Visite o site da P&S Visite o site do Radar Industrial Visite o site da Banas Ir para página inicial RSS

0

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) homologou na última semana relatório de aprovação de testes dos motores Voges especiais categoria D, carcaça 160 L, 4 polos e de 15 a 20 cv, para uso nos trens da série 1.700. A Voges já fornece motores para a CPTM nas linhas 5.000 e 5.500 de vagões, entre outras.
Os motores Voges são acoplados a um compressor de ar que tem a função de manter o nível de pressão e volume do sistema de ar comprimido do trem. Este sistema é responsável pela abertura e fechamento das portas dos vagões, frenagem do trem, elevação do pantógrafo para ligar o trem à rede, e ainda acionar a buzina. “Estes motores foram desenvolvidos especialmente para a CPTM, com baixa corrente de partida, que não interfere no sistema elétrico do trem”, diz Itamar Zorrer, Especialista em Engenharia do Produto da Voges e responsável pelo projeto. O trem da série 1.700 transporta, em média, 140 mil passageiros por dia, pesa 394 toneladas e utiliza quatro motores elétricos para acionamento dos compressores de ar que alimentam o sistema de freio do trem, o acionamento das portas dos salões de passageiros e as molas pneumáticas das suspensões dos carros (vagões de passageiros).
Para o Assessor Técnico Executivo da CPTM, Marcus Vinicius Coutinho, os motores Voges se comportaram muito bem durante os testes, não apresentando qualquer espécie de problema ou sugestão de melhoria. “Ficamos muito satisfeitos com a qualidade dos motores e surpresos com o bom atendimento do representante, da assistência técnica e da engenharia da Voges, que foram presenças constantes em todo o processo”, comenta Coutinho.
A partir de agora, as próximas licitações da empresa para compras de motores terão de conter as especificações dos motores Voges, que estão aptos a fornecer este produto para a CPTM. Os motores Voges serão utilizados nas substituições de motores europeus conforme demanda da companhia.

Crédito da foto: David Perano

TAGS: , ,

Deixe seu comentário

0

Apenas 10% das empresas globais são capazes de melhorar o valor do negócio em mais de 40% após a realização de uma operação de fusão, aquisição ou venda. Essa foi a prinicpal conclusão de um estudo realizado pela KPMG internacional que mostrou ainda que parte relevante do sucesso de um negócio está na realização adequada do processo de integração e separação das empresas.

O levantamento feito pela KPMG Internacional teve por como objetivo examinar as fusões e aquisições realizadas no mundo, a forma como são geridas e o valor que eles representam no mercado. A pesquisa deixou claro que os benefícios de uma aquisição bem-sucedida são evidentes, desde que a compra ou a venda de uma empresa seja feita da melhor forma e no momento correto. Foram ouvidos 162 executivos de empresas que tinham negócios realizados com valor superior a U$ 75 milhões.

De acordo com o Augusto Sales, sócio da KPMG no Brasil e responsável pelos serviços de Consultoria em Integração e Separação das empresas, o levantamento aponta para a necessidade de os gestores calcularem e testarem sinergias durante o processo de negociação, avaliarem os riscos e oportunidades de integração durante a fase de due diligence, bem como planejar de forma objetiva os cem primeiros dias pós-aquisição.

“O levantamento começa bem antes da transação ser concluída. Com base em uma avaliação feita no pré-acordo, são validados e quantificados os possíveis riscos, oportunidades e desenhadas estratégias para uma integração que permita criação de valor. A operação de integração ou separação das atividades de negócios pode maximizar as sinergias, a potencializar o valor de seus negócios, aumentar o  valor da empresa mais rapidamente e tornar o processo de fusão, aquisição e venda o mais suave possível para todos os envolvidos, incluindo os acionistas, mas também os funcionários e clientes”, explica.

Segundo Sales, quem está realizando uma negociação, precisa estar preparado para se adequar a uma nova realidade de negócios. “Muitas integrações falham por falta de planejamento e crença demasiada em promessas de ganhos que não se realizam no mundo real. Há falta de preparação e análise de diversas questões operacionais importantes, como comunicação, marca, pessoas, processos fabris, adminisitrativos, financeiros, contabilidade, entre outros, que precisam ser integrados ou separados nesse novo negócio. Se bem feito, a integração poderá gerar economia e ganho de receita, melhorar a performance financeira e agregar valor ao negócio; caso contrário, pode ser destruidora”, afirmou.

COMO AGREGAR VALOR AOS NEGÓCIOS – Cinco principais ações que podem ajudar uma empresa a agregar valor em uma transação:

1.      A primeira refere-se à sinergias de receita  – As empresas precisam acompanhar, analisar e preparar um relatório sobre sinergias de receita visando melhorar a percepção do mercado sobre o valor decorrente do seu negócio;

2.      Adotar uma nova abordagem para realização de diligência e planejamento com foco em um plano de crescimento futuro;

3.      As empresas precisam planejar a sua transferência para mercados desenvolvidos do Ocidente e emergentes  que são considerados mais atraentes para compradores que estão em busca de crescimento;

4.      Melhoria no longo prazo nas questões relacionadas a pessoas – Esta área ainda é considerada não-prioritária durante a due diligence, apesar do impacto crítico que ela pode ter sobre o sucesso de um negócio; e

5.      Os compradores podem melhorar o desempenho de suas transações por meio da institucionalização de processos e criação de ferramentas para que permitam aprender e construir através de experiências.

TAGS: ,

Deixe seu comentário

0

* Por Francisco Antonio Feijó

Da China vem a notícia de que os robôs estão substituindo cada vez mais a mão de obra humana.  Se na China isso acontece, onde a mão de obra é barata e os custos que incidem sobre a mesma são bem baixos, como será no Brasil? Aqui os encargos diretos e indiretos são elevados e alcançam em algumas áreas mais de 100% do valor do salário pago ao trabalhador. No Brasil a robotização caminha a passos largos, principalmente no interior do Estado de São Paulo. Lá existem indústrias em que milhares de trabalhadores foram substituídos por máquinas, que trabalham 24 horas, sem parar, se alimentam  de óleo ou eletricidade e não têm descanso semanal, não gozam férias, não recebem 13º salário, nem muito menos têm vale refeição ou outros benefícios.

Quais as consequências dessa realidade para o trabalhador? O Brasil já viveu  a era da agricultura, das incipientes lavouras,  a era da mecanização, em que a foice cortava a cana e o braço humano colhia a soja, a fase da pecuária, em que a mão humana tirava o leite e cuidava do rebanho – que enfrentou, depois, o início da robótica, em que montadoras substituem braços e dispensam  em massa, caminha agora, aceleradamente, a exemplo do mundo, para a total robotização, em que a produção, cada vez é mais qualificada e os padrões cada vez  são mais rígidos. Entretanto, toda moeda tem seu reverso. Isso significa queda na arrecadação de contribuições, que incidem sobre os salários dos trabalhadores, pois as máquinas não estão sujeitas a  contribuições, a  retenção do INSS, ao pagamento da parte das empresas para a Previdência Social, nem para o FGTS. Essa realidade é, com certeza, preocupante para o governo, pois os trabalhadores se aposentam e necessitam que o INSS tenha recursos para pagar suas aposentadorias, dentro da roda da arrecadação que muitos precisam contribuir para manter aqueles que já pagaram, durante longos 30 ou 35 anos.

O que fazer? Isso vem à baila, quando se busca mostrar à população que existem trabalhadores exercendo suas atividades nas mais diversas profissões liberais, que trabalhando na indústria, no comércio, ou prestando serviços individual ou coletivamente, não podem ser substituídos por máquinas, mas, ao contrário, são aqueles que ajudam a criá-las e a  mantê-las funcionando, sejam formados em nível técnico ou superior.   Por essa ótica, ao que se tem notícia, enquanto na indústria cai a arrecadação do INSS e do FGTS, no setor de serviços, a participação contributiva aumenta a cada mês, garantindo  a arrecadação dessas contribuições.

Os trabalhadores liberais estão reunidos em sindicatos e federações de suas respectivas categorias representativas, congregados à CNPL-Confederação Nacional das Profissões Liberais, por força do disposto na própria Consolidação das Leis do Trabalho- CLT. Por essa razão, quando da China vem a noticia de que cada vez mais baratos, robôs já substituem até trabalhador chinês, torna-se imperioso registrar e refletir que em terras brasileiras existem trabalhadores como todos aqueles que militam na indústria e no comércio, em busca de um lugar melhor no espaço que lhes é concedido, e que devem ter o reconhecimento pela força que representam no contexto econômico e político nacional.

* Francisco Antonio Feijó é presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL).

TAGS: , ,

Deixe seu comentário

0

*Paulo Martins

 Com a crescente adoção de tecnologias móveis para o desenvolvimento de novos negócios, a mobilidade finalmente chegou ao setor financeiro e está se tornando cada vez mais um fator essencial para o crescimento deste segmento. A adesão destas soluções, inovadoras e diferenciadas, está revolucionando os negócios das empresas de diversas maneiras: os consumidores esperam que os Serviços Financeiros Móveis estejam sempre disponíveis, com novas ofertas, modelos de distribuição, manutenção de produtos e serviços, além de manter os níveis de confiança e segurança necessários.

Vale ressaltar que os consumidores não são os únicos a exigir novidades sobre este tema ao setor financeiro: além deles, existem novos operadores, a questão da globalização do mercado, as regras de conformidade e formalização, que acabam derivando em novas estratégias de marketing e opções de sourcing. Uma grande variedade de Serviços Financeiros Móveis, incluindo Mobile Payments e Mobile Banking, já podem ser fornecidas atualmente, por meio da combinação das tecnologias existentes.

Os smartphones devem ser a grande plataforma desta revolução, apesar de outras – como os tablets – estarem em ascensão. Com os smartphones e o advento de aplicações móveis, pavimentou-se o caminho para funcionalidades mais abrangentes e específicas uma vez que observamos consumidores cada vez mais dependentes de seus dispositivos móveis, com acesso às soluções altamente avançadas, a necessidade de realizar pagamentos por estes dispositivos também torna-se mais requerida. Outro fator positivo é a possibilidade de usá-los em qualquer local e a qualquer hora, sem precisar de um computador.

 Se por um lado no Brasil, a cobertura da rede celular é superior à tradicional cobertura das agências das instituições financeiras, possibilitando que mais usuários possam acessar os serviços, por outro lado, ainda estamos iniciando este percurso. Dados apontam que o Brasil encerrou o ano de 2011 com mais de 236,08 milhões de linhas de celulares, de acordo com balanço divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Com isso, a chamada “teledensidade” no País chegou a 120,81 linhas a cada 100 habitantes. Ainda, segundo a Anatel, 81,65% dos celulares do País são pré-pagos (192,7 milhões) e 18,35%, pós-pagos (43,32 milhões). Do total, apenas 38,83 milhões de linhas têm acesso à internet 3G e que apenas 30% dos usuários dos smartphones no País têm planos de dados. Diante deste quadro, não dá para tentar impor uma única rota tecnológica e de modelo de negócios para a entrega e adoção de Serviços Financeiros Móveis.

As soluções recentemente apresentadas justificam um ponto de inflexão – uma revolução, o que permitirá mudar rapidamente esta paisagem. Neste cenário, as instituições financeiras no Brasil podem iniciar a construção das suas ofertas de Mobile Payments e Mobile Banking habilitando, por exemplo, a tecnologia Short Message Service (SMS), um protocolo de comunicação que permite a troca de mensagens curtas de texto entre dispositivos de telefonia móvel. O SMS é o serviço mais aceito dos serviços oferecidos pelas operadoras de rede móvel e é o mais usado para realizar Mobile Payments. É barato e fácil de usar.

Apesar das grandes possibilidades no uso desta tecnologia, algumas características e padrões necessitam ser analisados e discutidos em um contexto maior. Questões como dispositivos com características diferenciadas, inconsistência na experiência de uso, segurança, necessidade de roadmap de evolução tecnológica e manutenção e atualização em diversas plataformas podem apresentar entraves, assim, é necessário ter uma visão global de mobilidade, com uma solução integrada que permita tirar proveito dos diferentes canais e suas características próprias, abstraindo as diferenças tecnológicas.

 Os canais de atendimento dos setores financeiro e de telecomunicações mudaram rapidamente ao longo das últimas duas décadas e, hoje, há uma excepcional oportunidade para essas empresas repensarem suas estratégias trabalhando em modelos de negócios colaborativos para oferecer serviços com boa relação custo-benefício, eficaz e convincente.

 A cooperação entre as indústrias é um dos fatores chave de sucesso para os Serviços Financeiros Móveis. Enfim, nenhuma organização pode mais ignorar a mobilidade, pois rapidamente este conceito se tornará a principal forma de interação com os seus clientes. Qualquer pessoa com o seu dispositivo móvel, independentemente de suas capacidades e do seu nível de conhecimentos tecnológicos, poderáusar os benefícios oferecidos por uma instituição financeira.

* Paulo Martins é Managing Director para Serviços Financeiros da Logica na América do Sul

TAGS: , , ,

Deixe seu comentário

0

O emprego na indústria ficou estável ao variar 0,1% em fevereiro, ante recuo de 0,2% em janeiro. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram extraídos hoje, 12 de abril, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Assim, a média trimestral (fevereiro, janeiro, dezembro) ficou estável depois de quatro meses de taxas negativas nesse indicador, que acumularam perda de 0,7%.

Na comparação com fevereiro de 2011, o emprego industrial teve variação negativa de 0,7%, quinto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, mais intenso desde janeiro de 2010 (-0,9%).

O índice acumulado nos dois primeiros meses de 2012 recuou 0,6% e aumentou o ritmo de queda no último trimestre de 2011 (-0,4%), ambas relações feitas com igual período de 2011.

TAGS: ,

Deixe seu comentário

0

O aumento da taxa de importação da borracha nitrílica em 2010 – matéria prima utilizada na fabricação de anéis de borracha, tubos e mangueiras, correias, solas de calçados, entre outros – começa a cobrar seu preço da indústria nacional de artefatos de borracha.

Desde que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) passou o imposto de importação da nitrílica de 12% para 25% por meio da Resolução 13/2010, de 11 de fevereiro, tem sido mais vantajoso importar o produto acabado do que adquirir o produto nacional.

Resultado: fechamento de fábricas e a perda de 8 mil postos de trabalho nos últimos 30 meses, confirmando o processo de desindustrialização do País.

Esta é a principal bandeira da entidade que reúne fabricantes e fornecedores de artefatos de borracha numa feira que acontece em São Paulo até o dia 13, no Expo Center Norte: a Expobor 2012 – 10ª Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha.

Segundo a entidade, este cenário foi diretamente responsável pelo baixo desempenho do setor em 2011, que fechou em US$ 2,72 bilhões, crescimento de apenas 1,9% sobre o ano anterior, descontada a inflação.

Atualmente, existem cerca de 1,9 mil indústrias de artefatos de borracha instaladas no Brasil, sendo 1.274 no Estado de São Paulo. O setor fechou 2011 com 89 mil empregos diretos e indiretos.

SERVIÇO:

EXPOBOR 2012 – 10ª Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha

Data: 11 a 13 de abril

Horário: 10h às 20h

Local: Expo Center Norte

Organização: Francal Feiras

Patrocínio: Abiarb – Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha

Apoio: Sindibor – Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha no Estado de São Paulo; ABTB – Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha; e Apabor – Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha

Evento paralelo: Pnewshow-Recaufair 2012 – 10ª Feira Internacional da Indústria de Pneus

Informações pelo telefone: (11) 2226-3100

Site: www.expobor.com.br

Twitter: @expoborfeira

Facebook: feiraexpobor

ENTRADA GRATUITA E RESTRITA AOS PROFISSIONAIS DO SETOR. PROIBIDA A ENTRADA DE MENORES DE 14 ANOS.

TAGS: , , ,

Deixe seu comentário

0

YCON-Formação Continuada prepara profissionais da construção civil para gerare identificar oportunidades na internet e nas redes sociais

A YCON-Formação Continuada promove o Workshop de Marketing na construção civil no dia 08 de maio de 2012, das 19h às 22h, na rua Fidalga, 27 – Vila Madalena – São Paulo-SP. O evento é voltado para engenheiros civis, arquitetos e outros profissionais e estudantes do setor que desejam identificar oportunidades no setor por meio das redes sociais e das plataformas digitais disponíveis.

O treinamento apresentará técnicas e cases de sucesso do setor, mesclando co0nceitos e práticas de mercado, privilegiando a inovação.

Para este treinamento a YCON buscou dois profissionais de mercado, Kleber Pinto e Lucas Lima, especialistas em comunicação e marketing digital, com exeperiência em diversos setores de economia; e alinhados com o que há de mais competitivo em planejamento estratégico de marketing.

As inscrições, assim como informações detalhadas sobre o evento, são encontradas no site da YCON – www.ycon.com.br – ou presencialmente, com taxa de R$ 150,00

TAGS: , ,

Deixe seu comentário

0

O governo publicou no Diário Oficial da União do dia 4 de abril, duas medidas provisórias e sete decretos, referentes ao pacote de medidas de estímulo à indústria, anunciado no dia anterior. A ABINEE elaborou uma síntese destas medidas separada em Medidas Tributárias (MP 563/12) e Medidas de Estímulo ao Investimento (MP 564/12).

A entidade destaca que a MP 563/12, dentre outras disposições, substitui a base de cálculo da contribuição ao INSS para inúmeros códigos NCMs, que passa a ser o valor da receita bruta, com a alíquota de 1%. A relação dos produtos constantes da MP contempla todos os códigos NCMs correspondentes ao setor eletroeletrônico que foram objeto dos pleitos da ABINEE, elaborados com base nas informações das associadas que responderam, em tempo hábil, a consulta feita pela entidade.

A MP 564, entre outros mecanismos, promove uma redução significativa do custo de financiamentos do BNDES para máquinas e equipamentos, ampliando prazos e aumentando seus níveis máximos de participação. Inclui, também, novos setores no Programa Revitaliza, estabelece novas condições ao PROGEREN e dispõe sobre financiamento às exportações indiretas.

TAGS: , , , , ,

Deixe seu comentário

0

Tendo em vista manifestações de setores industriais e entidades sindicais contra a desindustrialização, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil mostra que tal fenômeno não vem ocorrendo com as indústrias de confecção.

A despeito das importações, de 2006 a 2010, a produção de confeccionados, em volumes, cresceu 24,3%. Em valores, o crescimento foi de 93%. Ou seja, as importações não inibiram o crescimento industrial de confecções.  É o que mostra o estudo “Panorama Econômico da Indústria, do Comércio Varejista e das Importações de Têxteis e Vestuário no Brasil”, desenvolvido em parceria pela ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) e IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), com realização da Tendências Consultoria Integrada.

No entanto, o crescimento industrial ocorreu de forma mais lenta que o consumo, que passou a ser suprido pelos produtos importados a fim de evitar o desabastecimento e uma pressão inflacionária.

O estudo comprova que a produção nacional não tem sido suficiente para suprir a demanda interna. O consumo per capita de têxteis cresce 8% ao ano, o que representou um aumento de 36%, de 2006 a 2010. Já a produção per capita cresceu 2,5% ao ano, menos de 11% no período. Parte da demanda foi, então, suprida pelas importações, conclui o estudo.

TAGS: , , ,

Deixe seu comentário

0

Medidas do governo beneficiam os setores de plásticos, têxtil, materiais elétricos, móveis, autopeças, naval, aéreo, bens de capital mecânico, hotéis e ônibus

O ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou uma série de medidas de estímulos à indústria nacional. A cerimônia, no início da semana, no Palácio do Planalto, em Brasília, contou com a participação dos também ministros Fernando Pimentel(Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), além da presidente da República, Dilma Rousseff.

A iniciativa faz parte da segunda etapa do programa Brasil Maior e é dirigido especialmente para a indústria nacional que tem sofrido, sobretudo com a carga tributária, baixa competitividade, concorrência dos importados e altos custos com a folha de pagamento.

Os setores beneficiados são plásticos, têxtil, materiais elétricos, móveis, autopeças, naval, aéreo, bens de capital mecânico, hotéis e ônibus. Estas foram as principais medidas anunciadas:

-11 setores não recolherão mais a contribuição patronal do INSS sobre a folha salarial e vão pagar um porcentual de 1% a 2% sobre o faturamento bruto.

-Adiamento do recolhimento de PIS e COFINS para cinco setores: autopeças, confecção, calcados, móveis e têxtil. O pagamento de abril e maio deste ano será postergado para, respectivamente, novembro e dezembro.

-Subsídio de R$45 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ampliação de suas linhas de crédito.

-Aporte de R$6,5 bilhões para compensar as taxas de juros do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

-Reforço de R$1,9 bilhão para as linhas de financiamento à exportação.

-Aumento de R$1,24 bilhão para R$3,1 bilhões dos recursos para os programas oficiais de financiamento à exportação em 2012.

-R$10 bilhões de crédito para capital de giro do BNDES.

-As montadoras ficam isentas do aumento de 30 pontos percentuais do IPI, se cumprirem requisitos estipulados pelo governo de 2013 a 2017.

Tão logo anunciadas às medidas pelo governo, líderes de vários setores repercutiram cautelosamente sobre o impacto do novo pacote. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, as medidas são positivas, mas apenas temporárias. Já Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o plano poderá reverter o quadro de baixo dinamismo da atividade industrial observado no início deste ano. O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, observa que as medidas são pontuais porém, precisam atuar mais objetivamente para estimular o aumento da produtividade das empresas.

Atrelado ao pacote para a indústria, ontem, 4 de abril, a pedido do governo federal, o Banco do Brasil anunciou corte de juro para as pessoas físicas e micro e pequenas empresas. As linhas de crédito destinadas ao consumidor foram as mais beneficiadas. As novas taxas valem a partir de 12 de abril.

Com a redução das margens praticadas nos empréstimos – o chamado spread bancário – o BB pode diminuir o juro aos clientes. Entre as linhas favorecidas está o de financiamento de veículos que cairá até 0,99% ao mês. No cartão de crédito, a taxa do crédito rotativo será de até 3% ao mês. Os aposentados, através do crédito consignado, terão taxas entre 0,85% e máximo de 1,8% ao mês. Com esta ação o governo tenta pressionar outros bancos, principalmente da iniciativa privada, a também baixar suas taxas de juros.

TAGS: , , , , , ,

Deixe seu comentário

BUSCA

CATEGORIAS

SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

ARQUIVO

IBGE importação Perspectivas Oportunidade CNI PIB máquina Revista P&S Pesquisa Evento Feira Internacional da Mecânica inovação Meio Ambiente Industrial Artigo FIESP Investimento meio ambiente sustentabilidade #blogindustrial máquinas e equipamentos Lançamento mercado #revistaps Economia Feimafe tecnologia Feira indústria Site P&S Radar Industrial