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Simone Santos, sócia-fundadora da SDS Properties

Não fugindo à regra do histórico da economia brasileira, o mercado de condomínios logísticos também vive de ciclos.  A SDS Properties acaba de virar o jogo para os proprietários. Claro que, olhando de lupa para algumas regiões, o novo ciclo ainda patina, mas na média geral e principais mercados, a curva é ascendente.

A virada aconteceu em 2020, no pior momento da história recente global, fomentada pelo e-commerce, e em detrimento do comércio de rua. Que o e-commerce já era uma tendência não restam dúvidas, mas a reclusão por meses recuou a economia com entretenimento, viagens, vida social, revertendo-se para o consumo eletrônico.

O crescimento exponencial num curto período fez as grandes empresas de e-commerce saírem a mercado logo no segundo mês de pandemia, e, desde então, a corrida não parou. Em 2020 tivemos recorde de locações: 3.060.000m², a maior registrada dos 5 anos anteriores.

Enquanto escritórios e shoppings sofrem para resistirem aos estragos da pandemia, o mercado de galpões virou a “joia da coroa”. O terceiro trimestre de 2021 retoma de onde paramos em 2013. Voltamos a ter, na Grande SP, valores pedidos de R$27/m² e vacância abaixo dos 10%. Ficamos congelados por 8 anos. Ainda em função do comércio eletrônico, o mercado brasileiro de condomínios logísticos bate novo recorde e, mesmo antes de fechar o ano, já temos absorção líquida das locações de 1.750.000m², contra 1.500.000m² de 2020.

Reflexo na queda da vacância com atuais 8,95%, que, com exceção do Rio de Janeiro, todos os estados monitorados estão com vacância abaixo de 10%. O novo estoque projetado para 2021 é de 3.000.000m², dos quais 50% já foram entregues, e o saldo, acreditamos que, parte será postergada para o 1T de 2022, em função de atrasos de cronograma. Para 2022 e 2023, a previsão é de outros novos 3.000.000m².

Não temos uma previsão definida para 2022, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. Mas já é sabido que não teremos o mesmo desempenho de 2021, já que, apesar do crescimento orgânico da própria atividade, o e-commerce, principal consumidor de galpões, não terá a mesma envergadura de 2020 e 2021. Contudo, é importante destacar que, mesmo numa previsão mais conservadora, já temos encomendados até 2022, 790.000m² já alugados, seja no modelo pré-locação, seja no modelo BTS. Dessa forma, entre um cenário mais pessimista e otimista, a vacância prevista deve variar entre 9% e 13%. Isso se confirmando, os valores de locação devem manter as correções de anos estagnado, especialmente por conta da elevação do custo da construção e em regiões que hoje apresentam vacância abaixo de 5%.

Destaques:
– Descentralização da demanda para outros mercados, além das regiões Sudeste, e consequente interesse dos desenvolvedores por mercados nas regiões Nordeste, Sul e Centro Oeste.
– Janela de novas locações no modelo pré-locação e BTS, especialmente para os centros de distribuição de varejo e e-commerce.

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Dados estatísticos Outubro/21

Icone Análise,balanço,Economia | Por em 23 de novembro de 2021

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Por Débora Oliveira*
economiaO Aço Brasil está divulgando hoje os dados referentes ao mês de outubro e ao acumulado de janeiro a outubro de 2021.
A produção brasileira de aço bruto, em outubro de 2021, foi de 2,9 milhões de toneladas, um aumento de 3,1% frente ao apurado no mesmo mês de 2020. No acumulado de janeiro a outubro de 2021, a produção alcançou 30,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 19,2% frente aos primeiros dez meses de 2020.
Ainda no acumulado de janeiro a outubro de 2021, as vendas internas foram de 19,4 milhões de toneladas, representando uma alta de 23,1% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior. No tocante ao consumo aparente de produtos siderúrgicos, em outubro, foi de 2,0 milhões de toneladas, 5,9% inferior ao apurado no mesmo período de 2020. Nos primeiros dez meses deste ano, o consumo aparente foi de 22,7 milhões de toneladas, acumulando alta de 31,0% frente ao registrado no mesmo período de 2020.
Como o mercado interno encontra-se plenamente abastecido, as empresas estão escoando parte de sua produção para o mercado internacional. As exportações de outubro foram de 1,2 milhão de toneladas, ou US﹩ 1,1 bilhão, o que resultou em aumento de 58,5% e 170,2%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2020. De janeiro a outubro de 2021, as exportações atingiram 9,1 milhões de toneladas, ou US﹩ 7,5 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, retração de 2,0% e aumento de 65,6% na comparação com o mesmo período de 2020.”
Diretora de Comunicação e Relações Institucionais do Aço Brasil*

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Offshore

Apenas um litro de óleo lubrificante comum usado pode poluir um milhão de litros de água; ou formar uma película de 5000m², causando assim, consequências desastrosas para o meio ambiente. Dessa forma, o setor de Offshore vem buscando uma nova forma de garantir o funcionamento dos maquinários sem atingir a fauna e flora dos oceanos.

Além disso, a indústria Offshore tem a questão ambiental em suas normas regulatórias, o que impulsionou o desenvolvimento de novas tecnologias, mais eficientes e ecológicas. Uma destas tecnologias inovadoras são os lubrificantes especiais biodegradáveis da Kluber e Rocol. “As instalações Offshore cresceram muito e muito rápido. Infelizmente, o número de acidentes também. Para evitar danos graves ao meio ambiente, os países exigem que as empresas utilizem produtos que, caso vazem, não provoquem um dano muito grande aos animais e aos corais da região”, explica Luiz Maldonado, CEO da Lubvap, distribuidora de soluções de lubrificação.

Os lubrificantes ecológicos, como são chamados os óleos utilizados para garantir alto desempenho das máquinas, são desenvolvidos com substâncias químicas que permitem que sejam decompostas por microrganismos. Trata-se de um produto que passa por testes em laboratórios certificados e 60% do material de sua composição precisa desaparecer em até 28 dias. “Além de biodegradáveis, os lubrificantes ecológicos mantêm a sua performance igual ao comum e necessitam de menos produtos para entregar a mesma eficiência”, completa Luiz.

Um dos principais agentes contaminantes presentes nos lubrificantes comuns são os metais pesados, tóxicos aos seres vivos. O óleo lubrificante comum contém elevados níveis de hidrocarbonetos e de metais – ferro, chumbo, zinco, cobre, crômio, níquel e cádmio que, quando descartados de forma errada ou vazados, podem ser absorvidos pelos tecidos animais e vegetais, o que causa também um grave perigo para a saúde pública.

Estima-se que cerca de 25 milhões de toneladas são despejadas nos oceanos todo ano, segundo a International Solid Waste Association (Associação Internacional de Resíduos Sólidos). Deste número, 80% são provenientes das cidades e 12,5 milhões de toneladas são plásticos. Os impactos são ambientais, econômicos, turísticos e na saúde.

 

Acesse: www.Lubvap.com.br

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AlessandroBuonopanePor Alessandro Buonopane*

Muito tem se abordado sobre saúde mental, e a chegada inesperada da pandemia da COVID-19 deixou clara a urgência do tema na vida da população. Mas ter o assunto nos principais fóruns de discussão não é o bastante para se ter uma mudança efetiva no comportamento da sociedade. E questiono: Estamos de fato cuidando da saúde mental de nós mesmos e daqueles que estão em nosso entorno? Entre o falar e o agir, há um abismo, que não deve mais ser ignorado. Ao destacar esse tema é praticamente impossível não pensar na medalhista olímpica, Simone Biles. A decisão dela de desistir de todas as provas das olimpíadas de Tóquio, por problemas psicológicos, mostra a urgência de se ter ações efetivas para cuidar da saúde mental de cada um que nos rodeia. Afinal de contas, ainda estamos no meio da pandemia, e não podemos e nem devemos ignorar esse contexto. Fomos forçados a nos adaptar num cenário inesperado, que mudou a vida de muitas pessoas e levou a de tantas outras.

Como líder e gestor de pessoas, não consigo desvincular o tema do ambiente profissional. Ainda mais dentro do contexto pandêmico, em que muitas pessoas mergulharam no trabalho e questões que antes apenas geravam incômodo, ganharam novas proporções. Isso mostra a importância de se pensar programas de bem-estar estratégicos e bem desenhados. Não adianta adotar alternativas fragmentadas, elas apenas irão se revelar como medidas paliativas, que não vão de fato ajudar quem precisa.

A pesquisa Wellbeing Diagnostic mais recente revelou que apenas 18% das empresas brasileiras possuem hoje uma estratégia clara de bem-estar com objetivos e metas mensuráveis. Esse número já foi menor, em 2015 apenas 5% traziam algo efetivo. Por mais que o número tenha crescido, ele está longe de ser o ideal. É aí que está o abismo entre o falar e o fazer.

Na GFT Brasil, entendemos que, diante da realidade imposta pela pandemia, precisaríamos oferecer um espaço de acolhimento aos nossos colaboradores. Era importante que eles soubessem que os canais de comunicação estavam disponíveis e que nesses momentos precisávamos, mais do que nunca, estar juntos para que isso desse certo. De forma ágil não apenas adaptamos o trabalho de nossos colaboradores como também pensamos no bem-estar mental de nossos funcionários e trouxemos acompanhamento psicológico para este novo momento. Sabíamos que o momento exigia muito do emocional de cada um, pois a pandemia afetou não só a vida profissional deles, como também a pessoal. Precisávamos nos antecipar e oferecer desde o começo um suporte psicológico.

Vejo que precisamos ter uma gestão cada vez mais humanizada, e se aprimorar cada vez mais. E isso é reflexo do contexto da pandemia que destacou a importância de se olhar para o outro e para o coletivo. Não podemos ignorá-lo, inclusive no ambiente corporativo. Isto porque o trabalho, mais do nunca, passou a interferir em outros fatores da vida. Está tudo conectado. Quem não está bem precisa de coragem para se mostrar vulnerável, e as empresas precisam estar ali para oferecer um suporte real e necessário.

*Country Manager da GFT Brasil

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luizribeiroPor Luiz Ribeiro*

O Brasil tem passado por uma intensa crise hídrica e subsequente crise energética nos últimos meses. A situação acomete desde grandes indústrias até pequenas e médias empresas e seus consumidores finais. De acordo com levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae , a conta de energia representava em 2019, 15% dos custos operacionais das micro e pequenas empresas, mas desde 2020, este gasto já passou a ser a principal despesa para 28% dos pequenos empreendedores. É preciso lembrar ainda de um agravante: a maior parte dos negócios estão faturando menos do que antes em decorrência do isolamento social.

Uma pesquisa realizada em junho pelo Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo – Simpi , apurou que 62% das micro e pequenas indústrias paulistas arcaram com aumentos sucessivos em suas contas de energia elétrica ao longo de 2021, sendo que em maio, a proporção de empresas que relataram esse problema era de 51%. A partir de julho, a bandeira tarifária foi reajustada para o patamar 2, o que deve piorar ainda mais os resultados, agravando a crise atual.

O fato é que a crise energética chega exatamente no momento em que as indústrias deveriam estar se recuperando economicamente da crise ocasionada pelo Covid-19 em 2020 e retomando suas atividades no mercado. Pela primeira vez desde o início de 2021, mais da metade das empresas industriais paulistas (52%) voltaram plenamente com suas atividades, segundo o estudo do Simpi. Das empresas que estão em funcionamento, 69% afirmaram que seus gastos com produção, como matérias-primas, água e energia elétrica aumentaram.

As diversas fontes de energia disponíveis no país

Dentro deste cenário, o Brasil, que ainda é um país muito dependente da energia hidrelétrica, a qual é responsável por mais de 60% de sua capacidade elétrica, precisa se reinventar para que as pequenas e médias empresas não sejam obrigadas a parar suas operações por falta de energia. O país passa por uma escassez de chuva, principalmente em áreas de mananciais, impulsionando a crise hídrica, além de falta de investimentos em outras matrizes energéticas, como a eólica, que só ocorrem em tempos de instabilidade, sendo suspensos na sequência. No caso da energia solar, o governo estuda tributar sua geração, inclusive doméstica, e nesse caso, o investimento fica menos atrativo.

A pesquisa do Simpi apontou que, como consequência da crise hídrica, 59% das pequenas e médias indústrias brasileiras parariam totalmente sua produção por falta de energia elétrica. Em caso de racionamento de energia, oito em cada dez PMEs teriam prejuízos, sendo que em 48% delas o dispêndio seria considerado alto. Apenas 20% não seriam prejudicadas, exatamente por utilizarem outra fonte de energia na linha de produção, não dependendo da energia hidrelétrica.

É possível estabelecer que uma maior tranquilidade em relação ao abastecimento de energia apenas acontecerá quando a representatividade hídrica no Brasil for inferior a 40%. A energia solar não é mais uma novidade e, com o avanço da tecnologia, tornou-se mais acessível, inclusive para uso doméstico. Existem, por exemplo, grandes empresas investindo em fazendas de geração de energia solar ou eólica. A biomassa foi outra diversificação importante que avançou consideravelmente na última década. Outrora a geração de energia pelo bagaço de cana era um sub-produto do etanol e utilizado apenas para manter usinas trabalhando, atualmente já existe muita oferta de venda dessa energia gerada em usinas.

Como lidar com a crise energética?

A economia de energia é o preceito básico neste momento de crise energética, a fim de manter a produtividade e os custos sob controle, evitando desta maneira um apagão . Na mesma direção, é essencial a economia de água por parte da população e das empresas, a fim de que o período de recomposição dos reservatórios seja menor. Além disso, um investimento e incentivo público maior destinado à área de energias renováveis, como biomassa, energia solar e eólica, torna-se imprescindível para mitigar a dependência da matriz hidrelétrica.

Esta não é a primeira e não será a última crise energética no país. Ainda falta planejamento de longo prazo, uma vez que só é pensado nessa questão quando uma nova crise aparece. As empresas sempre buscam produtividade e redução de custos de modo geral. Agora, com a tarifa extra de energia, o investimento em eficiência energética torna-se mais necessário, uma vez que os custos deste recurso serão inflacionados, impactando os orçamentos atuais.

O estudo do Sebrae indica que os setores que usam máquinas e equipamentos na produção, especialmente na pequena e média indústria, tendem a ser os mais afetados. Portanto, com o crescimento inevitável nos custos de energia, a saída é avançar em eficiência energética. Para isso, é fundamental diagnosticar os pontos de desperdício para identificar onde realizar as manutenções, ampliar o uso de luz natural, utilizar geração própria de energia, dividir o sistema de iluminação em circuitos, entre outros.

Atualmente já existe tecnologia capaz de medir a qualidade de energia, totalmente acessível para as pequenas e médias indústrias. As empresas brasileiras estão atentas aos novos desafios do mercado e, por isso, têm desenvolvido equipamentos cada vez mais sofisticados para realizar medições complexas de forma rápida, precisa e segura. Além de equipamentos, a cada dia são disponibilizados novos conjuntos de acessórios e softwares para auxiliar no trabalho com as próprias ferramentas, facilitando assim o uso desses instrumentos em qualquer situação de medição de qualidade de energia .

Somente entendendo e atuando na origem do desperdício de energia é possível tomar decisões inteligentes sobre formas eficientes de reduzir o consumo e, consequentemente, os custos. No final das contas, a melhor maneira de lidar com a crise energética e utilizar a energia de forma eficiente, por meio da conscientização, do investimento em conhecimento na divulgação dos benefícios da aplicação das energias renováveis e inovação tecnológica. Com isso, será possível projetar um crescimento de mercado sustentável no país.
General Manager Latin America da Fluke do Brasil*

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unnamed (2)Por Rilson Silva*

Assim como o mercado agroindustrial, a mineração é uma locomotiva econômica para o Brasil, uma vez que o país é um forte exportador de commodities e o minério se faz presente nas mais diversas áreas. Para se ter uma ideia, somente no primeiro trimestre de 2021, o setor teve um faturamento de R$ 70 bilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). O que poucos sabem, no entanto, é que os lubrificantes exercem um papel fundamental para o desenvolvimento da atividade mineradora.

Quando falamos em mineração, nos referimos a equipamentos de grande porte, com desgaste excessivo e cargas extremas. Neste sentido, a utilização de lubrificantes de alta performance, além de reduzir custos operacionais, garante a vida útil, evita a deterioração do maquinário e previne graves acidentes, mantendo maior disponibilidade operacional.

As principais aplicações dos lubrificantes na atividade mineradora

No segmento de mineração, as aplicações de lubrificantes vão desde equipamentos móveis, na extração do minério, passando pelos motores elétricos e à combustão, até nos equipamentos estacionários que transformam o minério no produto final. Entre todas estas opções, existem lubrificantes específicos para cada uma delas e usar produtos de performance corretamente significa aumentar confiabilidade e eficiência do equipamento e até mesmo reduzir o intervalo de lubrificação e disponibilidade. Seja para engrenagens, motores, transmissões, correias, cabos de aço, sistemas hidráulicos, pinos, buchas, juntas ou até mesmo fluídos de refrigeração, os diferentes tipos de lubrificantes exercem funções particulares que possibilitam o funcionamento de cada equipamento.

Na atividade mineradora, além de exercer a função tradicional de reduzir o atrito entre as peças, os lubrificantes são responsáveis, em alguns casos, por auxiliar na refrigeração de peças, fazendo a troca de calor entre equipamento e ambiente. Estas funções são essenciais para garantir que o equipamento não sofra uma deterioração precoce e, consequentemente, exija gastos superiores durante o processo de mineração.

O impacto da manutenção preventiva para o processo produtivo

Maquinário quebrado é sinônimo de prejuízo em todos os setores da indústria. No segmento de mineração isso não é diferente. Na verdade, é ainda maior, dado o alto custo dos equipamentos. Por conta disso, realizar a manutenção preventiva das máquinas evita, não só que o processo de produção seja interrompido por possíveis danos a estes equipamentos, mas gastos elevados com consertos desnecessários.

Desta forma, a manutenção preventiva e correta dos equipamentos se faz necessária para execução da atividade mineradora. Optar por produtos de qualidade com o suporte técnico do fabricante do lubrificante é sempre a melhor maneira de evitar problemas maiores. Ou seja, utilizar lubrificantes de performance adequada faz com que o processo produtivo seja mais econômico e sustentável e os valores iniciais transformem-se em investimentos a médio e longo prazo.

Coordenador da Divisão de Mineração da FUCHS*

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Cummins_LinhaProducao21_bxA história da Cummins Engine Company no Brasil tem início da década de 1950, quando a empresa decidiu atuar na América do Sul, por meio de distribuição de seus produtos fabricados nos Estados Unidos. Em 1954, a Cummins abre a sua primeira oficina própria em São Paulo (SP).

Somente em 1971, a Cummins constituiu filial na cidade de São Paulo, adquiriu as fábricas de motores Otto Deutz, em Guarulhos (SP) por US$ 2,9 milhões e, no ano seguinte, a de chassis Magirus, em Simões Filho (BA), quando foi constituída a Cummins Nordeste SA. Em 1974, iniciou a produção de motores em Guarulhos (SP), inicialmente destinados a uso estacionário e de equipamentos de construção; no ano seguinte, a Cummins ingressou no mercado de motores veiculares ao lançar o N-855, de 14 litros, seis cilindros e 240 cavalos de potência. Ainda em 75, a empresa se associou à Caemi – Cia. Auxiliar de Empresas de Mineração, um dos maiores grupos brasileiros do setor de extração de minérios, e passou a deter 51% das ações da nova sociedade, a Caemi Cummins Motores S.A.

Em 1976, a Cummins já era fornecedora oficial (ou a principal) de diversos fabricantes nacionais de máquinas de construção (Clark, Komatsu, Tema Terra, Terex, Villares e Wabco; a estes se juntou a Müller, em 1978). Sua gama de motores industriais e veiculares (todos do ciclo Diesel com seis cilindros em linha) era apresentada em três versões: N, aspirado, com 240 cv; NT, turbo, com potências entre 250 cv e 340 cv; e NTA, turbo com aftercooler (pela primeira vez no Brasil), entre 350 cv e 406 cv.

Em 1980, a produção já ultrapassava 3 mil unidades, sendo 50% destinadas à exportação. Em junho de 1981 foi encerrada a participação da Caemi na Cummins. No mês seguinte, a empresa (agora denominada Cummins Brasil S.A.) iniciou um programa de exportação que propiciou seu primeiro salto de crescimento, elevando as vendas externas a 80% da produção total em 1984.

Em termos absolutos, porém, em função de sua estratégia inicial de concentrar-se na fabricação de unidades de elevada potência, era ainda muito reduzida a parcela do mercado ocupado pela empresa.

Com a introdução de nova família de motores médios e semipesados (Série C, de seis cilindros, 8,3 litros e potência entre 150 cv e 250 cv, dependendo da versão aspirada, turbo e turbo com aftercooler), em 1986, a empresa elevou radicalmente a sua participação no mercado brasileiro. E para acelerar o lançamento, a Cummins adquiriu da Fiat Diesel, que encerrava a sua fábrica de caminhões, a linha de produção de motores herdade da FNM. Também em 1986, iniciou a produção da Cummins Turbo Technologies.

Os primeiros veículos de série a utilizar os novos motores, lançados simultaneamente no Brasil e nos EUA e com 40% menos peças do que os equivalentes do mercado, foram os ônibus Mafersa.

Em ritmo acelerado expansão, a Cummins Brasil introduziu em 1989 a Série B para caminhões na faixa de 14 t – linha de motores médios com quatro ou seis cilindros (3,9 litros ou 5,9 litros) e potências entre 130 cv e 180 cv. Com estas duas famílias, a elevada dependência do mercado externo começou a reverter. Ainda naquele ano, a Cummins Brasil inaugurou o Centro de Desenvolvimento Tecnológico, responsável por introduzir vários produtos para o mercado latino-americano e outras regiões mundo afora.

Essa tendência de acelerada expansão se consolidou no início da década seguinte, a partir do momento em que a Cummins passou a equipar a linha de caminhões Ford Cargo nacionais (1992), ano em que a empresa lançou a linha de motores movidos a gás natural, e iniciou a participação, como fornecedora de motores, no consórcio modular da Volkswagen Caminhões, em Resende (RJ).

A partir daí sua produção (com índice de nacionalização médio de 85%) avançou ainda mais, atendendo 10% do mercado brasileiro de caminhões em 1995, 12% no ano seguinte e 17% em 1997; em 2004 este indicador estaria em 35%.

Com apenas 25% de nacionalização, no ano 2000, a Cummins iniciou a produção nacional da série ISM, com 11 litros e gerenciamento eletrônico (Interact System M). Também em 2000, iniciou-se a produção da Cummins Filtration e inauguração de uma nova fábrica em Guarulhos (SP). Dois anos depois, a Cummins Brasil deu inicio à produção de geradores de energia, também em sua unidade fabril de Guarulhos.

Além de atender a normas mais rigorosas de controle de poluição, o motor “interativo” (que foi de imediato aplicado aos caminhões International para exportação) continha ferramentas de coleta de dados em tempo real, com 120 itens programáveis, permitindo autodiagnóstico, avaliação de desempenho do equipamento e até corte da potência do motor em casos de falhas graves.

Na sequência ao ISM, que gerava até 405 cv de potência, foi lançado o ISB, com 8,3 l e 330 cv. Na Fenatran de 2003, a eletrônica chegou aos motores médios e semipesados, que passariam a equipar os caminhões Ford e VW a partir do ano seguinte – a família Interact 4 e 6, com os mesmos 3,9 litros e 5,9 litros, porém com nova arquitetura, quatro válvulas por cilindro e o moderno sistema de injeção common rail.

Para 2004 a Cummins desenvolveu a série Euromec III, derivado da série B, um motor “mecânico” (isto é, sem gerenciamento eletrônico) mais barato, para aplicações leves (3,9 l e 120 cv), porém ainda atendendo às exigências das autoridades ambientais brasileiras. Em 2005, também na Fenatran, foram lançados o ISC, versão eletrônica da bem-sucedida série C, com potência elevada para 320 cv, e o Euromec C, o correspondente ao EuroMec II na família C.

Em 2004, ano de seu 30º aniversário como fabricante, a Cummins chegou à marca de 430 mil motores produzidos.

Na edição seguinte da Fenatran, em 2007, a empresa apresentou a série ISL, com 8,9 litros e 400 cv, importada da Inglaterra, com previsão de lançamento futuro no Brasil. Apta a atender as normas Conama previstas para 2009, dispunha do novo sistema de controle de emissões SCR (Selective Catalytic Reduction) a base de solução de água e ureia com catalisador; tinha módulo de controle eletrônico com velocidade de processamento duas vezes maior e opção de freio-motor integrado ao cabeçote, atuando diretamente sobre as válvulas de escape.

A década de 2010 ficou marcada para a Cummins Brasil com a decisão estratégica de diversificar suas atividades industriais e comerciais por meio de Unidades de Negócios, compostas em Motores, Turbocompressores, Geradores de Energia, Filtros (unidade fabril inaugurada em 2011) e Distribuição, sem se descuidar dos novos marcos regulatórios de emissões veiculares, oriundos da Europa, o Euro V, e, na sequência, o Euro VI.

Foi nesse cenário que a Cummins bateu recorde de produção e de vendas de motores, em 2011, ano que precedeu a entrada em vigor do Euro V, em janeiro de 2012. Com as vigorosas vendas em 2011, a Cummins Brasil chegava à marca de 1 milhão de motores em 2012.

Nessa fase, a Cummins inicialmente importava os motores ISF 2.8 litros e 3.8 litros, que – em 2016 – foram nacionalizados.

A partir da metade da década de 2010, a Cummins Brasil – mesmo com o fortalecimento das Unidades de Negócio, mas com céleres movimentações mundiais por sustentabilidade – passou a investir, não só mais em produtos, mas em soluções energéticas para a mobilidade, em especial em eletrificação veicular e células de combustível, lembrando que a companhia – no País – já está pronta para atender ao Euro VI, legislação que deve entrar em vigor no Brasil em 2023.

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poderSegundo, Charles Duhigg no best seller, O Poder do Hábito, é preciso um olhar externo para que consigamos entender e mudar vários processos que muitas vezes atrapalham nosso dia a dia, e assim também acontece com as empresas.

Dificilmente uma equipe interna de uma indústria vai conseguir detectar onde estão seus gargalos e pontos a serem melhorados sem deixar de lado hábitos arraigados. Os detalhes ignorados – e que vão se acumulando, se refletem em perdas de lucratividade e produtividade.

Essas falhas silenciosas acontecem nos detalhes que, pelo ritmo de produção, passam a ser impossíveis de serem detectadas: “É por isso que a terceirização funciona muito bem. Com um trabalho sério, feito com profissionais de fora da empresa, fica mais fácil melhorar a autonomia técnica sem ter que parar alguém da equipe interna, sem parar a produção” explica Renato Pádua, gerente comercial da CWBem.

Como essa mudança acontece?

Com a terceirização é possível mapear, aprimorar e automatizar processos de qualquer empresa. A indústria está constantemente procurando maneiras de aumentar a produtividade em conjunto com redução de custos, mas para que essa equação funcione, todo o processo precisa ser otimizado – e para alcançar este patamar, a terceirização é um caminho que faz todo sentido.

“Existe uma natural dificuldade na visão “interna” de se conseguir detectar e sugerir mudanças, até para evitar possíveis atritos ou conflitos. As organizações operam sem refletir sobre seus processos ou, até pior, sem terem ideia do que está acontecendo. O olhar de fora é independente e isento, portanto qualquer problema será apontado sem emoções e todas as mudanças serão feitas baseadas em análises técnicas e observações”

O caminho para otimizar

Renato elenca o melhor caminho para alcançar o melhor resultado na organização de uma indústria, do ponto de vista da terceirização, criando um fluxo de trabalho mais eficiente.

1 – Mapeamento inicial do processo

Mapear a situação atual é a forma de fazer o levantamento documental de como acontece a realização das atividades. Este momento inicial serve para esquematizar detalhadamente todo o processo envolvendo definição de processos, detalhamento das atividades e pessoas envolvidas – com etapas documentadas.

“Para este mapeamento podemos utilizar questionários, observação na operação de cada processo, entrevistas com cada colaborador e reuniões com todos os setores. Começamos, desta maneira, a formalização do cenário atual e identificação do que pode ser melhorado.”

2 – Redesenho do processo

Com o mapeamento, a próxima etapa é redesenhar todo o processo identificando tudo que pode ser melhorado: “O redesenho do processo envolve minimizar o retrabalho, automatizar atividades possíveis, padronizar rotinas e até mesmo reduzir ou excluir atividades que só servem para perder tempo. É com esse redesenho que conseguimos melhorar a comunicação entre áreas e definir quem vai fazer o que a partir de então.”

3 – Criação da modelagem técnica

Sabendo o que pode ser feito, o próximo passo é criar uma modelagem visual – ou gráfica – de como seria o fluxo de atividades do novo modelo de processo: “É a transcrição de todos os processos, listando as novas etapas de uma maneira que todos compreendam o que vai acontecer.”

4 – Começo da implementação e implantação

Para automatizar o processo devidamente mapeado, redesenhado e modelado, é necessário trabalhar com a integração de áreas e com os sistemas da empresa. A implantação é o próximo passo, com o processo já alinhado e pronto para testar: “É a homologação para executar, monitorar e administrar se todos os fluxos estão alinhados para seguir operando. A passagem de bastão da equipe terceirizada para a própria empresa precisa ser feita com muito cuidado – sempre de olho nos detalhes que farão a empresa funcionar com a forma desejada”

Lembrando que o mais indicado é observar este processo por um período pré-definido junto a cada cliente para realizar os devidos ajustes do seu funcionamento.

5 – Melhoria contínua

Com todo o processo nas mãos da empresa, a manutenção da qualidade é a meta. A constante análise faz com que o objetivo seja mantido e os resultados sejam aperfeiçoados com atualizações: “Com o trabalho bem feito, basta seguir as orientações e manter o novo padrão de operação. Mas, claro, é fundamental ver novas ferramentas, outras soluções que possam surgir com o passar do tempo e trazer coisas diferentes, mantendo e aprimorando o trabalho criado,” completa Renato.

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1475691587_DeloitteA aceleração da transformação digital das empresas depende de uma estrutura de segurança cibernética robusta, que permita às organizações explorar novas estratégias e tecnologias para alavancarem seus negócios. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa “Estratégias para um futuro cibernético”, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo, com 122 empresas que operam no Brasil.

Caso houvesse um aumento da percepção da segurança cibernética, as empresas participantes apontaram que aumentariam os investimentos em: customer marketing (62%), automação dos processos operacionais (59%), trabalho remoto (58%), indicadores em tempo real (58%), paperless (57%), cloud pública/híbrida (56%), expansão de canais digitais de comunicação e relacionamento (54%), expansão de canais digitais de venda (52%), monitoramento e prevenção de riscos (49%), ecossistema de pesquisa e desenvolvimento (43%) e gestão integrada da cadeia de suprimentos (41%). Os entrevistados apontaram que a receita decorrente dos investimentos em segurança cibernética pode aumentar, em média, 7,5% a partir da expansão de canais de venda, e 6% a partir das estratégias de customer marketing e do ecossistema de P&D.

Mais da metade (56%) dos participantes do levantamento acredita que investimentos nessa área e em privacidade de dados podem alavancar os negócios. Entre as companhias que não acreditam ou não sabem dizer (44%) se os investimentos em segurança cibernética podem alavancar os negócios, 90% indicaram que investiriam em pelo menos uma iniciativa de impulsionar os negócios caso tivessem maior segurança cibernética.

“O estudo da Deloitte deixa nítido que, ainda que não tenham profundo conhecimento sobre o potencial de Cyber, há um entendimento de grande parte das empresas de que, em um ambiente de maior segurança cibernética, há oportunidades de transformar e impulsionar a estratégia do negócio por meio da adoção de novas tecnologias. A área permitiu a continuidade dos negócios em 2020, um ano de profundas mudanças. Investir em Cyber é essencial para alavancagem dos negócios”, destaca André Gargaro, líder de Cyber Services da Deloitte.

De acordo com a pesquisa, pouco mais da metade (53%) das organizações que sofreram ataques cibernéticos adotaram tanto novas tecnologias quanto promoveram a revisão de sua governança cibernética. Após sofrerem os ataques, 98% das organizações adotaram mudanças na segurança, realizaram investimentos em tecnologias ou reavaliaram a continuidade de projetos de inovação. As principais mudanças adotadas na área após sofrerem ataques cibernéticos foram a atualização da infraestrutura de TI (58%), criação de programa de conscientização (49%), maiores investimentos em segurança cibernética (47%), maior monitoramento dos incidentes (47%) e revisões de configurações de ambientes em cloud (33%).

Investimentos em segurança cibernética e privacidade de dados

Entre os respondentes da pesquisa, 41% já sofreram ataques cibernéticos. Dessas organizações, a ampla maioria (89%) realizou investimentos na área. Já entre os 49% dos participantes que não sofreram ataques, 69% investem em segurança cibernética. 10% dos respondentes não sabem se já sofreram ataques cibernéticos. A conscientização das organizações sobre os impactos de uma ameaça sobre a confiança do consumidor, a reputação e imagem e continuidade dos negócios é crítica para que as organizações adotem, de forma estratégia e proativa, práticas adequadas de segurança cibernética. Das 56% das empresas que acreditam que os investimentos na área podem alavancar os negócios, a maioria (84%) já investe em segurança. Já 56% acreditam que o investimento em privacidade de dados pode contribuir com ganhos em seus negócios, especialmente em termos de segurança e confiança perante os clientes.

No contexto da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor no ano passado, a governança e a administração de acessos pelos profissionais aos dados pessoais e sensíveis relacionados ao negócio são a prática mais adotada pelas empresas respondentes (61%). Contudo, outras iniciativas importantes, como capacitação de pessoas (44%), gestão de riscos e de governança da segurança da informação (39%), gestão de vulnerabilidades (38%) e monitoramento de redes (36%) são implementadas por menos da metade dos participantes.

Metodologia do estudo

A pesquisa “Estratégias para um futuro cibernético”, realizada pela Deloitte, contou com a participação de 122 empresas, das quais 27% faturaram mais de R$ 1 bilhão em 2020. Entre os respondentes, 94% ocupam cargos executivos (presidência, diretoria ou gerência) em suas organizações. As empresas participantes atuam nos setores de TI e telecomunicações (27%), serviços (22%), infraestrutura e construção (16%), bens de consumo (14%), serviços financeiros (8%), agronegócio, alimentos e bebidas (7%) e comércio (6%). As respostas foram coletadas entre fevereiro e março de 2021.

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Angela Gheller*Por Angela Gheller

Uma das características fundamentais para que um negócio cresça e se mantenha no mercado é ter uma boa gestão de custos de produção, com uma rotatividade constante de estoque. Sem este planejamento, as empresas não conseguem estimar com segurança o quanto devem gastar com matéria-prima e mercadorias, o que impacta o capital de giro, gerando despesas facilmente evitáveis e estoques parados.

O isolamento social imposto pela pandemia, o fechamento de boa parte das lojas físicas, o e-commerce ainda em crescimento e a queda nas vendas do varejo contribuíram para que os estoques do comércio e da indústria ficassem encalhados em empresas de todo o País. No mês de abril de 2020, a fatia de indústrias e varejistas com volumes excessivos de estoque atingiu 24,9% e 20%, respectivamente. São níveis próximos de recordes históricos atingidos em outros períodos de recessão, aponta estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Para poder driblar este tipo de situação, o planejamento de custos se mostra essencial para a manutenção da boa saúde financeira das empresas. Este planejamento nada mais é do que utilizar dados fornecidos pela própria companhia para entendê-la e definir as melhores estratégias de gastos para os próximos meses. Neste sentido, a tecnologia se tornou a maior aliada na captação, organização e análise de dados que fazem com que os negócios tenham maior produtividade e evitem gastos desnecessários.

Quer saber quais são os sinais de que sua empresa realmente precisa prestar mais atenção em seus custos de produção? Veja aqui alguns desses indícios e como solucioná-los utilizando o MRP (Material Requirement Planning), uma ferramenta essencial para a indústria.

1 – Informações descentralizadas

Se a sua empresa não possui uma visão completa das demandas, de forma unificada, é um mau sinal. Um planejamento de produção eficaz implica numa boa gestão das demandas de um negócio. Para estimar com segurança seus gastos é imprescindível que todos os dados estejam compilados de forma a dar uma visão geral dos custos.

Com uma ferramenta de MRP é possível, por exemplo, simular vários cenários e analisar o impacto de um novo pedido, calcular prazos e avaliar como vai atender determinado cliente, o que impacta toda a produtividade do dia a dia da indústria. Esse tipo de sistema ainda considera o estoque insuficiente ou em excesso (ajudando a reduzir perdas), compras equivocadas de insumos e controle do fluxo de caixa.

2- Estoques muito cheios

Graças à pandemia, muitas empresas têm visto seus estoques cheios – muitas vezes, até com produtos que não poderão mais ser vendidos. A maneira mais certeira para evitar que isso aconteça é fazer uso de soluções tecnológicas que consigam analisar de maneira inteligente a capacidade do mercado de absorver os produtos produzidos/adquiridos, além de calcular as necessidades do estoque, levando em conta uma série de parametrizações.

Dessa maneira, é possível visualizar diferentes cenários que o negócio pode enfrentar, simular pedidos e impactos na produtividade diária da indústria.

3- Compras de última hora

O cenário contrário ao do item anterior também é comum e ruim para uma empresa: empresas que não se planejam corretamente precisam fazer compras de última hora para alimentar seu estoque, o que pode resultar em preços mais altos na hora de comprar insumos. Por isso, se seu negócio tem feito muitas compras de última hora, este é o momento de redefinir as suas estratégias.

Com o uso da tecnologia, é possível traçar um plano claro visando a demanda atual do mercado, o tempo de produção e custos de produtos, de maneira a não ficar com um estoque em excesso ou em falta em sua empresa.

4- Demandas surpresa

Um bom negócio deve evitar ao máximo ser pego de surpresa. Por isso, é necessário conhecer o mercado e suas necessidades.

Uma central de demanda é a aliada perfeita neste cenário, uma vez que proporciona, em um mesmo espaço, dados sobre pedidos e previsão de vendas, projetos, plano de produção, entre outras informações.

5- Desconhecimento de seu próprio público

Empresas de sucesso precisam conhecer seu público. E para saber essa informação é necessário ter um banco de dados de clientes e analisá-lo com atenção. Mais do que ser especialista na área em que atua, é preciso entender quem são os seus clientes (atuais e em potencial), quais são as suas demandas, quais os seus históricos de compra. Por isso, se sua empresa não possui um bom CRM, é melhor resolver isso agora!

A transformação digital chegou e, com ela, soluções tecnológicas para resolver todos esses “maus sinais” listados acima. E com tantos desafios enfrentados desde 2020, é preciso ter em mente, de uma vez por todas, que a tecnologia não é apenas uma opção de investimento para quem quer inovar na produção, mas sim uma ferramenta estratégica poderosa e importante para garantir a sustentabilidade e produtividade dos negócios.

 Diretora de Manufatura e Logística da TOTVS*

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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