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*Por Nilson J. Guiselini

A cana no Brasil

Embora seja planta exótica, originária da Nova Guiné, no Oceano Índico, a cana-de-açúcar é um vegetal intimamente ligado à história brasileira, desde os primórdios da colonização portuguesa até os dias de hoje. Basta dizer que o Brasil é o principal produtor mundial de etanol e açúcar de cana.

O setor sucroalcooleiro tem uma importância grande na geração e movimentação da economia brasileira. Além da produção de alimentos (no período de renovação da lavoura) e combustível renovável, o setor tem uma capacidade instalada para geração de energia elétrica correspondente a “uma Itaipu”. O período de geração de energia elétrica é realizado quando os nossos reservatórios estão baixos, uma vez que a nossa matriz energética utiliza os recursos hídricos (hidroelétricas) para gerar grande parte na energia consumida.

Para manter essa estrutura em funcionamento é necessário lançar mão de técnicas que permitem garantir o funcionamento das instalações com o menor número de paradas provocadas por quebras ou interrupções emergenciais.

Historicamente, a cana-de-açúcar é um dos principais produtos agrícolas do Brasil, sendo cultivada desde a época da colonização. Do seu processo de industrialização obtém-se como produtos o açúcar nas suas mais variadas formas e tipos, o álcool (anidro e hidratado), o vinhoto (utilizado na ferti-irrigação da lavoura) e o bagaço (combustível para produção de vapor no acionamento de turbinas no processo e geração de eletricidade – cogeração). Atualmente, a geração de energia elétrica que é comercializada com empresas especializadas garante uma receita significativa para a usina (fonte geradora).

Devido à grandeza dos números do setor sucroalcooleiro no Brasil, não se pode tratar a cana-de-açúcar apenas como mais um produto, mas sim como o principal tipo de biomassa energética, base para todo o agronegócio sucroalcooleiro.

A busca pela redução dos custos

Poucas vezes na história da cana-de-açúcar no Brasil a redução de custos foi uma meta tão perseguida quanto agora – foco direcionado para manutenção na atual entressafra. Cálculos de consultores e usinas apontam que a atividade representa 40% do custo industrial de uma planta sucroalcooleira.
Em função dessa situação a técnica de manutenção empregada na indústria tem uma grande importância para garantir o funcionamento dos equipamentos envolvidos na produção. As técnicas empregadas buscam garantir:

· confiabilidade nas instalações e equipamentos;
· disponibilidade dos equipamentos para a produção;
· redução de custos com paradas provocadas por falhas (parada imediata) ou defeitos (mau funcionamento).

Situação atual do setor no Brasil

O texto abaixo contém parte do discurso do presidente da UNICA, Marcos Sawaya Jank, no evento de lançamento do “Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar”, no dia 25/06/2009, no Palácio do Buriti, em Brasília, DF.

“…O Brasil responde por um terço da produção mundial de cana-de-açúcar, 20% da produção e 40% das exportações mundiais de açúcar, 30% da produção e 60% das exportações mundiais de etanol. O etanol já representa mais da metade do consumo nacional de combustíveis para automóveis leves e a biomassa da cana responde por 3% da produção de eletricidade, com potencial de chegar a 15% da matriz elétrica brasileira até 2015.
Desde o ano passado, a indústria da cana-de-açúcar já é a segunda principal fonte de energia do país, atrás do petróleo e acima da hidroeletricidade. O setor sucroenergético brasileiro possui quase 400 indústrias processadoras, mais de 1 mil indústrias de suporte, 70 mil fornecedores de cana e gera quase 1 milhão de empregos diretos em 20 estados brasileiros…”

Evolução histórica dos conceitos da manutenção

A história da manutenção acompanha a evolução tecnológica, econômica e social do mundo. Para entender seu desenvolvimento como ciência pode-se dividi-la em sete fases:

 1a Fase: pré-manutenção – século XVIII
· Não existiam equipes de manutenção;
· O próprio operador ou dono da máquina era o responsável pelo reparo;
· A parada da máquina não causava maiores problemas.

 2a Fase: Primeiras equipes – século XIX
· Surgem as grandes invenções: eletricidade, máquinas e motores a vapor;
· Aparecem as primeiras equipes;
· Ter à mão os recursos: MANU + TENERE = MANUTENÇÃO.

3a Fase: Corretiva – 1900 a 1920
· Deflagrada a Primeira Guerra Mundial;
· Surgem as primeiras indústrias;
· A parada da máquina atrasa a produção;
· Formam-se as equipes de manutenção corretiva.

 4a Fase: Preventiva – 1920 a 1950
· Inicia-se a Segunda Guerra Mundial;
· Início da aviação comercial;
· Aparece a eletrônica (transistor), com o primeiro computador;
· É necessário prevenir: surge a manutenção preventiva.

 5a Fase: Racionalização – de 1950 a 1970
· Crise do petróleo;
· Os custos aumentam demasiadamente;
· Aparece a engenharia de manutenção;
· Não basta só consertar e prevenir: isso precisa ser realizado com economia.

 6a Fase: Produtiva total – de 1970 a 1980
· Crescimento das empresas e concorrências;
· Técnicas japonesas (desenvolvidas pós-Segunda Guerra);
· Envolvimento da operação na Falha Zero;
· Produção = operação + manutenção;
· O operador e o usuário das máquinas são importantes;
· Surge a Manutenção Produtiva Total (MPT).

 7a Fase: Manutenção baseada em confiabilidade – de 1980 até hoje
· Diversidade dos itens físicos;
· Complexidade tecnológica;
· Questão jurídica e legal;
· Questão ambiental e segurança do trabalho.

(Fonte: Guia básico para manutenção hoteleira. Editora Senac. Autor Eduardo Linzmayer)

A manutenção preditiva no setor sucroalcooleiro

Conceituação
 
Podemos fazer uma analogia com os conceitos utilizados pela manutenção com um sistema de saúde para o ser humano. No sistema da saúde temos:

· Pronto socorro – atendimentos emergenciais;
· Postos de saúde – vacinas, consultas e orientações;
· Laboratórios para análises – exames clínicos como sangue, urina, dermatológicos etc.
 
Nas atividades realizadas pelas equipes de manutenção temos:

· Corretiva – emergencial ou programada;
· Preventiva – evitar paradas emergenciais;
· Preditiva – monitorar o funcionamento do equipamento ou instalação sem a obrigatoriedade da parada.

Unindo os conceitos com saúde temos:

· Manutenção corretiva – Pronto socorro (atendimentos emergenciais);
· Manutenção preventiva – Posto de saúde (vacinas, orientações, avaliações periódicas etc);
· Manutenção preditiva – Exames laboratoriais (sangue, urina etc).

A manutenção preditiva é uma filosofia ou atitude que usa a condição operacional real do equipamento e sistemas da planta industrial para otimizar a operação total da planta industrial.

A preditiva é a atuação realizada com base na modificação de parâmetro de condição ou desempenho do equipamento, cujo acompanhamento obedece a uma sistemática. Pode ser comparada a uma inspeção sistemática para o acompanhamento das condições dos equipamentos.

Quando é necessária a intervenção da manutenção no equipamento, estamos realizando uma manutenção corretiva planejada.

É conhecida também como manutenção sob condição ou manutenção com base no estado do equipamento (Condition Based Maintenance).

O termo associado à manutenção preditiva é o de predizer. Esse é o grande objetivo da manutenção preditiva: predizer (ou prevenir) as falhas nos equipamentos ou sistemas por meio de acompanhamento dos diversos parâmetros, permitindo a operação contínua pelo maior tempo possível. Ou seja, a manutenção preditiva privilegia a disponibilidade à medida que não promove intervenções nos equipamentos em operação.

Além disso, a intervenção só é decidida quando os parâmetros acompanhados indicam sua real necessidade, ao contrário da Manutenção Preventiva que pressupõe a retirada do equipamento de operação baseada no tempo de operação.

Quando o grau de degradação se aproxima ou atinge o limite previamente estabelecido, é tomada a decisão de intervenção. Isto permite uma preparação prévia do serviço, além de outras decisões alternativas relacionadas com a produção.

Acompanhamento preditivo

A avaliação do estado do equipamento se dá por meio de medição, acompanhamento ou monitoração de parâmetros. Esse acompanhamento pode se feito de três formas:

· Acompanhamento ou monitoração subjetiva;
· Acompanhamento ou monitoração objetiva;
· Monitoração contínua.

A monitoração subjetiva é aquela exercida pelo pessoal de manutenção utilizando os sentidos, ou seja, tato, olfato, audição e visão. Quando um mecânico coloca a palma da mão sobre uma caixa de mancal pode perceber a temperatura e a vibração. Evidentemente quanto mais experiente, mais confiáveis serão os diagnósticos. No entanto, essa monitoração não deve ser adotada como base para decisão por ser extremamente subjetiva.
 
A monitoração objetiva é o acompanhamento feito por meio de equipamentos ou instrumentos específicos. É objetiva, pois fornece um valor de medição do parâmetro que está sendo acompanhado, e o valor medido independe do operador do instrumento, desde que utilizado o mesmo procedimento.
 
A monitoração objetiva pode ser classificada em contínua e pontual. Em situações onde o tempo de desenvolvimento do defeito é muito curto e/ou em equipamentos de alta responsabilidade, adota-se o monitoramento contínuo. Nos demais equipamentos ou onde o defeito pode ser acompanhado ou ainda onde a falha não impacta a continuidade operacional, adota-se um plano de medições periódicas, sendo a frequência, função da importância do equipamento ou do histórico do equipamento.

Principais Técnicas de Manutenção Preditiva

Em termos práticos, uma técnica de manutenção preditiva deve atender aos seguintes requisitos:

· Permitir a coleta de dados com o equipamento em funcionamento, ou com o mínimo de interferência possível no processo de produção;
· Permitir a coleta dos dados que possibilitem a análise de tendência.

Somente para efeito didático, podemos classificar as técnicas preditivas nas categorias indicadas na tabela abaixo.

Algumas técnicas de Ensaios Não Destrutivos (END), listadas na tabela, só podem ser aplicadas com o equipamento fora de operação, o que invalidaria a condição de que as técnicas preditivas são aplicáveis com o equipamento em funcionamento. Para melhor visualização considerar que as técnicas listadas nos quadros em laranja são aplicáveis com o equipamento em operação, enquanto as contidas nos quadros verdes dependem (em geral) da retirada do equipamento de operação para sua realização. Neste artigo serão abordadas apenas as técnicas preditivas que podem ser aplicadas com os equipamentos em operação.

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Análises de vibrações

O acompanhamento e a análise de vibração tornaram-se um dos mais importantes métodos de predição na indústria tendo a sua maior aplicação em equipamentos rotativos (bombas, turbinas, redutores, ventiladores, compressores). O estágio atual de desenvolvimento dos instrumentos, sistemas de monitoração e softwares especialistas é muito avançado, o que vem permitindo, por exemplo, que outras variáveis, além da vibração, sejam acompanhadas simultaneamente pelos mesmos instrumentos.

Alguns dos principais instrumentos para medição e monitoração de vibração estão mostrados a seguir:

· Analisador de vibração
São os aparelhos para medição de vibração mais simples existentes no mercado. São capazes de medir deslocamento e velocidade de vibração. Alguns modelos possuem filtros que permitem ajustar a medição da característica de vibração para uma determinada frequência.

· Coletor/analisador de dados
São instrumentos que oferecem uma variedade muito grande de recursos incluindo interface com softwares especialistas. Além de medir variáveis relacionadas à vibração, aceitam diversos outros parâmetros como temperatura, corrente elétrica e variáveis de processo.

Esses instrumentos são a base de trabalho de um programa de monitoramento de máquinas rotativas em indústrias cuja quantidade de equipamentos justifique sua aquisição. São capazes de fornecer as seguintes informações: espectro de vibração, espectro de corrente (motores elétricos), forma de onda, nível global de vibração e temperatura, dentre outros.

· Monitoramento On-line
Quando se deseja um acompanhamento contínuo do equipamento em função de sua criticidade para o processo ou alto custo, adota-se monitoramento on-line. Esse tipo de monitoramento é feito por meio de probes (sensores) instalados nos mancais, cujos sinais são levados até painéis de controles instalados no campo, ao lado das máquinas, na casa de controle ou locais remotos. Até alguns anos atrás, esse tipo de instalação era restrito a máquinas de grande porte (grupos geradores, compressores centrífugos e axiais de grande porte). Atualmente, com o desenvolvimento da microeletrônica eletrônica e de sensores, o preço vem sofrendo queda significativa e já é muito comum o monitoramento contínuo em máquinas de médio porte ou em equipamentos de uso geral.

Temperatura

A temperatura é um dos parâmetros de mais fácil compreensão e o acompanhamento de sua variação permite constatar alteração na condição dos equipamentos, componentes e do próprio processo produtivo. A seguir estão listados alguns exemplos clássicos, onde a monitoração da temperatura é primordial:

· Temperatura de mancais de máquinas rotativas;
· Temperatura da superfície de equipamentos estacionários;
· Temperatura de barramentos e ligações (conexões) elétricas.

A medição de temperatura pode ser feita por uma série de instrumentos, alguns dos quais estão listados a seguir:

· Termômetro de contato;
· Pirômetro de radiação ou pirômetro ótico;
· Radiômetro;
· Termógrafos ou termovisores.

Uma das técnicas preditivas que proporciona maior retorno e evita a ocorrência de acidentes ou paradas de produção é a termografia em instalações elétricas. O mau contato, a partir do qual se desencadeia a falha, pode ser detectado e corrigido pela utilização de radiômetros ou de termovisores.

Por sua relevância para a manutenção, tanto em indústrias como em instalações prediais, é altamente recomendável a existência de um programa de acompanhamento das instalações elétricas.

Radiômetro

São instrumentos que coletam a radiação infravermelha por meio de um sistema ótico fixo e a direciona para um detector que pode ser do tipo termopilha, pirelétrico ou fotodetectores. São instrumentos portáteis, de custo baixo que, fornecidos a um eletricista que conhece a planta, guiado por um programa de inspeções periódicas, fornece excelentes resultados.

Termografia

A termografia é uma das técnicas preditivas que mais tem se desenvolvido no últimos 30 anos. Atualmente, os termovisores estão cada vez menores e mais precisos, oferecendo recursos importantes para o acompanhamento e controle de tendência.

Algumas das principais aplicações da termografia em instalações industriais são:

· Área elétrica onde existe necessidade  de acompanhamento de componentes defeituoso ou mau contato;
· Usinas siderúrgicas – verificação do revestimento de altos-fornos, dutos de gás, regeneradores e carros torpedos;
· Fábricas de cimento – fornos rotativos para pesquisa de queda de refratários;
· Área de petróleo e petroquímica – vazamentos em válvulas de segurança, problemas com refratários em fornos, caldeiras e unidades de craqueamento catalítico.

Análise de óleo

Existem duas formas de encararmos as informações obtidas a partir de uma análise de óleo:

· Condições do lubrificante – determinação das propriedades físico químicas do lubrificante para garantir uma boa lubrificação;
· Condições da máquina – análise de substâncias estranhas ao lubrificante (gases ou partículas em suspensão no lubrificante);

Para avaliar as condições do lubrificante estão disponíveis diversos testes:

· Viscosidade;
· Índice de neutralização – acidez (TAN) e basicidade (TBN);
· Teor de água;
· Insolúveis;
· Espectrometria (presença de metais);
· Rigidez dielétrica;
· Ponto de fulgor.

Conclusões

Para garantir a disponibilidade dos equipamentos e instalações com confiabilidade é fundamental que a manutenção atue:

· Privilegiando a adoção da manutenção preditiva em detrimento da preventiva sempre que possível;
· Adotando a engenharia de manutenção como uma maneira de analisar e promover as melhorias necessárias na planta.

Com essas ações estaremos diminuindo os custos e privilegiando a disponibilidade dos equipamentos e instalações. Um programa de manutenção preditiva pode minimizar o número de quebras de todos os equipamentos mecânicos da planta industrial e assegurar que o equipamento reparado esteja em condições mecânicas aceitáveis.

O programa também pode identificar problemas da máquina antes que se tornem sérios, já que a maioria dos problemas mecânicos pode ser minimizada se for detectado e reparado com antecedência. Os modos normais de falha mecânica degradam-se numa velocidade diretamente proporcional à sua severidade. Portanto, quando um problema é detectado logo, normalmente pode-se evitar maiores reparos.

Dessa forma, é necessário reduzir fortemente a manutenção preventiva e aumentar a participação da manutenção preditiva como forma de obtermos melhores resultados para nossas empresas e nosso país. A manutenção preditiva é a primeira quebra de paradigma na manutenção e por meio dela estaremos no caminho para a excelência.

Referência bibliográfica

Kardec, Alan; Nascif; Baroni, Tarcisio – Gestão Estratégica e Técnicas Preditivas – Editora Quality Mark, Rio de Janeiro, 2002 – Coleção Manutenção – Abraman
Linzmayer, Eduardo – Guia Básico para Manutenção Hoteleira – Editora Senac – São Paulo, 2008
Almeida, Márcio Tadeu – Artigo: Manutenção Preditiva: Confiabilidade e Qualidade

*Nilson J. Guiselini é engenheiro mecânico e gerente de engenharia da M&MLabtest Ltda., de Ribeirão Preto, SP

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 Nesta semana, a Trumpf iniciou de forma efetiva a caça por um representante na região de Manaus. Os esforços se devem ao plano da fabricante de máquinas-ferramenta destinadas ao processamento de peças em chapas metálicas em ganhar mercado no norte do País.

Para os interessados, a companhia anuncia que terão preferência os experientes no mercado de chapas metálicas. Currículo ou portfólio da empresa devem ser encaminhados para Walter Mello, gerente de vendas, no telefone (11) 4133-3563 ou pelo e-mail walter.mello@trumpf.com.br.

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fenasucro_logo_blog_industrialPromover as indústrias e usinas de Sertãozinho, cidade 330 quilômetros distante da Capital paulista, cuja principal atividade sempre esteve ligada ao setor sucroalcooleiro. Foi com esse gancho que a Fenasucro ganhou seus primeiros contornos, em 1985, ainda como Sucroálcool. A iniciativa não só deu certo como transformou o evento – que mudou de nome oficialmente em 1993 – em um dos maiores do mundo do setor sucroalcooleiro e energético.

Desse modo, pela 17ª vez a Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira abre suas portas, de 1º a 4 de setembro no Centro de Eventos Zanini, a um público estimado de 30 mil visitantes de todo o Brasil e de mais de 40 países em busca das novidades e lançamentos na produção de etanol, açúcar e energia dos 420 expositores.

Os 45 mil m2 abrigam, além da Fenasucro, a Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar, Agrocana, pelo quinto ano consecutivo. Como a Fenasucro atendia apenas ao setor industrial seus organizadores resolveram incorporar a Agrocana ao evento de modo a reunir, em um único local, produtos e equipamentos para todos os segmentos do setor sucroalcooleiro.
 
Levando em conta que o mês de setembro é tradicionalmente marcado pelo planejamento de investimentos na entressafra das usinas do Centro-Sul, que no final do ano realizam suas paradas para manutenção, melhorias e ajustes, os organizadores apostam em negócios da ordem de R$ 2 bilhões gerados a partir das duas feiras.

Durante os quatro dias de exposição, os visitantes da Fenasucro poderão conhecer os produtos ligados às áreas de utilidades, serviços, automação e instrumentação, elétrica, caldeiraria e mecânica pesada, química e derivados, energia e outros. Já na Agrocana os destaques são os equipamentos e insumos voltados para o preparo de solo, plantio, tratos culturais e colheita da cana-de-açúcar.

Programação paralela – O Encontro Nacional dos Profissionais de Compras do Setor Sucroenergético, EnComSucro, reúne nos dias 2 e 3 de setembro, de 30 a 50 compradores de usinas de todo o Brasil para reuniões de negócios que serão pré-agendadas com os expositores. Os compradores participam, ainda, de seminários técnicos.

Com foco no relacionamento e negócios durante todos os dias das feiras também acontece o Projeto Apla/Apex, promovido pelo Arranjo Produtivo Local do Álcool, Apla, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex, do governo federal. A iniciativa reúne 17 compradores de usinas do exterior em reuniões de negócios com 35 empresas nacionais do setor sucroenergético filiadas ao programa. 

grama 

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Em outubro próximo a Revista P&S comemora 35 anos. Em mais de três décadas a publicação levou informação e “ferramentas” que ajudam nossa indústria a crescer.

Para celebrar a data, a Revista P&S premiará 35 leitores com um carrinho de ferramentas da Tramontina.

Nos últimos meses a revista trouxe em suas páginas as 35 ferramentas que entrega mensalmente aos seus leitores. Quem acompanhou a publicação destas, está apto a responder o quiz on-line feito especialmente para a ocasião.

Basta acessar o hotsite com o número de assinante e responder 10 perguntas. As respostas serão aceitas até a sexta-feira, dia 4. A lista com os ganhadores sairá na terça-feira, dia 8.

Não perca tempo. Participe clicando abaixo e boa sorte!

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Ontem, 27 de agosto, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp, divulgou o Índice de Nível de Atividade, INA, de julho. Com ajuste sazonal, o indicador, medido pela própria entidade, apresentou alta de 2% com relação a junho. Sem ele, o aumento chegou a 4%, crescimento histórico para o mês desde 2003, início da série. Julho configurou o segundo mês de alta consecutiva, o que representa recuperação da indústria paulista.

A Fiesp também revisou para cima o dado de junho, que agora é de alta de 2,7% sobre maio, diante dos 2% medidos anteriormente. Sem ajuste sazonal, o incremento foi de 0,4% para 1,4%. No comparativo com julho de 2008, no entanto, a atividade sofreu queda de 9,4%. Desempenho seguido no acumulado do ano, cuja baixa de 12,8% foi o pior resultado para o período desde 2003. No acumulado de 12 meses, retração de 7,9%.

Outro dado do levantamento, venda real da indústria, teve alta de 3,1% em julho sobre junho, sem ajuste sazonal. Perante o ano passado esse índice subiu 1,9%.

O levantamento mostrou ainda que o total real de salários pagos em julho expandiu 2,3% com relação ao mês anterior, mas caiu 2,3% no comparativo anual. Já as horas trabalhadas na produção cresceram 1% e recuaram 9,9%, respectivamente, enquanto o nível de utilização da capacidade instalada alcançou 81,1%, com ajuste sazonal, contra 80% em junho, mas ainda continua abaixo do patamar do ano anterior, de 83,5%.

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Alguns ícones do SIC P&S

Icone Revista P&S | Por em 27 de agosto de 2009

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Mesmo diante de números tímidos, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq – incentiva seus associados a investir. A sugestão veio do presidente da entidade, Luiz Aubert Neto, durante encontro com jornalistas, nesta tarde, para apresentar o desempenho dos diversos segmentos da nossa indústria em julho.

Aubert Neto argumentou que a capacidade produtiva está voltando aos poucos e que “2010 será um ano bem melhor, com demanda crescente”. Para o presidente, “é necessário que as empresas – mesmo as em recessão – se preparem agora para sair na frente da concorrência quando o mercado retomar os pedidos.”

De volta aos números mencionados no começo, a Abimaq apresentou o desempenho da indústria nos primeiros sete meses de 2009. Em julho, o faturamento do setor registrou queda de 9,8% quando comparado ao mês anterior. Na comparação com julho de 2008, a retração foi de – 26,3%.

No período de janeiro e julho de 2009, o faturamento real acumulado foi de R$ 34,3 bilhões, 24,3% menor que o valor acumulado no mesmo período de 2008. “Este resultado é reflexo do comportamento negativo da maioria dos setores fabricantes de máquinas e equipamentos”, disse Luiz Aubert Neto.

Então vamos aos números por setor do acumulado do ano (janeiro a julho de 2009) em comparação ao mesmo período de 2008:

Máquinas para Madeira: -71%
Máquinas-ferramenta: – 52,9%
Máquinas têxteis: – 42,2%
Máquinas agrícolas: – 41,4%
Máquinas gráficas: – 36,9%
Hidráulica e pneumática: – 35,1%
Máquinas para plástico: – 28%
Outras máquinas: – 24,6%
Válvulas: – 7,7%

A média Abimaq foi de retração de 24,3%. De acordo com a entidade, dois setores apresentaram crescimento no período: bombas e motobombas com 11,6% e bens sob encomenda com 10,1%. “Os setores positivos estão ganhado força por conta da Petrobrás”, justificou o presidente.

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Matéria publicada, nesta terça-feira, 25 de agosto, no site da BBC Brasil, com base em relatório da consultoria Economist Intelligence Unit, EIU, braço de pesquisas da revista Economist, dá conta de que o Brasil sairá relativamente ileso da crise. Quer saber o porque? Veja abaixo a integra da matéria:

Brasil sairá da crise ‘relativamente ileso’, diz consultoria

A economia brasileira deve sair da crise global “relativamente ilesa” graças às reformas feitas nesta década e o impacto “altamente benéfico” dos preços mais altos das commodities, segundo afirma um relatório divulgado nesta terça-feira pela consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), braço de pesquisas da revista Economist.
A EIU revisou para cima sua projeção para o crescimento do PIB brasileiro em 2010, para 3,3%. No mês passado, a empresa havia estimado em 2,7% o crescimento da economia brasileira no próximo ano.
A EIU manteve, porém, sua previsão de retração de 1% no PIB do Brasil para este ano.
Segundo o relatório, o crescimento da demanda da China por commodities e o estímulo ao consumo interno devem impulsionar a economia brasileira a partir do ano que vem.
“Muitos países da América Latina foram gravemente atingidos pela crise financeira e econômica global, mas alguns sinais de recuperação já começam a aparecer, particularmente entre aquelas economias (principalmente na América do Sul) que têm uma maior exposição aos mercados asiáticos”, afirma o documento.
Recuperação
A EIU vê o Brasil como “uma das economias mais resistentes da região em 2009-2010, graças a uma base industrial e exportadora altamente diversificada e um grande mercado interno”.
Segundo o relatório, “há indícios claros de que a economia está se recuperando do choque externo, ajudada pela força do sistema financeiro doméstico, baixa inflação e programas antipobreza efetivos”.
“A recuperação relativamente rápida deve ser considerada um grande feito, já que choques externos anteriores eram frequentemente amplificados pela fragilidade financeira doméstica”, diz a EIU.
Para o relatório, as eleições presidenciais de 2010 não devem trazer instabilidade financeira ao Brasil, já que “ambos os principais partidos estão comprometidos com a solidez financeira”.
Previsões
As previsões da EIU sobre o PIB brasileiro são próximas às de vários organismos internacionais, muitos dos quais também revisaram para cima suas previsões recentemente.
Em junho, o Banco Mundial previu que a economia brasileira deve se contrair 1,1% neste ano e crescer 2,5% em 2010, enquanto a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) previu 0,8% de retração em 2009 e 4% de crescimento em 2010.
No mês passado, o FMI (Fundo Monetário Internacional) previu uma retração de 1,3% em 2009 e um crescimento de 2,5% no próximo ano.
Também em julho, a Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) previu uma queda de 0,8% no PIB brasileiro em 2009 e um crescimento de 3,5% no ano que vem.
Clique Leia mais na BBC Brasil: Comércio na América Latina sofrerá queda ‘sem precedentes’, diz Cepal
O relatório semanal Focus, do Banco Central do Brasil, que reúne a média das previsões de cerca de cem instituições financeiras instaladas no país, mostra nesta semana uma expectativa de queda de 0,3% no PIB neste ano e um crescimento de 4% em 2010.

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A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Abinee, divulgou nesta segunda-feira, 24 de agosto, as perspectivas do setor eletroeletrônico para o encerramento de 2009, além do balanço do primeiro semestre. E se o faturamento realizado até aqui registrou queda de dois dígitos – 13% sobre os seis primeiros meses de 2008 –, o esperado para o ano todo deve ficar em um só: retração de 2% diante da receita consolidada de janeiro a dezembro do ano passado.

De acordo com a entidade, é esperada retomada do crescimento neste segundo semestre. No momento a maior preocupação é com a entrada de novas encomendas para os segmentos que fornecem para a área de infraestrutura, como GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Telecomunicações. “Se as obras do PAC não andarem e não entrarem novas encomendas, pode haver uma crise de confiança que se alastrará para outros setores”, disse Humberto Barbato, presidente da Abinee.

Veja a íntegra dos dados e a apresentação feita durante a coletiva no Site Abinee

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Fechamento da Revista P&S

Icone Revista P&S | Por em 21 de agosto de 2009

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Quem acompanha o blog deve ter reparado que nos últimos dias este espaço ficou um tanto vazio. Esse intervalo tem justificativa. Erica e eu estamos trabalhando no fechamento das edições de setembro das Revistas P&S e Pack. Com isso, o tempo fica escasso pela demanda de trabalho.

Faço este post às 19h57 desta sexta-feira, dia 21, quando a Revista P&S de número 417 ganha seu recheio editorial. A pauta do mês será ventilação, refrigeração e caldeiraria.

Na segunda-feira, dia 24, retomamos os trabalhos por aqui, já informando o conteúdo da próxima edição. Promessa!

Um final de semana único para você, internauta!

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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