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JoseVellosopresidenteexecutivoabimaq

José Velloso – presidente executivo da ABIMAQ

“Temos relatos de nossas associadas de que várias matérias-primas e componentes não estão chegando nas fábricas, além de dificuldade de obter combustíveis e lubrificante por causa da paralisação dos caminhoneiros”, afirma José Velloso presidente executivo da ABIMAQ.

Velloso ressalta que tem algumas empresas avaliando dar férias coletivas ou antecipar o feriado. “Os empresários estão com problemas de desabastecimento. Isso é bastante sério. Esperamos que haja um acordo entre os envolvidos e a greve termine logo para que a indústria volte a produzir como antes”.

Atraso na entrega de mercadorias de cliente e fornecedores, paralisação parcial da produção, absenteísmo, falta de materiais para elaboração de refeição dos funcionários, perda de embarque de produtos para exportação, custos extras de armazenagem e logística são alguns dos relatos dos 92,7% dos fabricantes de máquinas e equipamentos com relação aos reflexos da greve dos caminhoneiros.

A pesquisa realizada pela associação também questiona, caso a greve se estenda por mais alguns dias, quais medidas as empresas pretendem adotar. Férias coletivas, dispensa de colaboradores, trabalhar em regime de urgência e home office, reduzir semana trabalhada e produção, e adiar alguns projetos foram algumas das atitudes colocadas pelos empresários com o prolongamento da paralisação dos motoristas de caminhão. 

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autoEm alguns países o uso de robôs industriais já é um tanto comum, na China, por exemplo, o número de unidades vendidas por ano chega até 90 mil, enquanto no Brasil esse número bateu 1,8 mil em 2016 e cerca de 1,5 mil robôs são instalados anualmente no país. Mas o governo pretende mudar esses números. Recentemente foi anunciado o crédito de R$ 9,1 bilhões para a modernização da indústria e se espera que o setor produtivo invista outros US$ 250 milhões.

À medida que essas mudanças começam a ser iniciadas, foi anunciado também que os impostos de importação para aquisição de robôs industriais não produzidos no Brasil seria zerado. A alegação é que os robôs  agregam em diversos setores da economia, como de alimentos, bebidas e automóveis. “No mercado de robotização estamos em uma transição para a robótica colaborativa. Essa transição traz novos desafios regulatórios e de compreensão de como esses processos serão inseridos na planta. A ABDI tem trabalhado junto com o MDIC na melhora do ambiente regulatório, como a NR12 e também na criação de testbeds que permitam identificar elementos importantes para a criação de business cases nessas áreas e outras tecnologias da indústria 4.0” explica Bruno Jorge, Coordenador de Indústria 4.0 da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A redução de custos tem sido um grande vetor para o aumento da automação no Brasil e isso deve se acelerar nos próximos anos. Até 2019 o volume de robôs tende a aumentar no Brasil consideravelmente acompanhando a retomada econômica. O IFR (International Federation of Robotics) aponta que, no mundo, o setor da indústria deve adquirir 400 mil robôs industriais e que serão 3.500 novas unidades nas fábricas, mais que o dobro de registros em 2015, que foi de 1.407 unidades.

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indA atividade siderúrgica está numa encruzilhada na qual: por um lado convive com o excesso de capacidade de produção, particularmente da China, que põe em risco a estabilidade do mercado e as operações das empresas; e por outro, com a aplicação de medidas protecionistas (Seção 232 dos EUA, salvaguardas da União Européia e da Turquia) que distorcem os fluxos comerciais, causando grandes impactos no comercio regional.

Diante desse cenário de alto risco, a Alacero faz um apelo para que os governos latino-americanos trabalhem de forma coordenada em medidas preventivas que evitem efeitos adversos sobre a geração de renda e de empregos na região e assegurem condições de competição leal e comercio justo no mercado regional.

A problemática da indústria do aço:

A estrutura da indústria está sendo modificada por uma crescente estatização, enquanto as empresas latino-americanas operam em condições de mercado e sem apoio financeiro dos Governos.
O excesso de capacidade de produção de aço, estimado em 600 milhões de toneladas pela OCDE, e liderado pela China, segue sem solução e o problema se agrava diante do anúncio de novos investimentos para capacidades adicionais.
As principais economias do mundo estão aplicando medidas para defender os seus mercados dos efeitos provocados pelo excesso de capacidade existente no mundo.
Ademais do excesso de capacidade, persistem práticas de comércio desleal de aço, como dumping e subsídios.
A aplicação dos instrumentos de defesa comercial da Organização Mundial do Comercio (OMC) não tem sido suficientemente efetivas.
Desta forma, a Alacero solicita aos governos da América Latina que:

Atuem junto ao G-20 para ratificação do compromisso político de resolver a crise da indústria do aço na próxima Reunião de Líderes 2018 que será na Argentina.
Sejam aplicados, de forma efetiva e imediata, os 6 princípios acordados na Reunião do G-20 de novembro de 2017.
A curto prazo, realizem, em tempo real, o monitoramento aduaneiro das importações e exportações para evitar desvios de comércio.
Reforcem a aplicação dos instrumentos de defesa comercial preconizado pela OMC.
Se desenvolva um sistema de acompanhamento permanente da situação da indústria nos principais países e blocos econômicos.

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unnamed*por Ingo Pelikan

É crescente a necessidade de integração na cadeia automotiva. Por um lado, os sistemas industriais avançam em direção à Indústria 4.0, que demanda inovações nos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos produtivos. Por outro, os veículos – cada vez mais conectados, elétricos, autônomos e compartilhados – passam pela disrupção de suas tecnologias.

Em paralelo, os modelos de negócios ainda enfrentam fase de transição na indústria automotiva. Já começam a sair do clássico ‘montadoras, sistemistas e fornecedores’ para incluir os desenvolvedores de soluções para o transporte, uma vez que o veículo se tornou serviço, o motorista virou passageiro e, como tal, deseja ter uma série de facilidades para se locomover.
Neste contexto de profundas inovações, a interação do setor – entre os diferentes elos envolvidos em todo o processo, do desenvolvimento à manutenção do veículo – precisa ser fortalecida para que haja troca de experiência e velocidade de informação. Do contrário, os riscos da não integração são grandes, a começar por falta de transparência e perda de tempo na coleta de informações.
Outro grande impacto é a tomada de caminhos divergentes, que provavelmente devem se chocar em algum momento e exigir grandes retrabalhos. Como a execução de tarefas se mostra cada vez mais veloz em toda a cadeia, trilhar um caminho que seja errado poderá exigir enorme tempo para a sua correção, o que deve gerar atrasos na evolução exigida pelo mercado.
É essencial um entendimento comum sobre as demandas de inovação para tomadas de decisão mais assertivas, afinal as organizações devem colocar no radar de investimentos para os próximos anos altos aportes em inovação, tanto de produtos, quanto de processos de fabricação. Esse movimento envolverá uma gama de empresas que não estarão restritas às tradicionais da cadeia automotiva.
 
*Ingo Pelikan é presidente do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA)

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esgotosPor Yves Besse*

O conceito de cidades sustentáveis tem trazido novas visões na abordagem dos problemas de esgotamento sanitário urbano. Não se pensa mais unicamente em disposição final dos esgotos tratados em rios, lagos e mar, muito menos dos lodos em aterros sanitários. Até porque as legislações ambientais estão cada vez mais rígidas e essas soluções básicas estão se tornando cada vez mais inviáveis. Nascem, então, novos conceitos e tecnologias para atender as demandas ambientais.

O reúso do esgoto tratado em águas industriais, águas de lavagem de ruas, de molhagem de jardins ou até de recarga de lençol freático para aumento de disponibilidade de água bruta para produção de água potável tem se desenvolvido muito em decorrência de novas tecnologias cada vez mais eficientes e econômicas. Da mesma forma, a transformação do lodo do tratamento dos esgotos urbanos em energia – como calor, vapor ou eletricidade e até mesmo em adubos agrícolas – tem avançado muito.

Agora o mais interessante é integrar as estações de tratamento de esgoto à paisagem urbana. As opções incluem parques para lazer, áreas verdes, piscinões verdes para contenção de águas pluviais e prevenção de inundação e até mesmo áreas verdes para a limpeza dos rios urbanos, o que geraria valorização imobiliária – seja a partir de ETE em sistemas de jardins filtrantes ou compactas totalmente integradas a paisagem urbana.

Infelizmente o problema do esgoto no Brasil se resume apenas a sua coleta e ao seu tratamento – que ainda inexiste para mais de 70% da população urbana brasileira, ou seja, cerca de 130 milhões de pessoas. Ainda definimos a qualidade do esgoto tratado e, portanto, a tecnologia que devemos utilizar para o seu tratamento em função do seu corpo receptor (rio, lago etc.).  Quanto mais poluído o corpo receptor, menos exigente é a qualidade do esgoto tratado e menos tecnologia é utilizada para o seu tratamento. Criamos, então, um círculo vicioso no qual nunca despoluiremos o que já está poluído.

Para sairmos desse impasse, devemos modificar nossas normas técnicas para que possamos avançar mais e mais rapidamente. Isso somente ocorrerá se todas as partes relacionadas do saneamento trabalharem nesse sentido. Infelizmente as empresas públicas responsáveis por mais de 90% dos serviços de esgotamento sanitário à população urbana não estão preocupadas com isso e são, na sua grande maioria, utilizadas para fins políticos em detrimento do seu uso para fins de saneamento. Isso associado ao corporativismo de certas empresas públicas e de certos idealismos ultrapassados impedem que o setor enxergue e desenvolva soluções sustentáveis.

Dever-se-ia promover a conscientização política e da sociedade civil organizada e eliminar as ideologias populistas puras sobre a água – como as que dizem que a água é um direito humano universal – e substituí-las por ideologias realistas. A água é um direito humano sim, porém, é também um direito social, ambiental e econômico, totalmente diferente de um direito cívico, por exemplo, que não envolve as outras características, principalmente a econômica.

Se conseguíssemos num primeiro momento que as diretrizes da lei do saneamento de 2007 fossem cumpridas, já estaríamos numa situação muito melhor. Infelizmente elas têm sido postergadas sistematicamente ano a ano, o que faz que não se planeje, não se fiscalize, não se regule e não se regularize a prestação dos serviços públicos de água e esgoto urbanos.

Somente com maior rigor na aplicação da lei e a melhor utilização das diversas ferramentas disponíveis – como as PPPs, as concessões entre outras – é que poderemos acessar e utilizar as mais modernas ferramentas tecnológicas e de gestão existentes para atingirmos um índice de desenvolvimento urbano e passar de um país em desenvolvimento para a categoria de país desenvolvido.

*Yves Besse é diretor geral de Projetos para América Latina da Veolia Water Technologies

 

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crise hidricaPor Yves Besse*

 Em 2015 a falta de chuvas proporcionou aos paulistas um dos melhores verões com muito sol, calor, piscina, praia e mar – tudo que sonha nas suas férias de janeiro. Mas na volta à sua rotina de trabalho, foi confrontado com uma crise hídrica que o fez mudar vários dos seus hábitos de conforto ligados a água.  Passou a racionar os banhos, reutilizar as águas de chuveiros para usos sanitários, pensar em soluções de uso racional das águas e de reúso de águas de chuva para uso doméstico. Finalmente as chuvas voltaram e as preocupações com água voltaram a sua rotina tradicional: enchentes, alagamentos, enxurradas, doenças veiculadas à água etc. Ufa, voltamos a normalidade!

 Nossa memória é curta. Dois anos antes da crise de 2015 São Paulo foi confrontado com uma das maiores épocas chuvosas e que obrigou a abertura das comportas das represas, o que levou ao alagamento de várias cidades a jusante. Hoje, dois anos depois da famosa crise hídrica, entramos novamente num momento chuvoso, com muita água, enchente e alagamentos. Percebemos que não temos controle nenhum sobre as nossas águas urbanas. Se chove, alaga, se não chove, seca.

 Não sabemos quem governa as águas de São Paulo e nem do Brasil. Em parte, é a Agência Nacional de Águas (ANA), em parte o Departamento de Água e Esgoto (DAE), em parte é a secretaria estadual de recursos hídricos, em parte as agências de bacia, em parte os municípios, em parte a região metropolitana, e pode ser que eu tenha esquecido alguém.  Ou seja, uma verdadeira confusão que ninguém quer resolver. Vale o ditado: cão com vários donos morre de fome.

 Se queremos evitar futuras crises hídricas – e elas virão, pois o clima é cíclico –  deve haver interesse e responsabilidade política e pública. A crise que houve por falta de chuva foi superada graças às chuvas e a impressão que se tem é que o assunto está encerrado, ninguém fala mais da crise hídrica. Mas ela voltará e, quando isso ocorrer, não será mais problema dos políticos atuais, nem dos gestores públicos atuais. Só resolveremos o problema se nós conseguirmos os responsabilizar pelo ocorrido de tal forma de que não aconteça mais.

 A governança das águas é um assunto complexo que deve ser tratado com muita seriedade, muita competência e com sabedoria específica. Para isso, o Brasil criou em 1997 uma lei para os Recursos Hídricos. Essa lei foi baseada num conceito clássico, que veio da França, do usuário e poluidor pagador e das agências de bacias.

 Infelizmente a sua tropicalização e seu uso político impedem que ela seja adequadamente implantada e utilizada. Foram criados os conceitos dos rios federais e dos rios estaduais – que acabam se sobrepondo -, assim como as responsabilidades entre as diversas agências de bacias federais e estaduais – que nem sempre existem – e os diversos entes de regulação federal e estadual – que também muitas vezes ainda não existem.

 Vejamos um exemplo típico de comparação entre a França e o Brasil. A França, nos anos 1970, criou seis bacias hidrográficas e suas respectivas agências de bacias para gerir suas águas. O estado de São Paulo – que é mais ou menos a metade em área da França – criou 22 bacias hidrográficas e suas respectivas agências, que acabaram dominadas por interesses políticos em detrimentos dos interesses técnicos. Quase 20 anos após a aprovação da lei, ainda não conseguimos implantar de maneira sustentável a gestão das nossas águas.

 Vinte anos após a criação de sua lei, a França aplicava entre 500 milhões e 1 bilhão de Euros anualmente, isto é, entre 1,5 bilhão e 3 bilhões de Reais, por agência de bacia. Esses recursos foram obtidos na própria bacia hidrográfica pelo conceito de usuário e poluidor pagador e usado na própria bacia.  Isso representa a metade dos recursos que necessitaríamos para universalizar o saneamento brasileiro em 20 anos.

 A mudança desse cenário passa pela conscientização, planejamento, controle, regulação e, principalmente, responsabilidade e condenação de quem não respeita a lei. Semelhante com o que está sendo feito pela Lava Jato com a corrupção no Brasil.

 Não existe um único responsável pela governança das águas. Os quatro poderes brasileiros – Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público – têm o dever de gerir as águas; a sociedade civil organizada tem o direito de receber essa governança que ela paga por diversos meios, como impostos, taxas e tarifas.

 A sociedade civil organizada, incluindo a imprensa, deve pressionar os quatro poderes pelos seus direitos de ter água e esgotamento sanitário, de modo a colocar isso na agenda política para que seja tratado de maneira séria e não demagógica. Hoje só temos como alternativa rezar para que chova. Porém, não depende de nós.

*Yves Besse é diretor geral de Projetos para América Latina da Veolia Water Technologies

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ARTIGO – Uma dose de otimismo

Icone Análise,Artigo,Opinião | Por em 17 de fevereiro de 2017

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esrancaPor Ingo Pelikan

Criatividade se tornou palavra de ordem em 2016, um ano extremamente complicado para a indústria automotiva, marcado por uma queda brusca de volumes. Ao longo destes 366 dias, todos os segmentos do setor foram obrigados a serem criativos para sobreviver e, apesar de toda a dificuldade, conseguiram administrar bem o cenário.

Em função da incerteza de quando poderia haver uma retomada do crescimento, todos os elos jogaram um pouco na defensiva. Assim, fizeram uma série de ajustes para que realmente não houvesse impactos na qualidade dos processos produtivos. De fato, a princípio, não há indicadores que apontem para uma queda neste quesito, mas existe uma séria preocupação com a cadeia de fornecedores.

O que esperar deste novo ano? Embora ainda seja um pouco cedo para fazer alguma estimativa, seja para mais ou para menos, por conta do atual cenário político-econômico que ainda é incerto, previsões já apontam para uma pequena retomada, no sentido de, no mínimo, estabilizar no atual patamar e ter um pequeno crescimento.

Já existe aí um pequeno otimismo, capaz de estimular o crescimento da indústria. Uma dose de otimismo é fundamental para que todos voltem a acreditar em nosso potencial enquanto Brasil e estejam preparados para um possível aumento de demanda.

Já em preparação para uma eventual retomada, as organizações precisam entender que este é um importante período para revisar todos os processos de manufatura enxuta, responsáveis por atacar fortemente os desperdícios. São quatro os pilares que geram excelência operacional: processos, produtos, serviços e pessoas.

Se os quatro pilares forem bem trabalhados com objetivo de aprimorar a qualidade da marca, certamente serão maiores as chances de aproveitar melhor as oportunidades com a retomada. Dentro desse conceito, é preciso oferecer qualidade com alto desempenho, que contemple todas as demandas do cliente e não gere dores de cabeça.

O setor também precisa estar cada vez mais próximo para debater as dificuldades, alinhar os conceitos e desenvolver trabalhos em conjunto. Todos os elos devem estar integrados para que no momento da retomada não haja a procura de culpados, mas se tenha a solução na mão, já debatida com antecedência.

Neste cenário, a qualidade made in Brazil deve ser aperfeiçoada constantemente pelo setor, afinal a expectativa de crescimento não é restrita ao mercado interno, mas envolve as exportações. O produto nacional precisa ser competitivo globalmente para que a qualidade made in Brazil seja reconhecida em todos os lugares.

O País lida com a forte concorrência de países emergentes, que certamente investem nos mesmos aspectos e talvez não sofram um abalo político-econômico tão forte como o Brasil nos últimos três anos. Países como Índia, Rússia e México tiveram período um pouco mais tranquilo para se preparar para o aumento dessa demanda global.

Agora é a hora de intensificar estes princípios e praticá-los definitivamente porque a velocidade da retomada é imprevisível. Ao longo dos processos de crescimento, muitas organizações acabam ficando para trás. É hora de cada empresa fazer uma autoavaliação sobre onde chegou e o que precisa fazer daqui em diante. Vamos em frente!
*Ingo Pelikan é presidente do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva

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workO custo existente para manutenção de um escritório tem grande impacto nas finanças de um negócio. Por esse motivo deve ser levado em conta principalmente quando se está iniciando uma empresa ou se projeta novas contratações e precisa ampliar o escritório.

Estudos apontam que, para uma empresa que aluga um imóvel, os gastos anuais totais por estação de trabalho podem chegar em média à R$ 17.400,00. Um custo unitário bastante expressivo, sendo interessante buscar alternativas que proporcionem economia, como um coworking.

“Ocorre que os administradores muitas vezes não fazem um cálculo aprofundado desses valores, considerando apenas o aluguel. Todavia, para obter um número real dos custos, se deve levar em conta questões como manutenção, insumos, energia, telefone, dentre outros. Com isso se chegará a valores muito mais representativos”, explica Fernando Bottura, presidente da Gowork, empresa especializada em coworking.

Bottura explica que, atualmente, espaços de coworking estão se mostrando alternativas muito vantajosas para os administradores, por diversos fatores, principalmente os custos. “Uma empresa que pretende locar um espaço nesse modelo pode gastar cerca de R$10.800,00 por ano, contado com diversos benefícios como atendimento personalizado, salas de reuniões, localidades, manutenção e suporte técnico dentre outros benefícios”, explica o presidente da Gowork.

Assim, em comparação ao custo de um escritório normal, se obtém uma economia de 38% com a opção de utilizar esse modelo de escritórios compartilhados. Sem considerar outros benefícios, como flexibilidade de localização e possibilidade de aprimorar o network.

Diante os benefícios apresentados por esse modelo de negócio, o questionamento que surge é: quais os motivos que não fazem com que ele seja mais adotado? Bottura explica que a grande dificuldade que esse modelo enfrenta é a falta de conhecimento.

“Recentemente tive acesso a um estudo americano segundo o qual apenas 1% das pessoas sabiam o que é o modelo de coworking. No Brasil esse número ainda é menor. Contudo, esses escritórios já se tornaram uma ótima opção para quem os descobrem, sendo que, até mesmo grandes corporações estão utilizando em função de suas vantagens e custos”, conta Bottura.

Prova disso é o crescimento da própria Cowork, com uma alta na procura constante, tendo neste ano obtido um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Para atender essa demanda, hoje já são 1.300 estações de trabalhos espalhadas por toda cidade de São Paulo.

 

 

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evento“Se a gente quer desenhar uma empresa para ser inovadora, é preciso desenhar para que ela seja feita para o ser humano, que promova o engajamento das pessoas”. A fala é do administrador Marcelo Lopes Serrado, que palestrou sobre “Propósito de Vida e Identidade Corporativa” na HSM EXPO 2016, que acontece entre 7 e 9 de novembro.

“A resposta a um determinado ambiente vem da capacidade de a gente regular sentimento e pensamento. E de onde vem o que você pensa e o que sente? Vem do que você valoriza, e daí vem o sentido de propósito”, afirmou. Diante disso, acredita que, o principal erro das empresas é tratar o funcionário como se ele apenas pensasse e não sentisse.

O resultado de ter parte de suas aspirações ignoradas faz com que muitos profissionais, inclusive executivos, tenham de lidar com conflitos no ambiente corporativo. É o tipo de questão com que Sergio Chaia trata com frequência em seu quadro “O terapeuta corporativo”, veiculado na rádio CBN. “O mundo é cada vez mais desafiador e os profissionais estão cada dia mais solitários e com mais necessidade de compartilhar suas aflições”, afirmou ele, que dividiu com Milton Jung o auditório CBN Young Professional da HSM Expo.

Nesse ambiente competitivo e que muitas vezes despreza o contexto social e pessoal de colaboradores e clientes, outros modelos surgem ou mantem-se como alternativa possível. Edson Nassar, CEO do Banco Cooperativo da Confederação e da Fundação Sicredi, fala sobre o cooperativismo. “Entendemos a necessidade dos nossos associados. O cooperativismo é uma força muito maior do que uma ferramenta digital. Apesar de termos instrumentos digitais, não nos comparamos com os bancos, nosso cliente tem atendimento personalizado”.

A valorização dos laços entre indivíduos e empresas também é o que impulsiona a Economia das Dádivas, como explicou Marina Pechlivanis, publicitária e sócia fundadora da Umbigo Mundo e da UDM&Co. “No sistema da economia das dádivas, as relações são circuitos e criam laços, não uma troca mediada por papel, por plástico. É um sistema de interdependência e que tem relevância, porque você se importa. Ele restitui os vínculos”.

No dia a dia empresarial, uma das formas de proporcionar essa interação é apostar na transparência. “Nossos produtos são rastreados e convidamos nossos clientes a acompanhar todo o processo, inclusive os problemas. Quando você mostra suas fraquezas, você ganha empatia e engaja”, explica Alexandre Borges, presidente da Mãe Terra, empresa de produtos naturais e orgânicos.

Na mesa em que dividiu com Luis Augusto Lobão, diretor da HSM Educação Executiva, e Renata Pagliarussi, diretora de Marketing da Lush, Borges falou sobre o propósito traduzido na cadeia de valor. “É o senso de realidade de causa que faz com que haja uma velocidade de construção de marca. É a força do propósito”.

E se é importante que empresas tenham propósito, é de igual forma imprescindível que as pessoas também tenham propósito para sua vida profissional. Em sua fala sobre Gestão de Carreira, Viviane Mosé contou como sua formação que não parecia fazer sentido na época responde exatamente à demanda atual do mercado. Formada em Psicologia, com especialização em políticas públicas e doutorado em Filosofia, ela atende aos anseios dessa sociedade em rede. “Numa sociedade em rede, não existe carreira, tudo é circular e você tem possibilidades constantes de se reestruturar”.

Um caminho que fica mais fácil se feito sob uma gestão de excelência, como o modelo que foi tema da palestra de Jim Collins, o mais influente e respeitado pensador da gestão da atualidade e considerado o sucessor de Peter Drucker. Collins conduziu uma pesquisa que se propôs a mostrar as características dos líderes de nível cinco. “Vimos que não é questão de gênero ou de personalidade. O que os distingue é a humildade pessoal combinada com uma determinação implacável. O líder nível cinco tem o espírito de servir uma causa. Ele é incansável e não foca somente em sua carreira, mas no cuidado com o pessoal. Ele constrói uma grandeza”.

Sob medida

Em sua palestra “Como vencer na Economia Digital: Porque a localização ainda importa”, David Bell, professor premiado da Wharton School, explicou que a localização é capaz de denotar quais os interesses de determinado público, o que pode direcionar os investimentos para o tipo de negócio apropriado. Esse é inclusive o tema de seu livro que foi lançado na tarde desta segunda-feira na HSM Expo: “Localização (ainda) é tudo”.

O segredo do negócio, de acordo com Phil Libin, é entender o espírito de cada época e saber como responder a ele. Co-fundador e ex-CEO da Evernote – empresa que cria ferramentas para a nova força de trabalho, cada vez mais globalizada e móvel, Libin explica que é a economia quem define os modelos organizacionais. “No passado, era a escassez que ditava as regras. Em uma época de poucas opções de gastronomia, sobressaía-se quem tinha um restaurante. Hoje, o novo driver da economia é a atenção. Você vai ao restaurante em que, além da comida, você gosta do ambiente, do modo em que é recebido. O segredo agora é fazer um produto maravilhoso e ter pessoas dispostas a pagar por ele”.

O “Fator Humano na Estratégia de Inovação e Uso da Tecnologia” foi o tema abordado por Cícero Domingos Penha, vice-presidente de Talentos Humanos do Grupo Algar. Em sua fala, Penha salientou como a tecnologia e a chegada de uma geração de profissionais mais conectada tem alterado a estrutura física das empresas. “Temos desde as empresas de telemarketing – que substituíram aquela estrutura cheia de gente por uma com menos pessoas que precisam de qualificação para operar máquinas complexas – até aqueles ambientes já criados para serem abertos e convidativos para conseguir reter esse jovem desacostumado ao modelo antigo”.

Os desafios da tecnologia

Uma revolução com muitos desafios e muitas preocupações. Para Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil, esse é o tom desse momento em que a “nuvem” assume o protagonismo nas relações. “De 1970 para cá, vivemos a quarta revolução industrial. Várias empresas começam a pensar em solução de desafios históricos, como a cura do câncer. Mas, ao mesmo tempo em que isso acontece, também temos novas preocupações: será que a regulação está pronta para que se viva essa tecnologia em todo o seu potencial?”, questionou.

Uma das preocupações mais importantes, disse, é a questão da segurança e da privacidade, uma discussão que requer avanços sob a perspectiva certeira de que a tecnologia vai continuar crescendo de forma exponencial. “Temos uma crença de que todas as empresas existentes atualmente, quer elas saibam ou não, serão uma empresa de tecnologia e não que apenas usam tecnologia”, afirmou.

Nesse cenário de expansão, o jornalista Leonardo Sakamoto chama à atenção para o combate ao ódio e à intolerância nas redes. “É muito triste quando você percebe que o leitor não se preocupa em saber se determinada informação é falsa ou verdadeira. O leitor só quer saber se aquilo tem credibilidade para ele. E, nesse caso, credibilidade não tem relação nenhuma com a veracidade, mas com o número de ‘likes’. Se uma informação tem dois ‘likes’, é vista como mentira. Se tem 15 mil ‘likes’, mesmo sendo um absurdo, é tida como verdade”

O jornalista acredita que apenas a qualificação do debate público faria as pessoas se sentirem motivadas a se informar mais e indica a escola, o trabalho e a mídia como os locais mais apropriados para que isso seja fomentado.

 

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Por Claudio Graeff(*)

O Brasil é um dos 10 países mais ricos do mundo e de acordo com Relatório de Competitividade Global 2015/2016 do Fórum Econômico Mundial, ocupa a 7º posição no ranking para o GDP (PIB em português), e o 6º lugar quando avaliado o tamanho do mercado doméstico. Por outro lado, apresenta índices extremamente ruins de infraestrutura (126º), tecnologia (95º), comportamento ético das empresas (133º), entre outros disponíveis para pesquisa e avaliação de qualquer cidadão.

Não é possível questionar esses índices, uma vez que temos demanda reprimida em tantos setores de infraestrutura como rodovias, saneamento básico, geração e transmissão de energia, hospitais, escolas, presídios e outros. Isso ficou mais claro com o advento da Copa do Mundo, que apresentou para a maioria dos brasileiros uma realidade muito conhecida para quem trabalha com projetos de infraestrutura gerenciados e contratados pelo governo. Muitos projetos prometidos acabaram ficando pelo caminho, inacabados por abandono do contrato por parte das contratadas ou embargadas pelos órgãos fiscalizadores. Os que seguiram acabaram atrasando e estourando seus orçamentos, resultado de um planejamento mal feito e estudos deficitários.

Mas não é de hoje que implantar projetos de infraestrutura no Brasil não é uma tarefa fácil, e não é raro os projetos terminarem com custo muito maior do que os valores originalmente aprovados.

Diante desse cenário pouco motivador e associado à atual crise econômica e escândalos envolvendo grandes empresas brasileiras, existe a necessidade de mudanças por parte do governo e das empresas para enfrentar esse cenário adverso e voltarmos ao ciclo de crescimento.

Retirando dessa análise as variáveis de conduta ética na gestão, se formos avaliar as causas dos elevados custos dos projetos brasileiros de infraestrutura, vamos constatar que na grande maioria dos casos, há aditivos contratuais de prazo e custo, resultado de um grande número de interrupções por problemas diversos, resultantes da falta de uma adequada metodologia de desenvolvimento de projetos que deveriam levar em conta todos os impactos, bem como, estratégias e planejamentos adequados.

A melhor forma de se prevenir e evitar problemas futuros em um projeto é a gestão de riscos, metodologia amplamente falada, mas pouco entendida e aplicada de forma incorreta na maioria dos casos. Importante chamar a atenção para os conceitos desse modelo, que é agir preventivamente, mitigando ou eliminando eventos que podem impactar em custo, prazo e qualidade do projeto.

Pode se dizer que um dos fatores pelo qual os projetos terminam mais caros é devido aos riscos envolvidos e que efetivamente acabam acontecendo e, infelizmente, o Brasil apresenta um histórico muito ruim para estes riscos, com alta probabilidade de acontecimentos. Podemos citar os licenciamentos ambientais, liberação de áreas de servidões, improdutividades com greves e paralizações de projetos dentre outros. É importante salientar que esses são riscos trazidos da fase de desenvolvimento dos projetos, que devido ao modelo atual, transfere a resolução ou tratativa desses riscos para a fase de construção, que impacta diretamente no custo final dos contratos.

Nessa ótica, precisamos que os órgãos governamentais responsáveis façam seu “dever de casa” e utilizem as melhores práticas de gestão para tratar projetos que tanto precisamos, assumindo sua responsabilidade para os riscos imputados e gerenciados por entidades governamentais, identificando, mitigando e/ou eliminando os riscos envolvidos, através de ações preventivas, levando em consideração as variáveis internas e externas e de um correto estudo de engenharia e planejamento das necessidades e prazos para cada fase do projeto.

Isso não é novidade para empresas especializadas em gestão, além disso, em março deste ano, o International Finance Corporation (IFC), uma entidade do Banco Mundial, publicou o estudo “Estruturação de Projetos de PPP e Concessão no Brasil, Diagnóstico do modelo brasileiro e propostas de aperfeiçoamento”, recomendando a adoção de modernas formas de gestão de projetos como caminho a ser seguido.

É entendido por todos que precisamos de investimentos e de investidores para atender a grande demanda de infraestrutura do País, e para isso precisamos agir rápido e abandonar antigos vícios e adotar metodologias eficientes de gestão pública, lançando projetos bem desenvolvidos, estudados e planejados, parando de transferir para o setor privado e para a população as responsabilidades e custos da ineficiência estatal. Podemos começar, por exemplo, com os futuros contratos de concessões, que deveriam ter cláusulas específicas e que acionassem gatilhos para determinados eventos que impactam diretamente o resultado das concessões.

Importante salientar que as constantes mudanças das regras dificultam muito as tomadas de decisões de um potencial investidor. Esse risco se elimina por meio de instituições fortes e tomadas de decisões técnicas, não ideológicas; pois confiança é algo que se conquista com o tempo e não se define em decretos.

*Claudio Graeff é diretor executivo da FTI Consulting

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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