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Procuramos reproduzir aqui a entrevista cedida ao Brasil Econômico, ao podcast da gestora de recursos Rio Bravo Investimentos, de Luiz Guilherme Schymura por sua relevância ao setor industrial.

O economista comenta o impacto da crise financeira na indústria mundial, além da concorrência que os produtos manufaturados do Brasil enfrentarão com a China durante os próximos anos na América Latina.

Confira os pontos principais desta entrevista:

A última carta do IBRE (que é publicada na Revista Conjuntura Econômica) debate se existe ou não um processo de desindustrialização da economia brasileira. Em primeiro lugar, desindustrialização é sempre vista como uma coisa ruim. Existe alguma circunstância em que ela pode ser um sinal de saúde econômica?

O processo de desindustrialização que aconteceu no Brasil até o ano de 2008 está em linha com o que vem acontecendo no mundo todo.

O setor de serviços cresceu muito por aqui, especialmente na medida em que o país começou a ficar mais rico. A tendência agora é que a população consuma menos bens e passe a consumir mais serviços. E isso tudo gera a desindustrialização.

A dificuldade que a gente tem hoje com relação ao Brasil de 2009 é tentar entender esse processo e averiguar se haverá ou não aceleração da desindustrialização, maior até que o resto do mundo.

Nós temos hoje um player importante a nível global: a China, que é um grande produtor de produtos manufaturados.

Nossas exportações deste tipo de produtos sofreram um baque com a crise – até porque o comércio mundial deu uma parada durante o final de 2008 e início de 2009 -, mas, na retomada, as nossas manufaturas não avançaram conforme o esperado ao nível anterior a crise.

Se nós fizermos uma análise mais detalhada da indústria brasileira, observaremos que o setor de manufaturas ainda está aquém do que se esperaria dele nesse momento de recuperação. Muito disso se deve à China, que está entrando nesse mercado.

Uma curiosidade é que nós exportávamos muitas manufaturas para os nossos parceiros da América Latina, e há fortes indícios de que o gigante asiático já começou a competir com o Brasil na região.

Hoje a gente pensa no PIB como agricultura, indústria e serviços. Essa divisão por categorias ainda é válida num mundo com uma economia tão diferente do que era, por exemplo, há 30 ou 40 anos atrás?

Esta é uma questão que temos que repensar no Brasil. Quando falamos em primarização da pauta de produção, de exportação, de produtos exportáveis e indústria, a impressão que fica é que o setor de agricultura é uma área muito pouca intensiva em capital. É uma área que possui mais mão-de-obra.

Nossa agricultura não tem inovações tecnológicas. Já a agricultura moderna, o agribusiness, é totalmente industrializado.

Um grande exemplo disso é que vemos atualmente apenas uma máquina e um ser humano controlando quase que a produção inteira de hectares e hectares de soja.

Nesse novo contexto, precisamos repensar um pouco o que significa a indústria que nós entendíamos antigamente.

Devemos compreender agora qual é a importância dessa indústria do passado, o que significa esse agronegócio e o que vai significar o setor de serviços neste novo cenário.

Enfim, eu acho que é uma discussão bastante interessante, bastante rica que nós vamos engajar brevemente.

Mas o que poderia ser colocado no lugar, por exemplo, dessas três categorias com as quais a gente lida até hoje?

Eu acho que ficaríamos mais com a discussão dos setores tradables (com produtos comercializáveis que, de modo geral, têm uma dinâmica independente, pois se complementam com o mercado externo, tanto na importação como na exportação) e não-tradables (produtos que, em face de suas características, têm pouca ou nenhuma viabilidade no comércio internacional. São denominados não-comercializáveis).

Perderemos um pouco o sentido dessa caracterização conforme mais tradable for a economia como um todo, incluindo o setor de serviços – o que pode acontecer num momento não muito distante.

Tradable e não-tradable, no fundo, é importante para que nós possamos entender a taxa de câmbio que, por sua vez, é a relação de preços dos produtos comercializáveis e dos não-comercializáveis.

Assim sendo, acredito que é esta separação que começará a fazer sentido, e que já faz sentido hoje em dia.

Vocês fizeram uma análise estatística de vários países para mostrar o que aconteceu no mundo entre 1970 e 2007. O resultado foi que diversas nações se desindustrializaram no sentido em que o setor de serviços cresceu, ou seja, houve uma diluição da participação da indústria nisso. A observação de 2008 pra cá é bem mais recente, mas os sinais empíricos que existem aí são de que o industrial brasileiro deva ficar preocupado?

Eu já começo a sentir um pouco isso e o setor de manufatura também. Não podemos esquecer o processo de crescimento da China de 10% ao ano – onde em três anos o Produto Interno Bruto (PIB) praticamente aumenta 50%.

Se nós imaginarmos a China de três anos atrás, o país era 2/3 do que é atualmente. Então, o impacto da China em 2007, em termos de comércio, era significativamente menor do que o atual. Na margem, já podemos dizer que a China afeta fortemente o mercado de manufaturas.

Os chineses importam minério de ferro e soja, mas eles são superavitários na balança comercial. O superávit deles vem muito das manufaturas, e vai vir também da produção e exportação de automóveis.

A China está ainda muito forte na parte de siderurgia, além de entrar também no fornecimento de equipamentos de telecomunicações.

Enfim, os chineses estão invadindo vários segmentos e, naturalmente, vão tomar um mercado que era cativo do Brasil aqui na América Latina.

Nós temos um estudo que desenvolvemos internamente. Uma professora fez um levantamento sobre quanto nós perdemos de mercado para a China entre 2005 e 2008. Ela calculou algo na faixa de US$ 5 bilhões.

Nós deixamos de exportar porque nossos produtos foram substituídos por manufaturas chinesas, e a tendência é que isso se intensifique, inclusive porque o PIB da China vem crescendo na faixa de 10% ao ano, seus produtos são competitivos e eles querem estar presentes no mercado latino-americano.

No tema de poupança, o governo Lula nos últimos anos abraçou a política industrial com uma intensidade crescente. O BNDES dobrou de tamanho, adquiriu participação em várias empresas e financiou uma série de aquisições. Existe um debate sobre se esse modelo de capitalismo de estado, que alguns chamam até de modelo chinês, é eficiente para a economia brasileira. O que você vê de oportunidades e problemas com esse modelo?

Eu não tenho uma preocupação tão grande com relação ao desequilíbrio das contas públicas. Acredito que isso é uma agenda já conquistada.

O processo hiperinflacionário já foi debelado. A inflação está sob controle. É bom sempre manter a atenção sobre as variações de preços, mas não devemos concentrar todo nosso pensamento nisso. Em relação ao equilíbrio fiscal que ocorre desde 1998, também considero uma conquista do governo.

Já sobre a questão do BNDES, embora tenham sido concedidos recursos significativos – algo na faixa de R$ 180 bilhões, isso é algo que não nos preocupa.

Se imaginarmos que essa conta não será paga, estaremos falando de uma dívida bruta da União que não chega atualmente a 70% do PIB.

O que nos preocupa um pouco é que os empréstimos do BNDES não têm a transparência que nós encontramos nos gastos públicos.

No processo de abertura da democracia, desenvolvemos um fato muito positivo: temos uma transparência nas contas públicas que é fantástica. O Brasil é um dos países mais transparentes em termos de contabilidade do setor público.

Então, gostaríamos que o BNDES deixasse de uma forma mais explícita as razões de um empréstimo ter sido concedido. Falta uma clareza melhor de que tipo de política de incentivo é aquela que está sendo implementada.

As vezes empréstimos são dados e não há uma explicação sobre o propósito do financiamento. Isso é importante para que possamos fazer um debate rico sobre diversas contas e despesas do governo.

Fonte: /www.brasileconomico.com.br

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O ruído em indústrias é um tema que a cada dia está ganhando espaço na pauta dos executivos. Isso porque a redução do nível de barulho em máquinas ruidosas, ou no ambiente, reflete no aumento da produtividade.

De acordo com engenheiro Vítor Litwinczik, doutor em Acústica e Vibrações e membro da Sociedade Brasileira de Acústica (Sobrac), um bom trabalho de acústica na indústria pode refletir em redução de custos com retrabalhos e aumento na qualidade dos produtos, consequência de condições inadequadas de trabalho.

“O excesso de ruído dificulta a concentração, interferindo diretamente na performance dos trabalhadores. Além disso, a redução dos níveis de ruído pode eliminar possíveis adicionais por insalubridade e levar a indústria a atuar em conformidade com órgãos fiscalizadores”, explica Vítor, que também é sócio da Anima Ensino, empresa especializada em capacitação profissional na área de acústica.

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Um estudo divulgado nesta semana aponta que a busca por imóveis industriais e galpões logísticos está cada vez maior, sobretudo, devido ao aquecimento do setor varejista e, consequentemente, dos planos de expansão da indústria. “É um círculo vicioso, quanto maior o aumento das vendas no comércio, maior é a procura por imóveis industriais, uma vez que essas precisam expandir sua produção e necessitam de espaço para isso”, revela Simone Santos, diretora de serviços corporativos da Herzog – Imóveis Comerciais e Industriais.

Segundo levantamento feito pela Herzog, é prevista a construção de 489 mil m² de novos empreendimentos em um raio de até 100 km da capital paulista, o que representará um aumento de 24,30% do estoque avaliado pela empresa. Atualmente, os segmentos industrial e de logística apresentam um crescimento contínuo. Isso faz com que o País receba diversas consultas de empresas que querem se instalar ou criar uma segunda planta no Brasil. A previsão provém de estudo realizado pela Herzog junto a investidores cadastrados em seu banco de dados. “Há uma previsão de crescimento de 50% de negócios realizados pela Herzog em 2010, em comparação a 2009. Esperamos ultrapassar a barreira dos R$ 100 milhões”, afirma Santos.

Um exemplo é a GR Properties – incorporadora de condomínios de galpões modulares e centros comerciais de conveniência e serviços, que tem detectado boas oportunidades de investimento. A atuação da empresa é focada na compra do terreno para implementação de um empreendimento, além de captar recursos no mercado de investidores e bancos para viabilizar os negócios. “Assim, todos terão retorno no locação dos empreendimentos para o mercado e na sua futura venda para outros investidores”, explica o diretor geral da GR Properties, Guilherme Rossi.

De acordo com Rossi, esse tipo de crescimento é fundamental e que o Brasil tanto precisa, pois, com o varejo aquecido, significa mais produtos e mercadorias circulando no mercado e, com isso, são necessárias novas construções de condomínios industriais e escritórios.

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A Graduação Executiva da Anhembi Morumbi recebe nesta quinta-feira (15) o especialista em gestão estratégica de atendimento Edmour Saiani. A palestra “Construindo os 3Rs de Sucesso – Relacionamento, Reputação e Resultado”, que será ministrada por Saiani, trata da relação entre cliente e empresa, além de questões sobre a construção de imagem e estratégias para a obtenção de resultados duradouros.

Saiani é graduado em Engenharia Mecânica pelo ITA, com extensão em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Fundador da Ponto de Referência, única companhia brasileira especializada em implantar gestão estratégica de atendimento, Saiani ainda é autor de várias publicações sobre o tema.

A participação é aberta ao público. As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas no site www.anhembi.br/gex. Os participantes presentes no evento concorrem a um exemplar do livro “Loja Viva: Revolução no Pequeno Varejo Brasileiro”, de Edmour Saiani.

Serviço:
Data: 15 de julho de 2010 (quinta-feira)
Horário: 20h
Endereço: Campus Paulista da Universidade Anhembi Morumbi
Av. Paulista, 2.000 – 11° andar

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Nas últimas semanas, tenho recebido muitos e-mails marketing aproveitando a Copa do Mundo para divulgar promoções, alertas de novos negócios, feiras e outros assuntos que nem me lembro. Ao ler as mensagens – acredite, leio cada e-mail que recebo! -, encontrei um artigo bem interessante do Eduardo Marques, gestor de projetos web da dBrain, agência especializada em marketing de canais. O mais curioso é que Marques escreveu sobre a importância do e-mail marketing nos negócios.

Não sei como anda sua caixa de e-mails em relação a esse tipo de material, mas acho que vale ler o artigo – que reproduzo abaixo, na íntegra – para se tirar algumas conclusões. Boa leitura!

O uso do e-mail marketing como um instrumento eficiente no aumento das vendas em uma relação B2C já é bastante conhecido.  O que ainda não é de conhecimento de muitos empresários é a utilização dessa ferramenta como grande fomentadora de negócios para um canal B2B.


Para muitos profissionais, conquistar a atenção do parceiro de negócios através do e-mail tem se tornado um grande desafio. Na era do excesso de informação, é grande a chance do seu e-mail se tornar apenas mais um item não lido na caixa postal. Para que isso não ocorra, ou melhor, para que a sua empresa não desperdice mais oportunidades, existem alguma dicas preciosas.

A primeira delas é investir no branding. Através de um modelo de e-mail bem desenhado, entregar mensagens com a identidade da marca fortalece a credibilidade do leitor e cria uma ponte visual que torna mais constante a presença da empresa.

A segmentação é outro ponto importante. Classificar os destinatários em grupos de afinidades de acordo com as segmentações pré-definidas pela empresa. Dessa forma, seus parceiros somente receberão as informações que realmente importarem para eles e a sua empresa colherá um resultado mais positivo das ações de envio com mais e-mails lidos e menos e-mails ignorados.

Personalizar também é preciso. Com a lista de receptores devidamente classificada e segmentada em um banco de dados, é possível exportar informações que irão personalizar o e-mail. Relatórios de vendas, transações e convites podem ser entregues com uma maior agilidade e relativo baixo custo.

Integrar o e-mail a outros canais digitais é outro ponto a ser notado. A recente explosão das redes sociais, a popularização de extranets e o desenvolvimento de exclusivos portais de parceiros de canal, mostram-nos que o comportamento digital está em constante mudança. Estar atendo a essas mudanças é importante para integrar o seu serviço de email marketing às outras mídias. Ele deve ser parte integrante de um plano de marketing e comunicação digital bem definido.

O ROI (Return On Investment) também não é mais o mesmo. Por algum tempo, creditou-se o sucesso de uma ação de e-mail marketing ao retorno do clique efetuado pelo usuário. Porém, mais eficiente do que o clique é a conversão. Se no planejamento da sua ação, o pretendido era a inscrição em um curso, mais importante do que os cliques para a exibição das informações, será o ponto de conversão de destinatários em novos participantes. Dessa forma, a mensuração do retorno do investimento se torna palpável.

Enfim, se anteriormente o foco estava nos envios em massa, hoje uma campanha bem estruturada de email marketing está na personalização, conhecimento da cultura digital e na integração com outras mídias.  Isso sem falar é claro, do conteúdo relevante para o destinatário.

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Na segunda quinzena de maio,  a BM&FBOVESPA lançou um novo contrato de etanol que, na visão de alguns especialistas, pode  ser um passo fundamental para o processo de commoditização do etanol combustível e para o agronegócio.

Para entender melhor, uma commodity é um produto físico (agrícola ou minério), padronizado e largamente comercializado mundialmente. Mas para suas negociações, é necessário um preço futuro, que balizará a negociação do setor. Por isso, o novo contrato de futuros e opções para o etanol hidratado (álcool combustível) é tão importante para o mercado.

Até então, o gerenciamento de riscos era planejado a partir de outros parâmetros. Muitos produtores, no passado, equiparam suas comercializações com a gasolina – o que se mostrou um erro para a negociação. Já o novo contrato será balizado pelo novo Indicador de Preços do Etanol Hidratado Paulínia/SP.

Esse novo indicador de preços será coletado no Centro de Pesquisas em Economia Aplicada (CEPEA), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) e a escolha dessa região se deu em razão de representar o maior pólo de distribuição de combustíveis no Brasil.

“Esse contrato poderá alavancar mais participantes para este setor e, o mais importante, irá promover a eficiência na comercialização do produto”, admite Joseph Sherman, diretor-executivo da IETHA – International Ethanol Trade Association.

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Na sexta-feira (30), a organizadora da 17ª AGRISHOW (Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação), divulgou um balanço da feira realizada de 26 a 30 de abril, em Ribeirão Preto (SP). Para ela, esta foi considerada a maior edição da história, e consolidou o evento como plataforma de irradiação de tecnologia e palco de negócios.

O aumento da feira em 50% totalizando uma área de 360 mil m² – ante os 240 mil m² da edição anterior – e as melhorias em infraestrutura como os novos acessos, estacionamentos, configuração da planta, praças de alimentação, áreas de descanso, sanitários, reformulação rede elétrica e construção de novos reservatórios de água foram sentidas por visitantes e expositores, e reconhecidas como fatores que facilitaram e impulsionaram os negócios.

Em uma estimativa preliminar, os bancos presentes na feira anunciaram um montante de propostas de negócios da ordem de R$ 840 milhões, atingindo às expectativas de organizadores e expositores. “A AGRISHOW 2010 se caracterizou pela qualificação do público visitante, bastante focado em fazer negócios e que encontrou uma estrutura com mais conforto, agilidade e praticidade no novo formato da feira. Mesmo com um dia a menos de feira, visitaram a AGRISHOW 141 mil pessoas”, afirma o gerente geral da AGRISHOW, José Danghesi.

“As áreas de estande cresceram de 102 mil m² para 167 mil m², um aumento de 67% depois de um ano de crise. Isso mostra a força do setor e a consolidação da AGRISHOW como vitrine do que há de mais moderno em termos de tecnologia, pois a agropecuária não existe sem tecnologia”, avalia o presidente do Conselho Consultivo da AGRISHOW, Cesário Ramalho.

Outra novidade da edição deste ano que agradou bastante foi a regionalização de alguns setores, como irrigação, armazenagem, pecuária, áreas de testes-drives e tratores próximos às áreas dos bancos. Segundo os expositores, essa disposição logística facilitou o fechamento de negócios, pois os compradores puderam focar suas áreas de interesse.

Os visitantes da AGRISHOW puderam verificar o desempenho das máquinas nas mais de 800 demonstrações de campo realizadas nos 100 hectares de áreas de dinâmicas e ficar atualizado sobre as novidades tecnológicas e tendências do agronegócio nos diversos eventos realizados no recinto da feira.

Palco de reinvidicações e decisões políticas
Esta edição da AGRISHOW recebeu a visita de nomes do cenário político nacional, como o Ministro da Agricultura, Wagner Rossi, o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o Secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, João Sampaio, além de pré-candidatos nas eleições, como a ex-ministra Dilma Rousseff, o ex-governador de São Paulo José Serra, o ex-governador Geraldo Alckmin, o senador Aloizio Mercadante, a ex-ministra Marta Suplicy, o presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer e o presidente da Fiesp Paulo Skaf, além de autoridades regionais e lideranças do agronegócio.

A AGRISHOW é uma iniciativa da Abag – Associação Brasileira de Agribusiness, da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, da Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos e da SRB – Sociedade Rural Brasileira e conta com a organização e promoção da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

A próxima realização da feira está prevista para iniciar em 2 de maio de 2011, em Ribeirão Preto/SP.

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A mortalidade de empresas no Brasil é altíssima. Das cerca de 500 empresas abertas no País anualmente, 27% fecham as portas no primeiro ano de existência.

Segundo Eduardo Cipullo,  sócio-diretor da consultoria BDO no Brasil, a alta taxa de insucesso pode ser creditada a inúmeros fatores: inexperiência do gestor, dificuldade de acesso ao crédito, diagnóstico errôneo das oportunidades e dos potenciais desafios, falta de capital para acompanhar as tendências do mercado e as novas tecnologias e despreparo para lidar com uma eventual ‘surpresa’, como uma crise econômica ou mesmo a falência de um grande cliente.

“Se abrir um novo negócio é uma iniciativa que envolve tantos riscos e tem tamanho potencial para acarretar frustrações, por que vemos tantas pessoas empenhadas em se lançar no ‘caminho do negócio próprio’?”,questiona o diretor.

Para ele, em primeiro lugar, há indivíduos extremamente criativos e dotados de um talento empreendedor natural. Para esses empresários natos, o sucesso e a satisfação profissional guardam intrínseca relação com a possibilidade de realizar um sonho, de preferência na forma de um empreendimento profissional autônomo.

Outro ponto importante a ser lembrado é que muitos pequenos negócios brasileiros nascem financiados pelo dinheiro do fundo de garantia de gente que acabou de perder o emprego. A ideia de não ter um patrão ou qualquer outra pessoa de nível superior ao seu ditando regras tende a ser perigosamente sedutora para alguém que acaba de passar pelo estresse de uma demissão.

O problema é que nem todo mundo tem aquela verve para empreender – e, definitivamente, impulsividade raras vezes anda de mãos dadas com o êxito nos negócios.

Quer empreender?

Quem pretende se lançar em um empreendimento deve fazer uma cuidadosa preparação. Identificar os riscos é o primeiro passo. Tudo deve começar com um minucioso mapeamento da atividade que será desenvolvida.

Os riscos inerentes a cada etapa devem ser considerados da seguinte forma: riscos do próprio negócio, o que inclui potencial de ocorrência de acidentes de trabalho e de perda de mercadorias; riscos acarretados pelo desempenho de terceiros (como fornecedores e prestadores de serviços); risco de inadimplência; e a atuação da concorrência.

Feito o mapeamento de riscos, o empreendedor deve proceder à prevenção. Esta deve incluir o treinamento do pessoal que irá atuar nas mais diversas frentes, a contratação de seguros e a elaboração de estratégias de marketing e negócios que neutralizem eventuais “ataques” da concorrência.

Também faz parte dos cuidados de primeira hora a contratação de serviços de excelência nas áreas jurídica e contábil. Em um país como o nosso, onde a complexidade dos sistemas legal e tributário constitui imenso desafio até para os empresários mais experimentados, não é raro ver um novo negócio ser engolido por causa de erros que redundam em multas e punições severas.

Resguardar-se desse tipo de perigo é tão importante quanto conhecer bem o tipo de produto ou serviço que se pretende oferecer. A terceirização dessas tarefas para empresas conceituadas é uma providência inteligente, e que a médio prazo se comprovará mais ‘barata’ do que quaisquer soluções improvisadas – sobretudo porque todo empreendedor ambiciona crescer, e qualquer expansão se torna mais fácil e menos suscetível a ‘desastres’ quando a casa está em ordem.

Outra área que pode requerer soluções terceirizadas é a de tecnologia da informação. Fazer negócios com a agilidade exigida pelo mundo atual, onde a globalização é uma indiscutível realidade, requer atualização constante – e não é todo tipo de negócio que pode ter uma área interna de TI prontinha para dar conta dos desafios que surgem a cada dia.

Delegar a quem sabe pode ser mais produtivo do que tentar resolver tudo por conta própria e acabar cometendo erros irreversíveis.

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As exportações de 23 unidades da Federação tiveram crescimento no mês de março de 2010 com relação ao mesmo período do ano passado. Os dados estarão foram disponibilizados no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), www.mdic.gov.br.
Dentre os estados que apresentaram crescimento em suas vendas, o destaque foi o Maranhão, que exportou US$ 484,912 milhões no mês passado, contra US$ 122,638 milhões no mesmo período de 2008, apresentando um aumento de 295%. O Rio de Janeiro também registrou elevação, com crescimento de 175%. O estado embarcou US$ 1,807 bilhão, sendo que em março de 2009 os embarques foram de US$ 656,963 milhões.
A Região Sudeste vendeu ao mercado externo US$ 8,856 bilhões, com um participação de 56% na pauta exportadora. Os três estados que compõem a Região Sul tiveram embarques de US$ 2,803 bilhões (17%). As próximas regiões do ranking são Centro-Oeste – US$ 1,601 bilhão (10%); Nordeste – US$ 1,572 bilhão (10%) e, por fim, a Região Norte, com US$ 666,223 milhões (4%).
Municípios
Dos mais de 2 mil municípios que participam do comércio brasileiro, Angra dos Reis (RJ) foi o maior exportador em março de 2010, com embarques de US$ 1,760 bilhão. No ranking dos municípios que mais exportaram, em segundo e terceiro lugares apareceram, respectivamente, São Paulo (SP), com US$ 1,248 bilhão; e Macaé (RJ), com US$ 1,106 bilhão. O município de São José dos Campos (SP) ficou em quarto, com US$ 1,062 bilhão e em quinta colocação foi para Paraupebas (PA), com US$ 1,014 bilhão.


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A balança comercial da indústria brasileira de fios e cabos e produtos semimanufaturados inicia 2010 negativa. O setor do cobre importou US$ 124 milhões e exportou US$ 67 milhões para mercados externos. O que resulta em um déficit de US$ 56 milhões. O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira do Cobre (ABC) e pelo Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel).

No mês de fevereiro, dentre os subsetores, o de fios e cabos importou US$ 88 milhões contra US$ 52 milhões de exportações. Já o segmento de produtos semimanufaturados importou US$ 35,6 milhões contra US$ 15,4 milhões exportados. “Políticas de incentivo são fundamentais para estimular os diversos segmentos da economia, principalmente quando o reaquecimento dos parceiros comerciais no exterior é lento”, afirma Sérgio Aredes, presidente das entidades.

“É necessário um conjunto de ações para ajudar as empresas a retomarem aos poucos os níveis de crescimento estimado para 2010”, sinaliza Aredes. “A indústria do cobre aposta no desenvolvimento dos setores de infraestrutura e na fabricação de produtos diversificados para o segmento de Tecnologia da Informação”, conclui.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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