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 O principal gargalo enfrentado hoje pelas grandes obras de infraestrutura no País está nas medidas adotadas pelos órgãos de controle e pela Justiça que acabam acarretando longos períodos de paralisação, resultando em prejuízo para a sociedade que necessita de estradas, portos e aeroportos, entre outras obras. A avaliação foi feita por dirigentes da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção durante a entrevista coletiva na abertura da Construction  Expo 2011 – Feira Internacional de Soluções para Obras & Infraestrutura, que começou nesta quarta-feira, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

O que eles defendem é que eventuais irregularidades detectadas numa obra sejam investigadas e os responsáveis punidos, se for o caso, mas sem prejuízo do andamento do serviço. “Obras que estão andamento, que foram licitadas e obedeceram integralmente o que prega a Lei 8.666 não devem ser paralisadas por uma ação do Ministério Público de Tribunais de Contas”, diz Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema.

Outro aspecto abordado pela direção da Sobratema na coletiva foi o da deficiência na qualificação de mão-de-obra no setor construção e mineração. “É preocupante esse aspecto, mas as empresas estão se mobilizando para melhorar essa formação”, diz Mário Humberto Marques, vice presidente da entidade. Nesse aspecto, ele lembra ainda que a própria Sobratema tem contribuído com a capacitação, pois o Instituto Opus, criado pela entidade e que em 2011 completa 10 anos, já formou 3.500 profissionais.

Essa questão da formação de profissionais para os segmentos de construção e de mineração, segundo os organizadores da Construction 2011 também deve ser abordado nas várias palestras do Sobratema Congresso, que acontece junto com os eventos – além da Construction está sendo realizada também a M&T Peças e Serviços – Feira Latina Americana de Peças e Serviços de Equipamentos para Construção e Mineração.

Ambos os eventos, que se prolongarão até o próximo sábado, devem atrair um público estimado de 25 mil visitantes. No total, os eventos reunirão 351 expositores, sendo 126 internacionais, que ocuparão uma área total de 28 mil m2. No caso da Construction, o grande diferencial é que ela foi baseada em salões temáticos

E são os seguintes os salões temáticos: Salão da Copa de 2014, que está exibindo uma réplica de um estádio de futebol; Salão Belo Monte, com detalhamento da usina hidrelétrica em construção no Pará; Vila do Aço, que reproduz ambientes feitos com estrutura de aço; Salão da Infraestrutura Ferroviária e do Trem de Alta Velocidade, dedicado às tecnologias e os desafios dos vários projetos na área ferroviária; Salão da Sustentabilidade, com foco na reciclagem de material de construção; e o Salão da Inovação, para a apresentação dos mais recentes projetos inovadores relacionados à área de construção. Está montada ainda uma Mostra de Equipamentos para pequenos canteiros, destinada a obras em lugares de difícil acesso aos grandes equipamentos.

Em todos os salões temáticos, a Sobratema contou com parcerias. No caso do Salão da Copa de 2014, a parceira é a Madarim Comunicação, responsável pelo conteúdo do Portal 2014 na web; na Vila do Aço é o Instituto Aço Brasil (IABr);  no Salão Belo Monte, é a empresa Norte Energia, responsável pela hidrelétrica que será construída no Pará; no Salão da Infraestrutura Ferroviária e do Trem de Alta Velocidade, o apoio vem da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer); o Salão da Inovação conta com o apoio da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei); o Salão da Sustentabilidade foi montado por empresas filiadas à Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

Planejados para ter o máximo de interatividade com os visitantes, por meio do uso dos mais modernos recursos da informática e da comunicação, os salões temáticos da Construction 2011 recriam, em diversos ambientes, um cenário no qual será possível identificar as novas tendências da engenharia, de novos materiais, tecnologias avançadas, métodos construtivos inovadores e recursos voltados para a preservação do meio ambiente.

 

Além da primeira edição da Construction Expo 2011 e da M&T Peças e Serviços, a Sobratema é a organizadora também da M&T Expo, a maior e mais importante Feira Latino-Americana de Máquinas e Equipamentos para Construção e Mineração, que será realizada em São Paulo em maio de 2012. Ela ainda é a realizadora do Sobratema Fórum de Infraestrutura e da Pesquisa nos Principais Investimentos nas Áreas de infraestrutura previstos no Brasil até 2016, uma análise consolidada dos 11 principais segmentos do mercado e da lista completa de 9.950 obras em andamento no País. Por fim, a entidade promove, desde 2004, o Estudo Sobratema do Mercado de Equipamentos para Construção.

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Abaixo, a entrevista com Fabrício Guimarães, diretor da Una Marketing de Eventos, empresa realizadora do evento, sobre a edição 2011 do Santos Export – Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos.

  Revista P&S: O que é o SANTOS EXPORT?

 Fabrício Guimarães : Santos Export, iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e realização da Una Marketing de Eventos, é o principal evento portuário do País. Em sua nona edição, o fórum reúne ministros, governadores, as principais lideranças da economia nacional, acadêmicos e empresários para debater sobre temas pertinentes à expansão e modernização do complexo portuário santista.

P&S:Qual o objetivo do Fórum?

FG: O objetivo do fórum é projetar a imagem do porto de Santos internacionalmente e fomentar a geração de idéias e a formatação de soluções aplicáveis ao complexo santista com base em cases nacionais e internacionais, na experiência das empresas que atuam no cenário santista e também em outras regiões do País.

 P&S:Qual a importância do evento para o País?

 FG: Como o porto de Santos é o principal da América Latina, o fórum ganha repercussão nacional e internacional já que, a partir de seus participantes, identifica gargalos e formula diretrizes para mitigar ou anular o impacto dessas dificuldades operacionais.

 P&S:O que o participante encontrará no evento?

 FG: Pelo alto nível dos palestrantes confirmados no Santos Export, o evento é tido como o principal fórum portuário da região. Os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com o quê especialistas e executivos do setor estão elaborando como soluções para os problemas experimentados pelo maior porto da América Latina.

 Ao longo da programação do evento serão abordados temas técnicos, panoramas políticos e econômicos.

 P&S:Quando e onde será realizado o evento?

 FG: O Fórum Santos Export 2011 será realizado no dia 25 de agosto de 2011, no Mendes Convention Center, na Av. Francisco Glicério, 206 – Santos/SP

 P&S:Quem são os parceiros e apoiadores?

 FG: Entre os apoiadores do Santos Export estão a Associação Comercial de Santos, o Porto de Santos, a Praticagem do Estado de São Paulo e as Prefeituras de Cubatão, Guarujá e Santos.

 P&S:Quantas empresas envolvidas com o evento?

 FG: O evento tem como patrocinadores as seguintes empresas: Deicmar, EcoRodovias, Fertimport, Icipar, Libra Terminais, Marimex, OAS, Rodrimar, Santos Brasil, Tecondi, Vale Fertilizantes e T-Grão.

 P&S:Quantas pessoas estão sendo esperadas e qual o perfil do público?

FG: Anualmente, o evento atrai uma média de 350 pessoas, entre autoridades, empresários e executivos do porto, comércio exterior, logística e transportes; dirigentes, executivos ou técnicos de empresas portuárias; autoridades públicas e de entidades representativas; profissionais, especialistas e técnicos de atividades e serviços diversos; estudantes de comércio exterior, transportes e logística. 

  P&S:Que avaliação pode ser feita do atual momento do mercado portuário?

 FG: O setor portuário brasileiro absorve o intenso crescimento do comércio exterior, com grande incremento no volume de importações. Entretanto, esta conjuntura evidencia estruturas operacionais que indicam saturação. Por isso é tão rica a oportunidade que o Santos Export brinda ao mercado: reunir especialistas no setor par, juntos, analisar alternativas que viabilizem o desenvolvimento do porto de Santos.

P&S:Qual o destino da Viagem Internacional agregada ao evento em 2011?

FG: A comitiva do Santos Export visitará, entre os dias 7 e 17 de outubro, alguns portos da China para identificar soluções passíveis de serem replicadas ou adaptadas à realidade brasileira.

P&S:Como e porque foi escolhido este destino?

 FG: Os portos chineses foram escolhidos como destino da viagem da edição 2011 do Santos Export em decorrência do destaque que o continente asiático e a própria China vêm tendo no cenário econômico global, por causa da tecnologia utilizada nos portos chineses que são os mais movimentados do mundo.

P&S:O que o empresariado pode esperar desta viagem?

FG: Como nas viagens já realizadas pelas comitivas anteriores, a viagem para a China certamente agregará muitas novidades no setor de operações portuárias e soluções logísticas, visto que os asiáticos são notadamente conhecidos por seu avanço nas áreas de tecnologia e produção.

 P&S:Qual a grade de temas e palestras do Fórum em 2011?

 FG: O Fórum Santos Export 2011 abordará as questões sobre infraestrutura e multimodalidade no porto de Santos, detalhando quais obras e investimentos do Governo Federal por intermédio do PAC, ações e investimentos dos operadores portuários para evitar o apagão logístico e para integrar os diferentes modais que operam no porto.

 Além disso, o evento traz uma palestra inédita sobre o exemplo portuário chinês, com foco no Porto de Ningbo, abordando tecnologia e qualificação, legislação ambiental e ampliação dos terminais, agilidade das operações portuárias e a redução do custo da operação. Na palestra serão detalhados os investimento s chineses em transportes no Brasil e também a agressividade da política comercial chinesa e a concorrência interna entre os portos.

 Finalmente, na última palestra do evento, autoridades, especialistas e empresários debaterão sobre o crescimento do porto de santos, as oportunidades do pré-sal e suas consequências regionais, investigando sobre quais as novas áreas para a expansão do Porto e o que as Prefeituras estão fazendo para estimular a sua ocupação; o planejamento e as iniciativas sob a ótica metropolitana; qualificação de mão de obra e  dados e demandas atuais do mercado de trabalho.

 P&S:O evento, em 2011, pretende gerar uma CARTA final baseada nos debates que ocorrerão. O que se pretende com este documento?

 FG: A carta final expressará os anseios dos principais segmentos do porto de Santos a respeito das questões debatidas durante a programação, além de ser um instrumento que poderá funcionar como uma espécie de plano de prioridades e metas para a expansão e desenvolvimento do Porto de Santos, principal objetivo do evento ao longo de suas nove edições.

Serviço

SANTOS EXPORT 2011 – Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos

Data: 25 de agosto / das 8 às 18hs

 Local:Mendes Convention Center – Av. Francisco Glicério, 206 – Santos – SP – Brasil

 Informações: www.unaeventos.com.br/forumsantosexport/2011

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A fábrica da Siemens em Manaus – AM, responsável pela produção de materiais elétricos como disjuntores, fusíveis e botões de acionamento, passa a integrar o Programa Brasileiro GHG Protocol ao publicar seu primeiro inventário de emissão de gases de efeito estufa (GEE). A divulgação oficial do relatório da Siemens acontece hoje em São Paulo, durante o Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol, quando a empresa recebe o selo ouro conferido a empresas que, além de contabilizar todas as emissões de GEE, ainda são verificadas por uma terceira parte independente.

Idealizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), em parceria com o World Resources Institute – WRI, o Programa permite às empresas participantes estabelecer uma cultura permanente de divulgação de suas emissões por meio de uma plataforma pública e transparente de publicação dos dados. A certificação confirma a preocupação da Siemens com relação à elaboração correta e auditada do inventário, que traz o cálculo de todas as emissões de gases de efeito estufa em uma de suas principais unidades fabris no Brasil.

“Trata-se de um reconhecimento que fortalece a credibilidade da Siemens. Gerenciar as emissões de GEE é fundamental para garantir a sustentabilidade dos negócios e a melhoria de processos e geração de eficiências numa economia globalizada. Tema que ocupa espaço cada vez mais relevante em nossos planos de ação no Brasil”, afirma Victor Batista, diretor da área de Sustentabilidade da Siemens no Brasil.  

Sobre o Programa Brasileiro GHG Protocol

O Programa Brasileiro GHG Protocol é uma iniciativa do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), em parceria com o WRI e apoio do CEBDS, WBSCD e MMA. O Programa trabalhou na adaptação da metodologia do GHG Protocol para o contexto nacional em a colaboração com 27 Empresas Fundadoras da iniciativa, as quais participaram diretamente do desenvolvimento das Especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol (EPB) e publicaram seus primeiros inventários no ano de 2009. Atualmente o Programa permite a transferência gratuita da metodologia e do know-how para o cálculo de emissões, ambos compatíveis com as normas ISO 14064-1 e as metodologias de quantificação do IPCC.

Os inventários referentes ao ano de 2010 a serem apresentados pelas empresas este ano, contabilizam as emissões gases provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela organização, como por exemplo, as emissões de combustão de caldeiras, fornos, veículos da empresa ou por ela controlados. Em segunda escala, são consideradas as emissões indiretas de GEE de energia, isto é, são contabilizadas as emissões provenientes de energia elétrica e térmica consumida pela empresa.

Há ainda a terceira etapa da análise, em que as emissões indiretas que são consequências das atividades da empresa, mas ocorrem em fontes que não pertencem ou não são controladas pela companhia. Como por exemplo: extração de produção de materiais e combustíveis adquiridos, atividades relacionadas ao transporte, transporte de materiais, viagens de negócios, todas as outras emissões resultantes de atividades diretas da empresa, mas que ocorrem em fontes que não pertencem ou não são controladas pela companhia.

 

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Segundo economistas, a bolsa brasileira caiu 30% em 2011. Este fato resultou na perda de valor de mercado de algumas empresas em aproximadamente 50%. Esta porcentagem, porém, pode ser recuperada. Contudo, estas empresas perdem o poder de investimentos momentaneamente, o que barra o crescimento do País e causa efeito imediatamente na bolsa/câmbio.

Para que se entenda este processo em cadeia, é preciso ressaltar que o Brasil é grande exportador de commodities, como minério de ferro, soja, cujos preços podem cair. A inflação na China também influi, já que pode significar menos compra desses produtos. Até o final do ano, a previsão de crescimento para o Brasil é de 3,5%. Em 2010 foi de  7,5%.

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Estande sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte traz informações sobre obras civis, socioambientais e equipamentos utilizados no empreendimento

O projeto da Usina Hidrelétrica Belo Monte, cujas obras estão em andamento no Rio Xingu (PA), é um dos destaques da Construction Expo 2011, programada para 10 a 13 de agosto, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Na oportunidade, executivos da Norte Energia S.A., empresa responsável pela implantação, construção e operação do empreendimento, irão apresentar detalhes da obra civil de Belo Monte e dos equipamentos utilizados nesta que será a maior hidrelétrica totalmente brasileira e a terceira maior do mundo.

O estande da Norte Energia conta com um amplo salão de 1000 m², onde o visitante da Construction Expo 2011 encontrará uma réplica de uma turbina Francis, utilizada na casa de força principal. Por meio de uma maquete interativa, será possível perceber a magnitude da obra a ser realizada em dois sítios Pimental e Belo Monte e conhecer o funcionamento das turbinas que operarão nas duas casas de força de Belo Monte.

A diretoria da Norte Energia S.A. irá prestigiar todo o evento. O Diretor-Presidente, Carlos Nascimento, e o de Relações Institucionais, João Pimentel, estarão na abertura da Construction Expo 2011, em 10 de agosto. No dia seguinte, 11 de agosto, está programada a palestra “Os trabalhos de construção civil da Usina Hidrelétrica Belo Monte”, com o Diretor de Construção, Engº Luiz Rufato. Já em 12 de agosto, às 9h, o Diretor de Fornecimento e Montagem, Wellington Ferreira, apresentará a palestra “Equipamentos contratados para Belo Monte”.

Em seu estande, a Norte Energia S.A. irá disponibilizar também informações sobre as ações socioambientais realizadas na região, um diferencial deste empreendimento no cumprimento das normas brasileiras de licenciamento ambiental. O estande também agregará apresentações de outras empresas, fornecedoras e parceiras neste projeto.

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A ABIMEI (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas-Ferramenta e Equipamentos Industriais) considera positiva a decisão do Governo de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as montadoras que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores, anunciada no Plano Brasil Maior. Pela nova política industrial, os projetos da indústria automobilística que contemplarem estas exigências poderão ter a alíquota reduzida até julho de 2016. “A decisão atende o setor de autopeças, que é parte importantíssima da cadeia de produção. Será um estímulo efetivo para os empresários voltarem a investir em bens de capital e em meios de produção”, afirma Ennio Crispino, presidente da ABIMEI.  

 Os importadores de máquinas-ferramenta dependem majoritariamente do setor de autopeças e também vinham sofrendo os efeitos da importação de peças acabadas pelas montadoras. “O ritmo de produção do setor de autopeças reflete-se imediatamente no desempenho do nosso próprio segmento, que depende em pelo menos 60% dos fornecedores de peças para a indústria automobilística”, diz Crispino.

 Outra medida da nova política industrial destacada pelo presidente da ABIMEI diz respeito à fiscalização das importações na alfândega, que será intensificada com a atuação do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), que terá livre acesso aos portos e aeroportos para testar a qualidade dos produtos importados. “Achamos a medida positiva, mas tememos pelo aumento da morosidade na liberação das importações”, pondera Crispino.

 Atualmente, as máquinas já demoram em torno de sete dias até serem liberadas, de acordo com o presidente da ABIMEI. Com uma etapa a mais na fiscalização, este prazo pode ficar maior. “A ABIMEI sempre defendeu as boas práticas na importação de quaisquer bens ou produtos, por isso nos consideramos aptos a contribuir com o INMETRO na formulação das regras que serão adotadas”. Crispino lembra que a entidade já mantém representantes nas comissões de tubos e conexões e de prensas do INMETRO e pode colaborar com o órgão normalizador nesta nova função. “Continuamos à disposição do Governo para colaborar no que for necessário. Nosso interesse é o mesmo do empresário brasileiro: aumento da produtividade e da eficiência da indústria nacional. Queremos estreitar ainda mais este relacionamento”, afirma.  

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A ABIDIPA – Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos entende que a recente decisão do governo da Argentina de criar medidas como o dumping* para barrar a entrada de produtos estrangeiros naquele país é ineficaz e não deve surtir efeito prático para a economia local. “O Brasil tentou a mesma medida há dois anos e meio e os resultados têm sido incipientes”, avalia Rinaldo Siqueira Campos, presidente da ABIDIPA.

 Este ano, o governo da Argentina aumentou de 400 para 600 itens a lista de produtos que precisam de licenças prévias de importação. De acordo com Siqueira Campos, o ideal seria barrar a entrada de mercadorias subfaturadas e qualquer tipo de fraude nos processos de importação,  a verdadeira razão dos problemas enfrentados, tanto pelo Brasil quanto pela Argentina.  “Tem produto que sai da China, por exemplo, e entra no Brasil  e é vendido no mercado brasileiro com preço inferior ao preço fob da mercadoria e ainda é preciso calcular o custo da importação”, considera.

 O empresário cita como exemplo o pneu 295/80/R22.5  (pneu para caminhões) que custa na china em média 330 dólares fob. Ao chegar ao destino final, são aplicados 85 dólares de dumping e ainda os custos de importação que chegam a 80% do valor fob do produto. “Como é possível esse pneu ser vendido por 900 reais no mercado brasileiro? É essa conta que o Brasil e a Argentina precisam fazer na hora de tomar medidas para proteger as fabricais nacionais e incentivar a concorrência leal”, finaliza.

* O termo Dumping é utilizado para designar uma situação em que um determinado produto é vendido a um preço inferior num mercado estrangeiro do que no mercado doméstico. Utilizado também para designar uma situação em que o produto é vendido por um preço inferior ao seu custo de produção ou de aquisição.

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, aprovou as medidas do Plano Brasil Maior, mas propôs avanços, sobretudo para conter a valorização cambial. O programa, anunciado pelo governo federal nesta terça-feira, 02.08, estabelece medidas de estímulo à produção, investimentos, inovação e defesa comercial.

Segundo Andrade, o plano é “um pontapé inicial”, com iniciativas práticas, na sua avaliação, como a vantagem de 25% de produtos brasileiros em compras governamentais. “Para o setor de confecções, por exemplo, que perde negócios com o governo por diferenças de até 10%, é muito positivo”, destacou.

Defendeu, porém, como necessárias, “ outras medidas pontuais”, alinhando entre elas a especialização dos portos por produtos e a possibilidade de laboratórios privados também certificarem produtos importados,  função restrita pelo plano ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).

“O  plano é positivo, mas não será capaz de tirar a indústria do sufoco, porque persistem problemas a serem sanados, como o câmbio, os juros altos e a elevada carga tributária”, completou.

Andrade informou que a CNI vai monitorar os resultados do plano e auxiliar o governo na identificação de gargalos por setor. “O plano precisa valorizar ainda mais ações específicas para cada segmento industrial. Um dos setores que está em situação de alerta é o de máquinas e equipamentos, que sofre grande concorrência de produtos vindos de outros países”, declarou.

Bolsas de estudo – Em discurso no lançamento do Plano, no Palácio do Planalto, o presidente da CNI elogiou a iniciativa do governo de oferecer 75 mil bolsas de estudo no exterior até 2014 e se comprometeu a mobilizar o setor industrial para oferecer outras 25 mil bolsas. Sugeriu, porém, que o governo criasse mecanismos para os estudantes voltarem ao Brasil para trabalhar por um período mínimo. “É uma forma de fazer com que os investimentos feitos nesses profissionais retornem ao país”, sublinhou.

O Plano Brasil Maior determina, entre outras medidas, a desoneração da folha de pagamento dos setores de confecções, calçados, móveis e softwares, que será substituída por alíquotas no faturamento; a devolução imediata dos créditos do PIS/Pasep/Cofins na compra de máquinas e equipamentos; a prorrogação até dezembro de 2012 do Programa de Sustentação do Investimento (PSI); a intensificação da defesa comercial.

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A ACE SCHMERSAL, multinacional alemã fabricante de produtos para automação e sistemas de segurança industrial, realizará palestras gratuitas sobre a NR 12 (Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho para a Segurança em Máquinas e Equipamentos), na 4ª Feira Internacional de Saúde e Proteção no Trabalho (Expo Proteção 2011), de 10 a 12 de agosto, no Pavilhão Verde do Expo Center Norte, em São Paulo, das 13:00 às 21:00 horas.

No stand da empresa, que terá formato de auditório, além de realizar palestras sobre a NR 12, haverá uma equipe de consultores técnicos que darão suporte e apresentarão soluções e produtos para o setor de segurança industrial.

O Coordenador de Gestão de Normas Técnicas da ACE SCHMERSAL, José Amauri Martins, destaca que esta é uma oportunidade para que os visitantes da feira possam ficar por dentro das novas normas sobre segurança em máquinas e equipamentos. “O nosso principal objetivo nesta edição da Expo Proteção é passar informações sobre a NR 12, mostrando as ferramentas para eliminar os riscos dos acidentes, normas, legislação e suas implicações, e como saber identificar e instalar corretamente um produto de segurança”, afirma.

Com duração de uma hora, serão ministradas quatro palestras ao dia, durante a realização da feira, a partir das 14 horas, com capacidade para 48 pessoas para cada apresentação. As inscrições poderão ser feitas antecipadamente no hotsite do treinamento http://academia.schmersal.com.br/pts/datas_locais_especial.php, ou no próprio stand da ACE SCHMERSAL na feira.

A Expo Proteção é um dos maiores eventos de saúde e segurança do trabalho, resgate e emergência no Brasil. Esta edição promete repetir o sucesso das edições anteriores, apresentando as potencialidades econômicas do setor e abrindo espaços para o conhecimento e a atualização profissional tanto pela qualidade do conteúdo, quanto pela abordagem dos seminários, workshops, palestras técnicas e cursos.

Mais informações através do site www.schmersal.com.br.

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 A Braskem,produtora de resinas termoplásticas , a Fundação Espaço ECO e o Instituto Akatu apresentam hoje (02/08), um estudo comparativo sobre o uso de diferentes tipos de sacolas para transporte de compras de supermercado, bem como os impactos econômicos e ambientais de cada alternativa. A análise foi desenvolvida pela Fundação Espaço ECO, entidade que busca o desenvolvimento sustentável por meio do compartilhamento de conhecimento e tecnologias aplicadas em ecoeficiência, educação socioambiental e restauração ambiental. A divulgação do estudo tem o apoio do Instituto Akatu, referência na busca da conscientização a favor do consumo consciente.

 Para que a discussão sobre a melhor alternativa de uso de sacolas passasse a ser baseada em estudos científicos, foi analisado o ciclo de vida de algumas opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro, entre elas algumas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis [papel, ráfia, tecido e TNT (tecido não tecido)].

 O estudo é inédito no Brasil e leva em consideração algumas das condições atuais no país quanto à tecnologia, métodos de produção e impactos ambientais decorrentes, quando se considera alguns cenários de uso da sacola e de descarte de lixo pelos consumidores. As alternativas de sacolas englobadas no estudo foram avaliadas para um período de um ano, considerando variados cenários envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado, maior ou menor frequência de descarte do lixo, tipo de matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada sacola, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não da sacola para reciclagem.

 A análise do ciclo de vida (ACV) foi ampliada para considerar o que é chamado de “ecoeficiência”, que avalia cada alternativa quanto ao seu impacto ambiental e seu custo – englobando desde a extração da matéria-prima até o descarte da sacola, passando pela sua produção e uso. Desta forma, toda a cadeia produtiva é considerada e analisada em relação ao impacto ambiental e o custo em cada uma de suas etapas.

 “Com esse estudo, buscamos incentivar uma discussão informada sobre o tema e ao mesmo tempo motivar uma visão abrangente e científica sobre os diversos impactos ambientais associados aos hábitos de transporte de compras de supermercados. Precisamos informar o consumidor para que ele se sinta mais seguro na hora de decidir que sacola utilizar”, diz Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. “Quem ganha com essa análise e com a decisão correta do consumidor é a natureza e, por decorrência, a sociedade”, afirma.

 O estudo mostra que a melhor opção de sacola depende do cenário em que ela é utilizada, podendo variar segundo o volume de compras, o número de idas ao supermercado e a frequência de descarte do lixo. “Foram feitas análises para diversos cenários e identificadas duas tendências. Por um lado, sacolas descartáveis de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações que os consumidores têm menor volume de compras, maior frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo maior, que garanta o reuso das sacolas plásticas para o descarte desse lixo. Por outro lado, sacolas retornáveis de tecido ou de plástico apresentaram melhor ecoeficiência nas situações em que os consumidores têm maior volume de compras, menor frequência de ida ao supermercado e uma frequência de descarte de lixo menor, com baixa compra de sacos para condicionar o lixo”, afirma Sonia Chapman, diretora-presidente da Fundação Espaço ECO.

 “O consumo com consciência dos seus impactos ambientais e sociais guia as decisões e os comportamentos do consumidor consciente, que busca sempre aumentar os impactos positivos e reduzir os negativos. Esse estudo serve como parâmetro para que cada consumidor tome suas decisões com informações embasadas cientificamente, levando sua consciência à prática na hora de definir que sacola usar para suas compras de supermercado, escolhendo a melhor alternativa frente aos cenários do estudo que melhor se encaixa à realidade do consumidor”, diz Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. Sonia Chapman complementa: “é importante que o estudo seja utilizado para que cada agente possa contribuir para reduzir os impactos e isso pode mudar as conclusões no tempo. A melhoria contínua dos impactos socioambientais deve ser o foco e depende tanto dos produtores, nas diversas etapas de produção, como das decisões dos consumidores”.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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