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fenasucro_logo_blog_industrialDesde março deste ano, a Areva Koblitz, divisão de bioenergia do grupo Areva, trabalha numa iniciativa desenvolvida a partir de uma necessidade dos usineiros: conseguir crédito para manter as usinas sucroalcooleiras funcionando.

O modelo Retrofit visa uma sociedade entre o usineiro e a sede brasileira do grupo francês para levantar uma central de cogeração de energia, investimento que toma, em média, 30% do capital investido numa indústria da cana.

Romero Rêgo, diretor comercial da Areva (Foto: Kleber Pinto)

Romero Rêgo, diretor comercial da Areva (Foto: Kleber Pinto)

Segundo José Romero Rêgo, diretor comercial da Areva no Brasil, a parceria se faz por meio de uma sociedade de propósito específico (SPE), onde o grupo detém 40% do empreendimento. “Cuidamos de 100% do financiamento da usina por meio dos bancos de fomento do governo (BNB ou BNDES). Para o usineiro, que fica com 60% do negócio, nossa proposta o deixa tranquilo para desenvolver outras áreas”, argumenta Rêgo.
A Areva tem como meta conseguir até o ano que vem 10 Memorandos de Entendimento – nome dado à negociação antes da assinatura da SPE – somente no nordeste. “Até o momento já temos seis em andamento”, gaba-se o diretor comercial.
A primeira SPE de cogeração de energia começará a funcionar em setembro de 2010. Trata-se da Usina Seresta, em Alagoas. “Estamos falando em cerca de R$ 100 a R$ 120 milhões em investimento para produção de 50 mega watts. Esse valor pode ser financiado em 12 meses, por exemplo”, pontua Rêgo.

Assim que fechar os 10 memorandos no nordeste, a Areva formatará o modelo de negócio para sul e sudeste do País, “mas isso só deve acontecer por volta de 2011”, acredita o representante do grupo francês.

De olho na América Latina, a Areva abriu recentemente um escritório no Panamá para levar o Retrofit para países vizinhos.

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fenasucro_logo_blog_industrialO Projeto RenovAção, programa de treinamento e requalificação do setor sucroenergético, ganhou apoio financeiro com o leilão de um trator da Case IH, arrematado pela usina São Martinho. A entrega foi feita na quinta-feira, 3, no stand da empresa na Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho (SP).

O leilão foi realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), na primeira semana de agosto. Lançado no Ethanol Summit, em junho de 2009, o RenovAção  é coordenado pela UNICA e a Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp).

O RenovAção treinará e requalificará sete mil trabalhadores e integrantes de comunidades por ano para atividades dentro das usinas e em outros setores. Farão parte do Projeto as regiões de Ribeirão Preto, Piracicaba, Bauru, Araçatuba, São José do Rio Preto e Presidente Prudente.

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Carbono Lorena: de visitante a expositora

Icone Feira | Por em 3 de setembro de 2009

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fenasucro_logo_blog_industrialOs técnicos e executivos da Carbono Lorena, filial brasileiro da francesa Carbone Lorraine, há tempos visitavam a Fenasucro& Agrocana. Isso até julho deste ano, quando então foram convidados pela organização a participar da feira de Sertãozinho (SP). “Ficamos em uma fila de três anos, mas agora estamos aqui do outro lado, conhecendo um pouco mais de outros mercados”, conta Jorge Lopes, gerente de produto da divisão de equipamentos para aplicações químicas.

Estande da Carbono Lorena (Foto: Kleber Pinto)

Estande da Carbono Lorena (Foto: Kleber Pinto)

Além deste setor, a Carbono trabalha ainda com outras cinco linhas: escovas industriais, escovas automotivas, proteção elétrica e soluções para aplicações mecânicas de alta temperatura. “Neste momento estamos mostrando nosso portifólio de soluções voltadas para a indústria sucroalcooleira”, pontua Lopes. Segundo ele, a Carbono Lorena quer ampliar sua atuação nesse segmento nos próximos anos.

Há 120 anos no mercado mundial – 70 somente no Brasil -, a empresa tem forte participação nos segmentos mecânico e químico e na siderurgia. Entre os produtos mais procurados estão fusíveis, tubulação revestida, trocador de placa e escovas.

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fenasucro_logo_blog_industrialA Bracol, empresa de EPIs com sede em Lins (SP), está reforçando sua presença de mercado na Fenasucro & Agrocana 2009, em Sertãozinho (SP). Um dos destaques do estande da empresa é a bota Ultra Rubber (foto abaixo), novo calçado com o solado inovador. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida na Alemanha, que injeta e vulcaniza a borracha direto no cabedal do calçado. Na América Latina, somente a Bracol detém esta tecnologia e tem os equipamentos para a produção deste tipo de calçado.

ultra_rubber_bracol_blog_industrial“EPI não é custo, é investimento no trabalhador e consequentemente gera lucro para a empresa, pois mexe com a produtividade e a segurança”, argumenta Jorge Augusto, superintendente regional de vendas da Bracol.

Segundo ele, o ultra rubber tem o dobro de vida útil de qualquer outra botina do mercado – um calçado comum de proteção dura, em média, 180 dias – e oferece proteção superior devido à borracha reforçada.

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fenasucro_logo_blog_industrialA SMV, fabricante nacional de válvulas industriais com sede em Rio das Pedras (SP), está lançando na Fenasucro & Agrocana 2009 a válvula borboleta de alta performance Steam Seal. Segundo Erfides Bortolazzo Soares, presidente da empresa, “essa era a peça que faltava para o nosso portifólio”.

Bortolazzo conta que o equipamento pode ser encontrado em versões de 2 a 48 polegadas, atendendo a diversos setores industriais.

Quanto ao diferencial do produto, o presidente da empresa gaba-se do sistema de produção. “Nossas oito famílias de válvulas são produzidas aqui, o que torna nosso produto muito mais atrativo para o mercado”. Ele ainda destaca o prazo de entrega – “ou mesmo a pronta entrega, dependendo da válvula” – e a assistência técnica.

A SMV tem 30 anos de experiência em tecnologia de válvulas e participa há 12 da Fenasucro & Agrocana. “Aqui nossa intenção é receber os clientes ativos e os ex-clientes. E claro, amarrar alguns negócios”, comenta Botolazzo.

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*Por Nilson J. Guiselini

A cana no Brasil

Embora seja planta exótica, originária da Nova Guiné, no Oceano Índico, a cana-de-açúcar é um vegetal intimamente ligado à história brasileira, desde os primórdios da colonização portuguesa até os dias de hoje. Basta dizer que o Brasil é o principal produtor mundial de etanol e açúcar de cana.

O setor sucroalcooleiro tem uma importância grande na geração e movimentação da economia brasileira. Além da produção de alimentos (no período de renovação da lavoura) e combustível renovável, o setor tem uma capacidade instalada para geração de energia elétrica correspondente a “uma Itaipu”. O período de geração de energia elétrica é realizado quando os nossos reservatórios estão baixos, uma vez que a nossa matriz energética utiliza os recursos hídricos (hidroelétricas) para gerar grande parte na energia consumida.

Para manter essa estrutura em funcionamento é necessário lançar mão de técnicas que permitem garantir o funcionamento das instalações com o menor número de paradas provocadas por quebras ou interrupções emergenciais.

Historicamente, a cana-de-açúcar é um dos principais produtos agrícolas do Brasil, sendo cultivada desde a época da colonização. Do seu processo de industrialização obtém-se como produtos o açúcar nas suas mais variadas formas e tipos, o álcool (anidro e hidratado), o vinhoto (utilizado na ferti-irrigação da lavoura) e o bagaço (combustível para produção de vapor no acionamento de turbinas no processo e geração de eletricidade – cogeração). Atualmente, a geração de energia elétrica que é comercializada com empresas especializadas garante uma receita significativa para a usina (fonte geradora).

Devido à grandeza dos números do setor sucroalcooleiro no Brasil, não se pode tratar a cana-de-açúcar apenas como mais um produto, mas sim como o principal tipo de biomassa energética, base para todo o agronegócio sucroalcooleiro.

A busca pela redução dos custos

Poucas vezes na história da cana-de-açúcar no Brasil a redução de custos foi uma meta tão perseguida quanto agora – foco direcionado para manutenção na atual entressafra. Cálculos de consultores e usinas apontam que a atividade representa 40% do custo industrial de uma planta sucroalcooleira.
Em função dessa situação a técnica de manutenção empregada na indústria tem uma grande importância para garantir o funcionamento dos equipamentos envolvidos na produção. As técnicas empregadas buscam garantir:

· confiabilidade nas instalações e equipamentos;
· disponibilidade dos equipamentos para a produção;
· redução de custos com paradas provocadas por falhas (parada imediata) ou defeitos (mau funcionamento).

Situação atual do setor no Brasil

O texto abaixo contém parte do discurso do presidente da UNICA, Marcos Sawaya Jank, no evento de lançamento do “Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar”, no dia 25/06/2009, no Palácio do Buriti, em Brasília, DF.

“…O Brasil responde por um terço da produção mundial de cana-de-açúcar, 20% da produção e 40% das exportações mundiais de açúcar, 30% da produção e 60% das exportações mundiais de etanol. O etanol já representa mais da metade do consumo nacional de combustíveis para automóveis leves e a biomassa da cana responde por 3% da produção de eletricidade, com potencial de chegar a 15% da matriz elétrica brasileira até 2015.
Desde o ano passado, a indústria da cana-de-açúcar já é a segunda principal fonte de energia do país, atrás do petróleo e acima da hidroeletricidade. O setor sucroenergético brasileiro possui quase 400 indústrias processadoras, mais de 1 mil indústrias de suporte, 70 mil fornecedores de cana e gera quase 1 milhão de empregos diretos em 20 estados brasileiros…”

Evolução histórica dos conceitos da manutenção

A história da manutenção acompanha a evolução tecnológica, econômica e social do mundo. Para entender seu desenvolvimento como ciência pode-se dividi-la em sete fases:

 1a Fase: pré-manutenção – século XVIII
· Não existiam equipes de manutenção;
· O próprio operador ou dono da máquina era o responsável pelo reparo;
· A parada da máquina não causava maiores problemas.

 2a Fase: Primeiras equipes – século XIX
· Surgem as grandes invenções: eletricidade, máquinas e motores a vapor;
· Aparecem as primeiras equipes;
· Ter à mão os recursos: MANU + TENERE = MANUTENÇÃO.

3a Fase: Corretiva – 1900 a 1920
· Deflagrada a Primeira Guerra Mundial;
· Surgem as primeiras indústrias;
· A parada da máquina atrasa a produção;
· Formam-se as equipes de manutenção corretiva.

 4a Fase: Preventiva – 1920 a 1950
· Inicia-se a Segunda Guerra Mundial;
· Início da aviação comercial;
· Aparece a eletrônica (transistor), com o primeiro computador;
· É necessário prevenir: surge a manutenção preventiva.

 5a Fase: Racionalização – de 1950 a 1970
· Crise do petróleo;
· Os custos aumentam demasiadamente;
· Aparece a engenharia de manutenção;
· Não basta só consertar e prevenir: isso precisa ser realizado com economia.

 6a Fase: Produtiva total – de 1970 a 1980
· Crescimento das empresas e concorrências;
· Técnicas japonesas (desenvolvidas pós-Segunda Guerra);
· Envolvimento da operação na Falha Zero;
· Produção = operação + manutenção;
· O operador e o usuário das máquinas são importantes;
· Surge a Manutenção Produtiva Total (MPT).

 7a Fase: Manutenção baseada em confiabilidade – de 1980 até hoje
· Diversidade dos itens físicos;
· Complexidade tecnológica;
· Questão jurídica e legal;
· Questão ambiental e segurança do trabalho.

(Fonte: Guia básico para manutenção hoteleira. Editora Senac. Autor Eduardo Linzmayer)

A manutenção preditiva no setor sucroalcooleiro

Conceituação
 
Podemos fazer uma analogia com os conceitos utilizados pela manutenção com um sistema de saúde para o ser humano. No sistema da saúde temos:

· Pronto socorro – atendimentos emergenciais;
· Postos de saúde – vacinas, consultas e orientações;
· Laboratórios para análises – exames clínicos como sangue, urina, dermatológicos etc.
 
Nas atividades realizadas pelas equipes de manutenção temos:

· Corretiva – emergencial ou programada;
· Preventiva – evitar paradas emergenciais;
· Preditiva – monitorar o funcionamento do equipamento ou instalação sem a obrigatoriedade da parada.

Unindo os conceitos com saúde temos:

· Manutenção corretiva – Pronto socorro (atendimentos emergenciais);
· Manutenção preventiva – Posto de saúde (vacinas, orientações, avaliações periódicas etc);
· Manutenção preditiva – Exames laboratoriais (sangue, urina etc).

A manutenção preditiva é uma filosofia ou atitude que usa a condição operacional real do equipamento e sistemas da planta industrial para otimizar a operação total da planta industrial.

A preditiva é a atuação realizada com base na modificação de parâmetro de condição ou desempenho do equipamento, cujo acompanhamento obedece a uma sistemática. Pode ser comparada a uma inspeção sistemática para o acompanhamento das condições dos equipamentos.

Quando é necessária a intervenção da manutenção no equipamento, estamos realizando uma manutenção corretiva planejada.

É conhecida também como manutenção sob condição ou manutenção com base no estado do equipamento (Condition Based Maintenance).

O termo associado à manutenção preditiva é o de predizer. Esse é o grande objetivo da manutenção preditiva: predizer (ou prevenir) as falhas nos equipamentos ou sistemas por meio de acompanhamento dos diversos parâmetros, permitindo a operação contínua pelo maior tempo possível. Ou seja, a manutenção preditiva privilegia a disponibilidade à medida que não promove intervenções nos equipamentos em operação.

Além disso, a intervenção só é decidida quando os parâmetros acompanhados indicam sua real necessidade, ao contrário da Manutenção Preventiva que pressupõe a retirada do equipamento de operação baseada no tempo de operação.

Quando o grau de degradação se aproxima ou atinge o limite previamente estabelecido, é tomada a decisão de intervenção. Isto permite uma preparação prévia do serviço, além de outras decisões alternativas relacionadas com a produção.

Acompanhamento preditivo

A avaliação do estado do equipamento se dá por meio de medição, acompanhamento ou monitoração de parâmetros. Esse acompanhamento pode se feito de três formas:

· Acompanhamento ou monitoração subjetiva;
· Acompanhamento ou monitoração objetiva;
· Monitoração contínua.

A monitoração subjetiva é aquela exercida pelo pessoal de manutenção utilizando os sentidos, ou seja, tato, olfato, audição e visão. Quando um mecânico coloca a palma da mão sobre uma caixa de mancal pode perceber a temperatura e a vibração. Evidentemente quanto mais experiente, mais confiáveis serão os diagnósticos. No entanto, essa monitoração não deve ser adotada como base para decisão por ser extremamente subjetiva.
 
A monitoração objetiva é o acompanhamento feito por meio de equipamentos ou instrumentos específicos. É objetiva, pois fornece um valor de medição do parâmetro que está sendo acompanhado, e o valor medido independe do operador do instrumento, desde que utilizado o mesmo procedimento.
 
A monitoração objetiva pode ser classificada em contínua e pontual. Em situações onde o tempo de desenvolvimento do defeito é muito curto e/ou em equipamentos de alta responsabilidade, adota-se o monitoramento contínuo. Nos demais equipamentos ou onde o defeito pode ser acompanhado ou ainda onde a falha não impacta a continuidade operacional, adota-se um plano de medições periódicas, sendo a frequência, função da importância do equipamento ou do histórico do equipamento.

Principais Técnicas de Manutenção Preditiva

Em termos práticos, uma técnica de manutenção preditiva deve atender aos seguintes requisitos:

· Permitir a coleta de dados com o equipamento em funcionamento, ou com o mínimo de interferência possível no processo de produção;
· Permitir a coleta dos dados que possibilitem a análise de tendência.

Somente para efeito didático, podemos classificar as técnicas preditivas nas categorias indicadas na tabela abaixo.

Algumas técnicas de Ensaios Não Destrutivos (END), listadas na tabela, só podem ser aplicadas com o equipamento fora de operação, o que invalidaria a condição de que as técnicas preditivas são aplicáveis com o equipamento em funcionamento. Para melhor visualização considerar que as técnicas listadas nos quadros em laranja são aplicáveis com o equipamento em operação, enquanto as contidas nos quadros verdes dependem (em geral) da retirada do equipamento de operação para sua realização. Neste artigo serão abordadas apenas as técnicas preditivas que podem ser aplicadas com os equipamentos em operação.

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Análises de vibrações

O acompanhamento e a análise de vibração tornaram-se um dos mais importantes métodos de predição na indústria tendo a sua maior aplicação em equipamentos rotativos (bombas, turbinas, redutores, ventiladores, compressores). O estágio atual de desenvolvimento dos instrumentos, sistemas de monitoração e softwares especialistas é muito avançado, o que vem permitindo, por exemplo, que outras variáveis, além da vibração, sejam acompanhadas simultaneamente pelos mesmos instrumentos.

Alguns dos principais instrumentos para medição e monitoração de vibração estão mostrados a seguir:

· Analisador de vibração
São os aparelhos para medição de vibração mais simples existentes no mercado. São capazes de medir deslocamento e velocidade de vibração. Alguns modelos possuem filtros que permitem ajustar a medição da característica de vibração para uma determinada frequência.

· Coletor/analisador de dados
São instrumentos que oferecem uma variedade muito grande de recursos incluindo interface com softwares especialistas. Além de medir variáveis relacionadas à vibração, aceitam diversos outros parâmetros como temperatura, corrente elétrica e variáveis de processo.

Esses instrumentos são a base de trabalho de um programa de monitoramento de máquinas rotativas em indústrias cuja quantidade de equipamentos justifique sua aquisição. São capazes de fornecer as seguintes informações: espectro de vibração, espectro de corrente (motores elétricos), forma de onda, nível global de vibração e temperatura, dentre outros.

· Monitoramento On-line
Quando se deseja um acompanhamento contínuo do equipamento em função de sua criticidade para o processo ou alto custo, adota-se monitoramento on-line. Esse tipo de monitoramento é feito por meio de probes (sensores) instalados nos mancais, cujos sinais são levados até painéis de controles instalados no campo, ao lado das máquinas, na casa de controle ou locais remotos. Até alguns anos atrás, esse tipo de instalação era restrito a máquinas de grande porte (grupos geradores, compressores centrífugos e axiais de grande porte). Atualmente, com o desenvolvimento da microeletrônica eletrônica e de sensores, o preço vem sofrendo queda significativa e já é muito comum o monitoramento contínuo em máquinas de médio porte ou em equipamentos de uso geral.

Temperatura

A temperatura é um dos parâmetros de mais fácil compreensão e o acompanhamento de sua variação permite constatar alteração na condição dos equipamentos, componentes e do próprio processo produtivo. A seguir estão listados alguns exemplos clássicos, onde a monitoração da temperatura é primordial:

· Temperatura de mancais de máquinas rotativas;
· Temperatura da superfície de equipamentos estacionários;
· Temperatura de barramentos e ligações (conexões) elétricas.

A medição de temperatura pode ser feita por uma série de instrumentos, alguns dos quais estão listados a seguir:

· Termômetro de contato;
· Pirômetro de radiação ou pirômetro ótico;
· Radiômetro;
· Termógrafos ou termovisores.

Uma das técnicas preditivas que proporciona maior retorno e evita a ocorrência de acidentes ou paradas de produção é a termografia em instalações elétricas. O mau contato, a partir do qual se desencadeia a falha, pode ser detectado e corrigido pela utilização de radiômetros ou de termovisores.

Por sua relevância para a manutenção, tanto em indústrias como em instalações prediais, é altamente recomendável a existência de um programa de acompanhamento das instalações elétricas.

Radiômetro

São instrumentos que coletam a radiação infravermelha por meio de um sistema ótico fixo e a direciona para um detector que pode ser do tipo termopilha, pirelétrico ou fotodetectores. São instrumentos portáteis, de custo baixo que, fornecidos a um eletricista que conhece a planta, guiado por um programa de inspeções periódicas, fornece excelentes resultados.

Termografia

A termografia é uma das técnicas preditivas que mais tem se desenvolvido no últimos 30 anos. Atualmente, os termovisores estão cada vez menores e mais precisos, oferecendo recursos importantes para o acompanhamento e controle de tendência.

Algumas das principais aplicações da termografia em instalações industriais são:

· Área elétrica onde existe necessidade  de acompanhamento de componentes defeituoso ou mau contato;
· Usinas siderúrgicas – verificação do revestimento de altos-fornos, dutos de gás, regeneradores e carros torpedos;
· Fábricas de cimento – fornos rotativos para pesquisa de queda de refratários;
· Área de petróleo e petroquímica – vazamentos em válvulas de segurança, problemas com refratários em fornos, caldeiras e unidades de craqueamento catalítico.

Análise de óleo

Existem duas formas de encararmos as informações obtidas a partir de uma análise de óleo:

· Condições do lubrificante – determinação das propriedades físico químicas do lubrificante para garantir uma boa lubrificação;
· Condições da máquina – análise de substâncias estranhas ao lubrificante (gases ou partículas em suspensão no lubrificante);

Para avaliar as condições do lubrificante estão disponíveis diversos testes:

· Viscosidade;
· Índice de neutralização – acidez (TAN) e basicidade (TBN);
· Teor de água;
· Insolúveis;
· Espectrometria (presença de metais);
· Rigidez dielétrica;
· Ponto de fulgor.

Conclusões

Para garantir a disponibilidade dos equipamentos e instalações com confiabilidade é fundamental que a manutenção atue:

· Privilegiando a adoção da manutenção preditiva em detrimento da preventiva sempre que possível;
· Adotando a engenharia de manutenção como uma maneira de analisar e promover as melhorias necessárias na planta.

Com essas ações estaremos diminuindo os custos e privilegiando a disponibilidade dos equipamentos e instalações. Um programa de manutenção preditiva pode minimizar o número de quebras de todos os equipamentos mecânicos da planta industrial e assegurar que o equipamento reparado esteja em condições mecânicas aceitáveis.

O programa também pode identificar problemas da máquina antes que se tornem sérios, já que a maioria dos problemas mecânicos pode ser minimizada se for detectado e reparado com antecedência. Os modos normais de falha mecânica degradam-se numa velocidade diretamente proporcional à sua severidade. Portanto, quando um problema é detectado logo, normalmente pode-se evitar maiores reparos.

Dessa forma, é necessário reduzir fortemente a manutenção preventiva e aumentar a participação da manutenção preditiva como forma de obtermos melhores resultados para nossas empresas e nosso país. A manutenção preditiva é a primeira quebra de paradigma na manutenção e por meio dela estaremos no caminho para a excelência.

Referência bibliográfica

Kardec, Alan; Nascif; Baroni, Tarcisio – Gestão Estratégica e Técnicas Preditivas – Editora Quality Mark, Rio de Janeiro, 2002 – Coleção Manutenção – Abraman
Linzmayer, Eduardo – Guia Básico para Manutenção Hoteleira – Editora Senac – São Paulo, 2008
Almeida, Márcio Tadeu – Artigo: Manutenção Preditiva: Confiabilidade e Qualidade

*Nilson J. Guiselini é engenheiro mecânico e gerente de engenharia da M&MLabtest Ltda., de Ribeirão Preto, SP

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 Nesta semana, a Trumpf iniciou de forma efetiva a caça por um representante na região de Manaus. Os esforços se devem ao plano da fabricante de máquinas-ferramenta destinadas ao processamento de peças em chapas metálicas em ganhar mercado no norte do País.

Para os interessados, a companhia anuncia que terão preferência os experientes no mercado de chapas metálicas. Currículo ou portfólio da empresa devem ser encaminhados para Walter Mello, gerente de vendas, no telefone (11) 4133-3563 ou pelo e-mail walter.mello@trumpf.com.br.

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fenasucro_logo_blog_industrialPromover as indústrias e usinas de Sertãozinho, cidade 330 quilômetros distante da Capital paulista, cuja principal atividade sempre esteve ligada ao setor sucroalcooleiro. Foi com esse gancho que a Fenasucro ganhou seus primeiros contornos, em 1985, ainda como Sucroálcool. A iniciativa não só deu certo como transformou o evento – que mudou de nome oficialmente em 1993 – em um dos maiores do mundo do setor sucroalcooleiro e energético.

Desse modo, pela 17ª vez a Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira abre suas portas, de 1º a 4 de setembro no Centro de Eventos Zanini, a um público estimado de 30 mil visitantes de todo o Brasil e de mais de 40 países em busca das novidades e lançamentos na produção de etanol, açúcar e energia dos 420 expositores.

Os 45 mil m2 abrigam, além da Fenasucro, a Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar, Agrocana, pelo quinto ano consecutivo. Como a Fenasucro atendia apenas ao setor industrial seus organizadores resolveram incorporar a Agrocana ao evento de modo a reunir, em um único local, produtos e equipamentos para todos os segmentos do setor sucroalcooleiro.
 
Levando em conta que o mês de setembro é tradicionalmente marcado pelo planejamento de investimentos na entressafra das usinas do Centro-Sul, que no final do ano realizam suas paradas para manutenção, melhorias e ajustes, os organizadores apostam em negócios da ordem de R$ 2 bilhões gerados a partir das duas feiras.

Durante os quatro dias de exposição, os visitantes da Fenasucro poderão conhecer os produtos ligados às áreas de utilidades, serviços, automação e instrumentação, elétrica, caldeiraria e mecânica pesada, química e derivados, energia e outros. Já na Agrocana os destaques são os equipamentos e insumos voltados para o preparo de solo, plantio, tratos culturais e colheita da cana-de-açúcar.

Programação paralela – O Encontro Nacional dos Profissionais de Compras do Setor Sucroenergético, EnComSucro, reúne nos dias 2 e 3 de setembro, de 30 a 50 compradores de usinas de todo o Brasil para reuniões de negócios que serão pré-agendadas com os expositores. Os compradores participam, ainda, de seminários técnicos.

Com foco no relacionamento e negócios durante todos os dias das feiras também acontece o Projeto Apla/Apex, promovido pelo Arranjo Produtivo Local do Álcool, Apla, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex, do governo federal. A iniciativa reúne 17 compradores de usinas do exterior em reuniões de negócios com 35 empresas nacionais do setor sucroenergético filiadas ao programa. 

grama 

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Em outubro próximo a Revista P&S comemora 35 anos. Em mais de três décadas a publicação levou informação e “ferramentas” que ajudam nossa indústria a crescer.

Para celebrar a data, a Revista P&S premiará 35 leitores com um carrinho de ferramentas da Tramontina.

Nos últimos meses a revista trouxe em suas páginas as 35 ferramentas que entrega mensalmente aos seus leitores. Quem acompanhou a publicação destas, está apto a responder o quiz on-line feito especialmente para a ocasião.

Basta acessar o hotsite com o número de assinante e responder 10 perguntas. As respostas serão aceitas até a sexta-feira, dia 4. A lista com os ganhadores sairá na terça-feira, dia 8.

Não perca tempo. Participe clicando abaixo e boa sorte!

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Ontem, 27 de agosto, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp, divulgou o Índice de Nível de Atividade, INA, de julho. Com ajuste sazonal, o indicador, medido pela própria entidade, apresentou alta de 2% com relação a junho. Sem ele, o aumento chegou a 4%, crescimento histórico para o mês desde 2003, início da série. Julho configurou o segundo mês de alta consecutiva, o que representa recuperação da indústria paulista.

A Fiesp também revisou para cima o dado de junho, que agora é de alta de 2,7% sobre maio, diante dos 2% medidos anteriormente. Sem ajuste sazonal, o incremento foi de 0,4% para 1,4%. No comparativo com julho de 2008, no entanto, a atividade sofreu queda de 9,4%. Desempenho seguido no acumulado do ano, cuja baixa de 12,8% foi o pior resultado para o período desde 2003. No acumulado de 12 meses, retração de 7,9%.

Outro dado do levantamento, venda real da indústria, teve alta de 3,1% em julho sobre junho, sem ajuste sazonal. Perante o ano passado esse índice subiu 1,9%.

O levantamento mostrou ainda que o total real de salários pagos em julho expandiu 2,3% com relação ao mês anterior, mas caiu 2,3% no comparativo anual. Já as horas trabalhadas na produção cresceram 1% e recuaram 9,9%, respectivamente, enquanto o nível de utilização da capacidade instalada alcançou 81,1%, com ajuste sazonal, contra 80% em junho, mas ainda continua abaixo do patamar do ano anterior, de 83,5%.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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