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  Devido ao crescente número de instrumentos, trocas e mercados, assim como a crescente granularidade dos dados, participantes nos segmentos de mercado de energia e serviços públicos precisam enfrentar o crescimento impressionante dos volumes de informação. Além disso, precisam preparar suas infraestruturas para as mudanças na supervisão dos envolvidos e nas regulamentações, em uma época de grandes incertezas. Os traders, produtores e concessionárias de serviços públicos de energia precisam mitigar o risco e o custo do negócio hoje, focando o gerenciamento de informações de modo mais eficiente para garantir uma maior precisão e qualidade dos dados e oferecer avaliações oportunas de posições e risco.

 Existem dez principais tendências direcionando as iniciativas de gerenciamento de negociações, risco e dados no segmento de mercado de energia e serviços públicos.

 Na área de negociações, as empresas de energia precisam de um melhor acesso à liquidez para melhorar as margens e reduzir os riscos; a demanda global e mudanças importantes nos mercados de energia aumentam os desafios de negócio em termos de crescimento, investimento e recrutamento; o custo e a competitividade crescentes exigem maior transparência e eficiência e um melhor gerenciamento das informações. Além disso, a necessidade de controlar custos e otimizar o capital está tornando a eficiência operacional uma prioridade máxima.

 Em relação a risco e regulamentos, devem ser destacados os regulamentos da Dodd-Frank, CFTC e outros órgãos reguladores de ação global, que estão impactando de forma significativa os participantes do segmento de mercado ao elevar a supervisão regulatória e os requisitos de relatórios. Novos requisitos propostos de relatórios e liberação de capital também afetarão um grande número de participantes ao exigir comportamentos modificados nas negociações. A volatilidade dos preços e as infraestruturas envelhecidas, por sua vez, estão tornando o gerenciamento de risco mais desafiador, levando a um maior reinvestimento em tecnologia.

 Na área de gerenciamento de dados, as crescentes complexidades no segmento de mercado causaram uma explosão de sistemas e dados; os volumes e a complexidade crescentes dos dados estão levando à demanda de uma mineração mais inteligente de dados para reduzir o custo e aumentar a precisão. Com isso, os produtores e concessionárias estão buscando tecnologias mais inteligentes para aumentar a eficiência, do campo à administração.

 Os agentes do segmento de energia estão enfrentando desafios sem precedentes, inclusive uma recuperação econômica lenta, preços achatados de energia e informações confusas sobre os regulamentos. Com isso, o gerenciamento das informações, as tecnologias de smart grid (rede inteligente de energia) e outras abordagens de inteligência de negócios podem ajudar os participantes a melhorar sua capacidade de gerenciar mudanças, reduzir custos e risco e melhorar a eficiência nas operações, entrega e serviços.

 Sobre as soluções para Energia e Commodities da SunGard

 As soluções para energia e commodities da SunGard ajudam as empresas de energia, corporações que compram hedge e empresas de fundos hedge e de serviços financeiros a competirem de forma eficiente nos mercados globais de energia e commodities, otimizando e integrando as negociações, o gerenciamento de risco e as operações de commodities físicas e seus instrumentos financeiros associados. Por meio de dados, conectividade e análise em tempo real, as soluções da SunGard para energia e commodities ajudam os clientes a obterem transparência e conformidade regulatória, abordarem transações de ponta a ponta e ciclos de vida operacionais e atenderem às necessidades de tempo de colocação no mercado com opções flexíveis de implementação.

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Tendo por objetivo a ampliação do comércio de agroquimicos na América Latina e Oceania, o governo chinês estabeleceu um programa para os próximos dez anos, visando aumentar a fabricação de seus produtos e reduzir ainda mais os preços. A estratégia é fomentar e incentivar as fusões entre grandes empresas do setor, para formar líderes do segmento no mundo, afirmou a vice-presidente da empresa CCPIT Sub-control of Chemical Industry, Ma Chunyan, durante a IV China-Brasil Agrochemshow, realizado nos dias 4 e 5 de agosto, em São Paulo.

Durante o evento, alguns representantes de empresas chinesas, interessados em fechar novas parcerias para a comercialização de agroquímicos, reafirmaram o interesse no Brasil, que pode passar de quarto maior importador desses insumos para segundo, até 2020.

Maior fabricante de defensivos e fertilizantes agrícolas do mundo, a China tem planos ambiciosos para os próximos 10 anos.  Segundo a Ma Chunyan, o país definiu três diretrizes para ampliar e melhorar as suas produções. A primeira é a criação de quatro ou cinco parques industriais em regiões costeiras ou ribeirinhas, para melhorar a eficiência e a segurança ambiental. A segunda é a redução do número de empresas atuantes no setor, para minimizar os custos e aumentar a competitividade interna e externa de seus produtos. “A terceira diretriz inclui a reestruturação das empresas, para torná-las mais eficientes, mais competitivas, com marcas próprias, maior valor agregado e com preços adequados aos níveis internacionais” .

De acordo com levantamento da AllierBrasil Consulting, os fabricantes de defensivos agrícolas chineses são listados como os principais fornecedores nos registros de produtos técnicos aprovados pelo Ministério da Agricultura nos últimos três anos, de 2008 a 2010.  Dos 122 registros de produtos técnicos aprovados neste período, os fabricantes chineses aparecem como fornecedores em pelo menos 82 vezes. Em seguida vêm os fabricantes da Europa e Estados Unidos que juntos somam 24 vezes, seguidos das empresas indianas que aparecem 15 vezes. Israel, Brasil, Japão e Peru, somados, aparecem 7 vezes apenas.

Enquanto traders, distribuidores e não fabricantes de agrotóxicos estão registrando estes produtos no Brasil, as empresas chinesas demoraram para acessar diretamente o mercado brasileiro. Para os chineses o principal meio de acesso sempre foi até então através da construção de parcerias com empresas já estabelecidas no país e que tenham profundo conhecimento do mercado. Para os fabricantes chineses é muito difícil conceder prazos de pagamento que superem 90 dias. Como as margens praticadas pelos chineses são muito baixas, eles não conseguem embutir taxas de juros, seguro e risco de inadimplência nos preços de seus produtos.

Mas, por outro lado, recentemente foram aprovados dois registros de agrotóxicos de propriedade de fabricantes da China continental.  “Em maio, a empresa YongNong teve aprovado o registro do herbicida picloram. Em julho, foi o glifosato da registrante JM Chemicals” ,  diz Flávio Hirata, engenheiro da AllierBrasil, que fez consultoria para ambas. Para Hirata, que assessorou estas duas empresas, os chineses estão aprendendo a legislação brasileira de agrotóxicos, que é muito diferente de outros países.

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O estoque na indústria ficou muito acima do planejado em julho, com 53,9 pontos. O aumento nos estoques, registrado desde janeiro e que se intensificou em julho, com 53,4 pontos, tem provocado desaceleração no ritmo da produção industrial. No mês passado, a atividade do setor ficou estável, com 50,4 pontos. As informações são da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira, 23.08. Os indicadores variam de zero a cem. Valores acima de 50 mostram evolução positiva, estoque acima do planejado ou utilização da capacidade instalada (UCI) acima do usual.

Segundo a pesquisa, a indústria operou em média com 75% de UCI, registrando 45,2 pontos no indicador. É o oitavo mês consecutivo de recuo no uso da capacidade instalada.

De acordo com o economista da CNI Marcelo de Ávila, mesmo com a desaceleração na atividade industrial, registrada desde o início do ano, os estoques indesejados tiveram um crescimento elevado em julho. “Como esses estoques precisam ser desovados, a produção industrial não deve crescer”, prevê. “Soma-se a isso o cenário desfavorável às vendas, pois tanto o mercado externo quanto o interno estão desaquecidos, os juros e a inflação estão em alta e há escassez de crédito”, completa Ávila.

Dos 26 setores da indústria de transformação, 22 operam com atividade abaixo do usual. Em relação ao porte das empresas, as pequenas registram queda na produção, as médias mostram estabilidade e as grandes apresentam crescimento. Entretanto, mesmo com produção crescente, as grandes indústrias também estão com a UCI em julho abaixo do usual para o mês. A evolução do número de empregados na indústria também está estável, com 50,1 pontos.

Expectativas – Apesar da desaceleração da indústria, os empresários do setor continuam confiantes na demanda do mercado interno, no número de empregados e nas compras de matérias-primas para os próximos seis meses, embora esse otimismo esteja menor.

As expectativas sobre a demanda recuaram de 61,9 para 61,3 pontos de junho para julho. O indicador de compra de matérias-primas diminuiu de 58,2 para 57,6 pontos e o de evolução do número de empregados foi de 54,2 a 53,2 pontos no período. Somente o índice de expectativas sobre as exportações ficou abaixo da linha divisória dos 50 pontos em julho, com 49,1 pontos, indicando pessimismo.

A pesquisa Sondagem Industrial foi realizada de 1º a 16 de agosto com 1.892 empresas, das quais 988 são pequenas, 638 médias e 266 de grande porte.

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Soja baiana é exportada em contêiner para o Japão através da Tecon

 A Tecon Salvador, empresa portuária do grupo Wilson, Sons Terminais, responsável pela operação da Unidade de Contêiner do Porto de Salvador, acaba de realizar o primeiro embarque de soja em contêiner do Nordeste para o Japão. Para o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, “este é sem duvida um marco para novas possibilidades do comércio do agronegócio baiano com a Ásia”. Foram dois contêineres, com o total de 37 toneladas de soja, produzida pela Agrícola Xingu, do município de São Desidério, no Oeste baiano, produto que geralmente saía em navios graneleiros. O embarque foi feito no porta-contêineres CMA CGM ONYX, navio que faz parte do novo serviço lançado em maio deste ano, ligando a Bahia diretamente à Ásia sem escalas. Agora a Tecon trabalha para ampliar a exportação de algodão de menos de 1% para pelo menos 30%. Segundo maior produtor de algodão do País, a Bahia vê 99% da exportação do produto ser feita pelo Porto de Santos.

 O secretário Eduardo Salles lembrou que a criação da linha direta com a Ásia representa uma grande conquista para incrementar as relações de negócios com a Ásia, e um fator importante no processo de agroindustrialização do Estado. De acordo com Márcio Marques, analista de negócios da Tecon, a Seagri é um parceiro valioso, que teve grande participação na implantação da linha direta com a China. Salles analisa que a operação de exportação em contêiner representa rapidez e economia.

 Márcio Marques explica que, enquanto o embarque em navio graneleiro exige carga mínimia, (5 mil a 10 mil toneladas, a depender do tamanho da embarcação), não há exigência de carga mínima para a operação em contêiner, que pode ser concluída em até 12 horas. Esse tempo, em navio graneleiro, é muito maior, podendo chegar a uma ou duas semanas, segundo informações da Tecon.

 Além disso, a operação traz vantagens para os produtores e para os compradores, como a facilidade na logística de distribuição, acesso a mercados alternativos e embarques semanais. O transporte por contêiner permite ainda que a exportação ocorra independentemente das condições climáticas e mesmo em períodos de entressafra.

 Esta modalidade de exportação é ideal para clientes que tem a necessidade de comprar as commodities em menores quantidades, optando por maior freqüência nos embarques reduzindo os investimentos em estoque e limitando o envolvimento de vários intermediários, possibilitando a negociação direta com o produtor

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 A Acetecno do Brasil entregou no último mês a Klabin S.A unidade de Otacilio Costa/SC, uma nova Estação de Tratamento de Água.

 Estação de Tratamento de Água, é a parte do sistema de abastecimento onde ocorre o tratamento da água captada na natureza visando a potabilização para posterior distribuição à população.

 O processo convencional de tratamento de água é dividido em fases. Inicialmente acontece a pré-cloração, etapa onde o cloro é dosado no momento em que a água chega à estação. Tem como finalidade facilitar a remoção de material orgânico e metais pesados.

 Após a aplicação do cloro, a água passa pela pré-alcalinização, etapa onde acontece a adição de cal ou soda, esse procedimento visa o ajuste do pH, para que o mesmo se aproxime dos valores necessários para um bom prosseguimento no tratamento. O fator pH divide-se em três categorias, quando possui valor inferior a 7 é chamado de básico, quando tem valor igual a 7 chamamos de neutro e no caso de ter valor superior a 7 é chamado de ácido ou alcalino. Para o consumo humano, recomenda-se pH entre 6,0 e 9,5.

 Por sequência, a água passa pela coagulação, nesta fase aplica-se Sulfato de Alumínio, Cloreto Férrico ou outro coagulante, seguido de uma agitação rápida na água. Assim, os particulados de sólidos suspensos ficam eletricamente desastibilizadas e mais fáceis de agregarem-se. Após a coagulação, a água passa pelo processo de Floculação, nessa etapa acontece uma mistura lenta da água, com a finalidade de agregar o máximo às partículas sólidas formando então os flocos.

 Após os flocos formados, a água passa pelo processo de Decantação. Nessa etapa, a água é conduzida por grandes tanques onde grande parte dos flocos fica depositada no fundo desse decantador. Os sólidos que por acaso não se depositarem no fundo desse tanque, segue com a água para os filtros. Após decantar, a água finalmente passa pelo processo de Filtração. Nesses tanques, existem camadas de pedriscos, areia e carvão antracito. Esses materiais são responsáveis pela remoção de qualquer partícula remanescente no processo.  

 Vencidas todas essas etapas, a água passa pela Pós-Alcalinização, onde acontece a correção do pH para evitar a corrosão e incrustações na tubulação. Passando na sequência pela Desinfecção, etapa onde acontece a última adição de cloro na água antes de sua saída da Estação de Tratamento. Ela garante que a água fornecida chegue isenta de bactérias e microorganismos na casa dos consumidores. Finalmente acontece a Fluoretação, a adição de Flúor ajuda na prevenção de cáries.

 A nova ETA faz parte da ampliação do Tratamento de Água na empresa, serão mais 150 mil litros de água tratada por hora para atender a demanda de produção de uma importante indústria do ramo Papeleiro do País com os padrões de qualidade da Acetecno do Brasil.

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O Prêmio Nacional de Inovação, antigo Prêmio CNI, é o reconhecimento às empresas do segmento da indústria que contribuem para o aumento da competitividade e o desenvolvimento sustentável do setor no país. A cada edição o que conta é a capacidade de pôr em prática boas idéias, inovar e superar obstáculos, com a introdução de novos produtos, processos e serviços e de melhorias no ambiente organizacional e cultural das empresas.

Neste ano de 2011, 427 projetos de 254 empresas concorreram em quatro categorias: gestão da inovação, competitividade, design e desenvolvimento sustentável, e a NOVUS ficou em 1º lugar na categoria Competitividade para Média e Grande Empresa!

A NOVUS concorreu ao prêmio com o FieldLogger e o anúncio desta conquista de grande importância ocorreu na noite do dia 02 de outubro, em cerimônia realizada no Sheraton WTC, em São Paulo.

O FieldLogger é um módulo de leitura e registro de variáveis analógicas, digitais e outras, com grande resolução e velocidade. Trata-se de um equipamento de alto desempenho e alta conectividade, porém fácil de configurar e operar. Para saber mais sobre o FieldLogger, o produto que levou a NOVUS a mais esta importante conquista, acesse www.fieldlogger.com.br.

Para Marcos Dillenburg, Diretor de Tecnologia da NOVUS, o prêmio é um reconhecimento ao valor do trabalho em equipe. Conforme a empresa, a Inovação em produtos só é possível pelo trabalho conjunto e em harmonia entre Marketing, Engenharia, Fábrica e Comercial, sendo o FieldLogger a melhor e mais recente expressão da forma da NOVUS de inovar.

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Estudo do Ipea, divulgado na quinta-feira (11), mostra que a desvalorização cambial constatada em alguns países, como a China e os Estados Unidos, pode afetar o Brasil e anular as tarifas de proteção comercial negociadas OMC. O estudo aponta que a desvalorização cambial acaba também servindo como subsídios às exportações desses países e como sobretaxas às suas importações, transformando-se em barreiras mais eficazes que as tarifas aplicadas.

Segundo o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, o trabalho do Ipea ratifica o que ele já vem apontando há muito tempo, e ilustra a concorrência que as empresas instaladas no Brasil enfrentam, principalmente, em relação aos produtos chineses. “A China usa a moeda desvalorizada como mecanismo de competitividade, ou seja, como subsídio direto. Em contrapartida, o câmbio brasileiro age de forma oposta, roubando a capacidade competitiva das empresas instaladas no país”, diz Barbato.

Ele acrescenta que o pacote de estímulos à indústria, aliado com outras medidas de combate à especulação no mercado financeiro, apenas servem como uma espécie de paliativo para uma questão mais ampla, que seria a promoção de mudanças no atual modelo de política cambial brasileiro. Ainda assim, enquanto a questão do câmbio – sujeita a fatores externos – não é equacionada, o presidente da ABINEE reforça a necessidade do país elevar a alíquota do Imposto sobre Importações de alguns produtos para até 35%, limite permitido pela OMC, como forma de amenizar o impacto nocivo da valorização do Real.

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O Ministério da Fazenda aumentou em 50% o limite de faturamento bruto anual das empresas que se enquadram no regime do super Simples, sistema que permite pagamento de seis tributos em apenas um único imposto. O Simples Nacional, ou Super Simples, é uma ação do Governo Federal de incentivo à Indústria, tendo como base o reajuste do novo teto, o parcelamento de devedores, o incentivo à exportação, a substituição tributária, a inclusão novos segmentos e a adequação ao programa Brasil Maior.

Com o reajuste, o limite anual de faturamento para o empreendedor individual vai passar de R$ 36 mil para R$ 60 mil. No caso das chamadas microempresas esse teto passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil, e das pequenas empresas de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. As alíquotas aplicadas dependem do ramo de atuação da empresa, indo de 4% a 11,6%.

Segundo especialistas de mercado, um avanço significativo é a possibilidade de parcelamento em até 60 meses de dívidas tributárias para empresas enquadradas no Simples Nacional.

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 O principal gargalo enfrentado hoje pelas grandes obras de infraestrutura no País está nas medidas adotadas pelos órgãos de controle e pela Justiça que acabam acarretando longos períodos de paralisação, resultando em prejuízo para a sociedade que necessita de estradas, portos e aeroportos, entre outras obras. A avaliação foi feita por dirigentes da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção durante a entrevista coletiva na abertura da Construction  Expo 2011 – Feira Internacional de Soluções para Obras & Infraestrutura, que começou nesta quarta-feira, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

O que eles defendem é que eventuais irregularidades detectadas numa obra sejam investigadas e os responsáveis punidos, se for o caso, mas sem prejuízo do andamento do serviço. “Obras que estão andamento, que foram licitadas e obedeceram integralmente o que prega a Lei 8.666 não devem ser paralisadas por uma ação do Ministério Público de Tribunais de Contas”, diz Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema.

Outro aspecto abordado pela direção da Sobratema na coletiva foi o da deficiência na qualificação de mão-de-obra no setor construção e mineração. “É preocupante esse aspecto, mas as empresas estão se mobilizando para melhorar essa formação”, diz Mário Humberto Marques, vice presidente da entidade. Nesse aspecto, ele lembra ainda que a própria Sobratema tem contribuído com a capacitação, pois o Instituto Opus, criado pela entidade e que em 2011 completa 10 anos, já formou 3.500 profissionais.

Essa questão da formação de profissionais para os segmentos de construção e de mineração, segundo os organizadores da Construction 2011 também deve ser abordado nas várias palestras do Sobratema Congresso, que acontece junto com os eventos – além da Construction está sendo realizada também a M&T Peças e Serviços – Feira Latina Americana de Peças e Serviços de Equipamentos para Construção e Mineração.

Ambos os eventos, que se prolongarão até o próximo sábado, devem atrair um público estimado de 25 mil visitantes. No total, os eventos reunirão 351 expositores, sendo 126 internacionais, que ocuparão uma área total de 28 mil m2. No caso da Construction, o grande diferencial é que ela foi baseada em salões temáticos

E são os seguintes os salões temáticos: Salão da Copa de 2014, que está exibindo uma réplica de um estádio de futebol; Salão Belo Monte, com detalhamento da usina hidrelétrica em construção no Pará; Vila do Aço, que reproduz ambientes feitos com estrutura de aço; Salão da Infraestrutura Ferroviária e do Trem de Alta Velocidade, dedicado às tecnologias e os desafios dos vários projetos na área ferroviária; Salão da Sustentabilidade, com foco na reciclagem de material de construção; e o Salão da Inovação, para a apresentação dos mais recentes projetos inovadores relacionados à área de construção. Está montada ainda uma Mostra de Equipamentos para pequenos canteiros, destinada a obras em lugares de difícil acesso aos grandes equipamentos.

Em todos os salões temáticos, a Sobratema contou com parcerias. No caso do Salão da Copa de 2014, a parceira é a Madarim Comunicação, responsável pelo conteúdo do Portal 2014 na web; na Vila do Aço é o Instituto Aço Brasil (IABr);  no Salão Belo Monte, é a empresa Norte Energia, responsável pela hidrelétrica que será construída no Pará; no Salão da Infraestrutura Ferroviária e do Trem de Alta Velocidade, o apoio vem da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer); o Salão da Inovação conta com o apoio da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei); o Salão da Sustentabilidade foi montado por empresas filiadas à Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

Planejados para ter o máximo de interatividade com os visitantes, por meio do uso dos mais modernos recursos da informática e da comunicação, os salões temáticos da Construction 2011 recriam, em diversos ambientes, um cenário no qual será possível identificar as novas tendências da engenharia, de novos materiais, tecnologias avançadas, métodos construtivos inovadores e recursos voltados para a preservação do meio ambiente.

 

Além da primeira edição da Construction Expo 2011 e da M&T Peças e Serviços, a Sobratema é a organizadora também da M&T Expo, a maior e mais importante Feira Latino-Americana de Máquinas e Equipamentos para Construção e Mineração, que será realizada em São Paulo em maio de 2012. Ela ainda é a realizadora do Sobratema Fórum de Infraestrutura e da Pesquisa nos Principais Investimentos nas Áreas de infraestrutura previstos no Brasil até 2016, uma análise consolidada dos 11 principais segmentos do mercado e da lista completa de 9.950 obras em andamento no País. Por fim, a entidade promove, desde 2004, o Estudo Sobratema do Mercado de Equipamentos para Construção.

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Abaixo, a entrevista com Fabrício Guimarães, diretor da Una Marketing de Eventos, empresa realizadora do evento, sobre a edição 2011 do Santos Export – Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos.

  Revista P&S: O que é o SANTOS EXPORT?

 Fabrício Guimarães : Santos Export, iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e realização da Una Marketing de Eventos, é o principal evento portuário do País. Em sua nona edição, o fórum reúne ministros, governadores, as principais lideranças da economia nacional, acadêmicos e empresários para debater sobre temas pertinentes à expansão e modernização do complexo portuário santista.

P&S:Qual o objetivo do Fórum?

FG: O objetivo do fórum é projetar a imagem do porto de Santos internacionalmente e fomentar a geração de idéias e a formatação de soluções aplicáveis ao complexo santista com base em cases nacionais e internacionais, na experiência das empresas que atuam no cenário santista e também em outras regiões do País.

 P&S:Qual a importância do evento para o País?

 FG: Como o porto de Santos é o principal da América Latina, o fórum ganha repercussão nacional e internacional já que, a partir de seus participantes, identifica gargalos e formula diretrizes para mitigar ou anular o impacto dessas dificuldades operacionais.

 P&S:O que o participante encontrará no evento?

 FG: Pelo alto nível dos palestrantes confirmados no Santos Export, o evento é tido como o principal fórum portuário da região. Os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com o quê especialistas e executivos do setor estão elaborando como soluções para os problemas experimentados pelo maior porto da América Latina.

 Ao longo da programação do evento serão abordados temas técnicos, panoramas políticos e econômicos.

 P&S:Quando e onde será realizado o evento?

 FG: O Fórum Santos Export 2011 será realizado no dia 25 de agosto de 2011, no Mendes Convention Center, na Av. Francisco Glicério, 206 – Santos/SP

 P&S:Quem são os parceiros e apoiadores?

 FG: Entre os apoiadores do Santos Export estão a Associação Comercial de Santos, o Porto de Santos, a Praticagem do Estado de São Paulo e as Prefeituras de Cubatão, Guarujá e Santos.

 P&S:Quantas empresas envolvidas com o evento?

 FG: O evento tem como patrocinadores as seguintes empresas: Deicmar, EcoRodovias, Fertimport, Icipar, Libra Terminais, Marimex, OAS, Rodrimar, Santos Brasil, Tecondi, Vale Fertilizantes e T-Grão.

 P&S:Quantas pessoas estão sendo esperadas e qual o perfil do público?

FG: Anualmente, o evento atrai uma média de 350 pessoas, entre autoridades, empresários e executivos do porto, comércio exterior, logística e transportes; dirigentes, executivos ou técnicos de empresas portuárias; autoridades públicas e de entidades representativas; profissionais, especialistas e técnicos de atividades e serviços diversos; estudantes de comércio exterior, transportes e logística. 

  P&S:Que avaliação pode ser feita do atual momento do mercado portuário?

 FG: O setor portuário brasileiro absorve o intenso crescimento do comércio exterior, com grande incremento no volume de importações. Entretanto, esta conjuntura evidencia estruturas operacionais que indicam saturação. Por isso é tão rica a oportunidade que o Santos Export brinda ao mercado: reunir especialistas no setor par, juntos, analisar alternativas que viabilizem o desenvolvimento do porto de Santos.

P&S:Qual o destino da Viagem Internacional agregada ao evento em 2011?

FG: A comitiva do Santos Export visitará, entre os dias 7 e 17 de outubro, alguns portos da China para identificar soluções passíveis de serem replicadas ou adaptadas à realidade brasileira.

P&S:Como e porque foi escolhido este destino?

 FG: Os portos chineses foram escolhidos como destino da viagem da edição 2011 do Santos Export em decorrência do destaque que o continente asiático e a própria China vêm tendo no cenário econômico global, por causa da tecnologia utilizada nos portos chineses que são os mais movimentados do mundo.

P&S:O que o empresariado pode esperar desta viagem?

FG: Como nas viagens já realizadas pelas comitivas anteriores, a viagem para a China certamente agregará muitas novidades no setor de operações portuárias e soluções logísticas, visto que os asiáticos são notadamente conhecidos por seu avanço nas áreas de tecnologia e produção.

 P&S:Qual a grade de temas e palestras do Fórum em 2011?

 FG: O Fórum Santos Export 2011 abordará as questões sobre infraestrutura e multimodalidade no porto de Santos, detalhando quais obras e investimentos do Governo Federal por intermédio do PAC, ações e investimentos dos operadores portuários para evitar o apagão logístico e para integrar os diferentes modais que operam no porto.

 Além disso, o evento traz uma palestra inédita sobre o exemplo portuário chinês, com foco no Porto de Ningbo, abordando tecnologia e qualificação, legislação ambiental e ampliação dos terminais, agilidade das operações portuárias e a redução do custo da operação. Na palestra serão detalhados os investimento s chineses em transportes no Brasil e também a agressividade da política comercial chinesa e a concorrência interna entre os portos.

 Finalmente, na última palestra do evento, autoridades, especialistas e empresários debaterão sobre o crescimento do porto de santos, as oportunidades do pré-sal e suas consequências regionais, investigando sobre quais as novas áreas para a expansão do Porto e o que as Prefeituras estão fazendo para estimular a sua ocupação; o planejamento e as iniciativas sob a ótica metropolitana; qualificação de mão de obra e  dados e demandas atuais do mercado de trabalho.

 P&S:O evento, em 2011, pretende gerar uma CARTA final baseada nos debates que ocorrerão. O que se pretende com este documento?

 FG: A carta final expressará os anseios dos principais segmentos do porto de Santos a respeito das questões debatidas durante a programação, além de ser um instrumento que poderá funcionar como uma espécie de plano de prioridades e metas para a expansão e desenvolvimento do Porto de Santos, principal objetivo do evento ao longo de suas nove edições.

Serviço

SANTOS EXPORT 2011 – Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos

Data: 25 de agosto / das 8 às 18hs

 Local:Mendes Convention Center – Av. Francisco Glicério, 206 – Santos – SP – Brasil

 Informações: www.unaeventos.com.br/forumsantosexport/2011

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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