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scheCom o objetivo de conscientizar empresários e profissionais do segmento de transportes verticais, a alemã Schmersal, líder mundial em sistemas de segurança de máquinas e soluções para elevadores, realiza, por meio da Academia Schmersal, no dia 30 de agosto, em Florianópolis, o curso gratuito sobre Painéis de Comando para Elevadores.

O curso é destinado a técnicos de empresas, fabricantes de elevadores e empresas de manutenção e conservação de elevadores que desejam se aperfeiçoar.

Mais informações e inscrições sobre estes e outros cursos podem ser obtidas pelo sitehttp://tecnicum.schmersal.com.br

Programa de Treinamento Schmersal – Florianópolis (SC)

Curso: Painéis de Comando para Elevadores

Data: 30 de agosto – a partir das 8h30

Local: Blue Tree Towers Florianopolis Hotel

Endereço: Rua: Bocaiuva, 2.304 – Centro – Florianópolis – SC.

 

 

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entrevistaO diretor executivo da Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (ANIMASEG) fala sobre o panorama do mercado e as expectativas para a 21ª edição da FISP | Feira Internacional de Segurança e Proteção. Com a mais completa plataforma de negócios para segurança e saúde no trabalho, o evento acontece de 05 a 07 de outubro de 2016, no São Paulo Expo, em São Paulo, reunindo 700 expositores e 50 mil profissionais do setor.

“O País tem uma população economicamente ativa de mais de 100 milhões de trabalhadores e, portanto, tem tudo para, retomado o crescimento brasileiro, crescer com taxas superiores aos demais setores da economia. O setor de EPI´s no Brasil tem faturamento de 4,5 bilhões de reais por ano e potencial de duplicar este faturamento em poucos anos e acesso a toda tecnologia necessária para proteger adequadamente nossos trabalhadores”, comenta o executivo.

1- Como está hoje a indústria de material de segurança e proteção ao trabalhor?

A indústria de EPIs é muito dependente da situação econômica do País e é atingida diretamente com a queda do emprego e com as restrições financeiras das empresas.

Em recente levantamento da Animaseg, verificou-se uma queda média de 13% do volume de negócios em 2015, quando comparado a 2014. Entretanto, já se observa uma melhora na expectativa das empresas que esperam crescer 4% em 2016, no comparativo com 2015.

2- Quais são as alternativas para a atual conjuntura econômica? Certamente a crise atrapalhou sensivelmente as empresas do setor, mas como todo o momento difícil, também é um momento de explorar novas oportunidades, as empresas do setor têm expandido seu leque de clientes, o que a longo prazo pode trazer benefícios para todo o setor.

3- Em sua 21ª edição, a FISP se tornou um grande evento do segmento. Qual a sua importância para os profissionais do setor?

É a oportunidade dos profissionais conhecerem novos produtos e novos fornecedores para os produtos que já utilizam, pois a FISP se tornou o ponto de encontro dos profissionais de segurança no Brasil, evento obrigatório para quem está no setor de segurança e saúde do trabalho.

4- Quais serão as novidades que os visitantes poderão conferir, entre lançamentos, novas tecnologias e serviços?

Todas as empresas brasileiras e estrangeiras trarão suas novidades para a FISP, visando atender as exigências de nosso mercado em todos os níveis.

5- Além da área expositiva, o que mais o visitante vai encontrar no evento.

Uma novidade que acreditamos que será um diferencial no evento, será a participação da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, comemorando seus 50 anos de existência, com uma participação interativa na FISP.

6- Em sua análise, quais as perspectivas para o setor?

O setor de EPIs no Brasil vinha crescendo de 9 a 10% ao ano e, apesar da crise da economia brasileira e de seu impacto no setor, o País ainda tem uma população economicamente ativa de mais de 100 milhões de trabalhadores e, portanto, tem tudo para, retomado o crescimento brasileiro, crescer com taxas superiores aos demais setores da economia.

7- Números do setor

Mesmo com a queda da economia brasileira, somos um setor com faturamento de 4,5 bilhões de reais por ano e com potencial de duplicar este faturamento em poucos anos. Temos em nosso mercado empresas locais, multinacionais, importadores e acesso a toda tecnologia necessária para proteger adequadamente nossos trabalhadores. Acreditamos que o País deva investir mais em educação, visando melhorar a conscientização de que a prevenção é sempre o melhor caminho e o de menor custo.

Serviço

21ª FISP | Feira Internacional de Segurança e Proteção

Evento Simultâneo: 12ª FIRE SHOW | International Fire Fair

 Data: 05 a 07 de outubro de 2016, das 13h às 21h

Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil
Transporte gratuito: Rua Nelson Fernandes, 450 – Acesso pelo Terminal Rodoviário Jabaquara
* Evento gratuito para profissionais do setor

Mais informações: www.fispvirtual.com.br

 

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Por Claudio Graeff(*)

O Brasil é um dos 10 países mais ricos do mundo e de acordo com Relatório de Competitividade Global 2015/2016 do Fórum Econômico Mundial, ocupa a 7º posição no ranking para o GDP (PIB em português), e o 6º lugar quando avaliado o tamanho do mercado doméstico. Por outro lado, apresenta índices extremamente ruins de infraestrutura (126º), tecnologia (95º), comportamento ético das empresas (133º), entre outros disponíveis para pesquisa e avaliação de qualquer cidadão.

Não é possível questionar esses índices, uma vez que temos demanda reprimida em tantos setores de infraestrutura como rodovias, saneamento básico, geração e transmissão de energia, hospitais, escolas, presídios e outros. Isso ficou mais claro com o advento da Copa do Mundo, que apresentou para a maioria dos brasileiros uma realidade muito conhecida para quem trabalha com projetos de infraestrutura gerenciados e contratados pelo governo. Muitos projetos prometidos acabaram ficando pelo caminho, inacabados por abandono do contrato por parte das contratadas ou embargadas pelos órgãos fiscalizadores. Os que seguiram acabaram atrasando e estourando seus orçamentos, resultado de um planejamento mal feito e estudos deficitários.

Mas não é de hoje que implantar projetos de infraestrutura no Brasil não é uma tarefa fácil, e não é raro os projetos terminarem com custo muito maior do que os valores originalmente aprovados.

Diante desse cenário pouco motivador e associado à atual crise econômica e escândalos envolvendo grandes empresas brasileiras, existe a necessidade de mudanças por parte do governo e das empresas para enfrentar esse cenário adverso e voltarmos ao ciclo de crescimento.

Retirando dessa análise as variáveis de conduta ética na gestão, se formos avaliar as causas dos elevados custos dos projetos brasileiros de infraestrutura, vamos constatar que na grande maioria dos casos, há aditivos contratuais de prazo e custo, resultado de um grande número de interrupções por problemas diversos, resultantes da falta de uma adequada metodologia de desenvolvimento de projetos que deveriam levar em conta todos os impactos, bem como, estratégias e planejamentos adequados.

A melhor forma de se prevenir e evitar problemas futuros em um projeto é a gestão de riscos, metodologia amplamente falada, mas pouco entendida e aplicada de forma incorreta na maioria dos casos. Importante chamar a atenção para os conceitos desse modelo, que é agir preventivamente, mitigando ou eliminando eventos que podem impactar em custo, prazo e qualidade do projeto.

Pode se dizer que um dos fatores pelo qual os projetos terminam mais caros é devido aos riscos envolvidos e que efetivamente acabam acontecendo e, infelizmente, o Brasil apresenta um histórico muito ruim para estes riscos, com alta probabilidade de acontecimentos. Podemos citar os licenciamentos ambientais, liberação de áreas de servidões, improdutividades com greves e paralizações de projetos dentre outros. É importante salientar que esses são riscos trazidos da fase de desenvolvimento dos projetos, que devido ao modelo atual, transfere a resolução ou tratativa desses riscos para a fase de construção, que impacta diretamente no custo final dos contratos.

Nessa ótica, precisamos que os órgãos governamentais responsáveis façam seu “dever de casa” e utilizem as melhores práticas de gestão para tratar projetos que tanto precisamos, assumindo sua responsabilidade para os riscos imputados e gerenciados por entidades governamentais, identificando, mitigando e/ou eliminando os riscos envolvidos, através de ações preventivas, levando em consideração as variáveis internas e externas e de um correto estudo de engenharia e planejamento das necessidades e prazos para cada fase do projeto.

Isso não é novidade para empresas especializadas em gestão, além disso, em março deste ano, o International Finance Corporation (IFC), uma entidade do Banco Mundial, publicou o estudo “Estruturação de Projetos de PPP e Concessão no Brasil, Diagnóstico do modelo brasileiro e propostas de aperfeiçoamento”, recomendando a adoção de modernas formas de gestão de projetos como caminho a ser seguido.

É entendido por todos que precisamos de investimentos e de investidores para atender a grande demanda de infraestrutura do País, e para isso precisamos agir rápido e abandonar antigos vícios e adotar metodologias eficientes de gestão pública, lançando projetos bem desenvolvidos, estudados e planejados, parando de transferir para o setor privado e para a população as responsabilidades e custos da ineficiência estatal. Podemos começar, por exemplo, com os futuros contratos de concessões, que deveriam ter cláusulas específicas e que acionassem gatilhos para determinados eventos que impactam diretamente o resultado das concessões.

Importante salientar que as constantes mudanças das regras dificultam muito as tomadas de decisões de um potencial investidor. Esse risco se elimina por meio de instituições fortes e tomadas de decisões técnicas, não ideológicas; pois confiança é algo que se conquista com o tempo e não se define em decretos.

*Claudio Graeff é diretor executivo da FTI Consulting

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A automaker OMEGA™ vai apresentar novidades para a indústria automotiva brasileira e receber parceiros em seu estande no 14º Simpósio da SAE BRASIL Automaker de Testes e Simulações, nos próximos dias 10 e 11 de agosto, no Hotel Sheraton WTC, em São Paulo.

A multinacional realizará exposição de alguns de seus produtos e lançamentos para o setor automotivo, destacará a comodidade e a eficiência da realização de compras pelo seu site (br.omega.com) e, também, contará com área de networking para os visitantes.

A OMEGA™ é referência mundial em equipamentos de medição e controle de processos industriais e conta com um portfólio de mais de 100 mil itens nos setores de temperatura, umidade, pressão, deformação, força, vazão, nível, pH e condutividade.

Há dois anos no Brasil, a empresa tem sede em Campinas-SP e entrega seus produtos em todo país e alcançou sucesso em todo o mundo com vendas pelo Contact Center (0800 773 2874) e por E-commerce (br.omega.com), que responde por parte significativa dos pedidos globais.

“Assim, os clientes conseguem soluções completas de alta qualidade para suas demandas com agilidade, simplicidade e eficiência através da interface prática na loja on line ou Contact Center, além do suporte técnico que diferencia a OMEGA™ globalmente”, explica a Gerente de Marketing, Flávia Ferraro.

Serviço

Automaker – O 14º Simpósio da SAE BRASIL Automaker de Testes e Simulações – Seção São Paulo contará com palestras de reconhecidos especialistas para tratar de temas como durabilidade, dinâmica veicular e ruído e vibrações na indústria automotiva.

A proposta dos organizadores é unir os dois pilares do conhecimento científico, “Teoria” + “Validação”, e expor as soluções e desafios constatados pela academia e a iniciativa privada.

O evento contará com 16 palestrantes que abordarão estes aspectos em cinco painéis temáticos, das 8h às 17h50 no dia 10 (quarta), e das 8h às 17h no dia 11 de agosto (quinta).

O Automaker ocorre no Sheraton São Paulo WTC Hotel, que fica situado na Avenida da Nações Unidas, nº 12.551, no Brooklin Novo, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas pelo site http://icongresso.sae.itarget.com.br/evento/1500/auth.

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Artigo: Grandes desafios!

Icone Artigo,Economia,máquina | Por em 29 de julho de 2016

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abiPor João Carlos Marchesan
Estamos assumindo a Presidência do Conselho de Administração da ABIMAQ / SINDIMAQ com a convicção de que temos enormes desafios pela frente.
Infelizmente, o cenário econômico não é dos melhores. Informações recentes mostram que a atividade econômica continua estagnada, o que diminui a confiança dos empresários, dos consumidores e, consequentemente, faz com que a intenção de realizar investimentos fique em segundo plano. O resultado disso é que a economia brasileira caminha para mais um ano de recessão.
O governo interino do presidente Michel Temer  tem pela frente uma economia em recessão, pressão inflacionária, investimentos em queda, juros altos, superávit primário baixo e um saldo da balança comercial melhorado em função de um quadro recessivo e não pelo aumento das exportações.
Para recolocar a economia nos trilhos, o governo precisa adotar medidas nada convencionais e até impopulares, pois já está mais do que comprovado que o atual quadro de recessão não poderá ser enfrentado com os atuais juros elevados e a apreciação cambial. Essas medidas, convencionais, além de não conter a inflação, trazem ainda mais recessão e agravam o processo de desindustrialização, em curso há anos.
Somos um país de 200 milhões de habitantes com 12 milhões de pessoas desempregadas, o que está esgarçando o tecido social. É preciso inverter urgentemente este quadro, sendo a geração de emprego e renda os principais instrumentos para a saída da crise.
Portanto, este governo tem que ter a coragem de adotar medidas que possam mexer na estrutura da economia brasileira, promovendo, efetivamente, as reformas institucionais que tanto o país necessita, aumentando a eficiência do Estado, promovendo uma verdadeira reforma orçamentária, com redução dos gastos públicos e sem aumento de impostos, sendo que o déficit fiscal não pode ser combatido via aumento da carga tributária, pois a sociedade já está estrangulada. Ao mesmo tempo, é preciso sinalizar para o aumento da taxa de investimento público e estímulo e desobstrução ao investimento privado, com diminuição da taxa de juros e desvalorização do Real frente ao dólar, a fim de dar competitividade ao setor produtivo.
Nos últimos anos, a ABIMAQ obteve conquistas importantes para o setor de máquinas e equipamentos, as quais foram capazes de dar algum fôlego à nossa indústria. Nós vamos dar continuidade a esse trabalho, apresentando propostas e cobrando do governo, seja ele qual for, a adoção de medidas que possam trazer efetiva competitividade ao país.
Por isso, estamos motivados e continuaremos engajados em implementar e propor  ações que possam contribuir para a retomada da economia brasileira, além de atuar para ampliar a força e representatividade da ABIMAQ.
Vamos juntos, diretoria, associados e colaboradores, continuar a nossa missão em defesa da indústria de máquinas e equipamentos!
João Carlos Marchesan, Presidente Conselho de Administração, ABIMAQ / SINDIMAQ

 

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joaoA partir dessa premissa, João Carlos Marchesan assume a presidência do Conselho da Administração da ABIMAQ / SINDIMAQ,  com o compromisso de dar continuidade a todas as ações que defendem o setor de máquinas e equipamentos do país

Em meio a um cenário caótico vivenciado pela economia do país e, especificamente, pela indústria de máquinas e equipamentos, João Carlos Marchesan assume a presidência do Conselho de Administração da ABIMAQ / SINDIMAQ com o desafio de atuar junto às esferas política do país no sentido de recuperar os investimentos para manter a representatividade e força política que a entidade conquistou ao longo de sua existência.

Nas vésperas de completar 80 anos, a ABIMAQ continua trabalhando incansavelmente na luta pela retomada da competitividade do setor de bens de capital mecânicos, diminuição da ociosidade das fábricas e aumento da participação da indústria nacional no mercado externo.

Devido às ações, conquistas e aos eficientes serviços que a entidade presta, a ABIMAQ tem mantido o número de associadas e empresas representadas, mesmo com o cenário adverso da economia. Este é um dos objetivos de Marchesan, que concedeu entrevista ao jornal Informaq apresentando sua visão sobre a atual conjuntura, os propósitos de sua gestão e as ações em curso que dará prosseguimento, em defesa da indústria de máquinas e equipamentos:

Informaq: Quais os problemas decorrentes do atual cenário econômico? 

Marchesan: Estamos em um país onde o setor público paga quase 10% do PIB ao ano em juros e o setor privado, outros 10%, enquanto o “grosso” da indústria está endividada, com problemas fiscais e legais, com passivos trabalhistas em montantes difíceis de avaliar, inserida em uma enorme cadeia de inadimplência e convivendo com um governo que está pensando em aumentar impostos e com um setor bancário que não percebeu ainda que está matando sua galinha de ovos de ouro.

Informaq: Qual deverá ser o caminho adotado pelo poder público para a retomada do crescimento do país?

Marchesan: A saída para o Brasil voltar a crescer é o investimento na indústria de transformação por conta de seu maior valor agregado e pelos maiores ganhos de produtividade. O país não vai crescer com serviços ou comércio. Temos em nossa agenda de Política Industrial o plano de renovação do parque industrial brasileiro. Somente será possível com financiamentos competitivos em um ambiente de retomada do crescimento. Mas, para isso, precisamos resolver dois temas incluídos na agenda da ABIMAQ: (1) a ampliação dos prazos de recolhimento de impostos e contribuições, e (2) a escassez e o custo do capital de giro vigente no mercado (dois grandes fatores que levam as empresas à inadimplência fiscal). O refinanciamento dos débitos tributários é igualmente importante porque somente com a regularidade fiscal as empresas (do setor e suas clientes) têm acesso aos financiamentos oficiais como os do BNDES, condição indispensável para quando houver demanda.

Informaq: No âmbito macroeconômico, quais são as políticas de desenvolvimento que a ABIMAQ entende serem recomendadas para o Brasil?

Marchesan: Políticas que tenham foco no desenvolvimento tecnológico, na inovação, na produtividade e em uma maior competitividade da indústria brasileira precisam de um ambiente macroeconômico favorável ao investimento produtivo ou, ao menos, de um ambiente que não lhe seja hostil.

Informaq: Quais são as condições para tornar viável esse tipo de política?

Marchesan: É necessário que o governo atue sobre quatro pilares: Câmbio com baixa volatilidade e mantido competitivo. Nós defendemos que o governo defina a política cambial por meio de um órgão específico (COPOC – Comitê de Política Cambial), explicitando as metas e os objetivos capazes de assegurar a competitividade da produção e o consequente equilíbrio das contas externas, delegando ao Banco Central apenas a execução desta política.

Outro pilar é a manutenção da inflação baixa e estável, fator indispensável para o ambiente de negócios. A ABIMAQ acredita que o governo deve adotar uma política fiscal responsável, com limitação de gastos públicos em relação ao PIB, e eliminar todos os resquícios de indexação ainda existentes em tarifas ou preços administrados, em salários e em todos os contratos públicos e privados.

O terceiro é a implementação de juros adequados. Enquanto se ganha 15 a 16% ao ano sem qualquer risco, não teremos investimento no setor produtivo. A ABIMAQ defende a necessidade de mudanças na atual política monetária para torná-la eficaz, sendo que o Banco Central precisa eliminar a SELIC adotando uma taxa de juros de curto prazo, neutra ou negativa em relação à inflação e deixando ao mercado a definição da taxa de juros de longo prazo.

O último fator é a adoção de carga tributária menor, pois nós estamos, pelo menos, dez pontos percentuais acima da média dos países em estágio de desenvolvimento semelhantes ao Brasil. A ABIMAQ acredita que uma reforma tributária que reduza a carga e simplifique o modelo tributário melhorará consideravelmente a competitividade sistêmica do país.

Informaq: Quais são as propostas da ABIMAQ para que o país adote uma efetiva Política Industrial?

Marchesan: Recentemente, entregamos às diversas instâncias do governo uma agenda com apontamentos de temas relacionados à competitividade, mercado externo e tecnologia, com a respectiva fundamentação e propostas, que devem ser trabalhadas pelo poder público para a definição de uma Política Industrial que realmente colabore com a retomada dos investimentos e o crescimento do país.

Informaq: Em relação ao mercado externo, quais são as propostas da ABIMAQ?

Marchesan: Câmbio competitivo, ou seja, acima de 3.80 R$/US$, é essencial, bem como a disponibilidade de financiamentos em volume e custos adequados, tanto para a produção como para a venda ao cliente. O REINTEGRA (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras), em valores que compensem os impostos não recuperáveis, embutidos em nossos preços, deve ser mantido enquanto a reforma tributária não eliminar sua necessidade. Defendemos ainda a revisão dos Regimes Especiais, excluindo os que não mais se justificam e eliminando, nos restantes, seu viés importador; a necessidade do fortalecimento dos instrumentos de inteligência artificial, a revisão do modelo de concessão de Ex-tarifários e das alíquotas do imposto de importação para adequá-las à sua função de garantir uma proteção efetiva à produção nacional.

Informaq: No que tange tecnologia, quais os pontos contidos na agenda apresentada pela ABIMAQ?

Marchesan: Nós defendemos o desenvolvimento do Programa Inova Máquinas, integrando e aprimorando os instrumentos de apoio disponibilizados pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), para promover o aumento da competitividade de produtos, serviços e soluções em máquinas e equipamentos e a integração com as empresas brasileiras em áreas prioritárias e estratégicas da Política Industrial; fomento à inovação, de modo a rever o Estatuto dos Fundos Setoriais, transformando-os de Fundos Orçamentários (sujeitos a contingenciamentos) para Fundos Financeiros (garantindo recursos financeiros para projetos de inovação aprovados nas várias modalidades); e fortalecimento das empresas de engenharia nacional.

No documento, também apontamos a necessidade da elaboração de agendas tecnológicas setoriais para os setores estratégicos da cadeia de bens de capital. Outro item importante é a elaboração de diretrizes para políticas e estratégias sobre o desenvolvimento da Manufatura Avançada no Brasil, fator este que mudará a realidade do país e alterará o eixo do desenvolvimento das indústrias nacionais.

Em resumo, precisamos tratar como prioritário o planejamento do Brasil que queremos para as próximas gerações, sendo que a indústria de bens de capital e as sugestões elencadas na nossa agenda serão os pilares para a recuperação dos investimentos e a retomada da competitividade da indústria de máquinas e equipamentos.

 

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creditoO governo quer criar um seguro para obras federais que garanta a conclusão dos projetos e evite a criação de aditivos que aumentam o custo, em uma das cerca de 20 medidas que estão sendo estudadas para melhorar o ambiente de negócios e acelerar a retomada do crescimento, disse à Reuters uma alta fonte do governo.

As medidas, que serão analisadas pelo presidente interino Michel Temer e pelo núcleo econômico do governo, devem ser apresentadas em 15 dias e incluem, além do seguro, crédito para microempreendedores, liberação da venda de terras para estrangeiros e a venda de parte da dívida ativa da União.

Um esboço inicial foi preparado pelo Ministério do Planejamento. “São hoje 20 propostas. No final pode ficar acima ou abaixo disso, depende do que o presidente decidir”, disse a fonte.

A proposta de seguro para obras públicas prevê que a empreiteira candidata a uma licitação apresente seu projeto a uma seguradora, que irá servir de garantia para a conclusão da obra nos moldes e nos custos previstos no projeto, com a União como beneficiária do seguro.

No caso da construtora falir ou se tornar incapaz de cumprir o que está no contrato, a seguradora pagaria ao governo federal para que a obra seja terminada.

“Isso acaba com a possibilidade de se fazer um sem fim de aditivos e também impede que a empresa apresente um projeto irreal apenas para ganhar a licitação”, explicou a fonte “Se ela apresentar uma proposta fora da realidade, a seguradora não vai aceitar.”

A intenção principal do pacote de medidas é de destravar investimentos no país e acelerar a retomada da criação de empregos, a principal preocupação do governo hoje.

Pesquisas internas feitas pelo Palácio do Planalto mostram que o desemprego é hoje a principal queixa dos brasileiros, criando um mau humor na sociedade e uma má vontade com o governo, explicou à Reuters uma outra fonte palaciana.

As medidas também têm a intenção de tentar compensar a queda na arrecadação enfrentada pela União e evitar que o governo tenha que anunciar um contingenciamento do Orçamento. Na quarta-feira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo vai “esgotar todas as alternativas” antes de propor um corte de gastos.

BANCOS PÚBLICOS

Uma segunda proposta que deve ser apresentada é a liberação de crédito pelos bancos públicos a micro, pequenos e médios empreendedores com juros mais baixos.

“São esses setores os que mais empregam, e o objetivo é esse, criar emprego”, disse a fonte.

Banco do Brasil, Caixa, Banco do Nordeste, BNDES e o Banco da Amazônia seriam usados para as operações de crédito. Questionada se existem recursos nos bancos, a fonte garantiu que sim. “A questão não é o valor, é o como liberar o crédito”, disse.

O governo também incluiu no pacote a liberação da venda de terras para estrangeiros –travada por um parecer da Advocacia Geral da União–, ação que vê com potencial para atrair imediatamente grandes investimentos para o país.

Uma outra ação deve ser a securitização da dívida da União, que vem sendo já discutida abertamente. De acordo com o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, cerca de 60 bilhões de reais do 1,5 trilhão de reais da dívida ativa poderiam ser vendidos no mercado, mas a estimativa de arrecadação seria bem abaixo disso.

Fonte: Reuters

 

 

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fair

A Pet Fair Asia 2016 será realizada em Xangai de 18 a 21 de agosto deste ano. As empresas brasileiras do setor de produtos e serviços para animais de estimação estarão no Pavilhão Brasileiro, localizado no Hall 3 e no estande J2121, para apresentar novidades relacionadas a Pet Food e Pet Care. A iniciativa é do Projeto Pet Brasil, desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para incentivar as relações comerciais entre empresas nacionais e internacionais. Os 78 m2 do espaço servirão para aproximar o mercado chinês das indústrias brasileiras, que em 2015 exportaram US$ FOB 351,4 milhões, por conta de sua alta especialização e procedimentos rigorosos de produção.

São esperados na edição deste ano mais de 40 mil visitantes, que poderão conferir as novidades de mais de 800 expositores de todo o mundo. A feira ocupa atualmente uma área total de 71 mil m2 e tem quase 20 anos de história, sendo que a primeira edição foi realizada em 1997, em Hong Kong. De acordo com os organizadores da feira, a China tem cerca de 39 milhões de cães e gatos e 168,5 milhões de peixes. Em termos totais, levando em conta todos os tipos de pets, é uma população de 289 milhões de bichos, a maior do mundo.

O faturamento do mercado pet mundial é, hoje, de US$ 102,2 bilhões, valor alcançado graças ao 1,56 bilhão de animais de estimação. O Brasil é o terceiro maior, com 5,3% desse valor, atrás dos Estados Unidos (42%) e do Reino Unido (6,7%). O país tem também a 4º maior população de animais de estimação do globo, com 132,4 milhões de pets, atrás da já citada China, dos Estados Unidos, com 226 milhões, e do Reino Unido, com 146,6 milhões. Essa alta representatividade do país no mundo é devida ao reconhecimento dos pets como membros da família e à alta especialização dos fabricantes nacionais.

A seguir, confira as empresas brasileiras que estarão na feira e seus produtos:

Matsuda

A Matsuda, fundada em 1948, é uma das maiores empresas do setor do agronegócio brasileiro. Com sede em Álvares Machado (SP) e fábricas em Cuiabá (MT), São Sebastião do Paraíso (MG) e Pecém (CE), além de filiais em Goiânia (GO), Vitória da Conquista (BA), Imperatriz (MA) e um laboratório veterinário em Jacareí (SP), a companhia tem pontos de distribuição em todo Brasil, além da presença internacional em mais de 19 países.

A Matsuda produz itens para a linha pet desde o ano 2000, por meio da divisão Matsuda Pet. São dessa marca as linhas de ração para cães Standart (Nhac e Thor), Premium (Vittamax) e Super Premium (M-Line), além de snacks, latinhas e medicamentos como vermífugos, anticarrapaticidas e uma solução para a limpeza de orelhas. De acordo com Marco Nastari, gerente comercial da Matsuda, a motivação para a participação no evento é o forte potencial de atrair parceiros para o início de alianças comerciais na região. O destaque da empresa na Pet Fair Asia será sua linha de ração Premium Vittamax. “Nossa inovação é a versão Vittamax Natural, que usa ingredientes naturais em sua composição”, conclui Nastari.

Nutrire

A Nutrire, com sede em Garibaldi (RS) e outra unidade em Poços de Caldas (MG), produz alimentos para cães e gatos desde 2001. Seus produtos estão disponíveis nas linhas de alimentos Standard, Premium e Premium Especial. A empresa exporta para mais 15 países. “Em 2015 as vendas para o exterior representaram uma porcentagem expressiva do faturamento. A perspectiva é que esse percentual aumente nos próximos anos”, afirma Giane Danielli, Gestora de Importação e Exportação.

De acordo com Giane, a Nutrire investe constantemente em tecnologia e utiliza matérias-primas aprovadas pelas análises de qualificados laboratórios. “Até a entrega dos produtos nos pontos de venda, todos os processos são realizados de acordo com as novas normas de boas práticas de fabricação”, comenta. Ela considera que a Pet Fair Asia é uma das feiras internacionais mais importantes para o segmento e diz que, nesse evento, a Nutrire encontrará oportunidades para conhecer tendências e novidades e, consequentemente, aprimorar o desenvolvimento de seus alimentos. Outro ponto de destaque é que a feira serve como uma vitrine que confere grande visibilidade a seus produtos para o mercado mundial. A empresa irá expor na Pet Fair Asia as linhas de pet food Monello, Birbo, Bandit, Comanche e Bolt.

Pet Society

A Pet Society, fundada em 2004, é uma das mais reconhecidas marcas de higiene, embelezamento e saúde animal do mercado brasileiro. A empresa exporta há 10 anos e está presente em países como Angola, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, República Tcheca, Peru, Portugal, Taiwan, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai. Em 2015 inaugurou a sua subsidiária nos Estados Unidos, a Megamazon USA, e já está produzindo parte dos seus produtos na Flórida. Há muitos anos a Pet Society é membro da Associação Americana de Produtos do Animal de Estimação (APPA).

A empresa comercializa seus produtos nos mercados da China e Taiwan há cinco anos, e já participou da Pet Fair Asia outras vezes. “Em 2015, estivemos presentes no evento representados pela equipe da nossa  distribuidora de Taiwan”, afirma Fernando Martini, diretor de negócios da Pet Society. Na edição deste ano, a Pet Society irá expor a versão da linha Megamazon com um conceito muito mais eco-friendly, além de outros produtos da Pet Society. “Na Pet Fair Asia, nosso principal objetivo é exibir ao mercado local nossa linha de produtos e sua excelente performance. Estamos em busca de novos parceiros na Ásia e Oceania em países como Coreia do Sul, Japão, Malásia, Indonésia, Austrália e para isso, vamos usar o evento para ampliarmos o nosso networking, procurando estabelecer contato com novos distribuidores interessados”, diz Martini.

Special Dog

A Special Dog tem origem em uma empresa de beneficiamento de café e arroz fundada em 1967 em Santa Cruz do Rio Pardo (SP). Em 2001, a empresa inaugurou sua indústria de pet food e criou a marca Special Dog, que tem atualmente 13 produtos, comercializados nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Na Pet Fair Asia, a Special Dog mostrará ao mercado chinês os alimentos para cães e gatos das Linhas Premium e Super Premium. De acordo com Rafael Venanzoni, gerente de exportação da empresa, o objetivo da participação na feira é conhecer o potencial do mercado local e possíveis distribuidores. “O mercado chinês exige níveis de certificação. Sendo assim, vamos passar por uma auditoria este ano, para que possamos atuar nele”, explica. Ele também diz que a feira será importante para fazer contatos com distribuidores de países da região.

Serviço:

Pavilhão Brasileiro na Pet Fair Asia 2016

De 18 a 21 de agosto de 2016

Hall 3, estande J2121, SWEECC – Shanghai World Expo Exhibition And Convention Center

Guozhan Road, 1099, Xangai – China

 

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cniSete em cada dez brasileiros concordam que a baixa qualidade dos serviços públicos se deve mais à má gestão dos recursos do que à falta deles. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria, CNI mostra que 81% dos brasileiros acreditam que o governo já arrecada muito e não precisa aumentar os impostos para melhorar os serviços públicos. Para 84% das pessoas, os impostos no Brasil são elevados ou muito elevados e 73% são contra o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para 80% dos entrevistados, o governo deve reduzir as despesas atuais para diminuir os déficits orçamentários. Dos que acham que o governo deve manter os gastos, a primeira opção para estabilizar as contas públicas deve ser a privatização de bens.

“As pessoas percebem que o governo arrecada muito com tributos e que o que volta para a sociedade não é de qualidade. A população prefere que o governo melhore a eficiência do gasto público em vez de aumentar ou criar impostos. Aumentar a eficiência é possível, mas não é suficiente. Nesse momento, é importante promover um debate que informe à sociedade a situação das contas do governo e explique a necessidade de reformas urgentes, como a da Previdência”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A pesquisa foi feita em parceria com o Ibope e entrevistou 2.002 pessoas em 143 municípios, entre os dias 17 e 20 de março. O número de brasileiros que têm a percepção de que pagam caro por serviços ruins é cada vez maior. Considerado o elevado patamar de impostos pagos no país, 90% dizem que os serviços deveriam ser melhores. Em 2013, o volume era de 83%, e em 2010, de 81%.

A saúde e a segurança têm as piores avaliações entre os 13 serviços analisados. Receberam os índices mais baixos – 20 e 22 pontos -, em uma escala em que valores superiores a 50 representam que a parcela da população que considera o serviço de alta ou muita qualidade é superior à que considera de baixa ou muito baixa qualidade. Nenhuma das opções alcançou índice acima dos 50 pontos. Os que tiveram a melhor avaliação foram o fornecimento de energia elétrica e os Correios, com 48 e 46 pontos, respectivamente. Entre os 13 serviços avaliados, seis tiveram queda em relação à pesquisa anterior, realizada em julho de 2013.
REEQUILÍBRIO DAS CONTAS PÚBLICAS – Para 59% da população, os gastos públicos subiram muito nos últimos anos e 80% acreditam que o governo deve reduzir as despesas atuais para diminuir os déficits orçamentários. Entre os que recomendam o corte de gastos, a prioridade deve ser reduzir o custeio da máquina pública e os salários dos funcionários públicos, na opinião de 32% e 22%, respectivamente. Para os que acham que o governo deve manter os gastos, foram apresentadas três opções para estabilizar as contas. Do total, 42% disseram que o governo deve vender ou conceder bens e estatais à iniciativa privada, 17% defenderam a criação de impostos e 12% acham que é melhor aumentar a dívida pública. Outros 30% não souberam responder.

USO DE RECURSOS POR INSTÂNCIAS DE GOVERNO – Quanto menor a instância de governo, maior a percepção da população de que o dinheiro é bem utilizado. Dos entrevistados, 83% consideram que os recursos federais são mal utilizados ou muito mal utilizados pelo presidente da República e seus ministros. O percentual cai para 73% quando se analisa o orçamento estadual e para 70% quanto se verifica o municipal.

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Julio Molinari_ Presidente da Danfoss na América Latina* Por Julio Molinari

Não bastassem as consequências da crise econômica pela qual o Brasil atravessa, fatores como elevada carga tributária, precárias estruturas logísticas para recebimento de matéria prima e escoamento de produtos, limitações da capacitação profissional e, sobretudo, a baixa eficiência de processos comprometem significativamente a produtividade e a competitividade da indústria brasileira.

Nas indústrias de processos, a eficiência não só é um diferencial, mas uma questão de sobrevivência, pois se as empresas não investirem em eficiência, podem ter perdas em torno de 30%. A ineficiência no sistema acarreta indisponibilidade, falhas de equipamentos, paradas não programadas, setups extras de máquinas, tempos inativos, redução da velocidade, além de perdas e rejeitos.

A tendência para otimizar os processos é aumentar a inteligência de automação embarcada nas máquinas, tornando-as mais autônomas em manutenção e inspeção. Isso inclui a adoção de novas tecnologias, como equipamentos eletroeletrônicos e softwares para controle de processos, que geram aumento da produtividade, bem como ganhos com eficiência energética.

A digitalização é o próximo passo para a indústria entrar em um novo patamar tecnológico. Em maio, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou a primeira pesquisa nacional sobre o uso de tecnologias digitais relacionadas à era da Manufatura Avançada, conhecida como Indústria 4.0, cujo termo refere-se à integração digital das diferentes etapas da cadeia de valor nos produtos industriais, desde o desenvolvimento até o uso.

De acordo com o levantamento, feito com mais de duas mil empresas de todos os portes, a maior parte dos esforços realizados pelas indústrias no Brasil, no que se refere à adoção de tecnologias digitais, concentra-se nos processos industriais: 73% dos consultados afirmaram usar ao menos uma tecnologia digital na etapa de processos, 47% utilizam na etapa de desenvolvimento da cadeia produtiva e somente 33% o fazem em novos produtos ou negócios.

A pesquisa da CNI mostra que a indústria brasileira ainda está se familiarizando com a digitalização e com os impactos que ela pode ter na competitividade. Em outros países onde a indústria 4.0 está mais avançada, já se registra aumento da produtividade, redução de custos de manutenção de equipamentos e do consumo de energia e aumento da eficiência de modo geral.

Por outro lado, o alto custo de implantação é a principal barreira interna para 66% das empresas. Neste sentido, há uma necessidade para que o governo exerça o seu papel de promover a infraestrutura digital, investindo e estimulando a capacitação profissional, além de criar linhas de financiamentos específicas.

* Julio Molinari é presidente da Danfoss na América Latina

 

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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