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O Banco Central brasileiro anunciou medida para conter a desvalorização do dólar na última semana, ação esta que foi considerada positiva, porém insuficiente para a indústria recuperar a competitividade perdida com a valorização do real diante da moeda norte-americana, segundo visão do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

O presidente da CNI acredita que o depósito compulsório para os bancos que apostam na valorização do real atestam que o Banco Central está atento à questão do câmbio. Ele explicou que a decisão reduzirá o impacto de eventuais aumentos dos juros para controlar a inflação no mercado de câmbio. “Sem a medida anunciada hoje, as operações de arbitragem pressionariam a moeda brasileira com o aumento do diferencial entre os juros no Brasil e no exterior”, afirmou o presidente da CNI.

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Por Nara Faria

De acordo com os últimos dados da Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg), divulgados em outubro de 2010, o mercado de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) movimentou R$ 1,5 bilhão em 2009. Apesar de os dados de 2010 ainda não terem sido divulgados pela associação, a expectativa de crescimento fica em torno de 10%.

Para o diretor-executivo da associação, Raul Casanova, a taxa de crescimento deve-se a conscientização das empresas e a cobrança por meio de normas técnicas, entre elas a última versão na norma de Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade (NR-10) e a norma de Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde (NR-32). “O aumento de trabalhadores com carteira assinada também influencia na taxa de crescimento do setor”, completa Casanova.

Além disso, a redução dos altos custos dos acidentes de trabalho também motiva o crescimento do setor. Para se ter uma ideia, o Brasil investe por ano em prevenção de acidentes e doenças do trabalho mais que R$ 15 bilhões (incluindo CIPAs, treinamento, EPIs, EPCs, profissionais da prevenção, etc).

Participação no mercado

Tecnicamente, os EPIs são divididos em nove grupos: calçados de segurança, que representaram 36% deste mercado em 2009; equipamentos contra quedas, com participação de 26%, vestimentas de proteção, 20%, proteção respiratória, 7%, proteção auditiva, 1,5%, proteção dos olhos de face, 3,5%, capacetes de segurança, 1,2%, cremes de proteção, 1%, e os demais equipamentos representam 1% da movimentação deste mercado.

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Os rumos da indústria no Brasil

Por Nara Faria

A indústria brasileira sentiu os efeitos da crise internacional em 2009. Logo em seguida, percebeu a alavancagem causada pelo período de recuperação pós-crise, período que, de acordo com os dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), resultou no aumento no faturamento na indústria em 11,9% nos sete primeiros meses deste ano, se comparado com o mesmo período de 2009.
Após a fase de recuperação, chegou o momento em que o país terá de encontrar o equilíbrio econômico para dar continuidade ao desenvolvimento. Para isso, o setor espera por medidas de incentivo, como a redução de impostos, taxas, controle cambial, incentivos à instalação de novas indústrias e à exportação, fatores que interferem no desenvolvimento do setor no país.

Para dar a sua opinião sobre os caminhos da indústria diante deste cenário, a Revista P&S entrevistou com exclusividade o analista de Políticas e Indústria, da Unidade de Política Econômica (PEC) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo de Ávila. O especialista faz uma análise dos recentes dados e dá um panorama da atual situação econômica do país e das estratégias para os próximos anos.

De acordo com dados publicados pela CNI, o faturamento da indústria iniciou o segundo semestre em alta, com um crescimento de 3,6% de junho para julho e avançou 11,4% nos sete primeiros meses deste ano contra igual período de 2009. Como você avalia esses dados?

Tivemos um primeiro trimestre de intensa atividade, por conta de medidas anticrise, como as desonerações tributárias. O mês de março – último mês de vigência da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) – foi, de fato, um mês além do normal em termos de produção e vendas na indústria, justamente pela antecipação de consumo. Após o mês de março, a atividade industrial perdeu ritmo e acredito que a indústria voltará a crescer, mesmo que em ritmo inferior ao registrado no primeiro trimestre do ano.

Mesmo com a retomada da produção, a utilização da capacidade instalada recuou pelo terceiro mês consecutivo. Você poderia explicar esse fato? Como o cenário deverá ficar para os próximos meses?

Logo após a forte queda da produção industrial no final de 2008, os investimentos começaram a retomar o crescimento. Esse movimento se deu de forma rápida e contínua: a produção de bens de capital, setor que oferta bens para fins de investimento, cresceu de abril de 2009 a maio de 2010 de forma ininterrupta. Assim, no segundo trimestre de 2010, mesmo com a acomodação da atividade industrial, os investimento cresceram 26,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Essa foi a maior taxa de expansão em 14 anos. Parte desses investimentos está maturando, o que amplia a capacidade produtiva da indústria. Nesse sentido, acredito que a utilização da capacidade instalada deverá flutuar entre 82% e 83% nos próximos meses, o que não resulta em descompasso entre demanda e oferta de produtos industriais.

Os setores que se destacaram pelo maior ritmo de crescimento em julho foram o de veículos automotores, material eletrônico e de comunicação, máquinas e materiais elétricos, máquinas e equipamentos, produtos de metal e química, outros equipamentos de transporte e minerais não-metálicos, o que demonstra um aumento não somente de bens intermediários, mas também de bens duráveis. Em sua opinião, essa constatação é positiva para ambos os setores?

A recuperação da atividade industrial ocorre de forma diferenciada de setor para setor. Os setores que ofertam bens duráveis foram os que sentiram primeiro – e de forma mais intensa – a crise internacional, justamente pela falta de crédito. Assim, quando olhamos os números de 2010, as taxas de crescimento de dois dígitos desses setores podem impressionar, mas ocorrem também por se darem em uma base de comparação muito baixa, pois a queda da atividade nesses setores também foi mais intensa no final de 2008. Os setores que ofertam bens intermediários estão se recuperando bem na esteira dos setores de bens duráveis, ou de construção civil, no caso de minerais não-metálicos. Acredito que entre o terceiro e quarto trimestres desse ano, a recuperação setorial estará mais homogênea e já superando o patamar pré-crise, ou seja, setembro de 2008.

Quer conferir a entrevista completa? Acesse a edição online da Revista P&S edição 430 pelo site: www.ps.com.br ou solicite um PDF pelo e-mail nara.faria@banas.com.br

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A associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) manifestou medidas que espera serem priorizadas no primeiro semestre do governo Dilma Roussef. Entre elas está a desoneração total dos investimentos, a redução da taxa Selic e, principalmente, a desvalorização do Real frente ao dólar. A Abimaq manifestou durante o ano de 2010 o seu receio com o processo de desindustrialização que vem ocorrendo no Brasil, agravado pelo câmbio valorizado.

“A carga tributária sobre o investimento no Brasil é de 35% enquanto o capital especulativo é premiado com a maior taxa de juros do mundo”, enfatiza o presidente da Abimaq Luiz Aubert Neto.

O segmento de máquinas e equipamentos é um dos mais expostos à concorrência chinesa. Entre os segmentos que também estão passando por elevação no nível das importações, como os da área têxtil, de calçados e autopeças, o de bens de capital é o que tem registrado os maiores níveis de importações.

Segundo a Abimaq, a participação dos importados no total do mercado interno, que representava fatia de 15,7% em 2009, deverá atingir participação de 20% neste ano, alta de 4,3 pontos percentuais.

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Fabricante de cilindros hidráulicos e guindastes, a Hyva do Brasil, subsidiária sul-americana do grupo holandês Hyva, anuncia inauguração de uma filial na capital paulista para atuar na venda e distribuição de cilindros e guindastes. O objetivo é atender a região Sudeste com produtos a pronta entrega.

A Hyva do Brasil encerra 2010 com faturamento de R$ 137 milhões. O resultado é 86% superior a 2009 e 3% superior a 2008. O diretor-geral da empresa, Rogério De Antoni, destaca que em 2010 houve uma recuperação da exportação que voltou a representar 30% do faturamento contra os 22% em 2009.

Ressalta-se que já no primeiro trimestre de 2011, a empresa vai produzir cilindros para o mercado chinês na sua sede em Caxias do Sul (RS), visando suprir a demanda além da capacidade da subsidiária da Hyva na China.

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Valor já é 38% maior que os R$ 13 bilhões destinados ao Bolsa-Família em 2009

Segundo cálculo feito pelo pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida, contribuintes brasileiros vão gastar quase R$ 21 bilhões ao ano com os subsídios embutidos nos empréstimos do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Este valor já é 38% maior que os R$ 13 bilhões destinados ao Bolsa-Família em 2009.

Dados do Banco Central mostram que o BNDES recebeu R$ 236 bilhões em repasses do Tesouro entre 2008 e 2010 para combater a crise e financiar os investimentos. Somados aos R$ 60 bilhões que podem ser repassados em 2011 (o valor ainda não foi divulgado, mas fontes informam que esse é o montante solicitado pelo banco), os recursos chegariam a R$ 296 bilhões.

Esses empréstimos embutem um subsídio para as operações do BNDES, porque o Tesouro consegue esse dinheiro no mercado pagando juros entre 10,75% (Selic) e 12,5% (NTN-F, título prefixado de longo prazo), mas empresta ao BNDES cobrando 6% (TJLP, taxa de juro de longo prazo). O diferencial entre os juros são os subsídios.

O levantamento feito pelo economista do Ipea mostra que os subsídios variam entre R$ 11,6 bilhões (se o dinheiro for captado pelo Tesouro pagando Selic) e R$ 15,9 bilhões (se o Tesouro emitir título de longo prazo). Também foi incluído no cálculo os R$ 5 bilhões de custo do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia a compra de máquinas. Portanto, os subsídios totais variam entre R$ 16,6 bilhões e R$ 20,8 bilhões.

Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, os benefícios são mais facilmente mensuráveis porque estão concentrados no curto prazo, enquanto os custos incidem ao longo dos anos e não houve consenso sobre a convergência entre TJLP e Selic.

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Durante a crise financeira internacional, em 2009, o Governo Federal optou por criar uma linha de crédito que permitisse o financiamento de bens de capital com taxas atrativas e com longos prazos para quitação da dívida, com intuito de estimular o desenvolvimento econômico, observado no pré-crise. É neste cenário que nasce o Programa de Sustentação do Investimento (Finame/PSI), permitindo que o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) aumentasse seu apoio às micro, pequenas e médias empresas e ampliasse sua abrangência de empréstimos. Previsto para terminar em dezembro de 2010, por solicitação do mercado, o Programa foi prorrogado para março de 2011.

Conforme avaliação em 2009 da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) o PSI foi  interpretado como positivo para o setor industrial, já que dados revelaram que suas vendas passaram de 28,9% em 2008 para 52,2% em 2010. Graças ao PSI, a Abimaq confirma crescimento da Indústria de Máquinas. Durante os primeiros oito meses de 2010 este setor atingiu R$ 70 bilhões, 14% superior ao mesmo período de 2009.

O Chefe de Departamento da área de operações indiretas do BNDES, Edson Moret, em entrevista para a Revista P&S, publicação mensal da Editora Banas, explica que esse Programa veio principalmente para beneficiar a indústria nacional de máquinas e equipamentos, com financiamentos facilitados.

“De janeiro a novembro este desembolso para financiamento de bens de capital foi de R$21,2 bilhões e passou para R$47,5 bilhões neste mesmo período de 2010. É um indicador de que o PSI veio contribuir para o empresariado nacional superar a crise”, salienta o executivo quanto ao surgimento da necessidade deste Programa.

Segundo Moret, o setor que mais procura por financiamento desde então é o de transporte (ônibus e caminhão), por ser um segmento de extrema importância na economia e também pela necessidade constante de renovação da frota. O volume total de movimentação do PSI atual é de R$ 122 bilhões por ano.

A entrevista na íntegra com Chefe de Departamento da área de operações indiretas do BNDES, Edson Moret, você confere na próxima edição da Revista P&S.

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Petrobras assina primeiros contratos de afretamento de navios do Programa Empresas Brasileiras de Navegação

A Petrobras assinou nesta sexta-feira (17/12), em Niterói (RJ), com a empresa Delima, contratos para afretamento dos dois primeiros navios da segunda fase do Programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN2). Esses dois navios, de 18.000 toneladas de porte bruto (TPB), para transporte de produtos escuros de petróleo, deverão ser entregues até dezembro de 2017 e gerar cerca de 400 empregos diretos durante as obras. Outros 100 marítimos deverão trabalhar na operação da embarcação.

A assinatura foi realizada durante visita do diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, do gerente executivo de Logística do Abastecimento, Eduardo Autran, e equipe da Gerência de Transporte Marítimo ao estaleiro Renave/Enave, onde está sendo construído um dos três navios para transporte de bunker (combustível para navios), de 2.500 toneladas de porte bruto (TPB), contratados no ano passado, na primeira fase do Programa EBN1.

A previsão de entrega deste navio que está em obras é dezembro de 2014, mas o diretor geral do estaleiro Renave/Enave, Paulo Fernandes Rebelo, estima antecipação para o primeiro semestre de 2012. Os outros dois navios deverão ser entregues até dezembro de 2013. Rebelo destacou que essas contratações levaram o estaleiro a um salto de qualidade, devido aos investimentos aplicados em adequações para atender aos contratos.

“Fiquei surpreso positivamente, pois não esperava encontrar as obras em estado tão adiantado”, disse o diretor Paulo Roberto após a visita.

Já o diretor da Delima, José Rebelo III, destacou a importância da parceria com a Petrobras. “Nossa empresa está se expandindo graças aos contratos com a Petrobras”, disse. “Ao todo, são nove contratos já celebrados entre as duas empresas.”

Programa EBN

Parte integrante de um conjunto de iniciativas da Petrobras para estimular a construção naval no Brasil, o Programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN) tem como objetivo reduzir a dependência do mercado externo de fretes marítimos e gerar empregos, tendo como referência parâmetros internacionais de custo e qualidade. O programa trata da construção de navios por Empresas Brasileiras de Navegação, em estaleiros estabelecidos no País.

De acordo com o diretor Paulo Roberto Costa, essa iniciativa veio restaurar a Indústria Brasileira de Navegação, gerando desenvolvimento, conhecimentos e riqueza para o Brasil.

EBN I

Na primeira fase do Programa (EBN I), foram assinados contratos com seis empresas para a construção de 19 navios. Dentre as embarcações contratadas, estão navios para bunker, produtos claros, produtos escuros e gaseiros. A previsão de entrega dos navios é entre 2012 e 2014. A geração de empregos é estimada em cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos, durante a construção, e 900 empregos permanentes ao longo da vida útil dos navios.

EBN II

A proposta da segunda fase do Programa (EBN2) foi aprovada ontem (16/12) pela Diretoria da Petrobras. Já foram apresentadas 14 propostas, das quais duas tiveram os contratos assinados hoje. Outras seis estão em negociação. “Minha expectativa é assinar todos os contratos ainda este ano”, afirmou Paulo Roberto.

Dentre as embarcações a serem contratadas estão: navios para produtos claros, produtos escuros e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). A previsão de entrega desses navios é entre 2013 e 2017.

Fonte Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional

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Neste ano que se encerra, a indústria eletroeletrônica viveu um grande paradoxo. Apesar do ambiente de grandes dificuldades, as empresas do setor demonstraram competência e capacidade para atender às demandas do mercado, fechando o ano, a maioria delas, com desempenho positivo.

Com as indústrias limitadas, basicamente, ao mercado interno, o nosso setor está encerrando 2010 com crescimento de 11% em seu faturamento. Entretanto, este índice favorável não pode mascarar alguns pontos extremamente relevantes.

O primeiro deles é a base fraca de comparação, visto que, em 2009, o setor sofreu uma forte retração por conta da crise internacional. No entanto, quando confrontado com 2008, o crescimento deste ano não chega a 1%.

Outro ponto relevante a se destacar é o déficit negativo recorde registrado, de US$ 27,5 bilhões, resultado de importações de US$ 35,3 bilhões e exportações de US$ 7,8 bilhões. O lamentável é que 21,5% dessas importações são constituídas por produtos acabados e não apenas por insumos, como ocorria até recentemente.

Isso nos leva a um terceiro ponto, o mais preocupante deles: o processo de desindustrialização por que passam segmentos da nossa indústria. Como tenho insistido, há mais de três anos, a questão cambial, que agora mobiliza o mundo inteiro, está corroendo as nossas cadeias produtivas e, por consequência, a nossa capacidade de competir, tanto no mercado externo como no interno.

Contudo, a confiança no país, daqueles que investem em produção e geram empregos, permanece inabalada. Temos pela frente uma série de oportunidades, que, se forem bem planejadas, poderão se transformar numa efetiva alavanca para impulsionar a indústria instalada no país ao patamar de importância que sempre ocupou.

Exemplo destas oportunidades, são os investimentos superiores a US$ 40 bilhões que a Petrobras fará, até 2014, em projetos de exploração de petróleo e gás. Estes investimentos poderão servir para o aumento da participação do conteúdo local nos fornecimentos para a estatal, uma reivindicação da Abinee. Nosso apelo é que esse extraordinário valor contemple todos os elos da cadeia de petróleo e gás, onde estão incluídos os produtos eletroeletrônicos.

Também surgem como real possibilidade, os grandes eventos esportivos que se realizarão no Brasil nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Neste sentido, temos que exigir, desde já, dos Comitês organizadores um planejamento dos investimentos e projetos para que as obras não se atrasem, limitando a capacidade de fornecimento das nossas empresas, e que, na última hora, reste somente a possibilidade da importação. Tenho absoluta certeza de que, se houver verdadeiramente vontade de priorizar a produção e mão de obra locais, a nossa indústria estará apta para atender às demandas.

Independentemente de se preparar para receber estes e outros grandes eventos, o Brasil precisa investir pesadamente para resolver um de seus maiores e antigos gargalos: a infraestrutura deficiente. Este desafio tem que ser encarado no seu mais amplo espectro, não se limitando, simplesmente, à questão dos ineficientes portos, aeroportos e rodovias, mas, também, cuidando da infraestrutura energética e de comunicação. Nestes dois casos, não podemos correr o risco de apagões.

Neste contexto, uma questão precisa ser resolvida: o gasto público. O governo precisa gastar menos e gastar bem, ou seja canalizar seus investimentos em obras realmente necessárias.

A carência é grande, mas o futuro é promissor. Desta forma, os desafios precisam ser vencidos. Ao lado das sempre necessárias reformas estruturais – tributária, política, trabalhista -, no topo dos obstáculos, e o mais urgente a ser superado, está o binômio câmbio e juros.

Neste caso, o Brasil parece reagir como o primo rico da economia mundial, e não como um país emergente que é. As nações mais prósperas da Ásia e da América não se fazem de rogadas e se jogam com tudo na guerra cambial. Desvalorizam suas moedas, reduzem a quase zero as suas taxas de juros, protegem as suas indústrias e os empregos por elas gerados. Enquanto isso, no Brasil, prevalece o fundamentalismo de mercado. Alguns teóricos e gestores acreditam que o mercado acabará encontrando naturalmente o equilíbrio da taxa de câmbio. Enquanto esse equilíbrio não vem, a desindustrialização avança. A recente notícia de que setores do governo, finalmente, passaram a admitir este fato, é uma oportunidade para que medidas, como as que a Abinee apresentou a representantes do poder público, sejam adotadas para minimizar a perda de competitividade da indústria brasileira.

Os primeiros movimentos, vindos de Brasília, envolvendo os futuros integrantes do governo da presidente Dilma Rousseff, indicam que há disposição para fazer o que precisa ser feito em relação ao câmbio e aos juros. Cresce o entendimento de que a taxa cambial só tenderá a convergir para níveis satisfatórios quando os juros domésticos estiverem no mesmo patamar dos internacionais.

Como sempre ocorre, toda mudança de governo renova as nossas esperanças de que o Brasil possa vencer os obstáculos e seguir o caminho do crescimento sustentado. É claro que estes desafios são grandes, mas precisamos encará-los. Portanto, mãos à obra!

(*)Humberto Barbato, presidente da ABINEE.

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A reunião de líderes da União Europeia debaterá entre hoje e amanhã sobre a crise na Europa, os principais mercados acionários da região que contabilizam ganhos.

Em Londres, o FTSE 100 registrava hoje alta de 0,25%, aos 5.897,04 pontos, apesar da queda de quase 2% nas ações da petrolífera BP. Os papéis da companhia reagem à notícia de que o governo americano abriu um processo judicial contra a empresa por conseqüência do vazamento de petróleo no Golfo do México no início deste ano.

Na ponta oposta, as ações do banco Lloyds subiam 1,23%, acompanhadas pelas da Anglo American, com valorização de 0,73%.

Em Frankfurt, o índice DAX avança 0,13%, para 7.025,48 pontos, puxado pelas ações das montadoras Daimler e BMW, que subiam 0,59% e 0,54%, respectivamente. Já os papéis da Volkswagen seguiam em direção contrária, caindo 0,75%.

Na bolsa de Paris, a alta de 2,12% nas ações do Carrefour impulsionava o avanço de 0,23% no índice CAC 40, que marcava 3.889,24 pontos. Enquanto isso na Espanha, o Ibex 35, da bolsa de Madri, oscilava entre leves altas e baixas, marcando há pouco 10.010,50 pontos, com variação positiva de 0,01%.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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