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abimaqDescontente com a Medida Provisória 774, a ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos ingressou com mandados de segurança junto às delegacias regionais da Receita Federal, com pedido de liminar, visando assegurar a aplicação do cálculo da contribuição previdenciária sobre a receita bruta durante todo o exercício de 2017 para os contribuintes que fizeram essa opção em janeiro deste ano.

De acordo com José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, trata-se de uma medida inconveniente no momento em que a indústria de máquinas e equipamentos passa pela pior crise da sua história. “A chamada ‘desoneração da folha’ – explica Velloso – consistia em efetiva redução de custos para a maioria das empresas do setor tendo em vista o peso da mão de obra na composição do preço das máquinas e equipamentos. Para as empresas que exportam, o benefício era ainda maior, visto que a parcela das vendas para o exterior podia ser deduzida da base de cálculo”.

As liminares obtidas até o momento pela entidade garante o benefício da desoneração da folha de pagamento até 31 de dezembro às associadas da ABIMAQ sediadas nas seguintes regiões das cidades de: São Paulo, Santo André, Jundiaí, Barueri, Contagem, Governador Valadares e Londrina “Dos 60 mandados de segurança ajuizados no Brasil na Procuradoria-Geral da Fazenda (PGFN), 45 são de titularidade da ABIMAQ”, esclarece José Velloso, presidente executivo da entidade.

SENTENÇA FAVORÁVEL

A ABIMAQ também conquistou sentença favorável, em 1ª Instância, na 13ª Vara Federal de Porto Alegre. O juíz reconheceu o direito de preservar o regime da Medida Provisória 774 as empresas no Estado do Rio Grande do Sul que fizeram a opção de continuar a aplicação do cálculo da contribuição previdenciária sobre a receita bruta durante todo o exercício de 2017. “Essa decisão da Justiça será essencial para a manutenção de mais de 42 mil empregos”, frisa Velloso.

Para o presidente executivo da ABIMAQ, o parecer dos juízes vai contribuir para o aumento das exportações em cerca de 20%, diminuir 4% nos gastos sobre a receita líquida de vendas para o exportador e no mercado interno o fabricante terá uma dedução média na ordem de 1,5% no seu custo.

 

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abimaqO Blog Industrial transcreve abaixo e na íntegra o posicionamento da ABIMAQ frente ao momento econômico atual.

Avança Brasil!

A ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, entidade que representa mais de 7,5 mil fabricantes de máquinas e equipamentos em todo o território nacional, acredita que as instituições brasileiras estão em pleno funcionamento, fruto do amadurecimento da nossa democracia.

 

Neste contexto, reiteramos as expressões do nosso total e irrestrito apoio ao princípio da legalidade, respeito aos preceitos estabelecidos na Constituição Federal e obediência ao devido processo legal.

 

Reafirmamos o nosso apoio ao Poder Judiciário, à Polícia Federal e ao Ministério Público na apuração e responsabilização daqueles que praticaram atos ilícitos ou que se beneficiaram deles, em detrimento de toda a sociedade brasileira e que resultaram em uma das maiores crises políticas e econômicas da história do Brasil.

 

A sociedade brasileira tem pressa, espera e cobra das instituições uma solução rápida para o impasse que se estabeleceu na política brasileira e que tanto tem prejudicado a nossa economia. O Brasil parou e precisa voltar a caminhar rumo ao restabelecimento da economia, o que só será possível com a rápida solução da crise política.

 

A atual crise ética e política têm sido catastrófica para a indústria e trabalhadores. Nós da ABIMAQ repudiamos que as desavenças e embates políticos se sobreponham aos interesses maiores da nação. A indústria, que já vem agonizando há anos em um claro processo de desindustrialização por conta de equívocos cometidos na política econômica, não suportará esse quadro de profundas incertezas que só pioram as perspectivas econômicas.

 

O Brasil tem pressa. É imprescindível restabelecer a governabilidade sejam quais forem os desdobramentos do processo de impeachment que tramita no Congresso Nacional.

 

O setor produtivo cobra celeridade, serenidade e espírito público daqueles que compõem os três poderes da República, para que o país possa retomar o caminho da confiança e crença no futuro, que passa, necessariamente, por reascender o espírito empreendedor dos brasileiros, com a retomada da indústria e geração de empregos.

 

Carlos Pastoriza

 

Presidente – Conselho de Administração da ABIMAQ / SINDIMAQ

 

 

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blogManufatura Avançada: O futuro se faz presente na FEIMEC

A interligação e comunicação entre as máquinas em uma linha de produção, controlada e monitorada virtualmente, onde há uma interação entre o ambiente real e virtual, com acesso às informações necessárias de desempenho na fabricação de produtos individualizados, já é uma realidade na FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, evento de iniciativa da ABIMAQ e entidades do setor, que se realizará no período de 03 a 07 de maio, no São Paulo Exhibition & Convention Center

Inédito na América Latina, uma Linha de Fabricação Demonstração no Conceito de Manufatura Avançada, Indústria 4.0, como é chamada na Alemanha, será apresentada no maior e mais moderno evento para lançamento de novas tecnologias, a FEIMEC. Com investimento superior a R$ 5 milhões e envolvimento de mais de 20 empresas, além de apoio do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, o projeto contempla em paralelo à realização do Seminário “Manufatura Avançada: Indústria 4.0 Aplicação na Prática”, em parceria com a VDI – Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha – e gerenciamento do Instituto Mauá de Tecnologia.

De acordo com João Alfredo Delgado, diretor de Tecnologia da ABIMAQ, o objetivo principal do Demonstrador é disseminar o conceito da Manufatura Avançada, contemplando as tecnologias, métodos e processos flexíveis, onde o P&D e a Engenharia são fatores críticos para o sucesso, além de integrar o setor de bens de capital aos sistemas informatizados, ao Big Data, à Inteligência Artificial, à Internet das Coisas e de Serviços, entre outros.

A ABIMAQ e o IPDMAQ, em conjunto com as indústrias de máquinas e equipamentos, automação e controle, integradores, tecnologia da informação e instituições de ensino e fomento, estão desenvolvendo o projeto que, baseado no uso de sistemas físico-cibernéticos, vai otimizar os processos fabris, principal eixo dos conceito da Manufatura Avançada.

4ª Revolução Industrial

A FEIMEC apresentará aos visitantes com esse Demonstrador as principais tendências no que vem sendo chamado como a 4ª Revolução Industrial que, no Brasil, é sinônimo do que denominamos de Manufatura Avançada e vem transformando a maneira como projetamos, fabricamos, distribuímos e nos comunicamos em nossa cadeia de valor, mudando o patamar da competitividade da indústria de transformação no mundo, onde imperam os sistemas produtivos por encomenda, adaptados para as necessidades de cada processo produtivo, com enfoque na individualização dos produtos.

“A demonstração prática desse conceito – de acordo com Delgado – utiliza máquinas e equipamentos de alta tecnologia cedidos ao evento pelas empresas participantes com o objetivo de mapear competências técnicas instaladas nas indústrias brasileiras e no mercado, prospectar oportunidades de negócios e inserir o Brasil na rota tecnológica, que é tendência no cenário internacional. Nesse sentido, o projeto poderá subsidiar políticas públicas voltadas, entre outras, para a capacitação e o investimento tecnológico na indústria brasileira”.

A ABIMAQ e a Manufatura  Avançada

A primeira ação da ABIMAQ foi a instalação de um Laboratório de Comissionamento Virtual no Instituto Mauá de Tecnologia, com apoio do CNPq, para atender a uma demanda por capacitação nessa tecnologia.

Anita Dedding, secretária executiva do IPDMAQ, explica que, em 2014, o IPDMAQ realizou o ABIMAQ Inova, fórum anual de inovação da indústria de máquinas e equipamentos, com o tema “A Indústria do Futuro”. Participaram empresas como a Festo, Kuka Roboter, Siemens do Brasil, entre outras, para desmistificar o conceito e mostrar, na prática, suas iniciativas de sucesso.

Em 2015, a ABIMAQ e o IPDMAQ foram convidados para participar do Grupo de Trabalho de Manufatura Avançada, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para discutir um plano de ações estruturantes para a Manufatura Avançada no Brasil. Nessas reuniões, a ABIMAQ e o IPDMAQ ressaltaram a importância para uma ação prática e que desafiassem as engenharias das indústrias de máquinas e equipamentos para esta tendência.

No final de 2015, ABIMAQ – IPDMAQ lançam um desafio às engenharias das empresas de bens de capital, para a criação de Linha de Fabricação Demonstração no Conceito de Manufatura Avançada, a ser apresentada na FEIMEC 2016, como uma resposta das empresas brasileiras a esta tendência da Manufatura Avançada.

O que é Manufatura Avançada

É uma indústria onde:

– O produto é individualizado;

– O produto leva suas características e “fala” com as máquinas;

– Há a completa integração do Espaço Físico Cibernético;

– O que acontece no mundo real acontece no  mundo virtual (Gêmeo Virtual);

– Existe intensa Comunicação Máquina-Máquina;

– As máquinas decidem sobre o melhor fluxo produtivo;

– Existe a integração de toda cadeia de valor;

– Está tudo conectado gerando o Big Data;

– O Data Analitics identifica tendências e antecipa ações;

– O ser humano tem um novo papel, como elemento criativo e gestor de recursos.

O que você verá no Demonstrador

É uma indústria onde:

– Robôs colaborativos;

– Manufatura Aditiva;

– RFID na produção;

– Comissionamento Virtual;

– Qualidade do produto integrado no processo;

– WiFi network na produção;

– Alto nível de customização;

– Comunicação Máquina-Máquina;

– QR Codes;

– Plataforma virtual para aquisições customizadas;

– Eficiência do processo com controle em tempo real.

 

 

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feimec

Capitaneado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), projeto envolveu mais de 20 empresas e entidades. Linha de produção inteligente, com 300 metros quadrados, será uma exclusividade da feira, que acontece de 3 a 7 de maio, em São Paulo.Conhecida também por Indústria 4.0, Indústria do Futuro e Fábrica Inteligente, a Manufatura Avançada está atualmente no centro do debate mundial sobre produtividade e inovação dos meios de produção. Considerado a quarta revolução industrial (antecedida pela mecânica, elétrica e digital), o novo paradigma representa a interação, autônoma e inteligente, entre sistemas de fabricação automáticos complexos.A combinação de modernos recursos de automação industrial com os avanços dos sistemas de computação, informação e comunicação via internet, permite que linhas de montagem e produtos troquem informações entre si ao longo do processo, ao mesmo tempo que diferentes unidades fabris tomam decisões sobre produção, compras e estoques sem interferência humana.O Brasil terá a primeira e exclusiva demonstração de Manufatura Avançada na FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, que acontece de 3 a 7 de maio, em São Paulo. O projeto, capitaneado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), envolveu mais de 20 empresas e entidades ligadas aos mais diferentes setores, como automação e controle, robótica, mecatrônica, comunicação e internet (internet das coisas), virtualização (virtual twin / comissionamento virtual) e vários outros (veja relação abaixo).

A realização da Manufatura Avançada durante a feira foi viabilizada pela ABIMAQ, que agregou os muitos setores envolvidos, firmou as parcerias e buscou o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI.

A ABIMAQ integra o Grupo de Trabalho formado pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) que visa transformar a Manufatura Avançada numa política de Estado, da mesma forma que acontece nos países mais adiantados nesse tema, como Alemanha e Estados Unidos.

 

Fábrica inteligente

Durante os cinco dias da FEIMEC, a fábrica inteligente produzirá cerca de 250 unidades customizadas de um acessório para escritório que une as funcionalidades de um porta-lápis e um porta-celular. Convidados, parceiros das empresas participantes, empresários, engenheiros, técnicos e outros visitantes da feira receberão um QR-Code via e-mail, que será lido a partir da tela do seu smartphone no início da linha de produção montada no pavilhão.

Em seguida, o “cliente” seleciona suas preferências em relação às cores e à disposição dos lápis no acessório. Ele não precisa informar o modelo de seu smartphone para definir a largura do suporte, pois o sistema faz essa identificação automaticamente no momento da leitura do QR-Code.

A fábrica inteligente vai ocupar uma área de 300 metros quadrados do pavilhão, onde os visitantes poderão acompanhar ao vivo todos os detalhes do processo de produção.

 

Empresas envolvidas no projeto de Manufatura Avançada da FEIMEC 2016

  • ABB LTDA.
  • AUTODESK DO BRASIL
  • BALTEC MAQUINAS AUTOMAÇÃO
  • CHEMPOXY
  • FESTO BRASIL LTDA.
  • HEXAGON MANUFACTURING INTELLIGENCE
  • INDÚSTRIAS ROMI S/A.
  • KUKA ROBOTER DO BRASIL LTDA.
  • MCK AUTOMAÇÃO INDÚSTRIAL EIRELI – EPP
  • MULT-E ENGENHARIA DIGITAL
  • NC SYSTEMS
  • PHOENIX CONTACT
  • PLMX SOLUÇÕES
  • POLLUX AUTOMATION
  • PRESS MAT
  • SICK
  • SIEMENS LTDA.
  • SMC PNEUMÁTICOS DO BRASIL LTDA
  • STÄUBLI SÃO PAULO
  • WESTCON INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL LTDA

Entidades que forneceram apoio institucional e operacional ao projeto de Manufatura Avançada na FEIMEC 2016

  • Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI
  • Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ / IPDMAQ
  • Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha – VDI
  • Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES
  • Instituto Mauá de Tecnologia – IMT
  • Instituto Senai de Inovação Metalmecânica

 

Conteúdo

Para adicionar ainda mais valor à demonstração, a Manufatura Avançada será tema do seminário “Indústria 4.0: Aplicação na Prática” durante a FEIMEC 2016. O conteúdo apresentando por palestrantes nacionais e internacionais vai tratar de temas como: O futuro dos processos industriais no Brasil, Alemanha e Estados Unidos; Manufacturing Execution System – MES; gerenciamento de ciclo de vida do produto, sistema de gerenciamento de informações que integra dados, processos e sistemas de negócio – PLM, Simulação de Processos por Comissionamento Virtual; Internet das Coisas; Big Data; Espaço Físico Cibernético; Comunicação Máquina-Máquina; a individualização de produtos; Manufatura Aditiva; e Realidade Aumentada (programação sujeita a alterações).

Serviço: Mais informações pelo http://www.feimec.com.br/Home/Index

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municipio_oliveiradohospitalO Dia do Fornecedor Gamesa mostrou aos associados da ABIMAQ as oportunidades de negócios oferecidas pelo setor de energia eólica

Realizado no dia 24 de fevereiro, na sede da ABIMAQ, o evento promovido pela filial brasileira da espanhola Gamesa – um dos principais fabricantes mundiais de aerogeradores – despertou o interesse de um grande número de empresas dispostas a ampliar seus negócios em um setor que está passando longe da crise. “Este evento certamente vai oferecer oportunidades para a geração de novos negócios às empresas associadas à ABIMAQ”, ressaltou o presidente do Conselho de Administração da entidade, Carlos Pastoriza, na cerimônia de abertura.

Na primeira palestra do evento, o presidente do Conselho de Energia Eólica (CEE) da ABIMAQ, Roberto Veiga, analisou a situação e as perspectivas do setor eólico no Brasil. “Segundo consta no site da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Brasil tem, hoje, 8,2 GW de energia eólica instalados dentro dos 18 GW já contratados, e os investimentos no setor devem totalizar R$ 45 bilhões para os próximos quatro anos. As empresas que quiserem participar desse mercado precisam observar o setor como uma oportunidade real de participação e decidirem entrar para ficar ”, ressaltou Veiga.

A seguir, José Antonio Miranda, CEO da Gamesa da América Latina, falou sobre a atuação da empresa no Brasil e no mundo. “Há 22 anos, nossa empresa se dedica exclusivamente ao setor eólico, tendo atingido 33,5 GW de capacidade instalada em 49 países, com quatro produtos plataforma, de 2,0; 2,5; 3,3 e 5,0 MW”, destacou Miranda.

Edgar Corrochano, CEO da Gamesa do Brasil, falou da importância dos fornecedores nos negócios da empresa. “Nós compramos 80% daquilo que vendemos. Nosso desafio é transformar a Gamesa Brasil em uma plataforma de exportação. Hoje, porém, isso não é possível porque nossos insumos têm custo 30% superior ao das outras fábricas da empresa no mundo”, explicou Corrochano.

A presidente da ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Silva Gannoum, abordou o futuro do setor no Brasil, ressaltando que o país é o segundo mais atrativo no mundo em energia renovável. “Nosso modelo de leilões tem se mostrado eficiente e tem sido copiado por outros países. Hoje, há cerca de 9,0 GW de capacidade instalada e, em geração efetiva, o setor equivale à usina de Belo Monte em geração”, relatou Elbia. Outra informação importante foi a realização de dois leilões de reserva ainda este ano (1º e 2º semestres), o que daria uma visibilidade de continuidade ao setor para os anos de 2018 e 2019.

O cenário da mão de obra para as atividades do setor eólico foi o tema de Diogo Forghieri Vidal, representante da Randstad, empresa de soluções em Recursos Humanos, com forte presença no setor eólico. “Andando na contramão dos outros segmentos, o setor eólico oferece perspectivas positivas para o mercado de mão de obra, com a possibilidade de manter 45 mil empregos anuais”, disse Vidal.

Guilherme Arantes, do BNDES, falou das regras específicas do banco para aerogeradores, com ênfase no índice de nacionalização. Segundo ele, o efeito dessas regras na cadeia de produção foi o surgimento de novas oportunidades para a cadeia de fornecimento, criando novas fábricas, expansões e empregos, “pelo menos 50 novos investimentos em novas plantas e ampliações com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão foram realizados desde então”.

Bruno Muller, da área de financiamentos do BNDES, enfatizou que não vai faltar financiamento em infraestrutura ao setor de geração de energia e nem recursos para incentivar o setor eólico.

Bruno Plattek, da área de Bens de Capital do BNDES, explicou as diretrizes do BNDES ProBK, linha de crédito para bens de capital, e afirmou que “o setor eólico é um dos mais relevantes, com demanda perene, previsível e regulada”.

Manuel Uribarri, diretor de Compras da Gamesa da América Latina, e Rodrigo Ferreira, diretor de Compras do Brasil, explicaram as oportunidades oferecidas pela empresa para a cadeia produtiva. Uribarri frisou que as ações e diretrizes da empresa junto aos seus parceiros ultrapassam as exigências do BNDES, para reduzir os riscos e melhorar os custos. Ferreira reiterou a necessidade de melhorar a produtividade para viabilizar a exportação de equipamentos, contando com parcerias que possibilitem uma visibilidade de longo prazo para os parceiros da empresa.

Murilo Okazaki, do Departamento de Tecnologia, Pablo Pérez, diretor de Qualidade e HSE, e Miguel García, diretor Industrial, trataram do desenvolvimento da cadeia de fornecimento da Gamesa. Para Okazaki, a evolução da tecnologia tem sido um fator fundamental para o sucesso da empresa. Pérez falou dos princípios adotados com vistas a melhorar continuamente a qualidade, com ênfase na garantia da segurança e saúde dos funcionários. Já García reiterou que os custos de produção no Brasil são 30% superiores aos das outras unidades da Gamesa, quando comparados ex-works, e cerca de 7% colocados no Brasil, sendo necessário reduzir esse gap, para que a empresa tenha condições de fornecer aos países da região.

RODADA DE NEGÓCIOS

Mais de 300 pessoas participaram das palestras, superando as melhores expectativas de público. Além disso, representantes de empresas, interessadas em obter informações detalhadas sobre as possibilidades de se tornarem fornecedores do setor de energia eólica, reuniram-se com compradores técnicos da Gamesa na Rodada de Negócios, ocorrida após as palestras.

“Acredito que o evento superou as expectativas e pode de uma maneira clara e objetiva mostrar as oportunidades do setor como um todo, abordando as particularidades de um dos sete fabricantes instalados no Brasil, a Gamesa, e também contando com esclarecimentos sobre metodologias aplicadas à contratação no setor, seja de fornecedores, mão de obra e o necessário financiamento a todos os elos dos projetos para desenvolvimento do setor eólico no Brasil” concluiu Veiga.

 

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O mercado brasileiro do setor eólico

Icone Análise,Artigo | Por em 10 de dezembro de 2015

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eolicaRoberto Veiga*

O mercado recessivo brasileiro diverge do cenário eólico, que está em plena atividade e desenvolvendo novos fornecedores que vêm adensando a cadeia produtiva dos fabricantes de aerogerador. Segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Brasil hoje conta com 712 projetos de eólica divididos em três diferentes estágios. São 275 projetos em operação gerando 6,7 GW; 158 projetos em construção agregando mais 3,8 GW de geração; e 303 projetos que ainda não iniciaram sua construção que irão agregar 7,2 GW.

A oportunidade às empresas da cadeia produtiva está nos restantes 303 projetos que ainda não iniciaram sua construção e que irão agregar mais 7,2 GW de geração. Esses 303 projetos serão compostos por pelo menos mais 3.500 aerogeradores, em um total de investimentos da ordem de R$ 35 bilhões nos próximos 3,5 anos. Para se ter uma ideia do que representa os 7,2 GW, isso seria o equivalente a meia usina hidrelétrica de Itaipu que, hoje, tem capacidade de geração de 14 GW (20 turbinas de 700 MW cada), sendo a maior usina de geração de energia na América Latina e que levou 10 anos para ser construída (1974 a 1984).

Se levarmos em conta que pelo menos 60% em valor dos aerogeradores serão disponibilizados à cadeia produtiva brasileira e considerando que normalmente 70% do investimento total de um aerogerador instalado gerando energia é representado pela fabricação em si do aerogerador, teríamos para os próximos 3,5 anos pelo menos R$ 15 bilhões a serem transformados pela nossa cadeia produtiva instalada no Brasil.

Participar desse “filão” é uma oportunidade única no cenário industrial brasileiro, mas essa oportunidade tem de ser levada adiante com muito cuidado. Os aerogeradores são máquinas que empregam alta tecnologia e complexidade tecnológica. Temos o privilégio de possuirmos, para o setor eólico, um planejamento energético, no que diz respeito a novas estimativas de contratação, muito bem elaborado, e que hoje sinaliza que até 2023 estaremos com um total em torno de 23 GW de eólica introduzidos à matriz energética brasileira, ou seja, um incremento de pelo menos mais 8 GW aos atuais 16 GW já contratados entrarão em operação até 2023. Ou seja, como os leilões no mercado regulado são geralmente A-3 e A-5, esses 8 GW seriam contratados nos próximos leilões com uma média de contratação anual em torno de 2 GW ano. O histórico de contratações desde o primeiro leilão de energia com a participação da eólica que ocorreu em 2009 tem sido de 2,3 GW ano.

Isso demonstra um mercado que tem uma visibilidade que dificilmente é obtida em outros setores em tempos normais e impossível de comparação no momento de recessão que vivemos atualmente.

São várias as oportunidades de fornecimento, basicamente o aerogerador é dividido em quatro importantes partes, a torre, as pás, os hubs (onde são fixadas as pás) e a nacelle (casa de maquinas onde normalmente estão o gerador e demais componentes), nesses principais itens temos algumas oportunidades de fornecimento, que podemos citar algumas abaixo:

– Na fabricação de torres de concreto ou de aço ter-se-ia a oportunidade para o fornecimento de:

 

  • Chapas de aço, flanges forjadas, escadas, elevadores, plataformas intermediárias, portas de aço, parafusos e elementos de fixação especiais, tintas e vernizes para proteção superficial, insertos de aço para torre de concreto, passa-cabos e sistema de iluminação…

– Na fabricação de pás ter-se-ia a oportunidade para o fornecimento de:

  • Resinas epóxi e poliéster, tecidos/mantas de fibra de vidro e carbono, kits espuma de PVC, kits de madeira balsa, tintas e resinas para acabamento superficial, parafusos e porcas especiais para fixação das pás, sistema de para-raios…

– Na fabricação de Hubs ter-se-ia a oportunidade para o fornecimento de:

Cubo fundido, rolamentos de passo, anéis e bases forjadas, carenagem (fibra de vidro), sistemas de lubrificação, discos caldeirados (passo da pá), sistema de acionamento e controle do passo da pá, sistema acionador e controle de passo, freio…

– Na fabricação de Nacelles ter-se-ia a oportunidade para o fornecimento de:

Elementos estruturais, estrutura principal (que pode ser fundida ou caldeirada e depois usinada e pintada), estrutura traseira (que também pode ser fundida ou caldeirada e depois usinada e pintada), eixo principal (que pode ser forjado ou fundido e depois usinado), rolamentos do eixo principal, sistema de controle do giro da nacelle na torre, rolamento do giro da nacelle, anéis e bases forjadas para esse rolamento, painéis de controle, transformador, sistema de freios, conversor / inversor, sistema de travamento do rotor, painel de proteção elétrica, cabos de barramento, cabos de cobre para enrolamento estator (bobinas), unidade hidráulica, sistema de refrigeração, gerador, multiplicador (gear box), estator, rotor, núcleo das bobinas do rotor, imãs permanentes…

O custo de se fabricar no Brasil é o mesmo para todos os setores e nós todos sabemos isso. Quando se trata de exportação conforme comentado acima os incentivos e benefícios fiscais ajudam a diminuir essa diferença.

Roberto Veiga* é engenheiro mecânico com especialização em gestão de projetos e negócios internacionais, presidente do Conselho de Energia Eólica da ABIMAQ, onde também é diretor conselheiro da ABIMAQ/CONIMAQ e representa a empresa Bardella S.A. Indústrias Mecânicas e é vice-presidente da Câmara de Projetos e Equipamentos Pesados (CSPEP)

 

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saneamentoRuddi Pereira de Souza liderará o conselho durante o biênio 2015-2017

“Sabemos dos desafios e saltos gigantescos que o país precisa na área de saneamento. O que nós vemos muitas vezes é o copo meio vazio, mas é sempre muito importante ver o copo meio cheio, enxergando as oportunidades de negócios para as empresas e as possibilidades de melhorar a saúde pública e a qualidade de vida do Brasil”. Com essa mensagem, o presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, Carlos Pastoriza, iniciou a cerimônia de posse da nova diretoria do Conselho de Saneamento Ambiental, em outubro, na sede da entidade.

O presidente eleito, Ruddi Pereira de Souza, afirmou estar satisfeito com a sua nomeação. “Será um grande desafio para mim e vou certamente contar com o apoio de todos para que possamos conseguir gerar oportunidades de negócios a partir dessa integração”, declarou Souza.

Conquistas

Valdir Folgosi, vice-presidente do SINDESAM (Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental), fez uma retrospectiva de sua gestão à frente do Conselho de Saneamento Ambiental e afirmou que, embora não tenha conseguido superar todos os desafios, algumas conquistas foram alcançadas, como a valorização do conselho junto às entidades; luta para a reforma da lei 8.666; luta e universalização do saneamento em parceria com outras entidades; valorização do reúso da água como ferramenta de combate à crise hídrica; e engajamento e defesa do Conteúdo Local valorizando a indústria nacional.

“Além disso, tive o privilégio de criar vínculos de amizade com vocês, que lutam pelo mesmo setor e pelos mesmos ideais. Tenho certeza que o novo presidente fará uma boa gestão, criando um mercado forte e importante para as indústrias do setor”, ressaltou Folgosi.

Souza salientou a importância do apoio para as conquistas do segmento: “Este vai ser um trabalho de time para conseguirmos algo melhor para o nosso setor. Quero dizer que contem comigo e que nós vamos chegar onde nós precisamos”, finalizou Souza.

Também estiveram presentes o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Paulo Ferreira, o presidente do SINDESAM, Gilson Cassini, o consultor da ABIMAQ, Primo Pereira Neto, e demais representantes do setor.

 

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O mau desempenho do cenário macroeconômico nacional atingiu em cheio o setor de mecânica dos fluidos que inclui bombas, motobombas, válvulas e filtros. Somente o mercado de bombas, que é um termômetro do setor inteiro devido à sua importância nas aplicações de fluidos, está com previsão de fechar o ano com desempenho negativo de 10% a 15%, aponta a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

“As bombas são divididas em duas categorias: seriadas e não-seriadas. As bombas seriadas tipo standard, que são aquelas voltadas ao consumidor final, tiveram um desempenho relativamente bom no 1º semestre respondendo por um crescimento entre 5% a 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as bombas não-seriadas, voltadas à indústria, sofreram um tombo de 20% em relação ao mesmo período de 2013”, analisa Nelson Reginato, vice-presidente da Câmara de Bombas e Motobombas, da Abimaq / foto.

Reginato avalia que o bom desempenho de bombas seriadas contrabalançou, de certa forma, o setor por estar com desempenho positivo no ano. “Senão fossem as bombas seriadas, o tombo no ano poderia ser pior”, observa Reginato, sinalizando para a falta de investimentos no país tanto públicos quanto privados.

Segundo ele, outro fator que está contribuindo para os reveses no setor de mecânica dos fluidos é a ausência de grandes projetos ao longo deste ano. “Estamos, basicamente, com falta de investimentos em projetos importantes. Ou seja, o cenário é desalentador porque não há projetos em licitação e nem mesmo renovações na carteira de pedidos. E, vamos supor que, se algo sair agora em termos de projetos relevantes para o setor, vai faturar somente daqui há um ano e meio”, aponta o vice-presidente da Câmara de Bombas e Motobombas.

Por outro lado, ele afirma que a melhora da economia dos EUA, que anunciou em julho um crescimento de 4% no semestre poderá refletir nas exportações brasileiras. “Os EUA é o segundo maior mercado ao qual o setor direciona exportações. Além disso, também podemos contar com essa relativa melhora do dólar”, explica, se referindo à recuperação da moeda norte-americana que chegou a bater R$ 2,26 em julho.

Para o engenheiro técnico da Controvale, Danilo Diogo o ano de 2014  se apresentou sem grandes surpresas. “Mercado estático, muitas vezes até em retração, com baixo crescimento devido principalmente ao evento esportivo que se realizou no final do semestre,  que roubou a cena e manteve a atenção da grande maioria. Agora as expectativas se voltam para o segundo semestre que, historicamente, tende a ser melhor, principalmente pelo fato de que a maioria das empresas preparam paradas programadas de suas máquinas para manutenção”, avalia.

Segundo ele, a Controvale Hidráulica Industrial planeja alcançar um crescimento entre 10 a 15% nos negócios este ano. “Neste período, além de termos as ações de investimentos para 2015 no setor Educacional já tomando forma, ou seja, as instituições de ensino, como faculdades privadas, cursos técnicos e escolas técnicas federais já estão efetivamente fechando suas compras para o próximo ano. Com este cenário, esperamos um melhor resultado e a recuperação dos números do primeiro semestre”.

O reflexo da carga tributária alta e a falta de incentivo ao pequeno e médio empreendedor são apontados como os principais vilões do setor. “Esses entraves nos levam a uma falta de investimentos no setor industrial deflagrando uma reação em cadeia onde todos são atingidos. Comércio, indústria e o setor de serviço sofrem com a ineficiência governamental e são forçados a manter seus negócios retraídos, com receio de investir, pois não tem segurança do retorno. Todos sabemos que nosso país tem um enorme potencial de consumo e poderíamos nos beneficiar muito desta situação”, observa.

Ele aponta que a menor carga tributária deve acarretar em mais empregos e melhores condições de vida. “Nossos empresários são verdadeiros heróis lutando e “remando” sempre contra a falta de estimulo e ações concretas por parte do governo. Não é um exagero afirmarmos estas questões, pois a conta é simples: menor carga tributária, mais empregos, melhor condição de vida, maior consumo, mais produção e aí, o ciclo se fecha”.

Para Diogo, a inovação na busca por novos produtos de tecnologia superior, por meio de desenvolvimento interno ou até mesmo as novidades que vem de fora, podem ser fortes aliados para propor uma situação real de redução de custos ao setor produtivo, proporcionando mais fôlego e melhores resultados às indústrias do setor. “Por outro lado, levando novas técnicas e novos produtos às Instituições de ensino, contribuímos para uma educação técnica de melhor qualidade, colocando o profissional mais bem preparado dentro da indústria, que também é um ponto importante no cenário da eficiência administrativa”, acrescentou citando como exemplo um dos nichos de atuação da Controvale.

Mesmo diante do cenário desfavorável ele se diz otimista com o setor de maquinas e equipamentos.“Mesmo nos melhores anos do setor, sempre convivemos com a falta de incentivo e as dificuldades de investimento. As armas que temos contra isso, por incrível que pareça, são: a globalização proporcionando uma maior oferta de produtos e melhorando a relação custo x benefício, a criatividade inerente a nossa cultura e as ações destemidas de nossos empreendedores que sempre acreditaram em melhores resultados”, apregoa.

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Abimaq prevê crescimento de 9% a 10% em segmentos como hidráulica e pneumática

O grande número de feriados,o evento da Copa do Mundo e as eleições presidenciais no Brasil, deverão fazer então o empresariado brasileiro olhar mais adiante, e preparar seu parque industrial para 2015. Essa é a opinião de Carlos Padovan, presidente do comitê da 30ª Feira Internacional da Mecânica, maior feira de máquinas e equipamentos da América Latina, promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado com o apoio da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que acontecerá entre os dias 20 a 24 de maio de 2014.

“Na feira, os compradores e expositores vão projetar cenários para 2015. Se existe fôlego para crescimento, você precisa se preparar de um ano a seis meses antes. E a verdade é que precisamos melhorar ainda mais nosso parque industrial. Existem muitas máquinas que estão sendo desenvolvidas para lançamento na próxima Mecânica, e a NR-12 ainda será um dos maiores motivos de busca por novas máquinas”, prevê Padovan. A Norma Regulamentadora Nº 12 do Ministério do Trabalho define referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção para a saúde e a integridade física dos trabalhadores.

Para o executivo, o início de 2013 apresentou bons números de venda, mas, de forma geral, o ano se encerra estável em relação a 2012. “O último trimestre apresentou uma pequena melhora, sem falar nos setores que apostaram em certos nichos e surpreenderam. Por isso, acreditamos que em 2014 segmentos como hidráulica e pneumática devem crescer de 9% a 10%”. Ele também aposta no impulso dado por montadoras como Fiat, BMW e Mercedes-Benz, que têm investido de maneira intensa no país.

As previsões vão ao encontro à pesquisa recente do IBGE, que apontou crescimento, apesar do aparente marasmo da economia brasileira. Para o instituto, 21 dos 27 setores industriais registraram aumento na produção em outubro de 2013, na comparação com setembro. No acumulado dos dez meses analisados, a atividade industrial cresceu 1,6% frente a igual período de 2012.Apenas o setor de bens de capital avançou 18,8% na comparação com o mesmo mês de 2012, registrando o 10º resultado positivo consecutivo na comparação com igual mês do ano anterior. Os resultados positivos foram registrados por bens de capital para fins industriais (20,4%), para construção (58,5%), para uso misto (7,8%), agrícola (21,0%) e para energia elétrica (6,7%).

Máquinas brasileiras – A indústria de bens de capital brasileira é uma das mais tradicionais e resilientes do país e surpreende a economia, ano após ano, conquistando novos clientes e garantindo qualidade, mesmo com os desafios que encontra. A Feira Internacional da Mecânica é um reflexo dessa força. Para Carlos Pastoriza, secretário da presidência da Abimaq, 2013 foi um ano desafiador para o setor de bens de capital. “Recuperamos um pouco da produção no segundo semestre. As razões são os suspeitos de sempre: custo Brasil, taxa de câmbio e a profusão de regimes tributários com viés importador”.

Mesmo assim, o empresário exalta as conquistas da entidade neste ano, como a prorrogação da linha PSI do BNDES e a desoneração da folha de pagamento para as indústrias. Ainda de acordo com a Abimaq, de janeiro a setembro de 2013, o consumo de produtos dessa indústria foi de R$ 90,909 bilhões, 7,1% superior ao mesmo período de 2012. Mesmo eliminando o efeito cambial, o resultado permanece positivo com alta de 1,2%. Em setembro as exportações chegaram ao valor de US$ 1 bilhão. Ao longo do ano até setembro, as exportações corresponderam a 32% do faturamento.

Fato é que a indústria brasileira não deve em qualidade para nenhuma parte do mundo. Prova disso são os principais clientes importadores de produtos nacionais. “Entre nossos principais destinos das exportações, apesar das dificuldades, estão Estados Unidos, Alemanha, Itália, ou seja, países altamente industrializados e com tradição na produção de maquinário”, diz Pastoriza. Em setembro de 2013, os Estados Unidos voltaram a ocupar a segunda posição no ranking dos principais compradores de máquinas e equipamentos do Brasil.

Em 2012, a Mecânica atingiu a marca de duas mil empresas expositoras e contemplou cerca de 25 setores da indústria, entre eles as áreas de automação e controle de processos, equipamentos para tratamento ambiental e refrigeração, solda e tratamento de superfícies, máquinas-ferramenta, entre outros. Lotados, os corredores do Anhembi, onde a feira acontece, receberam 109 mil visitantes únicos, número que bateu o recorde de 2010, de 105.851 visitantes, vindos de 60 países, entre eles Argentina, EUA, Itália, Alemanha, Espanha, França, Suíça, Canadá, Chile, Peru, Venezuela e Portugal. “Mais de 95% do espaço da feira está comercializado. Diante disso, a expectativa para a edição de 2014 só aumenta, tanto em número de expositores, países participantes, compradores e apoiadores distribuídos em 85 mil m² de área do Pavilhão de Exposições do Anhembi”, afirma Liliane Bortoluci, diretora da feira.

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Entidade prevê crescimento de 9% a 10% em segmentos como hidráulica e pneumática. Já o IBGE, apontou crescimento de até 20,4% na indústria de bens de capital ainda em 2013.

Se o sentimento geral é de que 2014 será um ano atribulado por conta do número de feriados, Copa do Mundo e eleições presidenciais no Brasil, então o empresário deve olhar mais adiante, e preparar seu parque industrial para 2015. É o que acredita Carlos Padovan, presidente do comitê da 30ª Feira Internacional da Mecânica, maior feira de máquinas e equipamentos da América Latina, promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado com o apoio da Abimaq – Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, que acontecerá entre os dias 20 a 24 de maio de 2014.

“Na feira, os compradores e expositores vão projetar cenários para 2015. Se existe fôlego para crescimento, você precisa se preparar de um ano a seis meses antes. E a verdade é que precisamos melhorar ainda mais nosso parque industrial. Existem muitas máquinas que estão sendo desenvolvidas para lançamento na próxima Mecânica, e a NR-12 ainda será um dos maiores motivos de busca por novas máquinas”, prevê Padovan. A Norma Regulamentadora Nº 12 do Ministério do Trabalho define referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção para a saúde e a integridade física dos trabalhadores.

Para o executivo, o início de 2013 apresentou bons números de venda, mas de forma geral o ano se encerra estável em relação a 2012. “O último trimestre apresentou uma pequena melhora, sem falar nos setores que apostaram em certos nichos e surpreenderam. Por isso, acreditamos que em 2014 segmentos como hidráulica e pneumática devem crescer de 9% a 10%”. Ele também aposta no impulso dado por montadoras como Fiat, BMW e Mercedes-Benz, que têm investido de maneira intensa no país.

As previsões vão ao encontro à pesquisa recente do IBGE, que apontou crescimento, apesar do aparente marasmo da economia brasileira. Para o instituto, 21 dos 27 setores industriais registraram aumento na produção em outubro de 2013, na comparação com setembro. No acumulado dos dez meses analisados, a atividade industrial cresceu 1,6% frente a igual período de 2012. Apenas o setor de bens de capital avançou 18,8% na comparação com o mesmo mês de 2012, registrando o 10º resultado positivo consecutivo na comparação com igual mês do ano anterior. Os resultados positivos foram registrados por bens de capital para fins industriais (20,4%), para construção (58,5%), para uso misto (7,8%), agrícola (21,0%) e para energia elétrica (6,7%).

Em 2012, a Mecânica atingiu a marca de duas mil empresas expositoras e contemplou cerca de 25 setores da indústria, entre eles as áreas de automação e controle de processos, equipamentos para tratamento ambiental e refrigeração, solda e tratamento de superfícies, máquinas-ferramenta, entre outros. Lotados, os corredores do Anhembi, onde a feira acontece, receberam 109 mil visitantes únicos, número que bateu o recorde de 2010, de 105.851 visitantes, vindos de 60 países, entre eles Argentina, EUA, Itália, Alemanha, Espanha, França, Suíça, Canadá, Chile, Peru, Venezuela e Portugal. “Mais de 95% do espaço da feira está comercializado. Diante disso, a expectativa para a edição de 2014 só aumenta, tanto em número de expositores, países participantes, compradores e apoiadores distribuídos em 85 mil m² de área do Pavilhão de Exposições do Anhembi”, afirma Liliane Bortoluci, diretora da feira.

Serviço:

30a FEIRA INTERNACIONAL DA MECÂNICA

Data: 20 a 24 de maio de 2014
Local:
Parque de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana – São Paulo – SP – Brasil
http://mecanica.com.br

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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