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Blogueiros em férias

Icone Perspectivas,Sem categoria | Por em 23 de dezembro de 2009

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Caros leitores, internautas, empresários e seguidores deste blog,

Erica Munhoz e eu estamos entrando em férias nas próximas duas semanas.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer sua presença por aqui nesses oito meses de trabalho. Foram 269 posts e 147 comentários ao longo deste ano.

Esperamos que 2010 seja repleto de ótimas oportunidades e boas notícias para todos aqueles que fazem nossa indústria crescer e ganhar reconhecimento internacional.

Retornamos no dia 4 de janeiro de 2010.

Um abraço e feliz 2010!

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O portal Agrosoft divulgou em 15 de dezembro a matéria abaixo, que reproduzimos a vocês, caros leitores, por acreditar que seja tema da máxima importância. Segue:

“Investir em tecnologias limpas é lucrativo

A construção de uma indústria forte em tecnologias limpas pode transformar um país em liderança mundial. Já é possível observar o pioneirismo de alguns países neste aspecto, como é o caso da Dinamarca, com a energia eólica, e do Brasil, com o biocombustível, que já lideram o conhecimento sobre essas tecnologias sustentáveis, além da Alemanha, que já vem desenvolvendo com sucesso iniciativas para a produção de energia eólica e solar.

O relatório da Rede WWF prevê que os ganhos das indústrias que desenvolvem essas tecnologias devem movimentar 1.600 bilhões de euros em 2020, atrás apenas da indústria de produtos eletrônicos e automóveis, ocupando o terceiro lugar no ranking industrial. Para se ter uma idéia comparativa, já em 2007, as tecnologias de energia limpa movimentaram 630 bilhões de euros, mais que a indústria farmacêutica.

A receita das vendas de produtos de eficiência energética em 2007 foi mais de cinco vezes a receita dos produtos de energia renovável. Porém, isso deve se alterar significativamente em 2020, com a taxa de crescimento das energias renováveis em 15% ao ano, que representa três vezes mais do que os ainda respeitáveis 5% das vendas de produtos e processos ligados à eficiência energética.

“Avaliando estes dados, chega-se à conclusão óbvia de que os governos e a iniciativa privada devem investir em tecnologias limpas – com subsídios e recursos diretos, respectivamente. Primeiro porque se trata da segurança energética do planeta. Segundo porque é lá, na energia limpa, onde estará o dinheiro. Claramente, a partir de uma perspectiva nacional, há muito a ganhar e nada a perder ao investir em energia limpa”, analisa Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.

Os bancos centrais podem ajudar, incentivando a inclusão do risco carbono no modelo financeiro. O acesso ao capital de risco também tem sido um fator para o sucesso da energia limpa nos países, que já estão buscando a liderança no desenvolvimento desse tipo de tecnologia. O relatório sublinha, também, a importância de se desenvolver um forte mercado interno para essas tecnologias. Isso permite às empresas experimentar, ganhar experiência e rapidez ao percorrer a curva de aprendizado, dando-lhes uma vantagem competitiva e dotando-as de referências e exemplos de projetos.

Os governos podem apoiar tais mercados domésticos com subsídios, energias renováveis, metas e políticas de contratos. Isso poderia beneficiar muitos países, como o grupo da União Européia, que se classificou em 18º lugar no ranking do PIB, atrás da Alemanha, mesmo em termos absolutos, e do Reino Unido, que ficou com a 19° posição. Ilustrando as oportunidades perdidas, a Austrália, que desperdiçou uma vantagem inicial de seus técnicos em energia solar, está classificada em 28°. A China é o quarto país classificado em termos de vendas absolutas e sexto em vendas relativas ao seu PIB.

Para o WWF-Brasil, renunciar a estas oportunidades por causa do velho hábito de se utilizar combustíveis fósseis poluentes, em razão das fortes pressões do lobby da indústria tradicional é uma demonstração de que se está agindo contra os interesses mundiais.”

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Abimaq tem nova câmara

Icone Divulgue esta notícia!,Economia | Por em 16 de dezembro de 2009

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, divulgou esta semana que conta, desde o início de outubro,com mais uma câmara setorial: dos Fabricantes de Motores. O presidente é Maurício Niel, da área de assuntos governamentais da Scania Latin America, com Jerson Dotti, da Caterpillar, e Osnir Ferreira, da MTU Motores, como vice-presidentes.

Com extensa pauta de trabalhos, a nova câmara tem entre seus objetivos primordiais a solidificação das estatísticas e esforço para apresentação dos dados conjunturais do setor. Outra ação importante será trazer para dentro da entidade as empresas do setor que não têm participado dos encontros mensais e, com isso, realizar, também, o trabalho de acompanhamento de emissões de poluentes para motores aplicados a grupo geradores, assim como criação de normas técnicas.

Na pauta de trabalho, o presidente inclui ainda discussões sobre participação nos programas do pré-sal e PAC, com o fornecimento de motores e grupos geradores e demais equipamentos nacionais para esses projetos; monitoramento quanto a alteração da legislação de usados e as importações de mercados emergentes (relatório trimestral para monitorar o que está entrando no Brasil), bem como a continuidade ou não do mecanismo de ‘ex’ tarifários.

Assuntos técnicos de interesse para motores e projetos especiais para o setor também discutidos. Niel afirma que também pretende incrementar as ações das associadas no mercado externo, com interferência nas negociações internacionais (Mercosul x União Européia, por exemplo).

Em 2008, o setor em 2008 produziu aproximadamente 270.000 motores, impulsionado principalmente pelo segmento agrícola.

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Por Raquel Corrêa

Dando continuidade ao texto publicado na edição 420, de dezembro, da Revista P&S “Indústria, meio ambiente, sustentabilidade e lucro”, e também aqui no Blog Industrial, leia mais sobre o tema Meio Ambiente Industrial:

O gerente de meio ambiente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, FIEMG, Wagner Soares Costa, na palestra “A gestão industrial em conformidade com a legalidade ambiental no Brasil: desafios e oportunidades”, apresentou a evolução da indústria em relação ao tema. Segundo o profissional, as empresas seguem um caminho que passa pela fase REATIVA, onde existe uma resistência às exigências legais até o limite do possível. Em seguida, elas sobem um patamar e tentam se tornar RESPONSÁVEL. Neste quesito elas buscam conformidade com a legislação ambiental. Depois, mais preparadas, tornam-se PRÓ-ATIVAS.

Aqui, as questões ambientais já são tratadas por antecipação, tomam atitude mesmo antes de surgimento de exigências ambientais. Por fim, num último estágio, elas se tornam COMPETITIVAS, pois as questões ambientais são gerenciadas com abordagem de risco, visando o futuro no longo prazo.

Como bem salientou o profissional, esse processo realizado dentro de um prazo relativamente curto, ou seja, o quanto antes, é o sonho ideal. É a expectativa de toda a sociedade. Porém, as coisas não são tão simples e fáceis. O primeiro ponto discutido como dificultador é a própria legislação, que assume o papel fiscalizador e não de orientação e assessoria.  As empresas precisam buscar essa capacitação por meio de outras organizações especializadas, e como o mercado de profissionais desta área ainda é pequeno, o investimento acaba sendo muito grande.

O investimento é outro ponto que, na maioria dos casos, também impede que as empresas se ajustam o quanto antes às demandas ambientais. Para se adequar a um novo processo, a uma nova forma de produção, é necessário a aquisição de novas tecnologias, novas máquinas, reestruturar toda a cadeia, treinar, capacitar, monitorar e avaliar. Todo esse processo gera um custo altíssimo e, muitas vezes, as empresas não têm esse capital disponível. Se tiram do capital de giro, colocam a organização no risco de sobrevivência. Portanto, em alguns casos, não é que o empresário não tenha consciência ou não queira colocar em prática esses processos, falta-lhe condições.

Outro ponto citado que geralmente impedem a prática ambiental responsável é a questão de crédito para aquisição de novas máquinas e equipamentos, principalmente para pequenas organizações. Elas precisam aguardar a tecnologia “chegar à prateleira” para adquirir, pois não tem recursos para investir em estudos e pesquisas para a reformulação de processos.

Para se falar em sustentabilidade, é necessário que o investimento social e ambiental não comprometa a saúde da organização. Isso está demonstrado no princípio do Triple Botton Line. Se não for possível alinhar a questão econômica ao social e ao ambiental, dificilmente haverá solução para os negócios, principalmente, em longo prazo.

Durante o seminário, algumas soluções também foram apontadas para ajudar empresários a começarem a dar seus primeiros passos para desenvolver seu negócio de maneira responsável e sustentável.

A primeira coisa é tentar um acordo possível. Qualquer adequação e reestruturação levam tempo, precisa de estudo, pesquisas e testes. Enquanto isso é provável que a empresa trabalhe na ilegalidade e, com isso, a opinião pública aproveitará a oportunidade para retalhar a organização, pois há sempre uma defasagem de tempo entre a expectativa da sociedade e a possibilidade de se colocar uma nova política em prática.

É preciso metas claras baseadas em fases e com cobranças adequadas à realidade brasileira, pois nossos parâmetros hoje se baseiam na Europa. E, segundo pesquisas, os países europeus estão 20 anos à frente do Brasil.

Uma outra alternativa é desenvolver uma política industrial para a redução da obsolescência. Máquinas novas e mais modernas podem gerar economia de energia, emitir menos poluentes e aproveitar melhor as matérias-primas. Para Wagner Costa, num primeiro momento,é mais positivo investir nesta questão do que ficar falando de gestão ambiental.

No entanto, esta área oferece diversas iniciativas que podem ajudar o empresariado: elaborar incentivos negociáveis; estabelecer fases bem definidas vinculadas ao ciclo de capital para a empresa ter capacidade de pagamento; fazer um estudo para melhorar os processos; investir em capacitação; integrar a questão ao negócio da empresa, não tratá-lo como um “apêndice”; formar guardiões e, porque não, formar um comitê interno de gestão ambiental para avaliar o desempenho da indústria e atestar as ações produtivas.

Para tudo isso acontecer, sabemos que é preciso quebrar paradigmas, levantar da cadeira e estar disposto a agir. Comprovadamente, operacionalizar os conceitos de responsabilidade socioambiental , em primeiro lugar, aumenta a produtividade da empresa em função da melhoria nos processos, mas também traz retorno institucional e benefícios para a sociedade e para o meio ambiente.

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Por Raquel Corrêa

Responsabilidade socioambiental é uma extensão do papel empresarial. E para quem pensa que esta prática está associada somente às questões ligadas à sociedade e ao meio ambiente, engana-se. Hoje, ela está vinculada também aos objetivos financeiros das organizações, que buscam cada vez mais a sustentabilidade econômica para colher lucros no longo prazo. Mas para atingir esta meta, é preciso utilizar, de forma consciente e responsável, os recursos naturais e colaborar para o desenvolvimento da sociedade, adquirindo assim um retorno institucional por parte de seus diversos públicos.

De acordo com pesquisa divulgada em outubro último pelo Ministério do Meio Ambiente, a indústria foi o setor que mais contribuiu para poluição do meio ambiente e emissão de gases de efeito estufa de 1994 a 2007. Dentre as atividades industriais mais poluidoras aparecem a de produtos minerais, com 59%, seguida da química, 55%, e da metalúrgica, 40%.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o governo se esforçará para alcançar a meta de redução de 40% das emissões de gases de efeito estufa até 2020. No setor de agropecuária estão previstas ações como a combinação de plantio com pecuária em um mesmo espaço, a recuperação de áreas degradadas e o plantio direto: “Com essas três medidas combinadas reduziremos 7% das emissões nesse período”.

Pensando nesse assunto e com o intuito de trazer mais informações do setor, a Revista P&S esteve presente na 11ª edição do Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, Simai, realizado de 4 a 6 de novembro, em São Paulo, SP. O evento é considerado um projeto pioneiro e ousado por apresentar novidades em termos de tecnologias e serviços para o meio ambiente industrial. Por isso, o seminário e seus eventos paralelos, como a feira de produtos e serviços ligados à questão, Fimai, já são referências no Brasil, segundo os organizadores.

O diretor executivo da feira, Júlio Tocalino Neto, explica que o segmento de bens e serviços ambientais do Brasil está crescendo: “O país é o terceiro mercado de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, MDL, com 392 projetos aprovados. Além disso, várias empresas estão fazendo seus inventários de emissões de Gases de Efeito Estufa, GEE, de forma voluntária, contribuindo para o aquecimento desse mercado”.

Ações como essa provam que o meio ambiente tem sido tratado com distinção nas empresas, o que acaba sendo um estímulo para toda a sociedade. No entanto, aderir a iniciativas promovidas em prol da sustentabilidade não é tarefa das mais fáceis. Pode até parecer, mas não é bem assim de acordo com as discussões promovidas no seminário.

Os esforços para alinhar produção industrial – sem prejudicar o ar, a água e o solo – ao desenvolvimento sustentável exigem das empresas um leque de pontos que somente agora estão começando a ficar claros…

*Matéria publicada na edição 420, de dezembro da Revista P&S

Veja mais opiniões e saiba mais sobre o tema buscando pela categoria Meio Ambiente Industrial.

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A Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei) já está recebendo a apresentação de casos a serem proferidos na X Conferência Anpei, a ser realizada entre 26 e 28 de abril de 2010, em Curitiba, no Paraná. O tema do evento será “Cooperação para Inovação Sustentável”.

As empresas devem enviar a proposta de apresentação e o resumo do caso de sucesso até o dia 15 de fevereiro de 2010 para anpei@anpei.org.br.

Os resumos serão avaliados pelo Comitê Técnico da Conferência com base nos seguintes critérios técnicos: pertinência da apresentação ao tema proposto, clareza da apresentação da proposta, contribuição para a prática empresarial de gestão de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação e impacto econômico e ambiental do caso de sucesso e sua mensuração.

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Em busca de um sonho

Icone Gestão&Empreendedorismo | Por em 11 de dezembro de 2009

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José Arauto de Angelis sempre teve em mente abrir sua própria empresa. De Angelis  - 03-1991_baixaAos 16 anos, recém-formado técnico-mecânico e com curso em galvanoplastia, veio a primeira experiência: montou uma pequena oficina de conserto e niquelação de armas de fogo em um barracão no fundo da casa dos seus pais. Só que a convocação para o serviço militar, e a consequente falta de tempo para se dedicar ao trabalho, minou a investida. Todo maquinário acabou sendo vendido. Mas a veia de professor Pardal daquele guri metido a cientista não parava de pulsar.

Tanto que, em meados de 1985, um amigo pediu a ele que desenvolvesse uma máquina para corte e decape de fios – pormenor: a tal está em uso até hoje! Foi então que nasceu célula-máter da De Angelis, naquela pequena oficina, de 10 m2, que mantinha em casa para colocar em prática suas ideias.

Alguns anos se passaram entre um experimento e outro e, após se desligar de uma empresa na qual trabalhou por 20 anos como gerente industrial, passou a prestar consultoria e assistência técnica industrial, fazendo valer o desejo de sempre: ser seu próprio patrão. Logo foi contratado pela fabricante de fusíveis AMS com a missão de planejar, projetar organizar, dirigir e controlar a nova planta fabril de capacitores para ignição de automóveis.

Como os projetos das máquinas, ferramentas, dispositivos e aparelhos para teste executados em casa e produzidos ainda na pequena oficina deram certo, a vontade de gerir sua própria ganhou ainda mais força. Finalmente, em março de 1991 a De Angelis saiu da informalidade para ganhar o mercado em um galpão de 50 m², com sede na Capital paulista, no bairro Vila Morais.

O primeiro produto fabricado em linha, e em série, foi uma máquina para despontar e enrolar fios, a DP 150, cujas seis primeiras unidades foram vendidas para o mesmo cliente. Mas como nem tudo são flores, metade do valor acertado pelo pagamento não foi cumprido, o que criou uma lacuna financeira na De Angelis.

Mais uma vez a capacidade empreendedora e criativa de José Arauto o fez dar a volta por cima, criando um novo experimento que revolucionou a indústria da época: uma prensa de pequeno porte denominada Microprensa Excêntrica que pesava cerca de 30 kg e substituía uma máquina de 230 kg – a menor existente no mercado até então.

De lá para cá ainda há muito para contar. Hoje, a De Angelis tem sede própria, de 350 m2, continua sendo a única fabricante de microprensas no Brasil por deter a patente do projeto e José Arauto…bem…José Arauto continua inventando…

Veja abaixo entrevista completa sobre a De Angelis:

Revista P&S –  Quando a De Angelis foi fundada e por quem?
   
Denisson de Angelis – A De Angelis foi fundada em março de 1991 por José Arauto de Angelis ou, melhor dizendo, pela família De Angelis.

P&S – Conte com detalhes como a empresa iniciou suas atividades.

DA – José Arauto sempre quis montar sua própria empresa. A tentativa inicial veio com o desejo de colocar em prática as ideias do tempo em que ainda tinha 16 anos e era recém-formado técnico-mecânico – também tinha curso de galvanoplastia. Naquela época, montou uma pequena oficina de conserto e niquelação de armas de fogo em um barracão no fundo da casa dos seus pais. Oficina que esteve em produção até o momento em que foi convocado para o serviço militar e, não tendo tempo para se dedicar ao trabalho, achou por bem vender o maquinário. José Arauto é o que se pode chamar de professor Pardal, ou, em linguagem mais moderna, cientista.
A célula-máter da De Angelis teve início em meados de 1985, quando um empresário e amigo de José Arauto pediu a ele que desenvolvesse uma máquina para corte e decape de fios e que está em uso até os dias de hoje. A tal máquina foi desenvolvida em uma pequena oficina (a De Angelis informal) que ele mantinha para a elaboração de suas ideias.
Recém-desligado de uma empresa da qual era sócio minoritário, a Jamaica Ind. Eletr. e também gerente industrial durante 20 anos, sentiu a dificuldade de conseguir um emprego, aos 45 anos, apesar da vasta experiência profissional. Assim, passou a prestar consultoria e assistência técnica industrial.
Ao comunicar o amigo e empresário Albery Spínola, da fabricante de fusíveis AMS, sobre sua decisão de trabalhar como consultor, José Arauto acabou sendo contratado por ele com a missão de planejar, projetar, organizar, dirigir e controlar a nova planta fabril de capacitores para ignição de automóveis da empresa. Os projetos das máquinas, ferramentas, dispositivos, aparelhos para teste eram executados em casa e produzidos na pequena oficina informal de 10 m². Após o término do contrato e satisfeito com os resultados o objetivo de gerir a sua própria empresa ganhava força.
Acreditando na sua capacidade empreendedora, em março de 1991, a De Angelis sai da informalidade para ganhar o mundo num galpão de 50 m², com sede na Capital paulista no bairro da Vila Morais. O primeiro produto fabricado em linha e em série foi uma máquina para despontar e enrolar fios, a DP 150, cujas seis primeiras unidades foram vendidas para um mesmo cliente, que pagou apenas 50% do acordado deixando uma lacuna financeira que quase quebrou a empresa na época.
No entanto, como José Arauto sempre esteve à frente de seu tempo, meses depois desenvolveu uma máquina que revolucionaria a indústria na época: uma prensa de pequeno porte denominada microprensa excêntrica, que pesava cerca de 30 kg e substituía uma máquina de 230 kg (a menor prensa existente no mercado até então) com eficiência e eficácia. Tal máquina tinha total atrelamento à despontadeira de fios DA 150, pois após a preparação do fio atrás desta máquina seria necessário uma prensa para climpar os terminais ou qualquer outro tipo de incerto aplicado ao fio. Foi com essa visão que José Arauto avançou no aprimoramento dos projetos.
Vale ressaltar que a microprensa De Angelis ainda está em linha de produção. Mesmo tendo passado por várias inovações tecnológicas, desde seu lançamento, esteve na vanguarda perante o mercado por possuir vários sistemas de segurança, tais como: ser bimanual e totalmente construída em aço, ter sistema antirrepique e proteção total. No aspecto design, todas as máquinas fabricadas no Brasil eram pintadas de verde e a De Angelis inovou pintando de azul com duas tonalidades. Atualmente, esse equipamento está DE ANGELIS-DAI 2000_baixade acordo com a legislação de prensas vigente no Brasil.

P&S – Conte como ela se desenvolveu, ressaltando os bons e maus momentos.

DA – Em 1992, durante a crise provocada pelo Plano Collor, a De Angelis teve a primeira oportunidade de mensurar a sua capacidade de enfrentar desafios. Naquele cenário de alvoroço a empresa participou de uma feira de negócios, alugando o espaço de uma pequena bancada em um estande repleto de empresas renomadas. Mesmo com todo o amadorismo que compunha o “debute” da feira, a empresa obteve um grandioso sucesso, pois todos queriam conhecer os equipamentos, em especial a Microprensa Excêntrica, apelidada de “a pequena notável” em alusão à atriz e cantora Carmen Miranda.�
Antes do término da feira a empresa foi procurada pelo organizador do estande para que os produtos fossem revendidos em sua rede e lojas. Com as vendas em alta, pouco espaço, produção limitada foi necessário mudar de local. Dias após a feira, uma revista do ramo divulgou “a pequena notável” como destaque de capa.
Após a divulgação, uma multinacional passou a ser representante exclusiva dos equipamentos, o que motivou a primeira mudança de imóvel. O acordo comercial teve vida curta porque o suposto parceiro ideal para o desenvolvimento da De Angelis queria somente evitar que seus concorrentes comprassem as máquinas.
Passado alguns meses, a empresa foi procurada por programa de televisão voltado a pequenos empresários para compartilhar com os telespectadores e possíveis futuros microempresários sua experiência já que na época a moda era terceirizar e a De Angelis oferecia máquinas e ferramentas nas áreas de brindes, metalúrgica e eletrônica. Mais uma vez o sucesso culminou em altos índices de audiência. Com isso, a empresa conquistou o prêmio de empresa mais consultada. O resultado não podia ser outro e o sucesso na empresa havia chegado.
Dessa forma, iniciou-se nova mudança física, para prédio próprio de 350 m², e a primeira estrutural, onde se definiram os departamentos e as suas respectivas tarefas. Tudo exigiu muito sacrifício e dedicação, desde o cumprimento das metas a entrega dos pedidos no prazo. Tudo isso numa época em que não existia internet e que a informática ainda dava os primeiros passos.
Nos anos posteriores a empresa participou de várias feiras sempre obtendo ótimos resultados. Inicialmente os maus momentos se deviam à economia instável no Brasil e a partir da globalização essa instabilidade se tornou constante. Mas com criatividade a empresa passou por todas “sempre trabalhando com amor e acreditando em um futuro melhor”, diz José Arauto.

P&S –  A partir da empresa surgiram outros negócios? Fale a respeito.

DA – Ao longo dos anos surgiram várias oportunidades de expansão da linha de produtos e consequentemente ampliação dos negócios. Inicialmente a visão da empresa era manter uma linha de produtos composta por despontadeira de fios e microprensa excêntrica. Como a necessidade é mãe da criatividade, logo surgiram acessórios para a microprensa (e também aplicáveis a outros equipamentos), tais como alimentador pneumático e mesa giratória posicionadora. Em seguida foram lançadas para aplicação de terminais denominadas aplicadoras de terminais DA 2000. Observando com mais atenção, José Arauto descobriu mais um nicho de mercado fabricando máquinas para o ramo de couro: as minibalancins, cuja semelhança com as microprensas era grande, pois a finalidade de prensagem era a mesma mudando apenas algumas partes do equipamento. Junto com os minibalancins vieram as máquinas de hot-stamping para gravação em couro e E.V.A. Também foram elaborados vários projetos de máquinas especiais e a fabricação de inúmeros estampos e moldes. Recentemente, a De Angelis desenvolveu um produto para quem pratica o kartismo profissional e amador, que visa facilitar o funcionamento do microautomóvel.

P&S – Qual a posição da De Angelis no mercado hoje?

DA – A empresa continua sendo a única fabricante de microprensas no Brasil por deter a patente do projeto. No mercado denominado eletroeletrônico a De Angelis é líder em aplicadoras de terminais há quatro anos. Em 18 anos de existência foram mais de 1 900 equipamentos entregues. Mesmo com a entrada de produtos de baixo custo oriundos da Ásia, a De Angelis permanece no topo da lista da preferência do mercado em virtude da excelência na qualidade, assistência técnica, pós-venda e conformidade com a legislação vigente no País.

P&S – Quais os planos futuros?

DA – A visão da De Angelis compreende que em um período de 5 anos todas as empresas que possuem prensas convencionais e que necessitem de retrofit, em virtude da adequação à legislação, optem por adquirir uma microprensa da De Angelis.

P&S – A De Angelis é uma empresa empreendedora? Por quê?

DA – O departamento de vendas tem fundamental importância nesse item, pois ao atender os clientes procura encontrar soluções para os mais diversos problemas ainda que fora de sua linha de produtos.Visando sempre expandir o número de clientes, a empresa está sempre de portas abertas a novos representantes em todo território nacional.

P&S – Cite um exemplo que melhor retrata o empreendedorismo da De Angelis.

DA – Um bom exemplo é a associação recente da De Angelis à uma empresa de engenharia eletrônica para ingressar no ramo médico-hospitalar com um produto revolucionário. Com ele, a empresa espera abrir as portas desse promissor segmento e ser mais uma vez pioneira na fabricação de equipamentos.

P&S – Quais exemplos de gestão e empreendedorismo a De Angelis daria para quem deseja abrir uma empresa? E para quem já a tem e precisa torná-la produtiva?

DA – Nos dias atuais, em nossa opinião, conhecer o ramo de atividade escolhido, sua concorrência, seus clientes potenciais e ter perseverança, muita perseverança.

P&S – Qual é o modelo de gestão seguido pela De Angelis no que diz respeito à produção, funcionários etc?

DA – Como empresa de gestão familiar que é tem que se cuidar para que as relações de família não sejam afetadas pelas pressões do dia a dia. Para tanto, o dialogo é muito importante. Amizade, companheirismo, confiança, compreensão, crescimento intelectual e financeiro e trabalho em equipe tornam o ambiente de trabalho mais agradável e produtivo.

P&S – O que a De Angelis faz para se manter competitiva?

DA – A pequena empresa como a De Angelis tem a seu favor para competir com seus concorrentes – de multinacionais com preços aviltantes em razão do dólar até oficinas de fundo de quintal – a versatilidade profissional, atendimento pós-venda exemplar, competência e honestidade acima de tudo. “Cliente bem atendido tem confiança e vira amigo e, consequentemente, volta sempre”, explica José Arauto.

P&S – Fale de curiosidades que possam ilustrar a história de sucesso da De Angelis.

DA – O sucesso só é bom quando compartilhado e gosto de citar a história do amigo Edílson, que nos procurou acompanhado da esposa e filhos, um deles com deficiência motora, querendo comprar uma microprensa que havia visto na revista – e cujo recorte tinha em mãos – para ajudá-lo no trabalho terceirizado de aplicação de cantoneiras. Decidimos ajudá-lo e vendemos a máquina bem abaixo do preço. Na entrega fomos recebidos com festa pela família, colocamos a máquina no único lugar disponível, um criado mudo de casa.
Hoje, o Edilson tem mais de trinta funcionários e mais algumas microprensas De Angelis em sua empresa.

P&S – Os colaboradores participam nas idéias para melhorar processos e administração? Cite exemplos.

DA – Apesar de a De Angelis ter um alto índice de automação fabril, cada máquina, equipamento ou ferramenta é como se fosse uma obra de arte e que leva a assinatura de todos nós. E como não poderia deixar de ser, toda ideia, sugestão, aperfeiçoamento de método de trabalho é bem recebida e incentivada. O desenvolvimento das máquinas de um modo geral é pautado pelo conhecimento de toda a equipe.

P&S – O fundador da empresa tinha alguma empresa/pessoa inspiradora quando abriram o negócio?

DA – Todos sempre temos o nosso herói, guru, exemplo ou guia e não seria diferente para José Arauto. Ele teve muitas pessoas ligadas ao trabalho e à família, cujas lições foram muito importantes em sua vida e precisaria algumas páginas para nomear a todos. Mas a quem ele presta os agradecimentos sinceros é ao sr. Nicola Paulucci, que o ensinou quando adolescente, exemplificando o valor do trabalho honesto e perseverante. Graças a essa escola e por meio da sabedoria e vivência do seu fundador José Arauto, a De Angelis consegue solucionar 99% dos problemas que os clientes apresentam.

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Na quarta-feira, 9, a Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) realizou almoço em São Paulo para divulgar os resultados de 2009 e comentar as perspectivas para 2010. Confira o texto enviado pela entidade:

Os importadores de máquinas-ferramenta e equipamentos industriais chegam ao final de 2009 com o movimento de cerca de US$ 1,5 bilhão em negócios. Este valor corresponde a 55% do volume total negociado em 2008 – considerado o melhor ano para o setor – e é inferior a 2007, que fechou em US$ 2 bilhões. “O mercado ficou praticamente paralisado no primeiro semestre, em decorrência da crise econômica mundial. O ritmo de vendas só começou a voltar a partir do final de agosto”, comenta Thomas Lee, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (ABIMEI).

Para 2010, a expectativa é de um volume 50% maior do que em 2009, mas ainda assim distante dos US$ 2,6 bilhões negociados no ano passado.  “A economia interna já demonstra melhora, o consumidor está mais confiante e a indústria planeja reinvestir. Devemos fechar 2010 com US$ 2,2 bilhões negociados”, analisa Lee. 

Segundo o presidente da ABIMEI, o setor foi um dos que mais sofreu com a crise financeira, devido, principalmente, a somatória de quatro fatores: alta ociosidade das indústrias, queda nas exportações, falta de crédito para bens de capital importados e inadimplência elevada. “O crédito sumiu para todos os setores, mas a falta de uma política de financiamento para a renovação do parque industrial brasileiro, sobretudo em relação às máquinas importadas, dificultou extremamente o nosso segmento”.  Por outro lado, diz ele, o real forte e a queda de consumo nos países mais desenvolvidos derrubaram as exportações e a inadimplência no setor, que era praticamente zero, chegou a 5%, “o que é muito alta para nós”, afirma Lee.

Para o presidente da ABIMEI, o estímulo à indústria automotiva e de linha branca foram pontos positivos da política econômica do Governo para enfrentar a crise, mas como os estoques estavam muito altos, somente agora, no final do ano, o setor começou a sentir os seus efeitos. “As empresas importadoras ainda estão se reorganizando, depois de tantas dificuldades que o setor passou em 2009”, diz Thomas Lee.

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reúne nesta quinta-feira, 10, em sua sede, representantes do governo, entidades do setor elétrico e órgãos de defesa do consumidor para esquentar o debate sobre as distorções no reajuste tarifário, que provocaram perdas da ordem de R$ 7 bilhões para o consumidor desde 2002, conforme aponta relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apresentado à CPI das Tarifas de Energia Elétrica.

A Fiesp defende medidas urgentes não só para corrigir o problema em 2010, como anunciado recentemente pela Aneel, mas também para ressarcir os consumidores – que repassaram cerca de R$ 1 bilhão a mais por ano às distribuidoras de energia para custear encargos setoriais.

Impasse

A metodologia adotada para o cálculo do reajuste tarifário anual se baseia na receita dos últimos 12 meses, portanto, não considera os ganhos com o crescimento da demanda por energia elétrica. Mas a Aneel alega que não houve ilegalidade no procedimento por parte das distribuidoras, e não pode exigir o ressarcimento ao consumidor.

“O Brasil já paga uma das tarifas mais elevadas do mundo e ocupa o primeiro lugar em encargos e tributos agregados à conta de luz. A cobrança indevida agrava ainda mais o impacto negativo da energia elétrica na competitividade da indústria, inclusive nas exportações”, avalia Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Energia da Fiesp.

O custo da energia elétrica no Brasil é preocupação recorrente do setor industrial – o País possui o maior percentual de carga tributária do mundo sobre o insumo, cerca de 35%.

“Se o valor pago a mais às distribuidoras não for devolvido, estaremos na contramão da modicidade tarifária, que assegura o menor custo possível para o consumidor. É uma questão de justiça e transparência à sociedade”, argumenta Cavalcanti.

O volume transferido indevidamente às distribuidoras de energia é quase equivalente aos investimentos na construção da Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira. A usina deverá gerar 2.300 megawatts de energia firme, o suficiente para abastecer uma cidade com 10 milhões de habitantes.

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Por Raquel Corrêa

A 7ª edição do Projeto Volkswagem Route, que teve como tema “180 dias para mudar o seu mundo”, premiou o trabalho de dois alunos do curso de engenharia de produção mecânica do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia. Andréa Regina de Souza Moraes, aluna do 4º ano, e Thiago Marzullo de Carvalho, do 5º, orientados pelo professor Eduardo Linzmayer, foram os grandes vencedores deste ano.

Eles desenvolveram um projeto que integra o despertar da consciência socioambiental de funcionários e a implementação de medidas sustentáveis nas atividades diárias de uma empresa. A viabilidade da implantação norteou todo o desenvolvimento do trabalho, intitulado Projeto TIME – Treinamento Integrado em Medidas Ecoeficientes. Como prêmio, a dupla ganhou uma viagem de uma semana para a Alemanha, país de origem da VW. Lá, eles conhecerão a cultura do automóvel e passarão por cidades como Berlim, Potsdam, Wolfsburg, Munich e Salzburg.

Além do primeiro lugar, outra dupla, desta vez do curso de engenharia química do Instituto Mauá, formada pelos alunos Desirée Cristine Ramos e Victor Ariel de Carvalho, conquistou o terceiro lugar no concurso com o projeto Água Limpa. O segundo lugar coube ao estudante Daniel Alves de Oliveira Filho, da Universidade de Pernambuco, pela criação do Manual do Motorista Ecológico. A Universidade de Pernambuco também ficou com o quarto lugar com o projeto Pegada Ecológica. E, em quinto, a Universidade Salgado de Oliveira (Universo) com o projeto Iluminação Inteligente.

A edição deste ano do VW Route recebeu mais de 400 projetos. A proposta era desafiar os estudantes a desenvolverem soluções sustentáveis, viáveis e práticas para melhorar a qualidade de vida no planeta. O concurso é direcionado a universitários de todo o País.

Mais informações no site www.vwroute.com.br

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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