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Logo no primeiro dia de Julho, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) entregou ao Ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Machado Rezende um documento com sugestões para implantação concreta de novos mecanismos para alavancar a inovação, no qual o setor privado assuma efetivamente como protagonista no segmento.

Presidida por Carlos Calmanovici, a Anpei representa indústrias que empregam 20 mil pesquisadores, faturamento de R$ 600 bilhões e investimentos de R$ 10 bilhões em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

Nos últimos seis anos, a participação desse setor na totalidade de investimentos realizados em inovação está estagnada em 47%. Em contrapartida, em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, esse índice chega, em média, a 62%.

“Esse número é um alerta porque sem inovação não há competitividade nem modernização sustentável dos parques industriais, resultado em prejuízo à economia e, principalmente, a toda a sociedade”, pondera Calmanovici, acrescentando que essa defasagem, em um futuro próximo, poderá comprometer a atuação que o Brasil possui hoje no cenário mundial, posicionando-se em nível menos competitivo em relação à China, Rússia, Índia e aos países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e várias nações européias. “Temos que reverter essa tendência”, ressalta.

Nesse sentido, o documento elaborado pela Anpei enfatiza as principais conclusões resultantes de uma dinâmica de trabalho com a contribuição de mais de 500 participantes, em sua maioria composta por empresários e gestores de departamentos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, além de representantes de universidades, instituições científicas e tecnológicas e órgãos governamentais, na X Conferência Anpei, realizada em abril último na Federação das Indústrias do Paraná, em Curitiba.

Uma das principais questões abordadas no documento refere-se aos incentivos nacionais, estaduais e municipais para o fomento à inovação, entre as quais, a expansão dos mecanismos atuais, com critérios e conceitos mais abrangentes de inovação e a criação de novas linhas de apoio e fomento para o desenvolvimento e o fortalecimento da capacitação técnica, gerencial e executiva das empresas. Ainda neste tópico está incluída a concessão de melhores condições aos fomentos, incentivos, políticas, taxas de juros para as empresas que se comprometerem a contratar, de forma mais ampla, recursos voltados para a inovação e investirem inclusive na capacitação técnica de seus colaboradores.

Outra proposta da Anpei é a criação de Fóruns Permanentes de Incentivo à Inovação, com a participação de representantes do meio empresarial e de todos os órgãos responsáveis pelas políticas públicas de fomento ao empreendedorismo e inovação, tais como, o MCT, MDIC, BNDES FINEP, APEX, ABDI e Receita Federal. Esses fóruns teriam a função dar dinamismo às legislações, às regulamentações e às políticas públicas relacionadas à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de forma a tornar a conjuntura mais favorável à adoção de inovação pela indústria, através de processos simples, transparentes e desburocratizados no que se inclui o acompanhamento, o cumprimento de prazos das partes e a definição de indicadores e metas quantitativas e qualitativas para medir o retorno dos investimentos em P,D&I.

O documento propõe também várias ações para a integração em maior escala das universidades, empresas e governo, que resguardados os interesses de cada parte, garantam o desenvolvimento econômico e social.

Na audiência com o Ministro estiveram presentes o Secretário Executivo do MCT Luiz Antonio Rodrigues Elias, o Secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Ronaldo Mota, o vice-presidente da Anpei Guilherme Marco de Lima, o diretor Ronald Martin Dauscha, além do Presidente da ANPEI Carlos Calmanovici.

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O mercado brasileiro está em constante mudança e o empresário, seja ele de pequeno, médio ou grande portes, tem de se preparar para tais transformações. Como exemplo recente, podemos lembrar o quadro que a crise mundial de 2008/2009 deixou em vários países: acontecimento especulativo que abalou investimentos, aumentou a taxa de desemprego e deixou algumas sequelas. Contudo, qual a melhor forma para se precaver de surpresas desagradáveis, e sobreviver às crises, ou até mesmo tirar proveito delas? Felizmente, existem profissionais qualificados que, com sua experiência, prestam consultoria com visão ampliada das possíveis saídas e artimanhas nesses casos.

Nelson Bruxelas Beltrame é um exemplo nesse ramo. Graduado em engenharia de produção, Beltrame tem mais de duas décadas de vivência nas áreas de análise de custos, orçamento empresarial, planejamento e controle da produção e logística integrada para empresas de grande, médio e pequeno portes nas áreas da indústria, comércio e serviços, entre outros.

Como proprietário do Portal Custos, o especialista presta consultoria em sistemas de gestão estratégica de compras e de formação de preços para comércio e indústria. Seu site possui clientes como: Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, Fundação Instituto de Administração – FIA/USP, Grupo Saint Gobain, Roche Diagnóstica Brasil.

No workshop Rodada 10, Beltrame será um dos palestrantes e discutirá o tema Tendências do Mercado Brasileiro de Consumo e o Impacto de Novas Regras Tributárias. Para ele, também professor da FIA em MBAs e cursos executivos, o ambiente atual é de mudanças e acompanhá-las faz parte da sobrevivência das empresas. “Você pode tornar-se obsoleto ou ultrapassado, mesmo sendo um líder de mercado, simplesmente por não acompanhar as mudanças do ambiente em que vive.”

Segundo o especialista, essas mudanças fazem parte da evolução humana. Contudo, analisa que nunca vivenciamos no passado esta profundidade de transformações em tão curto espaço de tempo, e salienta: “Para que um empresário possa atualizar-se constantemente é necessário manter contato direto com os meios de comunicação disponíveis, sejam eles impressos, televisivos ou digitais, da forma mais focada possível”.

Beltrame enxerga que o volume de informações colocadas no mercado hoje em dia também tem seu lado negativo por conta de sua grande quantidade disponível. Quanto mais específico for o veículo de informação, mais assertivo o empresário será em seus objetivos.  

Em sua palestra na Rodada 10, a ser realizada no dia 31 de agosto, Beltrame abordará a implementação eficaz da Nota Fiscal Eletrônica, a Substituição Tributária de ICMS e o SEPD Fiscal. “Não necessitamos temer estas novas modalidades de gestão do fisco, necessitamos sim compreendê-las e dominá-las em seus aspectos organizacionais e estratégicos.”

O palestrante cita participações em eventos como Rodada 10 uma importante oportunidade de apresentar produtos e serviços, assim como localizar soluções e novos recursos.

Currículo do palestrante – Pós-graduado em engenharia de produção e gerência de operações e graduado em engenharia de produção, possui 25 anos de vivência nas áreas de análise de custos, orçamento empresarial, projetos de viabilidade econômico-financeira, sistemas informatizados de gestão integrada, planejamento e controle da produção e logística integrada para empresas de grande, médio e pequeno portes nas áreas da indústria, comércio e serviços.

É diretor da Data Custos – Análise e Gerenciamento de Sistemas, instrutor da Fiesp/Ciesp, Sindipeças, Abimaq, Abifa, Sindiplast, Simabesp, Saint Paul, Canal Varejo, Integração e outros. É também colaborador do livro Finanças no Varejo (3ª edição) e proprietário do Portal Custos (www.custos.com.br).  Faz parte do Laboratório de Finanças, centro institucional voltado para as ciências financeiras que promove pesquisas e exploração de aplicações e técnicas de finanças contemporâneas no Brasil.

Sobre o evento – Rodada 10 é um evento de relacionamento e formação de parcerias entre as principais empresas compradoras e fornecedoras do mercado industrial do Brasil, que acontecerá no dia 31 de Agosto, no Esporte Clube Banespa, em São Paulo, SP. Informações sobre inscrições e participações no Workshop no www.rodada10.com.br ou (11) 3500-1900. (Tatiana Gomes)

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A multinacional alemã ebmpapst, há 12 anos no Brasil, reforça para o mercado local a posição da matriz no quesito sustentabilidade e lança no país o GreenTech – selo verde que identificará todos os produtos do portfólio da empresa como sustentável.

Segundo Adriana Belmiro da Silva, diretora geral da ebmpapst Brasil, a ideia do selo é identificar os produtos da companhia como sustentáveis diferenciando-os dos demais. “A preocupação com o meio ambiente não é uma característica nova da empresa, isso vem desde sua fundação em 1963, e por isso este selo só vem reafirmar o nosso posicionamento em defesa da natureza”, explica.

A executiva ainda destaca que a preocupação com o meio ambiente integra todas as etapas do processo de desenvolvimento dos produtos. “A cada novo equipamento lançado temos a intenção que ele seja melhor do que o anterior, tanto em termos de tecnologia como em economia de energia e diminuição de ruídos, pois se isso não acontecer não há porque ele existir”, enfatiza Adriana.

Unidade verde
Dentre as 17 fábricas que a empresa possui uma delas já está no padrão verde. “Uma das unidades da Alemanha é totalmente sustentável e modelo para as demais. A ideia da empresa é que as outras fábricas se modifiquem, chegando ao modelo padrão”, finaliza a diretora.

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– Instituição está com inscrições abertas para seis cursos e novidade na área de gestão

Laboratório da Divisão de Motores e Veículos da Mauá e credenciado pela Agência Nacional do Petróleo, ANP

– Foi realizada a IX Semana de Engenharia no IMT

Para quem pretende iniciar ainda neste ano um aprimoramento profissional ou nos estudos, o Instituto Mauá de Tecnologia está com inscrições abertas para turmas do segundo semestre de 2010 dos cursos de pós-graduação e MBA. No total serão seis cursos, oferecidos nos campus de São Paulo e de São Caetano do Sul, SP, com destaque para a nova pós-graduação em “Gestão Empresarial”. Os cursos terão início em agosto e as inscrições já podem ser efetuadas acessando www.maua.br/posgraduação.
Localizado no bairro paulista da Vila Mariana, o campus de São Paulo da Mauá disponibilizará cinco cursos, com destaque para a pós-graduação em “Gestão Empresarial”. O curso foi criado especialmente para profissionais graduados que desejam ampliar, de forma rápida e dinâmica, sua visão do mundo dos negócios, independentemente da área na qual atuem e do tamanho da empresa.
Já no campus de São Caetano do Sul os quatro cursos oferecidos para o meio do ano são, em sua maioria, voltados para a área de Engenharia. Para os profissionais que buscam melhor qualificação nos setores Automobilístico, de Autopeças e correlatos, o “MBA Engenharia Automotiva” possibilita desenvolver conhecimentos abrangentes e com a profundidade exigida num cenário automotivo globalizado.
Além de oferecer diversas opções de cursos aqui no Brasil, a Mauá também possibilita a seus alunos a oportunidade de complementarem sua formação no Exterior por meio de parcerias com universidades internacionais. Um exemplo deste empreendimento é a recente formação da turma de Pós-graduação em Administração Empresarial com ênfase em Estratégia de Crescimento, com caráter internacional, oferecido pela Mauá em conjunto com a Steinbeis University Berlin. O acordo possibilita ao estudante fazer parte do curso na Alemanha e obter dupla diplomação: Mestrado Profissional – diploma alemão com validade na União Europeia -, e Especialização – MBA Executivo, com certificado brasileiro emitido pela Mauá. O curso será desenvolvido em dois anos no Brasil, com uma estada de quatro semanas na Alemanha e tem como objetivo identificar oportunidades e formas de atuação e cooperação com empresas da União Européia, em especial da Alemanha, e entender procedimentos para exportação de produtos e prestação de serviços.
A Mauá também possui convênios com outras universidades internacionais, como a École Nationale Supérieure dês Mines de St-Étienne na França, Michigan State University no Estados Unidos, Università degli Studi di Firenze na Itália, entre outras espalhadas pelo mundo.

O Instituto Mauá de Tecnologia teve, recentemente, mais um credenciamento pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP. Dessa vez, foi a Divisão de Motores e Veículos do Centro de Pesquisas da Mauá que, com mais de 20 anos de experiência na área de Motores de Combustão, está formalmente apta a realizar Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na área de Energia. Com o credenciamento, essa Divisão da Mauá está habilitada a obter recursos da Petrobrás para o financiamento de projetos de pesquisas tecnológicas.
De acordo com o gerente da qualidade da Divisão de Motores e Veículos do Centro de Pesquisas da Mauá, engenheiro Cláudio Luiz Foltran Rodrigues, o credenciamento representa mais um objetivo alcançado pela Divisão para agregar mais qualidade aos inúmeros serviços prestados e ampliar ainda mais seus projetos na área de Motores. “Com esta conquista, poderemos efetuar pesquisas tecnológicas, na área de atuação da Divisão de Motores e Veículos, em conjunto com as concessionárias, que realizam prospecção em campos de petróleo e gás natural no território nacional, para desenvolver produtos ou soluções na área energética”, afirma.
A busca do credenciamento pela ANP surgiu quando a própria Petrobrás procurou a instituição para realizar o desenvolvimento de combustíveis.
A Mauá possui outros três laboratórios credenciados pela ANP, cada um aprovado para serviços específicos: o Laboratório de Engenharia Química e Alimentos e o Laboratório de Micro-ondas são certificados em serviços tecnológicos para o desenvolvimento de produtos e processos, respectivamente para as áreas de energia e refino. Já o Laboratório de Engenharia Bioquímica também está habilitado para atuar na área de energia, mas, além disso, poderá realizar serviços voltados para o desenvolvimento de produtos e processos para monitoração, manejo e conservação do meio ambiente.

Todos sabemos dos inúmeros desafios que o País enfrentará para deixar a casa pronta para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.  E indiscutivelmente, o maior deles está na área de Engenharia. Foi de olho nesse e em tantos outros desafios vividos diariamente pela área, que os alunos do Instituto Mauá de Tecnologia escolheram o tema “Desafiando o Amanhã” para ser abordado durante a 9ª edição da Semana de Engenharia Mauá, que ocorreu de 29 de junho a 02 de julho, no campus de São Caetano do Sul. O evento, organizado pelos estudantes, sob a orientação de professores da Mauá, teve como principal objetivo proporcionar aos participantes oportunidade de conhecer novas tendências e tecnologias nas diversas áreas da Engenharia, além de promover o contato dos universitários com grandes empresas do mercado.
Para esta edição, foram definidas palestras, cursos e também visitas técnicas com o intuito de proporcionar ao participante conhecimento prático e uma ampla visão da realidade profissional. Cada um dos itens da programação foi oferecido por empresas participantes, que definiram sua abordagem de acordo com as tendências tecnológicas. “A programação dos cursos e das palestras é feita por meio da escolha das empresas participantes. Muitas delas já estão na Semana há mais de três anos e, a cada edição, trazem novos assuntos”, explica o estudante Eduard Lammers, presidente da Comissão Organizadora do evento. Entre as empresas participantes estarão Atlas Schindler, Bunge, CPFL Energia, Darré Moreira – Marcas e Patentes, Basf, SEW Eurodrive Brasil, Areva, Lorenzetti, LCW e Lubrizol.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quinta-feira (1), uma revisão para cima de suas projeções para alguns dos principais indicadores da economia este ano. (Confira apresentação abaixo)

Pelas novas contas da entidade, publicadas no Informe Conjuntural, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 7,2% em 2010, a produção industrial vai se elevar em 12,3% e os investimentos serão ampliados em 24,5%. Para refrescar sua memória, as previsões anteriores da CNI, de maio último, eram de mais 6% para o PIB, 8% para o PIB industrial e 18% para os investimentos. Bom?

O Informe Conjuntural manteve em 5,4% a estimativa da inflação anual. Prevê um crescimento de 7,3%, este ano, no consumo das famílias (contra estimativa de 6,2% em maio), uma taxa de desemprego ligeiramente menor, de 7% (era de 7,2% na projeção anterior), uma taxa nominal de juros no fim do ano de 11,50% (contra 11% anteriormente) e real de 4,8% (era de 4,6% em maio).

Nas contas públicas, as projeções são de um déficit público nominal de 2,95% do PIB (era de 3,20%); de um superávit primário de 2,60% do PIB (contra 2,35% anteriormente), e de uma dívida pública líquida de 40,9% do PIB (era de 42% em maio).

A CNI projeta uma taxa nominal de câmbio de R$ 1,79 em dezembro (contra R$ 1,77 na estimativa de maio), exportações de US$ 190 bilhões (US$ 5 bilhões a mais sobre a previsão anterior), importações de US$ 180 bilhões (também US$ 5 bilhões acima), resultando num saldo comercial de US$ 10 bilhões. A estimativa do saldo em conta corrente foi revista para um déficit de US$ 54 bilhões (era de US$ 50 bilhões em maio).

E qual o motivo dessa revisão positiva?
Em nota, a CNI informa que as novas estimativas para o crescimento do PIB foram provocadas pelo aumento de 2,7% do Produto no primeiro trimestre deste ano, resultado, por sua vez, impulsionado pelos investimentos. “O crescimento da economia no primeiro trimestre foi muito influenciado pelo aumento dos investimentos”, atesta o Informe Conjuntural, destacando que o volume de investimentos nos três meses iniciais do ano voltou aos patamares anteriores à crise internacional.

O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, ressalta o ritmo de crescimento dos investimentos. “Vamos fechar 2010 com uma taxa de aumento dos investimentos superior a 2008. A participação dos investimentos no PIB deverá ser recorde, atingindo 19,4%, acima de 2008, recorde até agora”, assinala.

O comportamento dos investimentos nos três meses iniciais do ano foi responsável também, segundo a CNI, pela revisão para 24,5% do crescimento dos investimentos em 2010.

A manutenção da previsão da inflação em 5,4% se explica, diz o Informe Conjuntural, porque o comportamento dos preços não mostra mais sinais de aceleração. Castelo Branco destaca que o aumento de produção por conta da ampliação dos investimentos, melhorando a qualidade do crescimento econômico, não causa pressões inflacionárias. “A inflação continua acima do centro da meta, mas isto foi provocado sobretudo pelos preços dos alimentos e serviços”, afirma.

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Leia na íntegra comunicado da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, divulgado no fim da tarde desta quinta-feira, 1º de julho, a respeito da prorrogação da alíquota zero para o setor.

Governo atende Pleito da ABIMAQ

Decreto prorroga alíquota zero de máquinas e equipamentos

Atendendo pleito encaminhado pela ABIMAQ, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou o Decreto nº 7.222, de 29 de junho de 2010, publicado na edição extra do Diário Oficial da União (DOU), de mesma data, prorrogando até 31 de dezembro de 2010, a vigência dos anexos I, V e VIII do Decreto nº 6.890, de 29 de junho de 2009, alterado pelo Decreto nº 7.032, de 14 de dezembro de 2009.

Com essa medida, 57 itens de máquinas e equipamentos de vários capítulos da TIPI (Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI) continuam beneficiados com alíquota zero do imposto.

“No sentido da desoneração tributária dos investimentos, grande parte dos itens relativos a máquinas e equipamentos já se encontra contemplado com alíquota zero do IPI, sem prazo determinado”, salienta Luiz Aubert Neto, presidente da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

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O projeto ‘H2O Cutting’, desenvolvido por oito formandos do curso de Engenharia Mecânica do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), foi considerado, segundo os jurados, o melhor entre os sete trabalhos apresentados durante a 26ª Expo MecPlena – Exposição dos Projetos de Formatura do Curso de Engenharia Mecânica, realizada no dia 16 de junho, no campus São Bernardo. O júri foi composto por profissionais da indústria.

A ‘H2O Cutting’ tem como vantagem a ausência de zona térmica afetada e alto nível de precisão, para diversos tipos de materiais, com espessuras de 1 a 32 mm, capaz de evitar falhas. Atualmente, o corte a jato d’água é considerado uma das tecnologias mais avançadas do mercado, mas não tem produção nacional. “A ferramenta importada mais barata é vendida por R$ 300 mil, já o nosso projeto custa R$ 120 mil, por isso a nossa proposta é preencher uma lacuna do mercado nacional, com baixo custo”, informa o estudante Rafael Tomilheiro.

O equipamento é capaz de cortar quase todos os tipos de materiais, com eficiência, precisão e qualidade no acabamento. Além de Rafael Tomilheiro, a tecnologia foi desenvolvida por Gabriel dos Santos, Guilherme Viola, Leandro Abrantes, Leonardo Sant Anna, Thiago Loeb, Vinicius Guerra e Vitor de Almeida.

Meio ambiente

O segundo colocado na exposição da FEI foi o projeto ‘Gota D’água’, estação de tratamento de esgoto de pequeno porte que possibilita utilizar a água de reuso para aplicações que não exigem água potável, como dar descarga, lavar o chão e regar plantas. Com o sistema, a água não potável poderia ser reutilizada e o esgoto não seria despejado diretamente na rede pública.

Para uso doméstico, a estação possibilita a reutilização de 70% do esgoto. De acordo com os autores, num condomínio residencial com 530 habitantes ou 176 casas (2 prédios de 20 andares) a economia seria de 32 mil litros de água por ano. “O projeto indicou também a possibilidade de vender a água não utilizada, revertendo o lucro para o pagamento da estação de tratamento, que custa R$ 180 mil”, sugere o formando Rodolfo Zanuto. O projeto também contou com a participação de Bruno Manzini, Daniel Martins, Herick Fandim, Hideo Emoto, Maciel Lopes, Maurício Mamede e Rafael Lotto.

Outro trabalho importante (terceiro colocado) foi o projeto Chaminé Solar, fonte de energia limpa que pode beneficiar o Nordeste brasileiro, região com potencial de radiação solar, em média, 20 megajoules por m2, por dia. No Sudeste, a intensidade é de 16 megajoules por m2, por dia. No projeto, com a radiação solar o ar é aquecido e direcionado para uma chaminé, que devido ao fenômeno da convecção natural tende a subir e passa pelas turbinas instaladas na parte inferior da chaminé. “As turbinas convertem a energia cinética em elétrica”, explica o estudante Danilo Marchesi. O trabalho é de autoria também de Alex Gomes, Elise Bernardelo, Fernando Menossi, Gilberto Inamura, Renato Peres, Sérgio Rodrigues da Silva e Tâmara Lins Silva.

Os três grupos receberam medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente. Entre os critérios de premiação foram considerados avaliação técnica e funcional, em que se demonstra a viabilidade técnica, construtiva e de funcionamento do sistema; projeto do conjunto, que analisa layout, interação dos componentes e ergonomia (quando aplicáveis); detalhamento, que engloba os cálculos, métodos de projeto, dimensionamento e especificações; benefícios, em que são julgadas as vantagens e aspectos criativos ou de inovação tecnológica, além de impacto ambiental; e também apresentação.

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Especializado nos ramos de diversidade, trabalho em equipe, resultados e profissionalismo, o Instituto EcoSocial promove estudos, pesquisas e publicações que ampliam e divulgam a Ecologia Social há 9 anos. Apoiando estratégias e processos de mudança organizacional por meio da educação e do desenvolvimento dos indivíduos, a Ecologia Social resume-se na qualidade das relações humanas como base no desenvolvimento e progresso da sociedade.

No pós-segunda guerra mundial os conceitos de Ecologia Social foram difundidos pelo psiquiatra e educador holandês Bernard Lievegoed, fundador do NPI-Nederlands Paedagogisch Institut. Na década de 70, este movimento chega ao Brasil por intermédio de profissionais e instituições ligados à Antroposofia, ciência desenvolvida por Rudolf Steiner, nos primeiros anos do século 20. Tal ciência potencializa as faculdades básicas do ser humano (pensar, sentir, querer), de indivíduos e grupos, entre outros, para um desenvolvimento consciente e verdadeiro. Pela iniciativa de experientes consultores, com o intuito de contribuir para o desenvolvimento orgânico e integrado da sociedade, nascia em 2001 o Instituto EcoSocial.

O Instituto EcoSocial é reconhecido como especialista em programas de treinamento, coaching, consultoria em processos de desenvolvimento organizacional, estudos, pesquisas e publicações que ampliam e divulgam a Ecologia Social, formação de lideranças para empresas, governos e sociedade civil.

Entre seus membros estão Fátima Helou e José Luiz Fonseca Ferreira, palestrantes do workshop sobre Sustentabilidade, organizado pela Editora Banas no evento Rodada 10, que acontece em 31 de agosto, no Clube Banespa, em São Paulo, SP.

Fátima Helou é facilitadora de processos de desenvolvimento, coach organizacional, membro fundadora e atual presidente da Associação de Pedagogia Social e uma das coordenadoras dos seminários de desenvolvimento do ser social. José Luiz Fonseca é formado em engenharia, com especialização em administração e pós-graduação em marketing, membro ativo da Sociedade Antroposófica Universal Dornach-Suíça, consultor de desenvolvimento organizacional e coach. (Tatiana Gomes)

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Na última semana, a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) anunciou a entrada do engenheiro Samoel Vieira de Souza na presidência da entidade até 2013.

Em nota, a Abrava divulgou ainda que está em busca da sustentabilidade, eficiência energética, capacitação profissional e normalização do setor. “O principal objetivo da Abrava é ser o canal direto de representatividade dos setores que representa como fabricantes, distribuidores, empresas de serviço, comércio, entidades congêneres, órgãos federais e governamentais nacionais e internacionais, entre outros”, afirma nota.

Em 2009, os quatro setores que a entidade representa faturaram R$19,1 bilhões, sendo R$14,9 bilhões na indústria, R$ 2,4 bilhões no comércio e R$ 1,8 bilhão em serviços.

Foi eleita também a nova diretoria que atuará durante este mandato, e está dividida em três frentes de trabalho: conselho administrativo composta por 27 conselheiros, conselho fiscal com seis participantes e a diretoria executiva formado por um presidente executivo de relações internacionais e nove vice-presidentes nas áreas de operações e finanças; tecnologia e meio ambiente; marketing; jurídico; relações institucionais; desenvolvimento profissional; sócio cultural; desenvolvimento associativo e economia.

“Espero poder ajudar a Abrava a crescer ainda mais, contribuir para que nosso setor possa tirar proveito deste bom momento que vive o nosso país. Somos hoje uma economia mais previsível, mais disciplinada, destaque dentro dos emergentes. Somos confiáveis e seguros para investimentos de longo prazo”, disse Samoel Vieira de Souza.

“A Abrava tem pela frente muito trabalho, e apresenta grandes diferenciais do setor HVAC-R, como o valor agregado de seus produtos e sistemas, treinamento de mão de obra, participação na elaboração das regulamentações do setor, como as que restringem o uso de substâncias que agridem a camada de ozônio, as que estabelecem o nível máximo de consumo e a etiquetagem de equipamentos para a melhoria da eficiência energética”, resume o novo presidente.

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Leia a seguir três matérias publicadas no jornal Valor Econômico, na edição de sexta-feira e fim de semana (25, 26 e 27 de julho). Por considerarmos serem textos importantes e interessantes para o setor industrial, reproduzimos aqui no Blog Industrial o conteúdo na íntegra. Boa leitura!

Peso dos tributos domina críticas de empresários

Pesquisa do Ibope encomendada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) com 211 dirigentes de grandes e médias empresas mostrou que a carga tributária é o principal fator negativo sobre os negócios. O levantamento, realizado entre os dias 28 de abril e 17 de maio, revelou que 81% dos executivos e empresários entrevistados responderam que a carga tributária é o que mais afeta negativamente os negócios.

Apenas 1% disse que o peso dos tributos não afetava em nada os negócios. Para outros 58%, a falta de clareza jurídica na arrecadação é o principal entrave em seus negócios. A gestão dos recursos arrecadados foi citada por 52% dos entrevistados como fator negativo.

Os executivos consultados têm pouca esperança que o próximo governo resolva a questão – 69% dos disseram não acreditar na redução da carga tributária pelo futuro governante. Dentro deste grupo, um terço vê como principal consequência da manutenção da atual participação dos tributos na economia a redução da competitividade e o aumento do custo Brasil.

Outros 23% preveem menos investimentos. Para 14% dos que não acreditam na diminuição da carga tributária, a consequência será sonegação e práticas concorrenciais desleais. Já 12% projetam desemprego, demissões ou redução de contratações. O desestímulo ao crescimento foi citado por 10% dos entrevistados descrentes com redução na carga tributária.

A atual organização tributária foi o ponto mais citado entre os entrevistados como aspecto que mais atrapalha a atração de investimento estrangeiro ao país. Para 47%, é o fator que mais dificulta a entrada de investimento externo. Para 89%, trata-se de um dos fatores que prejudicam a chegada do investimento de outros países. O levantamento mostra que a eliminação ou a racionalização de tributos é a solução apontada por 62% dos entrevistados, com a implantação do imposto único ou a redução da quantidade de tributos.

A pesquisa do Ibope foi feita com presidentes e diretores executivos de grandes e médias empresas de todo o país associadas à Câmara Americana de Comércio. A maior parte das empresas abrangidas na sondagem (77%) é de capital nacional e 30% delas têm filiais ou subsidiárias no exterior. (APG)

Rio de Janeiro (RJ): Emprego industrial mostra recuperação

Os resultados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) voltaram a mostrar a força do mercado de trabalho brasileiro, passados os efeitos da crise internacional. Apesar da taxa de desocupação em maio ter avançado para 7,5%, diante de 7,3% em abril, o dado aponta para o menor nível de um mês de maio dentro da série histórica, iniciada em 2002.

O gerente da PME, Cimar Azeredo, explica que mesmo o pequeno avanço da desocupação entre abril e maio é fruto do aquecimento do mercado de trabalho nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, uma vez que o cenário positivo estimulou a procura por trabalho. Em maio, o mercado foi capaz de absorver 57 mil novas vagas, mas outras 54 mil pessoas entraram no mercado e não conseguiram ocupação entre abril e maio.

A comparação anual mostra um avanço da população ocupada de 894 mil postos, equivalente a um crescimento de 4,3% frente a maio de 2009, enquanto a população desocupada caiu 13,4%, com 272 mil pessoas a menos. Isso para um crescimento vegetativo de 1,4%, com 576 mil novas pessoas.

A PME mostra uma forte recuperação do setor industrial depois da crise internacional. Em maio de 2008, antes do agravamento da turbulência mundial, o segmento respondia por 17,3% do total da população ocupada, percentual que caiu para 16,2% em maio do ano passado, mas já mostrou ligeira recuperação, passando para 16,5% agora. Em São Paulo, que tem o maior peso no setor industrial, o segmento teve uma tímida recuperação, passando de 20,2% há um ano para 20,3% agora, mas ainda bem abaixo dos 21,6% de maio de 2008.

Outro destaque positivo veio da formalização, que atingiu 53,6% do total da população ocupada. O resultado foi puxado pelo recorde no emprego com carteira no setor privado, que subiu em 11 mil pessoas entre abril e maio, alcançando 46,3% do total da ocupação, praticamente estável em relação aos 46,4% de abril. Na comparação com maio do ano passado, o emprego com carteira no setor privado avançou 7,4%, com 698 mil novos postos.

O único sinal amarelo levantado por Azeredo foi no rendimento, que recuou 0,9% entre abril e maio, na primeira queda desde dezembro. Azeredo creditou parte da queda à inflação de 0,42% nas seis regiões metropolitanas, o que reduziu o poder de compra da população assalariada. Em maio, o rendimento médio foi de R$ 1.417,30, ante R$ 1.430,03 em abril. Perguntado sobre as razões para a redução, Azeredo disse que ainda é cedo para uma conclusão.

Bosch avalia aquisições no Brasil e aposta no mercado doméstico
 
A Bosch, uma das maiores fornecedoras do mundo de componentes de alta tecnologia para a indústria automobilística, aposta sobretudo no mercado brasileiro para incrementar o faturamento gerado na América Latina nos próximos anos. No Brasil, a companhia avalia ainda oportunidades de aquisição, com a possibilidade de concretizar algum negócio até o fim do ano.

Independentemente de ir ou não às compras ainda em 2010, de acordo com o presidente da Robert Bosch América Latina, Andreas Nobis, a expectativa é a de que as receitas na região, neste ano, se aproximem dos níveis verificados em 2007, puxadas principalmente por autopeças, e pelas vendas no mercado brasileiro. As exportações, mais uma vez, devem perder espaço no faturamento, como parte da estratégia da companhia de cada vez mais reduzir a exposição ao mercado externo, principalmente em razão do câmbio.
 
Em entrevista concedida ao Valor no complexo da Bosch em Campinas, Nobis informou que a companhia planeja investir R$ 45 milhões até o fim do ano em ativos fixos no país – nos últimos sete anos, os aportes superaram R$ 1 bilhão. Sobre as possíveis aquisições, preferiu não entrar em detalhes. “É muito difícil concretizarmos uma compra no segmento de autopeças, porque somos muito especializados e temos tecnologia avançada. Mas também atuamos em outras áreas, como bens de consumo e de construção, nas quais pretendemos crescer nos próximos anos”, indicou.

No ano passado, o faturamento líquido do grupo no Brasil somou R$ 3,8 bilhões, 20% abaixo do verificado em 2008, sem considerar a participação da BSH, joint venture com a Siemens para a área de eletrodomésticos – em 2009, a Bosch vendeu as operações da BSH no Brasil para a Mabe. O valor correspondeu a 88% dos R$ 4,3 bilhões faturados na América Latina, e a perspectiva é a de que o país mantenha fatia de cerca de 80% nos negócios regionais no médio e longo prazos. “Vamos buscar novos negócios em outros países promissores da região, como Chile e Colômbia. Mas o Brasil, sem dúvida, deve manter sua posição”, avaliou.

A divisão de autopeças, que seguirá relevante para o faturamento global da companhia, deverá assistir a crescente participação das áreas de tecnologia industrial e bens de consumo. “Historicamente, a participação da área automotiva é de 60%, mas há intenção de mudar isso”, afirmou. No ano passado, no Brasil, essa divisão foi responsável por 78% das receitas – considerando-se a operação latino-americana, a parcela é de 73%.

Quanto ao destino dos produtos, acrescentou o executivo, as vendas da Bosch no mercado brasileiro em 2010 deverão compensar uma nova rodada de retração nas exportações, que representaram 21% do faturamento do grupo no Brasil em 2009, ante 29% no ano anterior. Na comparação com 2007, conforme projeção do grupo, as vendas da área automotiva devem mostrar expansão de 20% e as exportações, queda de 14%.

Os dois últimos exercícios, destacou Nobis, foram “bastante” críticos em razão da crise econômica global e do abalo estrutural sofrido pela indústria automobilística. Daí a preferência pela comparação com números de 2007. “É o que mais reflete a realidade dos negócios. Vamos crescer entre 13% e 15% sobre o 2009, mas ficaremos um pouco abaixo de 2007”, ponderou. Retornar aos R$ 4,8 bilhões de receita líquida registrados naquele ano deve ficar para 2011.

O otimismo em relação ao mercado doméstico não se resume ao cenário favorável para a indústria automobilística. Além do potencial do setor, cujas vendas voltaram a crescer mesmo com o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, há perspectivas positivas para as outras duas áreas de atuação da Bosch, conforme Nobis. Investimentos em infraestrutura, exemplificou, deverão se traduzir em novos negócios em tecnologia industrial e materiais. “Pode até haver algum atraso em um ou outro projeto, mas a Copa e as Olimpíadas têm prazo e exigirão investimentos dentro deles.”

O cenário de curto prazo traçado para os negócios no país também leva em conta potenciais “freios”. Câmbio e o chamado “custo Brasil”, conforme Nobis, são os dois pontos mais preocupantes. O fortalecimento da moeda brasileira ante o dólar, justificou, reduz a competitividade dos produtos de selo nacional. E o mesmo prejuízo decorre do “custo Brasil”. “O aço, que aqui é 30% mais caro do que na Alemanha, por exemplo, pode levar um cliente a assinar um contrato lá e não aqui”, disse.

Apesar da nova dinâmica das moedas, a conversa com as montadoras, brincou o executivo, segue na base da “luta diária”. “Na verdade, estamos todos no mesmo barco. O preço do aço também preocupa as montadoras”, disse. Sobre o avanço dos importados, especialmente no setor de autopeças, e o apoio à vinda de novas fabricantes para o Brasil, o executivo foi enfático. “Temos fábricas de padrão internacional e a logística (de importação) não é simples. Estamos confortáveis em relação aos novos concorrentes”. O faturamento global da Bosch em 2009 foi de US$ 53 bilhões.

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O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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