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Empresa fornecerá tecnologia de refrigeração para cumprimento de metas acordadas entre Ministério do Meio Ambiente e Unilever

Representantes da Metalfrio e Unilever assinaram nesta quarta-feira, com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), uma iniciativa voluntária para substituir o uso de gases de refrigeração e de expansão de espuma de poliuretano, nocivos ao meio ambiente, por gases naturais que não agridam a camada de ozônio e reduzam o potencial de aquecimento global. O compromisso, assinado pela Unilever, tem a Metalfrio como interveniente, empresa fornecedora dos equipamentos de refrigeração.

            A “iniciativa voluntária conservadoras” integra o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis, do MMA, em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em agosto de 2010. Está alinhada, também, com o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, que integra a Política Nacional sobre Mudanças do Clima.

            Pelo acordo, a empresa assume a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, incentivando melhores práticas ambientais e a adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo.

A empresa se compromete a substituir as substâncias HCFCs (Hidroclorofluorcarbonos) e HFC (Hidrofluorcarbonos), utilizadas como fluidos frigoríficos e agente expansor de espumas, por gases naturais, como R290 e o cicloisopentano, já utilizados pela Metalfrio em suas conservadoras e refrigeradores.

Pelas metas estabelecidas, a substituição de substâncias danosas ao meio-ambiente por outras com potencial zero de destruição da camada de ozônio e baixo potencial de aquecimento global deverá ser de 80% até o final de 2020, data que marca o término de vigência do acordo. Para 2012, a substituição deverá ser de 20%. A partir daí, a meta prevê a substituição de 15% das substâncias, a cada dois anos.

O pacto prevê ainda que a reutilização e/ou reciclagem dos componentes das conservadoras devem atingir 100% até 2020.

De capital nacional, mas uma das empresas mais internacionalizadas do País, a Metalfrio tem uma tradição de inovação e pioneirismo na adoção de práticas sustentáveis. Em 1998, a empresa eliminou totalmente de seus produtos e instalações os gases CFC, tornando-se a primeira fábrica de refrigeradores totalmente ecológica da América Latina. Entre outras práticas ambientalmente amigáveis, eliminou o setor de pintura da fábrica através do uso de chapas pré-pintadas, extinguindo todos os processos com componentes danosos ao meio ambiente; implantou coleta seletiva do lixo gerado em suas fábricas; adotou a reciclagem de componentes e o uso do cicloisopentano  (gás agente expansor)  e do gás refrigerante R290 e R744 , insumos que não prejudicam a camada de Ozônio e reduzem sensivelmente (cerca de 99%) a emissão direta de gases de efeito estufa.

 

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FCDL-RS estima que 40% dos consumidores usarão o salário para quitar dívidas

Tablets, televisores e smartphones. Estas são as apostas dos lojistas gaúchos para o Natal de 2011. Mesmo com a procura maior por eletrônicos, a previsão é que a venda de roupas, confecções e acessórios também deverá apresentar crescimento, segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS). A expectativa é de que o varejo venda 7% a mais, em comparação com o mesmo período do ano passado com o pagamento do 13º salário.

“É um número extraordinário, uma vez que 2010 foi o ano que o PIB mais cresceu no Brasil. Nós acreditamos que aumentará até mais que 7%, mas para isso acontecer, o comércio terá que identificar as necessidades e contemplar os anseios de consumo de seus clientes”, avalia o presidente da FCDL-RS, Vitor Koch.

O reforço no orçamento não servirá apenas para comprar os presentes de natal, viajar ou adquirir novos bens. A FCDL-RS estima ainda que aproximadamente 40% dos consumidores vão utilizar o pagamento para quitar de dívidas atrasadas. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o 13º salário significa a injeção de aproximadamente R$ 7,5 bilhões no mercado rio-grandense, índice comemorado pelos varejistas.

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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Sul conhecerá as vantagens do novo SPC Brasil no dia 22 de novembro. O serviço oferece ao lojista diversas soluções para auxiliá-lo a conceder crédito com segurança. O leque de produtos disponíveis ao associado é dividido em quatro áreas de atuação: informação, inteligência, estratégia e rede de relacionamento.

Além disso, o SPC Brasil conta com a parceria do Serasa Experian, que determina a consolidação de ferramentas de proteção ao crédito mais apuradas e um banco de dados extremamente consistente.

O treinamento será realizado pelo gestor administrativo da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), Jerri Madruga. O evento inicia às 19h, na sede da CDL Santa Cruz do Sul, localizada na Rua Assis Brasil, 951, Centro.

Atualmente, cerca de um milhão de empresas filiadas às Câmaras de Dirigentes Lojistas e Associações Comerciais se beneficiam com o sistema. Trata-se do birô de crédito com a maior presença no país, com presença em 26 estados e Distrito Federal, atuando em mais de 1.300 municípios brasileiros.

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A Kroton Educacional, juntamente com o patrono da Rede de Ensino Desportivo Pelé, anunciaram hoje, 18 de novembro, durante evento na grande São Paulo, que serão lançados 12 cursos de pós-graduação com foco na gestão do esporte brasileiro e profissionalização neste segmento, pensando nos próximos grande eventos sediados no País, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.

Ruy Cezar, secretário municipal do Rio de Janeiro para os jogos mundiais e participante da mesa do debate, citou que estes eventos marcam um ciclo de desenvolvimento que abrange diretamente a indústria em todos os sentidos, seja ela automobilística, civil, mecânica, química, alimentícia, têxtil, etc, assim como o varejo, o turismo, o transporte, as telecomunicações, entre outros mercados e, consequentemente, a abertura de diversas vagas no mercado de trabalho.

Por este motivo, a pauta discutida no encontro foi justamente a falta de mão de obra qualificada no Brasil, daí entra a importância do ensino segmentado. “Falta mão de obra em um país de desempregados, digo mão de obra qualificada”, lembrou Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e também membro do debate.

Pelé, patrono do projeto e eterno Rei do futebol, exaltou a relevância de um ensino especializado na área esportiva e também a atenção aos investimentos em infraestrutura no País. “A Copa do Mundo no Brasil será a melhor de todos os tempos”, afirma Pelé.

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A indústria de mineração no Brasil realizou durante os nove meses deste ano 17 fusões e aquisições, o que representa a terceira maior alta do setor que vem sendo monitorado desde 1994, em uma pesquisa realizada trimestralmente pela KPMG no Brasil. O estudo apontou também que no terceiro trimestre de 2011 (de julho a setembro) o segmento teve apenas três operações. Apesar do bom desempenho do acumulado parcial do ano, esse número equivale a uma queda superior a 57% em comparação a igual período de 2010, quando foram anotados sete negócios.

Das três transações realizadas no último trimestre em mineração, duas são de empresas estrangeiras adquirindo, de brasileiros, firma brasileira estabelecida no País; e uma de empresa de capital estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, outra estrangeira estabelecida no Brasil.

Desde o início do estudo pela KPMG em 1994, já foram realizadas 120 negociações envolvendo empresas de mineração. Desde então foram registradas outras duas altas na indústria: durante todo o ano de 2010 com 24 negociações concretizadas e em 2008 quando aconteceu a maior alta, 27.

Para André Castello Branco, sócio da área e membro do Centro de Excelência em Mineração da KPMG no Brasil, o grande número de negociações já realizadas este ano demonstra que o mercado vive um momento de otimismo.

“O setor está percebendo um período de grandes e importantes movimentações, já que muitos players estão buscando parceiros para se manterem firmes na indústria”, afirmou. 

Segundo ele, a interpretação é que o principal interesse está no mercado local, o que tem impulsionado a aquisição das empresas brasileiras, acrescenta o executivo.

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As empresas brasileiras, segundo a pesquisa “Emissão de Relatórios de Responsabilidade Corporativa 2011” da KPMG Global, foram as que mais expediram Relatórios de Sustentabilidade (RS) entre as dos países emergentes que fazem parte do bloco do Bric (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China). O objetivo do estudo era examinar a tendência na divulgação dessas informações e dados relativos à sustentabilidade. Análise incluiu as 250 maiores companhias listadas na Fortune Global 500 para 2010, em uma relação chamada de G250, e as cem maiores nacionais por receita (N100) de 34 países, dentre eles o Brasil, distribuídas por 15 setores industriais em um total de 3.400 empresas avaliadas.

O trabalho apontou que, no Brasil, cerca de 88% das empresas emitem de responsabilidade corporativa  ou de sustentabilidade (RS), dez por cento a mais do que o registrado no último estudo, divulgado em 2008, colocando o Brasil em sexto lugar no ranking global, atrás de Países como Inglaterra, Japão e Dinamarca, mas a frente dos Estados Unidos, Finlândia, Holanda e Canadá.. Em comparação com os outros países dos BRICS, o Brasil é atualmente o que mais se preocupa com o tema. A China, que entrou na pesquisa este ano, tem 60% das suas empresas emitindo relatórios corporativos, levando-a a se equiparar como México e com a Suíça. As empresas na Rússia, com 58%, também parecem estar rapidamente incluindo os relatórios como parte de sua estratégia corporativa. A Índia aparece em último lugar entre os quatro países do bloco, com apenas 20%. 

               Para o gerente de Sustentabilidade da KPMG no Brasil, Ricardo Zibas, as  empresas em todo o mundo estão percebendo a importância da emissão de um relatório de sustentabilidade num ambiente de negócio cada vez mais globalizado e competitivo e, no Brasil, não poderia deixar de ser diferente.

“O Relatório de Sustentabilidade deixou de ser apenas um documento de divulgação e passou a ser um imperativo de negócio para muitas empresas no mundo. É visto como uma forma de inovação e aprendizagem, que ajuda as organizações a crescerem no seu negócio e aumentarem o seu valor. Somos um país que está em expansão, onde as empresas já perceberam que precisam do documento para prestar contas à sociedade, para se blindar nas questões referentes ao meio ambiente e até para sair em busca de financiamento e recrutar talentos”, explica.

A importância da emissão do RS reflete-se nos números. Das 250 maiores empresas do mundo, 95% apresentam o documento, o que representa um salto de mais de 14%, se comparamos com a última pesquisa. O estudo apontou, ainda, diversos fatores para esse crescimento: pressão das empresas concorrentes; uma melhor forma de compreender o impacto e os benefícios do seu negócio; uma estratégia para aumentar a transparência das suas ações, obtendo assim maior valor financeiro com a redução de custos e melhor reputação no mercado.

Durante a pesquisa foram abordadas questões como adoção de relatórios integrados, utilização de padrões globais, qualidade, confiança, benefícios, formas de comunicação do relatório, entre outras. Ficou constatada uma forte tendência para integração e até mesmo a fusão entre os relatórios corporativo e financeiro das empresas como forma de criar um valor maior à informação uma vez que será tratada como parte do negócio global da empresa. Já em relação ao método utilizado para comunicar o RS, as companhias também estão evoluindo rapidamente apesar de ainda não terem um padrão pré-estabelecido, mas existe uma clara predominância do padrão GRI – Global Reporting Initiative. Cerca de 80% das companhias estudadas adotam este padrão para o reporte das informações socioambientais. O estudo mostrou que elas estão implementando uma estratégia de comunicação de forma abrangente e que busque melhorar a confiança da empresa com as partes interessadas.

               Esse relatório é o primeiro de uma série de três outros complementares. As análises futuras incidirão sobre os desafios relacionados à água, cadeia de suprimentos e otimização de regulamentação. Para ter acesso aos dados do estudo (em inglês), visite o endereço: http://www.kpmg.com/Global/en/IssuesAndInsights/ArticlesPublications/corporate-responsibility/Pages/default.aspx

 

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Melhorar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos e reduzir o déficit brasileiro na balança comercial bilateral são prioridades do novo presidente da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (CEBEU), Frederico Curado, que preside a Embraer. Ele assumiu o cargo nesta quarta-feira, 09.11, em substituição a Henrique Rzezinski, do BG Group, no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo.

“Os Estados Unidos passam por um mau momento econômico e o Brasil vive um bom momento. A distância econômica entre os dois nunca foi tão pequena. Então, as oportunidades estão aí”, disse Curado, durante a reunião de posse, no escritório da CNI, que coordena a seção brasileira do CEBEU, enquanto a US Chambers of Commerce comanda a seção norte-americana.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, que participou da posse, apoiou a escolha de prioridades. “Estamos perdendo mercado, com déficit na nossa balança comercial com os Estados Unidos. É hora de revertermos isso”, avalizou. A balança bilateral é deficitária para o lado brasileiro em US$ 6,1 bilhões nos nove primeiros meses do ano. As vendas do Brasil aos EUA somaram US$ 18,6 bilhões no período, contra importações dos Estados Unidos de US$ 24,7 bilhões.

O ex-presidente da seção brasileira, Henrique Rzezinski, ressaltou o avanço das relações bilaterais nos últimos anos. “O documento ‘A new time in Brazil – U.S Relation, How to move ahead’ foi um avanço nas relações, que tiveram um ponto alto na visita do presidente Barack Obama ao Brasil neste ano”, lembrou Rzezinski.

Também na lista de temas prioritários do CEBEU estão a cooperação tecnológica, os investimentos e a redução do prazo para emissão de vistos. Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro em Washington, assumiu como presidente emérito do CEBEU.

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O brasileiro parece não estar preocupado com o agravamento da crise econômica internacional. Com leve alta de 0,5% na comparação com setembro, a confiança dos consumidores cresceu em outubro pelo segundo mês consecutivo. A informação é do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira, 28.10.

De acordo com a pesquisa, mesmo com o crescimento moderado nos últimos dois meses – em setembro, frente a agosto, o aumento no índice foi de 0,4% –  o INEC permanece abaixo do registrado em julho último e no início do ano. “Apesar da evolução recente, não se pode afirmar que a confiança do consumidor está retomando trajetória de crescimento”, assinala o estudo.

O economista da CNI Marcelo Azevedo destaca que, mesmo com a melhora do INEC, a expectativa do brasileiro sobre o índice de inflação, que caiu 1,9% de setembro para outubro, mostra que os consumidores continuam bastante pessimistas sobre a trajetória dos preços. “Esse indicador está 23,3% abaixo do registrado em outubro de 2010, o que mostra uma preocupação muito grande dos brasileiros com a inflação”, diz Azevedo.

Dos seis componentes do INEC, três registraram melhora sobre setembro: expectativas de desemprego (mais 2,6%), avaliação de situação financeira (2,2% acima) e endividamento (mais 2,6%).

O comportamento desses três índices demonstra que os consumidores estão confiantes na oferta de vagas no mercado de trabalho e que a maioria deles melhorou ou manteve a mesma situação financeira e reduziu ou permaneceu com o mesmo nível de endividamento.

As expectativas sobre a renda pessoal, contudo, recuaram 1,5% em outubro na comparação com setembro, mostrando que os brasileiros estão menos otimistas com o aumento dos salários. Depois de um crescimento de 2,1%, em setembro ante agosto, o indicador de compras de bens de maior valor caiu 0,8% neste mês frente ao anterior.

O INEC foi realizado de 13 a 17 de outubro a partir de pesquisa feita pelo Ibope com 2.002 pessoas em 141 municípios.

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As deficiências na educação básica brasileira, especialmente em matemática e português, têm influído na qualificação da mão de obra e, em conseqüência, na ampliação e modernização de projetos industriais. A conclusão é de empresários em debateram nesta quinta-feira,  27.10, sobre a educação, no último dia do  6º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

O diretor Global de Recursos Humanos da Vale, Luciano Pires, um dos participantes do debate, revelou que, recentemente, a segunda maior mineradora do mundo abriu 600 vagas para aprendizes no Pará e conseguiu selecionar apenas 200 candidatos. “ Existe muito o que fazer na base da pirâmide da educação, sobretudo em matemática e português”, declarou Pires.

Para o diretor de Educação e Tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi, a matriz da educação básica tem de ser mudada porque a indústria apresenta novos desafios que exigem capacidade de inovação. “O Brasil não prepara a juventude para o trabalho, para a inserção competitiva. Temos problemas também na escolaridade e isso prejudica a entrada de alunos na educação profissional, porque falta conteúdo básico”, diagnosticou.

Segundo Lucchesi, o país tem 6 milhões de estudantes universitários e 9 milhões no ensino  médio, dos quais apenas 1 milhão são do ensino profissionalizante. “No Brasil o jovem tem em média 12 anos de frequência à escola, sem uma hora sequer de educação profissional, e só 10% dessa juventude vai para universidade. Não há preparação dos outros 90%”, destacou o diretor da CNI.

Citou como uma das alternativas para alinhar a educação do ensino médio com a educação profissional a execução do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), cuja lei foi sancionada quarta-feira, 26.10, pela presidente Dilma Rousseff, e do qual o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI) são parceiros. “No outro período escolar o estudante do segundo e terceiro ano do ensino médio terá educação profissional, um link para inserção no trabalho”, explicou.

Lucchesi confirmou que o SENAI vai investir, até 2014, R$ 1,5 bilhão na construção de 100 novas escolas, 100 novas unidades de ensino móveis, 22 institutos de inovação e 40 institutos de tecnologia, de modo a ampliar o ensino profissionalizante e atender a demanda do Pronatec.    

Desafio – O presidente do Grupo Metanor, da área petroquímica, João Bezerra, disse que o ensino básico no país tem de ser encarado como um desafio para que a indústria seja mais competitiva. “Temos de usar uma visão de longo prazo porque competitividade não é apenas preparar o trabalhador para operar uma máquina, e sim, ter a capacidade de, a cada dia, inovar e decidir”, enfatizou

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Vieira, outro participante do debate, pesquisa com mais de 200 empresários revela que o trabalhador tem dificuldade de interpretar dados e de agir rapidamente diante de problemas imediatos.  “Isso é resultado de deficiências na matemática, que é fundamental para o raciocínio”, completou.

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Adriano Assi (*)

Analisando as várias facetas da regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), chego à conclusão de que a mesma é mais uma política voltada para o social e menos para o ambiental. O termo “catador” ou “catadores” aparece 82 vezes no texto da PNRS divulgado para consulta pública. “Reciclador” uma vez. “Sucateiro” uma vez (em nota de rodapé). Aparista, nenhuma.

É claro que devemos criar empregos e promover a inclusão social. Mas até onde esta política tem seu foco na solução do problema como um todo, social e ambiental?

O que constatamos é a proposta de se eternizar uma atividade insalubre, mascarada sob o manto ambiental, de grande simpatia por parte da população. Uma tentativa de transformar em empresários – pessoas altamente qualificadas, com visão de mercado e perfil empreendedor – uma parte da sociedade com baixa formação e respectiva baixa empregabilidade.

Mas, esta ainda não é a maior miopia do governo para resolver o problema ambiental. Ao querer priorizar a atividade do catador como a solução para os resíduos sólidos no país, o governo pretende criar uma cadeia de negócios pelo elo mais fraco.

A força da reciclagem brasileira (geração, comércio e preparação) movimenta R$ 10 bilhões de reais ao ano, que representa, principalmente:

– 10 milhões de toneladas de sucatas ferrosas;

– 4,5 milhões de toneladas de aparas de papel;

– 700 mil toneladas de aparas de plástico;

– 400 mil toneladas de sucatas de alumínio;

– 200mil toneladas de cobre;

Cerca de 70% desta força concentra-se no estado de São Paulo e 50% do total está na Grande São Paulo.

No começo dos anos 2000 o índice de reciclagem de latas de alumínio nos Estados Unidos caiu. O motivo? Com o aquecimento da economia, aqueles que catavam recicláveis migraram para atividades formais, empregos com direitos trabalhistas e melhores remunerações.

Em poucas palavras, o que o governo promove, hoje, é a importância da atividade do catador como a solução do problema ambiental, mas se esquece que esta força de trabalho, com o aquecimento da economia, deixará de ser exercida em busca de uma vida melhor. Então, quando a indústria estiver mais aquecida, necessitando de mais matéria prima haverá uma queda nos índices de reciclagem, simplesmente pelo motivo de haver escassez de mão de obra na coleta e/ou triagem dos materiais.

E isto já está ocorrendo no município de Maringá (PR) enquanto você lê este texto.

Catadores migram para a construção civil e ganham algo em torno de R$ 80,00 ao dia. Um catador para levantar esta quantia tem que coletar quase duas mil latas de alumínio em uma jornada de trabalho. Desnecessário dizer que isto não ocorre.

Aqueles que trabalham em centrais de triagem criados pelas prefeituras com a operação e gestão das concessionárias de limpeza pública, não precisam da PNRS. Estes preenchem todo o perfil de funcionários de prefeituras ou empresas de coleta/varrição e, como tais, suas atividades já estão regulamentadas e seus direitos trabalhistas (deveriam estar) garantidos. Então, o que estes catadores fazem é trabalhar como cooperativas quando deveriam ser registrados pelo trabalho que prestam, uma vez que ficam em galpões esperando os caminhões da prefeitura/empresa concessionária trazerem os recicláveis para a triagem.

A legislação a ser desenvolvida não deveria focar em “capacitação para empreender” mas, sim, na formalização dos postos de trabalho já existentes, onde prefeituras e concessionárias exploram esta mão de obra e não honram com direitos garantidos pela Constituição Federal.

Mas, então, o que o governo pode fazer de efetivo para se alavancar os índices de reciclagem e gerar empregos formais e não ainda mais empresários informais? Simples: o governo precisa focar seus esforços no consumo de matérias primas secundárias (recicladas). Garantir que as indústrias – quando forem fabricar seus mais diversos produtos – se voltem para aquelas em que estarão tirando os resíduos do meio ambiente e reinserindo-os na cadeia de consumo como novos produtos. Simples assim.

Se uma indústria automobilística, por exemplo, priorizar a fabricação de uma peça feita de plástico reciclado, há a criação de uma demanda. E, num mercado onde a oferta é escassa como a de recicláveis, a demanda gera aumento de preços. Aumento de preços, por sua vez, gera valor e aí toda a cadeia de negócios para fornecer esta peça à indústria automobilística é remunerada e retira o plástico do meio ambiente.

Menciono plástico e indústria automobilística apenas como ilustração. Mas o mesmo vale para os demais segmentos da indústria, como vidro e bebidas; sucata ferrosa e fundição/siderurgia; papel e embalagem. A fórmula é a mesma.

O que não dá mais é para o governo achar que a solução do mercado de reciclagem (e da geração de empregos) está na coleta. Afinal, não adianta nada coletar se este material não terá o destino correto. E aí os fundamentos de oferta e demanda funcionarão ao contrário. Haverá material reciclável sobrando por aí. E, aí sim, teremos um problema para pagar a conta da cadeia da reciclagem.

(*) Adriano Assi é sócio-diretor da Ecobrasil e atua há mais de 12 anos no setor de reciclagem.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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