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Professional middle aged truck driver in casual clothes driving truck vehicle and delivering cargo to destination.Dedicada ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, a data é sinônimo de farol amarelo, um alerta para os recursos humanos das empresas.

Na área de logística não poderia ser diferente. Temos muitos motoristas que arriscam a vida nas vias brasileiras todos os dias e é necessário que as empresas invistam em tecnologias que atuem na prevenção dos acidentes. De acordo com dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (Onsv), a cada 15 minutos uma pessoa perde a vida em acidentes de trânsito, além de ferimentos e sequelas em um indivíduo a cada 2 minutos.

Mas como a tecnologia pode ajudar? Segundo Nilson Brizoti, diretor de tecnologia e produtos da Pointer by PowerFleet Brasil – multinacional especializada em mitigar acidentes envolvendo frotistas, a Internet das Coisas (IoT) abre um novo mundo para instituições que trabalham com pessoas atrás do volante.

Como exemplo, ao aplicar uma solução como a Safety, o gestor de frotas conta com uma série de benefícios que chegam a reduzir em 35% a possibilidades de acidentes e avarias durante a rota da logística e em até 65% na gravidade casos.

- Direção responsável: curvas perigosas, freadas bruscas, velocidade acima do permitido. Todos esses comportamentos são um prato cheio para uma colisão. Isso pode ser revelado ao gestor, ou seja, o motorista tem cada passo seu registrado e corrigido, inclusive, com instruções em tempo real. Assim, o RH de uma empresa, por exemplo, pode até beneficiar os melhores motoristas, indicar cursos e reciclagens para aqueles que estão fora do compliance, ou seja, encontrar a melhor forma de incentivo aos motoristas.

- Gestão de fadiga: como monitorar sono ou cansaço de quem está atrás do volante? Existe uma câmera que, além de tirar uma foto, emite um alerta para os responsáveis. Desta forma, os gestores poderão analisar há quanto tempo aquele condutor está ao volante, se precisa descansar ou se há alternativas para prevenir um acidente.

- Manutenção: a tecnologia leva isso ao seu máximo potencial, já que permite uma visão completa sobre o estado físico do veículo: se a caixa de câmbio está comprometida, se a pressão do ar nos pneus está adequada ou até mesmo qual é a rotação do motor. Com esse tipo de informação, um gestor de frotas consegue, assertivamente, programar manutenções, evitar a troca constante de peças, prevenir panes e, com isso, reduzir os acidentes.

A IoT salva vidas, portanto, uma empresa não pode viver alheia às tecnologias que podem mudar todo um rumo de uma história que poderia ser fatal. Segurança e responsabilidade devem ser provenientes das mãos dos empresários, afinal, o exemplo começa de cima.

Sobre Nilson Brizoti: Como Diretor de Tecnologia e Produtos da Pointer by PowerFleet Brasil Nilson é responsável pelo Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento para criar tecnologias para redução de custos, prevenção de acidentes, minimizar riscos e controlar ativos móveis. Possui Pós Graduação em Administração de Sistemas Integrados pela FGV/Eaesp e MBA em Gestão de Operações, Produtos e Serviços pela POLI/USP – Escola Politécnica da USP.

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pedroPor Pedro Okuhara*

Em recente levantamento, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostrou que mais de 40% nos custos de produção industriais brasileiros estão relacionados ao consumo de energia elétrica. E o pior: a eletricidade é o maior insumo de 79% das fábricas nacionais. Como diminuir o impacto do custo de energia elétrica na produção industrial? É possível fazer uma gestão de custos que permita maior eficiência na utilização da energia?

 

Não existe uma solução única para o gerenciamento de energia, essa é uma medida que precisa ser estudada caso a caso, iniciando sempre pelo mapeamento de consumos e cargas de uma empresa ou indústria. A decisão mais oportuna neste sentido é o rateio de energia nos centros de custos, muito apropriado para customizar um plano eficiente de gestão de energia, baseado em alocação real dos dados de consumo.

 

Um passo fundamental rumo a este caminho está na digitalização dos processos, um dos principais elementos da Indústria 4.0. Com a utilização de diversas tecnologias, é possível fazer o monitoramento contínuo dos custos com energia elétrica e utilidades, em tempo real e on-line, realizando o rateio do consumo total da empresa ou indústria em suas respectivas áreas de negócios, departamentos ou unidades consumidoras, ou até mesmo por unidade produzida.

 

Um servidor realiza a coleta de dados para fornecer o histórico de custo de energia de forma gráfica, além de enviar notificações e alarmes por e-mail. O banco de dados permite a análise, em tempo real, de como a energia está sendo consumida, não apenas para o consumo geral da planta, mas segmentando seus departamentos e até as máquinas e equipamentos no chão de fábrica. Além da enorme quantidade de dados, normalmente chamada de Big Data, é importante que os setores de manutenção e sustentabilidade tenham acesso a esses dados de forma estruturada e de fácil entendimento, para realizarem ações e projetos voltados para eficiência energética das respectivas medições.

 

Geralmente, as áreas com maior número de colaboradores e uso de máquinas pesadas consomem mais energia, revelando ali uma maior necessidade de monitoramento de consumo de energia elétrica. Dessa forma, equipes encarregadas pela gestão de utilidades podem gerenciar e otimizar a utilização de energia elétrica por departamento, prédio, andar ou instalação, bem como por aplicação, processo de fabricação ou equipamento, para assim fazer um levantamento compartilhado e detalhado dos gastos.

 

A medição mais detalhada do consumo de energia gera um volume maior de dados sobre os quais os gestores devem se dedicar para traçar o melhor plano de eficiência energética e tomar as melhores decisões. Além dos dados coletados, também podem entrar nos critérios de cálculos o número de máquinas em operação em cada centro de produção, o número de pessoas trabalhando em cada unidade consumidora, quantidade de turnos de produção, entre diversos outros fatores.

 

Além de ser útil para planejar ações de eficiência energética, o rateio de custo setorial ajuda na implementação de medidas para melhorar o perfil de consumo das empresas, com decisões mais delineadas para sustentabilidade. Resultados eficientes podem ser obtidos por simples mudanças no processo, ou até mesmo pelo retrofit ou substituição de tecnologia por produtos mais atuais e eficientes.

 

Por que gerenciar a energia é essencial?

 

O principal objetivo para a medição de energia e seu rateio de custos para a indústria é garantir uma gestão mais eficiente, em busca de soluções pontuais, e uma cobrança mais coerente de cada área envolvida no processo produtivo.

 

Gestores e administradores só têm a ganhar com a automatização de dados em uma rede interna ou até mesmo online via internet. Este tipo de mapeamento do consumo de energia ajuda a identificar o problema na origem. A partir do cálculo do rateio, pode-se quantificar o número de máquinas em operação em cada centro de distribuição ou a quantidade de pessoas trabalhando em cada unidade consumidora. Em resumo: medidas que impactam positivamente na produtividade, na eficiência e no controle de despesas.

 

O Brasil e o caminho da eficiência

 

O setor industrial brasileiro é um dos setores que mais investe em eficiência, porém ainda existe uma enorme oportunidade na melhoria de processos e máquinas, e a consequente diminuição nos custos de produção.

 

Em levantamento feito em 2018, o Brasil ocupava o 22º lugar entre os países de maior eficiência energética, em lista liderada por Alemanha, Dinamarca e Japão. Nosso país precisa investir na modernização de seus parques industriais e empresariais para melhorar sua competitividade.

 

As tecnologias da indústria 4.0 estão cada vez mais acessíveis e devem ser utilizadas a favor da modernização do nosso país, auxiliando não somente na competitividade industrial, mas também na eficiência energética e redução de consumo que nosso país está precisando agora.

Especialista de produto e aplicação da Mitsubishi Electric*

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Nycholas_2-bg-white (1)Por Nycholas Szucko*

A indústria hoje passa por diversos desafios. Além de enfrentar uma concorrência crescente, interrupções na cadeia de fornecimento e escassez de mão de obra, ainda precisa lidar com a transformação digital e riscos cibernéticos.

A maioria das fábricas não tem a visibilidade total de suas operações por ainda misturar equipamentos antigos – ativos de ICS (sistema de controle industrial) com novos dispositivos IoT. Muitas vezes, nenhum deles tem um sistema eficiente de cibersegurança, tornando-se um alvo fácil para os hackers. Mas isso pode ser evitado por meio de tecnologias de cibersegurança que trazem visibilidade.

Essas soluções integram ferramentas de gerenciamento de riscos que permitem aos gestores ter consciência situacional em tempo real de suas redes OT, incluindo visibilidade de ativos, conexões, comunicações, protocolos e outros pontos que trazem maior segurança. Por meio deste tipo de gerenciamento, é possível automatizar o inventário de ativos, eliminar pontos cegos e revelar legado que possa ter sido perdido anteriormente.

Esse tipo de recurso de segurança pode detectar em tempo real vulnerabilidades, ameaças e anomalias, tanto em instalações brownfield, ou seja, em instalações industriais abandonadas, ociosas ou subutilizadas quanto em greenfield(fábricas iniciais ou em planejamento). Inclui insights do processo que destacam as ameaças à confiabilidade, tais como falha de equipamentos, valores variáveis incomuns e anomalias de comunicação em rede. Também podem emitir alertas e relatórios que sinalizam a existência de um problema.

Um sistema que resume e prioriza os riscos, com inteligência acionável e playbooks para remediação, ajuda a tornar suas instalações mais seguras de forma eficiente e sistemática. Além disso, essas soluções analisam mudanças problemáticas na rede ao longo do tempo e permitem uma resposta mais rápida a incidentes.

Para os fabricantes, esse tipo de investimento se traduz em tempo de funcionamento, maximizado e qualidade de produto e volumes de produção consistentes. Seguindo essas dicas, vamos colocar a mão na massa e procurar trazer mais visibilidade às suas operações investindo em soluções de cibersegurança?

Diretor de vendas da Nozomi Networks*

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Luiz Egreja (6)Por Luiz Egreja*

Na era das conexões e redes virtuais, o mundo real também está cada vez mais interconectado. Exemplo desse cenário é a produção global, em que qualquer interrupção local pode significar impactos espalhados por todo o planeta. É exatamente isso o que aconteceu à medida que a pandemia da Covid-19 foi se alastrando pelo globo, impondo restrições para as indústrias, que levaram inúmeros desafios para a economia.

Os efeitos da crise sanitária foram – a ainda são – perceptíveis. O momento, porém, é de olhar para o futuro e ver o que, de fato, a pandemia do coronavírus deixará como aprendizado à Indústria. De imediato, uma das principais lições é a reafirmação da digitalização como um ponto fundamental para fornecer visibilidade, integração, automação e inteligência aos processos, ajudando as empresas a anteciparem ou contornarem os entraves gerados pelas interrupções – seja qual for o seu tamanho.

Neste cenário disruptivo e desafiador, está claro que a digitalização pode ajudar os times corporativos, especialmente na manufatura que contempla um enorme ecossistema interconectado, a alcançarem uma visão mais ampla e factível sobre os indicadores de suas operações e para analisar as condições do mercado. Ter essa visibilidade exige que essas organizações estejam preparadas com um plano de ação sólido e com as ferramentas certas para maximizar as respostas necessárias.

Hoje, é possível dizer que a pandemia apenas expôs um ponto que já estava sendo discutido há algum tempo, que era o ritmo lento de evolução da indústria global em direção à transformação digital. Com a pandemia, e à medida que as empresas foram forçadas a se adaptar rapidamente para acompanhar o ritmo das mudanças, a alteração dos planos de ação rumo à adoção de tecnologias virtuais e de plataformas para se responder ao cenário se tornou mais frequente e importante do que nunca.

É necessário, porém, que esse foco em inovação e digitalização não seja interrompido quando as restrições e impactos da pandemia passarem. É crucial que as empresas sigam buscando tecnologias para reimaginar o futuro modelo de manufatura e para construir a resiliência de que precisam para resistir a choques ainda desconhecidos, mas que possivelmente estão por vir. O modelo de manufatura tradicional, com empresas operando com sistemas computadorizados de décadas passadas e pouca análise de dados, se tornou insustentável para os negócios atuais, trazendo inúmeros riscos para as operações.

Isso porque, em um mundo cada vez mais orientado por dados, ter os registros e análises sempre à mão, em uma plataforma que entregue assertividade e visibilidade às análises, tem se mostrado uma característica imprescindível para que as companhias tenham condições de compreender as mudanças e contextos ao redor de suas cadeias de suprimento e de produção. Em outras palavras, a digitalização é um ingrediente-chave para que as empresas possam se antecipar à dinâmica de constante transformação dos negócios, seja em termos de tendências de consumo ou em relação às possíveis intercorrências em suas redes de negócios.

De modo muito prático, a adoção de ferramentas digitais colaborativas torna mais fácil a tarefa de identificar onde estão acontecendo os gargalos e atrasos por conta de fronteiras fechadas ou quantos navios estão parados no mar, entre outros. Além do mais, o uso dessas soluções também simplifica o trabalho para reequilibrar o trabalho das equipes e até mesmo como otimizar a ocupação das linhas de produção, caso seja necessário. Ou seja, a tecnologia traz como grande benefício a possibilidade de processar rapidamente informações complexas, fornecendo respostas com uma agilidade vital para o ambiente atual.

É possível dizer que a pandemia da Covid-19 deixou ainda mais clara a ideia de que o futuro está no uso de plataformas de experiência colaborativa e de simulação. Elas são, de fato, fundamentais para catalisar a inovação e o desenvolvimento de soluções mais longevas nestes novos tempos. Outro aprendizado, portanto, é necessidade de que cada vez mais as empresas, pesquisadores e startups reforcem e ampliem o uso de ferramentas colaborativas, em busca de soluções mais assertivas para seus desafios diários.

Se é verdade que o coronavírus colocou a indústria mundial em xeque, também é verdadeiro afirmar que este ambiente em desordem reforçou o papel de algumas propostas e oportunidades. Não por acaso, o último ano foi bastante prolífico em apresentar grandes casos de sucesso, com companhias dos mais diversos segmentos ganhando espaço à medida que conseguiam responder às novas realidades de suas indústrias por meio do uso da tecnologia.

As empresas não podem prever a próxima pandemia – e nem mesmo a próxima interrupção do mercado. Mas elas podem estar mais preparadas, compreendendo o seguinte ponto: a transformação digital capacita as companhias a reagirem com rapidez e inteligência diante das mudanças impostas pelas condições ou demandas do mercado. Neste cenário, terá aprendido a lição os líderes que entenderem que o papel das tecnologias digitais não é evitar os desafios do futuro. Ao contrário, a inovação deve ser a base que garantirá a agilidade para que as organizações estejam sempre  melhores posicionadas, com as informações e inovações certas para otimizar os planos e para tornar suas cadeias de suprimentos e operação mais robustas, flexíveis e resilientes.

*Consultor Sênior de Business Transformation da Dassault Systèmes

 

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Leandro KrugerPor Leandro Kruger*

De acordo com um estudo da TNS Research, as empresas que investem em tecnologia têm aumento na receita e, crescem, aproximadamente 60% a mais, se comparado às companhias que descartam o investimento. A utilização de tecnologia na indústria pode gerar muitos benefícios, como por exemplo, otimização dos processos, redução de custos e, ainda, agilidade nas tarefas. Mas, o que esperar de investimento em TI na indústria nos próximos anos?

Falando especificamente da indústria, as tecnologias de informação e de operação, ou seja, que observamos no chão de fábrica, assumem cada vez mais um papel de protagonismo nas estratégias de negócios, uma vez que o movimento de fusão entre IT/OT tem gerado possibilidades inéditas para as indústrias de manufatura e processos. O mercado já conta com casos de sucesso que ilustram esta prática, elevando os níveis de produtividade, segurança e sustentabilidade para patamares nunca antes vistos e, demonstrando na prática, como a tecnologia tem promovido retorno positivo para as companhias.

Os desafios da indústria no Brasil

Mesmo com os desafios impostos pela pandemia, há uma grande expectativa de retomada industrial em todo o mundo. No Brasil, existe um ambiente de pressão inflacionária, pressão sobre a cadeia de suprimentos e possibilidade de variações bruscas na demanda, as quais acompanham o cenário de incertezas. Neste contexto, uma parte importante das indústrias vem se antecipando para enfrentar e ser vitoriosa neste ambiente e, a tecnologia é uma das principais aliadas.

Nesse momento, o acesso a tecnologias digitais que impulsionam a Indústria 4.0 não são mais um desafio, por conta da alta disponibilidade destas e também à redução de barreiras de entrada como, por exemplo, a contração por assinaturas e ofertas cada vez mais escaláveis, permitindo que as organizações coloquem em prática ações inovadoras como fruto de pensar grande, começar pequeno e crescer rápido.

O desafio da indústria conta agora com enfoque na “Cultura de Inovação”, que precisa ser cada vez mais fomentada dentro das empresas. Quando os líderes inspiram os colaboradores a se transformarem, se tornam agentes de mudança e contribuem para a melhoria dos processos e da aceleração da adoção de novas tecnologias. Desta forma, se os líderes inspirarem a inovação para objetivos de negócios específicos, como por exemplo, obter uma produção ágil, reduzir custos ou aumentar a qualidade, certamente as empresas terão a Indústria 4.0 como uma aliada estratégica.

Novidades tecnológicas para as indústrias nos próximos anos

Durante a Automation Fair , importante feira mundial de automação, promovida recentemente pela Rockwell Automation, foram apresentadas as principais tecnologias, soluções e serviços em automação industrial e transformação digital.

Entre as novidades para o mercado nos próximos anos, podemos ressaltar lançamentos em torno da tecnologia FactoryTalk Hub, que se designa como um conjunto de Softwares as a Service (Saas) que são habilitados na nuvem e ajudam as empresas a economizar tempo e simplificar os fluxos de trabalho em seus processos industriais. A tecnologia possui grande potencial de adoção, tendo em vista que as empresas estão começando a mover seus aplicativos industriais para a nuvem, sendo alimentados por tecnologias digitais como Machine Learning e Inteligência Artificial.

Outro segmento que apresenta diversas novidades, vem juntamente com o aumento em dispositivos inteligentes e conectividade ponta a ponta, que está tornando as operações mais produtivas, no entanto aumenta o risco de ameaças à segurança cibernética, segmento este que irá crescer nos próximos anos, uma vez que as empresas já estão investindo em soluções de Cibersegurança .

Aplicações na indústria brasileira

Precisamos reconhecer os esforços que a indústria brasileira vem realizando para se manter produtiva, segura e sustentável diante de todos os desafios que enfrentamos nos últimos dois anos, desde os efeitos da pandemia, que trouxe consigo os desafios internos e as inúmeras dificuldades para se inovar neste ambiente.

Muitos destes esforços esbarram na adoção de novas tecnologias e de boas práticas a nível mundial. As tecnologias citadas acima, por exemplo, podem ser aplicadas no mercado brasileiro em velocidade recorde, considerando a flexibilidade e escalabilidade que, de maneira geral, os softwares são capazes de proporcionar, ainda mais considerando a modalidade SaaS.

Para os próximos anos, vejo na indústria a continuidade na adoção de tecnologias digitais que habilitem uma “manufatura inteligente”, que embasa a visão de uma produção eficiente, sustentável e segura. Essa visão é baseada na utilização de dispositivos inteligentes que se conectam e disponibilizam dados e informações relevantes, e suportarão máquinas inteligentes, ao ponto de usar estes dados (dos dispositivos) para impulsionar produtividade, as quais estarão sob a gestão de sistemas inteligentes.

Observamos o quanto as forças inflacionárias estão presentes nas indústrias de todo o mundo, as quais são potencializadas pelo câmbio no Brasil. Diante deste cenário, acredito que as tecnologias podem ser protagonistas nos esforços para redução dos custos, assim como para suportar uma produção ágil, em um ambiente com variações bruscas na demanda e de pressão sobre a cadeia de suprimentos, que, até o momento, são características presentes nesta retomada.
Diretor Regional do Brasil da Rockwell Automation*

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Simone Santos, sócia-fundadora da SDS Properties

Não fugindo à regra do histórico da economia brasileira, o mercado de condomínios logísticos também vive de ciclos.  A SDS Properties acaba de virar o jogo para os proprietários. Claro que, olhando de lupa para algumas regiões, o novo ciclo ainda patina, mas na média geral e principais mercados, a curva é ascendente.

A virada aconteceu em 2020, no pior momento da história recente global, fomentada pelo e-commerce, e em detrimento do comércio de rua. Que o e-commerce já era uma tendência não restam dúvidas, mas a reclusão por meses recuou a economia com entretenimento, viagens, vida social, revertendo-se para o consumo eletrônico.

O crescimento exponencial num curto período fez as grandes empresas de e-commerce saírem a mercado logo no segundo mês de pandemia, e, desde então, a corrida não parou. Em 2020 tivemos recorde de locações: 3.060.000m², a maior registrada dos 5 anos anteriores.

Enquanto escritórios e shoppings sofrem para resistirem aos estragos da pandemia, o mercado de galpões virou a “joia da coroa”. O terceiro trimestre de 2021 retoma de onde paramos em 2013. Voltamos a ter, na Grande SP, valores pedidos de R$27/m² e vacância abaixo dos 10%. Ficamos congelados por 8 anos. Ainda em função do comércio eletrônico, o mercado brasileiro de condomínios logísticos bate novo recorde e, mesmo antes de fechar o ano, já temos absorção líquida das locações de 1.750.000m², contra 1.500.000m² de 2020.

Reflexo na queda da vacância com atuais 8,95%, que, com exceção do Rio de Janeiro, todos os estados monitorados estão com vacância abaixo de 10%. O novo estoque projetado para 2021 é de 3.000.000m², dos quais 50% já foram entregues, e o saldo, acreditamos que, parte será postergada para o 1T de 2022, em função de atrasos de cronograma. Para 2022 e 2023, a previsão é de outros novos 3.000.000m².

Não temos uma previsão definida para 2022, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. Mas já é sabido que não teremos o mesmo desempenho de 2021, já que, apesar do crescimento orgânico da própria atividade, o e-commerce, principal consumidor de galpões, não terá a mesma envergadura de 2020 e 2021. Contudo, é importante destacar que, mesmo numa previsão mais conservadora, já temos encomendados até 2022, 790.000m² já alugados, seja no modelo pré-locação, seja no modelo BTS. Dessa forma, entre um cenário mais pessimista e otimista, a vacância prevista deve variar entre 9% e 13%. Isso se confirmando, os valores de locação devem manter as correções de anos estagnado, especialmente por conta da elevação do custo da construção e em regiões que hoje apresentam vacância abaixo de 5%.

Destaques:
– Descentralização da demanda para outros mercados, além das regiões Sudeste, e consequente interesse dos desenvolvedores por mercados nas regiões Nordeste, Sul e Centro Oeste.
– Janela de novas locações no modelo pré-locação e BTS, especialmente para os centros de distribuição de varejo e e-commerce.

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carlosPor Carlos Heise*

O ozônio é um gás conhecido há mais de um século pela humanidade. A molécula de fórmula química O3 é responsável pelo cheiro característico das chuvas com trovoadas e também o agente de proteção do nosso planeta, por meio da famosa e esburacada camada de ozônio. Muitos não sabem, mas esse gás também tem funções cada vez mais notórias no cotidiano dos seres humanos, pois contém a característica de ser um poderoso e ecológico oxidante.

Em agosto de 2020, cientistas da Universidade de Fujit, no Japão, constataram que o ozônio tem capacidade para neutralizar o coronavírus em ambientes fechados. Esse estudo leva em consideração condições específicas de concentração, tempo de exposição e tipo de aplicação, mas foi um grande marco para o gás.

Embora o ozônio tenha ganhado notoriedade no combate à Covid-19, ele já é utilizado há mais de um século e ainda segue desconhecido pela maior parte da população. Alguns países da Europa, como a França, começaram a utilizá-lo no início do século passado nas Estações de Tratamento de Água (ETA) municipais para abastecimento da população. Logo em seguida, Japão e Estados Unidos também embarcaram nessa aplicação. No Brasil, existem empresas que trabalham há anos com as aplicações do ozônio, mas ainda não é algo comum e amplamente conhecido pelo público em geral.

Além do tratamento de água das cidades, podemos citar diversas outras aplicações, como o tratamento da água em caixas d’água, piscinas e lagos, tratamento de efluentes industriais para descarte e até mesmo para reuso de água, além da ozonioterapia e oxi-sanitização de carros.

Apesar de ser um oxidante que pode eliminar praticamente todo tipo de contaminantes microbiológicos, os geradores de ozônio precisam utilizar materiais nobres e possuem uma tecnologia complexa. Por isso é importante entender que existem “geradores” e “geradores” de ozônio no mercado. Algumas marcas vão durar por muitos anos enquanto outras marcas de menor qualidade podem reduzir ou parar a geração com poucas semanas de uso.

E por que é tão difícil produzir um gerador de ozônio confiável? Por conta da célula geradora de ozônio. Ela é responsável por “pegar” o gás oxigênio do ar ambiente e, por meio de uma descarga elétrica chamada de “descarga de corona” (que não tem nada a ver com o vírus), quebrar a molécula de oxigênio. A partir dessa quebra, os átomos se rearranjam e formam o famigerado O3. Para conseguir este efeito, é aplicada uma descarga de alta tensão em uma determinada frequência elétrica, e para isso é importante utilizar componentes de alta qualidade que não se danificam com o tempo de uso.

A célula citada é basicamente o coração do equipamento. Ela é responsável pelas diferenças de produção de ozônio e diferenças de preços nos equipamentos. Um componente fraco, desses que são trazidos da China por exemplo, acaba se desgastando muito rapidamente e, muitas vezes, dura poucos meses ou até mesmo algumas semanas.

Outro ponto é a quantidade de ozônio gerada informada pelos fabricantes ou vendedores. Como atualmente não existe uma norma ou leis no Brasil sobre isso, cada fabricante diz o que quer e alguns colocam quantidades produzidas com mais de 10 vezes a real. Teoricamente isso se caracteriza como crime de concorrência desleal, porém, a fiscalização no Brasil é insipiente, permitindo que algumas empresas anunciem quantidades falsas no mercado. Portanto, sugerimos cautela na hora de pesquisar por um gerador de ozônio. Pagar barato pode parecer uma boa no curto prazo, mas a qualidade do equipamento com certeza não será a mesma.

Uma coisa é certa: o ozônio veio para ficar. Seja em aplicações para indústrias, o agronegócio ou para a própria residência dos brasileiros, estamos vendo um aumento considerável no surgimento de novos produtos e empresas que vieram para revolucionar nossa relação com este elemento.

*Engenheiro e CEO da empresa Panozon Ambiental S/A

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pexels-cottonbro-7191423Não há mais dúvidas sobre a importância do ESG para as empresas e as que incluíram propostas sustentáveis em suas rotinas ganham cada vez mais destaque. De acordo com um levantamento da Bloomberg, em 2025, a agenda ESG deverá atrair cerca de US$53 trilhões em investimentos. E diante desse cenário, a economia circular tem chamado a atenção, sendo a reciclagem um dos pilares mais importantes.

A produção per capita de lixo produzida no Brasil varia de 0,3 a 1,1 Kg/dia por habitante. Segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, foram gerados 79,1 milhões de toneladas de lixo em 2019. E é por isso que buscar soluções sustentáveis para o consumo se torna cada dia mais essencial, como por exemplo a reciclagem do vidro, matéria que movimenta uma parte importante da indústria de bebidas no país.

De acordo com a Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro), a reciclagem de vidro no Brasil movimentava até 2018 aproximadamente R$120 milhões por ano. Porém, de uma produção de mais de 8 bilhões de unidades por ano, menos da metade desse material era reaproveitado por dificuldades da logística reversa, que trata, genericamente, do fluxo físico de produtos, embalagens ou outros materiais, desde o ponto de consumo até o local de origem. Isso se dá por diversos motivos, como dificuldade de locomoção, postos de coleta ou perigo ao manusear o material.

Para Rodrigo Clemente, fundador da BLZ Recicla, que faz parte da JVMC Participações, a pandemia agravou ainda mais a situação do mercado. “A incerteza que assolou o segmento, levou muitos fabricantes de bebidas a diminuir a compra de embalagens, uma vez que a expectativa era a queda nas vendas. Entretanto, o cenário foi outro e o consumo de bebidas aumentou consideravelmente no período. Em paralelo, tivemos a situação de que os itens não eram comercializados em restaurantes e bares, o que dificultou a logística reversa e ocasionou um descarte maior de garrafas”, explica.

Pensando nessas dificuldades e empecilhos para a movimentação desta cadeia, a BLZ Recicla atua nos principais pontos do Estado de São Paulo, com foco em gerar recursos para associações de catadores e ONGs, colaborar com entidades públicas, fornecer insumos reutilizáveis e em bom estado para a indústria de forma segura, organizada e estruturada.

Considerando que a BLZ Recicla já enviou cerca de 16 milhões de garrafas no último ano, trata-se de uma operação de logística reversa aplicada diretamente ao reuso de aproximadamente 7 milhões de toneladas já entregues até o momento. “Nossa expectativa é entregar 63 milhões de toneladas de vidro em 2021, um impacto quase 10 vezes maior que o do último ano”, concluiu Rodrigo Clemente.
Dentre os principais parceiros da BLZ Recicla estão Heineken, FEMSA, Cia Muller de bebidas, Prefeitura de São Sebastião e Governo do Estado de São Paulo. A empresa concentra suas atividades em vidros, sendo que, atualmente, as garrafas de vidro são entregues nas fábricas da Heineken e cacos (vidros quebrados) para indústrias de vidro como Owens Illinois, além de outros 4 parceiros na indústria de bebidas, como a Cia Muller de bebidas.

Imagem: Cottonbro

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tramontinaQuantos produtos estão embutidos na parede, forros e teto do imóvel da sua casa? São vários e, entre eles, estão os eletrodutos corrugados e as caixas de embutir, itens essenciais na composição dos circuitos de instalação elétrica. Por ficarem ocultos aos nossos olhos, esses produtos precisam ser seguros, duráveis e atender normas técnicas, para garantir a proteção e a segurança das pessoas e do patrimônio. Mas, quais são os detalhes a serem observados na hora da compra destes itens para uma obra ou reforma? A equipe técnica da fábrica de materiais elétricos da Tramontina explica.

Eletrodutos corrugados

Também conhecidos no Brasil como conduítes ou mangueira corrugada, os eletrodutos corrugados são tubos utilizados na parte interna de paredes e tetos para proteger fios e cabos em instalações elétricas – do quadro de distribuição aos pontos de tomada ou de iluminação. Por isso, é importante optar por produtos de qualidade garantida. Segundo a Tramontina, esse item tem de atender às especificações definidas na ABNT NBR 15465, que orienta sobre as classificações quanto à sua resistência mecânica:

. Eletroduto leve: tem a cor amarela e é indicado para instalações em paredes;

· Eletroduto médio: tem a cor laranja e é utilizado em lajes e pisos.

A Tramontina esclarece que, nas duas classificações, os eletrodutos corrugados devem ser capazes de impedir a propagação de chamas. Para isso, os fabricantes precisam submeter seus produtos a ensaios feitos em laboratório. Num deles, os itens recebem uma chama por alguns segundos que, depois de removida, deve se autoextingir em até 30 segundos. Além disso, os eletrodutos devem ser capazes de suportar o ensaio de resistência à compressão, no qual aplica-se uma força de 320 N (Newton) para o eletroduto leve e de 750 N para a versão média.

Os eletrodutos corrugados precisam ter flexibilidade, ou seja, permitir mudanças de direção na hora da instalação em paredes de alvenaria ou lajes. São encontrados em diferentes tamanhos – os da Tramontina possuem os diâmetros nominais (bitola) de 20 mm (1/2″), 25 mm (3/4″) e 32 mm (1″) e oferecem baixo coeficiente de atrito, o que torna a passagem dos cabos elétricos mais fácil. Para a medição do comprimento, a empresa orienta a compra de produtos que possuem marcação de metro em metro.

Vale ainda investir na luva de emenda, que serve para fazer a conexão entre os eletrodutos leve, que está na parede, e o médio, que está na laje ou piso. Ou ainda para emendar eletrodutos da mesma classe. A da Tramontina é incolor e pode ser utilizada nas classes leve ou média.

Caixas de embutir

Utilizadas para acomodar interruptores, tomadas e conexão de fiação na parede ou no teto, as caixas de embutir, além do apelo estético, protegem os mecanismos e os circuitos de distribuição da instalação elétrica, sem deixá-los aparentes.

Para os diferentes tipos de necessidades, as caixas de embutir estão disponíveis em vários formatos – quadrado, retangular, octogonal, para drywall e também na opção empilhável (reduz o espaço de armazenamento), com saídas de 1/2″, 3/4″ e 1″ na mesma caixa. Os modelos devem atender às características dimensionais previstas na norma NBR ABNT 5431 (referente às dimensões das caixas e invólucros para acessórios elétricos com tensão nominal não superior a 1000 V c.a. e 1500 V c.c.) e devem ser resistentes – os da Tramontina são de termoplástico de alta resistência mecânica.

A Tramontina recomenda a consulta de um profissional habilitado para o dimensionamento correto da instalação elétrica, bem como para a execução do serviço.

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Mauricio2Por Mauricio Barile*

No Brasil, as normas regulamentadoras, conhecidas como NRs, regulamentam os procedimentos necessários à segurança no local de trabalho. Há, ao todo, 37 NR’s e a NR-12 se refere à segurança de máquinas e equipamentos. A norma regulamentadora 1 ou NR-1 é uma norma de regulamentação que define os princípios gerais de aplicação das NR’s e esta define que devemos observar todas as NR’s aplicáveis. No caso de plataformas de petróleo, temos uma NR específica, a NR-37, que estabelece os requisitos mínimos de segurança, saúde e condições de vivência no trabalho a bordo de plataformas de petróleo em operação em águas nacionais, ou seja, essa NR vai tratar dos aspectos relacionados as atividades dos trabalhadores de plataformas como controle de acesso, permanência e serviços prestados a bordo, assim como treinamentos necessários ao ambiente de trabalho. Porém, quando se trata das máquinas e equipamentos utilizados no setor petrolíferos, a norma regulamentadora a ser aplicada é a NR-12!
A NR-12 foi publicada pela primeira vez em 1978, pela Portaria 3.214, porém a sua redação atual é baseada na publicação de 2010, pela Portaria de 197. Sua última alteração foi data pela Portaria 916 em 2019, sendo a redação vigente atualmente.
O objetivo principal da NR-12 é assegurar que máquinas novas e usadas tenham segurança própria e que estejam disponíveis dados completos sobre a fabricação, transporte, montagem, utilização, manutenção e descarte dos equipamentos e componentes da máquina. A parte geral da NR-12 abrange exigências importantes para proteção da saúde e segurança levando em consideração aspectos construtivos da máquina e do processo, tratando, entre outros assuntos:
  • Desenvolvimento do sistema de controle;
  • Instalação elétrica;
  • Exigências a dispositivos de segurança e equipamentos de proteção;
  • Dimensionamento mecânico de meios de acesso, tais como, escadas e passarelas;
  • Outros perigos, como ruídos;
  • Outros fatores, por exemplo, ergonomia.
Os princípios gerais da NR -12 privilegiam que a conformidade de segurança de uma máquina é atingida com a utilização de normas técnicas nacionais ou internacionais, sempre buscando o estado da técnica nas aplicações dos conceitos de redução de risco. Portanto, a norma regulamentadora NR-12 definirá referências técnicas, princípios e medidas de proteção de forma geral a todo o tipo de máquina para todos os segmentos da indústria, com os quais a saúde e a incolumidade física dos trabalhadores são asseguradas. Além disso, estabelece exigências mínimas para prevenção de acidentes para todo o ciclo de vida útil de uma máquina.
As operadoras, como empregadoras, segundo a nossa legislação trabalhista, são obrigadas a tomar medidas de proteção para garantir a saúde e a incolumidade física de seus empregados. No caso do setor petroleiro, devemos considerar que as máquinas são, em sua grande maioria, equipamentos de processo, onde a parte de controle relacionado a segurança tem uma fundamental participação na garantia da segurança de todos os envolvidos nesta indústria, já que falhas neste sistema podem levar a acidentes catastróficos, porém não podemos nos esquecer que há também máquinas com conceitos mais simples, similares a processo de manufatura ou oficina que também precisam ter seus riscos reduzidos para garantir a saúde e segurança dos trabalhadores.
Para as máquinas deste grupo, similares às máquinas de manufatura, devemos aplicar, principalmente normas de proteção mecânicas que irão prover restrição de acesso às partes perigosas das máquinas. Os exemplos mais simples que podemos colocar aqui são os acoplamentos de bombas e seus motores, o acesso ao movimento rotativo do eixo e do acoplador que podem causar um acidente e portanto, o acesso deve ser restrito por proteções mecânicas de enclausuramento, conforme normas técnicas vigentes. Além destas normas de proteção física, outros conceitos relevantes são as normas de sistema de comando relacionados à segurança que irão definir a confiabilidade e disponibilidade destes sistemas, desta forma, os sistemas irão levar esses equipamentos para o estado seguro, normalmente desligando-os, no caso de falhas ou mal funcionamento. Hoje, no Brasil, há duas normas de sistemas de comando relacionadas à segurança em vigor, a NBR 14153, que utiliza os conceitos de categorias designadas de Markov para a definição das arquiteturas dos sistemas de comando relacionados à segurança, e também a NBR ISO 13849, que define a arquitetura dos sistemas em seu nível de desempenho considerando as arquiteturas designadas, assim como, a confiabilidade dos componentes, conceitos de diagnósticos e tolerância às falhas de causa comum.
Tratando dos equipamentos de processo, as normas de proteções têm sua aplicação, mas não são as mais relevantes na redução de risco, já que muitos destes equipamentos, os riscos mecânicos são inexistentes, ou tem níveis bem menores que os riscos de processo. Portanto, muitas definições encontradas no corpo da norma NR-12 não serão aplicáveis a este tipo de equipamento, porém não exclui sua aplicabilidade na indústria petrolífera, como mencionado no início deste artigo. Os princípios gerais definem a aplicação de normas técnicas específicas para cada segmento. Assim, as normas técnicas mais relevante neste contexto serão as normas de sistema de comando relacionadas à segurança para processo, sendo que para esses equipamentos devemos aplicar as normas IEC 62061 e a IEC 61511 para garantir a conformidade dos equipamentos com a NR-12. Essas normas definem o nível de integridade de segurança dos sistemas, muito conhecido neste mercado como SIL, do inglês “Safety Integrity Level”, estabelecendo arquiteturas em sistema de votação, assim com taxas de falhas e tolerância às falhas de causa comum.
Um ponto em comum para os dois grupos de equipamentos e máquinas citados anteriormente é a obrigatoriedade definida pela NR-12 de realizar a apreciação de risco como a base para estabelecer os requisitos de sistemas de proteção e redução de risco. Somente uma apreciação de risco bem elaborada em conformidade com a NBR ISO 12100 poderá estabelecer critérios confiáveis de redução de risco, garantindo os princípios básicos da NR-12 de proteger a saúde e a incolumidade física dos trabalhadores!
O procedimento de apreciação de risco é o passo inicial de um projeto de adequação de segurança de máquinas e equipamentos, portanto seguir as normas e utilizar critérios bem definidos nesse procedimento é estabelecer um nível de segurança aceitável para a sua indústria. Dessa forma, podemos garantir que todos os perigos foram identificados e seus níveis de risco estabelecidos, assim como medidas de redução de risco podem ser adequadamente estabelecidas. Quando esse procedimento não é adequadamente seguido, perigos podem não ser identificados apropriadamente, ou os riscos estabelecidos com níveis minimizados, o que levaria a projeto de redução de riscos insuficientes e, consequentemente, poderia ocasionar um acidente!
*Gerente de Treinamentos e Suporte Técnico Pilz do Brasil

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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