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aguaA falta de clareza na destinação e distribuição dos recursos na área do saneamento foi um dos principais problemas apontados pelo presidente da Abes. O tema foi tratado na Reunião Almoço promovida pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Rio Grande do Sul (Abes-RS), na Federasul, em Porto Alegre.

– Não está clara qual a fonte de recursos e como você vai dar melhor condição básica para os operadores efetuarem seus serviços. É uma grande preocupação. É preciso aprofundar estudos climatológicos e mudar a forma de fazer planejamento. O problema em São Paulo foi um aprendizado de que esse tema não é brincadeira. Não sabemos o quanto o desmatamento e alterações no meio ambiente estão influenciando isso, mas é preciso planejar de forma diferente – afirmou o presidente da Abes, Dante Ragazzi Pauli.

O presidente da Abes-RS, Darci Campani, abriu o encontro fazendo um resumo das ações que a entidade realizou ao longo do ano de 2014. Além da atuação das Câmaras Temáticas, a entidade promoveu diversos encontros de capacitação e o Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental, realizado em maio que trouxe importantes autoridades nacionais e internacionais da área.

O presidente da Abes, Dante Ragazzi Pauli, fez elogios ao trabalho desenvolvido na seccional Rio Grande do Sul pela intensa atuação no setor e ressaltou o cenário preocupante que existe no Brasil, tanto na área de abastecimento como na destinação de resíduos sólidos.

– Hoje, somente 8% dos municípios arrecadam mais do que gastam. O que mostra a dificuldade estrutural das cidades. A maioria não possui planos de saneamento e não contam com recursos humanos suficientes na área. Eu considero isto a base de tudo. A primeira ação é investir em pessoas para melhorar o saneamento do Brasil – afirmou

A necessidade de investimentos na redução das perdas de água também foi lembrada pelo palestrante. Atualmente a média no Brasil do índice de perdas de água é de aproximadamente 40%.

– Temos que ter esse como um grande indicador de eficiência. Existem bons exemplos que estão fazendo as perdas caírem e é preciso que isso se propague pelo país – completou Dante.

O encontro foi realizado na quarta-feira (17/12) na sede da Federasul, em Porto Alegre.

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 manutenaoDe acordo com Hércules Tchechel, presidente da Armo do Brasil, empresa de suprimentos e que presta serviços para o setor industrial há 15 anos, nesta época, cresce a demanda por serviços de manutenção é a hora de executar o que foi planejado. “Uma avaliação criteriosa dos equipamentos pode fazer com que, muitos sejam reciclados por meio de novas tecnologias e voltem a ficar disponíveis dentro do processo, funcionando com segurança e até com a mesma curva produtiva”, esclarece. Bombas centrífugas ou a vácuo, válvulas rotativas, roscas transportadoras de bagaço, rotores de exaustores, cabeçotes ou filtros prensa são alguns dos equipamentos que podem retornar à produção depois de recuperados.

Como uma solução prática e de menor custo, Tchechel acredita que recuperar é a palavra de ordem ao invés de trocar os equipamentos por novos. “Hoje existem técnicas inovadoras que permitem a recuperação de um equipamento desgastado bem próximo dos dimensionais originais como a soldagem a frio, que pode devolver o mesmo potencial de um novo a um custo até 75% menor”, assegura. Ele diz que Armo tem recuperado muitos equipamentos por meio dessa tecnologia.

Outra indicação para reduzir o impacto dos custos de manutenção neste período é lançar mão da tecnologia dos revestimentos químicos. Segundo Tchechel, hoje existem tintas especiais de alto desempenho que revestem os equipamentos com a função de protegê-los da corrosão e dos efeitos nocivos das altas temperaturas. O processo protege e prolonga a utilidade dos equipamentos e, por vezes, dispensa a troca por um novo. “Uma tinta à base de aço inox 316L reveste todo o equipamento, inclusive a área por onde passa os líquidos corrosivos, fazendo com que a resistência química do inox seja transferida para a superfície de carbono, prolongando a durabilidade da máquina”, explica. Segundo Tchechel, é um investimento baixo perto da economia que se faz.  Tchechel recomenda, antes de tudo, contar sempre com o apoio de um especialista para auxiliar nesta tarefa. Para ele, é fundamental estabelecer parcerias com empresas confiáveis e que disponibilizam profissionais técnicos para orientar qual a melhor solução dentro de cada contexto. “Por último, é imprescindível que a manutenção faça parte de todo o ciclo de vida de um equipamento em um trabalho conjunto da Engenharia, Produção e Manutenção. Entendo que, dessa forma, é possível atuar no processo com racionalização de recursos e redução de atrasos da produtividade”, argumentou.

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agriculturaDuas importantes iniciativas globais para a agricultura sustentável reconheceram a necessidade de um serviço global de identificação e certificação de propriedades rurais produtoras de alimentos. A GS1 foi a entidade selecionada pelo United Nations Global Compact Food and Agriculture Business Practices (UNGC FAB) e pela Declaration of Abu Dhabi para prover um serviço de registro padronizado.

Para o UNGC FAB, a importância da participação da GS1 no processo de identificação está na melhoria da rastreabilidade da cadeia de abastecimento alimentar. Ou seja, o trabalho da GS1 voltado à segurança do alimento, que apoia a cadeia de valor do campo à mesa, está sendo reconhecido mundialmente. O principal objetivo do UNGC FAB e da Declaration of Abu Dhabi é incentivar os pequenos agricultores a práticas mais sustentáveis de produção. “A preocupação se baseia em projeções da ONU, que estima aumento de 70% no abastecimento de alimentos até 2050, embora os recursos da agricultura e da aquicultura sejam finitos”, explica João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

A GS1 participa de grupos de trabalho em vários países que atuam em projetos destinados a superação da fome e da desnutrição da população mundial, em função do seu aumento. Processos de padronização de identificação e de rastreabilidade eficientes desenvolvidos pela GS1 podem contribuir para redução significativa da perda de produção de alimentos, gerar mais produtividade, preservar a biodiversidade e os ecossistemas, melhorar o trabalho no campo, reduzir o impacto ambiental, melhorar a renda de todos os trabalhadores envolvidos e diminuir o êxodo rural.

“Felizmente, percebemos hoje um bom nível de conscientização dos envolvidos na cadeia de abastecimento em apoiar iniciativas como as do UNGC FAB e da Declaration of Abu Dhabi”, afirma João Carlos de Oliveira. “Os consumidores terão mais estabilidade dos preços e maior segurança dos alimentos se a cadeia de abastecimento se preparar desde já para amenizar a crise alimentar e tornar a agricultura mais sustentável.”

Identificação – De acordo com o planejado, a GS1 fornecerá o que está sendo chamado de Global Farm ID Registry Service. Um serviço padronizado para que os agricultores de todo o mundo se registrassem para receber a identificação única – uma forma de registrar as propriedades rurais que estiverem em conformidade com os princípios de melhores práticas da UNGC FAB. Ao se registrar, a propriedade terá a condição de receber “apoio à capacitação” do UNGC e outras agências da ONU.

A implantação do projeto está prevista por meio de um programa piloto com início em junho de 2015. As organizações envolvidas esperam que cerca de vinte países e 500 mil fazendas sejam envolvidas. Espera-se construção dos três pilares operacionais dessa iniciativa:

  • Um conjunto comum de boas práticas agrícolas;
  • Um sistema único de identificação de cada propriedade rural;
  • Um mecanismo para garantir o empenho das cadeias de abastecimento.

O documento que resultará em um conjunto de orientação das melhores práticas agrícolas nessa iniciativa será acessível a todos, como um recurso de código aberto para uso facultativo, flexível. O sistema único de identificação e o mecanismo comum de comunicação serão ferramentas adicionais para o alinhamento de esforços para a máxima eficiência, transparência e impacto. “A GS1 continua trabalhando para estabelecer uma linguagem comum global para a agricultura sustentável”, declara João Carlos de Oliveira.

 

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Por René Guiraldo

flukeAo adquirir um alicate amperímetro eficiente para o seu dia a dia é necessário que o equipamento ofereça resultados precisos e consistentes.

Imagine que você passou o dia inteiro solucionando um problema com um motor apenas para descobrir que o problema não é realmente o motor, mas o alicate que você estava usando para medi-lo. Se você aposta toda sua reputação na sua habilidade para terminar o trabalho, tenha certeza de que seu alicate está trabalhando para você e não contra você.

Em primeiro lugar, verifique se o seu alicate relata a leitura True-RMS. Caso contrário, o ruído de tudo, incluindo uma unidade de frequência variável para lâmpadas fluorescentes compactas, pode resultar em uma leitura menos precisa.

Além disso, é necessário certificar-se que o alicate trabalhe onde e como você quer. Fazendo resultados precisos e consistentes em um laboratório é um bom começo. Mas nem sempre você trabalha em um ambiente limpo e controlado. Antes de fazer uma compra, confira se o alicate é específico para trabalhar no ambiente em que você está.

Tenha certeza de que não comprou um alicate específico para uso interno com um alcance operacional mínimo mais quente do que -10°C, se você acha que pode precisar fazer medições externas. Se o alicate não é desenvolvido para trabalhar externamente, as medições obtidas podem não ser precisas.

Finalmente, tenha certeza de que o alicate é resistente o suficiente para continuar a dar resultados confiáveis após anos de medição, após cair de escadas e balançar em torno da parte traseira de seu caminhão.

Suas ferramentas de teste e medição são uma barreira crítica entre você e o perigo. Elas são literalmente uma extensão do seu corpo em um ambiente muito perigoso que podem comprometer sua segurança. Antes de tudo, é necessário certificar-se da escolha de um alicate amperímetro com uma classificação de categoria apropriada para o trabalho que está sendo realizado.

Em segundo lugar, escolha uma marca com reputação no fornecimento de equipamentos de testes seguros e confiáveis. Qualquer um pode comprar um alicate amperímetro e colocar sua marca nele. Apenas alguns fabricantes projetam, constroem e testam seus próprios equipamentos para exceder os padrões nacionais de segurança.

Seu alicate amperímetro é parte de um sistema de segurança que inclui equipamento de proteção pessoal (PPE). Além de ter o PPE correto, certifique-se de que você pode operar facilmente seu equipamento de teste e medição com seu equipamento de proteção pessoal.

Em relação às características de seu equipamento, a melhor escolha é qualidade ao invés de quantidade, senão você pode estar desperdiçando dinheiro e funcionalidade. Hoje em dia é possível obter quase tudo compilado em um alicate amperímetro. Porém quanto mais recursos, mais difícil se torna o uso e pior se torna a execução. Em vez de tentar obter o máximo de recursos possíveis, escolha um medidor que tenha as funções de medição que você precisa para ter seu trabalho finalizado, sem nenhum recurso irrelevante que não faça sentido. Além disso, você acaba não pagando por funções irrelevantes para o trabalho em questão.

René Guiraldo é Gerente Nacional de Vendas da Fluke do Brasil

 

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por Renato Rossato, Engenheiro de Desenvolvimento da REHAU no Brasil

 reusoEm meio à crise hídrica no estado de São Paulo, a eficiência da gestão das águas no nosso país nunca foi tão questionada. As chuvas deste ano foram escassas, porém isto apenas evidenciou a fragilidade e falhas do nosso sistema de tratamento e distribuição de águas.

Já passamos do momento de criação de um plano de contingência e a situação é emergencial, porém diversas ações podem ser tomadas para evitar que isso se repita em longo prazo. Em 2011, por exemplo, o nível de chuvas foi muito elevado e não pode ser armazenado pelas represas, que atingiram 100% da capacidade. Como os sistemas não prevêem as alternâncias mais extremas de chuvas e secas, essa água acabou sendo desperdiçada.

De acordo com um estudo divulgado pela Instituição Trata Brasil, cerca de metade da água que escorre pelos ralos ainda chega na forma de esgoto sem tratamento aos  rios, córregos e represas de São Paulo. Com apenas 38,7% do volume tratado, a capital paulista está ignorando um estoque de água equivalente a dois sistemas Cantareira. Com o devido tratamento desse volume, a crise atual poderia ser amenizada.

A reutilização da água não é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos. No Brasil, as estações tratam o esgoto em nível inicial, por isso a água é utilizada apenas para limpeza de calçadas, irrigação de jardins e na produção industrial. Adicionando mais etapas para completar o tratamento, a água se tornaria potável, como é feito em países como EUA, Austrália e Bélgica.

A eficiência dos sistemas de tratamento de efluentes também é um fator a ser levado em consideração. Atualmente, emprega-se sistema de aeração por ar difuso no tratamento de efluentes sanitários e efluentes industriais, composto por soprador de ar, tubulações e válvulas para alimentação de ar e difusores de membranas em EPDM. Porém já é possível encontrar no mercado novas tecnologias mais eficientes produzidas com diferentes tipos de polímeros. Essa opção, apesar de ter o custo mais alto de instalação, possui a vida útil cerca de 200% mais longa, o que reduz consideravelmente os custos com manutenção. Em longo prazo, o investimento é compensado, já que não há a necessidade de instalar um novo sistema nos próximos 10 ou 12 anos.

Nesse cenário, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer, já que dos 62,8 milhões de domicílios, quase 27 milhões de residências não possuem ao menos rede coletora de esgoto. Para reverter essa situação, segundo um relatório divulgado em março pelo IBGE, o Brasil precisa investir pouco mais que R$ 313 bilhões até 2033 para que o saneamento básico alcance 100% da população.

Outro estudo realizado pela Instituição Trata Brasil, revelou que alunos sem acesso à coleta de esgoto e água tratada sofrem um atraso escolar maior em comparação aos estudantes com as mesmas condições socioeconômicas, mas que moram em locais onde há saneamento. Além da redução em 6,8% do atraso escolar, de acordo com a pesquisa, a universalização do saneamento refletiria no ganho de produtividade do trabalho e aumento na remuneração futura. O turismo também pode se beneficiar e o país arrecadaria anualmente R$ 7,2 bilhões com atividades turísticas em áreas onde atualmente não há serviços de coleta de esgoto.

É um investimento alto, porém extremamente importante para a utilização dos recursos hídricos. O tratamento de efluentes acaba representando um potencial emergente que visa não somente a racionalização do uso de um bem finito, mas também auxilia indiretamente no desenvolvimento da sociedade ao redor.

 

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brasilO Brasil ficou na 39ª posição em uma lista com 43 países em um ranking que avalia os países de acordo com as condições sistêmicas de concorrência internacional. Os dados foram apurados na pesquisa Índice de Competitividade das Nações, desenvolvida anualmente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O resultado, de acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é um sinal de que o Brasil não vem fazendo a lição de casa. “Nós podemos ter até melhorado, mas os outros melhoraram muito mais. Em 13 anos, por exemplo, a China subiu 11 posições e a Coreia 10posições. O Brasil se manteve numa posição muito ruim. Isso significa que estamos sem competitividade com relação a outros países do mundo.”

Uma das saídas, afirma Skaf, é a redução de impostos e dos gastos públicos. “Os impostos no Brasil precisam ser reduzidos. E, em hipótese nenhuma, serem aumentados porque já há uma grande carga tributária. No atual cenário, de baixo crescimento econômico, somente a redução dos gastos públicos, principalmente as despesas de custeio, possibilitaria a folga necessária no lado fiscal para a redução da carga tributária.”

De acordo com José Ricardo Roriz Coelho, diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, o persistente arrefecimento da economia brasileira em 2014 é um agravante que pode influenciar em uma piora da colocação brasileira.

“Não são animadoras as perspectivas para melhora do índice em 2014. Até porque não há uma agenda e um conjunto de ações que indiquem um aumento da competitividade brasileira na comparação com a desses outros países. No ano de 2014, provavelmente, nossa situação vai piorar diante dos dados de 2013. Mas isso é uma avaliação preliminar”, esclarece Roriz.

Elaborado anualmente pelo Decomtec/Fiesp, o Índice de Competitividade das Nações identifica os principais avanços e restrições ao crescimento da competitividade brasileira. A pesquisa separa 43 países em quatro quadrantes: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa. O Brasil se encontra no grupo de baixa competitividade.

“Quando se mede, percebe-se que os outros estão andando numa velocidade maior que a nossa”, complementa Roriz.

Em 2013, os Estados Unidos permaneceram no topo do grupo de competitividade elevada com a primeira colocação e 86,6 pontos, seguido pela Suíça com 78 pontos, Coreia do Sul com 77,1 pontos e Cingapura com 72,9 pontos.

A nota do Brasil em 2013 – 21,5 pontos – só não foi pior que a de quatro dos 43 países avaliados: Turquia (20 pontos, 40º lugar), Colômbia (19 pontos, 41º lugar), Indonésia (17,4 pontos, 42º lugar) e Índia (10,3 pontos, 43º lugar).

Roriz acredita que comparações como a do Índice de Competitividade são uma boa referência. “Podem nos nortear até para saber se o Brasil está evoluindo de uma maneira positiva com relação a competitividade e também ver o que os outros estão fazendo, principalmente aqueles estão evoluindo numa velocidade maior. E através dessa análise ajudar o país a ficar cada vez mais competitivo.”

Embora os Estados Unidos permaneçam na liderança, Cingapura, Áustria, Hungria e Israel foram os países que, segundo o levantamento, ganharam mais competitividade entre 2012 e 2013.

Cingapura avançou três posições no ranking, chegando ao 4º lugar, com 72,9 pontos, no quadrante de competitividade elevada. A Áustria também subiu três posições, passando a 60,7 pontos, na 14ª colocação, ficando no grupo de competitividade satisfatória.

Israel e Hungria ascenderam duas posições. A nação do Oriente Médio passou a 66,5 pontos, no 11º lugar, na faixa da competitividade elevada. Já o país da Europa Central ficou com 45,6 pontos, na 26ª colocação, no grupo médio.

“Se a gente olhar a maioria dos países que avançaram com velocidade grande com relação a sua competitividade, todos esses países tiveram um plano e disciplina de execução para fazer isso. Não foi por acaso que isso aconteceu”, analisa Roriz.


Urgência

O estudo da Fiesp identifica seis prioridades na agenda de políticas públicas para que o país retome a rota de crescimento. Como urgência, o departamento da Fiesp aponta a simplificação e a redução da carga tributária para o setor produtivo, a redução no custo do financiamento e o alinhamento cambial.

Outras condicionantes que merecem atenção são os investimentos em infraestrutura, Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e educação.

No entanto, Roriz pondera que o efeito positivo dessas medidas – mesmo se tomadas de imediato – leva algum tempo para ser percebido. “Dificilmente uma decisão começa a ser implementada no dia seguinte. E mesmo que seja implementada, suas consequências na economia demoram um tempo. Agora, mais do que a urgência de implementar, nós precisamos de uma política, de uma estratégia, de uma agenda e daí partirmos rapidamente para a sua execução”, reivindica o diretor.

Se o Brasil fizer as várias reformas que precisa, argumenta Roriz, os indicadores de 2015 podem até ser ruins, mas a tendência é que o Índice de Competitividade melhore nos anos seguintes.

Inflação

No combate à inflação, a indústria brasileira precisa de condições para poder aumentar a oferta de produtos. Segundo Roriz, a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual para 11,25% ao ano “foi uma decisão absurda e improvisada”.

“Para frear a inflação, que foi o objetivo anunciado, é totalmente absurdo, até porque o país já está parado e com baixa demanda. O país precisa ter mais concorrência, principalmente em insumos e matérias primas. Não é aumentando juros que a gente vai frear a inflação hoje”, avalia Roriz.

Fonte: FIESP

 

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finanvasCom o objetivo de ampliar as novas condições especiais oferecidas pela linha BNDES Automático e o novo programa BNDES MPME Inovadora, o Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizará no dia 17 de novembro, o Seminário Finanças e Financiamento – Viabilizando Investimento nas Pequenas e Médias Empresas.

O seminário trará linhas e programas de financiamento como uma oportunidade para as instituições financeiras apresentem suas estratégias de atendimento.  Também serão abordadas formas para melhoria da comunicação entre empresas e bancos.

Terá painéis e palestras com informações importantes para empreendedores e empresários em busca de formas para melhoria de acesso a essas linhas de crédito. Entre os participantes estão diretores e superintendentes dos bancos Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Desenvolve SP, abordando “Estratégia das instituições para atender às PMEs”. O BNDES discutirá  soluções para Pequenas e Médias.

Paralelamente ao encontro, será oferecida a Sala de Crédito, com atendimento empresarial e financeiro exclusivo. A ideia é informar e orientar sobre linhas de financiamento de longo prazo, facilitar o acesso ao crédito, orientar de forma estratégica as demandas de financiamento das micro, pequenas e médias indústrias, quanto a aquisição de máquinas e equipamentos; construção ou reforma de instalações; projetos de pesquisas e desenvolvimento; exportação; projetos de sustentabilidade; capital de giro e compra de matéria-prima.

Para mais informações e inscrições acesse o site http://www.fiesp.com.br/agenda/seminario-financas-e-financiamneto-viabilizando-investimentos-nas-pequenas-e-medias-empresas/

 

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sacolaPor Emiliano Graziano*

A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, considerando constitucional a lei que proíbe a distribuição gratuita e venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do Município de São Paulo, trouxe novamente o debate sobre seus impactos ambientais, sociais e econômicos. Neste fogo cruzado está o consumidor que, enquanto a decisão final não é tomada, fica sem saber o que fazer. Mas, qual a melhor opção? Usar ou proibir? Seja qual for a decisão, a ciência deve ter papel fundamental nisso.

Conhecemos alguns dos impactos ambientais do produto, como o tempo de decomposição do material e sua capacidade de ser 100% reciclado. Segundo dados do Pró-teste, por exemplo, as sacolas plásticas duram 200 anos quando soterradas no lixo. Impacto que, se multiplicado pelas 1,5 milhões de sacolas distribuídas por hora no Brasil segundo a campanha Saco é um Saco do Ministério do Meio Ambiente (MMA), nos dá uma ideia do potencial. Não menos importante está a questão econômica sobre o impacto da nova proibição que recairá sobre o setor de embalagens plásticas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), a proibição de sacolas plásticas em São Paulo deixaria aproximadamente três mil pessoas sem emprego. Além disso, as sacolas representam 5% do faturamento da indústria do plástico na cidade, representando cerca de R$ 72 milhões por ano.

Mas, quem deve pagar a conta pela proibição? Ao proibir a distribuição gratuita e venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do Município de São Paulo o paulistano não poderá mais descartar seu lixo doméstico nas sacolinhas. Segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o custo mensal das famílias brasileiras aumentaria quase 150%, ficando próximo aos gastos com itens como arroz e feijão caso o cidadão precise comprar sacos plásticos para descartar seu lixo doméstico e transportar suas compras.

Estamos falando de informações que ratificam o posicionamento daqueles contra ou a favor a proibição. Dentro de sua realidade, todos estão certos, mas o consumidor, que toma sua decisão acreditando naquilo que te dará mais benefícios, precisa ser informado sobre o que, de fato, é o melhor para toda a sociedade. Não aquilo que dê ganhos a um lado em detrimento a outro. Quando o assunto é o uso das sacolas plásticas trata-se de uma questão holística que impacta vários atores da sociedade. É crucial que se coloque a ciência no centro das discussões.

No ciclo de vida dos produtos, cada ator da sociedade tem a sua parcela de responsabilidade. As autoridades por sua vez, ao legislar, devem se embasar com dados pautados pelo balanceamento entre os aspectos sociais, econômicos e ambientais. As empresas devem buscar processos e produtos cada vez mais sustentáveis, gerando valor para sua marca e beneficiando a sociedade. Esta, por sua vez, tem papel fundamental em outra etapa importante: o uso e o descarte. Uso que deve passar por uma decisão de compra que considera critérios da sustentabilidade, e o descarte que precisa se tornar adequado, preferencialmente para o início de um novo ciclo através da reciclagem ou o reuso do material.

Os dados sociais, econômicos e ambientais precisam ser colocados na balanço para se apresentar a alternativa de embalagem que mais concilia os três fatores. Quem fará isso? Ferramentas já propiciam o resultado exato sobre a socioecoeficiência do ciclo de vida de um produto, tornando a decisão mais racional e menos emocional sobre o uso das sacolas.

Seja qual for o produto consumido, o cidadão deve utilizá-lo de forma consciente, evitando a escassez ou o esgotamento de recursos naturais e matérias-primas. O uso adequado da ciência pode gerar uma sociedade justa, que visa o desenvolvimento sustentável em sua plenitude, baseado em estudos e uma relação ganha-ganha.

*Emiliano Graziano é gerente de Socioecoeficiênciada Fundação Espaço ECO®.

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download“Aumentar os juros não vai contribuir em nada para diminuir a inflação, até porque, o crescimento do PIB deste ano deve ser zero,  logo, não há como frear a economia. Para levar a inflação a níveis mais baixos é preciso urgentemente diminuir o custo de se produzir no Brasil e incentivar investimentos que aumentem a oferta e a concorrência. A decisão que o Copom acaba de adotar de aumentar a Selic para 11,25% ao ano não atende às necessidades do Brasil. Os juros altos esgotaram-se como único mecanismo de controle à inflação. Precisamos, sim, de ações estruturadas em médio e longo prazos para que a taxa básica de juros do Brasil deixe de ser refém do problema fiscal. Com o capital político conquistado com a reeleição, mas também precisando ouvir o clamor por mudanças de quase 50% do eleitorado que não votou nela, a presidente Dilma Rousseff precisa articular, rapidamente, forças que lhe permitam reduzir o déficit orçamentário e, consequentemente, a pressão sobre os juros. O alto custo do capital prejudica o aporte de investimento em empreendimentos produtivos.

 

O único caminho para voltarmos a crescer, sem inflação, é realizar mudanças profundas nas políticas fiscal e industrial, além de aumentar a competitividade para se produzir no Brasil a custos mais baixos. O custo de produção no Brasil é pelo menos 34% superior ao dos nossos concorrentes. Na indústria de transformação do plástico, que reúne 11.670 empresas, já começamos a sentir os reflexos na redução de postos de trabalho. Estamos operando com 67% a 70% de nossa capacidade, quando o normal é de 75% a 80%. A previsão para o fechamento do ano é de crescimento próximo a zero ou até mesmo negativo”.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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