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Fernando Sandri_baixaFernando Wagner Sandri*

 A preferência pelo papel pode ser relacionada ao contato ancestral do ser humano com a árvore, que sempre foi a base para seu aquecimento, proteção, manutenção da biodiversidade e ajuda na sua própria sobrevivência. Todo esse ciclo e o aprendizado histórico continuam em nossa mente. Sabemos, intuitivamente, que tudo que vem da árvore é bom – incluindo as embalagens de papel.

Para nosso setor, como em tantos outros, é em momentos de crise – como nesta pandemia – que surgem as melhores soluções para atender novas necessidades, e de forma urgente. As formulações típicas dos materiais começam a sofrer pressões na busca por alternativas: onde havia fibra de pinus, passa a entrar fibra de eucalipto. Onde havia fibra química, entra a mecânica. No lugar da fibra virgem, entra a fibra reciclada e a fibra originada no pós-consumo. Felizmente, o papel tem a capacidade de atender uma gama múltipla de utilizações em embalagens, por meio de um conjunto de formulações de fibras e aditivos que podem reforçar determinadas características necessárias a cada projeto.

Com suas propriedades físicas, químicas e visuais, ele permite aplicações tão amplas que o conjunto de soluções se torna impressionante. As fibras de eucalipto estão cada vez mais presentes em papéis para embalagens e praticamente todas as embalagens de papel coletadas são recicladas prontamente no Brasil. Com isso, a reciclabilidade de embalagens tem favorecido projetos de economia circular e logística reversa, e, atendendo à crescente demanda, surgem novos produtos em papel com material reciclado e de alta performance nos processos de impressão e envase.

Entenda o ciclo do papel

Para ampliar a capacidade de reutilização do papel em um novo ciclo produtivo, as unidades industriais têm se preparado cada vez mais para receber e processar materiais pós-consumo com eficiência na recuperação de fibras. Embalagens de papel podem ser recuperadas em sua grande maioria.  Embalagens tipo longa vida, copos de papel, sacolas de papel, caixas papel de presentes, diversos artefatos de papel como tubetes, entre outros, podem ser reciclados. A separação de fibras celulósicas de embalagens de múltiplas camadas que contenham plásticos hoje é uma realidade.

A inovação em novos sistemas de captura de embalagens de papel para um viável caminho de logística reversa é um imenso desafio. O Brasil é um país continental com 5.568 municípios com características regionais distintas, e por isso há a necessidade de um diálogo contínuo com os diversos atores da cadeia de embalagens para dar continuidade ao processo de retorno do papel à indústria.

Inovar no design de embalagens de papel é desafio

Por fim, destaco o desafio de prover soluções que permitam inovar no design das embalagens. Hoje, a indústria gráfica trabalha com sistemas de impressão offset, corte e vinco, dobradeiras e coladeiras integradas, oferecendo um portfólio de embalagens ao mercado nacional, em sua maioria, em formato de hexaedro, com raríssimas variações em outros tipos de poliedros. Sair do “quadrado” exige um esforço maior.

Ao pensarmos em fazer algo redondo, por exemplo, percebe-se que os processos industriais não estão preparados para fazê-los em grande escala. Somente com projetos integrados, com participação de múltiplas empresas participantes da cadeia de valor da embalagem, será possível superar essa barreira da geometria e propor inovações.

Creio que a nossa tarefa é melhorar a eficiência do papelcartão em novas faixas de gramatura, com ganho de rigidez, uso de material reciclável quando aplicável, propondo novas barreiras, novas estruturas, inovando e aperfeiçoando o ciclo de vida das embalagens em prol de um mercado futuro sustentável em que todo potencial de utilização da árvore demonstre seu valor.

*Engenheiro químico, conselheiro da ABTCP, diretor Técnico do Sinpacel/PR, conselheiro da ABRE e diretor de Tecnologia da Ibema.

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unnamed (1)Lucro sustentável é a combinação de lucro financeiro com responsabilidade social. Segundo Ana Paiva, gerente de RH do Grupo DMS Logistics, “é muito mais do que o dinheiro pelo dinheiro, é lucro para gerar valor, seja para nossos colaboradores, acionistas, clientes e para a sociedade como um todo”.

Ana explica que esse é um dos propósitos e dos valores que estão no DNA da empresa: “desde as atitudes mais simples, como as economias que vieram com o sistema home office adotado desde o início da pandemia, até as melhores práticas de valorização dos nossos colaboradores, passando pela redução do consumo de energia com a instalação de placas solares em uma de nossas unidades e consumo de papel, tudo que fazemos, hoje, tem uma preocupação com o futuro do planeta”, explica Ana.

Ela dá um exemplo: “no último ano, deixamos de consumir cerca de 1 tonelada de papel, o que significa que pelo menos 20 árvores foram poupadas, isso sem contar no volume de água, já que o processo industrial para fabricação de 1 simples A4, consome cerca de 10L por folha”.

Ana lembra que foram firmados contratos com fornecedores locais para confecção de brindes para clientes e fornecedores, contribuindo de forma impactante para esses pequenos empreendedores se mantivessem ativos em plena pandemia. “Esse comportamento não nasceu agora, ele foi potencializado pelo momento atual. As práticas sustentáveis fazem parte da filosofia da empresa”, garante.

Tanto que a empresa é, hoje, certificada com o selo verde da Ecovadis na categoria bronze e está focada em subir de categoria: “na pesquisa desse ano, já contaremos com novas métricas”, enfatiza a gestora. Segundo ela, isso representa a preocupação da empresa em atender aos requisitos das melhores práticas, gerando valor e destacando a DMS para seus clientes, que cada vez mais valorizam e exigem esse tipo de certificação.

Os planos para expansão incluem o “Pacto Global da ONU, do qual a empresa passou a fazer parte este ano, e novas metas de sustentabilidade que estão sendo criadas para que possamos cada vez mais gerar valor, patrocinando e promovendo uma sociedade mais justa e sustentável”, finaliza Ana.

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pexels-pixabay-257775A Schneider Electric divulga a  pesquisa Digital Economy and Climate Impact para promover a compreensão de como os aplicativos inteligentes e digitalizados serão alimentados no futuro. O relatório prevê que a demanda de eletricidade relacionada ao setor de TI deverá aumentar em quase 50% até 2030. No entanto, à medida que o sistema elétrico se descarbonizar, as emissões não aumentarão mais de 26% até a data prevista.

Para auxiliar na redução do aumento das emissões, o Instituto de Pesquisa de Sustentabilidade da Schneider Electric™ recomenda esforços contínuos para alcançar eficiências nas áreas de TI e energia nos níveis de componente e sistema. Lançado no evento promovido pela empresa na última semana, apresentado virtualmente do Hub de Boston da Schneider, o relatório destaca como a ascensão da edge computing requer foco específico, já que é esperado que esses sistemas sejam menos eficientes do que os data centers em hiperescala do ponto de vista de PUE.

“Quando o mundo se fechou, ele também se conectou, e o tráfego da internet disparou”, disse Pankaj Sharma, vice-presidente executivo da área de Secure Power da Schneider Electric. “É ilusório presumir que a atividade digital resultará inevitavelmente em um aumento profundamente problemático nas emissões de CO2. A análise da Schneider põe de lado muitas das afirmações do pior cenário, prevendo que o uso de eletricidade relacionado à TI dobrará a cada cinco anos”, continuou. “Dito isso, como indústria, devemos permanecer vigilantes para encontrar novas fontes de ganhos de sustentabilidade, ao mesmo tempo que garantimos resiliência à medida que o digital mantém a vida avançando.”

Além de divulgar o relatório de pesquisa, a Schneider Electric anunciou atualizações para seu software de gerenciamento de infraestrutura de data center de TI EcoStruxure™, Galaxy™ VL fonte de alimentação ininterrupta trifásica (UPS) e introduziu um UPS monofásico líder do setor, o APC™ Smart-UPS™ Ultra. Todas as apresentações são projetadas para fazer o setor avançar no cumprimento das metas de sustentabilidade e, ao mesmo tempo, aumentar a resiliência da infraestrutura de TI e data center.

Imagem: Pixabay

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facensO mundo caminha, cada vez mais, rumo ao desenvolvimento sustentável. Afinal, são quase 8 bilhões de habitantes na Terra, com recursos naturais limitados e uma população em crescimento. Há um número cada vez maior de iniciativas públicas e privadas desenvolvendo projetos e soluções para cidades inteligentes e sustentáveis. Em escala menor, o mesmo vem acontecendo com empresas, que tem como objetivo ser autossuficiente em água e energia, além da redução da emissão de CO2 na atmosfera.

De acordo com Vitor Gomes, Gerente de Impacto e Sustentabilidade do Centro Universitário Facens, ter um campus cada vez mais sustentável é uma meta para a instituição de ensino. “Achar o equilíbrio entre as necessidades dos seres humanos e da capacidade de recursos do nosso planeta é o grande desafio do século XXI. Energias não renováveis e que liberam gases de efeito estufa estão cada dia mais sendo substituídos por fontes limpas. Por isso, a eficiência energética é uma das prioridades dentro da Facens, não só em nosso campus, como na formação dos nossos alunos.”, explica Vitor.

O relatório Bloomberg New Energy Finance, de 2019, apontou que a expectativa é de que as energias eólica e solar cheguem a representar 48% da geração energética global em 2050. Atualmente, elas correspondem apenas a 7% do suprimento total de energia no mundo. No Brasil, a energia solar fotovoltaica já é a terceira mais importante fonte renovável, depois da hidráulica e eólica, em potência instalada. As projeções da Bloomberg também apontam que a energia solar deve representar 32% da matriz energética brasileira até 2040.

“Atualmente a Facens gera, por meio de energia fotovoltaica, 15% do que consome mensalmente em energia elétrica no campus. Nosso objetivo é ampliar a capacidade de geração da nossa subestação, que hoje também serve como fonte de aprendizado prático e teórico para os alunos do Centro Universitário”, ressalta Heverton Bacca, coordenador de engenharia elétrica da Facens.

Bacca reforça que a preocupação com a capacitação dos alunos para o mercado de energia fotovoltaica é grande, já que é um setor em franca expansão e que demandará cada vez mais profissionais especializados. De acordo com a ABSOLAR, a energia solar gerou mais de 147 mil empregos no Brasil em 2020. Segundo a Aneel, até 2024, o país terá cerca de 900 mil sistemas fotovoltaicos On Grid instalados.

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Fabio Arruda Mortara

A economia circular veio romper com modelos lineares de produção e de consumo, e estimular a transição para um sistema orientado pela reutilização e reciclagem total de todos os produtos pós-uso ou, quando isso não é possível, reincorporação total dos resíduos ao meio ambiente sem contaminações. À medida que este conceito ganha a prática, o papel desponta como um material capaz de seguir presente no cotidiano das pessoas, segundo a organização global Two Sides.

 Como a mais recente parceira de Two Sides, a Voith vem contribuir com o propósito da iniciativa global, que vai além de reunir indústrias do setor e de promover a produção e o uso responsável da impressão e do papel. Parte dessa missão visa também eliminar equívocos para evidenciar fatores que colocam o papel em destaque em um mundo cada vez mais baseado na economia circular.

 “Papel, cartão e papelão são fabricados a partir de fonte renovável – árvores cultivadas – ou de materiais reciclados. Sua taxa de reciclagem é muito alta. Portanto, esses derivados de celulose já estão muito avançados na aderência aos princípios da economia circular”, afirma Fabio Arruda Mortara, de Two Sides Brasil e América Latina.

 Setor que prioriza a preservação do meio ambiente

Para desmistificar, é fundamental amplificar a compreensão e dar visibilidade a atributos que reforçam essa preocupação da indústria papeleira com a preservação do meio ambiente. O papel produzido no Brasil emprega matéria-prima renovável: árvores são cultivadas para essa finalidade, plantio este que ajuda a mitigar os efeitos do CO2 na atmosfera.

 Além disso, o sistema de produção do papel devolve ao meio ambiente 93% da água utilizada. Fábricas brasileiras de base florestal, entre elas as de celulose e papel, produzem 69% da energia que utilizam, sendo que 90% desse total vem de fontes renováveis.

 Reciclabilidade e Biodegradabilidade

O papel é um dos materiais mais reciclados em todo o mundo. Atualmente, 67% de todo papel, cartão e papelão usados no Brasil é reciclado. Na Europa, esse índice é de 80%.

 “Embora as taxas de reciclagem ainda possam crescer, sempre haverá uma certa quantidade que não poderá ser reciclada. Essa fração remanescente, ao ser encaminhada para aterros sanitários, será rapidamente biodegradada. Nos aterros, efluentes como o metano e o chorume devem ser controlados e tratados, reduzindo praticamente a zero os impactos negativos dos resíduos dos materiais feitos de celulose”, complementa Manoel Manteigas de Oliveira, de Two Sides.

 Papeleiras: inovação em linha com combate a mudanças climáticas

Do processo de fabricação ao produto, o papel prevalece como escolha vantajosa ao priorizar um modelo em linha com os princípios da economia circular e com o combate às mudanças climáticas, aponta Two Sides.

 “Empresas do setor de papel e celulose têm investido em inovação e atuado constantemente para melhorar o processo de fabricação. Com mais de 150 anos de experiência no mercado, a Voith reforça seu posicionamento ao participar ativamente desse processo, como fornecedora eficiente, sustentável e completa, orientada por desenvolver junto às papeleiras diversas ações que ajudam na redução do consumo de energia, de água e de fibras”, finaliza Hjalmar Fugmann, líder da Voith Paper América do Sul.

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dassaultA Dassault Systèmes anuncia seu comprometimento em estabelecer uma meta baseada na ciência por meio da Science Based Targets initiative (SBTi),  para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e transformar os negócios para a futura economia de baixo carbono. .

As metas adotadas pelas companhias  estão baseadas no Acordo de Paris. Este acordo internacional tem como objetivo fortalecer a resposta global à ameaça das mudanças climáticas e limitar em 2° graus Celsius o aquecimento global com níveis pré-industriais e buscar esforços para limitar o aquecimento a 1,5°C.

 A Dassault Systèmes reconhece o papel crucial que a comunidade empresarial pode desempenhar na minimização do risco que as mudanças climáticas representam para o futuro do planeta.

 “Como uma empresa comprometida e baseada na ciência, é natural desejarmos o mais alto padrão nas metas de emissões: a iniciativa baseada nos objetivos da ciência (SBTi)”, afirma Florence Verzelen, vice-presidente executiva de Indústrias, Marketing e Sustentabilidade da Dassault Systèmes. ”Estamos orgulhosos de nos unirmos às principais empresas do mundo neste esforço, pois acreditamos que a mudança climática não é apenas um dos maiores riscos do mundo, é também uma das maiores oportunidades da história para a inovação sustentável”.

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mundo*Por Giovanna Cappellano

Não é a novidade que o meio ambiente pede socorro. E no mês em que é comemorado o Dia da Amazônia e o Dia da Árvore, devemos refletir sobre a importância dessas duas datas que voltam nossos olhares sobre a responsabilidade que todos nós temos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o sexto Panorama Ambiental Global de 2019 alerta que o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, ou mesmo até 2050, e que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050.

Outro dado lastimável: o relatório afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século. Por outro lado, o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, e é neste ponto que quero tocar.

Nesse sentido, acredito que as indústrias brasileiras precisam ter uma postura proativa na conservação de recursos genéticos da biodiversidade brasileira e na atuação com as comunidades que habitam as regiões, envolvendo-as no fomento e na valorização do trabalho local de modo a garantir a sustentabilidade. E em tempo de pandemia onde estamos todos olhando para dentro de casa, é inevitável que as empresas façam o mesmo.

O Grupo realiza inúmeros esforços visando minimizar sua pegada. Trabalha ativamente por práticas como economia circular, reuso de água e logística reversa, além de termos sido a primeira indústria do setor químico da América Latina a emitir títulos verdes. Podemos destacar que por razão da inauguração da Planta de Clorito de Sódio, em Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo, inaugurada em 2019, evitamos a emissão de 1.292,75 tCO2e, já que antes o produto era importado da China.

Também nos associamos este ano ao Benchmark Club do CDP nos temas Mudanças Climática e Segurança Hídrica, no intuito de trazer as melhores práticas do mercado para dentro de casa, e compartilhar um pouco da nossa expertise.

O CDP é uma organização sem fins lucrativos e uma das maiores referências no mundo quando se trata de captação, estudo e disponibilização de dados nestes temas.

Atualmente, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal, o que ameaça o equilíbrio ambiental global, prejudica a imagem do Brasil e impacta negativamente a economia do país.  Neste sentido, apoiamos publicamente o documento 10 Princípios Empresariais para uma Amazônia Sustentável, lançado pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, CEBDS, Instituto ETHOS, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Sistema B e Instituto Arapyaú, que tem como objetivo se tornar um movimento do setor empresarial brasileiro para a construção de propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia no caminho para a COP-25 e além.

No dia a dia da Concepta Ingredientsuma das nossas unidades de negócios, temos como objetivo desenvolver soluções naturais e tecnológicas com foco nas indústrias de alimentos saudáveis, naturais e orgânicos, mas sempre de modo a incentivar as cadeias agroflorestais e extrativistas que valorizam a floresta em pé e forneçam alternativas viáveis de produção e obtenção de renda para as comunidades produtoras, por meio do trabalho com produtos de origem na sociobiodiversidade, evitando assim o desmatamento e a consequente emissão de gases do efeito estufa.

Com essa forma de atuar, já podemos comemorar a conquista de resultados expressivos como ter 295 produtores rurais envolvidos diretamente no processamento e coleta das cadeias de valor, preservando 237 hectares de floresta nativa certificada orgânica por incentivo direto da empresa, o que representam cerca de 256 campos de futebol, e ter mais de75% dos fornecedores certificados orgânicos para nossa linha de Óleos Exóticos.

Um outro exemplo que evidencia como é possível promover a atividade industrial e ao mesmo tempo envolver as comunidades brasileiras para preservar os recursos naturais nativos do país é o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade®, um sistema de colaboração participativa com comunidades e associações regionais que garante a rastreabilidade completa de matérias-primas provenientes da Floresta Amazônica e de outros biomas brasileiros. Mantido pela Beraca, unidade de negócio do Grupo Sabará, as ações previstas promovem mudanças substanciais na vida das famílias envolvidas.

A atividade é conduzida hoje em dia em doze Estados do país, beneficia 2.500 famílias diretamente de 105 núcleos comunitários, envolve mais de 255 mil hectares com certificação orgânica e recebe, por parte da empresa, mais de R$ 8 milhões em investimento para a manutenção do Programa.

Mas não são apenas grandes investimentos que fazem a diferença. Participar de outras causas já existentes é um ótimo passo. Nesse sentido, somos parceiros do Programa Mundo Limpo Vida Melhor, que existe no estado de Pernambuco há 11 anos, e que tem como objetivo a coleta de óleo de fritura usado para reutilização no processo de fabricação de sabão em barra. Entre os resultados, temos como benefícios a redução no consumo de recursos naturais, evitar o descarte inadequado do resíduo no meio ambiente além da contaminação de recursos hídricos e ainda contribuir com recursos financeiros para o Hospital Público local.

Com essa análise, quero mostrar que empresas de qualquer porte possuem condições de se engajar, e consequentemente envolver seus colaboradores em ações e hábitos de extrema importância para uma mudança de comportamento em busca de um mundo mais verde.

Além disso, ações mais tradicionais também são de extrema relevância para as indústrias como mudar o uso da água com práticas de reuso e captação de água de chuva, expandir fontes de energia, reforçar as ações de reciclagem e destinação adequada de resíduos, alterar fontes combustíveis, e principalmente atuar como propagador de conhecimento e informação. Afinal, essas iniciativas mostram que é possível que instituições privadas, cada uma delas dentro da sua realidade, possam agir em prol da defesa de questões ambientais e sociais.

*Responsável pela Área ESG – Ambiental, Social e Governança do Grupo Sabará

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prolataA Prolata reciclou 8.059,6 toneladas de aço em 2019 por meio de 51 cooperativas e 37 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados pelo país.

Para o meio ambiente, os resultados também são relevantes: no acumulado do ano, a extração de minério de ferro foi reduzida em 9.188 toneladas e a de carvão mineral em 1.241.240 toneladas. Além disso, a emissão de gases do efeito estufa diminuiu em 29.822 m³. Esses números representam 164.247 mil árvores que deixaram de ser cortadas e uma economia de 70% de água na fabricação de novo aço. Desde sua criação, em 2012, a Prolata soma quase 33 mil toneladas de aço reciclado.

Outra ação feita pela Prolata em 2019 foi a implantação dos primeiros PEVs na Baixada Santista. Os PEVs fazem parte da estratégia da cadeia de produção e comercialização de tintas para cumprir todas as etapas da chamada logística reversa, garantindo que as embalagens de tinta vazias possam ser coletadas e recicladas da forma correta, sem serem descartadas no meio ambiente, e gerando valor para toda a cadeia de reciclagem, especialmente para os catadores.

A instalação dos nove postos da Prolata na Baixada Santista faz parte do plano de ação definido no Termo de Cooperação Ambiental celebrado, em novembro de 2018, entre o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público de São Paulo; a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), criadora e coordenadora da Prolata; a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI); e a Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São Paulo (Artesp).

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CargilA Cargill reduziu a quantidade de plástico usada em seus contêineres e garrafas de óleo vegetal em mais de 1.134 toneladas no mundo todo. Essas reduções de plástico estão removendo aproximadamente 2.900 toneladas de gases de efeito estufa (GHGs) por ano da atmosfera, o que equivale a remoção de 616 veículos das estradas.

“As embalagens de plástico preocupam cada vez mais nossos clientes e consumidores devido ao impacto ambiental de sua produção e a poluição causada por seus resíduos”, afirma Tai Ullmann, gestor de sustentabilidade global do negócio de óleos comestíveis da Cargill. “Usar menos plástico nas embalagens utilizadas para nossos óleos comestíveis ajuda os clientes a atingirem metas estabelecidas para reciclagem ou redução do uso de plástico, além de reduzir gases de efeito estufa (GHGs)”.

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mitsubishitratamentodeaguaCom a chegada da Indústria 4.0, novas soluções surgiram a fim de melhorar a utilização desse recurso natural. Nesse contexto, a Mitsubishi Electric  disponibiliza soluções de tratamento de água e esgoto que são referência no mercado asiático.

Com o objetivo de oferecer as melhores soluções aos seus clientes, a empresa, em parceria com seus integradores de sistemas, é capaz de realizar um estudo aprofundado para identificar os produtos mais eficazes em cada tipo de instalação. Ao todo, esse processo ocorre em cinco fases: consultoria, planejamento, implantação, suporte e pós-projeto.

“Nossa equipe dedica o tempo necessário para entender totalmente as necessidades e elaborar projetos. Temos um profundo interesse em ajudar nossos clientes usando sistemas de alta qualidade, com atendimento de excelência”, afirma André Chimura, gerente de vendas da Mitsubishi Electric.

De estações de tratamento de água e esgoto de médio a grande porte até estações de irrigação, a companhia oferece diversos produtos, como inversores de frequência de baixo consumo de energia e sistemas de monitoramento e controle que podem integrar de modo transparente sistemas SCADA de alto desempenho com produtos de automação confiáveis.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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