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A Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei) já está recebendo a apresentação de casos a serem proferidos na X Conferência Anpei, a ser realizada entre 26 e 28 de abril de 2010, em Curitiba, no Paraná. O tema do evento será “Cooperação para Inovação Sustentável”.

As empresas devem enviar a proposta de apresentação e o resumo do caso de sucesso até o dia 15 de fevereiro de 2010 para anpei@anpei.org.br.

Os resumos serão avaliados pelo Comitê Técnico da Conferência com base nos seguintes critérios técnicos: pertinência da apresentação ao tema proposto, clareza da apresentação da proposta, contribuição para a prática empresarial de gestão de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação e impacto econômico e ambiental do caso de sucesso e sua mensuração.

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Em busca de um sonho

Icone Gestão&Empreendedorismo | Por em 11 de dezembro de 2009

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José Arauto de Angelis sempre teve em mente abrir sua própria empresa. De Angelis  - 03-1991_baixaAos 16 anos, recém-formado técnico-mecânico e com curso em galvanoplastia, veio a primeira experiência: montou uma pequena oficina de conserto e niquelação de armas de fogo em um barracão no fundo da casa dos seus pais. Só que a convocação para o serviço militar, e a consequente falta de tempo para se dedicar ao trabalho, minou a investida. Todo maquinário acabou sendo vendido. Mas a veia de professor Pardal daquele guri metido a cientista não parava de pulsar.

Tanto que, em meados de 1985, um amigo pediu a ele que desenvolvesse uma máquina para corte e decape de fios – pormenor: a tal está em uso até hoje! Foi então que nasceu célula-máter da De Angelis, naquela pequena oficina, de 10 m2, que mantinha em casa para colocar em prática suas ideias.

Alguns anos se passaram entre um experimento e outro e, após se desligar de uma empresa na qual trabalhou por 20 anos como gerente industrial, passou a prestar consultoria e assistência técnica industrial, fazendo valer o desejo de sempre: ser seu próprio patrão. Logo foi contratado pela fabricante de fusíveis AMS com a missão de planejar, projetar organizar, dirigir e controlar a nova planta fabril de capacitores para ignição de automóveis.

Como os projetos das máquinas, ferramentas, dispositivos e aparelhos para teste executados em casa e produzidos ainda na pequena oficina deram certo, a vontade de gerir sua própria ganhou ainda mais força. Finalmente, em março de 1991 a De Angelis saiu da informalidade para ganhar o mercado em um galpão de 50 m², com sede na Capital paulista, no bairro Vila Morais.

O primeiro produto fabricado em linha, e em série, foi uma máquina para despontar e enrolar fios, a DP 150, cujas seis primeiras unidades foram vendidas para o mesmo cliente. Mas como nem tudo são flores, metade do valor acertado pelo pagamento não foi cumprido, o que criou uma lacuna financeira na De Angelis.

Mais uma vez a capacidade empreendedora e criativa de José Arauto o fez dar a volta por cima, criando um novo experimento que revolucionou a indústria da época: uma prensa de pequeno porte denominada Microprensa Excêntrica que pesava cerca de 30 kg e substituía uma máquina de 230 kg – a menor existente no mercado até então.

De lá para cá ainda há muito para contar. Hoje, a De Angelis tem sede própria, de 350 m2, continua sendo a única fabricante de microprensas no Brasil por deter a patente do projeto e José Arauto…bem…José Arauto continua inventando…

Veja abaixo entrevista completa sobre a De Angelis:

Revista P&S –  Quando a De Angelis foi fundada e por quem?
   
Denisson de Angelis – A De Angelis foi fundada em março de 1991 por José Arauto de Angelis ou, melhor dizendo, pela família De Angelis.

P&S – Conte com detalhes como a empresa iniciou suas atividades.

DA – José Arauto sempre quis montar sua própria empresa. A tentativa inicial veio com o desejo de colocar em prática as ideias do tempo em que ainda tinha 16 anos e era recém-formado técnico-mecânico – também tinha curso de galvanoplastia. Naquela época, montou uma pequena oficina de conserto e niquelação de armas de fogo em um barracão no fundo da casa dos seus pais. Oficina que esteve em produção até o momento em que foi convocado para o serviço militar e, não tendo tempo para se dedicar ao trabalho, achou por bem vender o maquinário. José Arauto é o que se pode chamar de professor Pardal, ou, em linguagem mais moderna, cientista.
A célula-máter da De Angelis teve início em meados de 1985, quando um empresário e amigo de José Arauto pediu a ele que desenvolvesse uma máquina para corte e decape de fios e que está em uso até os dias de hoje. A tal máquina foi desenvolvida em uma pequena oficina (a De Angelis informal) que ele mantinha para a elaboração de suas ideias.
Recém-desligado de uma empresa da qual era sócio minoritário, a Jamaica Ind. Eletr. e também gerente industrial durante 20 anos, sentiu a dificuldade de conseguir um emprego, aos 45 anos, apesar da vasta experiência profissional. Assim, passou a prestar consultoria e assistência técnica industrial.
Ao comunicar o amigo e empresário Albery Spínola, da fabricante de fusíveis AMS, sobre sua decisão de trabalhar como consultor, José Arauto acabou sendo contratado por ele com a missão de planejar, projetar, organizar, dirigir e controlar a nova planta fabril de capacitores para ignição de automóveis da empresa. Os projetos das máquinas, ferramentas, dispositivos, aparelhos para teste eram executados em casa e produzidos na pequena oficina informal de 10 m². Após o término do contrato e satisfeito com os resultados o objetivo de gerir a sua própria empresa ganhava força.
Acreditando na sua capacidade empreendedora, em março de 1991, a De Angelis sai da informalidade para ganhar o mundo num galpão de 50 m², com sede na Capital paulista no bairro da Vila Morais. O primeiro produto fabricado em linha e em série foi uma máquina para despontar e enrolar fios, a DP 150, cujas seis primeiras unidades foram vendidas para um mesmo cliente, que pagou apenas 50% do acordado deixando uma lacuna financeira que quase quebrou a empresa na época.
No entanto, como José Arauto sempre esteve à frente de seu tempo, meses depois desenvolveu uma máquina que revolucionaria a indústria na época: uma prensa de pequeno porte denominada microprensa excêntrica, que pesava cerca de 30 kg e substituía uma máquina de 230 kg (a menor prensa existente no mercado até então) com eficiência e eficácia. Tal máquina tinha total atrelamento à despontadeira de fios DA 150, pois após a preparação do fio atrás desta máquina seria necessário uma prensa para climpar os terminais ou qualquer outro tipo de incerto aplicado ao fio. Foi com essa visão que José Arauto avançou no aprimoramento dos projetos.
Vale ressaltar que a microprensa De Angelis ainda está em linha de produção. Mesmo tendo passado por várias inovações tecnológicas, desde seu lançamento, esteve na vanguarda perante o mercado por possuir vários sistemas de segurança, tais como: ser bimanual e totalmente construída em aço, ter sistema antirrepique e proteção total. No aspecto design, todas as máquinas fabricadas no Brasil eram pintadas de verde e a De Angelis inovou pintando de azul com duas tonalidades. Atualmente, esse equipamento está DE ANGELIS-DAI 2000_baixade acordo com a legislação de prensas vigente no Brasil.

P&S – Conte como ela se desenvolveu, ressaltando os bons e maus momentos.

DA – Em 1992, durante a crise provocada pelo Plano Collor, a De Angelis teve a primeira oportunidade de mensurar a sua capacidade de enfrentar desafios. Naquele cenário de alvoroço a empresa participou de uma feira de negócios, alugando o espaço de uma pequena bancada em um estande repleto de empresas renomadas. Mesmo com todo o amadorismo que compunha o “debute” da feira, a empresa obteve um grandioso sucesso, pois todos queriam conhecer os equipamentos, em especial a Microprensa Excêntrica, apelidada de “a pequena notável” em alusão à atriz e cantora Carmen Miranda.�
Antes do término da feira a empresa foi procurada pelo organizador do estande para que os produtos fossem revendidos em sua rede e lojas. Com as vendas em alta, pouco espaço, produção limitada foi necessário mudar de local. Dias após a feira, uma revista do ramo divulgou “a pequena notável” como destaque de capa.
Após a divulgação, uma multinacional passou a ser representante exclusiva dos equipamentos, o que motivou a primeira mudança de imóvel. O acordo comercial teve vida curta porque o suposto parceiro ideal para o desenvolvimento da De Angelis queria somente evitar que seus concorrentes comprassem as máquinas.
Passado alguns meses, a empresa foi procurada por programa de televisão voltado a pequenos empresários para compartilhar com os telespectadores e possíveis futuros microempresários sua experiência já que na época a moda era terceirizar e a De Angelis oferecia máquinas e ferramentas nas áreas de brindes, metalúrgica e eletrônica. Mais uma vez o sucesso culminou em altos índices de audiência. Com isso, a empresa conquistou o prêmio de empresa mais consultada. O resultado não podia ser outro e o sucesso na empresa havia chegado.
Dessa forma, iniciou-se nova mudança física, para prédio próprio de 350 m², e a primeira estrutural, onde se definiram os departamentos e as suas respectivas tarefas. Tudo exigiu muito sacrifício e dedicação, desde o cumprimento das metas a entrega dos pedidos no prazo. Tudo isso numa época em que não existia internet e que a informática ainda dava os primeiros passos.
Nos anos posteriores a empresa participou de várias feiras sempre obtendo ótimos resultados. Inicialmente os maus momentos se deviam à economia instável no Brasil e a partir da globalização essa instabilidade se tornou constante. Mas com criatividade a empresa passou por todas “sempre trabalhando com amor e acreditando em um futuro melhor”, diz José Arauto.

P&S –  A partir da empresa surgiram outros negócios? Fale a respeito.

DA – Ao longo dos anos surgiram várias oportunidades de expansão da linha de produtos e consequentemente ampliação dos negócios. Inicialmente a visão da empresa era manter uma linha de produtos composta por despontadeira de fios e microprensa excêntrica. Como a necessidade é mãe da criatividade, logo surgiram acessórios para a microprensa (e também aplicáveis a outros equipamentos), tais como alimentador pneumático e mesa giratória posicionadora. Em seguida foram lançadas para aplicação de terminais denominadas aplicadoras de terminais DA 2000. Observando com mais atenção, José Arauto descobriu mais um nicho de mercado fabricando máquinas para o ramo de couro: as minibalancins, cuja semelhança com as microprensas era grande, pois a finalidade de prensagem era a mesma mudando apenas algumas partes do equipamento. Junto com os minibalancins vieram as máquinas de hot-stamping para gravação em couro e E.V.A. Também foram elaborados vários projetos de máquinas especiais e a fabricação de inúmeros estampos e moldes. Recentemente, a De Angelis desenvolveu um produto para quem pratica o kartismo profissional e amador, que visa facilitar o funcionamento do microautomóvel.

P&S – Qual a posição da De Angelis no mercado hoje?

DA – A empresa continua sendo a única fabricante de microprensas no Brasil por deter a patente do projeto. No mercado denominado eletroeletrônico a De Angelis é líder em aplicadoras de terminais há quatro anos. Em 18 anos de existência foram mais de 1 900 equipamentos entregues. Mesmo com a entrada de produtos de baixo custo oriundos da Ásia, a De Angelis permanece no topo da lista da preferência do mercado em virtude da excelência na qualidade, assistência técnica, pós-venda e conformidade com a legislação vigente no País.

P&S – Quais os planos futuros?

DA – A visão da De Angelis compreende que em um período de 5 anos todas as empresas que possuem prensas convencionais e que necessitem de retrofit, em virtude da adequação à legislação, optem por adquirir uma microprensa da De Angelis.

P&S – A De Angelis é uma empresa empreendedora? Por quê?

DA – O departamento de vendas tem fundamental importância nesse item, pois ao atender os clientes procura encontrar soluções para os mais diversos problemas ainda que fora de sua linha de produtos.Visando sempre expandir o número de clientes, a empresa está sempre de portas abertas a novos representantes em todo território nacional.

P&S – Cite um exemplo que melhor retrata o empreendedorismo da De Angelis.

DA – Um bom exemplo é a associação recente da De Angelis à uma empresa de engenharia eletrônica para ingressar no ramo médico-hospitalar com um produto revolucionário. Com ele, a empresa espera abrir as portas desse promissor segmento e ser mais uma vez pioneira na fabricação de equipamentos.

P&S – Quais exemplos de gestão e empreendedorismo a De Angelis daria para quem deseja abrir uma empresa? E para quem já a tem e precisa torná-la produtiva?

DA – Nos dias atuais, em nossa opinião, conhecer o ramo de atividade escolhido, sua concorrência, seus clientes potenciais e ter perseverança, muita perseverança.

P&S – Qual é o modelo de gestão seguido pela De Angelis no que diz respeito à produção, funcionários etc?

DA – Como empresa de gestão familiar que é tem que se cuidar para que as relações de família não sejam afetadas pelas pressões do dia a dia. Para tanto, o dialogo é muito importante. Amizade, companheirismo, confiança, compreensão, crescimento intelectual e financeiro e trabalho em equipe tornam o ambiente de trabalho mais agradável e produtivo.

P&S – O que a De Angelis faz para se manter competitiva?

DA – A pequena empresa como a De Angelis tem a seu favor para competir com seus concorrentes – de multinacionais com preços aviltantes em razão do dólar até oficinas de fundo de quintal – a versatilidade profissional, atendimento pós-venda exemplar, competência e honestidade acima de tudo. “Cliente bem atendido tem confiança e vira amigo e, consequentemente, volta sempre”, explica José Arauto.

P&S – Fale de curiosidades que possam ilustrar a história de sucesso da De Angelis.

DA – O sucesso só é bom quando compartilhado e gosto de citar a história do amigo Edílson, que nos procurou acompanhado da esposa e filhos, um deles com deficiência motora, querendo comprar uma microprensa que havia visto na revista – e cujo recorte tinha em mãos – para ajudá-lo no trabalho terceirizado de aplicação de cantoneiras. Decidimos ajudá-lo e vendemos a máquina bem abaixo do preço. Na entrega fomos recebidos com festa pela família, colocamos a máquina no único lugar disponível, um criado mudo de casa.
Hoje, o Edilson tem mais de trinta funcionários e mais algumas microprensas De Angelis em sua empresa.

P&S – Os colaboradores participam nas idéias para melhorar processos e administração? Cite exemplos.

DA – Apesar de a De Angelis ter um alto índice de automação fabril, cada máquina, equipamento ou ferramenta é como se fosse uma obra de arte e que leva a assinatura de todos nós. E como não poderia deixar de ser, toda ideia, sugestão, aperfeiçoamento de método de trabalho é bem recebida e incentivada. O desenvolvimento das máquinas de um modo geral é pautado pelo conhecimento de toda a equipe.

P&S – O fundador da empresa tinha alguma empresa/pessoa inspiradora quando abriram o negócio?

DA – Todos sempre temos o nosso herói, guru, exemplo ou guia e não seria diferente para José Arauto. Ele teve muitas pessoas ligadas ao trabalho e à família, cujas lições foram muito importantes em sua vida e precisaria algumas páginas para nomear a todos. Mas a quem ele presta os agradecimentos sinceros é ao sr. Nicola Paulucci, que o ensinou quando adolescente, exemplificando o valor do trabalho honesto e perseverante. Graças a essa escola e por meio da sabedoria e vivência do seu fundador José Arauto, a De Angelis consegue solucionar 99% dos problemas que os clientes apresentam.

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Na quarta-feira, 9, a Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) realizou almoço em São Paulo para divulgar os resultados de 2009 e comentar as perspectivas para 2010. Confira o texto enviado pela entidade:

Os importadores de máquinas-ferramenta e equipamentos industriais chegam ao final de 2009 com o movimento de cerca de US$ 1,5 bilhão em negócios. Este valor corresponde a 55% do volume total negociado em 2008 – considerado o melhor ano para o setor – e é inferior a 2007, que fechou em US$ 2 bilhões. “O mercado ficou praticamente paralisado no primeiro semestre, em decorrência da crise econômica mundial. O ritmo de vendas só começou a voltar a partir do final de agosto”, comenta Thomas Lee, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (ABIMEI).

Para 2010, a expectativa é de um volume 50% maior do que em 2009, mas ainda assim distante dos US$ 2,6 bilhões negociados no ano passado.  “A economia interna já demonstra melhora, o consumidor está mais confiante e a indústria planeja reinvestir. Devemos fechar 2010 com US$ 2,2 bilhões negociados”, analisa Lee. 

Segundo o presidente da ABIMEI, o setor foi um dos que mais sofreu com a crise financeira, devido, principalmente, a somatória de quatro fatores: alta ociosidade das indústrias, queda nas exportações, falta de crédito para bens de capital importados e inadimplência elevada. “O crédito sumiu para todos os setores, mas a falta de uma política de financiamento para a renovação do parque industrial brasileiro, sobretudo em relação às máquinas importadas, dificultou extremamente o nosso segmento”.  Por outro lado, diz ele, o real forte e a queda de consumo nos países mais desenvolvidos derrubaram as exportações e a inadimplência no setor, que era praticamente zero, chegou a 5%, “o que é muito alta para nós”, afirma Lee.

Para o presidente da ABIMEI, o estímulo à indústria automotiva e de linha branca foram pontos positivos da política econômica do Governo para enfrentar a crise, mas como os estoques estavam muito altos, somente agora, no final do ano, o setor começou a sentir os seus efeitos. “As empresas importadoras ainda estão se reorganizando, depois de tantas dificuldades que o setor passou em 2009”, diz Thomas Lee.

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reúne nesta quinta-feira, 10, em sua sede, representantes do governo, entidades do setor elétrico e órgãos de defesa do consumidor para esquentar o debate sobre as distorções no reajuste tarifário, que provocaram perdas da ordem de R$ 7 bilhões para o consumidor desde 2002, conforme aponta relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apresentado à CPI das Tarifas de Energia Elétrica.

A Fiesp defende medidas urgentes não só para corrigir o problema em 2010, como anunciado recentemente pela Aneel, mas também para ressarcir os consumidores – que repassaram cerca de R$ 1 bilhão a mais por ano às distribuidoras de energia para custear encargos setoriais.

Impasse

A metodologia adotada para o cálculo do reajuste tarifário anual se baseia na receita dos últimos 12 meses, portanto, não considera os ganhos com o crescimento da demanda por energia elétrica. Mas a Aneel alega que não houve ilegalidade no procedimento por parte das distribuidoras, e não pode exigir o ressarcimento ao consumidor.

“O Brasil já paga uma das tarifas mais elevadas do mundo e ocupa o primeiro lugar em encargos e tributos agregados à conta de luz. A cobrança indevida agrava ainda mais o impacto negativo da energia elétrica na competitividade da indústria, inclusive nas exportações”, avalia Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Energia da Fiesp.

O custo da energia elétrica no Brasil é preocupação recorrente do setor industrial – o País possui o maior percentual de carga tributária do mundo sobre o insumo, cerca de 35%.

“Se o valor pago a mais às distribuidoras não for devolvido, estaremos na contramão da modicidade tarifária, que assegura o menor custo possível para o consumidor. É uma questão de justiça e transparência à sociedade”, argumenta Cavalcanti.

O volume transferido indevidamente às distribuidoras de energia é quase equivalente aos investimentos na construção da Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira. A usina deverá gerar 2.300 megawatts de energia firme, o suficiente para abastecer uma cidade com 10 milhões de habitantes.

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Por Raquel Corrêa

A 7ª edição do Projeto Volkswagem Route, que teve como tema “180 dias para mudar o seu mundo”, premiou o trabalho de dois alunos do curso de engenharia de produção mecânica do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia. Andréa Regina de Souza Moraes, aluna do 4º ano, e Thiago Marzullo de Carvalho, do 5º, orientados pelo professor Eduardo Linzmayer, foram os grandes vencedores deste ano.

Eles desenvolveram um projeto que integra o despertar da consciência socioambiental de funcionários e a implementação de medidas sustentáveis nas atividades diárias de uma empresa. A viabilidade da implantação norteou todo o desenvolvimento do trabalho, intitulado Projeto TIME – Treinamento Integrado em Medidas Ecoeficientes. Como prêmio, a dupla ganhou uma viagem de uma semana para a Alemanha, país de origem da VW. Lá, eles conhecerão a cultura do automóvel e passarão por cidades como Berlim, Potsdam, Wolfsburg, Munich e Salzburg.

Além do primeiro lugar, outra dupla, desta vez do curso de engenharia química do Instituto Mauá, formada pelos alunos Desirée Cristine Ramos e Victor Ariel de Carvalho, conquistou o terceiro lugar no concurso com o projeto Água Limpa. O segundo lugar coube ao estudante Daniel Alves de Oliveira Filho, da Universidade de Pernambuco, pela criação do Manual do Motorista Ecológico. A Universidade de Pernambuco também ficou com o quarto lugar com o projeto Pegada Ecológica. E, em quinto, a Universidade Salgado de Oliveira (Universo) com o projeto Iluminação Inteligente.

A edição deste ano do VW Route recebeu mais de 400 projetos. A proposta era desafiar os estudantes a desenvolverem soluções sustentáveis, viáveis e práticas para melhorar a qualidade de vida no planeta. O concurso é direcionado a universitários de todo o País.

Mais informações no site www.vwroute.com.br

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Parceria que gera frutos

Icone Iniciativa | Por em 8 de dezembro de 2009

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Por Raquel Corrêa

Alunos recebendo os certificados

Alunos recebendo os certificados

Foram entregues ontem, dia 7 de dezembro, os certificados de conclusão do primeiro curso voltado para o segmento industrial realizado graças à parceria de Editora Banas, Instituto Mauá de Tecnologia e Escola Senai Suiço-Brasileira.

Realizado três vezes por semana, no período de 31 de agosto a 28 de setembro, o curso inaugural teve como tema a Cronoanálise e contou com a participação de 17 alunos.

Antes da cerimônia de entrega alunos e convidados puderam assitir a palestra “A importância da Cronoanálise para o Aumento da Produtividade”, ministrada pelo professor e especialista em cronoanálise, Damião Motta. Um dos destaques da apresentação foi a questão da valorização humana. Segundo Motta, ninguém consegue nada com sua equipe se não tiver consideração por ela: “E isso envolve comunicação transparente, ética e motivação”.

Aproximadamente trinta pessoas comparecerem ao Campus de São Caetano do Sul do Instituto Mauá para a cerimônia. Também estiveram presentes ao evento os professores Claudia Maria Moreira Castagnino e José Antônio Ghilardi, do IMT.

Para 2010, os parceiros estão preparando um cronograma especial de cursos para ser ministrado durante todo o ano. Os temas abrangerão produtividade, competitividade, qualidade, organização e otimização de processos, bem como assuntos de interesseque do mercado industrial.

Qualquer pessoa pode participar. Fique ligado que divulgaremos em breve aqui, no Blog Industrial, o cronograma completo.

Palestra do especialista em Cronoanálise, Damião Motta

Palestra do especialista em Cronoanálise, Damião Motta

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Coletar, gerenciar e visualizar dados do chão de fábrica são tarefas que requerem soluções em automação eficazes. A Revista P&S traz mensalmente ideias para ajudar nossas indústrias nesse quesito. Nesta semana, chegou em nosso conhecimento uma nossa solução: o numerA. Trata-se de uma ferramenta da Órion Automação, que desenvolveu um uoftware de MES parametrizado pelo próprio usuário, flexível e altamente competitivo, que entre outras funções, diminui as perdas dos processos produtivos, executa a rastreabilidade dos processos e fornece índices de performance (OEE).

O numerA é um Sistema Integrado concebido para trabalhar via web. Divido em dois módulos, Chão de Fábrica e Engenharia, ele possibilita a coleta, visualização e gerenciamento das informações, que são armazenadas para posteriores tomadas de decisões gerenciais e operacionais, com ganhos de produtividade e redução de rejeitos na planta fabril, integrado ao ERP e outros sistemas legados, com apontamentos de produção on-line. Quer saber mais? Visite o link da empresa no endereço www.numera-mes.com.br

Tem outras ideias? Divida seu conhecimento conosco. Envie sua sugestão para evitar o desperdício no Chão de Fábrica abaixo.

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nesta sexta-feira um estudo que promete ajudar o pequeno e médio empresário a buscar crédito no mercado com taxa de juros competitiva.

O documento está disponível no site da entidade e também para download. Veja aqui.

O Departamento de Economia (Depecon) da Fiesp elaborou um estudo comparativo das taxas de juros aplicadas pelos grandes bancos de varejo no Brasil. Segundo o órgão, “a proposta dessa análise é auxiliar os industriais e a sociedade em geral a negociar as melhores condições para suas operações de crédito. Além disso, vai ao encontro dos esforços da entidade na busca pela redução do custo do dinheiro.”

Ainda de acordo com a Fiesp, o estudo será atualizado semanalmente para auxiliar àqueles que buscam recursos para investimentos em 2010.

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Em cerimônia realizada na sede da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o gerente de Relações Institucionais e Direito Societário da Indústrias Romi, André Luis Romi, tomou posse da presidência da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF)

Esta é a segunda vez que Romi estará à frente da CSMF. Criada em 1963, a Câmara foi presidida por ele nos anos de 2006 e 2007. Para este mandato, que vai até novembro de 2011, o executivo contará com uma diretoria composta por oito vice-presidentes: Alfredo Griesinger (Heller Máquinas Operatrizes); Alfredo Vergílio Ferrari (Ergomat); Antonio Roberto Pereira (Asamaq); Evandro Luciano Orsi  (TM Bevo); Marcelo Schlachter (Tox Pressotechnik); Marco Yashiro (Prensas Schuler); Roberto M. Schaefer (SEA do Brasil) e Sérgio Cardoso Coca (Sanches Blanes).

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A União da Indústria da Cana-de-açúcar (UNICA) lança nesta quarta-feira, 2, em São Paulo, o Manual das Águas. O evento será no Sheraton São Paulo WTC.

Segundo a entidade, trata-se de uma publicação para disponibilizar informações ambientais, relacionadas com o gerenciamento de recursos hídricos, para os interessados na adoção e utilização de processos industriais que estão em sintonia com os conceitos do desenvolvimento sustentável e de melhoria da qualidade ambiental em relação à utilização da água.

Para o lançamento do manual, são esperadas as presenças de Marcos Jank, presidente da UNICA;  José Machado, presidente da Agência Nacional das Águas (ANA); Roberto Barbosa, presidente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), e Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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