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pexels-pavel-danilyuk-8439094Cada vez mais robôs estão sendo introduzidos e utilizados para automação industrial. Segundo o relatório World Robotics 2020 Industrial Robots, lançado pela International Federation of Robotics (IFR), o uso de robôs industriais bateu recorde em 2019, com 2,7 milhões em operação.

China, Japão, Estados Unidos, Coréia do Sul e Alemanha são os cinco maiores mercados de robôs industriais. Na América do Sul, o Brasil é o País com maior número de instalações, mas ainda distante de países desenvolvidos. De acordo com levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a China, por exemplo, possui cerca de 300 robôs para cada 10 mil trabalhadores industriais, enquanto no Brasil essa relação é bem menor, com cerca de uma dezena de robôs para os mesmos 10 mil trabalhadores.

Segundo análise da organização, a perspectiva é de que a pandemia deve acelerar projetos de modernização e digitalização da produção. A automação permite que os fabricantes mantenham a produção em economias desenvolvidas, ou restaurem-na, sem sacrificar custos.

A Schmersal Brasil  aponta algumas informações para proteger robôs e células robôs.

Quais são as primeiras coisas que tenho que considerar quando penso em proteção de robôs?
Entender as normas e padrões relevantes que são exigidas para suas operações. Você precisará entender também a funcionalidade e limitações do robô. O que seu robô está fazendo e quais são os perigos associados a ele? Saiba quais princípios de guarda você quer usar que criarão a maior segurança para as pessoas a partir dos perigos associados ao manipulador robô, bem como qualquer equipamento adicional na área, não apenas o robô. No Brasil, a NR-12 dispõe de determinações que se referem à segurança para estes equipamentos, mais especificamente em seu item 12.1.12. Nele, consta que “Os sistemas robóticos que obedeçam às prescrições das normas ABNT ISO 10218-1, ABNT ISO 10218-2, da ISO/TS 15066 e demais normas técnicas oficiais ou, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais aplicáveis, estão em conformidade com os requisitos de segurança previstos nessa NR.”.

O que você quer dizer com funcionalidade e limitações?
Robôs industriais convencionais são definidos em espaços. Certifique-se de considerar isso de uma maneira tridimensional. Então pense no espaço em três níveis. Há um espaço máximo, que inclui a extremidade do braço. Há o espaço restrito, que é onde os limites de segurança são configurados com base em onde o robô está definido para operar: suas limitações de hardware ou software. E há o espaço operacional, que consiste no que você programa o robô para fazer e o espaço em que ele tem que trabalhar.
Para robôs industriais fixos, considere que a esgrima de qualquer tipo deve ser localizada completamente fora do espaço máximo do robô. Isso protege as pessoas da extensão total do sistema robô no caso de uma condição defeituosa. Para robôs colaborativos, entenda os diferentes tipos de sistemas colaborativos, pois alguns fornecem a segurança adequada com o controlador, enquanto outros precisam de mais considerações de guarda.

O que existem de mais modernos em recursos de segurança?
Cercas duras para proteção de perímetro, portas de acesso com interruptores de intertravamento de segurança, cortinas e grades de segurança, tapetes de segurança, três dispositivos de habilitação de posição, scanners a laser, sistemas de câmera de segurança e funções de reset duplo (para entrar e sair da área) são alguns dos mais usados. Novas tecnologias, como sistemas de radar tridimensional, estão surgindo, e sendo testadas e comprovadas em sistemas robôs. Com alguns robôs colaborativos, os recursos de segurança são incorporados no controlador que limita a velocidade e a força através das configurações do parâmetro de segurança.

Os controles robôs não estão equipados com funções de segurança?
Robôs mais antigos podem não ter as mesmas funções que os controles mais novos têm, o que significaria que você teria que cumprir os requisitos padrão de segurança usando uma variedade de outros métodos. Controles mais novos têm alguns elementos de segurança disponíveis, mas nem todos os controladores oferecem a mesma funcionalidade.

Robôs colaborativos são mais seguros em comparação com robôs industriais?
O pensamento geral é que eles são mais seguros por causa de todos os elementos e controles de segurança incorporados, mas você também tem que considerar as ferramentas que estão ligadas ao robô colaborativo. Por exemplo, uma ferramenta padrão de baixa pressão pode ser segura, mas uma lâmina de faca usada para abrir pacotes pode não ser. Considere ser cutucado ou raspado por uma ferramenta final com bordas afiadas ou saliências pontiagudas.

Considere também o que a ferramenta está manuseando. Por exemplo, se for o manuseio de um item quente, você não gostaria que isso tocasse sua pele. O ISO/TS15066 afirma que as operações colaborativas podem incluir um ou mais dos seguintes recursos de segurança: uma capacidade de monitoramento monitorada por segurança; operação limitante de energia e força; e/ou capacidades de orientação manual. Em um esforço para comparar um robô colaborativo versus um robô industrial, ele realmente está mais olhando para um sistema robô colaborativo em comparação com um sistema de robôs industriais. Em ambos os sistemas, uma avaliação efetiva de risco precisa ser realizada.

Imagem: Pavel Danilyuk

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1475691587_DeloitteA aceleração da transformação digital das empresas depende de uma estrutura de segurança cibernética robusta, que permita às organizações explorar novas estratégias e tecnologias para alavancarem seus negócios. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa “Estratégias para um futuro cibernético”, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo, com 122 empresas que operam no Brasil.

Caso houvesse um aumento da percepção da segurança cibernética, as empresas participantes apontaram que aumentariam os investimentos em: customer marketing (62%), automação dos processos operacionais (59%), trabalho remoto (58%), indicadores em tempo real (58%), paperless (57%), cloud pública/híbrida (56%), expansão de canais digitais de comunicação e relacionamento (54%), expansão de canais digitais de venda (52%), monitoramento e prevenção de riscos (49%), ecossistema de pesquisa e desenvolvimento (43%) e gestão integrada da cadeia de suprimentos (41%). Os entrevistados apontaram que a receita decorrente dos investimentos em segurança cibernética pode aumentar, em média, 7,5% a partir da expansão de canais de venda, e 6% a partir das estratégias de customer marketing e do ecossistema de P&D.

Mais da metade (56%) dos participantes do levantamento acredita que investimentos nessa área e em privacidade de dados podem alavancar os negócios. Entre as companhias que não acreditam ou não sabem dizer (44%) se os investimentos em segurança cibernética podem alavancar os negócios, 90% indicaram que investiriam em pelo menos uma iniciativa de impulsionar os negócios caso tivessem maior segurança cibernética.

“O estudo da Deloitte deixa nítido que, ainda que não tenham profundo conhecimento sobre o potencial de Cyber, há um entendimento de grande parte das empresas de que, em um ambiente de maior segurança cibernética, há oportunidades de transformar e impulsionar a estratégia do negócio por meio da adoção de novas tecnologias. A área permitiu a continuidade dos negócios em 2020, um ano de profundas mudanças. Investir em Cyber é essencial para alavancagem dos negócios”, destaca André Gargaro, líder de Cyber Services da Deloitte.

De acordo com a pesquisa, pouco mais da metade (53%) das organizações que sofreram ataques cibernéticos adotaram tanto novas tecnologias quanto promoveram a revisão de sua governança cibernética. Após sofrerem os ataques, 98% das organizações adotaram mudanças na segurança, realizaram investimentos em tecnologias ou reavaliaram a continuidade de projetos de inovação. As principais mudanças adotadas na área após sofrerem ataques cibernéticos foram a atualização da infraestrutura de TI (58%), criação de programa de conscientização (49%), maiores investimentos em segurança cibernética (47%), maior monitoramento dos incidentes (47%) e revisões de configurações de ambientes em cloud (33%).

Investimentos em segurança cibernética e privacidade de dados

Entre os respondentes da pesquisa, 41% já sofreram ataques cibernéticos. Dessas organizações, a ampla maioria (89%) realizou investimentos na área. Já entre os 49% dos participantes que não sofreram ataques, 69% investem em segurança cibernética. 10% dos respondentes não sabem se já sofreram ataques cibernéticos. A conscientização das organizações sobre os impactos de uma ameaça sobre a confiança do consumidor, a reputação e imagem e continuidade dos negócios é crítica para que as organizações adotem, de forma estratégia e proativa, práticas adequadas de segurança cibernética. Das 56% das empresas que acreditam que os investimentos na área podem alavancar os negócios, a maioria (84%) já investe em segurança. Já 56% acreditam que o investimento em privacidade de dados pode contribuir com ganhos em seus negócios, especialmente em termos de segurança e confiança perante os clientes.

No contexto da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor no ano passado, a governança e a administração de acessos pelos profissionais aos dados pessoais e sensíveis relacionados ao negócio são a prática mais adotada pelas empresas respondentes (61%). Contudo, outras iniciativas importantes, como capacitação de pessoas (44%), gestão de riscos e de governança da segurança da informação (39%), gestão de vulnerabilidades (38%) e monitoramento de redes (36%) são implementadas por menos da metade dos participantes.

Metodologia do estudo

A pesquisa “Estratégias para um futuro cibernético”, realizada pela Deloitte, contou com a participação de 122 empresas, das quais 27% faturaram mais de R$ 1 bilhão em 2020. Entre os respondentes, 94% ocupam cargos executivos (presidência, diretoria ou gerência) em suas organizações. As empresas participantes atuam nos setores de TI e telecomunicações (27%), serviços (22%), infraestrutura e construção (16%), bens de consumo (14%), serviços financeiros (8%), agronegócio, alimentos e bebidas (7%) e comércio (6%). As respostas foram coletadas entre fevereiro e março de 2021.

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HyperthermA Hypertherm, fabricante de sistemas e softwares para corte industrial, anuncia a atualização de versão secundária para o ProNest® 2021, seu avançado software de agrupamento CAD/CAM para corte automatizado. Esta nova versão contém recursos e aprimoramentos direcionados e projetados para tornar os clientes mais eficientes e rentáveis. Entre os novos recursos estão:

.Desfazer e refazer. Com eles, é possível voltar ou avançar à medida que você conclui as ações no agrupamento. Os recursos de desfazer e refazer podem ser úteis caso você tenha movido uma peça no agrupamento e deseja, por exemplo, colocá-la de volta na mesma posição em que estava antes.

.Arrastar percursos. Com esse recurso, os programadores podem arrastar um percurso de entrada ou de saída e mudar rapidamente o tamanho ou ângulo do percurso. Esse eficiente método visual de ajustar seus percursos foi desenvolvido principalmente para peças de trabalhos artísticos que talvez não precisem de percursos em localizações exatas.

.Procurar por trabalhos. Uma forma de encontrar rapidamente todos os trabalhos no banco de dados, incluindo os que foram criados por outros usuários em um ambiente de banco de dados compartilhado. Você pode pesquisar em uma série de campos diferentes para encontrar os trabalhos que precisa, como o nome do trabalho, nome da peça, material do agrupamento, nome da chapa, número do pedido de trabalho e muito mais.

.Orçamentos em CSV. Agora, os usuários têm a opção de exportar orçamentos em arquivos CSV, além de formato em PDF, impresso ou por e-mail. Os orçamentos em CSV podem ser importados para o QuickBooks® para fins de faturamento ou para seu software de ERP/MRP.

“Essa versão conta com diversas melhorias inspiradas em nosso grupo de usuários. O recurso de desfazer foi uma das sugestões mais pedidas pelos nossos clientes, por isso sabíamos que teríamos que trazê-lo para essa versão; estamos muito felizes de ver essa ideia sair do papel. O mais importante é escutar nossos clientes e colocar em prática novas melhorias para facilitar seus trabalhos”, explica Chris Pollard, Gerente de Produtos de software CAD/CAM da Hypertherm.

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crhistinaA Invillia abre inscrições para o Reinvent . Este é um programa totalmente gratuito dedicado a preparar profissionais de Tecnologia, que por algum motivo pausaram sua carreira, a voltar ao mercado de trabalho. A primeira edição terá 20 vagas exclusivas para mulheres que saíram da área devido à maternidade.

O programa  busca preparar e qualificar os profissionais de Tecnologia, proporcionando desenvolvimento acelerado para grandes talentos. “Nesta primeira edição, após ouvir o relato de muitas mulheres que se sentiam inseguras em voltar ao mercado de tecnologia depois de algum tempo afastadas, principalmente pela maternidade, resolvemos disponibilizar todas as vagas para as mães. O setor de Tecnologia realmente está em constante transformação e esse receio é comum. Daí ajudá-las a retomar, mostrando todos os caminhos, ferramentas e tecnologias para voltarem a trabalhar rapidamente e com confiança é fundamental. Oportunidades para o talento delas não faltam”, afirma Renato Bolzan, CEO da Invillia.

As mulheres que participarem do programa terão a chance de recomeçar na carreira por meio de aulas com alguns dos melhores profissionais do setor para realizar um refresh sobre as principais metodologias e tecnologias com o objetivo de aprimorar, atualizar os conhecimentos. Com encontros 100% remotos e gratuitos, o Reinvent será dividido em três sprints com duas aulas semanais. O programa irá dar um panorama do mercado e apresentar uma tendência do momento e, por fim, desenvolver a parte prática sob a mentoria dos técnicos da Invillia.

“O último sprint é fundamental para colocar em prática tudo o que foi aprendido ao longo do Reinvent. Nestas aulas, elas terão um acompanhamento individual e sairão prontas para concorrer às melhores vagas em Tecnologia, podendo até entrar para o time da Invillia”, acrescenta Bolzan.

Para participar é necessário experiência em programação, conhecimento básico em Java, já ter atuado no setor e estar fora do mercado neste momento. O processo seletivo para a primeira turma acontece durante o mês de maio, com inscrições a partir do dia 13, e as aulas iniciam em junho.
Faça aqui sua inscrição: http://invillia.com/reinvent
Imagem: Christina Morillo

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hisIsEngineeringA utilização de robôs colaborativos, também conhecidos como cobots, vem sendo implementado nas indústrias de forma muito positiva. Devido às suas características inovadoras, os cobots podem resolver problemas que a robótica convencional não resolve, abrindo um campo enorme de novas tarefas a serem automatizadas, representando um avanço muito interessante da tecnologia. Isso porque ela possibilita a implementação com segurança embarcada, rápida instalação e programação intuitiva,

No entanto, com milhares de possibilidades, ainda existem muitos equívocos sobre qual o papel deles no mercado e as funções que eles podem desempenhar. Então, para esclarecer, a Universal Robots – empresa dinamarquesa líder na produção de braços robóticos industriais colaborativos, apresenta quatro mitos mais comuns sobre os robôs colaborativos. Confira:

Automação robótica é para operações complexas e de grande escala

É muito comum pensarmos nisso e logo vir a imagem de uma grande caixa pesada usada em linhas de montagem. Mas, na verdade, os cobots são altamente flexíveis, a interface de programação é muito menos complexa do que dos robôs convencionais, além de serem mais leves, com fácil instalação e por terem segurança embarcada eles precisam de menos acessórios.

Robôs roubam empregos

Isso é mentira. Já faz muito tempo que acreditam que dentro da manufatura, eles roubam empregos. Porém, na verdade é o oposto. Eles são responsáveis por ajudar os funcionários a realizarem funções mais estratégicas e menos repetitivas e árduas. Além disso, eles ajudam a manter a produtividade, fazendo com que as corporações – muitas vezes – contratem mais pessoas, criando mais empregos e não os eliminando.

Em suma, empresas que investiram em robotização tiveram crescimento e geraram empregos e as empresas que não investiram em robotização acabam encolhendo. Por exemplo, veja casos como falta de soldadores e operadores de CNC nos EUA, faltam pessoas qualificadas para preencher esses postos. Finalmente a China compra 1/3 de todos os robôs do mundo, pois já entendeu que robótica é uma tecnologia que aumenta produtividade, portanto quem não investir em robótica vai acabar perdendo mercado e consequentemente empregos.

São frágeis e de baixa resistência

Aqueles que trabalham com a robótica tradicional, tem como imagem aqueles robôs feitos de ferros fundidos e extremamente pesados. Já os robôs colaborativos são construídos em ligas de alumínio e polímeros, com plásticos de altíssima resistência e com baixo peso. Isso é muito importante porque quanto maior o peso que está em movimento, menor será a velocidade que ele pode trabalhar compartilhando espaço com as pessoas. Com isso, ao desenvolver um projeto de robô colaborativo, o peso deve ser levado em consideração, pois precisa ser o mais leve possível para poder maximizar a velocidade colaborativa do trabalho.

Robôs colaborativos são perigosos

Acreditam que no Brasil, de acordo com a NR-12, não é permitido cobots em funcionamento. Mas isso não é verdade. Desde que haja uma apreciação de risco feita por um engenheiro de segurança, os robôs colaborativos podem funcionar normalmente em conjunto com os funcionários da empresa. Vale comentar que eles possuem mais de 17 funções de seguranças integradas em seu software e se algo entra em seu caminho, ele automaticamente paralisa suas funções. Felizmente foi adicionada nota técnica a NR-12 já em 2018 acompanhando a revolução tecnológica, atualmente as mesmas premissas usadas na Europa e EUA para regulamentação de uso de cobots já constam da NR-12.
Imagem: ThisIsEngineering

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bostonA pandemia de COVID-19 alterou as prioridades e criou uma nova realidade para os CEOs de empresas, mas não alterou a necessidade de implantar estratégias de terceirização inteligentes. Para entender o impacto da crise da pandemia na terceirização, o BCG conduziu uma pesquisa com 200 empresas globais com tendência à contratação de provedores de serviços de TI e de outros processos de negócios. Sessenta e um por cento dessas organizações disseram que aceleraram partes de sua transformação digital ao longo do ano, embora 42% tenham notado que atrasaram alguns projetos. Assim, a percepção popular de que a transformação digital só se acelerou em 2020 pode ser enganosa, com algumas qualificações se tornando necessárias para entender as realidades básicas.

A pesquisa revelou também que 82% dos entrevistados viram queda nas receitas, 78% enfrentaram desafios operacionais e 68% tiveram que lidar com desafios relacionados aos seus provedores de serviços. Os resultados também refletem o estado das transformações digitais. A maioria das empresas planeja persistir com sua agenda de transformação digital: 96% das empresas pesquisadas esperam acelerar a execução de seus projetos relacionados a transformação digital nos próximos 24 meses.

As empresas dispostas a optar pela aceleração afirmam que seu foco imediato será o reforço da função de TI, com mais investimentos em segurança cibernética (55%), visto que as pessoas continuarão trabalhando em casa; automação (49%); migração da nuvem para redução de custos (47%); inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina (ML) e análise (46); e inovação crowdsourced (35%). Esse foco é consistente com suas agendas pré-pandêmicas: 80% já estavam se concentrando na segurança cibernética, 76% priorizando a mudança para a nuvem e 72% estavam se concentrando na implantação de IA, ML e análises bem antes da crise.

De acordo com o estudo, quase metade das empresas entrevistadas terceirizarão algum tipo de trabalho em 2021. Nesse sentido, o BCG sugere cinco etapas para que o processo seja implementado de forma inteligente pelos CEOs. São elas: ter resiliência e incorporar novas formas de trabalhar; ser seletivo nas parcerias; estar preparado para o aumento no número de contratos; persistir na agenda de transformação e reavaliar as capacidades internas a fim de preencher possíveis lacunas de talentos.

Ao contrário da percepção popular, é improvável que as companhias mudem sua dependência atual dos provedores de serviços. À medida que a crise diminui, as empresas provavelmente investirão no desenvolvimento de capacidades críticas internamente, mesmo usando seus relacionamentos com os prestadores de serviços para acelerar o ritmo das transformações digitais. Dessa maneira, recai sobre esses parceiros, por sua vez, o ônus de expandir suas habilidades e ofertas.

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Vivaldo-José-Breternitz-MackenziePor Vivaldo José Breternitz*

Os profissionais da área de Tecnologia da Informação, já há algum tempo, percebiam que os serviços de cloud computing (computação na nuvem) cresciam, mas muitos deles devem ter sido surpreendidos pelos resultados trazidos por uma pesquisa do Synergy Research Group: em 2020, os gastos com esses serviços superaram aqueles que as empresas tiveram com plataformas próprias de computação.

Os números são ainda mais surpreendentes quando se observa que os valores relativos a serviços na nuvem cresceram 35%, chegando a quase US$ 130 bilhões. Enquanto isso, os gastos com estruturas próprias caíram 6%, para menos de US$ 90 bilhões.

É a primeira vez que isso acontece; até 2019, os valores aproximadamente empatavam; uma das explicações dadas para o fenômeno é a pandemia, que estaria levando as empresas a terem estruturas próprias mais leves.

Os valores despendidos com plataformas próprias, compreendem servidores, armazenamento de dados, serviços de rede e segurança, além de software necessário ao funcionamento de toda essa infraestrutura.

É importante, porém, registrar que esses números divergem dos apresentados pelo Gartner, respeitado grupo de consultoria, cujas pesquisas gozam da confiança dos profissionais da área, e que afirma serem os gastos com processamento na nuvem, apesar de estarem crescendo, muito menores que aqueles feitos com plataformas próprias.

De qualquer forma, o tema deve ser acompanhado por todos aqueles que tem responsabilidades de gestão na área. Carreiras também podem ser afetadas, pois, em tese, serão necessários menos operadores de computador e analistas de redes e bancos de dados.
Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie*

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diadainternetDia 09 de fevereiro é comemorado o Dia da Internet Segura. A data foi criada com o intuito de unir pessoas e empresas para promover atividades que conscientizem sobre os riscos e ajudar no uso seguro das tecnologias da informação. Um dos problemas mais recorrentes relacionados com a segurança na internet é o vazamento de dados. De acordo com a dfndr lab, laboratório de cibersegurança da PSafe, indica que mais de 5 bilhões de credenciais foram vazadas na internet somente no ano de 2020.

2021 mal começou e também já conta com um vazamento histórico em massa de mais de 220 milhões de pessoas. Informações como nome, data de nascimento, CPF, chassi, placa, CNPJ e razão social, entre outros, foram vazados nas redes, podendo ser usados em crimes, fraudes ou vendidos na Dark Web ou Deep Web como forma de lucro.

Pensando nisso, Jeferson D’Addario, CEO do Grupo Daryus, referência em consultoria empresarial e educação nas áreas de tecnologia e gestão, elencou dicas para as pessoas se protegerem e saber como evitar fraudes na internet:

Não abra e-mails suspeitos

Você já deve ter ouvido falar sobre phishing na internet, que são as tentativas de fraudes para obter informações confidenciais como nomes do usuário e senhas por meio de comunicação eletrônica. Um dos lugares mais comuns de um ataque de phishing é o e-mail, portanto, não esqueça de verificar a veracidade do remetente, o assunto, o conteúdo do e-mail, erros de gramática na mensagem e por fim, certifique-se que de que a comunicação que você recebeu é oficial. Além do e-mail, WhatsApp e SMS também são alvos corriqueiros.

Crie senhas fortes

É sempre bom evitar o uso de palavras simples, como o seu nome e sobrenome ou datas de aniversário, porque são combinações fáceis de serem achadas e, portanto, hackeadas. O ideal é adicionar elementos que dificultem a descoberta, como símbolos, letras maiúsculas ou minúsculas e número aleatórios que não tenham ligação com você.

Use um gerenciador de senhas

Um programa de gerenciamento é ótimo para auxiliar quem tem dificuldade em lembrar o que cadastrou na sua última senha. Eles são aplicativos que oferecem praticidade, agilidade, e acima de tudo, segurança.

Troque as senhas com frequência

Evite usar a mesma senha em sites diferentes, isso pode colocar os seus dados em risco. Se por acaso uma palavra-chave for hackeada, a tendência é que os cibercriminosos vão buscar outras contas do usuário usando a mesma palavra-chave para a senha. Por isso, o ideal, é trocar com frequência, pelo menos a cada 45 dias ou a cada 3 meses.

Cuidado ao usar computadores compartilhados

Ao usar um computador que não é o seu, tenha cuidado e nunca salve suas senhas nos navegadores ou programas que acessar. E principalmente, evite realizar qualquer ação que peça seus dados bancários ou documentos.

Evite Wi-Fi público

Sabe quando vamos a um estabelecimento como restaurante ou shoppings e acessamos o Wi-Fi gratuito? São conexões muitas vezes não seguras, principalmente se você for colocar qualquer dado confidencial ou realizar pagamentos. Se possível, dê sempre preferência para a internet do seu aparelho celular, o 4G. Outra opção é utilizar aplicativos que protejam seu celular criando uma VPN (virtual private network), como por exemplo, o Norton Secure VPN.

Desative contas em sites que você não acessa mais

Não existe um site que seja completamente seguro, por isso, o ideal é sempre manter os seus dados em lugares limitados aos que você usa normalmente. E os que você não acessa mais, é importante desativar. Uma boa dica é utilizar um aplicativo de cofre de senhas, pois, eles ajudam a gerenciar, guardar e podem gerar palavras chaves seguras. O Lastpass e o 1password são soluções que fazem bem essa função. Um detalhe: a única senha que você não pode perder ou esquecer é a principal que dá acesso a esses cofres, é muito trabalhoso recuperá-las.

Evite fazer o download de softwares piratas

Softwares desconhecidos muitas vezes são alvos de vírus e golpes de cibercriminosos, podendo roubar dados e senhas do computador. Inclusive, isso vale para extensão de navegador. O ideal é sempre buscar analisar as avaliações de usuários antes de baixar qualquer coisa. De preferência compre as versões oficiais, são mais caras, porém, tem suporte e a segurança do fabricante.

Use um bloqueador de Pop-Ups

Os pop-ups podem espalhar malwaresransomware e aplicar golpes de phishing, então, a maneira de evitar que aconteça é ativar a função do navegador que bloqueia automaticamente. Entenda a necessidade de cada pop-up e libere-os sob demanda e quando precisar.

Cuidado ao clicar em links de redes sociais

Não é novidade para ninguém que redes sociais como WhatsApp e Facebook são alvos comuns de golpes, então, sempre fique atento com link de vídeos, promoções ou lojas que você vê ou recebe, mesmo que o remetente seja alguém conhecido. Neste caso, mande uma mensagem para o autor e confirme se realmente foi ele (a) quem escreveu e a autenticidade da mensagem.

Ative a segurança do seu WhatsApp

Aplicativos como WhatsApp são muito usados e algumas dicas podem protegê-lo de golpes bem comuns neste tipo de aplicativo. Primeiro ative as senhas e/ou biometria para abri-los. Nas configurações ative seu nível desejado de privacidade. Ative as notificações de segurança e a verificação em duas etapas (two-step verification).

Compras na internet com cartão virtual

Tenha um cartão para suas compras na internet ou emita um cartão virtual no seu banco, dessa forma é mais seguro e fácil de controlar seus gastos e evitar fraudes. Outra dica é utilizar hubs de pagamentos como o PayPal, que tem níveis de segurança adicionais e você não compra diretamente do vendedor e sim por meio do PayPal.

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elipseA Elipse Software acaba de lançar a nova versão 5.6 do Elipse E3 e Elipse Power . O Elipse E3 é a solução de supervisão e controle para gerenciamento de processos industriais, enquanto o Elipse Power é a plataforma integrada para o gerenciamento de sistemas elétricos.

Visando uma melhoria na segurança cybernética, uma criptografia foi adicionada na comunicação entre os módulos nas novas versões dos softwares. A integração do módulo de usuários com o Microsoft Active Directory também foi aprimorada, permitindo utilizar grupos de usuários cadastrados no domínio de rede.

Para melhorar o suporte a aplicações com um grande número de tags de comunicação e alto volume de escritas, uma nova opção para agrupamento do envio de escritas aos drivers de comunicação foi criada. Além disto, o módulo inteligente Self-Healing do Elipse Power ADMS foi otimizado, facilitando a busca pela melhor combinação de chaveamentos para restaurar o sistema.

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img_registroMarcas, redes de varejo, franquias e lojas têm investido bastante na unificação de seus pontos de venda físicos e digitais. Contudo, ainda é comum os canais não serem totalmente conectados, trabalhando com preços, sortimento e serviços diferentes. Essa é uma característica do multichannel, estratégia que vem perdendo espaço para o omnichannel, conforme explica Henri Claude Le Bourlegat, CEO da .
Segundo Bourlegat, ainda existe, no trade, confusão sobre os conceitos. “Você pode ter lojas offline e online. Mas, se elas atuam independentemente e até competem entre si, você é multichannel. Já o omnichannel oferece experiências integradas e contínuas para o consumidor, com as lojas físicas e digitais se complementando. E essa é uma preferência crescente”, destacou o executivo.
O omnichannel representa oportunidades importantes para todos os elos da cadeia de consumo. A estratégia pode, por exemplo, aliar as vontades das marcas que querem estar na internet e mais juntas aos consumidores – mas não desejam que isso gere conflito com os canais de distribuição fortes já criados – com a digitalização do comércio de bairro, que tem proximidade com o público usuário e entende como ninguém as suas necessidades.
Para essa situação, um marketplace especializado é uma solução ideal, também atendendo à propensão crescente do consumidor a fechar compras na conveniência e segurança do lar. “Uma rede com 50 lojas pode ter, em vez de uma filial digital, 50 filiais ‘figitais’ trabalhando em sinergia para proporcionar a melhor resposta ao consumidor. Isso também vale para uma marca com 50 distribuidores”, comenta Bourlegat.
De acordo com o CEO da CaZco Digital, a adoção do omnichannel e das lojas ‘figitais’ cria um modelo completo do novo varejo. E ajuda a proporcionar ao público a melhor experiência de consumo: aquela que deixa vontade de voltar sempre.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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