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Começam as previsões para 2010

Icone Análise,Economia | Por em 23 de novembro de 2009

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O jornal “O Estado de S. Paulo” de domingo, 22, trouxe uma análise econômica para a indústria em 2010. Segundo os especialistas da LCA Consultores, “a indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no País. Espera-se crescimento de 16,5%.”

Parte disso será efeito da base de comparação muito baixa. Basta lembrar que a indústria chegou a cair 17,2% no começo de 2009, recordou o jornal. Por outro lado, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar na virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010.

O “Estadão” traz como exemplo a Vitopel, fabricante de embalagens plásticas flexíveis, que fechou o orçamento para 2010 com previsão de aumento de 13,7% na produção do primeiro trimestre. Para o ano todo, a expectativa é de 7%.

Segundo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a grande maioria das empresas que não dependem de exportação também trabalha neste fim de ano no limite máximo da produção e teve de recorrer ao cancelamento das tradicionais férias de fim de ano. “Os níveis de estoque nos diversos segmentos da indústria continuam muito baixos e os pedidos do varejo ainda não terminaram”, disse o executivo à publicação.

E você, o que espera de 2010?

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O objetivo é simples: transformar dois mil colaboradores em dois mil vendedores. Para isso, a Ferramentas Gerais lançou a Academia FG. Trata-se de uma das ações que a empresa está aplicando para alcançar um dos objetivos do seu Planejamento Estratégico. Em seu plano de ação, estão previstos treinamentos estruturados e estratégicos, em aulas presenciais, realizadas de forma mais dinâmica e focadas.

Além disso, a Academia FG também possui treinamentos na forma de e-learning, ou seja, o conhecimento é disseminado pela internet, proporcionando mais liberdade de tempo e local para o colaborador.

O projeto foi apresentado nesta semana no 2º Universidades Corporativas, encontro que tem como objetivo implantar turmas in company, além das estratégias adotadas para o treinamento e aperfeiçoamento dos colaboradores.

A Academia FG foi criada a partir do aprimoramento do Centro de Desenvolvimento da Ferramentas Gerais, com o objetivo de adquirir, produzir e gerenciar o conhecimento para capacitar e qualificar os colaboradores. “Com a Academia FG estamos atuando de forma mais estratégica e buscando novos resultados, como o aumento da competitividade e a retenção dos profissionais da empresa”, declara o Gerente Corporativo da Área de Gestão de Pessoas, Auri Filho.

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou pedido ao vice-presidente José Alencar na quarta-feira, dia 18, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), que reuniu por dois dias cerca de 1.500 empresários em Brasília. Denominado de Carta da Indústria, o documento conta com os seguintes tópicos:

Reforma da Previdência Social e das instituições políticas;

Maior profissionalização da administração pública;

Modernização das relações do trabalho;

E estímulo econômico ao empresariado.

As sugestões serão levadas por Alencar à Presidência da República. O político prometeu entregar imediatamente o documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Novo governo não significa a destruição dos ativos desenvolvidos pelo anterior. A experiência da transição de 2002 (do governo Fernando Henrique Cardoso para o governo Lula) reforça a importância do aperfeiçoamento contínuo das instituições, em especial daquelas que regulam a ordem econômica”, diz a Carta da Indústria, acentuando ser fundamental “avançar em reformas que aumentem o potencial de crescimento da economia”.

“Esta é uma agenda do País e não apenas da indústria. O setor industrial irá buscar alianças políticas para que esta agenda se concretize”, anunciou Monteiro Neto em entrevista após o ENAI.

A CNI quer rapidez do governo e do Congresso na implementação de medidas estruturantes na economia. “O tempo político tem que se ajustar, com mais velocidade, às pressões do tempo econômico. É fundamental que o Executivo e o Congresso respondam ao desafio da melhoria de condições de competitividade da economia brasileira”, prega a Carta da Indústria.

Monteiro Neto disse esperar que na próxima reunião do Grupo de Acompanhamento do Crescimento, o antigo Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), previsto para quarta-feira, 25 de novembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncie medidas de estímulo ao investimento, como prazos menores de devolução dos créditos tributários. A medida está sugerida na Carta da Indústria para ser tomada ainda no atual governo. “Seria uma ótima notícia”, completou.

Entre as nove propostas restantes da Carta da Indústria aos futuros candidatos à Presidência da República, que serão detalhadas no início do próximo ano, quando forem oficializadas as candidaturas, estão elevar a qualidade da educação; aperfeiçoar o sistema tributário; aumentar a capacidade do Estado investir em infraestrutura; racionalizar os gastos públicos; priorizar a desburocratização; ampliar o papel dos bancos como financiadores do setor produtivo.

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Seminário em Piracicaba mostra que Brasil está na vanguarda da sustentabilidade em cana
Na sexta-feira, 13, Piracicaba foi cenário do seminário Encontro de Sustentabilidade em Cana-de-açúcar – Realidades que Substituem Mitos. Os participantes puderam verificar nas apresentações que os novos tempos da produção brasileira de etanol e açúcar estão baseadas nos pilares da sustentabilidade.
A Basf, organizadora do evento, dividiu com os presentes as ações sustentáveis dentro das unidades produtivas da empresa como, por exemplo, a redução de 16% no consumo de energia e 14% no de gás, nos últimos anos, sem prejuízo da produção.
Segundo Redson Vieira, gerente de Marketing de Cana-de-açúcar, houve ainda uma queda de 32% no consumo de água nas áreas industriais da empresa.
Foi apresentado também o Settmill, um sistema químico de limpeza de industrial, que substitui a limpeza mecânica de evapores e de outros equipamentos da produção de açúcar. Esta é uma alternativa importante a ser adotada por possibilitar a retirada de pessoas de um ambiente confinado de alto risco. “Nas conquistas sustentáveis está ainda o desenvolvimento de um plástico biodegradável (Ecobras) que se degrada no período de seis meses”, explicou o agrônomo.
O programa Mata Viva da Basf também serviu de exemplo. Ele promove a recuperação de mata ciliar nas propriedades rurais, e a metodologia Seebalanceâ, um estudo de sócioecoeficiência que avalia processos produtivos tomando por base pilares ambientais, sociais e econômicos.
A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) tambpem participou do seminário e levou a vertente social de seus associados. Segundo seu Relatório com base no Global Reporting Inititative (GRI), no ano base 2007/2008, o grupo de 125 usinas registrou 618 projetos de sustentabilidade com ações em 95% das usinas associadas. “Neste trabalho foram mobilizadas mais de 480 mil pessoas em projetos culturais, de qualidade de vida, educação, esportes e outros, com investimentos de quase R$ 160 milhões”, disse Maria Luisa Barbosa, consultora para Responsabilidade Social Corporativa da Unica.
Já a Usina São Manoel apresentou a metodologia de seu Programa de Adequação Ambiental, cujo objetivo é diagnosticar as regularidades e irregularidades ambientais no campo e o que é preciso para se adequar a legislação em Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal. O trabalho envolve restauração florestal desses espaços e complementação com a educação ambiental, implementada por meio de visitas nas áreas de mata das usinas. “Demonstramos que é possível fazer agricultura da melhor forma junto com a conservação nas áreas de APPs, e ainda com ganhos da adequação legal da propriedade”, relatou André Gustavo Nave, gerente do programa de adequação ambiental do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal, que faz trabalho conjunto com a Usina São Manoel.
O Grupo Cosan apresentou as realizações da Fundação Cosan que investe em cultura, saúde e educação possibilitando a inserção de crianças, jovens e adultos em regiões menos favorecidas e prepara adolescentes para o mercado de trabalho. “Atualmente, são mais de 600 crianças e adolescentes, filhos de funcionários da empresa e também da comunidade, atendidos pela fundação nos municípios de Piracicaba, Barra Bonita e Dois Corrégos, todos no interior paulista. Os trabalhos beneficiam crianças e adolescentes que, em períodos complementares ao escolar, recebem acompanhamento pedagógico e complementação educacional, e realizam ações sócio-educativas e culturais“, explicou Lúcia Helena Mariconi Teles, coordenadora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Grupo Cosan.
O representante do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), Luis Mazzon,  ministrou palestra sobre descarte e processamento de embalagens, sendo uma atividade  de  essencial  contribuição  para  o setor.  O InpEV é referência mundial  por recolher por ano 95% do total das embalagens de defensivos agrícolas vendidos em 2008. “A partir das embalagens recicladas são produzidos condutos, caixas de papelão e outros produtos que podem ser consumidos pelo mercado”, informou Luis Mazzon, coordenador de operações do instituto. Ele reforça ainda que o Brasil é uma referência mundial e líder em destinação de embalagens de defensivos.

Na sexta-feira, 13, Piracicaba, no interior paulista,  foi cenário do seminário Encontro de Sustentabilidade em Cana-de-açúcar – Realidades que Substituem Mitos. Os participantes puderam verificar nas apresentações que os novos tempos da produção brasileira de etanol e açúcar estão baseadas nos pilares da sustentabilidade.

A Basf, organizadora do evento, dividiu com os presentes as ações sustentáveis dentro das unidades produtivas da empresa como, por exemplo, a redução de 16% no consumo de energia e 14% no de gás, nos últimos anos, sem prejuízo da produção.

Segundo Redson Vieira, gerente de Marketing de Cana-de-açúcar, houve ainda uma queda de 32% no consumo de água nas áreas industriais da empresa.

Foi apresentado também o Settmill, um sistema químico de limpeza de industrial, que substitui a limpeza mecânica de evapores e de outros equipamentos da produção de açúcar. Esta é uma alternativa importante a ser adotada por possibilitar a retirada de pessoas de um ambiente confinado de alto risco. “Nas conquistas sustentáveis está ainda o desenvolvimento de um plástico biodegradável (Ecobras) que se degrada no período de seis meses”, explicou o agrônomo.

O programa Mata Viva da Basf também serviu de exemplo. Ele promove a recuperação de mata ciliar nas propriedades rurais, e a metodologia Seebalanceâ, um estudo de sócioecoeficiência que avalia processos produtivos tomando por base pilares ambientais, sociais e econômicos.

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) tambpem participou do seminário e levou a vertente social de seus associados. Segundo seu Relatório com base no Global Reporting Inititative (GRI), no ano base 2007/2008, o grupo de 125 usinas registrou 618 projetos de sustentabilidade com ações em 95% das usinas associadas. “Neste trabalho foram mobilizadas mais de 480 mil pessoas em projetos culturais, de qualidade de vida, educação, esportes e outros, com investimentos de quase R$ 160 milhões”, disse Maria Luisa Barbosa, consultora para Responsabilidade Social Corporativa da Unica.

Já a Usina São Manoel apresentou a metodologia de seu Programa de Adequação Ambiental, cujo objetivo é diagnosticar as regularidades e irregularidades ambientais no campo e o que é preciso para se adequar a legislação em Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal. O trabalho envolve restauração florestal desses espaços e complementação com a educação ambiental, implementada por meio de visitas nas áreas de mata das usinas. “Demonstramos que é possível fazer agricultura da melhor forma junto com a conservação nas áreas de APPs, e ainda com ganhos da adequação legal da propriedade”, relatou André Gustavo Nave, gerente do programa de adequação ambiental do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal, que faz trabalho conjunto com a Usina São Manoel.

O Grupo Cosan apresentou as realizações da Fundação Cosan que investe em cultura, saúde e educação possibilitando a inserção de crianças, jovens e adultos em regiões menos favorecidas e prepara adolescentes para o mercado de trabalho. “Atualmente, são mais de 600 crianças e adolescentes, filhos de funcionários da empresa e também da comunidade, atendidos pela fundação nos municípios de Piracicaba, Barra Bonita e Dois Corrégos, todos no interior paulista. Os trabalhos beneficiam crianças e adolescentes que, em períodos complementares ao escolar, recebem acompanhamento pedagógico e complementação educacional, e realizam ações sócio-educativas e culturais“, explicou Lúcia Helena Mariconi Teles, coordenadora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Grupo Cosan.

O representante do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), Luis Mazzon,  ministrou palestra sobre descarte e processamento de embalagens, sendo uma atividade  de  essencial  contribuição  para  o setor.  O InpEV é referência mundial  por recolher por ano 95% do total das embalagens de defensivos agrícolas vendidos em 2008. “A partir das embalagens recicladas são produzidos condutos, caixas de papelão e outros produtos que podem ser consumidos pelo mercado”, informou Luis Mazzon, coordenador de operações do instituto. Ele reforça ainda que o Brasil é uma referência mundial e líder em destinação de embalagens de defensivos.

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festa_still_blog_industrialPara comemorar seu mais novo lançamento, a Still Brasil convocou revendedores e amigos para apresentar a empilhadeira CLX25.

A versão de lançamento conta com capacidade nominal de carga de 2500Kg, deslocador lateral dos garfos, iluminação automotiva, transmissão tipo power shift, rodagem pneumática e alturas de elevação que podem chegar até 6,0m.

 A alemã possui fábrica no Rio de Janeiro e filial  em Diadema para vendas, serviços e locação.

Saiba mais sobre esse lançamento no site da revista P&S.

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O bombeiro de Osasco

Icone Gestão&Empreendedorismo | Por em 13 de novembro de 2009

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Domingos Colin Neto, dono da Maximicro Manutenção Industrial

Domingos Colin Neto, dono da Maximicro Manutenção Industrial

Detector ótico de faísca para ambientes fechados: por trás desse extenso nome técnico está um aparelho que cabe na palma da mão e traduz a essência do verdadeiro espírito empreendedor do brasileiro, composto por uma combinação de visão de oportunidade, disposição para inovar e coragem para ir atrás do sonho. O pequeno detector é o orgulho de Domingos Colin Neto, dono da Maximicro Manutenção Industrial, que, aos 67 anos, transformou a edícula de sua casa em Osasco numa oficina digna do Professor Pardal das histórias em quadrinhos. É ali que ele desenvolveu um produto que começou a nascer de uma necessidade da multinacional em que trabalhava e, hoje, se tornou a base de sua confiança em uma nova empreitada.

Segundo o empreendedor, o aparelho foi resultado de uma parceria estratégica: “Tudo aconteceu graças ao apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que, por meio do programa Sebraetec, do Sebrae-SP, deu forma final ao projeto, em 2008”. Mas a história é mais antiga e remonta ao período em que Colin Neto trabalhou numa indústria têxtil de Osasco. “A manipulação dos fardos de algodão é um processo complexo, em que as máquinas trabalham com muito atrito. Se houver um pedacinho de pedra ou metal misturado com o algodão, podem ser geradas faíscas que, quando sugadas para dentro da tubulação que transporta o algodão para as máquinas, causam focos de incêndio. Então decidimos criar um detector mais eficiente do que os sistemas anti-incêndio que existiam na época”, explica Colin. Em três anos, a equipe de engenharia desenvolveu o detector, para uso interno, mas logo depois a fábrica fechou e o projeto foi abandonado.

Ao se aposentar, Colin decidiu recuperar a ideia e transformar o detector num negócio próprio. Para isso, utilizou uma pequena empresa que havia criado em 1987, a Usimaig, que 12 anos depois se transformou na Maximicro. Colin chegou a fazer boas vendas, especialmente para indústrias têxteis, mas aos poucos os negócios foram minguando, até que, em 2007, ele percebeu que precisava dar novos rumos à empresa.

Ovo de Páscoa – “Eu já tinha conseguido um alto padrão de qualidade, sensibilidade, funcionamento e operacionalidade, mas precisava voltar ao mercado com um produto reestilizado e com medidas padronizadas, em condições de atrair clientes. Precisava de apoio em design e marketing. Resolvi então procurar o Escritório Regional do Sebrae-SP em Osasco. A partir do momento em que os consultores me ouviram e perceberam o potencial do produto, tudo mudou. Três meses depois eu estava dentro do laboratório do IPT e na USP”, conta Colin Neto. Em 2008, o empreendedor finalmente recebeu o protótipo do IPT: “Eu chorei de alegria. Era semana de Páscoa, e o novo aparelho parecia meu ovo de presente. Naquele momento já comecei a trabalhar para criar a infraestrutura de divulgação e o site da Maximicro.”

Os clientes preferenciais de Colin estão no setor têxtil, mas ele diz que o detector pode ser utilizado por indústrias de áreas como couro e móveis. “Meu produto se aplica a qualquer fábrica que manipule produtos inflamáveis em um tubo fechado, em ambiente escuro. O detector é sensível ao infravermelho, uma onda eletromagnética componente do espectro solar, que não enxergamos a olho nu. A faísca que precede o incêndio gera essa onda eletromagnética, que o semicondutor do detector enxerga dentro de uma tubulação ou num lugar fechado e manda um aviso para a central, que aciona os sistemas antifogo”, explica. Colin diz que duas multinacionais têm produtos parecidos, para detecção de fogo e fumaça,
mas não há nada tão específico como seu detector.

Já com a patente requerida do aparelho, site no ar e a publicação dos primeiros anúncios em revistas especializadas, Colin diz que está pronto para entregar ao mercado quantas peças forem necessárias: “Toda a infraestrutura de produção é terceirizada. Mando fazer fora a montagem das placas e as caixas. Assim, se precisar fabricar mil detectores em dois meses, eu consigo. Agora é marketing e divulgação, e também nessa parte estou tendo muito apoio do Sebrae-SP”. No início de 2009, o empreendedor já contabilizava a venda de um conjunto de detectores para uma indústria têxtil de São Carlos, interior de São Paulo, e concluía outro negócio em Blumenau, Santa Catarina: “Estou otimista, mas quero ficar com os pés no chão, muito cauteloso. Um amigo perguntou se eu não estava louco em começar um negócio desse na minha idade. Eu disse que não, que iria seguir em frente. É isso o que estou fazendo.”

N.R.: Este texto foi extraído do livro 99 Soluções Inovadoras, editado pelo Sebrae-SP

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Há uma semana, Erica e eu postamos comentários sobre como a sustentabilidade está cada vez mais atrelado aos novos negócios e à indústria. Para reforçar nossas apostas – e constatações -, divido abaixo trechos de um artigo muito interessante, escrito por Waldir Arevolo, consultor sênior da TGT Consult.   

“Há muito tempo ouvimos falar que as empresas devem adotar o modelo de TI Verde ou Green IT. E esse, sem dúvida, será tema frequente nos próximos anos, apesar de ações práticas ainda serem incomuns. O momento de instabilidade financeira que teve início em outubro do último ano trouxe uma abordagem diferente sobre o assunto e está exigindo um melhor posicionamento de TI. Além dos fatores econômicos e tecnológicos, os novos modelos e serviços oferecidos pelo mercado, como virtualização e cloud computing, apontam para resultados ecologicamente mais eficazes além, da necessária redução de custos.

Agora, a economia aponta para o reaquecimento dos negócios e as novas mudanças estão “despertando” com maior frequência o conceito verde nas empresas. A área de Tecnologia, que era apontada como a principal vilã em consumo de energia, nesse momento é capaz de ajudar as companhias a buscar a sustentabilidade. O que muitas empresas ainda precisam descobrir é como aplicar as ferramentas existentes e tecnologias emergentes para a obtenção de benefícios quantitativos e qualitativos.

Imagine quando tínhamos em nossas casas aquela enorme pilha de fitas K7 ou mesmo aquelas estantes com dezenas de fitas de videocassete. Agora, compare tudo isso as dimensões de custo, tamanho e de armazenamento de um pen drive de 16 GB em que você pode carregar filmes,  todas as musicas que tinha naquele universo antigo e, ainda, sobra espaço para carregar documentos e fotos. Enfim, um conglomerado de informações em uma peça com menos de 5 centímetros. Analogicamente, além das dimensões tradicionais já mencionadas, o momento e o mercado determinam a ênfase da dimensão “sustentabilidade”,  a qual as empresas tem o desafio de buscar e demonstrar.

Um exemplo prático disso é a tecnologia Voip, ou Voz sobre IP, que permite ligações através da internet e proporciona diminuição sensível nos gastos. O desafio está justamente em ir além de divulgar a redução dos custos conhecidos e promover os benefícios obtidos em outras dimensões, tais como o tempo, o deslocamento e o número de viagens realizadas com a aplicação da comunicação por áudio e vídeo através do IP.

Na mesma direção, a virtualização de servidores tem se mostrado grande parceira das empresas, não só pela redução de custos que é capaz de apresentar, mas também pelo fato de que, em momentos de contingência ela pode ser a garantia para respostas urgentes, como por exemplo, operações de backups. O fato é que o gerenciamento de um menor número de servidores possibilita que as empresas desempenhem suas atividades de maneira mais ágil, otimizando os processos e melhorando o desempenho. Dessa forma, tornando a operação mais competitiva e os benefícios potencialmente mais “verdes”.

O que falar do GED então? O Gerenciamento Eletrônico de Documentos também se apresenta como forma de redução de custos, de tempo e de espaço, sendo forte aliada a dimensão sustentabilidade.  GED vai muito além de quantificar resultados com a digitalização de documentos e redução do número de cópias impressas  O modelo proporciona a captura, a organização e o armazenamento de documentos eletronicamente possibilitando garantir o acesso e principalmente a pesquisa dinâmica de  informações necessárias na hora e no momento exato que os negócios demandam.

A recuperação de informações em tempo real se torna cada vez mais crítica e já é observada como fator competitivo por clientes e consumidores que valorizam cada vez mais as dimensões tempo e acuidade.

A redução de erros e otimização dos processos possibilitando inclusive a recombinação de informações e o aumento do índice de inovação das empresas são mais alguns exemplos dos benefícios que o GED pode proporcionar. Para as empresas mais focadas em métricas, inclusive para a demonstração de sustentabilidade, se contabilizarmos  papéis e documentos fisicamente transportados por vias terrestres, através da aplicação do GED é possível evitar o deslocamento de pessoas, reduzir o consumo de combustível e principalmente minimizar o desgaste do meio ambiente. Quantas folhas são necessárias para imprimir o conteúdo que está naquele pen drive de 16 GB? É impossível contar.

Já existe uma simpatia estabelecida pelo conceito de sustentabilidade. É necessário agora que as empresas percebam que esse modelo não significa custos mais altos, pelo contrário. Mais uma vez, quem souber aplicar as tecnologias e os conceitos alinhados com  “verde”, poderá se diferenciar no mercado.
A tendência é que mais tecnologias e modelos de negócios, tais como cloud computing, virtualização e a própria gestão de documentos continuem a enfatizar maiores resultados econômicos e quantificáveis para os negócios, entretanto o maior desafio continuará a ser a demonstração dos resultados qualitativos e de sustentabilidade que o mercado consumidor valorizará cada vez mais nos próximos anos.

Organizando e racionalizando os processos, gerenciando as informações e inovando com novos produtos e serviços, as empresas certamente se tornarão mais resistentes e competitivas para vencer os desafios advindos das transformações econômicas. Buscar a evolução dos negócios dentro da própria transformação do mercado é uma das principais diretrizes para esse momento.

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Conforme divulgado na edição 419, de novembro, da Revista P&S, segue abaixo as entrevistas, na íntegra, de algumas das câmaras setoriais que compõem o Sistema Abimaq, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. Esta iniciativa tem como objetivo proporcionar aos nossos leitores um panorama dos principais setores que compõem a indústria de bens de capital. Solicitamos às câmaras que respondessem a perguntas que consideramos de interesse do mercado. O intuito é posicionar e dar diretrizes a todos que nos acompanham em seus planejamentos para o próximo ano.

Caso queria acessar todas as entrevista de uma só vez, clique na Categoria Balanço e Perspectivas Câmaras Abimaq, ou em cada link abaixo:

Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – CSMF

Câmara Setorial de Equipamentos Navais e de Offshore – CSEN

Câmara Setorial dos Fabricantes de Ferramentas – CSFF

Câmara Setorial de Válvulas Industriais – CSVI

Câmara Setorial dos Fabricantes de Vedações – CSVED (criada em outubro de 2009)

Câmara Setorial de Movimentação e Armazenagem – CSMAM

Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para Indústria do Plástico – CSMAIP

Câmara Setorial dos Fabricantes de Motores – CSMOTORES (criada em outubro de 2009)

Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias – CSMR

Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas – CSMIA

Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação – CSEI

Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios Têxteis – CSMAT

Câmara Setorial de Equipamentos para Ginástica – CSGIN

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Presidente: Roberto SchaeferCSMF

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

2009 até a metade do ano foi bem ruim, mas após o anúncio do pacote de incentivo do governo federal o segmento começou a se movimentar. A partir de outubro ficou mais forte, com fechamentos efetivos de pedidos. De uma queda antes estimada em 30%, encerraremos o ano com 15% na comparação com os resultados de 2008. Já percebemos que os projetos que ficaram represados desde o início da crise econômica mundial começaram a sair das gavetas, o que é muito bom.

E como o segmento se comportará em 2010?

Os investimentos de grande porte em infraestrutura, motivados pelo Plano de Aceleração do Crescimento, PAC, pela Copa do Mundo, pelas Olimpíadas – que por sua vez motivarão também a troca de máquinas e equipamentos –, alavancarão os resultados em 2010, que devem ficar próximos aos de 2008.

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CSENPresidente: César Prata

Trace um panorama sobre o setor em 2009, inclusive com perspectivas para o fechamento do ano.

2009 é um ano com a cara de 2007. O setor de máquinas enfrentará uma redução de 15% a 20% sobre 2008, portanto com resultados similares aos de 2007. Especificamente sobre o setor naval e offshore há um lado positivo: não houve cancelamentos de projetos. Todos os navios e plataformas em construção ou em planejamento continuam em andamento. O lado negativo são os atrasos de todas as licitações e contratos da Petrobras e da Transpetro.

E como o segmento se comportará em 2010?

O ano eleitoral deverá acelerar algumas encomendas. Acreditamos em uma elevação no volume de negócios da ordem de 10%, resultado ainda abaixo dos alcançados de 2008.

Sabemos que 2008 foi ano excelente para a indústria. Quando o sr. imagina que o setor retorne aos níveis daquele ano?

Creio que 2012, se o governo atentar para mais conteúdo local nas obras.

Até que ponto a crise econômica mundial afetou o segmento?

Pouco afetou se olharmos apenas o número de projetos em andamento. No entanto, a voracidade dos nossos concorrentes estrangeiros aumentou por conta da maior recessão nos seus países de origem. Outro fator importante é o cambio, que conspira contra a fabricação local.

Fale sobre a competitividade do setor nos mercados interno e externo.

Máquinas e equipamentos brasileiros são muito competitivos se olharmos o número de horas consumidas para fazermos o mesmo produto aqui e comparando com as horas gastas no resto do mundo. Somos muito mais eficientes que os chineses. A nossa qualidade também supera a chinesa e, em alguns segmentos a americana, mas sucumbimos no custo Brasil. Hoje, exportamos cerca de 20% do que produzimos graças a nossa qualidade, não ao preço.

Qual o maior problema enfrentado pelo setor hoje?
 
Tributação excessiva: temos enorme carga tributária sobre máquinas e somos o único país que tributa o investimento em uma máquina que vai produzir bens, empregos e riquezas. E como temos uma cadeia produtiva de muitas etapas, os impostos incidem várias vezes sobre nossos insumos.

Juros altos:  nossa taxa Selic, mesmo depois da forte queda, ainda está vinte vezes mais alta que os juros europeus e americano hoje. Isso afeta nossos custos de produção de máquinas pelo custo do capital de giro e, principalmente, naqueles bens de prazos longos de fabricação, onde acabamos financiando o cliente e o governo que por vezes recebe nossos impostos até antes de recebermos o pagamento do cliente.

Leis trabalhistas: nossas leis são da “Era Vargas”. São sempre pró-trabalhador em detrimento de crises, interesses nacionais, lei da oferta e procura, concorrência externa etc. E os encargos sociais e custos rescisórios são elevados.

Infraestrutura:  não há ferrovias, portos, navios de cabotagem, navegação interior, dutos, aviões e estradas suficientes para o escoamento eficiente e barato da produção. Isso encarece a atividade. Nossas comunicações e transmissão de dados são lentas quando comparadas às dos países industrializados que concorrem conosco.

Falta de isonomia: contra a importação de navios há uma enorme barreira tarifária que protege os estaleiros locais. No entanto, para se importar as máquinas que os equipam, não há barreiras. Nossos concorrentes de fora chegam sem tributos e com subsídios de seus países de origem. Por isso, somos produtores apenas de cascos. A parte inteligente, a começar pelo projeto, quase sempre vem de fora.

Câmbio: é livre, dizem. Porém, os juros altos e a forte exportação de commodities acabam provocando grande entrada de dólares que supervalorizam nossa moeda e nos colocam em desvantagem competitiva com relação ao resto do planeta.

Judiciário lento: quando um cliente não paga e o assunto vai para na justiça, é quase como se tivéssemos que transferir a dívida para um tipo de fundo perdido. Demora muito, e nem sempre se resolve.

Quais as soluções que a câmara busca para sanar esse problema?
 
O setor não está regulado. Cobramos uma política de governo. A exemplo: que concedam ao navipeças local as mesmas barreiras tarifárias já praticadas em todos os demais segmentos brasileiros, como da indústria automotiva, por exemplo; que nas compras estatais, exijam mais conteúdo local nos contratos, pois quando os fornecedores são locais, um-terço do valor dessas compras volta para o governo em impostos, sem falar no impacto social; que os financiamentos do BNDES, Banco do Brasil sejam 100% da parte nacional dos empreendimentos, deixando as importações serem financiadas pelos países de origem dos fornecedores interessados, já que não faz sentido usar dinheiro nosso para criar empregos lá fora.

O que tem sido feito para fomentar esse setor?

O BNDES tem sido um grande aliado. Podemos adquirir e vender máquinas com financiamentos de até 10 anos, com carência de até 2 anos e com juros anuais de 4,5%.  Isso já foi feito, está em vigor e creio que foi a principal conquista do setor.

Comente o que mais considerar pertinente sobre o setor.

Todas as atividades ligadas ao petróleo no Brasil têm uma perspectiva razoável sob o ponto de vista do volume de negócios nos próximos 20 ou 30 anos. Essas boas previsões, todavia, contrastam com a possibilidade de fortes importações de máquinas e equipamentos por conta do câmbio e do custo Brasil, e com prováveis atrasos nas obras, que diluirão encomendas ao longo de períodos maiores que os anunciados em palanques. E por falar em palanques, não me parece que este governo queira ainda discutir ou tratar assuntos estruturais polêmicos. Sinto um certo clima de “fim de festa” nos interlocutores que estão no poder há quase dois mandatos. Os últimos governos que se sucederam calcaram suas gestões sobre os mesmos pilares de juro alto, dólar baixo e máquina governamental cada vez mais pesada. O resultado dessas políticas fez com que o país se desindustrializasse gradativamente ao longo dos últimos 25 anos, e se tornasse o grande produtor e exportador de commodities que é hoje. Não houve nem o cuidado de cobrar contrapartida, geração de empregos e riquezas daqueles que exploram jazidas do nosso subsolo. Essas atividades, tanto em minério como em petróleo, são finitas, impactantes, não sustentáveis e por isso deveriam deixar forte legado em atividades substitutas a elas mesmas, já que um dia acabarão…e em educação, infraestrutura e defesa, por exemplo. Essas mesmas commodities ao serem exportadas provocam forte entrada de dólares, que derrubam sua cotação e tornam nossa produção de máquinas locais ainda mais desinteressante. O que queremos ser? Um México, que exporta petróleo e vende mão de obra na fronteira americana, ou uma Alemanha, que não tem um pingo de petróleo mas tem uma fortíssima indústria? Ao olharmos Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, desses países não deveríamos ter dúvidas. Se tivermos a sorte de saber eleger bem nossos próximos governantes e se eles tiverem a visão de futuro que precisamos, seremos novamente a quinta ou  sétima potência industrial do mundo como já o fomos nos anos 80.

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O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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