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Resultado de parceria público-privado, a indústria Extrair Óleos Naturais utiliza as sementes de maracujá, provenientes de resíduos de indústrias de sucos e polpas do Norte Fluminense, para extração de óleo de alta qualidade. Recentemente, a indústria recebeu o Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente 2014, em reconhecimento pelo trabalho ligado à sustentabilidade da cadeia produtiva do maracujá no Rio de Janeiro.

Também aprovou mais um projeto de inovação junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) para ampliação e automatização de sua linha de produção, visando o aproveitamento de outro resíduo: o farelo derivado da prensagem da semente, resultante da extração do óleo. Esse farelo desengordurado possui alto valor nutricional, podendo ser utilizado na fabricação de pães, biscoitos, sorvetes, caldas e recheios na indústria alimentícia. Como cerca de 70% do maracujá é composto por casca e semente, estima-se que a indústria fluminense possa gerar um desperdício e um impacto ambiental de cerca de 40 mil toneladas por ano, caso esses resíduos não sejam aproveitados.

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A Fenasucro 2014 atingiu as expectativas de público, geração de negócios e, principalmente, de troca de conhecimento a que se propôs. A Feira, em sua 22ª edição, promoveu debates e apresentou soluções em inovações, equipamentos, tecnologia e pesquisa para toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, recebendo grandes nomes em conferências e palestras que apontaram os rumos e os desafios da retomada de crescimento do setor.

Foram 33.240 visitantes, 9% superior à edição passada, entre brasileiros e estrangeiros de mais de 50 países como Arábia Saudita, Dinamarca, Costa Rica, Inglaterra, Estados Unidos, Islândia, Itália, Suíça, Venezuela, entre outros, que geraram um volume de negócios cuja projeção indica alcançar R$ 2,2 bilhões nos próximos 12 meses.

Isto porque, segundo o presidente do Ceise Br, Antonio Eduardo Tonielo Filho, a recente implantação da mecanização da colheita da cana-de-açúcar, com a finalidade de gerar maior produtividade e ligada a questões sustentáveis, foi primordial para uma sequência de outras inovações tecnológicas dentro da indústria de base, responsável pela fabricação de máquinas e equipamentos às usinas. “A própria utilização da biomassa como fonte de energia no processamento da cana estimulou o desenvolvimento de caldeiras cada vez mais eficientes, contribuindo com a redução de custos. Se hoje o Brasil é o principal produtor de derivados da cana-de-açúcar, é graças aos altos investimentos dessa indústria que produz máquinas e equipamentos cada vez mais eficientes, para que as unidades produtoras tenham maior produção e produtividade. O desenvolvimento da indústria sucroenergética brasileira é genuinamente nacional e conquistou o mercado externo pela produção de açúcar, do etanol com eficiência e custos competitivos, e geração de energia”, destacou Tonielo.

A movimentação dos negócios da Fenasucro também atingiu as micro e pequenas empresas que estavam presentes no evento em uma parceria estabelecida com o Sebrae. “Participar de uma feira tão importante como a Fenasucro é fundamental para as micro e pequenas empresas do setor que querem mostrar seus produtos e serviços, estando em contato com os grandes players do mercado. Na edição da feira deste ano, tivemos ainda mais certeza de que apoiar os pequenos negócios é o caminho para manter a cadeia produtiva fortalecida como um todo, ajudando prestadores de serviços e fornecedores a se manterem competitivos”, comenta Rodrigo Matos do Carmo, gerente regional do Sebrae-SP.

Além de ser um vetor de soluções e plataforma de novos negócios para as indústrias, a Fenasucro também trouxe alternativas que impactam no ganho de eficiência e redução dos custos no campo. “A Feira apresentou uma vitrine de produtos e serviços à disposição dos produtores rurais. Nela, encontramos o que há de mais moderno e os principais lançamentos do mercado. São as novas tecnologias que podemos utilizar nas lavouras, ajudando na redução de custos e aumento de produtividade. Esse é o principal impacto da feira para as lavouras de cana-de-açúcar, os benefícios que ela apresenta e que podemos utilizar para melhorar o nosso rendimento”, considera o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), Manoel Ortolan.

De acordo com o diretor do evento, Gabriel Godoy, a apresentação de soluções para o momento vivido pelo setor foi o principal destaque da Feira neste ano e o fomentador dos negócios gerados. “A Fenasucro trouxe soluções customizadas para cada necessidade dos compradores e contribuiu com oportunidades de negócios e de financiamentos para que muitas usinas se preparem para os cenários que se desenham na economia mundial para o setor sucroenergético”, completa.

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Com o apoio do Ministério francês da Economia, Indústria e Emprego (DGCIS) e da UBIFRANCE, em parceria com os polos de competitividade franceses do setor da Química Verde, 14 empresas e o cluster IAR chegam ao Brasil para a Missão Química Verde e Biocombustíveis, entre os dias 22 e 26 de setembro.

Para identificar, encontrar e desenvolver parcerias tecnológicas e industriais com empresas brasileiras, a delegação francesa terá uma agenda atribulada composta por reuniões e visitas às usinas de biomassa, etanol e açúcar nos estados de São Paulo e Alagoas.

A expectativa de concretizar parcerias franco-brasileiras é grande por parte dos franceses, sendo o segundo ano consecutivo que as empresas vêm ao Brasil para este fim.

A missão começará com o lançamento do Club IAR, do Polo de Competitividade Indústria & Agro-Recursos para a valorização da biomassa. Nele, a delegação francesa participará de rodadas de negócios para acelerar sua competitividade na área da bioeconomia em conjunto com as empresas brasileiras. A Secretaria de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC) fará uma apresentação sobre as ferramentas franco-brasileiras de financiamento dedicadas aos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no que tange a biotecnologia.

Além disso, a delegação visitará no estado de São Paulo o Centro Tecnológico de Bio Etanol (CTBE), o Centro Tecnológico da Cana (CTC) e as usinas de açúcar e etanol São João e Suzano. No estado de Alagoas, será visitada a usina de etanol 2G Bioflex Agroindustrial e a Planta de etanol celulósico, da empresa Granbio.

Ademais das visitas às usinas, o evento World Bio Markets Brasil, organizado pela Green Power Conferences, será palco de encontros e debates entre os expositores franceses e brasileiros envolvidos com a bioeconomia inovadora. O evento acontecerá no Hotel Tívoli em São Paulo, entre os dias 24 e 26 de setembro.

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O mau desempenho do cenário macroeconômico nacional atingiu em cheio o setor de mecânica dos fluidos que inclui bombas, motobombas, válvulas e filtros. Somente o mercado de bombas, que é um termômetro do setor inteiro devido à sua importância nas aplicações de fluidos, está com previsão de fechar o ano com desempenho negativo de 10% a 15%, aponta a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

“As bombas são divididas em duas categorias: seriadas e não-seriadas. As bombas seriadas tipo standard, que são aquelas voltadas ao consumidor final, tiveram um desempenho relativamente bom no 1º semestre respondendo por um crescimento entre 5% a 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as bombas não-seriadas, voltadas à indústria, sofreram um tombo de 20% em relação ao mesmo período de 2013”, analisa Nelson Reginato, vice-presidente da Câmara de Bombas e Motobombas, da Abimaq / foto.

Reginato avalia que o bom desempenho de bombas seriadas contrabalançou, de certa forma, o setor por estar com desempenho positivo no ano. “Senão fossem as bombas seriadas, o tombo no ano poderia ser pior”, observa Reginato, sinalizando para a falta de investimentos no país tanto públicos quanto privados.

Segundo ele, outro fator que está contribuindo para os reveses no setor de mecânica dos fluidos é a ausência de grandes projetos ao longo deste ano. “Estamos, basicamente, com falta de investimentos em projetos importantes. Ou seja, o cenário é desalentador porque não há projetos em licitação e nem mesmo renovações na carteira de pedidos. E, vamos supor que, se algo sair agora em termos de projetos relevantes para o setor, vai faturar somente daqui há um ano e meio”, aponta o vice-presidente da Câmara de Bombas e Motobombas.

Por outro lado, ele afirma que a melhora da economia dos EUA, que anunciou em julho um crescimento de 4% no semestre poderá refletir nas exportações brasileiras. “Os EUA é o segundo maior mercado ao qual o setor direciona exportações. Além disso, também podemos contar com essa relativa melhora do dólar”, explica, se referindo à recuperação da moeda norte-americana que chegou a bater R$ 2,26 em julho.

Para o engenheiro técnico da Controvale, Danilo Diogo o ano de 2014  se apresentou sem grandes surpresas. “Mercado estático, muitas vezes até em retração, com baixo crescimento devido principalmente ao evento esportivo que se realizou no final do semestre,  que roubou a cena e manteve a atenção da grande maioria. Agora as expectativas se voltam para o segundo semestre que, historicamente, tende a ser melhor, principalmente pelo fato de que a maioria das empresas preparam paradas programadas de suas máquinas para manutenção”, avalia.

Segundo ele, a Controvale Hidráulica Industrial planeja alcançar um crescimento entre 10 a 15% nos negócios este ano. “Neste período, além de termos as ações de investimentos para 2015 no setor Educacional já tomando forma, ou seja, as instituições de ensino, como faculdades privadas, cursos técnicos e escolas técnicas federais já estão efetivamente fechando suas compras para o próximo ano. Com este cenário, esperamos um melhor resultado e a recuperação dos números do primeiro semestre”.

O reflexo da carga tributária alta e a falta de incentivo ao pequeno e médio empreendedor são apontados como os principais vilões do setor. “Esses entraves nos levam a uma falta de investimentos no setor industrial deflagrando uma reação em cadeia onde todos são atingidos. Comércio, indústria e o setor de serviço sofrem com a ineficiência governamental e são forçados a manter seus negócios retraídos, com receio de investir, pois não tem segurança do retorno. Todos sabemos que nosso país tem um enorme potencial de consumo e poderíamos nos beneficiar muito desta situação”, observa.

Ele aponta que a menor carga tributária deve acarretar em mais empregos e melhores condições de vida. “Nossos empresários são verdadeiros heróis lutando e “remando” sempre contra a falta de estimulo e ações concretas por parte do governo. Não é um exagero afirmarmos estas questões, pois a conta é simples: menor carga tributária, mais empregos, melhor condição de vida, maior consumo, mais produção e aí, o ciclo se fecha”.

Para Diogo, a inovação na busca por novos produtos de tecnologia superior, por meio de desenvolvimento interno ou até mesmo as novidades que vem de fora, podem ser fortes aliados para propor uma situação real de redução de custos ao setor produtivo, proporcionando mais fôlego e melhores resultados às indústrias do setor. “Por outro lado, levando novas técnicas e novos produtos às Instituições de ensino, contribuímos para uma educação técnica de melhor qualidade, colocando o profissional mais bem preparado dentro da indústria, que também é um ponto importante no cenário da eficiência administrativa”, acrescentou citando como exemplo um dos nichos de atuação da Controvale.

Mesmo diante do cenário desfavorável ele se diz otimista com o setor de maquinas e equipamentos.“Mesmo nos melhores anos do setor, sempre convivemos com a falta de incentivo e as dificuldades de investimento. As armas que temos contra isso, por incrível que pareça, são: a globalização proporcionando uma maior oferta de produtos e melhorando a relação custo x benefício, a criatividade inerente a nossa cultura e as ações destemidas de nossos empreendedores que sempre acreditaram em melhores resultados”, apregoa.

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Um tipo de tratamento de superfície concebido a partir de grafite e diamante é a inovação da Super Finishing para as indústrias nacionais. A empresa desenvolveu essa tecnologia inédita no país para poder oferecer um tratamento de superfície com dureza superior a qualquer outro tipo de revestimento encontrado no mercado criando, assim, o Diamond.

“Pela primeira vez, utilizamos a nanotecnologia para conseguirmos chegar a um nível superior de resistência à corrosão e atrito. Demoramos três anos para desenvolver essa tecnologia que envolveu até mesmo a participação de um cientista que passou pela Nasa”, explica Alberto Araújo Silva,diretor comercial da empresa. Segundo ele, a composição desse tipo de tratamento de superfície utiliza diamante “amorfo” sintético. “O processo conta com grafite e alguns gases contendo o átomo de carbono que passa por um reator que os transforma em diamante sintético”, descreve Araújo. Concebido por meio de processos físicos e químicos, o “diamante amorfo” é completamente sintético. “Se usa o grafite para se extrair o átomo de carbono para fazer crescer os filmes de diamante”, explica Vladimir Airoldi, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) egresso da agência espacial norte-americana Nasa, e que está por trás do projeto.

A matéria-prima da tecnologia do Diamond, segundo ele, além do grafite, tem origem em gases como metano e acetileno. “O revestimento também conta com níquel que tem o papel de diminuir as tensões internas e contribuir para melhorar a aderência”, afirma Airoldi.

Peças como eixos, pistões, peças à brasão são o alvo desse revestimento indicado para acessórios que exijam alta resistência. “Na indústria de petróleo, as válvulas de esferas e válvulas borboletas são indicadas para receber esse tipo de tratamento de superfície”, afirma Araújo.  Uma das principais vantagens desse tipo de tratamento de superfície, está na sua dureza, que pode variar entre 1500 HV a 4000 HV pelo método Vickers, unidade de medida utilizada para dimensionar a dureza de materiais. “Para se ter uma ideia de comparação, os outros revestimentos de superfície do mercado alcançam, no máximo, de 1 a 4  GigaPascal de dureza, ou seja, muito abaixo do desempenho do Diamond”, aponta o diretor da Super Finishing.

Suas principais características são:

1)    Baixo Coeficiente de atrito : <0,1

2)    Taxa de crescimento: 0.5 a o.7 microns/h

3)    Baixo “stress”: Alta flexibilidade e aderência <1.0 GPA

4)    Dureza elevada: Entre 1500 HV a 4000 HV(método Vickers)

5)    Alta aderência ao substrato metálico: >30N de carga crítica

Mais informações www.superfinishing.com.br

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Dados constam na pesquisa realizada trimestralmente pela KPMG no Brasil

Com 406 operações realizadas entre janeiro e junho, o número de fusões e aquisições efetivamente concluídas e divulgadas que envolveram empresas estabelecidas ou com presença no País registrou um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento foi o suficiente para confirmar o período como o segundo melhor primeiro semestre da história, ficando atrás apenas de 2012, quando foram concretizados 433 negócios. O número de operações também apresenta uma estabilidade em relação ao segundo semestre do ano passado no qual foram observadas 410 operações.

“Apesar da menor expectativa de crescimento no país, o mercado de fusões e aquisições ainda vem mostrando força e confirmando que este tipo de operação ainda é uma das estratégias mais utilizadas para expansão das empresas”, afirma o sócio da KPMG e líder para o setor de Fusões e Aquisições, Luis Motta. “Também é importante destacar que mesmo no cenário atual, as empresas estrangeiras ainda enxergam oportunidades de aquisições de empresas no Brasil. Como exemplo, podemos citar as 192 operações observadas no primeiro semestre de 2014 em relação às 159 concluídas no mesmo período do ano passado. Este número também está bem alinhado ao segundo semestre de 2013 no qual observamos 194 transações.”

Setores

Além dos setores de Tecnologia da Informação e Empresas de Internet que registraram 54 e 43 operações respectivamente e que tradicionalmente  lideram o ranking, os destaques do primeiro semestre de 2014 ficaram por conta de Empresas de Energia (27), Serviços para Empresas (24), Alimentos, Bebidas e Tabaco (21), Telecomunicações e Mídia (16) e Instituições Financeiras (16).

Trimestre

Com relação aos resultados trimestrais, o intervalo entre abril e junho registrou um crescimento de 10% se comparado com o mesmo período de 2013 (213 x 194). Já se confrontarmos os períodos de 2014, o segundo trimestre também registrou aumento de 10% relação ao primeiro (213 x 193).

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Com o intuito de reduzir tempo na tramitação de entrada e saída de mercadorias do País, diminuir custos para importadores e exportadores e aumentar a segurança na logística do comércio exterior, o Brasil deve adotar, em breve, o programa Operador Econômico Autorizado (OEA). Trata-se de uma recomendação da Organização Mundial das Aduanas (OMA) e, para entender como o programa funciona e quais os benefícios para as empresas e o Pais, o Procomex – Aliança Pró-Modernização Logística de Comércio Exterior promoverá, no dia 25 de agosto próximo, em São Paulo, o Seminário Procomex – Impactos do Programa Operador Econômico Autorizado (OEA) – A Experiência Internacional.

O evento contará com a participação do sueco Lars Karlsson, maior especialista mundial no tema da modernização aduaneira. Ele fará a palestra “A Experiência Internacional do Programa Operador Econômico Autorizado – OEA”, que abre o evento. Karlsson atuou em diversas áreas da administração aduaneira da Suécia e também na Organização Mundial das Aduanas, onde exerceu durante cinco anos o cargo de diretor de Capacity Building. Autor de livros sobre o tema, Karlsson criou o primeiro programa de Operador Econômico Autorizado do mundo, adotado na Suécia. Esse programa pioneiro delineou os princípios e serviu de modelo para o padrão utilizado pela OMA, C-TPAT (Customs-Trade Partnership Against Terrorism), dos Estados Unidos, e pelo AEO europeu.

Na sequência haverá a palestra “A Certificação de Empresas em Segurança no Comércio Exterior”, que será proferida por Firmin Cusa, presidente da BASC Business Alliance for Secure Commerce, organização privada que é pioneira na área de certificação de empresas em segurança. Por fim, o seminário do Procomex receberá como palestrante José Carlos de Araújo, coordenador-geral de Administração Aduaneira da Receita Federal do Brasil. Ele detalhará os preparativos para a entrada em funcionamento do programa OEA no Brasil, cuja previsão é no início do próximo ano.

Adotado já em 54 países, o programa possibilitará maior previsibilidade nos trâmites do comércio exterior, além de garantir confiabilidade ao fluxo logístico nas fronteiras, portos e aeroportos, assim como contribuirá para redução de custos para as empresas brasileiras importadoras e exportadoras. O Programa OEA é de adesão voluntária e é concedido pelas Aduanas a importadores, portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas e demais agentes envolvidos com a cadeia de comércio exterior.

Para as autoridades aduaneiras, a principal vantagem das empresas ou órgãos com o Programa OEA é que elas conseguirão obedecer previamente aos padrões mínimos de segurança estabelecidos dentro dos programas específicos de cada país. Tais empresas, segundo análise das autoridades, comprovaram a confiabilidade e a previsibilidade de suas movimentações de cargas, fato que facilita e agiliza os trâmites de fiscalização.

Serviço

Seminário Internacional Procomex

Impactos do Programa Operador Econômico Autorizado (OEA) – a Experiência Internacional

Data – 25 de agosto de 2014

Horário – das 8h às 18h

Local – auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) – Rua Surubim, 504, 9º andar – Brooklin Novo – São Paulo

Mais informações: (11) 3812-4566 ou e-mail eprocomex@procomex.org.br

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Siemens, Aché e Cummins atuam em setores distintos, mas possuem uma peculiaridade que as tornam mais competitivas em suas áreas de atuação: qualificam jovens de baixa renda por meio do Formare, da Fundação Iochpe. As três empresas concluíram em julho a formação de 102 jovens para o mundo do trabalho. Com a conclusão dos cursos nas unidades dessas companhias, os jovens tornaram-se aptos a participar de processos seletivos e começar sua jornada profissional.

“O Formare cria competências, qualificação e educação. Nosso desafio é viabilizar aos jovens a entrada no mercado e servir de exemplo para que eles sirvam também de exemplo a outros colegas das suas escolas para que participem de programas semelhantes, não só o da nossa empresa. E que nós, da Siemens, sirvamos de exemplo para outras empresas”, revela Paulo Stark, presidente da Siemens.

Para  Luis Pasquotto, presidente da Cummins América do Sul e vice-presidente da Cummins Inc., o Formare Cummins tem tudo a ver com os valores e os princípios da missão da companhia. “As primeiras proposições nasceram a partir de um grande levantamento feito em 2011, que diagnosticou as necessidades da comunidade onde está instalada a Cummins, em Guarulhos. Identificamos algumas plataformas de ensino e o Formare foi escolhido por conter valores similares aos da Cummins”, argumentou.

“Estamos muito felizes com o sucesso do programa. Com o apoio de todos da empresa, principalmente das lideranças e da Fundação Iochpe, conseguimos garantir uma formação de qualidade para os jovens”, conta Patrícia Regina Alves, coordenadora do programa no Aché.

O Formare é um programa desenvolvido pela Fundação Iochpe, em parceria com empresas de médio e grande porte, que oferece cursos de formação inicial para o mercado de trabalho a uma turma de, em média, 20 jovens de famílias de baixa renda residentes no entorno das empresas.

Os cursos são realizados em período integral dentro das empresas, por funcionários que se dispõem, como voluntários, a ministrar as aulas. Ou seja, a empresa é transformada em um ambiente de aprendizagem e qualificação profissional, contínuas, tanto para os colaboradores como para os estudantes beneficiados.

Os cursos, com duração de, no mínimo, 800 horas/aula, são desenvolvidos pela equipe pedagógica do Formare de acordo com as características de cada empresa e a realidade do mercado de trabalho local. Eles são certificados por instituição federal de ensino vinculada ao MEC –a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)–, que mantém convênio com a Fundação Iochpe desde 1995.

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Trade Energy avalia que o mercado livre é impactado pelo fato de quase metade dos créditos não terem sido pagos

Devido às dificuldades das distribuidoras de energia em cobrir os impactos da crise hidrológica, a liquidação financeira dos contratos do mês de maio apresentaram inadimplência, em torno de 48%. Para amenizar este cenário, a parcela inadimplente teve sua liquidação postergada para 28 de agosto. “Assim, dá tempo para o governo negociar empréstimos complementares para cobrir o déficit. Aos agentes do mercado livre, que são credores junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o impacto é grande, já que quase metade dos créditos não foi pago ainda. Pesa também, a falta de isonomia, enquanto o ambiente livre está exposto aos mesmos riscos, mas não conta com qualquer ajuda governamental, tem que honrar seus compromissos, sob pena de desligamento imediato da CCEE”, afirma Walfrido Avila, presidente da Trade Energy.

No início de 2014, foi anunciado um empréstimo de R$ 11,2 bilhões, parte a ser intermediado pela CCEE, através de captação junto a instituições financeiras e parte correspondente a aporte direto do Tesouro, que já havia sido consignado pelo governo. Com a continuidade dos preços altos no curto prazo, as dificuldades das distribuidoras se ampliaram. “Vale lembrar que os problemas têm várias vertentes: a necessidade de compra no curto prazo por subcontratação de energia para atender o mercado cativo, a exposição relativa às cotas de geração renovada, com geração menor devido à crise hidrológica, e o pagamento da geração térmica adicional via Encargos de Serviço do Sistema (ESS), além da geração térmica dentro da ordem de mérito aumentada com a introdução do mecanismo de risco CVaR (Conditional Value at Risk)”, declara o executivo.
A Trade Energy avalia que as possíveis soluções são as revisões tarifárias extraordinárias das distribuidoras, previstas nos contratos de concessão e, a implantação imediata das Bandeiras Tarifárias, que foram adiadas em um ano após aumentarem os valores, porque oneraria os consumidores cativos. “Estes consumidores já foram penalizados com índices elevados de aumento nos reajustes tarifários deste ano, após a promessa de redução de 20%”, alega Avila.

De acordo com o presidente, a outra solução, que deve ser a adotada pelo governo, é a captação de empréstimo adicional de R$ 6,5 bilhões, inclusive com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para fazer frente à liquidação do mês de maio e as demais liquidações, até outubro. “Entretanto, o mercado estima que serão necessários cerca de R$ 8 bilhões até o final do ano”, ressalta o executivo.

Para reverter o quadro de alto índice de inadimplência, Walfrido Avila declara que é preciso equacionar as necessidades financeiras das distribuidoras, através dos aportes adicionais. “Fora esse fator, os índices de inadimplência estão se mostrando num nível suportável, devido principalmente aos critérios em vigor de garantias financeiras, mais rígidos, com a bilateralização do risco e que devem ser ainda mais endurecidos, com a implantação do limite operacional previsto para o final do ano”, finaliza o presidente.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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