O Brasil é considerado o 7º maior produtor mundial de fundidos e lidera a criação da Associação Latino Americana de Fundição (Alaif). A iniciativa é comandada por Devanir Brichesi, presidente da Associação Brasileira de Fundição (Abifa).
O início dos trabalhos da Alaif foi formalizado em setembro deste ano, com a participação de um representante das fundições argentinas, Ricardo Velasquez, e de um representante mexicano, Vicente Berlanga, no jantar em comemoração aos 40 anos da entidade brasileira, realizado durante a Feira Latino Americana de Fundição (Fenaf 2009).
Segundo a Alaif, o setor de fundição faturou no Brasil cerca de US$ 11 bilhões em 2008, com produção de 3,35 milhões de toneladas, desempenho 3% superior que o volume produzido em 2007. Com cerca de 1.400 empresas, que geram 57 mil empregos, o mercado brasileiro de fundição exportou 614,5 mil toneladas para todo o mundo, em 2008, principalmente para os Estados Unidos e Europa, com faturamento de US$ 1,49 bilhão.
A nova associação permitirá a elaboração de novas normas, bem como sua adaptação para atender demandas provenientes dos três países inicialmente envolvidos, sem que haja predação na concorrência entre os mercados. Além disso, a nova organização viabilizará a formação de um banco de dados que permitirá pesquisar setores de outros países.
A Diretoria Regional do Ciesp Campinas realiza Rodada de Negócios com cerca de 300 empresas da região. O evento deve movimentar até R$ 4 milhões em oportunidades às companhias participantes.
No modelo desenvolvido pelo Ciesp, empresas de pequeno e médio porte podem agendar reuniões com grandes compradoras. Os contatos com reais possibilidades de fechar negócio passam dos 90%, segundo pesquisas de satisfação da entidade.
Em reuniões programadas de 15 minutos, entre fornecedores e compradores, ou mesmo nos encaixes que acontecem durante o evento, os participantes estabelecem os primeiros contatos para futuras parcerias.
O formato foi inspirado na Feira Internacional de Córdoba (Fico), na Argentina, e deu os primeiros passos na regional do Ciesp Campinas, em 1993. Hoje, o modelo está consolidado em outras regiões paulistas: com uma pré-agenda, as empresas participantes montam sua pauta de reuniões para um único dia de contatos comerciais.
As companhias “âncoras”, indústrias compradoras de grande porte, são o principal atrativo do evento. Mas as mesas de negócios são combinadas de forma que todos os participantes conversem entre si.
Serviço
Rodada de Negócios Ciesp Campinas
Data: 15 de outubro, das 8h às 18h
Local: The Royal Palm Plaza – Casa de Campo, Campinas/SP
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou na quarta-feira sua mais recente pesquisa sobre o emprego na indústria de transformação. A notícia é boa. Os postos de trabalho tiveram crescimento em agosto, depois de 10 meses de quedas consecutivas, o que demonstra o fortalecimento da recuperação da atividade no setor, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais
Em nota, a entidade comenta que além do emprego, o faturamento real e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) tiveram crescimento em agosto ante julho. Na avaliação da CNI, o aumento de 1,1% do nível de emprego em agosto ante julho (0,7% no dessazonalizado, ou seja, livre de influências sazonais e de calendário) reforça a percepção de que o ajuste no mercado de trabalho industrial chegou ao fim. “Acreditamos que aquele movimento de demissões, que começou no fim do ano passado e perdurou por 10 meses, chegou ao fim. Ainda é cedo para dizer se teremos crescimento nos próximos meses ou uma estabilidade, mas queda não devemos mais ter”, analisou Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI.
O faturamento real cresceu pelo quarto mês consecutivo em agosto, 1,2% na comparação com julho. No dado dessazonalizado, o aumento foi de 1% ante julho. “A sequência de resultados favoráveis nos últimos meses, reforçada pelo crescimento do consumo das famílias, mostra que a indústria vem se recuperando mais fortemente”, disse Castelo Branco. De janeiro a agosto, o faturamento real cresceu 3%, fruto de crescimento em cinco dos oito meses do ano já captados pela pesquisa. A UCI cresceu de 79,9% em julho para 80,1% em agosto, segundo o índice dessazonalizado.
Apesar do crescimento, o segundo consecutivo, o indicador ainda está 2,6 pontos percentuais abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado, que fora de 82,7%. “Ainda há uma folga grande na UCI, ou seja, uma grande ociosidade. Mas já há setores em que a utilização é mais alta e com certeza as empresas que estão mais próximas do limite retomarão os projetos de investimentos”, previu Flávio Castelo Branco. As horas trabalhadas na produção tiveram uma queda de 1,3% em agosto na comparação com julho.
Pelo dado dessazonalizado, a queda foi de 0,2%. “Isso pode ser o fim do uso de horas extras, por exemplo, mas não temos como ter certeza. O que se pode afirmar é que devemos esperar ainda uma retomada das horas trabalhadas antes de ver uma recuperação consistente do emprego”, ressaltou Castelo Branco. A massa salarial real teve, em agosto, uma retração de 3,3% ante julho, segundo a pesquisa Indicadores Industriais. No ano, a queda é de 1,7%. “Esse indicador só deverá ter recuperação mais forte quando o emprego estiver em firme trajetória de alta”, disse o gerente-executivo de Política Econômica da CNI.
Se existe algo que diferencia uma empresa hoje em dia no mercado,
Modelos da Tennant equipados...
independentemente de qual segmento seja, é o nível de investimento que realiza nas mais variadas tecnologias e meios de produção em busca da sustentabilidade plena e eficiente, para si e para o outro. Mais do que modismo – levando em conta o quanto se fala no tema nestes tempos –, ser sustentável é, de fato, fazer valer a essência do termo: “manter ao longo do tempo”.
Essa é a preocupação da Tennant Company, fabricante mundial de soluções de limpeza de ambientes internos e externos e revestimentos de piso, que, seguindo o conceito de criar um mundo mais limpo e seguro, colocou no mercado a ec-H2O™, tecnologia de limpeza que ativa eletricamente a água da torneira para agir como um potente agente de limpeza sem uso de produtos químicos.
“A limpeza de pisos na indústria muitas vezes é esquecida ou pouco explorada. Por isso, é muito importante mostrar essa nova ferramenta ao mercado. Até porque se trata de algo superinovador e no qual a empresa está investindo bastante, principalmente por sua posição sustentável”, afirma Juliana Mazziero, responsável pelo marketing da Tennant no Brasil.
...com a tecnologia ec-H2O
Reconhecidamente inovadora – é o que atesta dois troféus faturados no ano passado: Prêmio Europeu de Negócios e Top 100 de Inovação –, a tecnologia ec-H2O oferece benefícios como economia de recursos (água, detergente e mão de obra), fácil utilização, aumento de segurança do operador, além de ser alternativa ambientalmente correta.
De acordo com a empresa, sua eficiência de limpeza é comprovadamente a mesma ou maior que os limpadores comuns, porém sem os impactos ao ambiental e à saúde associados à produção, embalagem, transporte, uso e descarte de químicos de limpeza tradicionais.
Introduzido em 2007 apenas nas lavadoras com operador a pé (T3, T5 e 5680), ao longo desse período o sistema ganhou tanta força e reconhecimento por parte do mercado, que hoje equipa diversos modelos Tennant.
E para entender tal sucesso, vamos ao funcionamento. Uma unidade especial instalada nas máquinas ativa a liberação de grande quantidade de energia que a molécula de água H2O possui. Dentro dessa unidade, dois passos transformam a água de torneira em potente solução de limpeza.
No primeiro estágio, a água passa por uma tela eletrificada na câmara de oxigenação, criando microbolhas. Em seguida, a água, já com maior quantidade de oxigênio, é conduzida para célula na qual uma corrente elétrica é aplicada e de onde já sai ativada, acidificada e alcalina com todos os atributos de um potente agente de limpeza.
Segundo a empresa, a água eletricamente ativada ataca a sujeira, quebrando-a em pequenas partículas e as retira da superfície do piso, facilitando o trabalho das escovas e discos, que removem a sujeira com mais eficiência. Aproximadamente 45 segundos depois de criada, a solução de limpeza retorna ao seu estado natural. O que sobra no tanque de recolhimento são somente água e sujeira. Nesse processo, a totalidade da água utilizada é revertida em água de torneira neutra, que pode ser manuseada e descartada com segurança.
Como benefício adicional, e deveras importante, está o fato de a tecnologia utilizar até 70% menos água que os métodos tradicionais de limpeza. Afinal, como nenhum produto químico é adicionado ao sistema, não existe a necessidade de enxágue, o piso não fica escorregadio por conta de resíduos e não há descarte de detergente no ambiente.
Desde 1870, a Tennant Company se dedica à “criação de um mundo mais limpo e seguro”, como consta em todo seu material de divulgação. Fabricante de equipamentos industriais e comerciais que abrangem lavadoras, varredeiras, soluções para carpetes, polidoras, enceradeiras, revestimentos, dentre outros, após adquirir a Alfa, a empresa expandiu sua oferta para o mercado, com assistência local em vendas, serviços, peças e consumíveis e atendimento ao cliente.
A Alfa possui unidade produtiva em Limeira, interior de São Paulo, e escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, PR.
Você acredita que a web pode ajudar seus colaboradores a promover novos negócios? Waldir Arevolo, consultor sênior da TGT Consult, acredita que sim e disseca no artigo “TI2: é hora de resolver a equação para ampliar os negócios” como otimizar o uso da rede na empresa. “Atualmente um dos meios mais eficientes de comunicação é a Web 2.0. As diversas redes sociais, os inúmeros blogs, os sites que surgem a cada dia, tem tornado esse ambiente mais dinâmico e atrativo”, exemplifica Arevolo.
Confira parte do artigo:
Como criar filtros de comunicação para monitorar e capturar informações realmente relevantes, confiáveis, e de qualidade para suportar as decisões de negócios? E mais, como organizar esse conteúdo e convertê-lo em valor quantificável para o business? Vale lembrar que toda a informação da internet ainda deve ser somada ao conteúdo gerado pelos veículos tradicionais, tais como rádio, TV e jornais. Embora eles utilizem uma abordagem mais unidirecional de comunicação com seus públicos, já apresentam exemplos práticos de interação, confirmando a tendência para um relacionamento mais colaborativo que une a combinação e a utilização integrada dos meios de comunicação.
Um número crescente de companhias em todo o mundo está adotando modelos híbridos para aproximarem-se dos clientes, potenciais clientes, parceiros e fornecedores com o objetivo de intensificar o processo de conversão das informações originalmente desestruturadas em conhecimentos valiosos, serviços mais completos e produtos ainda mais alinhados as expectativas e variáveis competitivas do mercado.
Todo esse avanço levanta outra dúvida para as empresas em relação as redes sociais . Liberá-las para o uso dos colaboradores internos ou não? A resposta afirmativa é inevitável, tanto sob o ponto de vista tático quanto estratégico para os seus negócios: Os funcionários, melhor dizendo: reais colaboradores, fazem parte do seu “ecossistema de negócios” e como parte importante do seu capital social, devem ser motivados a aproximarem-se ainda mais dos clientes, entender melhor o mercado e saber o que se passa com seus competidores.
Com a Web 2.0 todos os seus colaboradores internos, independentemente de seus cargos e títulos, devem ser encarados como parte ativa de sua força de venda, de campanhas de marketing, de recrutamento de novos talentos e de seu centro de inovação. Do contrário, como as empresas ganharão credibilidade e interatividade com seus clientes, se os seus próprios colaboradores são colocados a margem dessas iniciativas?
O primeiro passo é conscientizar todos os funcionários que a empresa realmente quer tê-los como reais colaboradores e co-responsáveis pelo sucesso da empresa. Na prática Isso significa orienta-los e motiva-los para que utilizem seus conhecimentos e propaguem informações em benefício da própria empresa assim, conseqüentemente beneficiarem-se financeiramente e socialmente com a empresa na quais colaboram. Com essa transição cultural a nível corporativo, todos os colaboradores se sentem responsáveis pelos resultados e pela reputação da imagem da empresa no mercado, ou seja, além das tradicionais políticas e procedimentos para proteger a reputação da empresa, a “monitoração dinâmica e colaborativa” das informações e interações geradas interna e externamente solucionará rapidamente qualquer comportamento inapropriado de um de seus colaboradores ou de qualquer evento externo, pois todos eles sentem-se realmente envolvidos nas situações que podem beneficiá-los ou prejudicá-los através dos resultados e da reputação da empresa.
O segundo passo, utilizando os colaboradores internos e externos (clientes, parceiros e provedores) é gerar contextos realmente interativos nos quais todos os participantes consigam rapidamente encontrar a razão pela qual estão colaborando, a importância de interagem com a empresa e o que realmente estão ganhando com essa ação. Desta forma, será muito mais fácil e natural converter as informações e conhecimentos obtidos nesses relacionamentos em produtos melhores, serviços mais eficientes e negócios inovadores e rentáveis. Lembre-se também que interatividade e contexto andam juntos, e que no caso da geração e organização do capital social em benefício dos negócios da sua empresa o “I” de informação será muito mais relevante que o “T” de tecnologia.
As pequenas, médias e grandes empresas que atraírem rapidamente clientes para essa realidade mais dinâmica e construtiva para ambos os lados (colaboradores e negócios) serão aquelas que ganharão maior competitividade e manterão a concorrência cada vez mais distante do seu mercado. Cabe resolver a equação da (TI2) e uma sugestão: Atraia e retenha melhor o capital social de seu ecossistema proporcionando informação com interatividade, antes que alguém faça isso por você.
Está marcado para 10 de novembro próximo, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp, o II Fórum Econômico Brasil-Itália. Durante o evento acontecerão seminários, palestras e rodada de negócios. A Iniciativa do Instituto Italiano para o Comércio Exterior, ICE, em conjunto com os Ministérios Italianos do Desenvolvimento Econômico e das Relações Exteriores, com a Confederação Italiana das Indústrias, Cofindustria, e com a Associação de Bancos Italianos, ABI, tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico e reforçar o interesse da indústria italiana em fomentar negócios, parcerias e joint ventures no Brasil. A comitiva contará com a participação de mais de 400 empresários, entidades e representantes do governo da Itália.
As oportunidades de negócios abrangem as seguintes áreas da indústria:
– infraestrutura
– construção civil
– energia, ambiente
– bens de consumo
– agroindústria
– máquinas, equipamentos e componentes mecânicos
– indústria têxtil
– química e tecnologia
– diversos consórcios e associações de empresas multisetoriais e prestadores de serviço na área de gestão e internacionalização
Atenção!
As empresas brasileiras interessadas em conhecer e desenvolver novas parcerias de negócios com a Itália poderão se credenciar para a rodada de negócios através do site www.ice-sanpaolo.com.br/missao2009. A participação é gratuita e as vagas limitadas.
A partir da próxima segunda-feira, 5, São Paulo sedia por três dias a Feira de Corte e Conformação de Metais. Esse mercado movimenta cerca de US$ 1,36 bi por ano no Brasil.
Mesmo em ano de crise, 250 expositores levarão a mais alta tecnologia aos pavilhões verde e branco do Expo Center Norte.
Segundo os organizadores, o número de empresas cresceu 40% ante a última edição, realizada em 2007, período de fortes investimentos do setor industrial.
A exposição figura como quarta maior deste setor no mundo, perdendo apenas para a Euroblech, na Alemanha, a Fabtech, nos EUA e para a italiana Lamiera.
“A Corte e Conformação deve injetar ânimo nas companhias que já planejavam a compra de máquinas mas estavam aguardando a situação econômica se estabilizar”, analisa Thomas Lee, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei).
A Confederação Nacional da Indústria, CNI, reviu para cima a previsão de crescimento da economia brasileira em 2009. No Informe Conjuntura, divulgado na quarta-feira, 30 de setembro, a instituição prevê que o PIB deste ano empatará com o de 2008, ou seja, crescimento zero. A previsão anterior, feita em junho, era de retração de 0,4%.
O principal motivo para a melhora da previsão da CNI foi o desempenho do consumo das famílias, que cresceu 2,1% no segundo trimestre do ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, mais do que o previsto anteriormente. Segundo a instituição, o consumo das famílias no segundo trimestre já superou por completo os impactos da crise e atingiu patamar recorde quando considerado o índice dessazonalizado –sem os efeitos de calendário e sazonais.
O consumo interno é alimentado, na avaliação da CNI, pela maior concessão de crédito para pessoa física, pelo aumento da massa salarial – principalmente do setor público –, a política assistencialista do governo federal, que garantiu o consumo das famílias de baixa renda, e as desonerações tributárias, notadamente de IPI de bens duráveis. Para a CNI, o consumo das famílias crescerá 2,4% em 2009 ante 2008.
De acordo com o texto do Informe Conjuntural, a previsão da CNI para o crescimento econômico neste ano só não é melhor por conta dos investimentos, que não apresentaram reação. A formação bruta de capital fixo caiu 20,3% no acumulado do quarto trimestre do ano passado e no primeiro deste ano, tendo se estabilizado no segundo trimestre de 2009. “Mesmo com o crescimento da demanda, os investimentos ainda não se recuperaram”, diz o texto.
Para a CNI, “os bons resultados recentes não significam que a crise está superada”. O PIB industrial, mesmo tendo crescido no segundo trimestre ante o primeiro, ainda teve queda de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, a queda foi de 8,6% ante igual intervalo de 2008. Por isso, a previsão da CNI para o PIB industrial é de recuo de 4%. A projeção anterior, de junho, era de queda de 3,5%.
Emprego
Para a CNI, o ajuste no mercado de trabalho já foi feito e as vagas começam a ser reabertas. A previsão da instituição para a taxa de desemprego, em porcentagem da População Economicamente Ativa, PEA, saiu de 9% em junho para 8,1% na atual edição.
A CNI manteve a previsão da inflação medida pelo IPCA em 2009: 4,2%. A instituição avalia que a inflação está contida e, por isso, o Banco Central não tinha motivos para interromper a queda da taxa básica de juros, a Selic, que está em 8,75% ao ano. A CNI acredita que o BC não retomará os cortes da taxa nas próximas duas reuniões do Comitê de Política Monetária, Copom, deste ano e, portanto, a Selic terminará 2009 em 8,75% ao ano.
A CNI manteve a projeção das exportações em US$ 151,5 bilhões, mas diminui a previsão das importações, de US$ 130 bilhões na previsão de junho para US$ 123 bilhões na atual. Com isso, o saldo da balança comercial passa de US$ 21,5 bilhões para US$ 28,5 bilhões.
Recente pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), aponta que as empresas brasileiras do segmento de engenharia industrial, em especial do setor de óleo e gás, continuam a crescer e a gerar empregos, e vêem o ano de 2010 com muito otimismo.
De acordo com a associação, o panorama é resultado de uma enquete realizada entre as associadas da Abemi, que ouviu empresas atuantes em projetos, construção, montagem e fabricantes.
Segundo a enquete, 54,84% das empresas ouvidas estão contratando pessoal e registram aumento no número de profissionais de nível superior em seus quadros de funcionários.
Em relação à situação dos negócios, 50% das empresas pesquisadas informaram crescimento, 23,34% estão estáveis e 26,66% já sofrem alguma retração.
O indicador mais otimista foi a resposta sobre a possibilidade de crescimento no biênio 2009/2010: 77,42% das empresas consultadas responderam positivamente e acreditam que o período será de melhora nos negócios.
Para Carlos Maurício de Paula Barros, presidente da Abemi, o objetivo da pesquisa era verificar como andam os negócios da engenharia industrial no Brasil. “O resultado é coerente com certa paralisia nos segmentos industriais de mineração, siderurgia e papel e celulose, muito afetados pela crise mundial, e refletem, por outro lado, a continuidade de investimentos brasileiros nas áreas de óleo e gás”, analisa.
Confira um resumo das respostas:
Neste momento, em sua empresa, o número de profissionais de Profissionais tem sido mantido? Aumento 54,84%
Diminuição 16,13%
Estabilidade 29,03%
Seria possível dizer de quanto (em %) foi o crescimento ou retração?
Crescimento 51,61%
Retração 25,81%
Estabilidade 22,58%
Em sua opinião, há possibilidade de crescimento para os anos 2009/2010? Sim 77,42%
Não 22,58%
Material divulgado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Fecomercio, nesta sexta-feira, 25 de setembro, aponta que o Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia, ISE, voltou a crescer: alcançou 108,1 pontos, incremento de 10,1% sobre o realizado em agosto e de 9,5% perante o de igual mês de 2008. De julho para agosto houve queda de 6,8%. O ISE é calculado pela Fecomercio em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil.
“Além de ter voltado para o patamar de otimismo que já havíamos visto em julho, o índice deste mês superou o nível dos meses que antecederam a crise e mostra, junto com a confiança do consumidor, que o cenário negativo já passou”, analisa Guilherme Dietze, economista da Fecomercio.
Nove itens compõem o ISE, dos quais sete ficaram acima dos 100 pontos em setembro (a variação é comparada a agosto):
• Nível de Atividade Interna – PIB: 164,5 pontos (+1,2%)
• Cenário Internacional: 155,4 (-3,05%)
• Nível de Emprego: 123,8 (+ 7,5%)
• Oferta de Crédito ao Consumidor: 121,5 (+11,5%)
• Taxa de Câmbio: 105,5 (+6,13%)
• Salários Reais: 104 (+18,9%)
• Taxa de Inflação: 100,3 (+19,7%)
Os quatros últimos já estavam no patamar otimista no mês passado.
Os indicadores vêm mostrando sinais de recuperação rápida da economia e alguns setores até decretando o final da crise. Os destaques vão para: melhora no emprego e renda, comprovados pelo IBGE, recuperação mais acentuada nas concessões de crédito e arrefecimento nos preços gerais (IPCA), o que dá um maior poder de compra a população.
Além destes destaques, o Nível de Atividade Interna e o Cenário Internacional que já estavam com as avaliações mais otimistas do ISE ficaram praticamente estáveis em setembro. “A economia mundial não apresenta grandes mudanças e sinaliza para uma recuperação gradual lenta, principalmente em relação aos EUA, Europa e Japão. Já a atividade interna vem apresentando resultados cada vez melhores”, explica Dietze.
Como exemplo dessa melhoria estão as vendas no varejo no Brasil que, em julho, tiveram elevação de 5,9% e já acumulam no ano alta de 4,7%. Resultado este que seria difícil de imaginar no início do ano.
O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.
TATIANA GOMES
Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
NARA FARIA
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.