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por Renato Rossato, Engenheiro de Desenvolvimento da REHAU no Brasil

 reusoEm meio à crise hídrica no estado de São Paulo, a eficiência da gestão das águas no nosso país nunca foi tão questionada. As chuvas deste ano foram escassas, porém isto apenas evidenciou a fragilidade e falhas do nosso sistema de tratamento e distribuição de águas.

Já passamos do momento de criação de um plano de contingência e a situação é emergencial, porém diversas ações podem ser tomadas para evitar que isso se repita em longo prazo. Em 2011, por exemplo, o nível de chuvas foi muito elevado e não pode ser armazenado pelas represas, que atingiram 100% da capacidade. Como os sistemas não prevêem as alternâncias mais extremas de chuvas e secas, essa água acabou sendo desperdiçada.

De acordo com um estudo divulgado pela Instituição Trata Brasil, cerca de metade da água que escorre pelos ralos ainda chega na forma de esgoto sem tratamento aos  rios, córregos e represas de São Paulo. Com apenas 38,7% do volume tratado, a capital paulista está ignorando um estoque de água equivalente a dois sistemas Cantareira. Com o devido tratamento desse volume, a crise atual poderia ser amenizada.

A reutilização da água não é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos. No Brasil, as estações tratam o esgoto em nível inicial, por isso a água é utilizada apenas para limpeza de calçadas, irrigação de jardins e na produção industrial. Adicionando mais etapas para completar o tratamento, a água se tornaria potável, como é feito em países como EUA, Austrália e Bélgica.

A eficiência dos sistemas de tratamento de efluentes também é um fator a ser levado em consideração. Atualmente, emprega-se sistema de aeração por ar difuso no tratamento de efluentes sanitários e efluentes industriais, composto por soprador de ar, tubulações e válvulas para alimentação de ar e difusores de membranas em EPDM. Porém já é possível encontrar no mercado novas tecnologias mais eficientes produzidas com diferentes tipos de polímeros. Essa opção, apesar de ter o custo mais alto de instalação, possui a vida útil cerca de 200% mais longa, o que reduz consideravelmente os custos com manutenção. Em longo prazo, o investimento é compensado, já que não há a necessidade de instalar um novo sistema nos próximos 10 ou 12 anos.

Nesse cenário, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer, já que dos 62,8 milhões de domicílios, quase 27 milhões de residências não possuem ao menos rede coletora de esgoto. Para reverter essa situação, segundo um relatório divulgado em março pelo IBGE, o Brasil precisa investir pouco mais que R$ 313 bilhões até 2033 para que o saneamento básico alcance 100% da população.

Outro estudo realizado pela Instituição Trata Brasil, revelou que alunos sem acesso à coleta de esgoto e água tratada sofrem um atraso escolar maior em comparação aos estudantes com as mesmas condições socioeconômicas, mas que moram em locais onde há saneamento. Além da redução em 6,8% do atraso escolar, de acordo com a pesquisa, a universalização do saneamento refletiria no ganho de produtividade do trabalho e aumento na remuneração futura. O turismo também pode se beneficiar e o país arrecadaria anualmente R$ 7,2 bilhões com atividades turísticas em áreas onde atualmente não há serviços de coleta de esgoto.

É um investimento alto, porém extremamente importante para a utilização dos recursos hídricos. O tratamento de efluentes acaba representando um potencial emergente que visa não somente a racionalização do uso de um bem finito, mas também auxilia indiretamente no desenvolvimento da sociedade ao redor.

 

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brasilO Brasil ficou na 39ª posição em uma lista com 43 países em um ranking que avalia os países de acordo com as condições sistêmicas de concorrência internacional. Os dados foram apurados na pesquisa Índice de Competitividade das Nações, desenvolvida anualmente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O resultado, de acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é um sinal de que o Brasil não vem fazendo a lição de casa. “Nós podemos ter até melhorado, mas os outros melhoraram muito mais. Em 13 anos, por exemplo, a China subiu 11 posições e a Coreia 10posições. O Brasil se manteve numa posição muito ruim. Isso significa que estamos sem competitividade com relação a outros países do mundo.”

Uma das saídas, afirma Skaf, é a redução de impostos e dos gastos públicos. “Os impostos no Brasil precisam ser reduzidos. E, em hipótese nenhuma, serem aumentados porque já há uma grande carga tributária. No atual cenário, de baixo crescimento econômico, somente a redução dos gastos públicos, principalmente as despesas de custeio, possibilitaria a folga necessária no lado fiscal para a redução da carga tributária.”

De acordo com José Ricardo Roriz Coelho, diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, o persistente arrefecimento da economia brasileira em 2014 é um agravante que pode influenciar em uma piora da colocação brasileira.

“Não são animadoras as perspectivas para melhora do índice em 2014. Até porque não há uma agenda e um conjunto de ações que indiquem um aumento da competitividade brasileira na comparação com a desses outros países. No ano de 2014, provavelmente, nossa situação vai piorar diante dos dados de 2013. Mas isso é uma avaliação preliminar”, esclarece Roriz.

Elaborado anualmente pelo Decomtec/Fiesp, o Índice de Competitividade das Nações identifica os principais avanços e restrições ao crescimento da competitividade brasileira. A pesquisa separa 43 países em quatro quadrantes: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa. O Brasil se encontra no grupo de baixa competitividade.

“Quando se mede, percebe-se que os outros estão andando numa velocidade maior que a nossa”, complementa Roriz.

Em 2013, os Estados Unidos permaneceram no topo do grupo de competitividade elevada com a primeira colocação e 86,6 pontos, seguido pela Suíça com 78 pontos, Coreia do Sul com 77,1 pontos e Cingapura com 72,9 pontos.

A nota do Brasil em 2013 – 21,5 pontos – só não foi pior que a de quatro dos 43 países avaliados: Turquia (20 pontos, 40º lugar), Colômbia (19 pontos, 41º lugar), Indonésia (17,4 pontos, 42º lugar) e Índia (10,3 pontos, 43º lugar).

Roriz acredita que comparações como a do Índice de Competitividade são uma boa referência. “Podem nos nortear até para saber se o Brasil está evoluindo de uma maneira positiva com relação a competitividade e também ver o que os outros estão fazendo, principalmente aqueles estão evoluindo numa velocidade maior. E através dessa análise ajudar o país a ficar cada vez mais competitivo.”

Embora os Estados Unidos permaneçam na liderança, Cingapura, Áustria, Hungria e Israel foram os países que, segundo o levantamento, ganharam mais competitividade entre 2012 e 2013.

Cingapura avançou três posições no ranking, chegando ao 4º lugar, com 72,9 pontos, no quadrante de competitividade elevada. A Áustria também subiu três posições, passando a 60,7 pontos, na 14ª colocação, ficando no grupo de competitividade satisfatória.

Israel e Hungria ascenderam duas posições. A nação do Oriente Médio passou a 66,5 pontos, no 11º lugar, na faixa da competitividade elevada. Já o país da Europa Central ficou com 45,6 pontos, na 26ª colocação, no grupo médio.

“Se a gente olhar a maioria dos países que avançaram com velocidade grande com relação a sua competitividade, todos esses países tiveram um plano e disciplina de execução para fazer isso. Não foi por acaso que isso aconteceu”, analisa Roriz.


Urgência

O estudo da Fiesp identifica seis prioridades na agenda de políticas públicas para que o país retome a rota de crescimento. Como urgência, o departamento da Fiesp aponta a simplificação e a redução da carga tributária para o setor produtivo, a redução no custo do financiamento e o alinhamento cambial.

Outras condicionantes que merecem atenção são os investimentos em infraestrutura, Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e educação.

No entanto, Roriz pondera que o efeito positivo dessas medidas – mesmo se tomadas de imediato – leva algum tempo para ser percebido. “Dificilmente uma decisão começa a ser implementada no dia seguinte. E mesmo que seja implementada, suas consequências na economia demoram um tempo. Agora, mais do que a urgência de implementar, nós precisamos de uma política, de uma estratégia, de uma agenda e daí partirmos rapidamente para a sua execução”, reivindica o diretor.

Se o Brasil fizer as várias reformas que precisa, argumenta Roriz, os indicadores de 2015 podem até ser ruins, mas a tendência é que o Índice de Competitividade melhore nos anos seguintes.

Inflação

No combate à inflação, a indústria brasileira precisa de condições para poder aumentar a oferta de produtos. Segundo Roriz, a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual para 11,25% ao ano “foi uma decisão absurda e improvisada”.

“Para frear a inflação, que foi o objetivo anunciado, é totalmente absurdo, até porque o país já está parado e com baixa demanda. O país precisa ter mais concorrência, principalmente em insumos e matérias primas. Não é aumentando juros que a gente vai frear a inflação hoje”, avalia Roriz.

Fonte: FIESP

 

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finanvasCom o objetivo de ampliar as novas condições especiais oferecidas pela linha BNDES Automático e o novo programa BNDES MPME Inovadora, o Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizará no dia 17 de novembro, o Seminário Finanças e Financiamento – Viabilizando Investimento nas Pequenas e Médias Empresas.

O seminário trará linhas e programas de financiamento como uma oportunidade para as instituições financeiras apresentem suas estratégias de atendimento.  Também serão abordadas formas para melhoria da comunicação entre empresas e bancos.

Terá painéis e palestras com informações importantes para empreendedores e empresários em busca de formas para melhoria de acesso a essas linhas de crédito. Entre os participantes estão diretores e superintendentes dos bancos Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Desenvolve SP, abordando “Estratégia das instituições para atender às PMEs”. O BNDES discutirá  soluções para Pequenas e Médias.

Paralelamente ao encontro, será oferecida a Sala de Crédito, com atendimento empresarial e financeiro exclusivo. A ideia é informar e orientar sobre linhas de financiamento de longo prazo, facilitar o acesso ao crédito, orientar de forma estratégica as demandas de financiamento das micro, pequenas e médias indústrias, quanto a aquisição de máquinas e equipamentos; construção ou reforma de instalações; projetos de pesquisas e desenvolvimento; exportação; projetos de sustentabilidade; capital de giro e compra de matéria-prima.

Para mais informações e inscrições acesse o site http://www.fiesp.com.br/agenda/seminario-financas-e-financiamneto-viabilizando-investimentos-nas-pequenas-e-medias-empresas/

 

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sacolaPor Emiliano Graziano*

A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, considerando constitucional a lei que proíbe a distribuição gratuita e venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do Município de São Paulo, trouxe novamente o debate sobre seus impactos ambientais, sociais e econômicos. Neste fogo cruzado está o consumidor que, enquanto a decisão final não é tomada, fica sem saber o que fazer. Mas, qual a melhor opção? Usar ou proibir? Seja qual for a decisão, a ciência deve ter papel fundamental nisso.

Conhecemos alguns dos impactos ambientais do produto, como o tempo de decomposição do material e sua capacidade de ser 100% reciclado. Segundo dados do Pró-teste, por exemplo, as sacolas plásticas duram 200 anos quando soterradas no lixo. Impacto que, se multiplicado pelas 1,5 milhões de sacolas distribuídas por hora no Brasil segundo a campanha Saco é um Saco do Ministério do Meio Ambiente (MMA), nos dá uma ideia do potencial. Não menos importante está a questão econômica sobre o impacto da nova proibição que recairá sobre o setor de embalagens plásticas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), a proibição de sacolas plásticas em São Paulo deixaria aproximadamente três mil pessoas sem emprego. Além disso, as sacolas representam 5% do faturamento da indústria do plástico na cidade, representando cerca de R$ 72 milhões por ano.

Mas, quem deve pagar a conta pela proibição? Ao proibir a distribuição gratuita e venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do Município de São Paulo o paulistano não poderá mais descartar seu lixo doméstico nas sacolinhas. Segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o custo mensal das famílias brasileiras aumentaria quase 150%, ficando próximo aos gastos com itens como arroz e feijão caso o cidadão precise comprar sacos plásticos para descartar seu lixo doméstico e transportar suas compras.

Estamos falando de informações que ratificam o posicionamento daqueles contra ou a favor a proibição. Dentro de sua realidade, todos estão certos, mas o consumidor, que toma sua decisão acreditando naquilo que te dará mais benefícios, precisa ser informado sobre o que, de fato, é o melhor para toda a sociedade. Não aquilo que dê ganhos a um lado em detrimento a outro. Quando o assunto é o uso das sacolas plásticas trata-se de uma questão holística que impacta vários atores da sociedade. É crucial que se coloque a ciência no centro das discussões.

No ciclo de vida dos produtos, cada ator da sociedade tem a sua parcela de responsabilidade. As autoridades por sua vez, ao legislar, devem se embasar com dados pautados pelo balanceamento entre os aspectos sociais, econômicos e ambientais. As empresas devem buscar processos e produtos cada vez mais sustentáveis, gerando valor para sua marca e beneficiando a sociedade. Esta, por sua vez, tem papel fundamental em outra etapa importante: o uso e o descarte. Uso que deve passar por uma decisão de compra que considera critérios da sustentabilidade, e o descarte que precisa se tornar adequado, preferencialmente para o início de um novo ciclo através da reciclagem ou o reuso do material.

Os dados sociais, econômicos e ambientais precisam ser colocados na balanço para se apresentar a alternativa de embalagem que mais concilia os três fatores. Quem fará isso? Ferramentas já propiciam o resultado exato sobre a socioecoeficiência do ciclo de vida de um produto, tornando a decisão mais racional e menos emocional sobre o uso das sacolas.

Seja qual for o produto consumido, o cidadão deve utilizá-lo de forma consciente, evitando a escassez ou o esgotamento de recursos naturais e matérias-primas. O uso adequado da ciência pode gerar uma sociedade justa, que visa o desenvolvimento sustentável em sua plenitude, baseado em estudos e uma relação ganha-ganha.

*Emiliano Graziano é gerente de Socioecoeficiênciada Fundação Espaço ECO®.

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download“Aumentar os juros não vai contribuir em nada para diminuir a inflação, até porque, o crescimento do PIB deste ano deve ser zero,  logo, não há como frear a economia. Para levar a inflação a níveis mais baixos é preciso urgentemente diminuir o custo de se produzir no Brasil e incentivar investimentos que aumentem a oferta e a concorrência. A decisão que o Copom acaba de adotar de aumentar a Selic para 11,25% ao ano não atende às necessidades do Brasil. Os juros altos esgotaram-se como único mecanismo de controle à inflação. Precisamos, sim, de ações estruturadas em médio e longo prazos para que a taxa básica de juros do Brasil deixe de ser refém do problema fiscal. Com o capital político conquistado com a reeleição, mas também precisando ouvir o clamor por mudanças de quase 50% do eleitorado que não votou nela, a presidente Dilma Rousseff precisa articular, rapidamente, forças que lhe permitam reduzir o déficit orçamentário e, consequentemente, a pressão sobre os juros. O alto custo do capital prejudica o aporte de investimento em empreendimentos produtivos.

 

O único caminho para voltarmos a crescer, sem inflação, é realizar mudanças profundas nas políticas fiscal e industrial, além de aumentar a competitividade para se produzir no Brasil a custos mais baixos. O custo de produção no Brasil é pelo menos 34% superior ao dos nossos concorrentes. Na indústria de transformação do plástico, que reúne 11.670 empresas, já começamos a sentir os reflexos na redução de postos de trabalho. Estamos operando com 67% a 70% de nossa capacidade, quando o normal é de 75% a 80%. A previsão para o fechamento do ano é de crescimento próximo a zero ou até mesmo negativo”.

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economiaOs pequenos e médios empresários brasileiros são mais abertos ao risco que empresários de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália. Pesquisa anual do Grupo Sage, líder mundial em softwares de gestão para pequenas e médias empresas, aponta que 61% dos empresários brasileiros são menos avessos e aceitam correr riscos com o desenvolvimento de seus negócios. No ano passado, o índice era de 56%.

 O resultado do estudo Business Index coloca o Brasil na segunda colocação do ranking, atrás apenas dos países do Norte da África (Marrocos e Tunísia). A Sage realiza o Business Index desde 2011 e o Brasil nunca deixou de estar entre os mais destemidos. A pesquisa ouviu aproximadamente 14 mil empresários em 18 países. No Brasil, foram 890 entrevistados, de julho a agosto deste ano.

 “Apesar dos diversos desafios a serem enfrentados, os empresários brasileiros seguem otimistas, especialmente com o mercado externo. Isso hoje reflete na postura mais aberta ao risco apontada pela pesquisa”, afirma Jorge Santos Carneiro, CEO da Sage Brasil.

Áustria, Alemanha e Portugal são os mais avessos ao risco. Na média, quase metade dos empresários (49%) descrevem-se como abertos a correr riscos. A Sage constatou ainda que mais de um terço dos empresários (35%) consideram que, nos últimos sete anos, tornaram-se mais avessos ao risco.

 Apesar da boa relação com o risco, os empresários brasileiros destacaram a estrutura tributária como o principal obstáculo para fazer negócios no Brasil. Os maiores desafios de empreender no País, para 29% dos empresários, são os impostos, seguidos do alto nível de burocracia dos governos, para 27%.

 Para os empresários brasileiros, as três atitudes mais importantes que o governo deveria tomar para ajudar no desenvolvimento dos negócios são: redução de impostos (43%), redução da burocracia (18%) e redução da taxa de juros (10%).

 “A burocracia é um aspecto que precisa ser superado no Brasil. Para exportar é preciso preencher uma grande quantidade de formulários e seguir procedimentos que poderiam ser simplificados”, destaca Jorge Carneiro.

 Exportação

Os empresários brasileiros que têm negócios voltados ao mercado externo acreditam que o governo deveria promover mudanças na legislação e fornecer mais incentivos financeiros. O Business Index mostrou que, para 35% dos consultados, alterar as leis é prioridade. Além disso, 32% pedem mais apoio financeiro. No mundo todo, as duas maiores barreiras para o crescimento das exportações são os custos logísticos (para 30% dos empresários) e o nível de competição nos mercados internacionais (25%).

 Apesar dos obstáculos, há espaço para otimismo. No Brasil, 66% esperam crescimento da receita vinda das exportações nos próximos 12 meses, aumento médio de 4,3% no volume. O índice brasileiro é superior ao resultado global: 54% dos executivos dos 18 países têm expectativa de aumento das exportações, com crescimento de 3,2%.

Para o CEO da Sage, muitas empresas estão sendo criadas agora já com uma visão mais global. “As exportações das PMEs devem crescer”, destaca Carneiro.

 Os empresários brasileiros esperam expansão do volume de exportações para os dois destinos mais comuns das exportações, Argentina e Estados Unidos.

 Confiança

Os empresários brasileiros estão pessimistas com economia, mas a previsão é de crescimento. O País figura na terceira posição dentre os oito mercados menos confiantes com a situação local, seguindo os executivos da França e África do Sul.

 A Sage aponta que, ao mesmo tempo, 72% dos empresários acreditam que seu faturamento deve crescer no próximo ano, maior índice entre os 18 países analisados. O aumento médio de faturamento esperado pelos empresários brasileiros é de 7,3%.

 A confiança das empresas de todo o mundo em seus negócios atingiu o maior índice desde a primeira pesquisa, de 2011 — 64,14 pontos, aumento de 2,13 pontos, sendo 100 pontos para o maior índice de confiança. No Brasil, apesar da queda de 1,07 ponto, há o segundo maior nível de confiança nos negócios (70,55).

 Pela primeira vez, desde a  pesquisa inicial, feita em 2011, os empresários dos 18 países estão mais otimistas que pessimistas com as economias locais, ao contrário do Brasil. “Isso mostra que, em média, as empresas sentem que as economias nacionais estão melhorando”, afirma o CEO da Sage.

 A confiança dos empresários com a economia local subiu 2,78 pontos e os três países mais confiantes com as economias locais são Polônia, Reino Unido e Cingapura. Os empresários também já acreditam mais na recuperação da economia global — o índice subiu três pontos em relação ao levantamento do ano passado. Os mercados mais confiantes com a melhora da economia global são Irlanda, Reino Unido e Cingapura — o Brasil está na sexta colocação dentre os mais confiantes. Já os mercados mais pessimistas são Áustria, França e África do Sul.

 

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energiaA diminuição do gasto de energia e dos ruídos de ventiladores é o desejo de todo consumidor. Com isto em mente a Ebm-papst criou, em 1965, os motores EC (eletronicamente comutado) que possuem sensores diretamente no ventilador que auxiliam na demanda de ar frio, economizando energia e reduzindo ruídos do aparelho. Esta tecnologia é indicada em aplicações industriais em evaporadores e condensadores até -25º C em centros de distribuição, frigoríficos e câmaras de conservação.

Hoje, a tecnologia EC está presente em diversos produtos e, devido a isto, a Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) realiza no dia 12 de novembro, a palestra técnica “Tecnologia EC nas Aplicações VAC-R”.

O evento é gratuito e acontece na sede da ASBRAV, Rua Arabutan, nº 324, em Porto Alegre das 15h às 19h30. A presença deve ser confirmada pelo e-mail secretaria@asbrav.com.br ou pelos telefones (51) 3342.2964, (51) 3342.9467 e (51) 9151.4103.

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holandaA Gemalto (Euronext NL0000400653 GTO), líder mundial em segurança digital, entrega carteira de habilitação eletrônica Sealys para o RDW, organismo público responsável pela habilitação de motoristas e registro de veículos na Holanda.

A carteira de habilitação da Gemalto combina recursos de segurança visuais, físicos e eletrônicos que fornecem forte proteção contra fraude e falsificação.  Além disso, um microprocessador sem contacto armazena com segurança todos os detalhes individuais impressos no seu corpo de policarbonato à prova de adulteração.  Isso irá permitir que a polícia holandesa verifique a autenticidade do documento com os leitores móveis NFC autorizados.

O documento do tamanho de um cartão de crédito atende todas as exigências da mais recente iniciativa no âmbito da União Europeia para estabelecer uma moderna carteira de habilitação unificada nos Estados membros.  O RDW avaliou uma série de ofertas de segurança, e a proposta da Gemalto, que combina layout criativo com recursos múltiplos, destacou pelos seguintes quesitos:

– Janela transparente na estrutura de policarbonato puro fornece uma verificação visual imediata

– Recurso Superfície Segura da marca Sealys permite  liberação tátil e efeitos óticos em certas áreas do documento

– Selador de Borda Sealys oferece proteção adicional por meio de marcas de laser na borda da carteira

 “Garantir que apenas motoristas autorizados peguem a estrada é um elemento vital de qualquer programa de segurança rodoviária e a carteira de habilitação também serve como credencial de identificação oficial  para os cidadãos,” informa Andre Uuldriks, gerente de unidade do departamento de habilitação de condutores do RDW. “Apreciamos a combinação exclusiva de recursos de segurança e design de documento muito avançado. Temos a meta de lançar a nova carteira de habilitação eletrônica até ao final do ano.”

 “A inclusão de um microprocessador nas carteiras reforça a confiança do público na integridade de um documento. Além disso, ela permite que um amplo conjunto de verificações eletrônicas examine a autenticidade do documento e a identidade do motorista,” afirma Frédéric Trojani, vice-presidente executivo de Programas de Governo da Gemalto. “A Holanda irá se beneficiar de nossa experiência adquirida através de implementações de grande escala de carteiras de habilitação seguras, especialmente na França, Índia, Irlanda, México, Marrocos e Reino Unido.  A nova carteira também cria uma plataforma à prova de futuro para acessar serviços de eGovernment nos anos vindouros.”

 

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softwareA ClickSoftware Technologies Ltda., líder no fornecimento de soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho em campo, participa de 08 e 13 de novembro, no Mendes Convention Center, em Santos, do Sendi 2014 – XXI Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica, maior evento de distribuição de energia elétrica da América Latina. A companhia apresentará suas inovadoras soluções e recursos desenvolvidos para ajudar as empresas do setor elétrico a enfrentar os desafios da ineficiência na organização de serviços, aumentando a produtividade da força de trabalho em campo, a qualidade do serviço e reduzindo os custos. A ClickSoftware receberá os visitantes em seu estande nº 44.

A ClickSoftware vem desenvolvendo tecnologias para atender as necessidades do setor de energia e já é referência no fornecimento de soluções de gestão da força de trabalho em campo. Hoje, 75% das 100 maiores provedoras de serviços públicos líderes no mundo utilizam as soluções da companhia. Além disso, a ClickSoftware possui clientes do setor na América Latina e suas soluções já estão em fase de teste em algumas empresas brasileiras.

Os clientes da ClickSoftware conseguiram um aumento de até 33% na produtividade com as soluções de gestão da força de trabalho em campo da empresa. Além disso, as soluções da companhia proporcionam uma redução de 30% no tempo de resposta ao cliente e 24% no tempo de deslocamento dos profissionais. Já em relação à produtividade da força de trabalho, é possível otimizar as visitas de manutenção em 50% e aumentar em 20% os trabalhos dos técnicos por semana.

“O conjunto de soluções da ClickSoftware para o setor elétrico é completo o suficiente para lidar com todos os grandes desafios relacionados ao trabalho em campo que as empresas do setor enfrentam  hoje, com a completa otimização da cadeia de serviços, enfatiza Udi Geismar, vice-presidente da ClickSoftware para a América Latina.

Tecnologia Wearable

Além de suas reconhecidas soluções de agendamento automatizado, otimização e mobilidade empresarial, a ClickSoftware também saiu à frente e já incorporou a tecnologia Wearable (qualquer dispositivo eletrônico em miniatura utilizado pelo portador sob, com ou por cima da roupa) em seus produtos. Assim como a Apple Smart Watch, Sansung Gear e o Google Glass, os dispositivos wearables representam a nova fase na revolução de mobilidade, especialmente em aplicações corporativas. O software da ClickSoftware integrado a esses dispositivos, ShiftExpert, auxilia os técnicos em campo a solucionar problemas com maior agilidade, reduzindo custos.

O ClickSoftware ShiftExpert utiliza o dispositivo wearable para permitir que os funcionários insiram dados em planilhas,  enviem lembretes e atualizem a folha por exemplo.

 

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selicOpinião é do coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina – FASM, Reginaldo Gonçalves, que está disponível para comentar a reunião do Copom

 Nesta quarta-feira (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciará a taxa básica de juros (Selic) para o próximo período. O coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina – FASM, Reginaldo Gonçalves, acredita que mesmo com a “estagflação”, a taxa será mantida em 11%. Fatores conjunturais poderão pressionar a inflação, que deve ultrapassar a meta estabelecida de 4,5% ao ano com viés de 2%.

“A falta de confiabilidade no governo alicerçado e a perda de competitividade e alta dos custos poderão apontar novos cenários no País, que se não forem combatidos com medidas pontuais, poderão prejudicar o mercado como um todo, assim como as empresas que deixarão de ter recursos mais baratos para financiar sua expansão,” avalia.

 

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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