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ftpA FPT Industrial abre caminho para a independência energética dos agricultores na Feira Mundial de Biogás 2022, a principal feira mundial dedicada ao setor de produção de biogás, realizada no National Exhibition Centre (NEC ) em Birmingham, Reino Unido, nos dias 15 e 16 de junho.

A marca exibiu sua solução para a geração de energia elétrica alimentada por recursos renováveis: o Smart Hybrid Hub da FPT Industrial, o primeiro conceito de grupo gerador a gás natural de baixa pressão e velocidade variável, híbrido e multimodal do mundo concebido 100% pela FPT Industrial. Os visitantes podem ver “por dentro” o conceito do grupo gerador através das paredes de LED, acompanhar o ciclo completo desde a produção agrícola, passando pela geração de eletricidade até seu uso na fazenda ou externamente.

O conceito se baseia no primeiro motor F28 a biometano de velocidade variável e baixa pressão para geração de energia com todo o combustível derivado da digestão anaeróbica de resíduos agrícolas e do chorume do gado. O motor é acoplado a um sistema de Gerenciamento de Controle Híbrido da FPT Industrial, caracterizado por uma configuração aberta com baterias e inversor equivalente, dependendo do perfil da missão.

“Nosso objetivo é criar um ciclo virtuoso, sustentável, de carbono zero, para proporcionar a independência energética’ dos agricultores” diz Andrea Ercolino, gerente de Portfólio de Produtos e de Marketing de Geração de Energia da FPT Industrial “bem como gerar oportunidades adicionais de receita derivadas das vendas do biometano excedente. Mais um passo à frente para a FPT Industrial no caminho da transição energética”. Além de alimentar o grupo gerador, o biometano produzido no local pode ser de fato usado para abastecer tratores a gás natural e veículos comerciais como caminhões e veículos de carga, enquanto o excedente tanto de eletricidade quanto de biogás pode ser fornecido à rede nacional. A parceira da FPT Industrial neste projeto é a Bennamann Ltd., uma empresa britânica de tecnologia agrícola, em rápido crescimento no campo da energia limpa, especializada no fornecimento e na produção de biometano “melhor do que zero carbono” forneceu emissões fugitivas de resíduos orgânicos em decomposição, incluindo chorume de estrume agrícola.

Falando na Feira, o cofundador, presidente e CTO da Bennamann, Chris Mann, disse: “Estamos orgulhosos por fazer parceria com a FPT Industrial para oferecer nossa visão compartilhada de uma agricultura independente de energia. O Smart Hybrid Hub completa a cadeia tecnológica da Bennamann viabilizando nossa solução ponta a ponta desde a captura do metano fugitivo, passando pelo processamento de biometano para veículos e o
fornecimento de combustível, eletricidade e calor para o agricultor”. Ao receber o prêmio Soluções Circulares AD com “menção honrosa” na feira, Chris acrescentou ficamos extremamente felizes por receber esse reconhecimento, respaldado por nossas sólidas parcerias, o que torna possível e tão empolgante a expansão da agricultura independente de energia, observe esse espaço!”

Um dos vários destaques do conceito de grupo gerador híbrido multimodo é a capacidade de atender a diferentes necessidades dos clientes com três modos de operação principais. O modo Boosting é dedicado ao corte de pico com alta resposta de carga, com o motor funcionando no máximo e as baterias entrando para fornecer o buffer extra necessário. O modo Touring se encarrega da durabilidade total, com o motor e a bateria funcionando alternadamente, a fim de otimizar a eficiência e prolongar toda a vida útil do sistema. O modo Eco completamente elétrico foi projetado com a economia de combustível em mente e sua autonomia de baixa carga pode ser ampliada graças às baterias modulares.

Em comparação com grupos geradores padrão, o conceito de grupos geradores FPT Industrial Smart Hybrid Hub oferece uma faixa de potência maior com uma classificação padrão de 30-40-60-80 kVA com um único gerador, consumo de combustível até 20% menor, motor com -22% de cilindrada e intervalos de troca de óleo 2,5 vezes maiores em relação aos grupos geradores a diesel de velocidade constante. Atualmente, o primeiro protótipo do grupo gerador Smart Hybrid Hub está passando por uma série de testes e sessões de treinamento na Fazenda Chynoweth (Truro, Cornualha, Reino Unido), sede do centro de testes e pesquisas da Bennamann. Todos os seus modos e funcionalidades de trabalho – híbrido, elétrico completo e carregamento de baterias – foram testados repetidamente com o motor F28 NG movido a biometano produzido na fazenda.

A versatilidade do motor F28 a gás natural vai muito além da geração de energia. Na verdade, é o motor que propulsiona um protótipo do trator de esteira New Holland TK Methane Power, atualmente em funcionamento na premiada vinícola Fontanafredda para alcançar a primeira safra de vinho Barolo com emissão zero até 2025. O compromisso da FPT Industrial com o Gás Natural e a agricultura sustentável é ainda demonstrado pelo motor de seis cilindros FPT N67 NG, com 180 hp e 740 Nm de torque, capaz de proporcionar o mesmo desempenho e durabilidade que seu equivalente a diesel. Esse motor propulsiona o New Holland T6.180 Methane Power o único trator a biometano de produção em massa do mercado, denominado “Trator do Ano” de 2022 na categoria Sustentabilidade que esteve em exposição no estande da marca New Holland Agriculture durante a Feira Mundial de Biogás.

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abbbA ABB Robótica desenvolveu uma plataforma de realidade virtual para levar a experiência de feiras e eventos ao vivo a clientes e interessados em tecnologia. A Virtual Exhibition foi criada com o objetivo oferecer uma vivência dinâmica e envolvente, permitindo o acesso a informações sobre o portfólio de soluções da companhia, uma das líderes mundiais em automação robótica.

Os visitantes podem navegar pela VE como se estivessem andando em um estande real em uma feira ou evento ao vivo. Todas as salas e áreas são acessíveis a partir do lobby, onde há uma grande tela de 3 lados que armazena todas as animações e apresentações dos serviços. O usuário também encontrará algumas áreas de destaque onde verá as novas famílias de cobots ou outras linhas de robôs.

Somado a isso, a plataforma também pode ser usada pelo times de vendas para mostrar aos clientes os produtos, sendo possível visualizar robôs em ação em diversas atividades, como indústria, varejo e logística, além de obter informações detalhadas das soluções de automação e como elas podem ser aplicadas aos negócios.

Para navegar na VE, basta acessar o link https://virtual-exhibition.robotics.abb.com/#vpc/reg e clicar nos botões que aparecem em vermelho para se movimentar na sala virtual.

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tramontinaproSabe aqueles games em que você monta a sua casa? Escolhe os móveis, pinta as paredes, define o tipo de jardim e constrói até piscina? Agora imagine um jogo desses, só que para oficinas mecânicas. Parece brincadeira, mas é o simulador 3D da Tramontina PRO.

O Tramontina PRO 3D ajuda você a criar a oficina dos seus sonhos. Não apenas os equipamentos, mas também a disposição dos móveis, as cores das paredes e até a textura do piso. A ideia é transformar oficinas de manutenção automotivas e industriais em ambientes mais organizados, ágeis e bonitos.

O processo todo é muito simples e intuitivo: basta acessar o site do Tramontina PRO 3D com as medidas do espaço onde você pretende simular a sua oficina e começar a colocar as ideias na tela. Uma vez dentro do ambiente de simulação, é possível customizar praticamente tudo e quantas vezes quiser.

Comece configurando as paredes, inserindo aberturas para portas e janelas. Na sequência, escolha os acabamentos de parede e piso. Daí, escolha os tipos e quantidades de móveis (como organizadores, bancadas, painéis e estantes) e ajuste-os até achar a disposição ideal.Então, acione os efeitos de luz e sombras e coloque objetos dentro da oficina, como carros, para ter uma noção melhor de como esses elementos irão interferir no seu espaço de trabalho. Por fim, defina
as cores que mais combinam com a sua empresa.

Depois de tudo pronto, é só solicitar um orçamento sem compromisso dos móveis que você utilizou que um representante da Tramontina PRO entrará em contato.

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pedroPor Pedro Okuhara*

Em recente levantamento, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostrou que mais de 40% nos custos de produção industriais brasileiros estão relacionados ao consumo de energia elétrica. E o pior: a eletricidade é o maior insumo de 79% das fábricas nacionais. Como diminuir o impacto do custo de energia elétrica na produção industrial? É possível fazer uma gestão de custos que permita maior eficiência na utilização da energia?

 

Não existe uma solução única para o gerenciamento de energia, essa é uma medida que precisa ser estudada caso a caso, iniciando sempre pelo mapeamento de consumos e cargas de uma empresa ou indústria. A decisão mais oportuna neste sentido é o rateio de energia nos centros de custos, muito apropriado para customizar um plano eficiente de gestão de energia, baseado em alocação real dos dados de consumo.

 

Um passo fundamental rumo a este caminho está na digitalização dos processos, um dos principais elementos da Indústria 4.0. Com a utilização de diversas tecnologias, é possível fazer o monitoramento contínuo dos custos com energia elétrica e utilidades, em tempo real e on-line, realizando o rateio do consumo total da empresa ou indústria em suas respectivas áreas de negócios, departamentos ou unidades consumidoras, ou até mesmo por unidade produzida.

 

Um servidor realiza a coleta de dados para fornecer o histórico de custo de energia de forma gráfica, além de enviar notificações e alarmes por e-mail. O banco de dados permite a análise, em tempo real, de como a energia está sendo consumida, não apenas para o consumo geral da planta, mas segmentando seus departamentos e até as máquinas e equipamentos no chão de fábrica. Além da enorme quantidade de dados, normalmente chamada de Big Data, é importante que os setores de manutenção e sustentabilidade tenham acesso a esses dados de forma estruturada e de fácil entendimento, para realizarem ações e projetos voltados para eficiência energética das respectivas medições.

 

Geralmente, as áreas com maior número de colaboradores e uso de máquinas pesadas consomem mais energia, revelando ali uma maior necessidade de monitoramento de consumo de energia elétrica. Dessa forma, equipes encarregadas pela gestão de utilidades podem gerenciar e otimizar a utilização de energia elétrica por departamento, prédio, andar ou instalação, bem como por aplicação, processo de fabricação ou equipamento, para assim fazer um levantamento compartilhado e detalhado dos gastos.

 

A medição mais detalhada do consumo de energia gera um volume maior de dados sobre os quais os gestores devem se dedicar para traçar o melhor plano de eficiência energética e tomar as melhores decisões. Além dos dados coletados, também podem entrar nos critérios de cálculos o número de máquinas em operação em cada centro de produção, o número de pessoas trabalhando em cada unidade consumidora, quantidade de turnos de produção, entre diversos outros fatores.

 

Além de ser útil para planejar ações de eficiência energética, o rateio de custo setorial ajuda na implementação de medidas para melhorar o perfil de consumo das empresas, com decisões mais delineadas para sustentabilidade. Resultados eficientes podem ser obtidos por simples mudanças no processo, ou até mesmo pelo retrofit ou substituição de tecnologia por produtos mais atuais e eficientes.

 

Por que gerenciar a energia é essencial?

 

O principal objetivo para a medição de energia e seu rateio de custos para a indústria é garantir uma gestão mais eficiente, em busca de soluções pontuais, e uma cobrança mais coerente de cada área envolvida no processo produtivo.

 

Gestores e administradores só têm a ganhar com a automatização de dados em uma rede interna ou até mesmo online via internet. Este tipo de mapeamento do consumo de energia ajuda a identificar o problema na origem. A partir do cálculo do rateio, pode-se quantificar o número de máquinas em operação em cada centro de distribuição ou a quantidade de pessoas trabalhando em cada unidade consumidora. Em resumo: medidas que impactam positivamente na produtividade, na eficiência e no controle de despesas.

 

O Brasil e o caminho da eficiência

 

O setor industrial brasileiro é um dos setores que mais investe em eficiência, porém ainda existe uma enorme oportunidade na melhoria de processos e máquinas, e a consequente diminuição nos custos de produção.

 

Em levantamento feito em 2018, o Brasil ocupava o 22º lugar entre os países de maior eficiência energética, em lista liderada por Alemanha, Dinamarca e Japão. Nosso país precisa investir na modernização de seus parques industriais e empresariais para melhorar sua competitividade.

 

As tecnologias da indústria 4.0 estão cada vez mais acessíveis e devem ser utilizadas a favor da modernização do nosso país, auxiliando não somente na competitividade industrial, mas também na eficiência energética e redução de consumo que nosso país está precisando agora.

Especialista de produto e aplicação da Mitsubishi Electric*

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Nycholas_2-bg-white (1)Por Nycholas Szucko*

A indústria hoje passa por diversos desafios. Além de enfrentar uma concorrência crescente, interrupções na cadeia de fornecimento e escassez de mão de obra, ainda precisa lidar com a transformação digital e riscos cibernéticos.

A maioria das fábricas não tem a visibilidade total de suas operações por ainda misturar equipamentos antigos – ativos de ICS (sistema de controle industrial) com novos dispositivos IoT. Muitas vezes, nenhum deles tem um sistema eficiente de cibersegurança, tornando-se um alvo fácil para os hackers. Mas isso pode ser evitado por meio de tecnologias de cibersegurança que trazem visibilidade.

Essas soluções integram ferramentas de gerenciamento de riscos que permitem aos gestores ter consciência situacional em tempo real de suas redes OT, incluindo visibilidade de ativos, conexões, comunicações, protocolos e outros pontos que trazem maior segurança. Por meio deste tipo de gerenciamento, é possível automatizar o inventário de ativos, eliminar pontos cegos e revelar legado que possa ter sido perdido anteriormente.

Esse tipo de recurso de segurança pode detectar em tempo real vulnerabilidades, ameaças e anomalias, tanto em instalações brownfield, ou seja, em instalações industriais abandonadas, ociosas ou subutilizadas quanto em greenfield(fábricas iniciais ou em planejamento). Inclui insights do processo que destacam as ameaças à confiabilidade, tais como falha de equipamentos, valores variáveis incomuns e anomalias de comunicação em rede. Também podem emitir alertas e relatórios que sinalizam a existência de um problema.

Um sistema que resume e prioriza os riscos, com inteligência acionável e playbooks para remediação, ajuda a tornar suas instalações mais seguras de forma eficiente e sistemática. Além disso, essas soluções analisam mudanças problemáticas na rede ao longo do tempo e permitem uma resposta mais rápida a incidentes.

Para os fabricantes, esse tipo de investimento se traduz em tempo de funcionamento, maximizado e qualidade de produto e volumes de produção consistentes. Seguindo essas dicas, vamos colocar a mão na massa e procurar trazer mais visibilidade às suas operações investindo em soluções de cibersegurança?

Diretor de vendas da Nozomi Networks*

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MEIODepois de aumentar mais que o dobro da inflação em 2021, as tarifas de energia devem continuar pressionando os custos das empresas em 2022. Segundo o IBGE, as contas de luz saltaram 21,21% no ano passado, enquanto o IPCA foi de 10,06%. Para este ano, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já previu um aumento tarifário de outros 21%, ainda como efeito da crise hídrica.

Para reduzir esse impacto, cresce o número de indústrias que têm reduzido seus gastos ao implantar soluções que aumentam a eficiência de seus equipamentos. Em São Paulo, a Abecom, que atua há mais de 50 anos no setor de manutenção industrial, tem reportado casos de ganhos significativos com ajustes nas linhas de produção de seus clientes.

Um dos exemplos é o de uma mineradora que sofria uma série de perdas por falhas em seus equipamentos. Em visita técnica, a equipe de engenharia da Abecom identificou os principais problemas e suas causas em uma correia transportadora:

·       Polias desgastadas provocavam alto grau de escorregamento das correias de transmissão,  diminuindo a potência gerada pelo equipamento;

·       A situação também gerava quebra prematura das correias e alta temperatura dos mancais e rolamentos (de 80°C a 95°C), com consequentes paradas para retensionamento ou troca das correias;

·       Para resfriar os mancais e rolamentos, a empresa desperdiçava ar comprimido;

·       Todo este quadro gerava queda na eficiência e na velocidade da máquina, resultando em perda de produtividade.

Após estudo do caso, a Abecom apresentou uma solução que possibilitou ganhos de produtividade e reduções de custos. Foi implantada uma correia de transmissão com maior capacidade de carga e com escorregamento zero, indicada para equipamentos  rotativos. Os resultados imediatos foram a redução de 30% no consumo da corrente do motor (de 172 ampares para 129 amperes) e de 10% no consumo de energia elétrica.

Além disso, o aumento da eficiência da transmissão e da confiabilidade da máquina reduziram o custo com paradas não programadas. Como resultado final, a empresa economiza hoje cerca de US$ 100 mil por ano, com os ajustes implementados.

“Com um tempo de retorno baixíssimo para o investimento feito, este projeto abriu portas para um programa focado na diminuição energética em vários outros equipamentos da fábrica”, relata Rogério Ezequiel Rodrigues, CEO da Abecom.

Ele salienta que, além da manutenção corretiva, as empresas também podem reduzir seus custos e obter ganhos com programas de manutenção preditiva, que visam prevenir danos e falhas em equipamentos.

“Nós recomendamos que as indústrias tenham total controle dos fatores que afetam a sua produção. Afinal, a competitividade obriga que os custos operacionais sejam menores, sem que isso impacte a qualidade”, conclui Rodrigues.

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Luiz Egreja (6)Por Luiz Egreja*

Na era das conexões e redes virtuais, o mundo real também está cada vez mais interconectado. Exemplo desse cenário é a produção global, em que qualquer interrupção local pode significar impactos espalhados por todo o planeta. É exatamente isso o que aconteceu à medida que a pandemia da Covid-19 foi se alastrando pelo globo, impondo restrições para as indústrias, que levaram inúmeros desafios para a economia.

Os efeitos da crise sanitária foram – a ainda são – perceptíveis. O momento, porém, é de olhar para o futuro e ver o que, de fato, a pandemia do coronavírus deixará como aprendizado à Indústria. De imediato, uma das principais lições é a reafirmação da digitalização como um ponto fundamental para fornecer visibilidade, integração, automação e inteligência aos processos, ajudando as empresas a anteciparem ou contornarem os entraves gerados pelas interrupções – seja qual for o seu tamanho.

Neste cenário disruptivo e desafiador, está claro que a digitalização pode ajudar os times corporativos, especialmente na manufatura que contempla um enorme ecossistema interconectado, a alcançarem uma visão mais ampla e factível sobre os indicadores de suas operações e para analisar as condições do mercado. Ter essa visibilidade exige que essas organizações estejam preparadas com um plano de ação sólido e com as ferramentas certas para maximizar as respostas necessárias.

Hoje, é possível dizer que a pandemia apenas expôs um ponto que já estava sendo discutido há algum tempo, que era o ritmo lento de evolução da indústria global em direção à transformação digital. Com a pandemia, e à medida que as empresas foram forçadas a se adaptar rapidamente para acompanhar o ritmo das mudanças, a alteração dos planos de ação rumo à adoção de tecnologias virtuais e de plataformas para se responder ao cenário se tornou mais frequente e importante do que nunca.

É necessário, porém, que esse foco em inovação e digitalização não seja interrompido quando as restrições e impactos da pandemia passarem. É crucial que as empresas sigam buscando tecnologias para reimaginar o futuro modelo de manufatura e para construir a resiliência de que precisam para resistir a choques ainda desconhecidos, mas que possivelmente estão por vir. O modelo de manufatura tradicional, com empresas operando com sistemas computadorizados de décadas passadas e pouca análise de dados, se tornou insustentável para os negócios atuais, trazendo inúmeros riscos para as operações.

Isso porque, em um mundo cada vez mais orientado por dados, ter os registros e análises sempre à mão, em uma plataforma que entregue assertividade e visibilidade às análises, tem se mostrado uma característica imprescindível para que as companhias tenham condições de compreender as mudanças e contextos ao redor de suas cadeias de suprimento e de produção. Em outras palavras, a digitalização é um ingrediente-chave para que as empresas possam se antecipar à dinâmica de constante transformação dos negócios, seja em termos de tendências de consumo ou em relação às possíveis intercorrências em suas redes de negócios.

De modo muito prático, a adoção de ferramentas digitais colaborativas torna mais fácil a tarefa de identificar onde estão acontecendo os gargalos e atrasos por conta de fronteiras fechadas ou quantos navios estão parados no mar, entre outros. Além do mais, o uso dessas soluções também simplifica o trabalho para reequilibrar o trabalho das equipes e até mesmo como otimizar a ocupação das linhas de produção, caso seja necessário. Ou seja, a tecnologia traz como grande benefício a possibilidade de processar rapidamente informações complexas, fornecendo respostas com uma agilidade vital para o ambiente atual.

É possível dizer que a pandemia da Covid-19 deixou ainda mais clara a ideia de que o futuro está no uso de plataformas de experiência colaborativa e de simulação. Elas são, de fato, fundamentais para catalisar a inovação e o desenvolvimento de soluções mais longevas nestes novos tempos. Outro aprendizado, portanto, é necessidade de que cada vez mais as empresas, pesquisadores e startups reforcem e ampliem o uso de ferramentas colaborativas, em busca de soluções mais assertivas para seus desafios diários.

Se é verdade que o coronavírus colocou a indústria mundial em xeque, também é verdadeiro afirmar que este ambiente em desordem reforçou o papel de algumas propostas e oportunidades. Não por acaso, o último ano foi bastante prolífico em apresentar grandes casos de sucesso, com companhias dos mais diversos segmentos ganhando espaço à medida que conseguiam responder às novas realidades de suas indústrias por meio do uso da tecnologia.

As empresas não podem prever a próxima pandemia – e nem mesmo a próxima interrupção do mercado. Mas elas podem estar mais preparadas, compreendendo o seguinte ponto: a transformação digital capacita as companhias a reagirem com rapidez e inteligência diante das mudanças impostas pelas condições ou demandas do mercado. Neste cenário, terá aprendido a lição os líderes que entenderem que o papel das tecnologias digitais não é evitar os desafios do futuro. Ao contrário, a inovação deve ser a base que garantirá a agilidade para que as organizações estejam sempre  melhores posicionadas, com as informações e inovações certas para otimizar os planos e para tornar suas cadeias de suprimentos e operação mais robustas, flexíveis e resilientes.

*Consultor Sênior de Business Transformation da Dassault Systèmes

 

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pedrineliO setor da tecnologia caminha a passos muito promissores para o ano de 2022. Desde o início da pandemia, o setor se beneficiou por conta dos lockdowns ao redor do mundo. Desse modo, a população global percebeu a real importância e a dependência das tecnologias, principalmente na esfera profissional.

Vivemos uma mudança significativa com a nova realidade do Home Office. Hoje, as barreiras físicas foram praticamente retiradas do mundo, onde os colaboradores podem trabalhar remotamente de qualquer lugar do mundo – ou seja, podemos encontrar talentos e parcerias ao redor do mundo, não somente na região que a empresa tem uma filial.

De acordo com Thomas Pedrinelli, responsável pelo conteúdo do Mundo Invest, o tópico mais interessante é o lançamento de novas tecnologias através do Metaverso. “Trata-se do ambicioso projeto, o qual é liderado pelo Facebook (que alterou seu nome para Meta), traz a proposta de unir o mundo real ao virtual por experiências em realidade aumentada”, revela.

“Em paralelo, não podemos deixar de falar do mundo das criptomoedas, que também está acompanhando esta evolução. Desde o início de 2020, o Bitcoin, mãe de todos os cripto ativos, já acumula uma alta de mais de 100%. Isso reflete a adesão cada vez maior das pessoas pelas moedas digitais. Hoje, existem diversas plataformas de serviços financeiros que se planejam para aceitar as criptomoedas como formas de pagamento como: BTG Pactual, PagSeguro, Mercado Pago, Cielo, entre outras”, complementa.

Thomas também estabelece um paralelo entre a evolução tecnológica e o setor da comunicação. “Um dos principais pontos para toda essa evolução tecnológica acontecer no Brasil é a nossa troca de tecnologia das telecomunicações. Precisamos ficar atentos ao leilão do 5g no Brasil. A nova tecnologia que promete ser muito mais rápida que o 4G promoverá uma movimentação de mais de R﹩50 Bilhões para o setor de telecomunicações.

“A implementação terá início em 2022, e a previsão é que até julho todas as capitais já possuam a cobertura 5g. Além de trazer novos investimentos, a nova tecnologia viabiliza a entrada de 6 novas operadoras de telefonia móvel”, finaliza o especialista.

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danfossTendo a digitalização como uma das tendências prioritárias para direcionar sua atuação, a multinacional dinamarquesa Danfoss, líder em fornecimento de tecnologias e soluções para setores como refrigeração, ar condicionado, aquecimento e automação industrial, entre outros, iniciou um projeto chamado OneERP para fazer a transformação digital de suas operações na íntegra em todos os países onde está presente. Essa iniciativa tem sido feita de forma gradual, já foi concluída em algumas localidades e, atualmente, todos os escritórios da empresa na América Latina, que ficam no Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e México, estão com a implementação do projeto em curso.

Os principais intuitos da companhia com o OneERP são desenvolver sua gestão corporativa e padronizar o seu sistema de SAP, chamado SAP Rana. O projeto foi iniciado há cinco anos em uma unidade da Danfoss na Alemanha, seguida de outras filiais em diversos países, e a sua implantação na América Latina tem ajudado a consolidar ainda mais o trabalho em equipe do time que atua na região. Esta iniciativa é conduzida por um Diretor da companhia especialista em Gestão de times à distância e multiculturais que fica na Argentina e conta com o apoio de um colaborador focado em Gerenciamento de Mudanças para garantir e aumentar o engajamento das pessoas com o OneERP.

Por se tratar de um projeto global, o processo de digitalização da gestão da Danfoss permite um intercâmbio cultural entre os colaboradores que atuam na América Latina e mesmo em outros continentes. Além disso, os participantes têm a oportunidade de conhecer um dos mais avançados sistemas de ERP do mundo, tornarem-se experts em processos e de serem multiplicadores de treinamentos para toda a empresa, o que pode contribuir para avanços na carreira. Por fim, o projeto ainda possibilita desenvolver novos conceitos e técnicas para a transformação digital da indústria como um todo, tema que tem sido bastante visado com a promoção da indústria 4.0.

Para se criar um sistema padronizado de processos, foi preciso avaliar todos os procedimentos que existem na empresa e adaptações deles para que possam ser feitos de forma unificada em todos os escritórios e fábricas da companhia no mundo todo e aferir os resultados de como esse sistema impactaria nas operações. ‘Como para se fazer essa avaliação era necessária a participação de funcionários no detalhamento do trabalho que fazem, a Danfoss viu nesta demanda uma possibilidade de desenvolver seus profissionais. “Com essa necessidade, deslocamos colaboradores que já faziam parte da nossa equipe para o projeto quando o iniciamos aqui. Acreditamos que isso seja uma chance de crescimento na carreira não só para eles conhecerem os processos com ainda mais profundidade, o que certamente os ajuda em sua trajetória na empresa, mas principalmente porque assim eles participam ativamente dos avanços e desenvolvimento da gestão da Danfoss”, explica Julio Molinari, presidente da Danfoss na América Latina.

No caso específico da Danfoss do Brasil, esse projeto significou também novas oportunidades de contratações. Cerca de 20 colaboradores entraram para a equipe para assumir as funções dos funcionários deslocados para a implementação do OneERP na unidade brasileira da empresa.

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Hypertherm 1Hypertherm, líder na fabricação de sistemas e softwares industriais de corte, realizará um evento no próximo dia 18, para apresentar o lançamento de três novos sistemas de plasma a ar chamados Powermax SYNC®. Com transmissão online de forma gratuita, às 11h30 (horário de Brasília), no YouTube , o evento contará com a presença de Edson Hurtado e Thiago Maciel, gerentes de vendas e especialistas em equipamentos manuais e mecanizados. Na ocasião, serão demonstradas novas funcionalidades do equipamento, além de algumas surpresas que estão reservadas para o público.

Conheça a Powermax SYNC®

Com inteligência integrada e um revolucionário consumível de cartucho de peça única, a próxima geração dos sistemas Powermax65/85/105 é considerada diferente de qualquer outro plasma no mundo. O sistema Powermax SYNC® e sua tocha SmartSYNC® substituem a tradicional pilha de consumíveis de cinco peças por um único cartucho codificado por cor. A tecnologia incorporada em cada cartucho define automaticamente a corrente, pressão de ar e modo de operação corretos e permite que os operadores saibam quando um novo cartucho é necessário. Além disso, os controles da tocha SmartSYNC permitem que os operadores ajustem a corrente e troquem o cartucho sem retornar à fonte de alimentação.

Vale destacar que o cartucho é produzido em uma única peça para que tudo dentro dele esteja perfeitamente alinhado e otimizado. Como resultado, esse cartucho terá a duração de até o dobro do tempo e fornecerá cortes mais limpos em comparação aos consumíveis tradicionais.

O cartucho pode até rastrear dados, como tempo de partida e de atividade do arco, para identificar tendências e tornar a operação do usuário mais eficiente.

“A série Powermax SYNC® oferece uma incrível facilidade de uso, menor custo operacional e melhor desempenho do que qualquer outro plasma a ar anterior. Estamos entusiasmados em apresentar o que é realmente um produto inovador para o setor de fabricação. Esta operação simplificada serve para ajudar os fabricantes a resolverem muitos dos desafios que enfrentam hoje, eliminando erros do operador, tempo de máquina parada, localização de defeitos, desperdício e tempo de treinamento, enquanto oferece a mesma confiabilidade líder do setor pela qual todos os sistemas Powermax são conhecidos”, afirma Erik Brine, gerente geral da equipe Powermax da Hypertherm.

Para manter o compromisso da Hypertherm de oferecer atualizações de tecnologia aos proprietários de seus sistemas a plasma mais antigos, os engenheiros da Hypertherm desenvolveram um adaptador para tochas Duramax® e Duramax Lock. Isso permitirá que os proprietários dos sistemas Powermax45 XP e Powermax65/85/105 aproveitem alguns benefícios da plataforma de consumíveis de cartucho, como trocas mais rápidas, pedidos e rastreamento de estoque mais fáceis, vida útil mais longa e qualidade de corte aprimorada.

Saiba mais sobre a Powermax SYNC®

Visite www.hypertherm.com para saber mais sobre o sistema Powermax SYNC® e assista ao lançamento do dia 18. Não será necessária a inscrição prévia para participar do evento. Caso desejem receber o link da gravação do lançamento, é necessário acessarem a página https://visit.hypertherm.com/Evento-Powermax-SYNC-Brasil-PT .

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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