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Escrevo para acrescentar uma informação sobre a produção industrial brasileira de novembro divulgada na quarta-feira, 6. Hoje, os jornais estampam mais um dado relevante sobre o estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção industrial naquele mês subiu em nove das 14 regiões do País. O destaque ficou com Goiás, cuja produção aumentou 11,6% no período, “devolvendo o recuo de 9,9% observado no mês anterior”.

Os demais locais que registraram resultados positivos em novembro foram a Bahia (alta de 3,9%), Ceará (2,8%), Rio Grande do Sul (1,9%), São Paulo (1,6%), Amazonas (1,6%), Região Nordeste (1,6%), Pernambuco (1,0%) e Rio de Janeiro (0,2%).

Houve queda na produção industrial no Espírito Santo (baixa de 1,6%), Minas Gerais e Pará (ambos com recuo de 0,6%) e Paraná e Santa Catarina (ambos com queda de 0,1%).

De acordo com os técnicos do IBGE, “esse movimento evidencia não só a recuperação do setor industrial, num contexto de maior confiança no ambiente econômico, mas também a baixa base de comparação, em função dos ajustes de estoques ocorridos no final do ano passado”.

O resultado de São Paulo – alta de 1,6% da produção industrial em novembro ante outubro – foi bem melhor que o registrado pela média nacional (baixa de 0,2%). O aumento apurado na indústria paulista representa a quinta expansão seguida na comparação com o mês anterior. Na comparação com novembro de 2008, a indústria paulista também registrou crescimento, de 2,1%. Neste caso, a alta ficou abaixo da média nacional (5,1%).

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No post Demandas do setor de óleo e gás, publicado em 4 de janeiro neste Blog, o artigo do diretor executivo do Plano Nacional de Qualificação Profissional, PNQP, Joaquim Passos Maia, aborda justamente a necessidade iminente de mão de obra especializada em função da descoberta de petróleo na camada pré-sal e sua consequente exploração. Não por outro motivo, o Instituto Mauá de Tecnologia, ITM, acaba de lançar o MBA Engenharia e Negócios do Gás e Petróleo, com o objetivo de abrir oportunidades para o País e para profissionais de diversas áreas.

O curso é direcionado a profissionais graduados interessados em uma especialização técnica e formação ampla, em nível estratégico e operacional. E para atender às necessidades do profissional da área e capacitá-lo a criar modelos e metodologias suficientemente competitivas e eficientes, o programa foi elaborado a partir da identificação das exigências do mercado, mediante consulta a empresas de grande porte do setor, para identificar as habilidades e competências imprescindíveis ao entendimento da real dinâmica do modelo de negócios do setor de Gás e Petróleo, conforme afirma o IMT em seu comunicado de divulgação do curso.

Entre outras disciplinas, o programa do curso inclui Regulamentação e Legislação para Atividades de Exploração e Refino de Petróleo e Distribuição de Petróleo e Gás, Gestão Ambiental, Geopolítica e Usabilidade do Gás Natural, Mercado do Gás Natural e Desenvolvimento Tecnológico, Fundamentos da Geologia do Petróleo e Gás; Dinâmica do Processo de Exploração de Petróleo e Gás, Tecnologia de Perfurações de Poços e Sistemas de Distribuição Mercado Internacional: Trading de Petróleo e Gás.

Serviço

Início do Curso: 03 de março de 2010

Duração do curso: 18 meses

Dias de aulas: segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h30

Término do Curso (aulas presenciais): junho de 2011

Carga horária: 360 horas

Informações: Campus do Instituto Mauá de Tecnologia – Praça Mauá 1, São Caetano do Sul, São Paulo
Telefone: (11) 4239.3401 das 11 horas às 20 horas
Endereço eletrônico – posgraduacao@maua.br

Outras informações no site www.maua.br/posgraduacao

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A produção industrial brasileira em novembro de 2009 cresceu 5,1% na comparação com o ano anterior, informou o pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 6. No entanto, se o índice for comparado ao mês de outubro do ano passado, a indústria recuou 0,2%.

Antes dessa queda de bem menos de 1%, a produção industrial registrou dez altas consecutivas, na série com ajuste sazonal.

Se pensarmos de janeiro a outubro, a produção industrial acumulou crescimento de 19,4%, com taxas positivas em todos os meses. Na comparação com 2008, a produção industrial registrou queda de 9,3%.

De acordo com o IBGE, o setor de veículos automotores foi um dos principais responsáveis pela queda da produção industrial em novembro ante outubro. O segmento registrou queda de 2,2% na comparação com o mesmo mês de 2008, após acumular expansão de 107,6% nos dez primeiros meses de 2009. O pior resultado de novembro ante outubro foi registrado em bens de consumo duráveis (- 4,8%).

A produção do setor de máquinas e equipamentos registrou em novembro o oitavo aumento consecutivo ante o mês anterior, com alta de 6,1% na comparação com outubro. Na comparação com novembro de 2008, o segmento manteve desempenho negativo (- 2,5%). O resultado mostra uma redução no ritmo de queda, já que em outubro a produção do setor despencou 16,8%.

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A Techmei abrirá o calendário nacional de feiras de negócios destinadas ao setor de máquinas e equipamentos industriais em 14 de março de 2010, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Neste ano, a organizadora Abimei, em parceria com a AM3 Feiras e Eventos, quer contar com mais acadêmicos e universitários no evento. Para tanto, desde setembro passado a agência BB, responsável pelo marketing da feira, desenvolve uma ação que visa atrair os estudantes formandos (3º e 4º anistas) para a Techmei 2010.

“A ideia inicial partiu do nosso interesse neste público que passará a ser comprador e formador de opinião em poucos anos. Muitos, inclusive, já fazem parte do staff de empresas do mercado”, argumenta Baroni Neto, diretor da agência.

Foram distribuídos convites personalizados para os universitários, convidando-os a participar de uma das novidades da edição 2010 do evento: um concurso cultural para presentear o mais criativo dos estudantes com uma bolsa de 50% do valor da anuidade da sua universidade.

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Com o início da exploração da camada pré-sal, as demandas, de todos os gêneros, do setor de gás e óleo deverão crescer sobremaneira. Tanto é verdade que, no artigo abaixo, o autor já chama a atenção para a necessidade de mão de obra especializada. Acompanhe!

Prominp, PNQP e formação de mão de obra especializada

Joaquim Passos Maia*

O setor de óleo e gás é o que mais cresce na economia brasileira. Livre da crise e com promessas de investimentos públicos e privados que devem passar dos 200 bilhões de dólares – principalmente devido à descoberta da camada pré-sal – já há alguns anos a área demanda mais profissionais especializados do que o mercado oferece, trazendo à tona a necessidade urgente de formação de mão de obra. De acordo com consultores de recrutamento na área, a falta de talentos é percebida em todo o mundo, e o aquecimento do mercado deve continuar até 2020.

Para preencher essa lacuna foi criado o Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQP), em 2006. O plano faz parte do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), criado pelo Governo Federal em 2003 com o objetivo de tornar a indústria nacional de bens e serviços mais competitiva na implantação de projetos de petróleo e gás no Brasil e no exterior.

O PNQP realiza cursos gratuitos em 80 entidades de ensino, distribuídas em 17 estados do país, e já beneficiou cerca de 45 mil pessoas. Estão contempladas 175 categorias profissionais, do nível básico ao nível superior.

Uma empreitada dessa magnitude não poderia sair do papel sem o comprometimento das grandes representantes do setor. O PNQP conta com a participação de nove entidades: ABEMI – Associação Brasileira de Engenharia Industrial; Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP); Associação Brasileira de Consultoras de Engenharia (ABCE); Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB); Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ); Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE); Associação Brasileira da Indústria de Tubos e Acessórios de Metal (ABITAM); Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (SINAVAL) e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

A ABEMI foi escolhida para representar essas entidades na gestão do PNQP. Entre nossas atribuições, estão a verificação de turmas, acompanhamento de freqüência, notas, pagamento de bolsa-auxílio, produção e envio de material didático, vestuário e material escolar e a emissão de certificados, entre outros.

Mas talvez a mais importante atribuição da ABEMI seja mediar a relação entre empresa e escola, adequando o conteúdo programático dos cursos às necessidades do mercado, para permitir que os profissionais formados saiam dos bancos escolares prontos para começar a trabalhar. Tal esforço mostra-se eficaz: em pesquisa recente realizada junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged), constatou-se que 81% dos profissionais treinados estão empregados.

A meta da primeira fase do plano é capacitar 112 mil profissionais até março de 2010 para os segmentos de construção e montagem, operação e manutenção, engenharia e construção civil. Com isso, acreditamos que os profissionais e, consequentemente, as empresas que os empregam, poderão acompanhar as exigências e prioridades nos parâmetros das transformações das forças do mercado, que atualmente está vendo simultaneamente a saída gradual do Estado dos vários setores e a abertura do país às tendências globalizantes.

*Joaquim Passos Maia é diretor executivo do Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQP) pela ABEMI – Associação Brasileira de Engenharia Industrial

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Blogueiros em férias

Icone Perspectivas,Sem categoria | Por em 23 de dezembro de 2009

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Caros leitores, internautas, empresários e seguidores deste blog,

Erica Munhoz e eu estamos entrando em férias nas próximas duas semanas.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer sua presença por aqui nesses oito meses de trabalho. Foram 269 posts e 147 comentários ao longo deste ano.

Esperamos que 2010 seja repleto de ótimas oportunidades e boas notícias para todos aqueles que fazem nossa indústria crescer e ganhar reconhecimento internacional.

Retornamos no dia 4 de janeiro de 2010.

Um abraço e feliz 2010!

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O portal Agrosoft divulgou em 15 de dezembro a matéria abaixo, que reproduzimos a vocês, caros leitores, por acreditar que seja tema da máxima importância. Segue:

“Investir em tecnologias limpas é lucrativo

A construção de uma indústria forte em tecnologias limpas pode transformar um país em liderança mundial. Já é possível observar o pioneirismo de alguns países neste aspecto, como é o caso da Dinamarca, com a energia eólica, e do Brasil, com o biocombustível, que já lideram o conhecimento sobre essas tecnologias sustentáveis, além da Alemanha, que já vem desenvolvendo com sucesso iniciativas para a produção de energia eólica e solar.

O relatório da Rede WWF prevê que os ganhos das indústrias que desenvolvem essas tecnologias devem movimentar 1.600 bilhões de euros em 2020, atrás apenas da indústria de produtos eletrônicos e automóveis, ocupando o terceiro lugar no ranking industrial. Para se ter uma idéia comparativa, já em 2007, as tecnologias de energia limpa movimentaram 630 bilhões de euros, mais que a indústria farmacêutica.

A receita das vendas de produtos de eficiência energética em 2007 foi mais de cinco vezes a receita dos produtos de energia renovável. Porém, isso deve se alterar significativamente em 2020, com a taxa de crescimento das energias renováveis em 15% ao ano, que representa três vezes mais do que os ainda respeitáveis 5% das vendas de produtos e processos ligados à eficiência energética.

“Avaliando estes dados, chega-se à conclusão óbvia de que os governos e a iniciativa privada devem investir em tecnologias limpas – com subsídios e recursos diretos, respectivamente. Primeiro porque se trata da segurança energética do planeta. Segundo porque é lá, na energia limpa, onde estará o dinheiro. Claramente, a partir de uma perspectiva nacional, há muito a ganhar e nada a perder ao investir em energia limpa”, analisa Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.

Os bancos centrais podem ajudar, incentivando a inclusão do risco carbono no modelo financeiro. O acesso ao capital de risco também tem sido um fator para o sucesso da energia limpa nos países, que já estão buscando a liderança no desenvolvimento desse tipo de tecnologia. O relatório sublinha, também, a importância de se desenvolver um forte mercado interno para essas tecnologias. Isso permite às empresas experimentar, ganhar experiência e rapidez ao percorrer a curva de aprendizado, dando-lhes uma vantagem competitiva e dotando-as de referências e exemplos de projetos.

Os governos podem apoiar tais mercados domésticos com subsídios, energias renováveis, metas e políticas de contratos. Isso poderia beneficiar muitos países, como o grupo da União Européia, que se classificou em 18º lugar no ranking do PIB, atrás da Alemanha, mesmo em termos absolutos, e do Reino Unido, que ficou com a 19° posição. Ilustrando as oportunidades perdidas, a Austrália, que desperdiçou uma vantagem inicial de seus técnicos em energia solar, está classificada em 28°. A China é o quarto país classificado em termos de vendas absolutas e sexto em vendas relativas ao seu PIB.

Para o WWF-Brasil, renunciar a estas oportunidades por causa do velho hábito de se utilizar combustíveis fósseis poluentes, em razão das fortes pressões do lobby da indústria tradicional é uma demonstração de que se está agindo contra os interesses mundiais.”

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Abimaq tem nova câmara

Icone Divulgue esta notícia!,Economia | Por em 16 de dezembro de 2009

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, divulgou esta semana que conta, desde o início de outubro,com mais uma câmara setorial: dos Fabricantes de Motores. O presidente é Maurício Niel, da área de assuntos governamentais da Scania Latin America, com Jerson Dotti, da Caterpillar, e Osnir Ferreira, da MTU Motores, como vice-presidentes.

Com extensa pauta de trabalhos, a nova câmara tem entre seus objetivos primordiais a solidificação das estatísticas e esforço para apresentação dos dados conjunturais do setor. Outra ação importante será trazer para dentro da entidade as empresas do setor que não têm participado dos encontros mensais e, com isso, realizar, também, o trabalho de acompanhamento de emissões de poluentes para motores aplicados a grupo geradores, assim como criação de normas técnicas.

Na pauta de trabalho, o presidente inclui ainda discussões sobre participação nos programas do pré-sal e PAC, com o fornecimento de motores e grupos geradores e demais equipamentos nacionais para esses projetos; monitoramento quanto a alteração da legislação de usados e as importações de mercados emergentes (relatório trimestral para monitorar o que está entrando no Brasil), bem como a continuidade ou não do mecanismo de ‘ex’ tarifários.

Assuntos técnicos de interesse para motores e projetos especiais para o setor também discutidos. Niel afirma que também pretende incrementar as ações das associadas no mercado externo, com interferência nas negociações internacionais (Mercosul x União Européia, por exemplo).

Em 2008, o setor em 2008 produziu aproximadamente 270.000 motores, impulsionado principalmente pelo segmento agrícola.

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Por Raquel Corrêa

Dando continuidade ao texto publicado na edição 420, de dezembro, da Revista P&S “Indústria, meio ambiente, sustentabilidade e lucro”, e também aqui no Blog Industrial, leia mais sobre o tema Meio Ambiente Industrial:

O gerente de meio ambiente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, FIEMG, Wagner Soares Costa, na palestra “A gestão industrial em conformidade com a legalidade ambiental no Brasil: desafios e oportunidades”, apresentou a evolução da indústria em relação ao tema. Segundo o profissional, as empresas seguem um caminho que passa pela fase REATIVA, onde existe uma resistência às exigências legais até o limite do possível. Em seguida, elas sobem um patamar e tentam se tornar RESPONSÁVEL. Neste quesito elas buscam conformidade com a legislação ambiental. Depois, mais preparadas, tornam-se PRÓ-ATIVAS.

Aqui, as questões ambientais já são tratadas por antecipação, tomam atitude mesmo antes de surgimento de exigências ambientais. Por fim, num último estágio, elas se tornam COMPETITIVAS, pois as questões ambientais são gerenciadas com abordagem de risco, visando o futuro no longo prazo.

Como bem salientou o profissional, esse processo realizado dentro de um prazo relativamente curto, ou seja, o quanto antes, é o sonho ideal. É a expectativa de toda a sociedade. Porém, as coisas não são tão simples e fáceis. O primeiro ponto discutido como dificultador é a própria legislação, que assume o papel fiscalizador e não de orientação e assessoria.  As empresas precisam buscar essa capacitação por meio de outras organizações especializadas, e como o mercado de profissionais desta área ainda é pequeno, o investimento acaba sendo muito grande.

O investimento é outro ponto que, na maioria dos casos, também impede que as empresas se ajustam o quanto antes às demandas ambientais. Para se adequar a um novo processo, a uma nova forma de produção, é necessário a aquisição de novas tecnologias, novas máquinas, reestruturar toda a cadeia, treinar, capacitar, monitorar e avaliar. Todo esse processo gera um custo altíssimo e, muitas vezes, as empresas não têm esse capital disponível. Se tiram do capital de giro, colocam a organização no risco de sobrevivência. Portanto, em alguns casos, não é que o empresário não tenha consciência ou não queira colocar em prática esses processos, falta-lhe condições.

Outro ponto citado que geralmente impedem a prática ambiental responsável é a questão de crédito para aquisição de novas máquinas e equipamentos, principalmente para pequenas organizações. Elas precisam aguardar a tecnologia “chegar à prateleira” para adquirir, pois não tem recursos para investir em estudos e pesquisas para a reformulação de processos.

Para se falar em sustentabilidade, é necessário que o investimento social e ambiental não comprometa a saúde da organização. Isso está demonstrado no princípio do Triple Botton Line. Se não for possível alinhar a questão econômica ao social e ao ambiental, dificilmente haverá solução para os negócios, principalmente, em longo prazo.

Durante o seminário, algumas soluções também foram apontadas para ajudar empresários a começarem a dar seus primeiros passos para desenvolver seu negócio de maneira responsável e sustentável.

A primeira coisa é tentar um acordo possível. Qualquer adequação e reestruturação levam tempo, precisa de estudo, pesquisas e testes. Enquanto isso é provável que a empresa trabalhe na ilegalidade e, com isso, a opinião pública aproveitará a oportunidade para retalhar a organização, pois há sempre uma defasagem de tempo entre a expectativa da sociedade e a possibilidade de se colocar uma nova política em prática.

É preciso metas claras baseadas em fases e com cobranças adequadas à realidade brasileira, pois nossos parâmetros hoje se baseiam na Europa. E, segundo pesquisas, os países europeus estão 20 anos à frente do Brasil.

Uma outra alternativa é desenvolver uma política industrial para a redução da obsolescência. Máquinas novas e mais modernas podem gerar economia de energia, emitir menos poluentes e aproveitar melhor as matérias-primas. Para Wagner Costa, num primeiro momento,é mais positivo investir nesta questão do que ficar falando de gestão ambiental.

No entanto, esta área oferece diversas iniciativas que podem ajudar o empresariado: elaborar incentivos negociáveis; estabelecer fases bem definidas vinculadas ao ciclo de capital para a empresa ter capacidade de pagamento; fazer um estudo para melhorar os processos; investir em capacitação; integrar a questão ao negócio da empresa, não tratá-lo como um “apêndice”; formar guardiões e, porque não, formar um comitê interno de gestão ambiental para avaliar o desempenho da indústria e atestar as ações produtivas.

Para tudo isso acontecer, sabemos que é preciso quebrar paradigmas, levantar da cadeira e estar disposto a agir. Comprovadamente, operacionalizar os conceitos de responsabilidade socioambiental , em primeiro lugar, aumenta a produtividade da empresa em função da melhoria nos processos, mas também traz retorno institucional e benefícios para a sociedade e para o meio ambiente.

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Por Raquel Corrêa

Responsabilidade socioambiental é uma extensão do papel empresarial. E para quem pensa que esta prática está associada somente às questões ligadas à sociedade e ao meio ambiente, engana-se. Hoje, ela está vinculada também aos objetivos financeiros das organizações, que buscam cada vez mais a sustentabilidade econômica para colher lucros no longo prazo. Mas para atingir esta meta, é preciso utilizar, de forma consciente e responsável, os recursos naturais e colaborar para o desenvolvimento da sociedade, adquirindo assim um retorno institucional por parte de seus diversos públicos.

De acordo com pesquisa divulgada em outubro último pelo Ministério do Meio Ambiente, a indústria foi o setor que mais contribuiu para poluição do meio ambiente e emissão de gases de efeito estufa de 1994 a 2007. Dentre as atividades industriais mais poluidoras aparecem a de produtos minerais, com 59%, seguida da química, 55%, e da metalúrgica, 40%.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o governo se esforçará para alcançar a meta de redução de 40% das emissões de gases de efeito estufa até 2020. No setor de agropecuária estão previstas ações como a combinação de plantio com pecuária em um mesmo espaço, a recuperação de áreas degradadas e o plantio direto: “Com essas três medidas combinadas reduziremos 7% das emissões nesse período”.

Pensando nesse assunto e com o intuito de trazer mais informações do setor, a Revista P&S esteve presente na 11ª edição do Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, Simai, realizado de 4 a 6 de novembro, em São Paulo, SP. O evento é considerado um projeto pioneiro e ousado por apresentar novidades em termos de tecnologias e serviços para o meio ambiente industrial. Por isso, o seminário e seus eventos paralelos, como a feira de produtos e serviços ligados à questão, Fimai, já são referências no Brasil, segundo os organizadores.

O diretor executivo da feira, Júlio Tocalino Neto, explica que o segmento de bens e serviços ambientais do Brasil está crescendo: “O país é o terceiro mercado de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, MDL, com 392 projetos aprovados. Além disso, várias empresas estão fazendo seus inventários de emissões de Gases de Efeito Estufa, GEE, de forma voluntária, contribuindo para o aquecimento desse mercado”.

Ações como essa provam que o meio ambiente tem sido tratado com distinção nas empresas, o que acaba sendo um estímulo para toda a sociedade. No entanto, aderir a iniciativas promovidas em prol da sustentabilidade não é tarefa das mais fáceis. Pode até parecer, mas não é bem assim de acordo com as discussões promovidas no seminário.

Os esforços para alinhar produção industrial – sem prejudicar o ar, a água e o solo – ao desenvolvimento sustentável exigem das empresas um leque de pontos que somente agora estão começando a ficar claros…

*Matéria publicada na edição 420, de dezembro da Revista P&S

Veja mais opiniões e saiba mais sobre o tema buscando pela categoria Meio Ambiente Industrial.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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