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Fabio Arruda Mortara

A economia circular veio romper com modelos lineares de produção e de consumo, e estimular a transição para um sistema orientado pela reutilização e reciclagem total de todos os produtos pós-uso ou, quando isso não é possível, reincorporação total dos resíduos ao meio ambiente sem contaminações. À medida que este conceito ganha a prática, o papel desponta como um material capaz de seguir presente no cotidiano das pessoas, segundo a organização global Two Sides.

 Como a mais recente parceira de Two Sides, a Voith vem contribuir com o propósito da iniciativa global, que vai além de reunir indústrias do setor e de promover a produção e o uso responsável da impressão e do papel. Parte dessa missão visa também eliminar equívocos para evidenciar fatores que colocam o papel em destaque em um mundo cada vez mais baseado na economia circular.

 “Papel, cartão e papelão são fabricados a partir de fonte renovável – árvores cultivadas – ou de materiais reciclados. Sua taxa de reciclagem é muito alta. Portanto, esses derivados de celulose já estão muito avançados na aderência aos princípios da economia circular”, afirma Fabio Arruda Mortara, de Two Sides Brasil e América Latina.

 Setor que prioriza a preservação do meio ambiente

Para desmistificar, é fundamental amplificar a compreensão e dar visibilidade a atributos que reforçam essa preocupação da indústria papeleira com a preservação do meio ambiente. O papel produzido no Brasil emprega matéria-prima renovável: árvores são cultivadas para essa finalidade, plantio este que ajuda a mitigar os efeitos do CO2 na atmosfera.

 Além disso, o sistema de produção do papel devolve ao meio ambiente 93% da água utilizada. Fábricas brasileiras de base florestal, entre elas as de celulose e papel, produzem 69% da energia que utilizam, sendo que 90% desse total vem de fontes renováveis.

 Reciclabilidade e Biodegradabilidade

O papel é um dos materiais mais reciclados em todo o mundo. Atualmente, 67% de todo papel, cartão e papelão usados no Brasil é reciclado. Na Europa, esse índice é de 80%.

 “Embora as taxas de reciclagem ainda possam crescer, sempre haverá uma certa quantidade que não poderá ser reciclada. Essa fração remanescente, ao ser encaminhada para aterros sanitários, será rapidamente biodegradada. Nos aterros, efluentes como o metano e o chorume devem ser controlados e tratados, reduzindo praticamente a zero os impactos negativos dos resíduos dos materiais feitos de celulose”, complementa Manoel Manteigas de Oliveira, de Two Sides.

 Papeleiras: inovação em linha com combate a mudanças climáticas

Do processo de fabricação ao produto, o papel prevalece como escolha vantajosa ao priorizar um modelo em linha com os princípios da economia circular e com o combate às mudanças climáticas, aponta Two Sides.

 “Empresas do setor de papel e celulose têm investido em inovação e atuado constantemente para melhorar o processo de fabricação. Com mais de 150 anos de experiência no mercado, a Voith reforça seu posicionamento ao participar ativamente desse processo, como fornecedora eficiente, sustentável e completa, orientada por desenvolver junto às papeleiras diversas ações que ajudam na redução do consumo de energia, de água e de fibras”, finaliza Hjalmar Fugmann, líder da Voith Paper América do Sul.

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dassaultA Dassault Systèmes anuncia seu comprometimento em estabelecer uma meta baseada na ciência por meio da Science Based Targets initiative (SBTi),  para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e transformar os negócios para a futura economia de baixo carbono. .

As metas adotadas pelas companhias  estão baseadas no Acordo de Paris. Este acordo internacional tem como objetivo fortalecer a resposta global à ameaça das mudanças climáticas e limitar em 2° graus Celsius o aquecimento global com níveis pré-industriais e buscar esforços para limitar o aquecimento a 1,5°C.

 A Dassault Systèmes reconhece o papel crucial que a comunidade empresarial pode desempenhar na minimização do risco que as mudanças climáticas representam para o futuro do planeta.

 “Como uma empresa comprometida e baseada na ciência, é natural desejarmos o mais alto padrão nas metas de emissões: a iniciativa baseada nos objetivos da ciência (SBTi)”, afirma Florence Verzelen, vice-presidente executiva de Indústrias, Marketing e Sustentabilidade da Dassault Systèmes. ”Estamos orgulhosos de nos unirmos às principais empresas do mundo neste esforço, pois acreditamos que a mudança climática não é apenas um dos maiores riscos do mundo, é também uma das maiores oportunidades da história para a inovação sustentável”.

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mundo*Por Giovanna Cappellano

Não é a novidade que o meio ambiente pede socorro. E no mês em que é comemorado o Dia da Amazônia e o Dia da Árvore, devemos refletir sobre a importância dessas duas datas que voltam nossos olhares sobre a responsabilidade que todos nós temos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o sexto Panorama Ambiental Global de 2019 alerta que o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, ou mesmo até 2050, e que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050.

Outro dado lastimável: o relatório afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século. Por outro lado, o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, e é neste ponto que quero tocar.

Nesse sentido, acredito que as indústrias brasileiras precisam ter uma postura proativa na conservação de recursos genéticos da biodiversidade brasileira e na atuação com as comunidades que habitam as regiões, envolvendo-as no fomento e na valorização do trabalho local de modo a garantir a sustentabilidade. E em tempo de pandemia onde estamos todos olhando para dentro de casa, é inevitável que as empresas façam o mesmo.

O Grupo realiza inúmeros esforços visando minimizar sua pegada. Trabalha ativamente por práticas como economia circular, reuso de água e logística reversa, além de termos sido a primeira indústria do setor químico da América Latina a emitir títulos verdes. Podemos destacar que por razão da inauguração da Planta de Clorito de Sódio, em Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo, inaugurada em 2019, evitamos a emissão de 1.292,75 tCO2e, já que antes o produto era importado da China.

Também nos associamos este ano ao Benchmark Club do CDP nos temas Mudanças Climática e Segurança Hídrica, no intuito de trazer as melhores práticas do mercado para dentro de casa, e compartilhar um pouco da nossa expertise.

O CDP é uma organização sem fins lucrativos e uma das maiores referências no mundo quando se trata de captação, estudo e disponibilização de dados nestes temas.

Atualmente, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é ilegal, o que ameaça o equilíbrio ambiental global, prejudica a imagem do Brasil e impacta negativamente a economia do país.  Neste sentido, apoiamos publicamente o documento 10 Princípios Empresariais para uma Amazônia Sustentável, lançado pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, CEBDS, Instituto ETHOS, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Sistema B e Instituto Arapyaú, que tem como objetivo se tornar um movimento do setor empresarial brasileiro para a construção de propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia no caminho para a COP-25 e além.

No dia a dia da Concepta Ingredientsuma das nossas unidades de negócios, temos como objetivo desenvolver soluções naturais e tecnológicas com foco nas indústrias de alimentos saudáveis, naturais e orgânicos, mas sempre de modo a incentivar as cadeias agroflorestais e extrativistas que valorizam a floresta em pé e forneçam alternativas viáveis de produção e obtenção de renda para as comunidades produtoras, por meio do trabalho com produtos de origem na sociobiodiversidade, evitando assim o desmatamento e a consequente emissão de gases do efeito estufa.

Com essa forma de atuar, já podemos comemorar a conquista de resultados expressivos como ter 295 produtores rurais envolvidos diretamente no processamento e coleta das cadeias de valor, preservando 237 hectares de floresta nativa certificada orgânica por incentivo direto da empresa, o que representam cerca de 256 campos de futebol, e ter mais de75% dos fornecedores certificados orgânicos para nossa linha de Óleos Exóticos.

Um outro exemplo que evidencia como é possível promover a atividade industrial e ao mesmo tempo envolver as comunidades brasileiras para preservar os recursos naturais nativos do país é o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade®, um sistema de colaboração participativa com comunidades e associações regionais que garante a rastreabilidade completa de matérias-primas provenientes da Floresta Amazônica e de outros biomas brasileiros. Mantido pela Beraca, unidade de negócio do Grupo Sabará, as ações previstas promovem mudanças substanciais na vida das famílias envolvidas.

A atividade é conduzida hoje em dia em doze Estados do país, beneficia 2.500 famílias diretamente de 105 núcleos comunitários, envolve mais de 255 mil hectares com certificação orgânica e recebe, por parte da empresa, mais de R$ 8 milhões em investimento para a manutenção do Programa.

Mas não são apenas grandes investimentos que fazem a diferença. Participar de outras causas já existentes é um ótimo passo. Nesse sentido, somos parceiros do Programa Mundo Limpo Vida Melhor, que existe no estado de Pernambuco há 11 anos, e que tem como objetivo a coleta de óleo de fritura usado para reutilização no processo de fabricação de sabão em barra. Entre os resultados, temos como benefícios a redução no consumo de recursos naturais, evitar o descarte inadequado do resíduo no meio ambiente além da contaminação de recursos hídricos e ainda contribuir com recursos financeiros para o Hospital Público local.

Com essa análise, quero mostrar que empresas de qualquer porte possuem condições de se engajar, e consequentemente envolver seus colaboradores em ações e hábitos de extrema importância para uma mudança de comportamento em busca de um mundo mais verde.

Além disso, ações mais tradicionais também são de extrema relevância para as indústrias como mudar o uso da água com práticas de reuso e captação de água de chuva, expandir fontes de energia, reforçar as ações de reciclagem e destinação adequada de resíduos, alterar fontes combustíveis, e principalmente atuar como propagador de conhecimento e informação. Afinal, essas iniciativas mostram que é possível que instituições privadas, cada uma delas dentro da sua realidade, possam agir em prol da defesa de questões ambientais e sociais.

*Responsável pela Área ESG – Ambiental, Social e Governança do Grupo Sabará

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prolataA Prolata reciclou 8.059,6 toneladas de aço em 2019 por meio de 51 cooperativas e 37 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados pelo país.

Para o meio ambiente, os resultados também são relevantes: no acumulado do ano, a extração de minério de ferro foi reduzida em 9.188 toneladas e a de carvão mineral em 1.241.240 toneladas. Além disso, a emissão de gases do efeito estufa diminuiu em 29.822 m³. Esses números representam 164.247 mil árvores que deixaram de ser cortadas e uma economia de 70% de água na fabricação de novo aço. Desde sua criação, em 2012, a Prolata soma quase 33 mil toneladas de aço reciclado.

Outra ação feita pela Prolata em 2019 foi a implantação dos primeiros PEVs na Baixada Santista. Os PEVs fazem parte da estratégia da cadeia de produção e comercialização de tintas para cumprir todas as etapas da chamada logística reversa, garantindo que as embalagens de tinta vazias possam ser coletadas e recicladas da forma correta, sem serem descartadas no meio ambiente, e gerando valor para toda a cadeia de reciclagem, especialmente para os catadores.

A instalação dos nove postos da Prolata na Baixada Santista faz parte do plano de ação definido no Termo de Cooperação Ambiental celebrado, em novembro de 2018, entre o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público de São Paulo; a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), criadora e coordenadora da Prolata; a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI); e a Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São Paulo (Artesp).

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CargilA Cargill reduziu a quantidade de plástico usada em seus contêineres e garrafas de óleo vegetal em mais de 1.134 toneladas no mundo todo. Essas reduções de plástico estão removendo aproximadamente 2.900 toneladas de gases de efeito estufa (GHGs) por ano da atmosfera, o que equivale a remoção de 616 veículos das estradas.

“As embalagens de plástico preocupam cada vez mais nossos clientes e consumidores devido ao impacto ambiental de sua produção e a poluição causada por seus resíduos”, afirma Tai Ullmann, gestor de sustentabilidade global do negócio de óleos comestíveis da Cargill. “Usar menos plástico nas embalagens utilizadas para nossos óleos comestíveis ajuda os clientes a atingirem metas estabelecidas para reciclagem ou redução do uso de plástico, além de reduzir gases de efeito estufa (GHGs)”.

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mitsubishitratamentodeaguaCom a chegada da Indústria 4.0, novas soluções surgiram a fim de melhorar a utilização desse recurso natural. Nesse contexto, a Mitsubishi Electric  disponibiliza soluções de tratamento de água e esgoto que são referência no mercado asiático.

Com o objetivo de oferecer as melhores soluções aos seus clientes, a empresa, em parceria com seus integradores de sistemas, é capaz de realizar um estudo aprofundado para identificar os produtos mais eficazes em cada tipo de instalação. Ao todo, esse processo ocorre em cinco fases: consultoria, planejamento, implantação, suporte e pós-projeto.

“Nossa equipe dedica o tempo necessário para entender totalmente as necessidades e elaborar projetos. Temos um profundo interesse em ajudar nossos clientes usando sistemas de alta qualidade, com atendimento de excelência”, afirma André Chimura, gerente de vendas da Mitsubishi Electric.

De estações de tratamento de água e esgoto de médio a grande porte até estações de irrigação, a companhia oferece diversos produtos, como inversores de frequência de baixo consumo de energia e sistemas de monitoramento e controle que podem integrar de modo transparente sistemas SCADA de alto desempenho com produtos de automação confiáveis.

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Rodrigo Oliveira é o CEO da Green Mining

Rodrigo Oliveira é o CEO da Green Mining

O vidro leva cerca de 5 mil anos para se decompor, mas em contrapartida, pode ser reciclado infinitas vezes. Para apoiar esta iniciativa, startups como a brasileira Green Mining, que atua na coleta seletiva e logística reversa de forma eficiente, e a organização europeia Friends of Glass, que apoia o estilo de vida sustentável, se uniram em parceria para incentivar a reciclagem do vidro.

Criada pela European Container Glass Federation (FEVE), uma associação internacional sem fins lucrativos, a Friends of Glass começou como uma campanha de conscientização para o vidro e, atualmente, conta com organizações para promover os benefícios ambientais, de saúde e segurança das embalagens. Impulsionando campanhas voltadas ao consumidor e ativações de varejo em mercados europeus, oferece uma maneira de colaborar na promoção dos benefícios do vidro por meio de mídias sociais e comunicações digitais.

“O vidro é uma matéria prima de longa vida e deve ser reciclado para evitar a contaminação do ambiente, preservando assim, os recursos naturais (solo e água) e contribuindo para o desenvolvimento sustentável. Para nós, a parceria com a Friends of Glass trará resultados positivos, pois queremos inspirar, ainda mais, pessoas a serem ecologicamente ativas e responsáveis”, afirma Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining.

De acordo o levantamento realizado pela Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro), a reciclagem do material no Brasil movimenta aproximadamente R$ 120 milhões por ano. “A logística reversa é uma tendência em todo o mundo, em que as empresas se responsabilizam pelo retorno das embalagens pós consumo ao ciclo de produção”, diz Rodrigo.

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unnamed (2)Confirmando a premiação dada pela Revista Exame e Deloitte como a empresa de porte médio que mais cresce no Brasil, a Renovigi Energia Solar, finalizou o ano de 2018 atendendo a 35,9% das empresas que revendem equipamentos fotovoltaicos no país. Os dados foram apresentados no último levantamento feito pela Greener, empresa de pesquisa e consultoria especializada no setor, e publicado no mês de janeiro deste ano.

“O segmento como um todo está crescendo, porém observamos que no último ano a nossa consolidação deve-se também ao fato de termos conquistado novos espaços de mercado. Entregamos uma solução completa aos nossos credenciados, e estamos sempre muito próximos aos clientes, oferecendo toda a assistência de pós-venda necessária. Até final de  2017 tínhamos cerca de 60 mil painéis solares instaladas em todo o território nacional, hoje já ultrapassamos 220 mil. Se considerarmos o consumo médio no Brasil, isso significa energia para mais de 50 mil residências”, comemora Alcione Belache.

Segundo dados divulgados nesta mesma pesquisa da Greener, o setor movimentou R$ 7,4 bilhões no ano passado, sendo que deste montante R$ 4 bilhões no segmento de geração distribuída, e R$ 3,4 bilhões na área de parques solares de grande porte. Já as empresas que projetam, vendem e instalam módulos fotovoltaicos, cresceram  mais de 120%, de 2,7 mil para mais de 6 mil de janeiro de 2018 até o início deste ano.

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abralatasDados divulgados nesta quarta-feira (5) pela indústria do alumínio  confirmam os bons resultados do setor no campo da sustentabilidade. Quase todas as latas de alumínio para bebidas vendidas em 2017 retornaram para o ciclo produtivo, alcançando um índice de 97,3% de reciclagem. Das 303,9 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas colocadas no mercado em 2017, 295,8 mil toneladas foram recolhidas e recicladas. Desde 2004, o índice se mantém acima dos 90%, colocando o país entre os líderes mundiais da reciclagem dessa embalagem.

Os números foram anunciados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), durante o lançamento, em Brasília (DF), da Frente Parlamentar visando à criação de estímulos econômicos para a preservação do meio ambiente.

Para Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, o elevado índice de reciclagem da lata deixa clara a necessidade de um debate como o que será traçado pela Frente Parlamentar. “Hoje, o reaproveitamento do mesmo material já tributado nem é considerado como atenuante para a carga tributária. O consumidor paga imposto sobre o mesmo produto várias vezes, já que a latinha mantém índice de reciclagem próximo a 100% há mais de 10 anos”, esclarece. Renault acha que o tema ganha impulso com a criação da Frente. “O principal objetivo da utilização de instrumentos tributários deve ser o de fazer com que os preços de mercado dos diversos bens e serviços reflitam seus custos sociais e ambientais, além dos custos materiais, de produção e de comercialização, sem elevação de impostos”.

O presidente executivo da Abal, Milton Rego, lembra que, mesmo diante das adversidades, o setor não deixa de investir. Ele destacou que, apesar da forte retração econômica que o país sofre desde 2015, a reciclagem de alumínio está em plena expansão no Brasil. “As duas maiores empresas do segmento, a Novelis e o Grupo ReciclaBR, nossas associadas, acabam de anunciar planos importantes para o ano que vem. O Grupo ReciclaBR vai inaugurar novos centros de coleta no país e uma planta de fundição em Minas Gerais. Já a Novelis, investirá R$ 650 milhões em sua fábrica em Pindamonhangaba (SP). Movimentos assim é que garantem a liderança mundial do Brasil no índice de reciclagem de latas”, conclui o executivo.

Para Mário Fernandez, Coordenador do Comitê de Reciclagem da ABAL e CEO do Grupo Recicla BR, o índice de reciclagem de latas de alumínio mostra com otimismo como a cadeia da lata do alumínio está inserida na Economia Circular. “E no que depender do Grupo ReciclaBR, iremos contribuir para a manutenção do alto índice de reciclagem, pois temos sólidos investimentos planejados”, completa.

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froniusO hidrogênio é um importante elemento para a integração de setores, isto é, para a eficiente utilização de energias renováveis nos setores de corrente elétrica, calor e mobilidade. Também é com essa finalidade que a Fronius trabalha no desenvolvimento de soluções para a produção de hidrogênio verde a partir a energia solar excedente de sistemas fotovoltaicos. Com o sistema de abastecimento SOLH2UB em Thalheim bei Wels, agora a empresa mostra que esse conceito funciona perfeitamente.

 O sistema-piloto na unidade de desenvolvimento da Fronius já está funcionando de forma experimental desde maio. Por meio de eletrólise, o sistema produz hidrogênio – principalmente a partir de energia solar excedente –, que fica disponível para veículos da empresa providos de células de combustível ou que é armazenado para a reconversão em corrente elétrica e calor. Os componentes necessários, como sistemas de eletrólise e células de combustível estacionárias, são desenvolvidos pela própria Fronius.

 Após a inauguração oficial em meados de outubro, o sistema passará a ter um funcionamento normal. “O SOLH2UB funciona como um ponto de convergência central no âmbito da energia solar e possibilita uma inovadora integração dos setores de corrente elétrica, mobilidade e calor“, explica Martin Hackl, diretor da Solar Energy na Fronius International GmbH. “Temos certeza de que o hidrogênio tem potencial para se tornar uma das fontes energéticas do futuro e impulsionar enormemente a integração dos setores e, consequentemente, a transição energética.”

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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