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ideiaA grandes empresas são mais resistentes a novas ideias e projetos. Os empreendimentos inovadores são mais bem aceitos em empresas novatas, que ainda estão buscando se colocar no mercado. A constatação é de um estudo do Instituto de Psicologia (IP) da USP, que avaliou a importância da criatividade humana no mundo dos negócios.

Autora da pesquisa, a psicóloga Lisete Barlach relata que o interesse no assunto começou ainda no mestrado, quando investigou como as pessoas desenvolvem ideias criativas para lidar com situações adversas. “Uma pessoa com uma doença terminal pode desenvolver uma solução criativa para que consiga viver o resto da vida com qualidade, apesar da doença”, exemplifica a pesquisadora.

O tema da criatividade no trabalho é muito próximo ao da inovação, mas são coisas diferentes. “Por exemplo, um cata-vento de criança e uma usina eólica têm o mesmo princípio de funcionamento. A ideia de transformar um cata-vento em uma usina é uma ideia criativa. Já uma inovação é o ato de investir em pesquisa, desenvolver a usina e conseguir pessoas que patrocinem esse empreendimento, ou seja, é transformar a ideia criativa em realidade”, explica Lisete.

Segundo ela, muitas vezes o profissional tem uma ideia criativa que não produz uma inovação. Hoje, o trabalho humano dentro das organizações demanda que cada profissional seja um empreendedor inovador e criativo. “Não há mais espaço para uma coisa pronta, para tarefas pré-determinadas, com horário, ordem e formas fixas. Nada é tão previsível e tão linear”, enfatiza Lisete.

Lisete analisou 6 das 20 entrevistas realizadas com empreendedores que criaram novos negócios inovadores no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), que é a incubadora de empresas da USP. “Eu fiz entrevistas qualitativas, em profundidade, sem intenção de generalizar os dados. As perguntas abordavam o surgimento da ideia, como nasceu, quais as dificuldades enfrentadas para os novos empresários viabilizarem aquele negócio, entre outras”, esclarece.

A psicóloga observou que a maioria dos novos empreendedores tinha tentado vender a ideia dentro de grandes empresas (como intraempreendedores), que resistiram em levar adiante esses projetos. “Uma das entrevistadas era uma engenheira química, que trabalhava como gerente de projetos numa indústria de adesivos. Num determinado momento, ela resolveu desenvolver adesivos que fossem ecologicamente corretos e sem substâncias tóxicas na sua composição. A empresa recusou sua proposta alegando que o tempo e o custo para desenvolver tais adesivos seriam muito altos. Então, ela pediu demissão e resolveu abrir uma pequena empresa para viabilizar aquela ideia”, narra a psicóloga.

Onde estão as novas ideias?

Lisete observou que inovação e criatividade são mais fáceis em empresas nascentes porque aquelas que já estão inseridas no mercado de uma maneira sólida e consolidada têm a tendência de não enxergar mais aquilo que é novo. “O motivo principal é o que chamamos de ambidestria organizacional, que é o fato de uma empresa ter que, ao mesmo tempo, manter aquilo que já conquistou e inovar permanentemente para não ficar para trás e sair do mercado”, analisa.

Embora se reconheça a importância da inovação e da criatividade para o mundo de hoje, pouco se estuda sobre o assunto. As técnicas para desenvolver o tema da criatividade são muito incipientes e pouco fundamentadas. “Todos dizem que é preciso ter um diferencial competitivo, mas como se desenvolve esse diferencial? Quais fatores ajudam a desenvolver a criatividade e que fatores bloqueiam ou impedem a pessoa de ser criativa?”, questiona a psicóloga. “O estudo é importante porque podemos mostrar às pessoas o que pode ajudá-las a serem mais criativas e o que pode ser um obstáculo para a criatividade”, destaca.

Muitas vezes a cultura da empresa breca a criatividade das pessoas. Ideias geniais, que poderiam salvar empresas, são abandonadas dessa forma. “Um fator que ajuda, por exemplo, é a segurança psicológica. Uma pessoa precisa se sentir confortável para colocar uma ideia na mesa, assim como precisa aprender a receber críticas. É preciso um clima favorável para novas ideias”, conclui.

Hoje, a empresa de adesivos ecologicamente corretos é uma indústria grande, consolidada no mercado. Antes, porém, a engenheira química teve de convencer o mercado que seus adesivos eram tão bons quanto aqueles que continham substâncias tóxicas em sua composição.

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2007_D1A quarta edição da Feira de Fornecedores Industriais do Interior de São Paulo, ForInd, importante evento do segmento industrial, será realizada de 27 a 29 de julho, e não mais de 23 a 25 de junho, conforme divulgado anteriormente.

A mudança acontece, de acordo com comunidado da Multiplus Feiras e Eventos, empresa promotora e organizadora de feiras técnico-comerciais, por conta de coincidência de datas com os jogos da seleção brasileira de futebol durante a Copa do Mundo.

Anote a nova data:

– 27 a 29 de julho

– das 14h às 20h

– Centro de Eventos Zanini,  Sertãzinho, SP

Para eventuais dúvidas, entre em contato com a Multiplus Feiras e Eventos pelo telefone (16) 2132-8936, ou pelo site www.forind.com.br.

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Carlos Maurício de Paula Barros*

A palavra que definirá os novos investimentos do ano de 2010 será, provavelmente, infraestrutura. Cifras bilionárias são indispensáveis para preparar o Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, e tais investimentos vão beneficiar empresas de engenharia e deflagrar uma onda de contratações de profissionais especializados.
As obras prioritárias para a realização dos jogos no Brasil incluem melhorias nas áreas de mobilidade urbana, rede aeroportuária, hotelaria, saúde, saneamento e telecomunicações, entre outras. Haverá ainda a necessidade de reformar ou construir estádios para a realização das competições, bem como a adaptação do entorno dessas edificações. Os recursos que viabilizarão as obras estão previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) criado para a Copa pelo governo federal, e deverão bater a casa dos R$ 21,8 bilhões.

Com o país transformado em um grande canteiro de obras, o setor poderá enfrentar o percalço da falta de mão de obra, principalmente a especializada. Os engenheiros serão necessários em todo o processo produtivo, do projeto à manutenção, mas a profissão já está desfalcada antes mesmo desse aumento da demanda.

A Federação Nacional de Engenheiros (FNE) calcula que quase 30% dos alunos de engenharia abandonam o curso antes da formatura. Os motivos são variados: desde a defasagem de alguns currículos universitários em relação à demanda do mercado até a dedicação exigida ao estudante. Nas últimas décadas, a forte razão para tantos jovens desencorajados foi o desaparecimento das perspectivas profissionais, pela falta de investimentos.

No início dos anos 80, as grandes obras que até então pipocavam em todo o Brasil foram canceladas em função da falência do Estado e da crise internacional de crédito. Um retrato da época foi a lanchonete “O Engenheiro que Virou Suco”, aberta na capital paulista por um engenheiro que decidiu aposentar o diploma, após muitas tentativas frustradas de encontrar emprego na profissão. Ser engenheiro não era mais sinônimo de sucesso profissional e a área deixou de despertar o interesse dos jovens.

Apenas recentemente, a partir do crescimento dos investimentos na indústria do petróleo, e agora, com as descobertas de grandes fontes de petróleo no Brasil, como a camada pré-sal, a engenharia voltou a atrair os estudantes. Com os investimentos da Petrobras e a necessidade de deixar o país pronto para receber os dois maiores eventos esportivo do mundo, é possível que tenhamos uma nova era de ouro da engenharia.

Foi a engenharia nacional que permitiu as grandes descobertas de petróleo no mar, levando o país à auto-suficiência. O controle de todas as fases do processo produtivo, passando pelo projeto básico e detalhado – fabricação de materiais e equipamentos, construção civil, montagem e manutenção – deu autonomia ao setor.

Sempre que houve investimentos conduzidos com seriedade, as empresas de engenharia nacional deram as respostas adequadas. Com formação de pessoal especializado sintonizada com as exigências do mercado acreditamos que os profissionais e, consequentemente, as empresas que os empregam, terão condições de desempenhar o seu papel, contribuindo para o crescimento econômico nacional.

* Carlos Maurício Lima de Paula Barros é engenheiro e presidente da ABEMI – Associação Brasileira de Engenharia Industrial

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Na semana passada, a Unica divulgou um estudo que aponta que metade do crescimento da exportação de açúcar em 2009 foi de estoque. Confira o  texto da entidade na íntegra:

Cerca da metade de tudo o que o Brasil exportou a mais de açúcar em 2009 já estava estocado, fruto de safras anteriores, o que ajuda a compreender o comportamento dos preços deste produto e do etanol nos últimos meses, de acordo com avaliação técnica do Departamento de Economia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

“Das 4,8 milhões de toneladas adicionais de açúcar que foram embarcadas no ano passado em relação a 2008, mais de 2 milhões de toneladas foram produzidas em safras passadas”, explica o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues. O executivo ressalta que a recente alta no preço do etanol hidratado não é fruto do crescimento da produção de açúcar para exportação, para aproveitar o aumento deste produto no mercado internacional.

Segundo ele, há dois fatores que desmontam esta tese: os estoques de açúcar que estavam altos, além da pouca margem de manobra das usinas em direcionar a produção de etanol para açúcar. “Não se configura a teoria de que a opção de algumas usinas em aumentar a produção de açúcar tenha sido fator determinante para a redução da oferta de etanol. Até porque a capacidade de redirecionamento produtivo de etanol para açúcar é restrita na maior parte da indústria. Importante destacar que 18% de toda cana processada no Centro-Sul, cerca de 85 milhões de toneladas é moída por empresas que não tem parque industrial para produzir açúcar”, enfatiza o diretor.

Clima atípico
De acordo com o executivo, as fortes chuvas que ocorreram em toda a região produtora, a partir do segundo semestre de 2009, foram a principal causa do aumento de preços do etanol. Isto fez com que mais de 50 milhões de toneladas de cana não pudessem ser colhidas, além de provocar uma queda histórica na concentração de açúcares na cana (mais de dez quilos de Açúcares Totais Recuperáveis – ATR – por tonelada de cana).  “Se por hipótese tivéssemos colhido estas 50 milhões de toneladas, teríamos  uma produção extra de 2,7 milhões de toneladas  de açúcar e 2,1 bilhões de litros de etanol. Mas isto não ocorreu”, explicou.

Ele acrescenta que o crescimento das exportações de açúcar contribuiu fortemente para o superávit na balança comercial brasileira,  e que esta relação precisa ser valorizada. “A produção de açúcar em 2009 no Centro-Sul cresceu apenas 6,5%, volume insuficiente para o aumento nos preços do etanol na magnitude observada nos últimos meses. Além disso, esse crescimento das exportações de açúcar foi compensado pela redução de 35% no volume exportado de etanol”, concluiu.

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Abimaq tem nova câmara setorial

Icone Iniciativa,Mudança | Por em 15 de janeiro de 2010

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Em setembro último, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, ganhou mais uma câmara setorial: dos fabricantes de vedações (CSVED). Criado pela resolução nº. 014/08, de 10 de dezembro de 2008, em princípio como Grupo de Trabalho dos Fabricantes de Vedações, agora, por meio de pleito atendido pela diretoria do departamento de Mercado Interno, Câmaras Setoriais e Sedes Regionais, torna-se câmara.

O pleito, encaminhado à diretoria no dia 4 de agosto por Carlos Gaigher, então coordenador do grupo, destacou o desenvolvimento, durante os meses de trabalho na associação, das atividades que preenchem os requisitos estabelecidos no § 3º, do art. 42 do Estatuto Social. Além disso, ressaltou a constante busca do GT pelo desenvolvimento, em conjunto com empresas fabricantes de selos, juntas, anéis de vedações, entre outros componentes e com outros fabricantes de vedações ainda não associados da entidade, de atividades e ações em defesa de interesses comuns.

Carlos Gaigher, da EagleBurgamann do Brasil, assumiu a presidênica, com Jesus Quintero, da Smiths Brasil – Divisão John Crane, como 1º vice-presidente, Benito de Domenico Junior, da Flowserve, como 2º vice-presidente, e Ana Maria Buschinelli, da Hallite do Brasil, como 3ª vice-presidente.

 Também compõem a CSVED as empresas Aesseal do Brasil, Chesco do Brasil, Flex-a-Seal do Brasil, Freudenberg Nok Componentes Brasil, Teadit Juntas, Du-O-Lap Indústria e Comércio.

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebe até a próxima quarta-feira (20) – gratuitamente – inscrições para o Prêmio Fiesp de Conservação e Reúso de Água. Pelo quinto ano consecutivo, o prêmio incentiva a difusão das práticas que promovem o uso eficiente da água, resultando em redução do consumo e gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais.

Podem participar empresas industriais com sede no Estado de São Paulo, independente de seu porte. Os interessados deverão preencher o formulário e, também, encaminhar os projetos para o Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp até a data limite de 10 de fevereiro de 2010.

Os vencedores receberão troféu, selo com o registro do Prêmio, além de placas de menção honrosa. Todas as empresas receberão um certificado de participação. O resultado final será divulgado durante solenidade da premiação, em cerimônia a ser realizada na sede da Fiesp, em comemoração ao Dia Mundial da Água, no mês de março.

Mais informações no endereço http://www.fiesp.com.br/premioagua/

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Na terça-feira, 12 de janeiro, o Estadão publicou matéria sobre PRODUTIVIDADE INDUSTRIAL (de autoria de Marcelo Rehder), com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O levantamento do números, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp, aponta resultado bastante interessante, e importante de ser acompanhado. Veja:

Indústria quer maior produtividade

Depois de ver a produtividade de suas fábricas ir para o ralo com a crise financeira mundial, a indústria brasileira se prepara para dar a volta por cima em 2010. Em um ano de crise, entre setembro de 2008 e setembro de 2009, a produtividade do trabalho industrial caiu 4,1%, puxada pelo recuo da produção, que despencou 8%. A redução do pessoal ocupado foi menor, de 4,1%. Agora, com a previsão de crescimento da economia superior a 5%, as empresas pretendem ampliar a produção em ritmo superior ao das contratações, recuperar o terreno perdido e ainda ganhar eficiência.

Os números são de levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. A produtividade é medida pela capacidade que a empresa ou o setor da economia tem de produzir mais com a mesma quantidade de um determinado insumo, que no caso do estudo da Fiesp é representado pela mão de obra.

Considerada a base da competitividade do produto brasileiro, a produtividade fortalece as empresas e permite que concedam aumentos reais de salários e preços mais acessíveis ao consumidor, o que amplia o mercado interno.

Para o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, que coordenou o estudo, o emprego industrial deverá superar os níveis alcançados no período anterior à crise somente no segundo semestre ou no ano que vem, mesmo com a economia crescendo entre 5% e 6%.

Nesse quadro, as empresas geralmente tomam como primeira medida a utilização de horas extras, observa Roriz Coelho. Depois, fazem contratações temporárias, além de colocar novamente em operação os equipamentos desativados na crise. Antes de investir e contratar gente nova, ainda podem terceirizar parte da produção.

Sondagem divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) confirma a tendência de recuperação do emprego em porcentual inferior ao do crescimento da produção e do investimento. Das 762 empresas entrevistadas, 69% projetam aumento de vendas para este ano, enquanto só 8% falam em retração. No entanto, é menor o porcentual de empresas que querem contratar: 40%. Além disso, outras 12% pretendem fechar postos de trabalho.

REPARTIR OS GANHOS

Atentos, os sindicalistas prometem cobrar a parte dos trabalhadores nos ganhos de eficiência das empresas. “Como a produtividade vai crescer muito este ano, nossa expectativa é não só garantir grandes aumentos reais de salários, como obter conquistas inéditas, como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais”, diz o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.

O estudo da Fiesp mostra que, nos meses de crise, a produtividade do trabalho chegou a cair até 16% nos setores de fumo e produtos elétricos. De um total de 26 setores analisados, apenas 8 aumentaram a produtividade no período. No entanto, os fabricantes de máquinas de escritório e equipamentos de informática, celulose e papel e equipamentos de transportes aumentaram a produtividade por meio da queda de pessoal ocupado.

Em contrapartida, produtos químicos, bebidas e perfumaria foram os únicos setores que aumentaram a produtividade sem diminuir o emprego. A produtividade na fabricação de produtos de perfumaria cresceu 10,8%, acompanhada de aumento de 11,4% na produção e de 0,5% no emprego.

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Na última semana, divulgamos aqui no Blog Industrial muitos números referentes ao último trimestre de 2009. O mais recente estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta terça-feira, 12, retrata a empregabilidade no mês de novembro. O nível de emprego na indústria aumentou 1,1% em novembro, na comparação com outubro, subindo pelo quinto mês seguido.

Na comparação com o mesmo mês de 2008, o movimento de retração foi mantido. A queda foi de 4,1%, 12º recuo consecutivo. No acumulado dos últimos 12 meses, a retração é de 5,2%. No acumulado de janeiro a novembro, houve queda de 5,5% em relação a igual período em 2008.

Um registro do estudo ainda aponta que o valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve queda após dois meses em alta. Em novembro a retração foi de 0,8% frente a outubro. Em relação a novembro de 2008, houve recuo de 2,7% neste indicador.

No acumulado de janeiro a novembro de 2009, a folha de pagamento caiu 2,7%, na comparação com igual período em 2008. No acumulado nos últimos 12 meses terminados em novembro, houve queda de 2%.

O número de horas pagas subiu 0,9% em novembro, se comparado a outubro. Em relação a mês correspondente em 2008, foi observado recuo de 3,6%. No acumulado de janeiro a novembro, a queda é de 6% sobre igual período em 2008. Nos últimos 12 meses, a redução do número de horas pagas é de 5,6%.

O emprego industrial apresentou recuo em 16 dos 18 setores investigados, na comparação com novembro de 2008. As principais retrações foram notadas na cadeia de produção de meios de transporte (10,4%), máquinas e equipamentos (9,0%), produtos de metal (8,4,%) e madeira (17,6,%).

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A matéria escrita por Fabiana Corrêa e publicada na edição 0139 de Você S/A aborda, mais uma vez, um tema que temos publicado bastante neste Blog nos últimos dias: necessidade de mão de obra especializada. Até então, falamos mais sobre profissionais para o setor de óleo e gás, por conta do inicio da exploração da camada pré-sal. Mas, pelo conteúdo do texto, percebemos, felizmente, que muitas áreas necessitarão de profissionais. O négocio é se preparar!

Acompanhe:

Vai faltar gente?

Se as previsões de crescimento econômico para este ano se confirmarem, as empresas irão retomar a briga pelos talentos

A previsão de retomada econômica trouxe de volta uma discussão que foi posta de lado em 2009: a guerra por talentos. A disputa por bons profissionais voltará a se acirrar caso se confirme a projeção de Produto Interno Bruto acima dos 5% para este ano. Diante do cenário positivo, as empresas começam a se movimentar para encontrar, internamente ou externamente, profissionais para sustentar seu crescimento. Uma pesquisa feita pela consultoria Empreenda, de São Paulo, em conjunto com a HSM, que promove seminários sobre negócios, com 1 065 líderes no Brasil, dá uma prévia do que pode vir.

Entre os entrevistados, 63% estão preocupados por não ter gente suficiente para pôr em prática sua estratégia corporativa nos próximos cinco anos. “Falta gente qualificada no mercado”, diz o consultor César Souza, presidente da Empreenda. A DBM, consultoria de recolocação de executivos com sede em São Paulo, divulgou que, no terceiro trimestre de 2009, a procura por gerentes, diretores e presidentes cresceu 36% em relação ao mesmo período de 2008, quando a crise financeira fazia estragos no país.

De olho nos bons indicadores, as empresas estão acelerando a formação de profissionais ou a busca por eles no mercado. A CPFL Energia investirá 600 000 reais na preparação de 30 funcionários que devem assumir cargos de liderança nos próximos anos. “No ano passado, 58% das vagas foram preenchidas com gente de fora”, diz Lucilaine Bellacosa, gerente de desenvolvimento de pessoas da CPFL, com sede em Campinas, interior de São Paulo.

Quem vai procurar no mercado também já começou. No fim do ano passado, o publicitário Nizan Guanaes, à frente do grupo ABC, que reúne algumas das maiores agências de publicidade do país, recomendou aos seus executivos que ficassem de olho nos talentos. “Em 2010 vai ser mais difícil encontrar gente boa disponível”, diz. Até mesmo o Google, que é sonho de carreira de estagiários a executivos, está se precavendo. A empresa de internet está mapeando as qualidades essenciais da carreira de vendas em diversos países para criar um recrutamento interno que funcione globalmente.

Tudo para não ficar restrito à oferta de mão de obra local, insuficiente para preencher as vagas abertas. Em dezembro, eram 60 posições em diversas áreas. Com a retomada da disputa por profissionais, o poder de negociação do candidato na hora de decidir por uma vaga volta a crescer.

A crise tinha feito o pêndulo ir para o lado do empregador. O engenheiro Daniel Terra, de 30 anos, acabou de ser promovido a gerente de contas na Siemens Enterprise, depois de receber uma proposta para ocupar uma gerência em outra multinacional. Antes, ele tinha um cargo técnico na área de serviços. “Fui conversar com minha chefia, que acabou me promovendo para a área que eu planejava”, diz Daniel. “Nos últimos quatro meses, fizemos outras duas ações de retenção para manter nossos funcionários”, diz Malena Martelli, diretora de recursos humanos da companhia para a América Latina.

“Estamos enfrentando um cenário de competitividade do mercado pelos profissionais disponíveis”, diz João Menezes, gerente-geral de RH da mineradora Vale, a respeito dos engenheiros que trabalham em seus projetos no norte do país. A companhia vem investindo na formação de gente e, em dezembro, contratou todos os 29 alunos de seu curso de pós-graduação em engenharia ferroviária em São Luís, no Maranhão. No setor de infraestrutura a guerra por talentos deve ser acirrada.

Isso porque os investimentos previstos pelo governo para Copa do Mundo (2014) e Olimpíada (2016) devem criar uma infinidade de novos empregos e, claro, não há gente sendo formada em número suficiente pelos cursos de turismo e administração hoteleira. O mesmo fenômeno acontece para engenheiros, economistas e administradores nos segmentos de varejo, construção civil e energia. “Acredito que a busca em 2010 será por líderes experientes, gente de peso”, diz Francisco Ramirez, diretor da ARC, consultoria de busca de executivos, de São Paulo. O headhunter aposta que, em setores recém-consolidados, como alimentos e bancos, o cenário não será tão favorável. “Nessas fusões, sempre fica sobrando gente.”

OS SALÁRIOS SOBEM?
A disputa por gente só não serviu ainda para inflacionar os salários nos níveis executivos — um fenômeno que perdurou até meados de 2008. “Não prevemos uma guerra salarial, mas as empresas que estão com os salários congelados e as que fizeram reajustes abaixo dos 6% correm riscos de perder seus funcionários”, diz Gustavo Tavares, consultor de remumeração do Hay Group, em São Paulo.

Entre os clientes da consultoria, um terço fez algum tipo de congelamento de salários ou promoções no ano passado. “Agora, todos os aumentos e contratações que ficaram parados devem vir de uma vez só, em forma de contratações e aumentos, acirrando a disputa.”

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O Ministério da Agricultura anunciou nesta sexta-feira, 8, que as exportações do agronegócio no País caíram 9,8% em 2009 na comparação com o ano anterior. Obviamente, o motivo foi a crise financeira mundial.

Para este ano, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, prevê um crescimento nas exportações em volumes. No entanto, ele evita fazer estimativas sobre preços. “Acredito que uma projeção de 5% para este ano é bastante plausível”, declarou o ministro.

Em 2009, as importações de produtos agropecuários caíram 16,9%, passando de US$ 11,8 bilhões em 2008 para US$ 9,8 bilhões, deixando o superávit da balança do agronegócio em US$ 54,9 bilhões.

Segundo o ministério, a diminuição das exportações agropecuárias foi menor que a dos demais produtos exportados pelo Brasil, que apresentaram queda de 30%. A participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras aumentou de 36,3% em 2008 para 42,5% em 2009.

No último mês de 2009, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 4,981 bilhões, uma alta de 4,4% em relação ao mesmo período de 2008 e o melhor resultado para o mês, segundo o comunicado do ministério.

As importações alcançaram US$ 1,005 bilhão, 13,2% a mais que em dezembro de 2008, e a balança comercial registrou um superávit de US$ 3,975 bilhões.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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