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Indicadores são favoráveis e há projeção de crescimento econômico para a próxima década, mesmo assim, a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) analisa se realmente o Brasil tem condições plenas para ter uma fábrica de trilhos.

Segundo a Entidade, com a retirada dos impostos sobre a importação dos trilhos nos últimos dois anos, o mercado reagiu bem e tem mantido uma relação equilibrada. Contudo, montar uma fábrica de trilhos não é algo simples, pois exige alta tecnologia, investimento pesado e garantia de que haverá demanda.

Por meio da empresa Valec, o governo também tem mantido conversas com multinacionais chinesas para estimular a entrada de fabricantes no Brasil, mas até o momento as negociações não avançaram.

Para os fabricantes locais, um mercado passa a ser interessante quando atinge a marca de 500 mil toneladas de trilhos por ano. O Brasil chegou a 496 mil toneladas em 2010 e neste ano a projeção é de crescimento. Mesmo assim, a ANTF, atenta cautela, pensando no cenário atual e futuro.

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O IqPR – Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista, que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 2,44% na segunda quadrissemana do ano, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola – IEA/ APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O índice geral foi puxado pelo índice de preços dos produtos de origem vegetal (alta de 3,75%), já que o índice de preços dos produtos de origem animal caiu 0,81%.

Dos produtos analisados, nove apresentaram alta de preços (oito de origem vegetal e um de origem animal), enquanto 10 sofreram redução (cinco de origem vegetal e cinco de origem animal). As altas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate (80,94%); do café (14,70%); do milho (7,17); da carne de frango (5,17%) e da laranja para mesa (4,19%).

Os preços do tomate foram influenciados pelas chuvas continuadas, que geraram perdas de colheita, com impacto conjuntural no abastecimento do produto, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves. Já os preços do café sofreram pressões das demandas internacional e doméstica e dos menores estoques.

Por sua vez, o reajuste no volume exportado da carne de frango reduziu a oferta do produto no mercado interno, mesmo com o aumento de sua produção no comparativo com 2009, dizem os analistas do IEA. Além disso, ocorre aumento da demanda por ser produto substituto a outras carnes (bovina e suína) devido ao seu preço mais atrativo.

O preço do milho aumentou em decorrência de pressões do mercado internacional, face aos baixos estoques de passagem mundiais, explicam os pesquisadores do IEA. “Além disso, a perspectiva de que a oferta somente esteja normalizada no final do primeiro trimestre de 2011 leva à formação de expectativas altistas, precificando a possibilidade de maior escassez.”

Os preços da laranja de mesa refletem o impacto da demanda típica do verão sobre o consumo de sucos naturais, numa conjuntura em que a oferta está dada e dimensionada como safra de menor oferta, observam os analistas. “De outro lado, há o efeito das chuvas dos últimos dias que dificultaram a colheita e o transporte.”

As quedas mais significativas foram verificadas nos preços do feijão (28,69%); da batata (16,73%); da carne suína (10,26%) e do amendoim (5,99%).

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A Alstom, líder global na produção de equipamentos e serviços para geração de energia, assinou um contrato no valor de €950 milhões com a Narva Elektrijaamad AS, subsidiária da concessionária estatal estoniana Eesti Energia, para o fornecimento de duas unidades de 300 MW para uma usina de energia movida a combustíveis fósseis baseada na tecnologia de caldeira de Leito Fluidizado Circulante (CFB), na Estônia. A usina, localizada em Narva, será abastecida com xisto betuminoso local. O acordo inclui uma primeira unidade de 300 MW pelo valor de €540 milhões e uma opção para a segunda unidade de 300 MW por €410 milhões, que poderá ser acionada pelo cliente nos próximos 18 meses.

A nova usina de energia suprirá uma parte importante do consumo de eletricidade no país e garantirá que a Estônia cumpra com a diretiva de emissões LCPD da União Europeia ao reduzir substancialmente as emissões.

Sob os termos do contrato, a Alstom irá projetar, fabricar, fornecer, instalar, testar e comissionar as unidades.  Isso inclui o fornecimento do manuseio final do combustível, a caldeira CFB, a turbina a vapor, o tratamento de gases de combustão, sistemas de controle e automação e sistemas elétricos para cada unidade.

A Alstom já forneceu sistemas avançados de remoção de poeira (precipitadores eletrostáticos) para a Eesti Energia e realizou três renovações de turbinas de baixa pressão (LP) nas usinas de energia de Narva. A Alstom atualmente está fornecendo novos sistemas de dessulfurização para quatro usinas de 200 MW de Narva e também tem um Acordo de Serviço de Longo Prazo (LTSA) com a Narva desde o ano 2000.

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Apex Tool Group, LLC, é o novo nome da empresa formada a partir da joint-venture entre as divisões de ferramentas da Danaher Corporation (NYSE: DHR) e Cooper Industries plc (NYSE: CBE).

Sediada em Sparks, Maryland, a Apex Tool Group tem como líder Steve Breitzka, ex-executivo da Danaher Tool Group. Steve Simms, ex-Vice-Presidente Executivo da Danaher Corporation, assume a presidência do Conselho de Administração.

Com cerca de 7,6 mil funcionários no mundo todo, a Apex Tool Group opera em mais de 30 países e nasce com um faturamento de aproximadamente US$ 1,2 bilhão. O grupo comercializa algumas das marcas líderes na indústria mundial de ferramentas, incluindo Allen, Apex, Armstrong Tools, Belzer, Campbell, Cleco, Crescent, Erem, GearWrench, HK Porter, Jacobs Chuck, K&F, Jobox, K-D Tools, Lufkin, Mayle, Nicholson, Plumb, Sata, Weller e Wiss, entre outras, e fabrica diversas marcas com rótulo privado ou próprio para grandes varejistas e distribuidores industriais.

O diretor-presidente da América do Sul, José Duílio Justi, afirma que os clientes da Apex Tool Group continuam sendo atendidos da mesma forma pelos contratos vigentes. “O novo grupo fornecerá uma maior variedade de ferramentas manuais e eletropneumáticas, ampliando as opções para nossos clientes e consumidores, sejam eles varejistas, indústrias ou usuários finais”.

A empresa recém-formada também desenvolveu um novo logotipo corporativo e website: www.apextoolgroup.com

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Por Marcelo Gonçalves*

Em 2006, a Petrobras descobriu, a poucos quilômetros de nosso litoral, gigantescas reservas de petróleo e gás natural de alta qualidade que podem fazer do Brasil um dos maiores produtores dessas commodities no mundo. Apesar dos desafios representados pela localização dos campos do pré-sal – como é conhecida esta área localizada em alto mar, entre 250 km e 300 km da costa, em uma faixa que vai do Espírito Santo a Santa Catarina, e cujas jazidas estão, em alguns casos, a mais de 7 mil metros abaixo do nível do mar -, especialistas consideram que a exploração comercial dessa riqueza é plenamente viável, o que deve mexer com a economia nacional.

As reservas brasileiras de petróleo e gás anteriores à descoberta do pré-sal somavam aproximadamente 14 bilhões de barris equivalentes. Somente com as reservas estimadas de áreas já descobertas, como Tupi (agora conhecida como campo Lula), Iracema (agora nomeada campo Cenambi), Iara, Guará, Libra, Franco e outras, a disponibilidade total pode chegar a cerca de 40 bilhões de barris. No entanto, há estimativas de que a região do pré-sal (com aproximadamente 800 km de comprimento entre o Espírito Santo e Santa Catarina e largura média de 200 km) possa conter de 50 a 100 bilhões de barris.

A maior empresa petrolífera brasileira, a estatal Petrobras, já se prepara para a exploração dessa riqueza, com a perspectiva de que sua exploração comercial se firme a partir de 2014 e consolide-se por volta de 2030, quando se acredita que o Brasil possa ser um dos cinco maiores produtores do mundo. A companhia está se capitalizando para ter recursos necessários aos vultosos investimentos exigidos pela empreitada. Por exemplo, ela realizou em setembro uma oferta pública de ações e aumentou seu capital social em cerca de R$ 120 bilhões, o que equivale à maior operação deste tipo na história em todo o mundo. Grande parte deste investimento foi pelo próprio governo, que aumentou sua participação na estatal adquirindo ações. No entanto, sócios minoritários e investidores privados também participaram da empreitada.

A Petrobras é reconhecida em todo o mundo como uma das empresas de ponta na exploração de petróleo em águas ultraprofundas (a partir de 1.000 metros). A lâmina d’água onde as perfurações de poços do pré-sal ocorrerão tem entre 2.000 metros e 3.000 metros. O problema é que, além desta enorme faixa de água, atingir os depósitos de petróleo e gás do pré-sal demanda perfurações de até 5.000 metros de solo. A tecnologia já existente permite a exploração comercial de poços nessas condições, mas é preciso investir no desenvolvimento de novas soluções para que os custos de extração sejam reduzidos e, por conseguinte, a capitalização dos poços venha a ser potencializada.

Este é um dos grandes desafios que o país tem à frente: desenvolver tecnologias que garantam retorno adequado na relação entre a produção e a comercialização do petróleo e gás do pré-sal. Para que isso ocorra, é preciso, acima de tudo, dispor de capital humano qualificado nos mais variados segmentos para dar sustentação a todo o processo, que foi iniciado com a descoberta das reservas e que exigirá, a partir de agora, pesquisadores, técnicos e gestores capacitados em quantidade suficiente para desenvolver as soluções exigidas; construir e ampliar infraestruturas; operar equipamentos; e gerenciar os processos de extração, armazenamento, distribuição e comercialização.

Além da exploração específica da região do pré-sal (que demandará investimentos estimados em mais de US$ 200 bilhões ao longo dos próximos anos, segundo especialistas) e do segmento produtivo de petróleo e gás (que inclui prospecção, refinarias, distribuição, indústria petroquímica, etc.), inúmeros setores serão estimulados, como a indústria naval, a metalúrgica, a de construção civil, a prestação de serviços e todas as áreas que orbitam e terão contato direto ou indireto com esse fenômeno. Exemplo notável desse envolvimento multissetorial é o mercado imobiliário, que já vem sendo aquecido nas cidades litorâneas próximas às regiões da área de exploração do pré-sal.

Para se ter uma idéia da demanda enorme que haverá por profissionais qualificados, somente a Petrobras deve contratar mais de 200 mil pessoas até 2013 para atender às necessidades do projeto do pré-sal.

Os reflexos dessa demanda serão percebidos também no setor de Educação. Algumas instituições de ensino superior já estão a criar novos cursos nas áreas de Engenharia e Química para atender mais especificamente o segmento petrolífero. Mas vale lembrar que o mercado exigirá ainda profissionais de nível técnico, administradores e gestores para dar suporte ao crescimento geral esperado.

Às empresas que direta ou indiretamente se beneficiarão da exploração do pré-sal cabe planejar seu crescimento e investir desde já na organização ou na contratação de estruturas destinadas a oferecer capacitação a seus colaboradores, para que todos estejam preparados no momento em que a demanda de fato se concretizar. As entidades de ensino também precisam avaliar a procura atual e futura de formação para as atividades específicas do setor de petróleo e gás e para as atividades assessórias, se preparando para atender à crescente demanda. Aos profissionais e estudantes que pretendem “surfar a onda” do pré-sal, capacitação, qualificação e especialização são as palavras-chave para o breve futuro, quando se espera um mercado ávido por um volume enorme de profissionais. No entanto, se iludem aqueles que pensam poder entrar neste mercado sem ter as credenciais exigidas pelas empresas. Em um mundo globalizado como o nosso, a importação de mão de obra, em especial aquela altamente especializada, é um dos fatores que será, sem dúvida, ponderado pelos contratantes na hora de formar suas equipes.

*Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, responsável pela área de training no Brasil.

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Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) a superação da crise, em relação aos empregos na indústria, só voltará ao patamar pré-crise em 2012. A expectativa da entidade é de expansão de 3,4% no emprego no setor industrial de São Paulo neste ano, com a geração de 85.000 postos de trabalho. Porém, para retornar ao patamar de setembro de 2008 ainda seria necessário criar cerca de 10.000 a 15.000 vagas.

Segundo a FIESP o desempenho da indústria paulista para este ano estará ligado à variação do câmbio pois, se o dólar continuar caindo, os negócios serão afetados, da mesma forma que, se houve uma valorização da moeda americana, o setor será beneficiado. A questão é que com o dólar barato há incentivo das importações, que resulta na diminuição da atratividade dos produtos brasileiros no exterior.

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Segundo Cledorvino Bellini, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) as vendas de máquinas agrícolas no mercado interno não têm previsão de crescimento este ano em comparação com 2010. Porém, esta situação pode ser considerado um resultado positivo. “O ano de 2010 já foi um ano muito robusto, o melhor deste 1976 para o setor. Já é muito bom manter o nível de 2010.”

No ano passado, as vendas de máquinas agrícolas cresceram 23,8% na comparação a 2009. Foram comercializadas 68,5 mil unidades. O crescimento das vendas de máquinas nacionais foi de 26,1% na comparação com 2009. Já as vendas de máquinas importadas recuaram 49,5%.

O resultado de 2009 ficou acima das expectativas por conta do encerramento do programa de incentivo PSI-Finame do BNDES, fato que não se concretizou. Por isso, explicou Milton Rego, diretor da entidade ao jornal DCI, as vendas foram mais elevadas e não houve o recuo natural do setor que ocorre entre outubro a fevereiro.

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A Isar é distribuidora oficial no estado de São Paulo do isolante térmico Foamular XPS, feito de poliestireno extrudado, e fabricado pela empresa Owens Corning. O produto tem garantia de 20 anos e segue a especificação da norma ASTM C578-08, garantindo o bom desempenho – alta resistência térmica estável à compressão e à flexão, auto-extinguível e hidrofóbico.

Este tipo de isolante é composto pelo XPS (poliestireno extrudado), com estrutura de células 100% fechadas e paredes homogeneamente interligadas, o que significa alta resistência à umidade, vapor e compressão, conforto térmico e economia de energia, melhor relação custo por resistência térmica, proteção à impermeabilização contra oscilação térmica e intempéries, segurança por ser auto- extinguível por não propaga chamas, possibilita a redução de concreto, pode ser aplicado mesmo depois da construção já pronta e não prejudica o meio ambiente, entre outras vantagens em suas aplicações.

A Isar fornece produtos e serviços em isolamento térmico e acústico, sistemas pré-moldados, funilaria e manutenção industrial, atenuadores de ruídos, cabines e portas acústicas.

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CNI faz a proposta ao governo Dilma com o intuito de controlar a inflação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) faz a proposta de corte de R$ 40 bilhões no orçamento da União para este ano de 2011, aprovada pelo Congresso Nacional, como decisiva para o governo controlar a inflação sem precisar elevar a taxa de juros no médio prazo.

Conforme dados da Instituição, o Congresso elevou receitas e despesas em R$ 25,5 bilhões sobre a proposta original do governo, em parte porque superestimou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

Segundo a CNI, “depois da política de expansão fiscal necessária para combater os efeitos da crise internacional, o momento é de reduzir o ritmo de crescimento dos gastos públicos para adequá-los ao crescimento da economia”.

A CNI defende que sejam poupados da redução de gastos 28 projetos e programas, nas áreas de logística de transporte, energia, infraestrutura social e urbana e de política industrial, pois considera tais empreendimentos fundamentais “para a garantia da competitividade futura da indústria”.

Em política industrial, a sugestão é que fiquem livres dos cortes, entre outros programas, o estímulo às empresas de base tecnológica, que estabelece recursos de R$ 77,8 milhões, e o fomento à pesquisa e inovação tecnológica, com R$ 120 milhões.

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Victor Penitente Trevizan*

Passados mais de 90 dias da publicação da Lei Federal n°. 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, foi publicado, em 23 de dezembro de 2010, o Decreto Federal nº. 7.404/2010, que regulamentou a referida Lei por meio da instituição de normas cuja finalidade é viabilizar a aplicabilidade de seus instrumentos.

Vale destacar que o recente decreto, além de regulamentar a lei, criou o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, tendo, ambos, o propósito de apoiar a estruturação e implementação da lei mediante a articulação dos órgãos e entidades governamentais. O Comitê Orientador tem o objetivo de “estabelecer a orientação estratégica da implementação de sistemas de logística reversa”, definindo prioridades e cronogramas, além de avaliar e aprovar estudos, diretrizes, necessidades e medidas.

Segundo o artigo 5º do decreto, a responsabilidade pela eficácia da Política Nacional dos Resíduos Sólidos recai sobre todos os integrantes da cadeia que proporcionam ou ajudam na geração dos resíduos. Ou seja, além da responsabilidade atrelada às pessoas físicas e jurídicas ligadas à fabricação, importação, distribuição, comercialização, limpeza e/ou manejo, o referido decreto, específica e corretamente, mantém a determinação contida na Lei n°. 12.305/10 e impõe, aos próprios consumidores, desde que estabelecido o sistema de coleta seletiva ou sistema de logística reversa no respectivo município, a responsabilidade pelo correto e diferenciado acondicionamento dos resíduos sólidos gerados, disponibilizando os reutilizáveis e recicláveis de forma ordenada para coleta ou devolução.

Cumpre esclarecer que a coleta seletiva é a segregação prévia dos resíduos sólidos conforme a constituição ou composição, que deverá ser implantada pelo titular do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. A coleta seletiva fixa, no mínimo, a separação de resíduos secos e úmidos de forma progressiva, que será estendida à separação dos resíduos secos em suas parcelas específicas, cujas metas serão indicadas em cada um dos planos.

Já a logística reversa, como define o artigo 13 do decreto federal, “é o instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

De fato, não é de se estranhar que uma das grandes preocupações do setor empresarial trazida pela lei tenha sido a  logística reversa. Isso porque, em que pese sua inquestionável importância ambiental, não são efetivamente conhecidos os custos de implementação deste procedimento por ele ser consideravelmente recente. Tampouco é conhecida a magnitude das providências a serem adotadas para seu efetivo cumprimento.

Assim, o Decreto Federal n° 7.404/2010, proporcionando maior clareza ao procedimento em referência e cumprindo sua incumbência constitucional para fiel execução da lei, indicou os instrumentos para implementação e operacionalização da logística reversa. São eles os acordos setoriais, os regulamentos expedidos pelo Poder Público e os termos de compromisso, devendo, todos, ser previamente avaliados pelo Comitê Orientador.

Os acordos setoriais são definidos como os “atos de natureza contratual, firmados entre o Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, visando a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto”, que deverão ser precedidos de editais de chamamento caso iniciados pelo Poder Público. Ou, se provocados pelos fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, deverão ser “precedidos da apresentação de proposta formal pelos interessados ao Ministério do Meio Ambiente”.

Já os instrumentos chamados pelo decreto de “regulamentos expedidos pelo Poder Público”, significam, segundo o artigo 30, que a logística reversa poderá ser instituída por regulamento e de forma direta. Basta, para tanto, a expedição de decreto pelo Poder Executivo, cuja viabilidade técnica e econômica deverá ser previamente avaliada pelo Comitê Orientador.

O terceiro e último instrumento para a implantação da logística reversa previsto no decreto são os “termos de compromisso”, que, como o próprio nome diz, buscam vincular quem os assina à instituição da logística reversa.

O decreto abrange, ainda, as diretrizes para gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos, a possibilidade de participação dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis nos procedimentos de coleta, a previsão dos planos nacional, estaduais, regionais e municipais para a gestão dos resíduos. Isso entre outros procedimentos e providências interligados ao tema, além de indicar hipóteses de dispensa ou minimização do plano de gerenciamento de resíduos sólidos quando se tratar de microempresa ou empresa de pequeno porte.

Com estas e outras consideráveis determinações, o Decreto Federal n°. 7.404/10 confere aplicabilidade à Lei Federal n°. 12.305/10. E, assim, busca implementar procedimentos e providências que garantam maior equilíbrio ao meio ambiente e diminuam o impacto sofrido em decorrência do imensurável volume de resíduos sólidos gerados por uma sociedade cada vez mais dependente de bens industrializados.

* Victor Penitente Trevizan é advogado de Direito Ambiental do Peixoto e Cury Advogados victor.trevizan@peixotoecury.com.br

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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