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Em 2012, país reciclou 97,9% das latinhas de alumínio consumidas, injetando R$ 630 milhões na economia

A 5ª ExpoAlumínio – Exposição Internacional do Alumínio, promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e realizada pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), representa uma indústria que possui um grande trunfo ambiental: a reciclagem. Em 2012, o Brasil reciclou 97,9% das latinhas de alumínio para bebidas consumidas. A feira, que nesta edição está maior e deve receber 15 mil visitantes e 170 marcas nacionais e internacionais, também atua como um estimulador para o setor de Alumínio que este ano projeta crescimento de 5,3%, contra uma projeção de 2,2% para o PIB nacional.

Segundo a ABAL, em 2012, a coleta de latas de alumínio para bebidas injetou R$ 630 milhões na economia nacional. Além disso, por consumir apenas 5% de energia elétrica, quando comparado ao processo de produção de metal primário, a reciclagem de 267 mil toneladas de latas gerou economia de 4 mil GWh ao país, número equivalente ao consumo de energia residencial de 6,6 milhões de pessoas, em dois milhões de residências.

A indústria do alumínio também possui uma das mais eficientes cadeias de reciclagem entre todos os materiais e setores produtivos. No Brasil, 35% do alumínio utilizado na fabricação de novos produtos provêm de sucata. Como a oferta de sucata está relacionada ao consumo, as empresas de reciclagem investem continuamente em pontos de coleta, capacidade e eficácia para absorver toda a sucata disponível. “Estamos preparados para atender à crescente disposição de sucata. A cadeia de reciclagem tem esse mérito. Temos estrutura para absorver e processar volumes cada vez maiores”, explica o coordenador da Comissão de Reciclagem da ABAL, Carlos Roberto Morais.

A ExpoAlumínio não se resume em lançamentos de produtos e geração de negócios. A diretora da feira, Liliane Bortoluci, explica que, paralelo ao evento, acontecem também o 6º Congresso e 12º Seminário Internacional do Alumínio. “Também proporcionamos aos profissionais do setor, a oportunidade de se atualizarem sobre as recentes inovações tecnológicas da produção do alumínio e sobre suas novas aplicações”. A ExpoAlumínio acontece de 1º a 3 de abril de 2014, no Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo. Entre as marcas confirmadas estão Alcast, Alumpar, CDA Metais, Fixadores Douglas, Giansun, Latasa, Miroglio-Sublitex, Norsk Hydro, Novelis, Shockmetais, Tecbelt Feltros, Vesuvius e Votorantim Metais-CBA. A última edição, em 2012, recebeu 150 marcas e 12,5 mil visitantes.

Serviço

Mais informações pelo site do evento www.expoaluminio.com.br

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A balança comercial de produtos do setor eletroeletrônico deverá fechar 2013 com déficit da ordem de US$ 35 bilhões, valor 9% superior ao registrado em 2012, resultado de exportações de cerca de US$ 7 bilhões e importações de aproximadamente US$ 42 bilhões. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (26) pelo presidente da Abinee, Humberto Barbato, em Belo Horizonte, em reunião com mais de 80 diretores e executivos de empresas associadas à entidade em Minas Gerais.

Segundo Barbato, além do real ainda sobrevalorizado, fica muito difícil melhorar o cenário do comércio exterior, em função da baixa prioridade conferida pelo Brasil aos acordos comerciais com países desenvolvidos. “Nos últimos 12 anos, foram firmados pelo Brasil apenas três acordos internacionais (Egito, Israel e Autoridade Palestina), enquanto, no mundo, foram negociados 453 acordos, dos quais cerca de 300 notificados na OMC. Isso nos permite dizer que além do tão conhecido Custo Brasil, agora temos que suportar um novo custo, o Custo Mercosul”, disse Barbato. Para ele, isso ocorre diante da obrigação do país ter que realizar seus acordos em conjunto com seus parceiros de bloco, que vive uma paralisia no contexto comercial. “Esta situação nos leva a ficar sem novos mercados para nossos manufaturados”, afirmou Barbato. Na ocasião, o presidente da Abinee apresentou um balanço do setor eletroeletrônico em 2013 e as expectativas para o próximo ano. O evento contou com a presença do vice-governador do Estado de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho Jr; do ex-ministro Pimenta da Veiga; do presidente do Sinaees-MG, Ricardo Vinhas; e do Diretor da regional Abinee-MG, Ailton Ricaldoni.

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Produtos fabricados fora do Brasil dominam 82,4% do aumento da demanda doméstica

Os resultados da análise dos Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp, divulgados nesta quinta-feira (21/11), pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, mostram que a queda do Real perante ao Dólar não diminuiu a entrada de importados no mercado brasileiro.

Entre os meses de Julho e Setembro, a demanda doméstica cresceu 4,1%, porém, deste montante, apenas 17,6% foi absorvido por produtos nacionais. A grande fatia, de 82,4%, foi dominada por produtos fabricados fora das fronteiras brasileiras.  O efeito da desvalorização do Real – que passou de R$ 1,99 a R$ 2,33 para cada US$ 1 – não afetou o Coeficiente de Importação (CI), segundo o diretor do Derex, Roberto Giannetti, pois se leva cerca de seis meses para que os efeitos de uma mudança cambial sejam absorvidos pela economia.

“Mais importante que isso, porém, é que o ganho de competitividade da moeda brasileira não ocorreu em relação às moedas de outros países com os quais o Brasil possui grande volume de comércio”, explica Giannetti. “China, Japão e outras nações asiáticas e sul-americanas também sofreram depreciação de suas moedas perante o dólar americano. Houve, portanto, uma desvalorização geral e no mesmo período, o que roubou a competitividade da indústria brasileira.”

O diretor também ressalta que o cálculo dos coeficientes não considera o efeito preço, ou seja, as variações no valor das exportações e importações. Por isso, o déficit comercial registrado no ano não interfere nos resultados da análise.

O CI da indústria geral brasileira fechou o terceiro trimestre de 2013 em 24,7%, valor ligeiramente abaixo do registrado nos três meses imediatamente anteriores (24,8%). No entanto, na comparação interanual, o indicador manteve a trajetória de expansão, com um acréscimo de 2,44 p.p.

O Coeficiente de Exportação (CE), por sua vez, mantem uma tendência de estabilidade em bases anuais. Já na comparação com abril a junho deste ano, o indicador fechou o período com diferença negativa de 0,5 p.p., passando de 21% a 20,5%.

De acordo com a análise do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior, parte dessa redução marginal pode ser atribuída à acomodação da indústria, após o forte desempenho do setor no segundo trimestre deste ano.

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Linha amarela tem alta estimada de 13% por conta das encomendas realizadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para o PAC2 Equipamentos

A comercialização de equipamentos para a construção deve alcançar um resultado positivo em 2013, com crescimento de 5% em comparação com 2012. Serão mais de 74,1 mil unidades vendidas contra 70,3 mil unidades comercializadas no ano anterior. A constatação é do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, elaborado pela Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração e divulgado nesta quarta-feira, dia 13 de novembro, em São Paulo, durante o evento estratégico Tendências no Mercado da Construção.

Esse resultado decorre do crescimento estimado de 13% na comercialização de máquinas da linha amarela (terraplenagem e compactação) neste ano, com 33,3 mil unidades vendidas contra mais de 29,4 mil unidades vendidas em 2012, e também, do desempenho geral de outros equipamentos para construção, um grupo heterogêneo formado por gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos e tratores de pneus, que deve apresentar uma alta de 19% em 2013.

De acordo com Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, o desempenho das vendas dos equipamentos para construção será menor do que a linha amarela e das demais máquinas, principalmente, por conta dos resultados dos caminhões rodoviários, que devem obter um decréscimo de 7% nas unidades vendidas. “Essa categoria impacta fortemente no resultado final dado o número absoluto de unidades envolvidas”, explica.

Em relação aos setores que utilizam máquinas para a construção, a área de infraestrutura responde pela maior parte dos equipamentos adquiridos em 2013, com 35 mil unidades, o que significa um crescimento de 9,9% ante 2012. A construção civil é o segundo segmento em termos de vendas, com 28 mil unidades, o que representa uma alta de 1,4% em comparação com o ano passado.

Linha amarela

A quantidade esperada de 33,3 mil máquinas comercializadas em 2013 marcará um novo recorde no setor. O recorde anterior ocorreu em 2011, com mais de 30,5 mil unidades vendidas.

Para Daniel, um dos fatores que influencia esse resultado é o grande número de máquinas encomendadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para serem repassadas a municípios pré-designados com até 50 mil habitantes, fora das principais regiões metropolitanas. Até a primeira quinzena de outubro, foram entregues 6.090 máquinas, entre retroescavadeiras e motoniveladoras, com montante de R$ 1,47 bilhão. “Essas duas categorias de equipamentos devem ter um expressivo resultado em termos de vendas em 2013, com altas de 16% e 177%, respectivamente, em comparação a 2012”, detalha.

Em termos percentuais, o desempenho das vendas na linha amarela no Brasil será melhor do que na Europa e na América do Norte, que deverão apresentar recuos de 7% e 8%, respectivamente, e do que a China, cujo crescimento esperado é de 4%. Atualmente, o país representa cerca de 3,5% do mercado mundial de equipamentos.

No caso da importação, o Estudo de Mercado estima que haverá uma elevação de apenas 2,2% em 2013 ante 2012. “Essa pequena alta deve-se, principalmente, às taxas de câmbio mais desvalorizadas, que afetaram a competitividade das empresas importadoras de equipamentos”, afirma Daniel.

Frota de equipamentos

Estimativas do Estudo de Mercado mostram que, em 2009, a população de máquinas com até 4 anos de uso era da ordem de 140 mil unidades. Em 2013, a estimativa é que esse volume chegue a quase 300 mil unidades. “Com as vendas elevadas, houve nos últimos anos uma forte renovação da frota e um importante acréscimo de população”, explana o vice-presidente da Sobratema. No caso dos equipamentos com até 10 anos de uso, para 2013, a projeção é de quase 480 mil unidades.

Projeções até 2018

O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção também apresenta projeções para a venda de máquinas até 2018, cuja elevação média anual será de 5,49%. Esse crescimento depende da retomada de investimentos e da viabilização efetivas dos projetos que estão sendo elencados para reduzir os gargalos existentes na infraestrutura nacional.

Editada desde 2007, a compilação e análise dos dados conta com as consultorias econômicas do jornalista e economista Brian Nicholson e do professor Rubens Sawaya, da PUC-SP. O estudo de mercado permite o dimensionamento da importância econômica do setor e também das políticas que facilitam a aquisição de equipamentos modernos e eficientes, além de ser um instrumento útil de planejamento para as empresas do setor.

Fonte Sobratema

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Chefe do Departamento de Economia da UFF e membro do grupo de economia de energia vê no Pré-Sal a chance de a indústria brasileira e o País darem um salto à frente no desenvolvimento

“A exploração do Pré-Sal, em especial do Campo gigante de Libra, vai gerar um dinamismo nas indústrias do País, que hoje passam por um período delicado. “A partir desse dinamismo que será empregado na indústria do petróleo, outros segmentos que dependem dessa indústria petrolífera certamente serão afetados, contribuindo para um maior crescimento da atividade industrial brasileira, que vem sofrendo queda nos últimos anos. “O Pré-Sal é a oportunidade de dar um passo à frente no desenvolvimento brasileiro”.

A aposta é do Chefe do Departamento de Economia da UFF, Luciano Dias Losekann,  membro do grupo de economia da energia, que vai traçar um panorama do impacto do Pré-Sal na indústria Brasileira e seus efeitos na economia brasileira diante do cenário mundial. Losekann fará palestra durante o III Seminário Nacional de Tecnologia e Mercado da Soldagem – SOLDA BRASIL 2013, marcado para os próximos dias 12 e 13 de novembro, no auditório do Centro Empresarial Rio (Praia de Botafogo, 228, 2º andar), às 10:30h do dia 12 de novembro (terça-feira).

Segundo o especialista, os números da exploração do Campo de Libra, parte da reserva brasileira de petróleo, que acaba de ser leiloado, apontam para uma guinada forte na economia do país. “Primeiramente, é o retorno que surge a partir dos investimentos para explorar e desenvolver o Campo de Libra, um campo gigantesco, com reservas estimadas de oito a 12 bilhões de barris. Isso envolve investimentos de até US$ 200 bilhões. O pré-sal como um todo soma US$ 700 bilhões de investimentos previstos a partir do seu desenvolvimento”, sentencia.

Na visão de Luciano Losekann, com a dependência econômica mundial em relação ao petróleo os impactos na economia do País a partir da exploração petrolífera do Campo de Libra são inúmeros: geração de investimentos estrangeiros e nacionais, aquecimento e desenvolvimento da indústria, além do papel de destaque do País no cenário econômico e político global. “É a mudança do papel do Brasil no cenário mundial. Antes, o Brasil tinha um papel marginal, e buscou a sua autosuficiencia. Com o pré-sal, passa a ser um grande produtor e exportador de petróleo”, lembra o especialista

A palestra do professor Luciano Losekann é parte da Agenda do O III Seminário SOLDA BRASIL 2013 que tem por objetivo aprofundar a discussão sobre alguns dos principais projetos em execução no país, potencializando os caminhos e diretrizes do setor de soldagem na busca de soluções para a indústria nacional enfrentar os obstáculos de crescimento do País, melhorando seu desempenho e sua competitividade, difundindo novas tecnologias e experiências no setor de soldagem.
O evento servirá também para debater e analisar o mercado de soldagem, com a participação de executivos e técnicos de empresas executoras e tomadoras de serviços, representantes dos diversos segmentos da engenharia, projetistas, governo, academia, instituições de pesquisa e empresas de Engenharia Industrial, fabricantes de consumíveis, máquinas, equipamentos e serviços de soldagem, além de entidades profissionais e empresariais de classe e instituições formadoras de mão-de-obra.
As empresas de engenharia, tecnologia, fabricantes e fornecedores de materiais, equipamentos e prestadores de serviços interessados em apresentar palestras técnicas sobre soluções e tecnologias para o setor de soldagem ou patrocinar o evento podem entrar em contato com a Planeja & Informa Comunicação e Marketing, através do telefone (21) 2244-6211.

Serviço

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo email inscricao.planeja@gmail.com<mailto:inscricao.planeja@gmail.com>, além dos telefones (21) 2262-9401<tel:%2821%29%202262-9401> / 2215-2245.
Estudantes têm 50% de desconto na inscrição.

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Atividade industrial sobe 1,3%

Icone balanço,Economia | Por em 30 de outubro de 2013

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Segundo pesquisa da Fiesp e do Ciesp, a atividade da indústria de São Paulo de janeiro a setembro deste ano cresceu 3,4%

A atividade da indústria paulista cresceu 1,3% em setembro na comparação com agosto, mostraram dados com ajuste sazonal da Fiesp e do Ciesp. Apesar do dado positivo, o panorama para a indústria de transformação este ano continua sendo de estagnação da produção e crescimento pouco expressivo.

A avaliação é de Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômico (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“O crescimento de setembro já havia sido antevisto no mês passado, já que o número do sensor estava de certa forma agradável”, afirmou o diretor do Depecon.

Em setembro, a percepção do empresariado em relação ao cenário econômico registrou uma melhora para 51,8 pontos.

“Isso não muda, no entanto, o nosso panorama porque a previsão de final de ano não nos dá uma perspectiva de melhora para o último trimestre de 2013”, ponderou.

Francini projeta um crescimento de 2,5% da atividade industrial ao final do ano. Mas esse é um “crescimento baixo da indústria e que não vai repor a perda ocorrida em 2012”, alertou o diretor.

Na avaliação dele, o pior momento para a indústria foi no final do primeiro semestre de 2012, depois ocorreu certa recuperação, mas este ano “está patinando de novo”.

Quanto ao futuro, o diretor sugere cautela para mensurar o comportamento da indústria em 2014. Segundo Francini, a federação ainda está “construindo essa visão e não é a hora para anteciparmos quanto ao desempenho do próximo ano”.

Setores

O desempenho positivo de 1,3% em setembro foi puxado principalmente pela indústria automotiva. De acordo com o Indicador de Nível de Atividade (INA), o setor de Veículos Automotores registrou crescimento de 8,8% em setembro contra agosto, na leitura com ajuste sazonal.

“Há sempre uma pequena perturbação trazida pelo dissídio dos metalúrgicos do setor automotivo, que ocorre no interior do estado em setembro, então as fabricas se preocupam em aumentar sua produção para eventualmente fazer frente a uma paralisação ou algo do gênero”, explicou Francini.

Destaque de baixa, a indústria de Produtos Farmacêuticos registrou atividade estável em setembro ante agosto, mas despencou no acumulado de 12 meses com taxa negativa de 6,2% e na leitura de janeiro a setembro com queda de 8,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A produção do setor farmacêutico sentiu a forte penetração de importados este ano. Segundo o Coeficientes de Exportação e Importação da Fiesp, a fatia de produtos importados no setor cresceu de 28,3% no segundo trimestre de 2012 para 35,6% no mesmo período em 2013.

Outro viés de baixa para o setor foi o aumento dos preços dos alimentos, que fez o consumidor deixar em segundo lugar a compra de medicamentos.

“O comportamento da inflação, especialmente em produtos alimentícios, estreitou a margem de consumo de medicamentos das famílias”, afirmou o diretor do Depecon.

Desempenho da indústria

No acumulado de 12 meses, o desempenho da indústria nos últimos 12 meses cresceu 2,6%. Já na leitura de janeiro a setembro, a atividade industrial acendeu 3,4%, mas essa variação positiva deve convergir em 2,5% até o final do ano, projeta Francini.

O indicador de Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) manteve-se em 81,4% em setembro versus 81% em agosto, indicando capacidade ociosa na produção.  Já o componente Horas Trabalhadas na Produção indicou queda de 1,3% em setembro contra agosto, com ajuste sazonal, enquanto as Vendas Reais cresceram 0,2% no mesmo período.

Francini explicou que o aumento da produtividade, maior produção em menos horas trabalhadas, reflete o cansaço do empresário na “espera de coisas melhores”.

“Se faz mais produtos com menos horas, então a venda vai continuar crescendo e as horas caindo por conta do aumento da produtividade. O empresário reduz o quadro de funcionários, o que também já está acontecendo”, afirmou.

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O Evento:

Objetivo

Fomentar e desenvolver a cultura acadêmica e empresarial para a utilização da ciência, da engenharia e da tecnologia da automação e da informação em prol do desenvolvimento sustentável. Apresentar o panorama atual e tendências do que existe em engenharia, tecnologia, metodologias e casos de sucesso para o desenvolvimento sustentável. Promover a integração e troca de experiências entre as culturas acadêmicas e empresarial.

Público Alvo

Executivos, gestores e profissionais técnicos dos mais diversos setores produtivos da economia. Professores, pesquisadores, alunos de pós-graduação e de graduação dos cursos de engenharia, tecnologia e administração.

Data: 25/10/2013

Local: Auditório Professor Paulo Ribeiro de Arruda
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Prédio de Engenharia Elétrica
Av. Prof. Luciano Gualberto, 158 – Trav. 3 – São Paulo – SP

Coordenação geral: Prof. Dr. Sergio Luiz Pereira

Organização: Elcio Brito (SPI), Maria Lídia Dias (GAESI), José Antonio Tosta (GAESI), Luzia Namiki (GAESI), Melissa Pokomy (GAESI), Guilherme Sortino (FAAP, SAE, GAESI)

Realização: USP, GAESI

Participação: OSIsoft, SAP, KPMG, CISCO, Siemens,. Emerson, SPI, Rockwell Automation

Apoio: ISA, ISPE, ABM, SAE Brasil

Inscrições: Kamila Araujo, Tel: (11) 3274-5100 R.138, inscricoes@seatis.org

Mais informações: www.seatis.org

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É crescente o interesse do consumidor por produtos e serviços decorrentes de práticas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas. Essa tendência irreversível imposta pelo próprio mercado ganha força não só nas grandes empresas mas, inclusive, entre as de menor porte, como acontece na indústria de cosméticos Feitiços Aromáticos.

“Desde que iniciamos nossas atividades, em 2001, procuramos pensar em toda a cadeia produtiva, da compra de material dos fornecedores, até o transporte de nossos produtos, passando pelo impacto na comunidade e na economia”, enumera Raquel Cruz, sócia-fundadora da companhia.

O resultado dessa preocupação rendeu à companhia o segundo lugar  no ranking “As empresas mais sustentáveis segundo a mídia”, divulgado o ano passado. Atrás somente da Natura, a Feitiços Aromáticos é a  única micro empresa entre as primeiras colocadas. Além do “Prêmio de Sustentabilidade”, concedido em 2011 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Pesaram para o reconhecimento iniciativas  como o apoio a uma cooperativa de catadores de lixo, a contratação dos colaboradores da região,  fábrica com maior iluminação natural,   compra de papeis somente com origem conhecida  e  a utilização de proteção de embalagens ecológica.

A luminosidade interna da empresa, por exemplo, garante que apenas 40% das lâmpadas instaladas precisem ficar acesas durante o horário de expediente, o que provoca bem-estar a quem  trabalha e economia na conta e dos recursos naturais. Outra medida é que mais de 90% dos funcionários são do bairro. Com isso os colaboradores chegam de bicicleta ou a pé ao serviço, em apenas  15 minutos. Consequencia: maior qualidade de vida e  menos pessoas apertadas nos ônibus e trens ou precisando tirar da garagem seus veículos particulares.

A embalagem também é um item prioritário na questão de sustentabilidade. “Usamos extrusado de milho como material de proteção de embalagem e amortecimento no transporte. Trata-se de uma solução biodegradável, orgânica, de baixíssimo custo e ecologicamente correta, enquanto que a maioria das empresas opta pelos sacos plásticos”, compara Raquel.

A saúde é outro item inegociável, por isso é que a empresa não inclui em suas formulações  conservantes à base de parabenos. . Embora ainda não seja proibida no Brasil, a substância  poderia apresentar reações adversas e colocar  em risco a saúde do consumidor. Segundo estudos internacionais, o parabeno não é seguro e está associado ao surgimento de câncer de mama.

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Pesquisadores da Universidade de Adelaide (Austrália) desenvolveram um processo para transformar sacos plásticos usados em um nanomaterial de alta tecnologia.

Eles conseguiram transformar sacos plásticos não biodegradáveis em “membranas de nanotubos de carbono”, um material altamente sofisticado e caro com uma variedade de potenciais aplicações avançadas, como filtragem, armazenamento de energia e uma série de inovações biomédicas.

Nanotubos de carbono são pequenos cilindros de átomos de carbono com nanômetros de diâmetro (1/10.000 o diâmetro de um fio de cabelo humano). Eles são os materiais mais fortes e firmes já descobertos – centenas de vezes mais fortes que o aço, mas seis vezes mais leves. Suas propriedades elétricas, térmicas e mecânicas únicas representam muitas oportunidades para pesquisa e desenvolvimento, e já são usadas em uma variedade de indústrias, incluindo a eletrônica, a de equipamentos esportivos, a de baterias de longa duração, a de dispositivos sensores e a de turbinas eólicas.

Os pesquisadores produziram os nanotubos em membranas de nanoporos de óxido de alumínio. Eles utilizaram peças de sacos plásticos vaporizadas em um forno para produzir camadas de carbono que se alinharam para formar os pequenos cilindros (os nanotubos de carbono).

O enorme mercado potencial para os nanotubos de carbono depende da capacidade da indústria de produzir grandes quantidades do material de forma mais barata e uniforme. Os métodos de síntese atuais geralmente envolvem processos e equipamentos complexos, e a maioria das empresas só produz alguns gramas por dia.

Essa não foi a primeira vez que cientistas construíram nanotubos de carbono a partir de sacos de plástico. Em 2009, uma equipe do Laboratório Nacional Argonne, em Illinois (EUA), criou um processo que convertia o material utilizando um catalisador de acetato de cobalto. O problema com este método, no entanto, é que o cobalto também é bastante caro, e apenas um quinto dos sacos plásticos foi efetivamente convertido em nanotubos.

“Em nosso laboratório, nós desenvolvemos um método novo e simplificado de fabricação com dimensões e formas controláveis, usando um produto residual como fonte de carbono”, explicou professor Dusan Losic, coautor do estudo. A ideia para essa técnica foi concebida e realizada pelo seu doutorando, Tariq Altalhi.

O processo é também catalisador e solvente, o que significa que os resíduos de plástico podem ser usados sem gerar compostos venenosos.

“Sacolas plásticas não biodegradáveis são uma séria ameaça aos ecossistemas naturais e apresentam um problema em termos de eliminação”, diz Losic. “Transformar estes resíduos através de reciclagem nanotecnologia oferece uma solução potencial para minimizar a poluição ambiental, criando ao mesmo tempo produtos de alto valor agregado”.

Fonte: [ScienceDailyGizmodo]

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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