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No próximo dia 29 de Julho a Superbid Leilões irá realizar o Leilão da Eaton, por consquência da desativação da Fábrica no Rio de Janeiro, que transfere suas atividades para Jundiaí/SP.

 Ao total serão leiloados 68 lotes desde: Máquinas Operatrizes, Mobiliários, Plataformas, Empilhadeiras, Transformadores, Estruturas Metálicas para coberturas entre outros.

 Mais informações pelo site http://www.superbid.net/home/auction/listOffers.htm?auction_id=8596#barranavegacaoleilao

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A Metalmatrix Indústria Metalúrgica Ltda, empresa situada de Caxias do Sul – RS, especializada em abraçadeiras metálicas e um dos maiores fabricantes do país, fechou parceria com a fabricante Italiana SapiSelco, empresa com mais de 60 anos de mercado e um dos maiores fabricantes mundiais de abraçadeiras em nylon.. A negociação trata-se da distribuição exclusiva de abraçadeiras em nylon para todo o mercado brasileiro, produtos com excelente qualidade que visa atender as mais exigentes necessidades do mercado brasileiro.

A linha de produtos da Metalmatrix conta com abraçadeiras em aço carbono e inoxidável. São diversos os modelos comercializados: Minor e Super (9mm), Borboleta, Flex (14mm), Normix, Tucho, Magote, Pontilhada, Janela, Com Borracha,  Termoretrátil, U e U Reforçada.

A linha de abraçadeira em nylon vem para ampliar o mix de produtos da empresa e atender as demandas do mercado com produtos de alta qualidade.

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 A 18a edição da Exposição-feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó (EFAPI 2011) contará com três novos pavilhões para o setor agropecuário que estão sendo construídos no Parque de Exposições Tancredo de Almeida Neves. Os investimentos totalizam 1,25 milhão de reais. No pavilhão de bovinos serão investidos R$ 544.990, o de ovinos absorve recursos da ordem de R$ 168.264,47 e o de eqüinos terá investimento de R$ 538.095,17.

O pavilhão de bovinos abrigará 400 animais e uma pista de julgamento, com 2.224 metros quadrados. O pavilhão de ovinos terá 509 metros quadrados, capacidade para 100 animais e área de comercialização para equipamentos agropecuários. O pavilhão para eqüinos contará com 1.615 metros quadrados, onde serão construídas 109 cocheiras.

As obras iniciaram na primeira quinzena de julho e está  com 30% concluída. A expectativa dos organizadores é que a obra seja entregue até o fim de setembro.

Os novos pavilhões terão capacidade para abrigar em torno de 1.000 animais, e as mangueiras mais 1.000, totalizando em torno de 2.000 animais. O coordenador da comissão setorial de feira, Ricardo Lunardi, acredita que, com esses investimentos, novos expositores participarão das feiras e eventos que devem ser programadas durante o ano. “A previsão é que a obra esteja pronta em 90  de trabalho para não atrapalhar a programação da feira”.

Os eventos agropecuários da EFAPI 2011 reunirão mais de 2.000 animais no Parque de Exposições, divididos nos núcleos de eqüinos, ovinos, bovinos e suínos. Cerca de 100 expositores participarão e os negócios no setor agropecuário devem atingir 1,5 milhão de reais.

O coordenador geral da Efapi 2011, Marcio Sander, ressalta que além dos novos pavilhões, o pacote de investimentos para a feira inclui a reforma geral das edificações, instalação de passarela e centenas de bancos. “As obras proporcionarão maior conforto e melhor acessibilidade e conforto aos visitantes”.

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Balança Integradora/Dosadora Bextra

A industrialização do algodão passa por diversas etapas, após a colheita o algodão é armazenado nos chamados “fardões”, aguardando a época de beneficiamento. Quando esses “fardões” chegam às unidades beneficiadoras, eles passam por um processo de separação da fibra da semente. Essa separação é feita por meio de maquinário apropriado, permitindo que a pluma produzida seja armazenada, sendo prensadas formando os fardos de algodão, que variam de 190 a 230 kg de fibra, enquanto que as sementes separadas da fibra passam por outros processos, como é o caso do deslintamento. A próxima etapa consiste em desmanchar os “fardões” passando-os por um equipamento denominado vulgarmente de “piranha”, que por meio de eixos batedores de pinos que abrem desempelotam e limpam parte do algodão, conduzindo-o a uma esteira que o levará à sucção de alimentação da usina.

Nesta etapa do processo, ocorre um problema que é comum a diversos produtores de algodão: a “piranha” não consegue desfibrar com regularidade o algodão. Sobre a esteira transportadora o algodão fica com uma camada irregular ora com muito, ora com pouco algodão. Tal irregularidade provoca dificuldade na secagem, visto que a regulagem do vapor utilizada na secagem é fixa. Deste modo se entrar pouco algodão no secador ocorrerá uma secagem demasiada da fibra e desperdício de energia. Ao contrário, se entrar muito algodão, a secagem não ocorrerá na medida correta.

Sendo assim, a Balança Integradora/Dosadora Bextra é instalada na correia que conduz o algodão da piranha para o secador, permitindo desta forma que operador estipule uma vazão fixa de trabalho. Logo, quando ocorrer uma elevação de vazão sobre a balança a velocidade da esteira é automaticamente diminuída por ação de um controle interno da balança Bextra. Do contrário quando esta vazão cai a velocidade é automaticamente aumentada por este mesmo controle. Com a manutenção automática da vazão estipulada a produtividade do sistema aumenta sobre maneira.

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O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) caiu 4,79% na primeira quadrissemana de julho, de acordo com Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelo índice de preços de produtos de origem vegetal, que apresentou variação negativa de 7,14%, uma vez que o índice de preços de produtos de origem animal subiu 1,54%.

Dos produtos pesquisados, oito apresentaram alta de preços (quatro de origem vegetal e quatro de origem animal), enquanto 12 tiveram queda (10 de origem vegetal e dois da área animal. As quedas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate para mesa (19,66%); da laranja para mesa (18,47%); da carne suína (10,82%); da cana-de-açúcar (8,84%) e do café (5,57%).

A normalização da produção do tomate de mesa, após problemas climáticos ocorridos em maio, contribuiu para a reversão da tendência dos preços, que passaram a refletir condições de oferta que atendem à demanda, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves.

As altas mais acentuadas foram verificadas nos preços dos ovos (7,58%); do leite B (5,59%); do leite C (5,21%); da carne de frango (4,69%) e do milho (4,67%).

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Por Newton Estéfano de Oliveira

 Até junho de 1993, o Governo Federal não possuía uma lei que especificasse e estabelecesse critérios e normas para a compra de insumos, serviços e construções de obras etc. Por isso, criaram a Lei No. 8666, mais conhecida como a Lei das Licitações. A Lei No. 8666 veio para poder evitar vários problemas que ocorriam nas instâncias governamentais como superfaturamento de obras e corrupção.

 Nela, as obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, são necessariamente precedidas de licitação, com ressalva às hipóteses previstas na própria Lei, conforme informa o seu segundo parágrafo.

 Nos últimos meses, por conta dos atrasos nas obras previstas para a Copa e as Olimpíadas, o governo elaborou a Medida Provisória 527/11 que inclui regras específicas para licitações de obras e serviços relacionados aos eventos esportivos dos próximos anos.            A algumas dessas regras deu-se o nome de  Regime Diferenciado de Contratações – RDC .

 O RDC como é mais conhecido é baseado na legislação britânica e a grande novidade, se assim podemos mencionar, é a possibilidade da administração licitar um empreendimento por meio de contratação integrada, isto é, o governo compra do vencedor da licitação o projeto e a execução do projeto, o que inclui a obra, a mão-de-obra e os equipamentos de funcionamento da obra, por exemplo. Neste regime, o contratado realiza todas as etapas até a entrega ao contratante, para que este apenas opere a estrutura construída e montada.

 Para a ABRAMCO, o RDC é um balão de ensaio para as novas modalidades de aquisição que o governo federal começa a trabalhar a partir de então. Se por um lado a Lei No. 8666 era engessada devido aos ritos inerentes aos processos previstos na própria norma, a RDC flexibiliza quando se refere à consulta de preços no mercado.

Hoje, a lei menciona que se deve comprar pelo menor preço. Porém, nem sempre o menor preço é, de fato o menor preço se pensarmos que o produto pode não ser o melhor em vista das necessidades e especificidades do edital. A crítica à Lei No. 8666 é que se tenha o melhor preço, ou seja, custo versus benefício. Nesse sentido, o RDC, por sua vez, contempla possibilidades que visam esta característica.

 É importante, porém, observar que ainda devem ser amplamente discutidas, mesmo com o pouco tempo que cabe ao governo e às instâncias legais, as questões que envolvem o sigilo das estimativas, o projeto integral em si e a certificação dos produtos.

 Estes três pontos, por exemplo, são condições que afetam diversos mercados que continuam se profissionalizando, assim como abrem margem para situações ilícitas entre os concorrentes e o próprio governo. Portanto, é hora que as organizações junto ao governo e seus órgãos expandam as discussões para que a Medida Provisória 527/11 já aprovada pela Câmara possa refletir os anseios de todos os públicos que participam direta ou indiretamente de licitações públicas. É tempo de se fazer presente para que a ética impere em terrenos nunca d´antes navegados.

 Newton Estéfano de Oliveira é vice-presidente da ABRAMCO e sócio-diretor da L & T Soluções. Trabalha há mais de 20 anos no mercado de mobiliário corporativo.

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Instalação da Balança Integradora Bextra no processo de mineração da areia possibilita regulagem no fluxo da extração com consequente aumento de produtividade e disponibiliza dados de controle da planta.

Balança Integradora Bextra

A extração de areia segue um modelo no qual, em determinado momento, é comum os produtores enfrentarem dificuldades: no ponto de extração, encontra-se um operador, cuja função é manter a alimentação constante para o sistema de produção por meio do acionamento de uma draga. O operador fica distante da linha de produção; tal condição não permite que conheça o volume de material que está sendo processado, resultando variações no volume extraído – ora acima do limite do equipamento, ora abaixo deste limite.
A Balança Integradora Bextra ao ser instalada na esteira principal do sistema de produção cumpre duas funções:

1. Otimizar a extração por intermédio de um sistema de transmissão por telemetria. A informação da vazão instantânea em (t./h) verificada pela Balança Integradora Bextra é visualizada em um display remoto instalado na draga, possibilitando ao operador condições de manter regularidade na extração, promovendo o aumento da produtividade. Este sistema tem um alcance de até 1.000m e dispensa a onerosa e, por vezes, inviável instalação de cabos e eletrodutos;

2. Permitir o monitoramento da operação. O Microprocessador Bextra informa, por meio de totalizadores, toda a produção processada. Esta informação é disponibilizada também por um canal serial RS232 ou RS485 que poderá alimentar um banco de dados do cliente. Deste modo, múltiplos controles podem ser realizados, como produtividade por turnos e períodos de tempo definidos pelo cliente.

Bextra Sistemas de Pesagem
R. Arabutan, 372 – Bairro Navegantes –Porto Alegre/RS
Cep 90240-470
Tel.: 5133253001
www.bextra.com.br

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Energies Nouvelles, DONG Energy, Nass&Wind Offshore, Poweo ENR, wpd offshore e Alstom estão reunindo  expertise e  capacidade de investimento em um consórcio criado para responder à licitação de “energia eólica offshore” lançada em 11 de julho pelo governo francês. Essa parceria ilustra um compromisso compartilhado de criar, em espírito de equipe, projetos de excelência que sejam tecnologicamente inovadores, financeira e tecnicamente saudáveis, desenvolvidos localmente, controlados e ambiciosos para o plano industrial da França.

Iniciadora do projeto geral e fundadora do consórcio, a EDF Energies Nouvelles organiza e coordena as parcerias, gerencia a futura entidade e coordena as respostas para as licitações. Como líder internacional em energia renovável, a EDF EN fornece sua expertise tecnológica, industrial e financeira, bem como sua experiência offshore proveniente da construção de dois projetos offshore no Reino Unido e na Bélgica. A EDF EN será detentora de uma participação majoritária na empresa-mãe do consórcio.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado eólico offshore do Norte Europeu, a DONG Energy trará sua expertise como especialista e pioneira neste setor. Como um player-chave na indústria de energia renovável, o grupo dinamarquês é a concessionária que mais construiu e operou parques eólicos offshore até hoje no mundo.

O consórcio

O consórcio reúne três parceiras que são desenvolvedoras conhecidas e experientes: Nass&Wind Offshore, Poweo ENR e wpd offshore. Desenvolvedoras de projetos bastante avançados em regiões marítimas selecionadas pelo governo francês, elas darão continuidade ao desenvolvimento, conduzirão estudos de impacto ambiental e construirão suporte local. Os cinco projetos apresentados pelo consórcio serão conduzidos por cinco empresas específicas, em que a empresa-mãe terá participação majoritária, além das parceiras de desenvolvimento estratégico.

O lançamento, em 2014, de equipamentos novos e inovadores com desempenhos inigualáveis fornecerá uma oportunidade única de projetar um aerogerador usando tecnologia francesa, totalmente fabricado e montado na França. Se o consórcio ganhar volumes suficientes, a Alstom planeja construir um centro industrial e tecnológico na França composto de unidades de fabricação de geradores, pás e naceles. Isso seria o centro de um vasto ecossistema econômico e científico que atrairia inúmeras subcontratadas industriais francesas e criaria parcerias tecnológicas com várias entidades. Quase 200 fornecedores do setor de energia eólica offshore estão comprometidos com esse projeto.

Os seis players estão reunindo sua expertise para construir soluções sólidas capazes de criar uma indústria de energia eólica offshore competitiva e geradora de empregos na França.

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*Eloi Fernandes

O crescimento do Brasil tem colocado as diferentes vertentes da engenharia ainda mais em foco. E, para muito além das áreas tradicionais, ligadas à construção civil e à mecânica, hoje já contamos com profissionais que lidam com temas de diferentes naturezas. Um bom exemplo dessa renovação da categoria é a figura do Engenheiro Florestal. Ainda que, se comparado a outros campos de estudo, a Engenharia Florestal venha a ser considerada nova – o primeiro curso no Brasil foi implantado em 1960, na cidade de Viçosa, Minas Gerais – a área já é avaliada como um dos alicerces que contribuirá diretamente para o desenvolvimento do país.

E não é por menos. Responsável por estudar as diversas formas de utilização sustentável dos recursos naturais, esse profissional lida diretamente com a complexidade dos ecossistemas. Em termos práticos, ele pode desenvolver ações de recuperação de áreas degradadas, planejar o manejo de florestas nativas ou plantadas, bem como projetar os impactos ambientais provocados pela atividade humana, como instalações de indústrias. Uma carreira profissional que prevê o conhecimento científico aplicado à realidade e às necessidades sociais.

O cenário da Engenharia no Brasil

Neste mês em que celebramos o Dia Nacional do Engenheiro Florestal cabe reforçar que, ao tudo indica, temos tantos motivos para ficarmos preocupados quanto para comemorar. Isso porque aproximações do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) mostram que há um déficit de 20.000 engenheiros/ano em nosso país. Para complementar, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que se tivermos um crescimento médio de 3.5% na economia, em 4 anos não teremos o número de profissionais necessários. E temos muito que fazer, pois em 2008 conseguimos formar cerca de 47 mil engenheiros, enquanto Rússia e Índia tiveram 190 mil e 220 mil, respectivamente.

Uma profissão que tem a cara do Brasil

Desde seu descobrimento, o Brasil tem sido reconhecido internacionalmente por suas riquezas naturais e, nos últimos anos, a gestão sustentável desses ativos tem se tornado um diferencial importante para as nações que querem alcançar um crescimento sólido. Nesse sentido, o Engenheiro Florestal aparece como engrenagem fundamental a serviço do desenvolvimento do país. E acredita-se no potencial das universidades e centro de estudos voltados à área florestal.

Um grande exemplo é a Escola Superior de Agricultura “Luiz Queiroz”, a ESALQ, integrante da Universidade de São Paulo (USP), onde o curso de Engenharia Florestal, bem como em outras universidades, tem duração de cinco anos e prepara os alunos para a coordenação de projetos. Já em Botucatu, a Universidade Estadual Paulista (UNESP) oferece área extensa para a aplicação da teoria: são três fazendas experimentais, que totalizam 2.500 hectares, incluindo enormes áreas de reflorestamento, que abastecem com matérias-primas as indústrias instaladas na cidade. Outros centros se destacam na Região Sul do país, onde as empresas de reflorestamento ampliam suas atividades, respeitando a conservação das áreas de florestas naturais e de preservação permanente.

Neste cenário de preocupação ambiental e necessidade de manejo dos recursos naturais, o Engenheiro Florestal já se consolida como uma profissão-chave no crescimento sustentável brasileiro. Assim, torna-se premente incentivar a área para que, cada vez mais, esses profissionais possam desvendar as possibilidades do manejo florestal.

*Eloi Fernandes é diretor de Vendas – Brasil da Husqvarna, multinacional sueca líder global na fabricação de equipamentos para manejo de áreas verdes.

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A indústria está perdendo espaço na economia brasileira. Ao longo dos últimos anos, o setor reduziu a participação no Produto Interno Bruto (PIB), no emprego e nas exportações. Mas os instrumentos para frear esse processo estão nas mãos do governo e do Congresso. Essa é a avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes. Ele participou nesta quarta-feira, 6 de julho, da audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), que discutiu os riscos de um processo de desindustrialização no país e a agenda em favor da competitividade industrial.

“Nossa agenda está sob nosso controle”, afirmou Fernandes. Para o diretor executivo da CNI, é preciso trabalhar para reduzir o custo Brasil, desonerando os investimentos e as exportações. Além disso, é necessário eliminar as assimetrias competitivas, como as provocadas pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas importações, incentivo concedido por alguns estados em prejuízo de outros.

Fernandes destacou que é também preciso investir na qualidade da educação e na inovação, aperfeiçoar a política macroeconômica garantindo maior controle dos gastos públicos e melhorar os mecanismos de defesa e  negociação comercial. “Tudo isso requer urgência. O tempo econômico é diferente do tempo político e o atraso poderá comprometer a indústria.”

Dados da CNI mostram que a participação da indústria no PIB brasileiro caiu de 35,9% em 1984 para 15,8% no ano passado. O setor que foi responsável por 30,6% de todos os postos de trabalho no país em 1985 hoje emprega apenas  17,4% do contingente de trabalhadores. As exportações industriais, que representavam 60,8% em 1993, hoje participam com 39,4% do total de bens e serviços vendidos ao exterior. Em compensação, as importações industriais aumentaram de 11,4% do total de compras externas do país em 2000 para 18,7% atualmente.

Segundo Fernandes, vários fatores contribuem para a perda de espaço da indústria. Questões macroeconômicas, como a instabilidade econômica dos anos 80 e do início dos 90, o novo padrão de crescimento global e a recente política econômica – que acelerou os gastos públicos, aumentou os juros e fortaleceu o real – contribuíram para a perda de participação da indústria na economia. E fatores estruturais, como o aumento da terceirização, a alta do custo de produção e o crescimento das despesas das famílias com serviços, como o de telecomunicações, que subtrai renda para gastos com outros produtos.

O mesmo diagnóstico também foi feito pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, que estimou em mais de 8 milhões os empregos diretos e indiretos na cadeia têxtil e de confecções. “O importador de tecido hoje está importando a peça pronta e matando toda a cadeia da confecção. Precisamos de um regime diferenciado de tributação para ganhar escala”, argumentou Diniz.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, lembrou que o setor emprega 360 mil pessoas e paga bons salários. “Quando o setor de confecção deixa de investir ou fecha uma fábrica, é a nossa indústria que deixa de vender máquinas e equipamentos”, contou Aubert Neto.

Para o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, Sérgio Marques, há 15 anos os sindicatos alertavam para a necessidade de combater a importação de produtos de baixa qualidade. A saída, para ele, é investir em formação profissional e no combate à pirataria.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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