%.

As informações são do levantamento de preços combustíveis realizado pela ValeCard. O comparativo foi feito com base nas operações realizadas em 20 mil estabelecimentos de todo o país.

Apesar da estabilidade dos preços a nível Brasil, o Rio de Janeiro foi o estado com o valor médio do litro da gasolina mais caro do país, com R$ 5,107 cobrados na primeira quinzena de fevereiro. O Amapá, por outro lado, teve o menor valor médio, e chegou a R$ 4,17.

Confira o valor médio de cada estado brasileiro:

Estado  Dezembro/19 Janeiro/2020 Fevereiro/2020*
AC 4,99 5,019 5,042
AL 4,757 4,79 4,749
AM 4,414 4,571 4,809
AP 4,231 4,206 4,17
BA 4,715 4,718 4,654
CE 4,715 4,769 4,765
DF 4,629 4,56 4,533
ES 4,768 4,789 4,754
GO 4,722 4,794 4,758
MA 4,665 4,668 4,611
MG 4,916 4,942 4,903
MS 4,447 4,466 4,526
MT 4,854 4,899 4,847
PA 4,876 4,885 4,877
PB 4,487 4,500 4,468
PE 4,599 4,618 4,598
PI 4,831 4,832 4,839
PR 4,477 4,511 4,492
RJ 5,084 5,127 5,107
RN 4,785 4,790 4,716
RO 4,741 4,762 4,746
RR 4,566 4,580 4,469
RS 4,736 4,789 4,723
SC 4,383 4,417 4,372
SE 4,767 4,815 4,804
SP 4,381 4,463 4,467
TO 4,843 4,867 4,831
Preço médio 4,719 4,762 4,754 

Fonte: ValeCard

*Valor médio preliminar com base em operações realizadas até 18/02/2020.

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marcelopiresPor Marcelo Pires*

A Lei Geral de Proteção de Dados (lei nº 13.709/18), mais conhecida como LGPD, tem deixado diversos segmentos do setor empresarial de cabelo em pé. Aprovada em 2018, ainda durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), a lei regulamenta o tratamento de dados pessoais, definidos como “informações relacionadas a pessoa natural identificada ou identificável”. A norma, que entrará em vigor em agosto, teve um período de dois anos de adaptação, mas fato é que a maioria das empresas ainda não está em conformidade com a lei.

Desde a Revolução Digital, a informação se tornou sinônimo de poder. Alguns exemplos marcantes são o caso Facebook-Cambridge Analytica, quando dados coletados por aplicativos conectados à rede social foram utilizados para influenciar a opinião de eleitores em vários países, ou o vazamento de mensagens no Telegram de autoridades públicas brasileiras.

Pensando em proteger este bem tão valioso foi criada a LGPD, inspirada na regulamentação europeia GDPR (General Data Protection Regulation). A lei entendeu que o cidadão tem direito à proteção dos seus dados pessoais  e a controlar quais dados circulam a seu respeito e com que finalidade. Quantas vezes já trocamos nosso CPF por descontos em produtos ou usamos nossa conta do Facebook para acessar um aplicativo mais rapidamente? Não fazemos ideia de como essas informações serão armazenadas, para que serão utilizadas ou mesmo se é possível solicitar sua exclusão.

O caso Target é um exemplo de como somos monitorados na internet. A loja de departamentos norte-americana conseguiu descobrir, por meio de algoritmos e histórico de compras, que uma jovem estava grávida antes mesmo dela contar para a família. Imagine a situação constrangedora!

O conceito de privacidade é de difícil definição e passou por diversas interpretações ao longo da história da humanidade, mas é preciso existir transparência e responsabilidade no tratamento dos dados pessoais pelas empresas. Como explica o advogado, MBA em Direito Digital, com vivencia em tecnologia e segurança da informação, Jean Carlos Fernandes, “a LGPD certamante irá provocar grandes mudanças nas companhias, que terão que rever seus processos e procedimentos, tocante ao tratamento de dados pessoais. Além do ajuste e devido enquadramento legal, deverão também implementar programas de segurança da informação e proteção de dados pessoais. Embora a lei seja restritiva no que refere-se ao tratamento dos dados, e ainda exista a previsão de multa no caso de descumprimento, deve-se ter um olhar propositivo, pois as companhias que internalizarem a cultura de proteção de dados poderão se valer deste diferencial competitivo, além de agregarem valor a sua marca. Afinal, a lei não é um monstro de sete cabeças, como se acredita”.

Entre as principais mudanças para as empresas está a criação de uma cultura responsável de armazenamento de dados. Muitas não fazem nem ideia do quanto são dependentes de dados e do volume que armazenam. A Data Discovery será o primeiro passo para a adaptação. Depois, será preciso registrar como será feito o tratamento de dados, como serão armazenados e com que finalidade. Importante destacar que tudo isso deverá ter base jurídica nas justificativas previstas pela lei.

Além disso, toda empresa deverá ter um profissional ou empresa que fará a figura do Encarregado. Na Europa, ele é conhecido como DPO (Data Protection Officer). Ele é responsável por receber as notificações dos titulares dos dados e fazer a intermediação entre ele e a empresa e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Seu nome será público, visando sempre uma comunicação direta e transparente, e ele também deverá fomentar políticas de LGPD na companhia.

Ajustes contratuais também são parte fundamental da aderência à lei. Deverão estar muito claras outras duas figuras: a do Controlador e do Operador de dados. Enquanto o primeiro toma as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais, sendo a figura de maior responsabilidade no processo, o segundo realiza as ações em nome do controlador. Esses dois profissionais terão de atuar em conjunto e serão responsabilizados no caso de invasões ou vazamento de dados, por exemplo.

Até agosto, devemos observar um aumento no número de serviços prestados por consultorias e escritórios de advocacia, que irão auxiliar as empresas a estar em conformidade com a lei. Podem surgir, também, plataformas de gestão de cookies, consentimento e exclusão de dados, como uma nova oportunidade de negócio. Quem trabalha com UX também terá boas perspectivas, já que os termos e condições de uso, longos e engessados deverão desaparecer, já que o usuário deverá estar munido de informações claras para dar consentimento sobre seus dados. Isso dá margem para criar layouts interativos e facilitar o entendimento do contrato para o internauta.

A LGPD vai, sem dúvidas, obrigar as empresas a se adaptarem. Com tantas mudanças, é natural que os empresários vejam a lei como uma ameaça ao próprio negócio, mas, assim como aconteceu com o Código do Consumidor, em 1991, é questão de tempo para que usuários e empresas se entendam em relação ao uso de dados. Com a tecnologia e o direito caminhando juntos, a internet se tornará um ambiente mais seguro, livre de fraudes e uma ótima aposta para as companhias! Daqui a pouco, as pessoas vão perceber que a LGPD não é nenhum monstro.

Sócio-diretor da Neotix Transformação Digital*

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prolataA Prolata reciclou 8.059,6 toneladas de aço em 2019 por meio de 51 cooperativas e 37 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados pelo país.

Para o meio ambiente, os resultados também são relevantes: no acumulado do ano, a extração de minério de ferro foi reduzida em 9.188 toneladas e a de carvão mineral em 1.241.240 toneladas. Além disso, a emissão de gases do efeito estufa diminuiu em 29.822 m³. Esses números representam 164.247 mil árvores que deixaram de ser cortadas e uma economia de 70% de água na fabricação de novo aço. Desde sua criação, em 2012, a Prolata soma quase 33 mil toneladas de aço reciclado.

Outra ação feita pela Prolata em 2019 foi a implantação dos primeiros PEVs na Baixada Santista. Os PEVs fazem parte da estratégia da cadeia de produção e comercialização de tintas para cumprir todas as etapas da chamada logística reversa, garantindo que as embalagens de tinta vazias possam ser coletadas e recicladas da forma correta, sem serem descartadas no meio ambiente, e gerando valor para toda a cadeia de reciclagem, especialmente para os catadores.

A instalação dos nove postos da Prolata na Baixada Santista faz parte do plano de ação definido no Termo de Cooperação Ambiental celebrado, em novembro de 2018, entre o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público de São Paulo; a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), criadora e coordenadora da Prolata; a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI); e a Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São Paulo (Artesp).

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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